Aumenta o desmatamento da Amaz√īnia

O¬†desmatamento da floresta Amaz√īnica voltou a subir em agosto, afirma o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo dados do sistema de Detec√ß√£o de Desmatamento em Tempo Real (Deter), 756,7 quil√īmetros quadrados de floresta foram destru√≠dos no per√≠odo – √≠ndice tr√™s vezes maior do que o registrado em agosto de 2007.
O Par√° voltou a ser o estado que mais destr√≥i a Amaz√īnia, com 435 quil√īmetros quadrados de florestas derrubados, seguido por Mato Grosso, com 229 quil√īmetros quadrados desmatados. Ele foi alavancado pelos munic√≠pios com os maiores rebanhos de gado. Para o Greenpeace, est√° ligado √† diminui√ß√£o da presen√ßa da fiscaliza√ß√£o nos √ļltimos meses na regi√£o.
Para provar, o Greenpeace transmitiu, ao vivo, imagens de destrui√ß√£o da floresta. Veja¬†aqui.¬†Ontem, dia 29, Carlos MInc, ministro do Meio Ambiente, divulgou uma lista dos 100 maiores desmatadores. O¬†Instituto Nacional de Coloniza√ß√£o e Reforma Agr√°ria¬†(Incra) – p√ī, um √≥rg√£o do governo! – lidera como o campe√£o da destrui√ß√£o da floresta.¬†Aqui est√° a lista completa¬†que “d√° nomes aos bois”.
A terra é um ser vivo
Tamb√©m ontem, conversei com o pesquisador ocean√≥grafo¬†Ronald Buss de Souza, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Ele estuda as correntes mar√≠timas. Durante o bate-papo, ca√≠ na Teoria de Gaia. Segundo ela, a Terra √© um ser vivo. Toda a natureza interage e reage organicamente aos atos nela sentido – leia, resumidamente, aqui. Na hora lembrei da Amaz√īnia e desse dado que j√° havia checado no blog Ag√īnia ou √äxtase.
Explico. O desmatamento da Amaz√īnia diminui o regime de chuvas da regi√£o Sudeste do Brasil. Isso significa que, quando a corrente mar√≠tima que v√™m densa do Equador – cheia de sal porque a √°gua evapora mais l√° –¬†chegar na latitude de S√£o Paulo, vai continuar assim. Isso s√≥ contribui para o desbalanceamento do que conhecemos.
Foto: Greenpeace.

Direto de Marte


Ai, ai, o¬†crep√ļsculo me inspira… Esse a√≠ ao lado, ent√£o, √©s fascina√ß√£o, amor. Apesar de n√£o¬†ser muito bonito. O c√©u est√° marrom, as montanhas parecem sujas e o sol levemente azulado. Mas sabe onde foi tirada essa foto? Sabe? Em MARTE! Esse √© o p√īr-do-sol dos marcianos! Al√ī, al√ī. Que sensacional!
Eu creio que a foto ficou nesses tons por dois motivos. Primeiro, porque a c√Ęmera do robozinho n√£o √© das melhores. Depois, Marte n√£o tem a nossa atmosfera – respons√°vel por conservar o c√©u lindo azulado que estamos detonando.
Essa imagem encontrei numa busca inusitada. Voc√™s viram que um dos grandes portais da internet brasileira divulgou hoje uma foto de poss√≠veis¬†fossas de lavas de vulc√£o marciano – leia aqui¬†texto completo,¬†em ingl√™s? Pois √©. Fiquei encasquetada. P√ī, onde esse povo consegue essas fotos, deve ter mais, certo? Corret√≠ssimo.
Quem procura, acha. Prepare-se para se deliciar. Veja o que achei na internet:

  • Webcam apontada para Marte! Ela filma, sem parar, o planeta vermelho. Confira as melhores que os cientistas escolheram;
  • Lembra-se daquela foto da pisada do homem na lua? Essa e outras¬†melhores e hist√≥ricas imagens da NASA¬†est√£o aqui. Amei;
  • Quer acompanhar o¬†rob√ī Phoenix¬†em Marte? Veja aqui as fotos que ele tira!

Mande seu nome para o espaço

A NASA vai mandar o nome de todos os interessados para o espa√ßo. Claro que ele n√£o ser√° escrito em papeizinhos… Funciona assim. Voc√™ entra neste link. Cadastra¬†o nome ‚Äď leva cinco segundos, j√° coloquei o meu ‚Äď e pronto! Est√° feito. S√≥ n√£o use acentos, caso contr√°rio sair√° com erro.
Os nomes cadastrados serão gravados em um microprocessador que fará parte do satélite Glory. Ele deverá estudar os efeitos das partículas espaciais chamadas aerossóis Рsimilares às que se encontram na atmosfera como de pó e poluição Рe a influência do sol no clima terrestre.
O sat√©lite partir√° rumo o espa√ßo em junho de 2009. Far√° parte de um projeto formado por sat√©lites de observa√ß√£o que completam cada √≥rbita terrestre a cada 100 minutos – uau. O prazo para enviar os nomes termina no dia 1¬į de novembro deste ano. A inscri√ß√£o √© gratuita. Leia mais sobre o sat√©lite Glory aqui. Nome luxo!

O lixo nosso de cada dia

Estou fazendo uma pesquisa sobre lixo e meio ambiente para uma mat√©ria – aguarde. Ver as fotos que, com certeza, ajudaram a estimular a pauta me deram √Ęnsia. O que eu j√° vi de fotos e v√≠deos de cirurgias n√£o est√° escrito. Mas √© repugnante observar o que o nosso lixo causa para os outros animais. Mortos ou mutilados por comerem papel, vidro, alum√≠nio, pl√°stico, sujeira. S√≥ de pensar tenho arrepios.
Essa breve pesquisa retomou, imediatamente, uma experi√™ncia inesquec√≠vel. Lembra-se do desfile da marca Cavalera na margem do rio Tiet√™ – leia aqui? Eu fui. Estava trabalhando no SPFW Journal. Quando soube do desfile, falei para uma das mais admir√°veis editoras – n√£o vou colocar a mais porque outras tamb√©m dividem um peda√ßo do meu cora√ß√£o, rs! – que eu queria cobrir. Surgiu uma id√©ia genial na reda√ß√£o, pelo que me lembre, dela. “Pergunte para os convidados que perfume eles usaram no desfile”. Al√©m de fazer uma mat√©ria sobre a ONG Navega S√£o Paulo – veja aqui – e a Cavalera, me diverti com o s√©rio assunto. Alivia rir da desgra√ßa.
O desfile aconteceu numa manh√£ de domingo abafado de ver√£o, chuvoso e bege. Fui de carro por motivos pessoais – eles disponibilizavam √īnibus do SPFW. Douglas Siqueira, diretor da ONG, afirmou que guardaria uma vaga para mim. E explicou o caminho para chegar direitinho. Afirmou diversas vezes. “A entrada √© feita pela marginal, voc√™ tem que fazer o retorno, cuidado para n√£o se perder”. Mod√©stia a parte, tenho a maior no√ß√£o de dire√ß√£o. Cheguei sem um metro errado.
A entrada era bizarra mesmo. Tive que reduzir na pista da esquerda, debaixo de um p√© d’√°gua, para virar √† margem do rio! N√£o existe asfalto, o lugar √© forrado com uma esp√©cie de cascalho. Ao passar entre os muros de concreto, embaixo de uma ponte, j√° damos de cara com um barco – acho que… – de pescador. Encalhado ao lado de outro, mais robusto. Se acelerar, o destino √© a √°gua marrom.
Procurei pelo Douglas. Simp√°ticos da ONG, caminharam comigo at√© o barco – a arquibancada para o desfile que aconteceu na inclinada margem. Reclamei da chuva, ou melhor, da garoa. “Agrade√ßa! Voc√™ n√£o imagina o fed√ī que √© isso daqui ao sol”, me disseram. J√° trabalhei em uma editora ao lado do rio Pinheiros. √Č verdade. No ver√£o, eu e meus amigos fic√°vamos enjoados. Era um cheiro doce, viscoso, fedido e amarrado tudo ao mesmo tempo agora. Eca.
Entrei no barco. Trabalhei com meus colegas. A marca distribu√≠a √°gua com s√≠mbolo radioativo, capa de chuva amarela e havia uma “mocinha” dando sorvete de gelo – feito de √°gua, com “gosto” de √°gua – chamado “Elemento Desaparecendo, Elemento Desaparecido”. Uma instala√ß√£o interativa do artista pl√°stico carioca Cildo Meirelles.
Enquanto me maravilhava com o lugar, em ver a cidade do rio, pisar na sua margem, pasmar nos pr√©dios refletidos na √°gua, observar o movimento dos carros por outro √Ęngulo e com a sensacional possibilidade de navegar pelo Tiet√™ – o passeio foi cancelado devido √† probabilidade de encalhar – muitas pessoas estavam de saco cheio. No esquema: “Vamos logo ao desfile porque esse lugar √© u√≥”. E era, claro. Mas preferi observar tudo o que meus olhos podiam captar. Para gravar esse momento. Deu certo. Poderia descrever com detalhes toda a paisagem. Qu√£o pequenos somos – viadutos, carros, pr√©dios, pessoas -, literalmente, ao lado do rio e de sua for√ßa – precisa ver a correnteza!
Mesmo assim, é impossível afirmar que somos nada. Graças a nós, o rio Рpossui vida sim, imponente Рé silencioso. Aliás, tenho certeza que se fosse possível canalizá-lo, já teriam feito isso. Sumir com ele do mapa. Como outros viraram grandes avenidas. Quem acelera no carro não faz idéia da beleza daquele momento. O lugar é indescritível.
Ver o desfile na parte fechada do barco, imposs√≠vel. J√° n√£o havia espa√ßo. Ficamos em cima, na chuva. Que medo de derrubar m√°quina, anota√ß√Ķes, celular, bolsa, tudo no rio. O desfile come√ßou com uma sirene, n√£o teve m√ļsica durante ele – estranho, mas ficamos com a sinfonia da cidade – e acabou com outra. Pronto. Os espectadores foram embora, enquanto eu acabava de conversar com as pessoas da ONG, de dentro do barco.
A chuva? Continuou na forma de garoa. Continuou, escorreu, chorou… At√© que, em minutos, todas as sa√≠das do barco estavam alagadas. A √°gua marrom e fedida invadiu todas as deixas. Como fa√ßo agora? Cair naquele rio me daria urtic√°rias. Doen√ßas. Repugn√Ęncia. Mico. Sem contar que, como era ver√£o, n√£o quis colocar bota. Um arrependimento. As pessoas de galocha estavam com a roupa adequada. Eu √© que fui caipira. Cal√ßava uma Melissa de boneca. Pl√°stico √© imperme√°vel. Mas insuficiente. A gota cai e… respinga! Eu toda cuidadosa para n√£o ser em mim! De saia…
Pedi para sair. Afinal, eu precisava voltar para a reda√ß√£o. Os caras – da ONG, prefeitura, obras – jogaram uma pontezinha de madeira furreca. No estilo a ponte do rio que cai. Era um passo na frente do outro. Ela estava equilibrada em cima de b√≥ias cil√≠ndricas. Era o √ļnico jeito. No fundo, eu sabia que n√£o iria escorregar. Me deram a m√£o e passei rapidinho. Ufa! Em terra firme!
Contaram que 35% da polui√ß√£o do rio Tiet√™ √© proveniente das… ruas! Do que √© jogado no ch√£o. Como? U√©, simples, chove, igual aquele dia. O aguaceiro desemboca no rio, parte mais baixa da cidade. Um potinho de iorgute boiava. Encalhado com outros mil potinhos. Ele alimentou uma crian√ßa ou um adulto. Tanto faz. Que se satisfez. E, desinteressado, jogou a embalagem na rua. Mais uma na multid√£o. Ser√° que aquele potinho esteve na minha geladeira semana antes? Era bem da marca e do sabor que eu gostava… “Improv√°vel”, tentei diminuir a culpa. Afinal, tudo que pode ser reciclado eu separo para a coleta seletiva.
Fotos: Tirei durante a história. Na época, não tinha este blog para colocar o que considero atualíssimo. A condição do rio mudou? Leia o post sobre o artista que está pintando aqui.

Ci√ļme em excesso pode ser TOC

Essa eu n√£o sabia… Dedico √†s namoradas e aos namorados ciumentinhos.¬†Ele¬†√© um sentimento comum a todos n√≥s. Pode estar presente em qualquer tipo de relacionamento, nos amorosos, nas amizades, das rela√ß√Ķes entre pais, filhos, irm√£os. Por√©m algumas pessoas¬†se queixam de controlar esse sentimento, mas ficam frustadas por n√£o conseguirem.
O ci√ļme pode ser entendido como sendo um conjunto de pensamentos, emo√ß√Ķes e a√ß√Ķes que s√£o desencadeados por algum tipo de amea√ßa ao relacionamento. As defini√ß√Ķes de ci√ļmes, geralmente, t√™m em comum tr√™s elementos:¬†uma rea√ß√£o frente √† amea√ßa do relacionamento,¬†a¬†exist√™ncia de um rival real ou imagin√°rio e¬†visa eliminar os riscos de perda do amor.
Segundo Karen Camargo, psic√≥loga,¬†o¬†ci√ļme “normal” √© transit√≥rio, espec√≠fico e baseado em fatos reais.¬†O excessivo possui¬†uma preocupa√ß√£o infundada, irracional e descontextualizada.¬†E a√≠ que mora o perigo de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).
Muitos ciumentos podem apresentar comportamentos de verifica√ß√£o – ligar constantemente, verificar se o parceiro estava falando a verdade, checar e-mails ou as chamadas no celular, entre outros. Sintomas pr√≥ximos¬†aos presentes no TOC. Mas as pessoas fazem isso porque s√£o loucas ou querem o mal do outro? N√£o! Essas a√ß√Ķes¬†servem para diminuir a ansiedade presente no epis√≥dio ciumento.
“Os ciumentos muitas vezes se sentem arrependidos diante das atitudes excessivamente controladoras. E √© nesse momento que muitos deles recorrem √† terapia, principalmente, quando a rela√ß√£o j√° chegou ao limite. O medo da perda √© o tema central do tratamento do ci√ļme excessivo, al√©m da reavalia√ß√£o do comportamento controlador”, diz.
Assim, muitos ciumentos sofrem em sil√™ncio. Poucos sabem que¬†pode fazer parte de um quadro de “excesso comportamental” que, geralmente, precisam de tratamento. “Neste sentido, o (a) parceiro (a) ou mesmo as pessoas envolvidas podem ser indicadores importantes para a busca de tratamento”, afirma a psic√≥loga.
Informa√ß√Ķes:¬†Karen Camargo, psic√≥loga cl√≠nica.
Teste! Veja como √© seu ci√ļmes aqui¬†no Web Point Club¬†– o meu deu que √© “positivo”, “do bem” -, aqui¬†no Interney ou aqui¬†no CAT.¬†Um √© levemente diferente do outro. Sorte, ciumentinho.

Tecnologia + ecologia = contador de √°rvores

O governo do estado do Rio de Janeiro lan√ßou¬†uma ferramenta –¬†desenvolvida pelo¬†Centro de Tecnologia da Informa√ß√£o e Comunica√ß√£o do Estado do Rio de Janeiro (Proderj) –¬†que possibilitar√° √† Secretaria do Ambiente quantificar o n√ļmero de √°rvores plantadas em cada munic√≠pio, saber quais s√£o as entidades e cidad√£os preocupados com a preserva√ß√£o ambiental, o tamanho da √°rea reflorestada, o total investido,¬†estabelecer um ranking com imagens das dez principais esp√©cies plantadas e o cadastramento de duas fotos do local.
No site da Secretaria do Ambiente √© poss√≠vel acessar esse “contador de √°rvores da Mata Atl√Ęntica”, clique aqui.¬†A busca √© feita por cidade.¬†Procurei por B√ļzios – ai que encantadora com ar franc√™s e brasiliense… -, mas n√£o achei.¬†Ent√£o, optei por Angra dos Reis¬†– outro lugar fant√°stico. Veja¬†como aparece tosco, mas interessante:

Consulta por Município
Patrocinador : Prefeitura de Angra dos Reis CNPJ : ../-
Executor : Prefeitura de Angra dos Reis CNPJ : ../-
Município : Angra dos Reis
Região Hidrográfica : RH-I Baía da Iha Grande
Localidade: Faixa Marginal
Endereço : APP Lindeira ao Rio Jucuecanga
CEP : .-
Total de Mudas : 300
√Ārea total plantada :¬†¬† 2700 ¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† Unidade de medida :¬†¬†¬†¬† metro quadrado
Total investido : 0,00
Principais espécies
Nome Científico Nome Popular
Chorisia speciosa Paineira
Caesalpinia echinata Pau brasil
Tibouchina granulosa Quaresmeira
 

A Secretaria do Ambiente ficar√° respons√°vel por catalogar as informa√ß√Ķes sobre os plantios e disponibiliz√°-las. Em comemora√ß√£o ao Dia da √Ārvore, dia¬†21 de setembro, foi instalado no Jardim Bot√Ęnico do Rio de Janeiro um rel√≥gio digital que mostrar√° a cada 15 dias quantas √°rvores e de quais esp√©cies ser√£o plantadas. A meta da Secretaria √© atingir, at√© 2010, a marca de 20 milh√Ķes de √°rvores plantadas em todo o estado.¬†¬†
Obs. 1: √Č um absurdo n√£o existir uma ferramenta dessa antes. Como o governo ou prefeituras saem plantando √°rvores por a√≠ sem ter o menor controle interno?
Obs. 2: Certa vez entrevistei a urbanista respons√°vel pela capital fluminense. Ela mostrou que l√° √© uma das cidades brasileiras onde mais se plantam √°rvores.¬†Por ser¬†muito quente, essa¬†√© uma maneira de diminuir a sensa√ß√£o t√©rmica de forno.¬†Tamb√©m disse que, dependendo do tamanho do pr√©dio ou casa que¬†agora s√£o¬†constru√≠dos, o¬†propriet√°rio √© obrigado a plantar √°rvores no terreno ou nas vias p√ļblicas. N√£o lembro a propor√ß√£o metro x planta. Ah, e todas as √°rvores que morrem ou s√£o retiradas das cal√ßadas e pra√ßas devem ser substitu√≠das por outras.

Jogos científicos no dia do estresse

Essa é para aprender inglês e ciência ao mesmo tempo. O Windows to the Universe é completamente divertido! Não conheço nada parecido em português. O site possui uma página com mais de dez jogos que tem como tema a ciência. Os gráficos podem até ser meio toscos, mal trabalhados, mas eu gastei um tempinho no jogo da memória, quebra-cabeças e em capturar o lixo espacial. Clique aqui para jogar também Рas crianças irão adorar.
Ali√°s, o site inteiro merece uma visita. Ele possui vers√£o em espanhol, veja aqui. Pelo que entendi, a id√©ia dele √© explicar e divulgar a ci√™ncia. A maioria das “atra√ß√Ķes” possuem n√≠vel b√°sico, intermedi√°rio e pr√≥. Possui √°rvore geneal√≥gica de algumas fam√≠lias de deuses, um calend√°rio de datas cient√≠ficas de todos os dias do ano e um “pergunte para o cientista”. Mobral.
Obs. 1: O LHC está bichado, hein? Com vazamento do gás hélio e, por isso, ficará fechado até o ano que vem. Haja olho gordo no experimento! Vamos mandar umas fitinhas do Senhor do Bonfim, figas e ferraduras para dar sorte? Afinal, Deus é brasileiro.
Obs. 2: Em S√£o Paulo, hoje √© o Dia Municipal de Combate ao Estresse. Conveniente, 24 horas depois do Dia Sem Carro… Sabia que, no Brasil, 70% da popula√ß√£o economicamente ativa sofre do mal? Os principais sintomas s√£o cansa√ßo, dor na coluna, sentimento de medo e agressividade constantes, diminui√ß√£o da produtividade e efici√™ncia, perda de mem√≥ria, acelera√ß√£o do batimento card√≠aco, irrita√ß√£o, entre outros – droga! A Sociedade Brasileira de Hipertens√£o (SBH) criou dez mandamentos ligados ao estresse para combater. Segui-vos atentamente:
1. Meça a pressão pelo menos uma vez por ano.
2. Pratique atividades físicas todos os dias.
3. Mantenha o peso ideal, evite a obesidade.
4. Adote alimentação saudável. Pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes.
5. Reduza o consumo de álcool. Se possível, não beba.
6. Abandone o cigarro.
7. Nunca pare o tratamento, é para a vida toda.
8. Siga as orienta√ß√Ķes do seu m√©dico ou profissional da sa√ļde.
9. Evite o estresse. Tenha tempo para a família, os amigos e o lazer.
10. Ame e seja amado.
Amém.

Você é um Autoholics Anonymous?

Em plena segundona, ainda com a pregui√ßa do final de semana, vamos deixar o possante em casa. Afinal, hoje √© o Dia Mundial Sem Carro – me¬†lembrou o Dia da Carona Solid√°ria, veja aqui. Eu deixei o meu. Juntei o √ļtil ao agrad√°vel, afinal, segundas-feiras s√£o os dias do¬†rod√≠zio. Na Terra da Garoa, pela manh√£, havia um tr√Ęnsito insuport√°vel.¬†Uma rota de 20 minutos, levaria 45. Mais que o dobro. Agora, o per√≠odo da tarde¬†achei mais sossegado…
Aproveitando o ensejo, nesta data querida, quero lançar uma campanha: exija uma ciclovia e viva mais sadia. Concordo, a rima ficou péssima. Mas o motivo é nobre. Andar de bicicleta pela cidade. Mas sem emoção, correr o risco de ser atropelada ou assaltada. Vamos fazer da magrela nosso meio de transporte.
Eu tamb√©m quero andar pela cidade como os transeuntes fazem em Londres ou Paris. As cal√ßadas s√£o largas, limpas, planas. Os motoristas e pedestres respeitam o tr√Ęnsito. O metr√ī est√° para essas cidades como os buracos para S√£o Paulo. Trope√ßou? Caiu em um. Fiquei pouco tempo em ambas – somando d√° menos que duas semanas. Foi¬†o suficiente. Sabe do que mais sinto falta?¬†Caminhar, √† noite e durante o dia, sem preocupa√ß√Ķes.
O site¬†World Carfree Network fala bastante do assunto e ainda d√° dicas para profissionais e engajados – leia aqui. A maioria da p√°gina est√° em ingl√™s, mas existem textos em portugu√™s. Foi l√° que achei outro site curioso, o Autoholics Anonymous (AA) – clique aqui. No estilo do Alco√≥latras An√īnimos (AA), ele afirma que √© s√©rio. Quer oferecer sa√ļde, alegria e diminuir a depend√™ncia dos viciados em autom√≥veis. Veja aqui se voc√™ se enquadra no perfil da doen√ßa – em ingl√™s. Na parte de games, tem aquele cl√°ssico jogo da galinha – neste caso um sapinho – que atravessa a rua.

(In)Utilidades: teste neurológico e relógio mundial

Recebi dois e-mails curiosos. O primeiro se diz um teste neurológico. Faça você mesmo.
Encontre o C, um bom exercí­cio para os olhos:
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OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOCOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
J√° encontrou o C? Ent√£o, veja o 6:
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Agora ache o N Рpara mim, o segundo mais fácil após o anterior:
MMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMNMMMM
MMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
Ele veio acompanhado da recomenda√ß√£o: “Esta n√£o √© uma brincadeira. Se passou nos testes, cancele a visita anual – hein? n√£o vou todo ano – ao neurologista. Voc√™ est√° beleza e bem distante do temido Alzheimer (sic)”. Algum m√©dico a√≠ me d√° um help sobre a veracidade? Sei n√£o… Mas vale a divers√£o.
Um link bem bacana – este sim parece ser mais cient√≠fico – √© de um rel√≥gio mundial. Al√©m de marcar a hora exata, mostra, por segundo, o n√ļmero de nascimentos, da popula√ß√£o mundial, de mortes, abortos, pontos de acesso √† internet, desmatamento, carros e bicicletas produzidos, por a√≠ vai… Veja aqui. D√° para ver os c√°lculos semanais, do dia, m√™s, ano e agora! Valendo!
Obs.: Sobre as blogueiras mais gatas, uma boa discuss√£o no blog Sem Ci√™ncia, de Osame Kinouchi. Eu temia aquele¬†idoso preconceito. “Mulheres bonitas/ arrumadas/ vaidosas¬†s√£o burras”. Como¬†podem ser cientistas/ gostar/ entender sobre o tema? Vou lan√ßar uma campanha!

Vacina contra a rubéola. Foi bom para você?

Aten√ß√£o, hoje √© o √ļltimo dia para se imunizar – de gra√ßa – contra a rub√©ola. Aqui, no site do m√©dico¬†Drauzio Varella, existem explica√ß√Ķes bem pr√°ticas sobre a doen√ßa. Acontece que tenho algumas observa√ß√Ķes a fazer. Essa campanha estava fraquinha, n√£o? Por isso o governo teve que ampliar para hoje a imuniza√ß√£o. Em S√£o Paulo, ela pode ser feita no metr√ī. Eu fui a um posto de sa√ļde,¬†pert√≠ssimo da minha casa.
Estava l√° ap√≥s a hora do almo√ßo. S√≥ havia uma pessoa na minha frente. Logo depois de mim, chegou uma gr√°vida. Ficamos abordando amenidades sobre beb√™s e gravidez. A enfermeira, que dava a vacina, era uma simpatia – e tinha m√£os de anjo. Em compensa√ß√£o…
Atrapalhada que s√≥ ela. Para ter uma id√©ia, entre mil pap√©izinhos, ela demorou 15 minutos para preencher quatro espa√ßos em branco. Mais 15 para perder o papel e me dar o errado. Outros para achar o certo ap√≥s eu ser chamada de “Jo√£o” – n√£o, definitivamente n√£o sou traveco. Quando, enfim com o comprovante em m√£os, achei que iria tomar a picada… Ela parou para anotar no livro (?).
A√≠ minha real indigna√ß√£o. Ela perguntou se j√° havia preenchido sobre mim. “N√£o”, disse. Esperava que o governo exigisse RG, CPF, endere√ßo… Para poder fazer um cadastro decente. Nada! Bastava¬†desenhar um “x” – tipo, mais um vacinado – no quadrado em branco. Em seguida, anotar meu sexo e idade. Agora, me responda, o que o Minist√©rio da Sa√ļde poder√° analisar com t√£o preciosos dados?
Ao final, a¬†enfermeira foi uma gra√ßa. Pediu¬†para eu voltar com a carteirinha. Tenho certaza que preciso, ainda, da de hepatite B, t√©tano…
Vamos fazer um bem-bolado? Conte aqui. E para você, foi bom?