Machismo faz mal para a matem√°tica das mulheres

Eu sabia! Mulheres, uni-vos! Esses homens fazem de tudo para nos diminuir. Usam do machismo para nos dominar até nas contas de 2 + 2 = 4. Agora, comprovado cientificamente. O italiano Luigi Guiso do European University Institute in Florence e seus colegas acabam de publicar os resultados de um estudo que sugere que na matemática a cultura explica a maior parte da diferença entre sexos.
Por exemplo, na Turquia as mulheres eram péssimas com relação aos homens nessa matéria de exatas. Na Noruega e na Suécia, o resultado foi praticamente igual para ambos os sexos. Assim, em países de igualdade sexual a diferença entre homens e mulheres na matemática praticamente desaparece.
Um detalhe curioso é que em geometria os homens continuam melhor. Mas, com relação à leitura, nós mulheres somos as vencedoras. Veja ao lado um gráfico sobre o resultado da pesquisa retirado da revista The Economist.
Alguns dos 276.000 entrevistados de 15 anos – de 40 pa√≠ses – fizeram testes escritos. Os pesquisadores compararam os resultados por pa√≠s entre si e com um n√ļmero de diferentes medidas sociais de igualdade sexual – como o World Economic Forum’s, um outro √≠ndice de atitudes culturais em rela√ß√£o √†s mulheres, a taxa de atividade econ√īmica feminina e a participa√ß√£o pol√≠tica da mulher.
Isso significa que, se tivermos igualdade sexual, saímos na frente! Queridos leitores machos, nós queremos ser tão respeitadas e ter o mesmo acesso à educação e cultura que vocês têm. Nem por isso, esqueçam de abrir a porta do carro, nos presentear com flores, fazer mimos e tudo o mais!

Vulc√Ķes em a√ß√£o na Am√©rica Latina

Tierra del Fuego en Chile? Dia dois de junho vai fazer um m√™s que o vulc√£o Chait√©n – fotos aqui -, no sul do Chile, entrou em erup√ß√£o. E ele pode continuar jogando cinzas por meses! No ano novo, tamb√©m no Chile, o Llaima fez sinal de fuma√ßa. N√£o contente, em fevereiro, voltou a expelir cinzas e lavas. Cerca, pero no mucho, na Col√īmbia o Galeras ficou ativo em janeiro.
Por que tanta f√ļria? De acordo com fonte segur√≠ssima, esses vulc√Ķes est√£o perto do encontro de placas tect√īnicas. Quando a Nazca x Sudamericana (placas) se empurram contra a outra, jogam para cima o magma derretido. Veja aqui um site completo sobre os gigantes – adormecidos e acordados.
Pelo jeito, o nosso continente est√° agitado! Para o Brasil, s√≥ faltam vulc√Ķes. Nem uma cinzinha a mais… e nem a menos.

Entenda TUDO sobre células-tronco

Finalmente, t√° liberado! Por seis votos contra cinco, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou as pesquisas cient√≠ficas com c√©lulas-tronco embrion√°rias sem nenhuma restri√ß√£o como previsto na Lei de Biosseguran√ßa. Uma vergonha o julgamento ter sido adiado, em mar√ßo, porque o ministro Carlos Alberto Menezes Direito pediu “vistas” da a√ß√£o. Bom, mas agora essas s√£o √°guas passadas – elas n√£o movem moinhos.
Veja quem votou a favor das pesquisas: Joaquim Barbosa, Carmen L√ļcia, Ellen Gracie, Celso de Mello, Marco Aur√©lio Mello e Carlos Ayres Britto. E quem colocou exig√™ncias e afins: Menezes Direito (aquele que pediu “vistas”), Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Cezar Peluso e GIlmar Mendes (presidente do STF).
√Äs anota√ß√Ķes:
O que são as células-tronco?
Elas “criam” as demais c√©lulas e tecidos do organismo. S√£o retiradas de embri√Ķes humanos – feto at√© ao terceiro m√™s de vida no √ļtero – com dias de vida. As c√©lulas-tronco adultas ficam armazenadas no sangue e nos tecidos das pessoas. Elas s√£o mais especializadas dando origem a tipos espec√≠ficos de √≥rg√£os.
Qual a import√Ęncia delas?
Os cientistas acreditam que elas ajudem no tratamento de uma s√©rie de doen√ßas como Parkinson, diabete, Alzheimer. Tamb√©m, que possam curar les√Ķes em nervos como na coluna cervical.
Por que ocorreu um julgamento?
A Lei de Biosseguran√ßa, aprovada em 2005, libera o uso dessas c√©lulas em pesquisas ou no tratamento de doen√ßas. Mas elas devem ser retiradas de embri√Ķes de fertiliza√ß√£o in vitro, congelados h√° mais de tr√™s anos ou que n√£o poder√£o dar origem a um beb√™. Os “pais” do embri√£o precisam consentir e √© proibida sua comercializa√ß√£o. Mas… em maio do mesmo ano, Cl√°udio Fonteles – na √©poca procurador-geral da Rep√ļblica – entrou no STF com uma A√ß√£o Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o artigo que permite as pesquisas com c√©lulas-tronco embrion√°rias. Fonteles disse que ele fere o princ√≠pio de direito e dignidade √† vida. O argumento dele √© que a vida tem in√≠cio no momento da fecunda√ß√£o, por√©m n√£o existe consenso na comunidade cient√≠fica sobre o in√≠cio exato.
O que a igreja pensa?
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Рrepresenta a Igreja Católica Рé contra por também considerar que se trata de violação do direito à vida.
Como v√£o as pesquisas?
O Brasil não realiza com células-tronco embrionárias desde a contestação do ex-procurador-geral. Os comitês de ética em pesquisa, que também precisam aprovar a realização deste tipo de estudos, decidiram não investir no setor. O país desenvolve apenas pesquisas com células-tronco adultas, principalmente, para tratamento de doenças cardíacas. Uma possível proibição poderia deixar o país defasado. No futuro, teríamos que importar tratamentos, o que sairia caro.
O governo n√£o fez nada?
Jos√© Gomes Tempor√£o, ministro da Sa√ļde, √© favor√°vel √†s pesquisas. Quer criar a Rede Nacional de Terapia Celular para incentivar o setor. Para o presidente Lula, “o mundo n√£o pode prescindir de um conhecimento cient√≠fico que pode salvar a humanidade de muitas coisas”.
Fonte: O Globo Online.
Dica: Clique nos links da mat√©ria para tirar d√ļvidas referentes ao sublinhado e veja aqui uma anima√ß√£o sobre o que s√£o as c√©lulas-tronco e suas pesquisas.

Descubra como seria se fosse mais velho, asi√°tico ou um mang√°


Sempre vi, nos programas de televis√£o sobre ci√™ncia e tecnologia, softwares que mostram como ser√£o os famosos no futuro, como eram os reis do Egito, como seria se algu√©m fosse uma pintura e por a√≠ vai. Eu tinha a maior curiosidade para saber como eu ficaria e fazer o mesmo com conhecidos. Agora, minha vontade foi realizada! A University of St. Andrews, primeira universidade escocesa, disponibiliza na internet um software com esse prop√≥sito. Voc√™ escolhe seu sexo, idade e “ra√ßa” verdadeiros. Depois, o site fazer upload de uma foto sua e… Basta escolher como quer se ver. No futuro? Quando era beb√™? Se fosse negro, asi√°tico, caucasiano, b√™bado, um mang√°, um chimpanz√©, uma pintura de um quadro do Botticelli ou muito mais! Ai que divertido! Eu adorei. Clique aqui para fazer voc√™ mesmo.

Eventos da Semana do Meio Ambiente

O Dia do Meio Ambiente √© mundialmente solenizado em 5 de junho. Os pr√≥ximos dias¬†dessa data fazem parte da…¬†Semana do Meio Ambiente. Haver√° uma enxurrada de informa√ß√Ķes e atividades para “comemorar” o tema – entre aspas mesmo, com nosso futuro calorento e afins n√£o temos muito o qu√™ celebrar.
De qualquer maneira, a “festa” refor√ßa a import√Ęncia do meio ambiente na nossa vida. Praticamente todos os munic√≠pios do Brasil far√£o atividades – at√© mesmo¬†a distante Tel√™maco Borba, uma cidade natal¬†do Paran√°. Sugiro que entre em contato com a Secretaria do Meio Ambiente, universidades ou centros culturais¬†de sua regi√£o. Para simplificar a busca, confira um resumo e a programa√ß√£o completa nos links:
Sesc SP: Teatros e apresenta√ß√Ķes de m√ļsica.
USP: Mostra de filmes com debates em seguida. Entrada gratuita.
SMAM Porto Alegre: Plantio de √°rvores e passeios.
UFF: Oficinas, palestras e trilhas ecológicas.
Curiosidade: O Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado pela Assembl√©ia Geral da Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas (ONU), em 1972. Ele marca a abertura da 1¬™ Confer√™ncia Mundial de Meio Ambiente, em Estocolmo (capital da Su√©cia). Na mesma ocasi√£o, outra resolu√ß√£o criou a The United Nations Environment Programme (UNEP) – um programa da ONU visando o cuidado com o meio ambiente.¬†Fonte aqui.

Londres e Nova York no mesmo espaço-tempo

O que n√£o √© a tecnologia unida a uma boa id√©ia? Coisa de artista-inventor… Um t√ļnel virtual que conecta Nova York e Londres virou a sensa√ß√£o nas cidades! Ele possibilita a comunica√ß√£o visual entre pedestres dos dois lados divididos pelo oceano Atl√Ęntico. A instala√ß√£o do “Teletroscope”, criado pelo artista brit√Ęnico Paul St. George, foi inaugurada na quinta-feira e ficar√° exposta at√© dia 15 de junho.
No “faz-de-conta” um t√ļnel passa por dentro da terra – uma dist√Ęncia de 5.585 km – e, com o uso de espelhos, traz imagens de uma cidade para a outra. Por√©m, na realidade, o efeito √© obtido por c√Ęmeras conectadas √†s fibras √≥ticas. Quando algu√©m olha pelo “t√ļnel”, v√™ gente na outra cidade. Ao acenar, as pessoas do outro lado fazem sinais de volta. Muitos escrevem mensagens em lousas para quem estiver na outra ponta responder. A obra-de-arte parece um gigante telesc√≥pio que saiu de dentro da terra. Ao lado das constru√ß√Ķes de madeira e lata est√£o rel√≥gios de sol, alavancas e term√īmetros.
A id√©ia do artista foi inspirada em anota√ß√Ķes do av√≥ – um exc√™ntrico engenheiro chamado Alexander Stanhope St. George – que ele achou no s√≥t√£o. Elas estavam abandonadas, esquecidas no tempo e empoeiradas. Paul leu e percebeu o valor hist√≥rico e cultural dos rascunhos que descreviam uma estranha m√°quina – veja ilustra√ß√£o abaixo. Essa m√°quina seria feita de espelhos como uma esp√©cie de telesc√≥pio. Um t√ļnel seria cavado entre cidades distantes. Os espelhos refletiriam as imagens de um lado ao outro.
Obs.: Apesar de ter passado ontem em um telejornal, esta matéria já estava programada para o blog. Se quiser saber mais sobre a obra clique aqui.

“Crime √© 50% ligado √† gen√©tica”, diz cientista ingl√™s

De acordo com o psic√≥logo ingl√™s Adrian Raine, professor do Departamento de Psicologia e Psiquiatria da Universidade de Pensilv√Ęnia, nos Estados Unidos, 50% dos criminosos apresentam altera√ß√Ķes gen√©ticas em sua fun√ß√£o cerebral, que podem levar ao crime. Motivos externos – como viol√™ncia na inf√Ęncia – correspondem a 35% dos fatores que explicam o que leva uma pessoa a matar. Apenas 15% √© atribu√≠do ao hist√≥rico familiar.
O psic√≥logo estuda o tema h√° 30 anos. Ele passou quatro anos em pris√Ķes de seguran√ßa m√°xima na Inglaterra, avaliando imagens do c√©rebro de pessoas violentas e de serial killers. Essa pol√™mica pesquisa foi apresentada durante o 4¬į Congresso Brasileiro de C√©rebro, Comportamento e Emo√ß√Ķes, que reuniu 2.300 especialistas em Bento Gon√ßalves, no Rio Grande do Sul.
‚ÄúEncontramos altera√ß√Ķes importantes na estrutura do c√©rebro dessas pessoas quando comparamos com as imagens obtidas de c√©rebros de pessoas normais‚ÄĚ, afirma Raine. ‚ÄúIsso mostra que existe, sim, uma altera√ß√£o biol√≥gica importante que pode levar o indiv√≠duo a se tornar um criminoso e n√£o podemos mais ignorar isso‚ÄĚ. Ele diz que altera√ß√Ķes cerebrais atribu√≠das a comportamentos violentos podem ser detectada ainda na inf√Ęncia.
√Č poss√≠vel propor que crian√ßas muito agressivas recebam tratamento ainda entre os 8 e 12 anos‚ÄĚ, acredita o psic√≥logo. Raine conduziu pesquisas nos Estados Unidos com crian√ßas violentas. Elas passaram a receber desde uma dieta diferenciada – rica em peixes que possuem √īmega 3 que ativam a fun√ß√£o cerebral – at√© assist√™ncia psicol√≥gica. ‚ÄúN√£o adianta intervir apenas quando a crian√ßa j√° se tornou um adolescente criminoso. Temos condi√ß√Ķes de fazer algo antes e a ci√™ncia est√°, cada vez mais, comprovando isso‚ÄĚ, acredita.
Alerta: Devemos refletir sobre o que esse tipo de pesquisa pode desencadear. Entre tantos casos na hist√≥ria da humanidade, n√£o devemos esquecer do recente Hitler. Inseriu suas id√©ias em um pa√≠s desenvolvido j√° no in√≠cio do s√©culo XX – a Alemanha. Um ber√ßo de pensadores e pesquisadores de destaque mundial. Ele gerou viol√™ncia devido seus pensamentos sobre eugenia – ci√™ncia para favorecer as melhores condi√ß√Ķes de reprodu√ß√£o humana e o aperfei√ßoamento da ra√ßa ‚Äď e sua id√©ia de que existiam seres humanos superiores e inferiores.
Mesmo assim, n√£o sou completamente contra esse tipo de pesquisa. Se usada com bom-senso pode ser √ļtil. Al√©m disso, TODA regra possui sua exce√ß√£o. Por exemplo, n√£o √© porque a pessoa possui gen√©tica para engordar que ser√° obesa. Ah, lembra-se da discuss√£o sobre o trabalho do neurocientista Jaderson da Costa, da Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica (PUC) do Rio Grande do Sul? Junto com outros pesquisadores, ele quer analisar adolescentes brasileiros infratores com mapeamento cerebral. Pretendia saber se eles seriam violentos devido √† gen√©tica ou por traumas sofridos ao longo da vida. Alguns advogados, antrop√≥logos e pesquisadores foram contra. Leia mais sobre esse caso aqui e ali.

A briga com a Dengue

Espirrei o repelente nas pernas e nos bra√ßos. Eu que n√£o quero voltar “dengosa” para S√£o Paulo. Pena que, mesmo assim, n√£o teve jeito. No meu primeiro dia no Rio de Janeiro, fiquei cheia de picadas de mosquitos. E n√£o pense que fui fazer trilhas ou algo semelhante. Apenas caminhei pelos bairros.
No dia seguinte, fui admirar o p√īr-do-sol do Arpoador – um dos meus lugares preferidos na Cidade Maravilhosa. Apesar de todo meu cuidado, juro que um mosquitinho amarelo e preto tentava sugar o sangue do meu bra√ßo. Claro que n√£o era uma abelha. Espantei o inconveniente. Ser√° o tal Aedes aegypti?
Em seguida, dentro do √īnibus circular, saquei o produto da minha bolsa e mandei ver. Tomei um banho de repelente. Sem economizar ou medo de ser feliz, exagerada, ridicula, turista, etc. Os passageiros em volta nem perceberam…
Conversando com cariocas sobre os trabalhos de Oswaldo Cruz, senti como se estivéssemos regredindo no tempo. No início do século passado, o Rio de Janeiro Рe outras cidades interioranas e quentes do país Рsofria com epidemias semelhantes. Passados 100 anos de pesquisas e tecnologias, o que melhorou?

Hist√≥ria das publica√ß√Ķes brasileiras sobre ci√™ncia

Do Rio de Janeiro que continua lindo… A Biblioteca Nacional possui o projeto “Rede da Mem√≥ria Virtual Brasileira“. Seu objetivo √© facilitar o acesso da popula√ß√£o √† hist√≥ria brasileira. O melhor √© que, finalmente, algu√©m lembrou-se da ci√™ncia. H√° uma parte no site apenas sobre o assunto. Ele aborda o que foi publicado sobre o tema desde o descobrimento do pa√≠s, oferece um guia de fontes para pesquisa e conta a hist√≥ria do Observat√≥rio Nacional.
A Biblioteca Nacional √© imponente. Possui o maior acervo latino com mais de nove milh√Ķes de pe√ßas. Ela recebe uma c√≥pia de todos os livros, letras de m√ļsicas, etc do que √© registrado no Brasil. Quem n√£o pode visitar pessoalmente seu acervo – e de quebra as belezas cariocas – tem como op√ß√£o fazer pesquisas pelo site Biblioteca Nacional Digital. Encontrei obras digitalizadas dos anos de 1700 e tralal√°. √Č perfeito para quem realiza trabalhos acad√™micos. Sem contar os achados! S√£o mapas antigos de cidades, manuscritos de escritores consagrados, letras de m√ļsicas famos√≠ssimas e por a√≠ vai. Dica: digite um assunto de seu interesse e veja quanta coisa bacana aparece… Muitas obras do tempo do on√ßa – como diriam meus av√≥s.
Obs.: A imagem acima retirei do acervo de ciências da Biblioteca Nacional. São desenhos de tonéis e de veículos para o transporte de dejetos sanitários Рécati -, da cidade do Rio de Janeiro em 1854.