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Dicas de organiza√ß√Ķes ambientais brasileiras para seguir nas redes sociais

As redes sociais em si s√£o fonte de discuss√£o e geram muito debate. H√° quem as ame e quem as odeie. Eu confesso que me policio para evitar passar muito tempo rodando a tela do celular. Mas para mim as redes sociais s√£o importante porque as uso como meio de trabalho. Seja para divulgar informa√ß√Ķes ou para saber o que outras pessoas e organiza√ß√Ķes est√£o fazendo. Por isso, gostaria de dividir alguns perfis de organiza√ß√Ķes ambientais brasileiras que merecem serem seguidas no Instagram. Um deles √© do Instituto Tamandu√°, uma ONG que estuda e busca a preserva√ß√£o de Tamandu√°s, Tatus e Pregui√ßas. Esses bichos simp√°ticos sofrem com a ca√ßa, atropelamentos, perda do seu habitat e tr√°fico. Outro √© o perfil do Projeto De Olho Nos Corais. Ele est√° monitorando com fotos, inclusive com a participa√ß√£o de internautas, a sa√ļde dos corais de todo o litoral brasileiro. Infelizmente, pesquisas mostram que os corais est√£o branqueando devido ao aumento da temperatura da Terra. E esse branqueamento pode levar os corais √† morte. Outro perfil lindo √© o da Associa√ß√£o Acaatinga. A caatinga √© um bioma exclusivamente brasileiro e super delicado. Parece pobre, mas √© muito rico em biodiversidade. Por fim, indico o perfil do Observat√≥rio do Clima, uma rede de organiza√ß√Ķes pelo combate ao aquecimento global. Ele ¬†contextualiza no Instagram as implica√ß√Ķes das pol√≠ticas para o meio ambiente.

*Este texto foi ao ar no programa Desperta, da Rádio Transamérica, apresentando pelos queridos Carlos Garcia e Irineu Toledo.  Uma vez por semana, minha coluna vai ao ar por volta das 6h15 da manhã. Geralmente, às quintas-feiras. Beijo!

Para que serve um blog?

dezanosblogs

Lembro como se fosse ontem. O Atila Iamarino e o Carlos Hotta tiveram a incrível ideia de unir os cerca de (no máximo 15?) blogueiros que escreviam sobre ciência, há dez anos. Você vê que o empreendedorismo de ambos praticamente nasceu com eles, não? A maioria de nós se conhecia pela internet. Um comentava no blog do outro. Assim, eles me chamaram para conversar.

Na √©poca, tornou-se bem comum condom√≠nio de blogs. Os mais populares at√© foram incorporados por grandes portais como o iG (Interney pode falar mais sobre). Eu, capira de Tel√™maco Borba e precavida, fiquei com receio. ‚ÄúSer√° que s√£o dois doidos?‚ÄĚ Achei prudente marcar o encontro em um caf√© movimentado da Vila Madalena. Avisei minha m√£e assim que cheguei e combinei de informar quando estivesse longe deles, em seguran√ßa, destino minha casa.

Ao chegar no café, me deparei com duas pessoas agradabilíssimas, inteligentes e que até pareciam um pouco tímidas! Eles foram super gentis e explicaram a ideia. Percebi o pioneirismo de ambos naquela hora. E a força para realizar sonhos. Bom, como se pode ver, migrei para o ScienceBlogs. Eram dois doidos, sim. Mas doidos por mudar este país para melhor.

Agora, vou te contar um segredinho: o mais incr√≠vel em fazer parte deste grupo √© conhecer pessoalmente pessoas t√£o fant√°sticas e conversar com elas em um e-mail de bastidores. Ah, se os bastidores falassem‚Ķ Posso afirmar (e deixar aqui a curiosidade) que a troca de ideias mais maravilhosa acontece por e-mail. Qualquer conversa pode ser muito profunda e c√īmica ao mesmo tempo. Sagaz.

Pela percepção de quem tem blog desde antes da maioridade, de quem trabalha na área e que, por afinidade ou encantamento pelas possibilidades (boas) que a internet traz, vou tentar contar um pouco sobre a evolução do blog e usar minha bola de cristal para apontar onde estamos e para onde vamos.

 

De onde vieram os blogs

Muito resumidamente, para não ser cansativo, os blogs foram: um diário pessoal, um diário sobre um tema que gostamos, um diário sobre um tema que gostamos com opinião, uma coluna de opinião. Meio que nessa ordem. Muitos blogueiros publicaram livros. Foram até ao Faustão!

Aí, as empresas perceberam o poder da blogagem. E começaram a contratar blogueiros para escrever sobre suas marcas. Elas já haviam cedido aos publiposts e os jornais também inseriram blogueiros em seus veículos. Em seguida, as empresas criaram seus próprios blogs.

Com a crise na imprensa impressa, entre um dos motivos, devido à publicidade migrando para o Google e, atualmente, Facebook, as empresas perceberam que poderiam ser o próprio veículo de comunicação. Afinal, já tinham sites. Bastava transformar releases em notícias para vender o próprio peixe e colocar a notícia com as lentes voltadas para elas.

Em 2005, o YouTube come√ßou a ganhar mais for√ßa. Eles incentivaram a migra√ß√£o de blogueiros pagando (bem) para v√≠deos com mais visualiza√ß√Ķes. Em 2011, quando eu trabalhava em uma empresa internacional da √°rea de internet, as mensagens de fora j√° imploravam: ‚ÄúPor favor, fa√ßam v√≠deos, ser√° o ‚Äėnovo‚Äô blog‚ÄĚ. Se voc√™ for ao meu canal do YouTube, ver√° que me arrisquei algumas vezes. Tenho at√© forma√ß√£o em locu√ß√£o e apresenta√ß√£o de televis√£o (olhe o jab√°)!

Como est√£o os blogs

Bom, as empresas começaram a usar os blogs para divulgar suas marcas. Perceberam que quanto mais notícias, mais links para os seus sites, mais relacionamento com futuros clientes, mais vendas. O próprio YouTube disse, recentemente, que ele é uma enciclopédia em vídeo. Acho que queria ser uma televisão, mas se tornar uma enciclopédia é mais pesado no bom sentido, não? E o Google, de certa maneira, virou um Oráculo.

Você pergunta, o Google responde. Literalmente. As empresas perceberam isso. E começaram a aplicar em seus blogs Search Engine Optimization (otimização para mecanismos de busca). O tal do SEO. Agora, cá estamos. Pesquisas mostram que os primeiros quatro links que aparecem no Google são os mais clicados. Começaram os caça-cliques mais acirrados do mercado.

Voc√™ j√° clicou em um texto p√©ssimo na flu√™ncia que tem mais ‚Äúpalavras-chave‚ÄĚ (que ajudam os rob√īs do Google a entenderem que aquela p√°gina √© mais relevante que outra) do que outra coisa no texto? Ou seja, que n√£o diz nada? Pois √©. Isso tem sido bem comum. A√≠, quem vai ler tanta not√≠cia?

Temos bons blogs. Blogueiros que migraram para outras m√≠dias. Blogueiros que foram fazer outra coisa da vida – e n√£o t√™m mais tempo para blogar. Temos muito conte√ļdo (n√£o necessariamente em blog) ‚Äúcozinhados‚ÄĚ como chamamos no jornalismo, ou seja, reescritos sem novidades. Sabe o que falta?

Curadoria para os conte√ļdos bons. Al√©m do ScienceBlogs, claro. ūüėČ Juntar em um √ļnico endere√ßo de internet os canais, sejam eles de redes sociais ou de blogs escritos. Afinal, esqueci de mencionar. Muitos blogueiros ou que seriam poss√≠veis blogueiros usam seus perfis das redes sociais, como o Instagram, como blog. Migraram.

 

Como ser√£o os blogs

Acredito que haver√° uma sele√ß√£o natural. Parte feita pelo grande irm√£o Google. Que ir√°, assim espero, punir descendo nas buscas os blogs que ‚Äúcozinham‚ÄĚ outros textos ou que apelam nas palavras-chaves sem trazer conte√ļdo de qualidade.

Tenho notado tamb√©m que h√° uma tend√™ncia em reunir em uma √ļnica not√≠cia/ blogagem texto, v√≠deo, √°udio, foto e o que mais caber. Os blogs podem ficar mais complexos, mais ricos, com conte√ļdo em diversas m√≠dias para agradar a todos os fregueses.

Creio que nunca se leu tanto na face da Terra. Mas quem n√£o gosta de um conte√ļdo bom? Quando a gente vai a uma loja e √© mal atendido ou o produto entregue n√£o √© de acordo com a propaganda, a gente faz o qu√™? Evita voltar. Dessa forma, espero que os bons blogs permane√ßam ou revivam.

Posso dizer por mim. Estou tentando fazer o Xis-xis voltar. Mas tenho mais uma boca a mais para alimentar em casa. Por isso, nas horas vagas, cuido desse ser e o meu foco √© colocar os alimentos na geladeira. Mas estou aqui. Querendo-te. ūüėČ

Como mudar o mundo por meio das redes sociais e dos aplicativos?

RJ - RIO-DE-JANEIRO - 04/08/2016 - REVEZAMENTO DA TOCHA RIO 2016 - Revezamento da Tocha Olimpica para os Jogos Rio 2016. Foto: Rio2016/Fernando Soutello

N√≥s temos vontade de melhorar a nossa qualidade de vida, viver em equil√≠brio em comunidade, habitar um mundo mais igualit√°rio e deixar um planeta mais harmonioso para as futuras gera√ß√Ķes (nossos filhos, netos, sobrinhos, crian√ßas de toda a Terra). Tamb√©m, as pesquisas at√© t√™m apontado, cada vez mais queremos trabalhar em empresas que respeitem o ser humano e a natureza. Empresas que t√™m o prop√≥sito de cuidar do planeta ou que, ao menos, tenha a√ß√Ķes para compensar os seus impactos.

As redes sociais e os aplicativos se mostraram um espa√ßo para relaxarmos, mas tamb√©m para nos conectarmos a outros que pensam como n√≥s ou que t√™m o mesmo prop√≥sito ampliando as nossas vozes. E √©, por meio deles, que podemos unir a nossa vontade de viver em um mundo mais harm√īnico com empresas investindo em uma causa que melhora diretamente a qualidade de vida de todos no planeta: o plantio de √°rvores nativas.

O plantio de árvores nativas em áreas rurais visando recuperar a floresta que havia ali e degradamos no passado, chamada também de recuperação florestal, é tão importante que ganhou até destaque na abertura das Olimpíadas! Primeiro, é irresistível pegar uma mudinha ou imaginar que um clique nosso se reverterá em uma árvore plantada que viverá, talvez, por mais tempo que nós. Segundo, este é um legado que deixamos aqui na Terra.

iniciativa_verde_villa_lobos-360O plantio de uma pequena mudinha de árvore nativa envolve toda uma cadeia do bem. Ela é produzida em um viveiro do interior (que ajudou a gerar renda para uma população que, de repente, antes trabalhava degradando a mata!). Para se ter uma muda, precisamos da semente. Logo, ela é colhida em alguma floresta que necessita ser preservada para esse fim, entre outros. Em seguida, essa mudinha é plantada por, muitas vezes, uma pessoa que às vezes desmatava (ou estava desempregada) e, agora, consegue sustentar sua família cuidando do planeta.

Em seguida, a mudinha crescer√° em uma √°rea de prote√ß√£o ambiental (uma vez plantada uma √°rvore nativa, ela s√≥ pode ser derrubada se for por uma obra de interesse p√ļblico). Conforme vai crescendo, ela atrai borboletas, pequenos mam√≠feros, lobos-guar√°s, macaquinhos. Ela pode fornecer alimento e prote√ß√£o para diversos animais. As abelhas e os p√°ssaros polinizar√£o a √°rea onde est√° a mudinha (e suas outras amigas mudas) trazendo mais vegeta√ß√£o, diversificando e enriquecendo essa floresta que cresce.

Essa mudinha come√ßa a reter a √°gua da chuva no solo com suas ra√≠zes (calcula-se que 80% da √°gua da chuva √© ‚Äúabsorvida‚ÄĚ por √°rvores da Mata Atl√Ęntica). Assim, aquele c√≥rrego que passa perto dela fica mais caudaloso. Ou a nascente que secou come√ßa a voltar √† vida. A popula√ß√£o do campo que n√£o tem recurso financeiro, que precisa diretamente da natureza para sobreviver, consegue voltar a plantar hortali√ßas e outros alimentos para comer e at√© vender. O espa√ßo da sua propriedade que cedeu para o plantio (que j√° estava com o solo degradado de tanto a vaquinha pisar ou de tanto plantar) valoriza o local! Al√©m de deixar a paisagem mais agrad√°vel e bonita.

Quem mora na cidade pode ir para o campo e fazer ecoturismo nesses locais. Pode respirar um ar mais puro. Pode ter mais √°gua na torneira e de melhor qualidade. Essa pequena mudinha, conforme vai crescendo, absorve o g√°s carb√īnico da atmosfera. Aos poucos, ela vai evitando que o temido e impalp√°vel aquecimento global nos atinja. Afinal, quando a gente muda o uso do solo (desmata, por exemplo), altera as chuvas. Ela evita que sejamos, aqui na cidade, atingidos por aguaceiros que alaguem tudo ou por secas que fazem nossos narizes co√ßarem insuportavelmente. Nossa sa√ļde agradece.

Como o efeito borboleta (‚Äúo bater de asas de uma borboleta no Brasil pode desencadear um tornado no Texas‚ÄĚ), essa pequena a√ß√£o pode mudar o nosso futuro para melhor. Durante o evento Social Media Week, vou dar a palestra ‚ÄúJ√° pensou em plantar √°rvores por meio da internet?‚ÄĚ para mostrar como podemos plantar mudinhas por meio das redes sociais, de aplicativos e da internet em geral. Mostrarei a√ß√Ķes de marcas como a Sky ou a Wappa com a Iniciativa Verde¬†que envolvem o plantio de √°rvores nativas. Lindos casos. Que marca a sua marca quer deixar no mundo?

Fotos de cima para baixo: Rio2016/Fernando Soutello, Marcelo Scandaroli/ Iniciativa Verde, Isis Nóbile Diniz/ Iniciativa Verde

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Ativistas ambientais no Repórter Eco, da TV Cultura

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O blogueiro Tulio Malaspina, do Atitude Eco, o irm√£o dele Lucas e eu demos uma entrevista para o programa Rep√≥rter Eco, da TV Cultura, sobre ativismo na internet e nas redes sociais. A mat√©ria foi ao ar domingo, mas pode ser vista no link acima a partir do 3:50. Divirta-se com nossa conversa gravada via Skype! Ali√°s, dica: todas as reportagens do Rep√≥rter Eco ficam dispon√≠veis no site deles. ūüėČ