Dinheiro traz felicidade!

A ciência comprova. Esta semana o blog está bombando de coisas bombásticas Рpegou a piada infame? Bom, vamos direto ao assunto. Não sou materialista Рmas claro que adoro uma roupa maravilhosa de bom caimento e viajar pelo mundo. Quem disse a frase do título para mim foram pesquisadores sobre tema e entrevistados para uma matéria publicada na revista New Scientist.
Com o t√≠tulo ‚ÄúWhy the world is a happier place‚ÄĚ – Por que carambolas o mundo √© um lugar mais feliz? -, o texto explica que os pa√≠ses que j√° tinham suas economias relativamente desenvolvidas como Dinamarca e Espanha continuam felizes da vida. Mas pa√≠ses pobret√Ķes, como o Brasil e a √ćndia, e ex-sovi√©ticos como a Ucr√Ęnia e Eslov√™nia est√£o mais felizes do que h√° 25 anos.
O resultado faz parte do estudo World Values Survey (WVS), realizado todo ano pelo pesquisador Ron Inglehart, que analisou 1400 pessoas de 52 pa√≠ses. Desde 1981, a felicidade aumentou em mais de 45 pa√≠ses. O equipe do estudo acredita que o crescimento econ√īmico s√≥ traz mais felicidades para pa√≠ses que tem ou tinham PIB per capita inferior a US$ 12.000.
No livro “A ci√™ncia da felicidade”, da psic√≥loga russa Sonja Lyubomirsky, especialista na √°rea, explica que se voc√™ j√° √© rico, um pouco mais de dinheiro n√£o ir√° te fazer mais feliz. Agora, quem n√£o tinha emprego, onde morar, meio de transporte adequado, estudo, comida, seguran√ßa, enfim… Ao conseguir um de cada ou ‚Äútudo‚ÄĚ isso – o m√≠nimo necess√°rio para viver ou a chamada ‚Äúqualidade de vida‚ÄĚ – ser√° infinitamente mais feliz.
Pa√≠ses latino-americanos e asi√°ticos muitas vezes aparecem no topo da lista da felicidade. Os pesquisadores¬†dizem que isso acontece devido aos valores pessoais, familiares, orgulho nacional (h√£?), generosidade e compaix√£o.¬†A mat√©ria afirma que¬†n√≥s, pobres da Am√©rica Latina e da √Āsia, consideramos o coletivo infinitamente mais importante que o individual. Da√≠ a felicidade.
O livro ‚ÄúA ci√™ncia da felicidade‚ÄĚ afirma que um pouco dela √© gen√©tica. Acho que 40%. Outros 10% v√™em do meio ‚Äď a tal da ‚Äúqualidade de vida‚ÄĚ ‚Äď e o resto √© psicol√≥gico. Logo, ser feliz s√≥ depende de voc√™. Da√≠ a express√£o ‚Äúfelicidade interior‚ÄĚ. Quer um conselho meu? Basta seguir aqueles manuais de alto ajuda que as dicas dos cientistas¬†s√£o as mesmas. Fa√ßa exerc√≠cio f√≠sico, seja bondoso, tenha amigos e fam√≠lia por perto, cultive um passa-tempo, tente n√£o ficar martelando os problemas, deixe a mania de persegui√ß√£o que j√° estar√° no caminho. ‚ÄúDon‚Äôt worry, be happy‚ÄĚ, assovie a m√ļsica! E, aproveite o¬†final de semana!
Ah, leia a matéria completa aqui, em inglês. Veja mais sobre o livro ali, também em inglês. Achei, aqui, um site sobre Felicidade Interna Bruta (FIB), em português.

Aborto: um direito de todas

‚ÄúDireito de escolher quando e se quer ser m√£es, quantos filhos ter e com quem ter esses filhos‚ÄĚ. Essa frase destaco do site da organiza√ß√£o n√£o-governamental Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA).
Hoje, o Supremo Tribunal Federal (STF) come√ßou o segundo dia da audi√™ncia p√ļblica – o primeiro foi ter√ßa – para debater com especialistas¬†a interrup√ß√£o da gravidez de fetos sem c√©rebro, anomalia chamada de anencefalia. Uma terceira audi√™ncia pode acontecer no dia 4 de setembro ‚Äď ouvi no r√°dio que queriam adiar para o ano que vem!
No Brasil, o aborto √© considerado crime exceto em caso de estupro ou risco para a m√£e. Agora, se discute se o aborto de beb√™s anenc√©falos pode ser legal, pois eles n√£o conseguem viver por muito tempo. A maioria falece em poucos dias ‚Äď 25% vivem mais que dez dias. Sem contar que √© um sofrimento os pais esperarem nove meses nascer um nen√™ que ir√° falecer com certeza. Na maioria dos pa√≠ses Europeus Ocidentais – como Su√≠√ßa, It√°lia e Inglaterra ‚Äď e no Canad√° e Estados Unidos, o aborto √© legalizado.
Recentemente, conversei com Guacira C√©sar de Oliveira, soci√≥loga e diretora do CFEMA, que falou sobre uma pesquisa do aborto. Para quem n√£o sabe, a ONG d√° assessoria para pol√≠ticos entenderem diversas quest√Ķes e direitos femininos. O site da organiza√ß√£o disponibiliza dados de um estudo da Universidade de Bras√≠lia (UnB) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Ele mostra o resultado de 20 anos de pesquisa sobre o tema.¬†Fiquei chocada com o resultado – leia mais completo aqui:

  • Estima-se que foram induzidos 1,5 milh√Ķes de abortos em 2005 ou 7,2% do total de mulheres em idade reprodutiva fizeram a pr√°tica;
  • A maioria das mulheres que abortam possuem entre 20 e 29 anos. Possuem uni√£o est√°vel, at√© oito anos de estudo, trabalham, s√£o cat√≥licas, possuem¬†pelo menos um filho e usuam contraceptivos;
  • Do total de abortos induzidos na adolesc√™ncia,¬†h√° uma¬†concentra√ß√£o¬†de 75% na faixa et√°ria de 17 a 19 anos;
  • 73% das jovens entre 18 e 24 anos cogitam a possibilidade do aborto antes de optar por manter a gravidez;
  • Entre 44,9% e 91,6% do total de mulheres com experi√™ncia de aborto induzido declaram-se cat√≥licas; entre 4,5% e 19,2%, esp√≠ritas;¬†2,6% e 12,2%, protestantes;
  • Mais de 70% de todas as mulheres que decidem abortar vivem uma rela√ß√£o considerada est√°vel ou segura;
  • Apenas entre 9,5% e 29,2% de todas as mulheres que abortam n√£o tinham filhos;
  • Entre 9,3% e 19% que abortam apresentam sinais de infec√ß√£o;
  • Apenas 2,5% das adolescentes¬†tiveram a gravidez de um relacionamento eventual;
  • Houve melhora de auto-estima em todos os grupos de adolescentes entre a primeira e a √ļltima entrevista no per√≠odo de um ano, mais acentuadamente no grupo de adolescentes que induziram o aborto do que as que tiveram o filho;
  • Quase todas as mulheres do estudo foram processadas pela pr√°tica do aborto ap√≥s den√ļncias sofridas durante o processo de hospitaliza√ß√£o.

Claro que sair por a√≠ legalizando o aborto aos sete ventos n√£o resolve todos os problemas relacionados ao assunto. Primeiro, deve-se ouvir as mulheres. O que n√≥s realmente pensamos ‚Äď sem hipocrisia, veja os dados. Em segundo, fornecer educa√ß√£o decente nas escolas. Depois, realizar campanhas sobre a import√Ęncia dos m√©todos contraceptivos, incluindo¬†onde conseguir com atendimento digno e explica√ß√Ķes dos m√©dicos. Por fim, legalizar o aborto. Nem que seja como alguns pa√≠ses desenvolvidos fazem.¬†O primeiro √© gratuito, os seguintes devem ser pagos.
Teoricamente, n√≥s vivemos em um estado laico – desprovido de influ√™ncia religiosa. Nem o povos antigos da China, √ćndia e P√©rsia eram contra o aborto ‚Äď leia aqui. Seria, realmente, democr√°tico se ele fosse legalizado. Quem quer, faz.¬†Os contra n√£o¬†s√£o obrigados a realizar. √Č melhor abortar ou criar um filho sem vontade, amor, respeito, carinho, educa√ß√£o e dignidade?

As mentiras cinematogr√°ficas sobre medicina

РVocê reparou que, sempre quando uma pessoa é baleada em um filme, ela sangra pela boca?
РNossa, estava pensando nisso agora. Nunca entendi o porquê.
РPois é, nem sempre tem lógica.
Este post nasceu gra√ßas ao di√°logo acima. Para tentar desvendar esse e outros mist√©rios da medicina cinematogr√°fica, consultei um especialista da √°rea. O cirurgi√£o Ricardo Taddeu revelou exageros que os filmes, as s√©ries e as novelas contam. Se voc√™ tem o est√īmago fraco, n√£o leia as quest√Ķes abaixo. Caso contr√°rio, descubra tr√™s mentirinhas mostradas em filmes:

  1. Por que cargas d’água o baleado sangra pela boca?
    Um tiro na barriga, com raras exce√ß√Ķes, n√£o causa essa complica√ß√£o. Para sair sangue pela boca, √© necess√°rio perfurar o es√īfago ou lesionar os grandes vasos tor√°cicos. Ah, e claro que um tiro na perna n√£o ir√° sangrar pela boca.
  2. Todo paciente com parada card√≠aca em estado grave ‚Äď quando o monitor que mostra as batidas do cora√ß√£o passa a apresentar uma linha reta e um apito cont√≠nuo – recebe um choque para acord√°-lo.¬†√Č assim na vida real?
    O uso do desfibrilador tem indica√ß√Ķes espec√≠ficas com quando h√° arritmia card√≠aca ‚Äď o cora√ß√£o bate fora do ritmo. Ele n√£o cura todos os problemas do cora√ß√£o e a maioria dos m√©dicos n√£o indica seu uso nesses casos.
  3. Sempre quando algu√©m toma um tiro de rev√≥lver, corre¬†para tirar a bala do corpo -√†s vezes usando uma faca! √Č mesmo necess√°rio dar uma de Rambo¬†√† base de u√≠sque?
    Raramente a vida de algu√©m depende, exclusivamente, da retirada da bala. Uma cirurgia poderia causar mais danos, pois o local onde ela est√° n√£o √© de f√°cil acesso, o que poderia romper vasos e nervos. A retirada √© feita quando ela causa alguma complica√ß√£o adicional, como pressionar a medula ou quando est√° alojada no f√≠gado ‚Äď d√° muito sangramento. E, tirar a bala com a faca √© a maior mentira. Primeiro, haja u√≠sque para ag√ľentar a dor.¬†Depois, nem sempre a bala fica na superf√≠cie ou corre em linha reta. Sem contar que colocar um canivete no pesco√ßo para tentar puxar a bala pode acabar de vez com a vida da pessoa.
     
    Recentemente, o portal IG publicou uma matéria que escrevi sobre ciência forense. Se você gosta do tema, leia aqui. De certa maneira, está ligado.

A Terra é torta!

N√£o resisti. H√° alguns dias estou com essa tormenta na minha cabe√ßa… Preciso compartilhar aqui. Voc√™ sabia que existem VALES no oceano? N√£o debaixo dele, mas a √°gua em forma de vale? Logo, que o mar n√£o √© retinho como vemos? Como pode ser! Estou maravilhada.
Muitas vezes,¬†dizem que a for√ßa gravitacional na superf√≠cie da Terra possui um valor constante ‚Äď lembra-se do n√ļmero 9,8 que aprendemos na escola? Mas, na realidade,¬†esse valor¬†muda conforme o local. V√°rios fatores influenciam a for√ßa da gravidade – com tend√™ncia a ser mais forte ou fraca – ¬†como a rota√ß√£o do planeta, a posi√ß√£o das montanhas, as fendas nos oceanos e as¬†diferentes¬†densidades no interior terrestre.
Para mapear essa a√ß√£o, no dia 10 de setembro a Ag√™ncia Espacial Europ√©ia (ESA) vai lan√ßar um sat√©lite. Ele se chama Ocean Circulation Explorer (GOCE) ‚Äď algo como Explora√ß√£o Circular do Oceano.¬†Durante 20 meses, orbitar√° 250 km acima da superf√≠cie do planeta ‚Äď o que √© baixinho. O GOCE possui equipamentos super sens√≠veis para pegar a acelera√ß√£o gravitacional e¬†medir a quantia. Veja galeria de fotos do sat√©lite aqui. Confira uma anima√ß√£o aqui. Quer um protetor de tela do sat√©lite? Est√° neste link, do lado direito em ‚Äúscreen saver‚ÄĚ.
Agora, me responde uma coisa. Quem vive em lugares com menor gravidade, demora mais tempo para ter pele fl√°cida ou rugas? As pessoas demoram mais para envelhecer nesses locais? Neles, a Lei da Gravidade perdoa, principalmente, as mulheres? Deve ter sim alguma influ√™ncia… Assim que sair o resultado, vou conferir¬†se S√£o Paulo √© um bom lugar para se viver ‚Äď ao menos com rela√ß√£o √† gravidade.

C√Ęncer de mama tem influ√™ncia psicol√≥gica

Recebi um release que confirmou o que j√° sab√≠amos: guardar m√°goas, rancores, √≥dio, inveja e frustra√ß√Ķes d√° c√Ęncer. Ricardo Teixeira, neurologista que dirige o Instituto do C√©rebro de Bras√≠lia (ICB), em um texto sobre o assunto, conta que existe uma associa√ß√£o entre o c√Ęncer de mama e eventos estressantes na vida, assim como estados de ansiedade e depress√£o.
‚ÄúA explica√ß√£o principal reside no fato de que fatores psicol√≥gicos podem levar a disfun√ß√Ķes do sistema imunol√≥gico e ao desenvolvimento de c√©lulas malignas. Um novo estudo publicado esta semana na revista BMC Cancer sugere mais uma vez que mulheres que passam por mais eventos estressantes na vida apresentam maior risco de apresentar c√Ęncer de mama‚ÄĚ.
Pesquisadores israelenses avaliaram mais de 600 mulheres com idade entre 25 e 45 anos. Uma parte tinha hist√≥ria de c√Ęncer de mama, enquanto outra n√£o. As mulheres que tiveram a doen√ßa apresentavam maior pontua√ß√£o na escala de sintomas de ansiedade e depress√£o e menor percep√ß√£o de felicidade e otimismo. Esses estudos n√£o s√£o definitivos, mas tamb√©m mostraram que quem passa por eventos psicol√≥gicos estressantes ou traum√°ticos na inf√Ęncia est√° no grupo de risco para o desenvolvimento da doen√ßa. ‚ÄúTalvez necessitem de programas de preven√ß√£o diferenciados‚ÄĚ. Por outro lado, o otimismo e a felicidade s√£o protetores.
Por isso que, dentro do poss√≠vel, procuro sempre sorrir e ser otimista. J√° √© um passo para ter uma sa√ļde mil vezes melhor. ‚ÄúMente s√£, corpo s√£o‚ÄĚ, j√° dizia o ditado. Tente voc√™ tamb√©m. Boa semana! Ah, o m√©dico tem um blog chamado ConsCi√™ncia no Dia-a-Dia. Vale uma visitinha. Na foto, a musa Marilyn Monroe.

Primeiro portal brasileiro de blogs de ciência

Antes tarde do que nunca… Este m√™s, agorinha, entrou no ar um site que re√ļne √ďTIMOS blogs cient√≠ficos – vai por mim. Chama-se Lablogat√≥rios. Clique aqui para conhecer. A id√©ia √© reunir o que h√° de melhor em ci√™ncia com conte√ļdos criados por cientistas e pessoas que gostam da √°rea.
O site √© de autoria dos bi√≥logos Carlos Hotta e Atila Iamarino. √Č isso a√≠! Vamos desmistificar o tema. O mais bacana – achei completamente po√©tico – √© a id√©ia do “dente-de-le√£o” como s√≠mbolo. Ele n√£o se desmancha e espalha ao vento? Ent√£o…

Onde comprar uma verdadeira roupa de astronauta

Tem uma festa à fantasia e não sabe com que roupa ir? Cansou do seu guarda-roupa? Quer aparecer, mas não gosta da melancia no pescoço? Pretende inovar, porém não sabe por onde começar?
E a√≠ que eu digo… A ci√™ncia est√° nos olhos de quem v√™. Caminhando por esse mund√£o da internet, encontrei o site de uma empresa¬†orgulhosa. Vide slogan: “O primeiro astronauta brasileiro usa Flytex”. A marca produz uniformes nada convencionais sob encomenda.
“Em novembro de 2005 a Flytex foi contatada pela AEB (Agencia Espacial Brasileira), para reproduzir fielmente e confeccionar ‘as bolachas’ (PATCHS), para serem fixadas no traje pressurizado (SKOL) – ser√° por isso que¬†o Skol Beats sempre faz men√ß√£o ao espa√ßo? veja aqui –¬†e nos demais trajes espaciais que seriam utilizados pelo Tenente Coronel Aviador Marcos C√©sar Pontes e que deveriam ser enviadas √† R√ļssia. O segundo pedido feito pela AEB foi um conjunto de uniformes para o astronauta brasileiro, constando de: dois maca√ß√Ķes de v√īo FM-73 (desenvolvidos conforme as normas militares Norte Americanas); uma jaqueta de v√īo FJ 45A; duas cal√ßas FC17 e 5 camisas Polo FC05″.
Essas “bolachas” parecem esp√©cie de decalque que a gente compra na rua 25 de Mar√ßo¬†e com um ferro de passar gruda na roupa. No site deles,¬†um s√≠mbolo desses¬†bem “transado” da Nasa sai por R$ 8. O pre√ßo concorre com as lojas do centro de S√£o Paulo, n√£o acha? Obs.: Que divertido! Tem at√© uma jaqueta “Top Gun”. Mas na boa? Essas pe√ßas n√£o parecem ter um bom caimento… Visite o site aqui¬†– do lado esquerdo est√£o as roupas e acess√≥rios com pre√ßo.

Unifesp procura pessoas com ins√īnia

O Centro de Estudos em Psicobiologia e Exerc√≠cio (CEFE) da Universidade Federal de S√£o Paulo busca volunt√°rios para um novo estudo que pretende avaliar o efeito do exerc√≠cio f√≠sico no padr√£o de sono de pacientes com ins√īnia cr√īnica prim√°ria – que se caracteriza pelo despertar precoce ou sono n√£o restaurador. N√£o paga nada! √Č pesquisa. Os interessados devem entrar em contato com Giselle ou Jo√£o Paulo, no telefone (11) 5572-0177 ou pelo e-mail insonia.exercicio arroba gmail.com.¬†
Atualmente, s√£o utilizadas duas formas de terapia. O uso de medicamentos sedativo-hipn√≥ticos que reduz a atividade cerebral e facilita a manuten√ß√£o do sono. Entre os tratamentos n√£o-farmacol√≥gicos, as terapias mais usadas s√£o a cognitiva (psicologia), de controle de est√≠mulos, restri√ß√£o de sono, relaxamento, inten√ß√£o paradoxal (terapia) e a higiene do sono (tipo manter a√ß√Ķes para facilitar a noite).
O exerc√≠cio f√≠sico √© uma alternativa a todas essas formas de tratamento. Ser√£o necess√°rios 40 volunt√°rios com ins√īnia, do sexo feminino ou masculino, entre 30 e 55 anos. O estudo ter√° dura√ß√£o de 6 meses. Metade da popula√ß√£o da cidade de S√£o Paulo apresenta queixas de ins√īnia cr√īnica e 20% afirma ingerir medicamentos para dormir.
Dicas para dormir como uma pedra:

  • Manter hor√°rios constantes para dormir e acordar. Mudan√ßas de h√°bitos, como nos finais de semana, podem atrapalhar o sono;
  • Dormir somente o necess√°rio. Manter-se acordado e deitado por muito tempo na cama n√£o melhora a qualidade do sono;
  • O quarto de dormir n√£o deve ser utilizado para trabalhar, estudar ou comer;
  • Quem tem ins√īnia deve evitar ler e assistir √† televis√£o antes de dormir – para mim d√° muito certo;
  • N√£o cochilar durante o dia. Entretanto, sestas habituais n√£o atrapalham o sono;
  • Exerc√≠cios f√≠sicos devem ser feitos, no m√°ximo, de seis a quatro horas antes de ir para a cama;
  • Procurar relaxar o corpo e a mente de sessenta a noventa minutos antes de deitar;
  • Nunca tentar resolver problemas antes de dormir – o sono √© o melhor conselheiro;
  • N√£o tomar caf√©, ch√° preto, chocolate ou qualquer bebida estimulante ap√≥s as 17 horas;
  • Bebidas alco√≥licas, embora ajudem a relaxar, perturbam a qualidade do sono;
  • N√£o fumar antes de dormir;
  • Fazer refei√ß√Ķes mais leves;
  • Calor e frio excessivos alteram bastante o sono, portanto¬†mantenha a temperatura do quarto agrad√°vel;
  • Ru√≠dos podem ser a causa de um sono ruim.

Fonte: Unifesp.

Daqui dois anos a Terra viver√° uma mini era do gelo


Aquecimento Global é balela, ao menos para Víctor Manuel Velasco Herrera, pesquisador do Instituto de Geofísica (IGf) da Universidade Nacional do México (UNAM). Li uma matéria no IG e não resisti. Fui pesquisar! Segundo dados de satélites analisados por ele, desde 2005, começou um pequeno e discreto esfriamento global terrestre devido à atividade solar diminuída.
Esse per√≠odo deve come√ßar daqui dois anos e durar√° entre 60 e 80. A conseq√ľ√™ncia imediata ser√° a seca. Herrera afirma que √© normal a varia√ß√£o de temperatura da Terra, que o aquecimento global deve ser analisado como uma interfer√™ncia da a√ß√£o humana e da atividade do Sol e n√£o como um cataclismo terrestre. O metano estava em mais abund√Ęncia no ar, o que pode ter provocado os dados equivocados do aquecimento. Agora que est√° voltando ao normal, viveremos a mini era do gelo.
Ent√£o, por que o Perito Moreno, na Argentina, est√° derretendo? Herrera diz que esse √© um processo natural causado pela temperatura e precipita√ß√£o do rio.¬†Sei que milhares de pessoas ir√£o chiar, mas faz o sentido. √Č fato que a temperatura terrestre aumentou devido √† a√ß√£o humana. O que n√£o significa que essa tend√™ncia ir√° continuar. Inclusive, que haver√° uma queda brusca. Se for comparado ao que o planeta j√° passou de varia√ß√£o de temperatura¬†no passado, tudo isso s√£o c√≥cegas. Ali√°s, conversei com v√°rios pesquisadores que concordam comigo. Os humanos sempre procuram algo dram√°tico de novela mexicana – pegou a piada? – para colocar um fim √† pr√≥pria linda, breve e sofrida exist√™ncia.
Curiosidades:
Entre 1500 a 1800 houve uma pequena era do gelo. Em pleno ver√£o o rio T√Ęmisa (em Londres) congelou e nevou na Europa;
Quando caem as temperaturas, a atividade vulc√Ęnica aumenta;
Pelo que entendi, quando as temperaturas aqui aumentam como ocorreu em 1980 por causa da emissão de CO2, o Sol também manda mais calor;
O Perito Moreno √© una das forma√ß√Ķes do Parque Nacional Los Glaciaresna Argentina. Sua extens√£o √© de 17 mil quil√īmetros (veja no Google Maps). Descoberto em 1879 e recebeu o nome do naturalista argentino Francisco Pascasio Moreno.
Leia os boletins da universidade aqui e ali.
Obs.: O filme a Era do Gelo 3, figura, ter√° lan√ßamento mundial em julho do ano que vem. Se for bom como os outros… Veja aqui.
Adendo: Encontrei mais um cientista que diz a mesma coisa. Dessa vez é russo. Leia aqui, está em português.

Dinheiro para pesquisar a mudança climática

Passeando pela blogosfera cient√≠fica – ai que chique and intelligent – participei como comentarista de algumas discuss√Ķes sobre o aquecimento global. Indico uma passadinha pelo Roda de Ci√™ncia, Lablogat√≥rios e Id√©ias Antigas. Com o planeta esquentando – ou n√£o –¬†o circo vai pegar mais fogo.
Isso porque a¬†Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do Minist√©rio da Ci√™ncia e Tecnologia¬†disponibilizar√° R$ 18 milh√Ķes em recursos n√£o-reembols√°veis¬†para criar e articular a infra-estrutura de dois sistemas de monitoramento. Um ser√° voltado para mudan√ßas clim√°ticas e previs√£o de secas, contando com R$ 10 milh√Ķes. A outro receber√° R$ 8 milh√Ķes¬†para¬†focar¬†no monitoramento oce√Ęnico, de alerta antecipado de fen√īmenos oceanogr√°ficos e meteorol√≥gicos extremos no Atl√Ęntico Sul e Tropical.
Logo… os ciclones do Sul do Brasil¬†ter√£o aviso tupiniquim. E n√£o apenas do governo americano… Ali√°s, quem tamb√©m quiser monitorar on-line pode acompanhar o site do Tio Sam aqui¬†(com explica√ß√Ķes minhas, ok?). Falando em calor, S√£o Paulo est√° quente.