Feliz Ano Novo com uma √ļnica meta!

Era comum fazer aquelas exploradas listas de metas para o Ano Novo. Para 2012, nada disso. Quero deixar uma √ļnica mensagem intuitiva que h√° anos um amigo me aconselhou: “Fa√ßa o que sonha. Seja quem quer ser”. Parece √≥bvio, simples, bobo, autoajuda. Mas pare para pensar.

Quantas vezes voc√™ realmente realizou o que queria? Quantas vezes deixou um sonho por in√ļmeros list√°veis – e muitas vezes f√ļteis – motivos? Quantas vezes n√£o usou meras desculpas para justificar essa falta consigo? Valeu a pena?Sempre, quando tenho uma grande d√ļvida sobre qual caminho seguir ou um sonho que parece inalcan√ß√°vel, paro: “Qual a minha verdadeira vontade?” Fa√ßa esse exerc√≠cio e veja que ser√° mais feliz e deixar√° os que est√£o a sua volta mais contentes. S√©rio. Sua realiza√ß√£o poder√° estimular amigos, parentes, colegas, vizinhos, conhecidos.

Graças a esse meu amigo hoje, por exemplo, entre tantas coisas, ando de bicicleta. Era uma antiga vontade. Vários motivos, entre eles o bairro em que eu morava completamente pensado para carros, desestimulava minha locomoção sobre duas rodas. Atualmente, me atrevo Рcomo desejei observando as pessoas em Paris, Barcelona e Amsterdã Рa usar a bicicleta como meio de locomoção.

Estou no começo, mas pedalando no caminho rumo ao que sempre sonhei.

Com a cabeça nas nuvens

Adivinhe onde tirei esta foto? Na varanda da minha casa (suspiro). Aliás, a primeira coisa que faço ao chegar no apartamento é abrir a cortina Рfaça chuva ou sol, seja dia ou noite. Tenho necessidade desse respiro profundo: admirar a Serra da Cantareira, observar a mudança de tempo e do clima, ver a vida. Sinto que a maioria dos moradores de grandes centros urbanos, ou seja, mais da metade da população do país, perde essa relação com a natureza por vontade própria ou sem querer.

Por exemplo… H√° alguns anos, seguia pelas estradas no interior do Mato Grosso do Sul rumo ao ocidente. Meu destino final era a cidade de Bonito. Lembro direitinho daquela paisagem como se fosse ontem: planta√ß√£o rasteira de soja em ambos os lados, rodovia de m√£o dupla quase sem curvas que parecia infinita e, elevando os olhos um pouco acima do horizonte, o c√©u azul claro com nuvens salpicadas. Este era um espa√ßo amplo, livre da interfer√™ncia de extensas e unidas constru√ß√Ķes.

 

Minha tia compartilhou os seus pensamentos: “Nossa! H√° quanto tempo n√£o vejo um c√©u assim, infinito?” Ela – e todos n√≥s naquele carro – ficou admirada. Mesmo morando no Rio de Janeiro, cidade que tem um lado (o do mar) com o horizonte de certa maneira livre, naquele momento sentiu e percebeu que falta o c√©u nos faz.

 

Eu vou perder a vista observ√°vel a partir da minha varanda – √© verdade que ganharei outras condi√ß√Ķes como um parque e mais movimento de pessoas no espa√ßo p√ļblico. Por enquanto, sigo admirando o m√°ximo poss√≠vel os tons de azul que mudam a cada dia, as nuvens, as montanhas, a chuva, o sol, o clima, o tempo. √Č importante ter o p√© no ch√£o, mas jamais quero perder o meu c√©u.

Dois olhares sobre a ciclorrota

Tenho passado frequentemente pela ciclorrota da Zona Oeste de S√£o Paulo usando o carro e a bicicleta. Acho divertido, confesso que fiquei toda emocionada ao pedalar sobre a marca de uma bicicleta feita pela Companhia de Engenharia de Tr√°fego (CET) no asfalto logo na semana em que foi anunciada a nova ciclorrota de liga√ß√£o entre os parques da √Āgua Branca e do Villa-Lobos. Antigamente (h√° uns tr√™s anos), eram os ciclistas quem pintavam no ch√£o as bicicletinhas como protesto por uma qualidade de vida melhor. Vamos chegar l√°.

Enquanto o sonho n√£o se realiza, tenho duas observa√ß√Ķes a fazer. A primeira √© uma vis√£o de quem est√° na bicicleta. Pedalei pela rua Turia√ßu (foto), em Perdizes, pertinho do Parque da √Āgua Branca. Como muitos carros estavam estacionados ao lado direito, o espa√ßo na estreita rua era apertado para os ve√≠culos em circula√ß√£o. Segundo a Lei de Tr√Ęnsito, os carros devem manter um 1,5 metros de dist√Ęncia das bicicletas durante seu trajeto – incluindo a ultrapassagem.

Mas n√£o foi o que aconteceu. Quando n√£o havia carro vindo na outra m√£o, alguns motoristas at√© ultrapassaram por cima das duas faixas amarelas cont√≠nuas para dar vez aos ciclistas. Por√©m, a maioria n√£o estava nem a√≠, tirava fininha de quem passava de bicicleta. Fique tensa. Ambas as a√ß√Ķes est√£o em desacordo com o C√≥digo de Tr√Ęnsito Brasileiro. Quer dizer, os motoristas infringiram a lei e arriscaram a vida dos ciclistas.
J√°, quando dirigia meu carro pela regi√£o, algumas placas espec√≠ficas chamavam a aten√ß√£o conforme se aproximavam do ve√≠culo: “Ciclorrota na transversal”. A palavra transversal, que pode ser √≥bvia para voc√™, deveria ser trocada. Nem todo mundo entende o seu significado, ou seja, um corte inclinado sobre uma linha reta – d√™ um Google para ver “imagens matem√°ticas” sobre a tal transversal. N√£o seria mais intuitivo colocar algo como: “Ciclorrota no cruzamento”?

Bom, se quer saber o que significa ciclorrota e a diferença que existe entre ela, a ciclovia e a ciclofaixa clique aqui. Aliás, saiba também que quase 10% dos brasileiros usam a bicicleta como meio de transporte. E boa pedalada!

Uma guirlanda ecológica de Natal

Gosto do Natal por passar momentos – bons, confusos, bagun√ßados, tudo junto ao mesmo tempo, sabe aquela situa√ß√£o bem fam√≠lia “trapo” e “buscap√©”? – com meus parentes e meus amigos. Agora, decorar a casa para a data me pega, evito juntar badulaques. Como repete uma tia minha: “Menos √© mais”.

Ent√£o, para que lotar o doce lar com as luzinhas que gastam energia teoricamente √† toa (√© um dilema me aproveitar de Itaipu)? Por que devo comprar um pinheiro de pl√°stico que permanecer√° mofando por um ano? Tem sentido adquirir um “de verdade” para depois jog√°-lo no lixo ou plant√°-lo em um lugar destinado √† Mata Atl√Ęntica (pinheiros, generalizando, empobrecem o solo)? Ou juntar aquele bando de enfeitinhos que tomar√£o um espa√ßo precioso no arm√°rio? Chega.

Este √© o primeiro Natal com minha “casa pr√≥pria”. Portanto, expus todas essas chatas – eu sei – filosofias ao meu marido que, por obs√©quio, acabou cedendo. Por√©m, h√° um tempinho lembrei que uma amiga jornalista contou certa vez que gostava de fazer guirlandas com rolhas de vinho como passatempo. Hum. Detalhe: vinhos que ela pr√≥pria teria degustado. A sua autopropaganda t√≠pica – a mo√ßa √© bem humorada – ficou gravada na minha mem√≥ria. Dia desses fiz o pedido.

E eis que ela me presenteia com a ecoguirlanda da foto. N√£o ficou linda na minha varanda? Amei o presente. √Č de bom gosto, foi dado por um amigo e √© ecol√≥gico – reutiliza materiais que iriam amontoar mais pilha no lix√£o. Al√©m disso, todo o material utilizado para fazer o enfeite poder√° ser reaproveitado no pr√≥ximo ano. Minha guirlanda, sim, manifesta o esp√≠rito natalino.

 

Feliz Natal para você que comemora a data. Para quem não, tenha um maravilhoso dia como todos deveriam ser. Um beijo.

Conheça o Minhocão, em São Paulo

Estou muito encantada por usar a bicicleta como meio de transporte e lazer. Era um sonho antigo que agora virou realidade. E andar no Minhoc√£o (viaduto no centro de S√Ęo Paulo), seja de bicicleta ou a p√©, era outro. A constru√ß√£o bizarra – s√£o cerca de 3,5 km de via elevada – corta ruas importantes para a hist√≥ria da cidade, est√° rodeada de edif√≠cios interessantes como o Castelinho da rua Apa e a sua pr√≥pria implementa√ß√£o revela que a cidade √© pensada para a circula√ß√£o de carros e n√£o para as pessoas em transportes p√ļblicos. Andar de bicicleta nele, fazer o uso do concreto como um parque, traz a sensa√ß√£o de reivindicar o que √© deveria ser de todos (clique na imagem para ver o v√≠deo post).

Por que o Rio tem morros?

Essa eu aprendi caminhando na Pista Cl√°udio Coutinho, na Cidade Maravilhosa – clique aqui para ver um v√≠deo do passeio e saber mais. O local √© repleto de placas com explica√ß√Ķes sobre a flora, a fauna e a forma√ß√£o rochosa locais. Duas delas me chamaram muito a aten√ß√£o, diziam como aqueles morros do Rio de Janeiro “apareceram”. Veja que incr√≠vel – a geologia me encanta por proporcionar um contato com o passado remoto: a maioria das rochas cariocas que vemos nos morros se formou h√° cerca de 600 milh√Ķes de anos, durante a √©poca chamada Eon Paleoz√≥ica.

Faz tanto tempo que a América nem existia.

Simplificando a hist√≥ria, existiam v√°rios continentes dispersos. Devagarinho, eles foram se juntando, juntando, aglutinando… At√© que se uniram em um continente gigante chamado Gondwana. Conforme os continentes colidiam, suas margens se acavalam umas sobre as outras formando uma cordilheira de montanhas (isso lembra os Andes?) e soterrando vastas por√ß√Ķes da crosta (“casca” externa da Terra). Era algo lentamente violento.

A press√£o e o calor da colis√£o entre os continentes foram t√£o intensos que fizeram com que uma rocha que estava l√° no fundo da crosta se modificasse e aparecesse. Essa rocha, entre elas a do P√£o-de-A√ß√ļcar, se chama gnaisse. Segundo indicam as placas da Pista, as gnaisses que vimos em forma de morros cariocas foram formadas h√° 25 quil√īmetros de profundidade. A eros√£o – a√ß√£o da chuva, vento e mar – das partes mais superficiais da crosta fez com que a gnaisse aparecesse.

Nem preciso dizer que me delicio com essas histórias. Leitor, vamos preservar o que levou tanto tempo para ser esculpido.

Para onde v√£o os p√°ssaros?

Pare√ßo crian√ßa. Ali√°s,¬† meus pais sofriam enquanto passava pela fase do “mas por que”… No √ļltimo feriado, estava em um dos meus locais preferidos do Rio de Janeiro. Ah, o Arpoador… A miss√£o era ver o por-do-sol. Enquanto me esfor√ßava (estava nublado), uma outra coisa chamou a aten√ß√£o: os p√°ssaros.

Era uma revoada em um fim de tarde, claro. Um bando de ave voltando rumo ao horizonte do alto mar. Fiquei intrigada. Aquela a√ß√£o trouxe √† minha cabe√ßa rela√ß√Ķes de aves e ilhas que j√° presenciei. Por sorte, ao meu lado estava Mauro Rebelo, escrevinhador do “Voc√™ que √© bi√≥logo” e um dos meus guias do Rio de Janeiro. Lancei a d√ļvida para ele: “Sabe por que os p√°ssaros est√£o indo embora?”

 

A resposta, caro leitor, era √≥bvia. O rush no c√©u se dava na volta para casa. Essas aves dormem nas ilhas, onde tamb√©m constroem seus ninhos. J√° vi isso em outro lugar, acho que em Fernando de Noronha. L√°, as fragatas, tamb√©m conhecidas por “piratas”, atacam os atob√°s na volta ao ninho (feito nas ilhas) para roubar a pesca do dia –¬†leia uma mat√©ria bacana aqui.

 

Em seguida, veio outra quest√£o que guardei para mim e agora divido com voc√™. Ser√° que, antes da ocupa√ß√£o desenfreada da Ba√≠a de Guanabara, alguns desses p√°ssaros n√£o “moravam” no continente?

 

Clique acima para ver a volta dos p√°ssaros – apesar de n√£o parecer, havia um monte de ave no c√©u. A grava√ß√£o foi feita no Aterro do Flamengo e n√£o no Arpoador. Afinal, quem viu meu¬†v√≠deo sobre os tucanos de S√£o Paulo – aqui –¬†deve ter reparado que filmar aves n√£o √© o meu forte.

Inscri√ß√Ķes de ONGs no Programa Ita√ļ Ecomudan√ßa

Voc√™ conhece, trabalha ou dirige uma ONG que tem projetos nas √°reas de efici√™ncia energ√©tica, energias renov√°veis, florestas ou manejo de res√≠duos? O Programa Ita√ļ Ecomudan√ßa vai investir R$ 437 mil em projetos ligados a esses temas. Para inscrever, clique aqui. Ali√°s, aten√ß√£o: as inscri√ß√Ķes devem ser feitas apenas at√© o dia 15 de dezembro (quinta-feira).


A an√°lise das inscri√ß√Ķes ser√° realizada em quatro etapas. A sele√ß√£o final feita por um conselho de especialistas do mercado e da √°rea de sustentabilidade, dirigentes de renomadas institui√ß√Ķes e do Ita√ļ Unibanco.

Conhe√ßa os selecionados da edi√ß√£o passada: Projeto Sa√ļde & Alegria (PA) em a√ß√£o para recupera√ß√£o de sistema de energia solar; Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (PE), que destinou os recursos para instala√ß√£o de 80 fog√Ķes √† lenha eco-eficientes; Instituto de Conserva√ß√£o e Desenvolvimento Sustent√°vel do Amazonas (AM) e Iniciativa Verde (SP), para implanta√ß√£o de sistemas agroflorestais e Conselho Ind√≠gena Cinta Larga (RO), para constru√ß√£o de um viveiro de mudas.

Desde 2007 foram investidos mais de R$ 1,7 milh√Ķes em dez projetos e uma parceira institucional. Todos os agraciados fomentam projetos de organiza√ß√Ķes sem fins lucrativos com foco na redu√ß√£o de emiss√Ķes de gases de efeito estufa.

 

Ali√°s, h√° cinco anos os clientes do banco t√™m a possibilidade de aplicar seus recursos financeiros nos Fundos Ita√ļ Ecomudan√ßa (fundos DI e RF) que revertem 30% da sua taxa de¬†administra√ß√£o a projetos de redu√ß√£o de emiss√Ķes de CO2. Gostou? Clique aqui e saiba mais.

Obs.: Este é um publieditorial.

Brinquedos científicos, tecnológicos e sobre a conservação do meio ambiente

Em poucas palavras: detesto esta √©poca em S√£o Paulo. O que deveria ser um m√™s de paz, acompanhado pelo tal “esp√≠rito natalino”, na realidade, √© uma r√©plica de um dos c√≠rculos do inferno de Dante Alighieri. Pessoas brigam na rua, no carro, na chuva, na fazenda. O tr√Ęnsito √© um caos, multiplica-se o tempo necess√°rio para se deslocar na cidade.

Bom, nem era isso que queria dizer. Foi apenas um desabafo e uma deixa para falar sobre presente de Natal. Esses dias, fui comprar um brinquedo para um parente bebê lindinho. Como prefiro os brinquedos educativos e artesanais, entrei em uma dessas lojas especializadas. Adoro!

 

Depois de escolher o presente, fui passear com calma pela loja. Relembrei da minha inf√Ęncia, quando brincava com aqueles quebra-cabe√ßas e carrinhos de madeira, fantoches e livrinhos de pano, saquinhos das cinco-marias (aqueles de areia) e mais um mont√£o de coisas. Tudo simples, mas t√£o divertido!

 

Viajei pelo passado… at√© chegar ao futuro. Eu n√£o conhecia os novos brinquedos (fotos) que unem ci√™ncia, tecnologia e conserva√ß√£o do meio ambiente. Imagine voc√™ mesmo montar um rob√ī-tiranossauro-rex movido a energia solar? E criar um gerador e√≥lico? Ai, que m√°ximo. Fiquei procurando uma desculpa para ganhar esses brinquedos! M√£e, eu quero!

Ah, um detalhe importante: o preço era proporcional à minha empolgação. Está disposto a desembolsar cerca de R$ 100? As brincadeiras de hoje em dia são muito caras.

Pensou em subir o morro do bondinho a pé?

Este post √© para quem gosta de apreciar mar, montanha, p√°ssaros, flores, esp√©cies em extin√ß√£o, tudo junto e misturado. A Pista Cl√°udio Coutinho, mais conhecida como Trilha da Urca, √© um dos meus pontos preferidos no Rio de Janeiro – outros s√£o o Arpoador, Museu da Ch√°cara do C√©u, Parque das Ru√≠nas, Aterro do Flamengo, Prainha, Grumari, Lagoa, afe, lista extensa. A trilha une pr√°tica de esportes ao ar livre, caminhada ou corrida, com a contempla√ß√£o de paisagens de tirar o f√īlego. O melhor: tudo com a seguran√ßa de um terreno do ex√©rcito.

Seus 2.500 metros podem ser feitos a p√© por pessoas de todas as idades, pois o caminho ligeiramente √≠ngreme possui ch√£o de asfalto. Durante o agradabil√≠ssimo passeio, √© poss√≠vel ver pau-brasil rec√©m-plantado e esp√©cies em extin√ß√£o como, por exemplo, orqu√≠dea-da-g√°vea, brom√©lia-da-urca, vel√≥zia-branca e roxa. Entre os p√°ssaros, podem ser avistados: ti√™-sangue, gavi√£o-carij√≥, sa√≠-azul, sanha√ßos e tesour√£o. Claro que os saguis tamb√©m d√£o pinta por l√° – veja o v√≠deo com mais informa√ß√Ķes clicando na primeira imagem deste post.

 

Agora, a cereja do bolo é a trilha que dá acesso ao topo do Morro da Urca, onde fica a primeira parada do bondinho. Sim, é possível subir os cerca de 220 metros do Morro da Urca com seus próprios pés! O caminho que dá acesso ao topo está sinalizado à esquerda nos primeiros metros da Pista Рfique atento. Alguns degraus de madeira improvisados são o começo da árdua subida. Prepare-se.

O caminho exige do corpinho – em alguns trechos, usei at√© as m√£os para me equilibrar devido √† inclina√ß√£o… Para piorar ou aumentar a adrenalina, quando fui tinha acabado de chuviscar. A terra estava molhada e escorregadia. Como o clima entre as √°rvores √© sempre √ļmido, talvez essa seja uma condi√ß√£o constante do solo.

Durante a subida, estava ansiosa para ver a paisagem. O que não foi possível porque a mata fechada impedia, inclusive, a entrada dos raios solares. De certa maneira, não poder apreciar a Baía de Guanabara aumentou ainda mais a ansiedade, a inquietação, a euforia. O que viria à frente?

Apenas ao chegar quase no topo da trilha √© poss√≠vel avistar parte da Praia de Botafogo (foto ao lado) – o outro lado do Morro, j√° que o acesso √† Pista se d√° pelo cantinho da Praia Vermelha, no bairro da Urca (foto √† esquerda). Bom, seguindo trilha adentro alguns metros para a esquerda… Tcha-nan! Um port√£o √© a dica de que chegou a primeira parada do bondinho! Cerca de uma hora e pouco de subida, voc√™ est√° na primeira parada do bondinho! Do bondinho!

√Č emocionante atingir o topo com seu pr√≥prio esfor√ßo. L√° em cima, a t√£o almejada vista √© de tirar o f√īlego – se √© que sobrou algum. Vale cada gota de suor. Suspiro.

Obs.: Quem preferir, pode fazer o caminho inverso. Descer o Morro da Urca pela trilha. Ou subir e descer. No meu caso, voltei usando o bondinho como meio de transporte – voc√™ pode comprar a passagem s√≥ de descida l√° em cima, mesmo. H√° mais de 15 anos n√£o passeava nele…