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Mata Atl√Ęntica est√° se recuperando aos poucos, aponta estudo

Hoje trago uma boa not√≠cia. Um estudo cient√≠fico feito por mais de 20 pessoas de dez institui√ß√Ķes diferentes mostrou que cerca de 740 mil hectares de Mata Atl√Ęntica estavam em recupera√ß√£o entre os anos de 2011 e de 2015. Isso corresponde a 740 mil campos de futebol que agora est√£o se tornando floresta! O estudo foi organizado pelo Pacto para a Restaura√ß√£o da Mata Atl√Ęntica, um movimento criado em 2009 por empresas, √≥rg√£os do governo, ONGs e centros de pesquisa. Na √©poca do seu lan√ßamento, fiz uma mat√©ria sobre o assunto. O Pacto quer recuperar 15 milh√Ķes de hectares degradados at√© 2050, o equivalente a quase 100 cidades de S√£o Paulo. Algo que eles ainda consideram poss√≠vel. Para isso, o grupo procura fomentar pol√≠ticas p√ļblicas que facilitem o processo de recupera√ß√£o de √°reas e evitem desmatamentos. Al√©m disso, ONGs atuam no plantio de √°rvores nativas por meio do financiamento de pessoas e de empresas. √Č um grande trabalho em conjunto que est√° dando resultado. O Atlas da Mata Atl√Ęntica, uma iniciativa da SOS Mata Atl√Ęntica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), indica que 12,4% da √°rea original de Mata Atl√Ęntica est√° preservada. E o desmatamento nessa floresta cai a cada ano.

A foto eu tirei no Parque Nacional de São Joaquim.

*Este texto foi ao ar no programa Desperta, da Rádio Transamérica, apresentando pelos queridos Carlos Garcia e Irineu Toledo. Uma vez por semana, minha coluna sobre sustentabilidade vai ao ar.

Dia Mundial da √Āgua: o que voc√™ est√° fazendo com ela?

Hoje √© o Dia Mundial da √Āgua. Vale lembrar que o Brasil tem a maior reserva de √°gua doce dispon√≠vel do mundo, o que corresponde a 12% da √°gua doce l√≠quida do planeta. O pa√≠s tem os maiores aqu√≠feros, o maior rio, o Amazonas, e um litoral de mais de 8 mil quil√īmetros. Ser√° que valorizamos e manejamos sustentavelmente toda essa oferta? Um estudo coordenado pelo analista ambiental Rafael Magris, do ICMbio, Instituto Chico Mendes de Conserva√ß√£o da Biodiversidade, em parceria com universidades internacionais e patrocinado pelo CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient√≠fico e Tecnol√≥gico, mostrou que os sedimentos contaminados do desastre da barragem que rompeu em Mariana, em 2015 em Minas Gerais, atingiram o Rio Doce, o Arquip√©lago de Abrolhos, na Bahia, o Esp√≠rito Santo e bancos de algas calc√°rias da regi√£o. A intensidade dos impactos da destrui√ß√£o diminuir√°, mas a √°rea total de ecossistemas em risco ou afetados tende a aumentar com o passar do tempo, segundo a pesquisa. S√£o mananciais e litorais contaminados por subst√Ęncias qu√≠micas nocivas para nossa sa√ļde como metais pesados. O que prejudica ou inviabiliza o uso dessas √°guas. Temos que colocar em pr√°tica no Brasil o h√°bito de planejar o modo que empregamos os nossos recursos naturais, inclusive analisando e evitando os riscos dessas atividades. ¬†

IMG_20190306_085146175_HDRAgora, ap√≥s a trag√©dia de Brumadinho, a Ag√™ncia Nacional de Minera√ß√£o publicou uma resolu√ß√£o determinando o fim de todas as barragens do tipo “a montante”, como as duas que romperam em Minas Gerais.

Carnaval: pode usar glitter?

Est√° chegando, em alguns locais como na Bahia e nas capitais paulista e carioca j√° chegou, uma das √©pocas do ano que mais adoro: o Carnaval! E a cada ano aumenta a pol√™mica em torno de um brilho muito usado pelos foli√Ķes: o glitter. A maioria do glitter √© feito de pequenos peda√ßos de pl√°stico que demoram mais de 400 anos para se decompor. E, por serem t√£o pequenos, passam direto pelos filtros das esta√ß√Ķes de tratamentos de esgoto das cidades (quando h√° tratamento). Assim, caem nos rios e c√≥rregos que, mais cedo ou mais tarde, desembocar√£o no mar. Muitos animais aqu√°ticos como ostras, pequenos peixes e at√© baleias ingerem esse glitter. Ele pode ser confundido com os pl√Ęnctons, organismos bem pequenos que fazem parte da base da cadeia alimentar aqu√°tica. Ent√£o, surge a d√ļvida: o que usar no lugar do glitter comum? Escolha o glitter biodegrad√°vel, que n√£o prejudica o meio ambiente. No Brasil, existe at√© glitter vegano biodegrad√°vel. O problema √© que esses produtos ainda s√£o caros. Assim, deixo a dica para quem quer sair ecologicamente purpurinado: use glitter comest√≠vel para brilhar. No YouTube, d√° para encontrar receitas caseiras. Outra op√ß√£o √© comprar glitter comest√≠vel com aten√ß√£o ao r√≥tulo: ele deve ser livre de pl√°stico e de metais. E bom carnaval!

*Este texto foi falado por esta palpiteira oficial no programa Desperta, da Rádio Transamérica, apresentando pelos queridos Carlos Garcia e Irineu Toledo.  Uma vez por semana, minha coluna vai ao ar por volta das 6h15 da manhã! Geralmente, às quintas-feiras. Beijo!

Foto: Carnaval de 2018/ Isis Diniz

Tem um parque perto de você, talvez você nem saiba

Hoje, trago uma boa not√≠cia no estilo: ‚Äúantes tarde do que nunca‚ÄĚ. O Minist√©rio do Meio Ambiente lan√ßou nestas f√©rias o aplicativo para celular chamado Parques do Brasil. Ele ainda est√° na vers√£o beta. O aplicativo traz fotos das unidades de conserva√ß√£o, as atividades e as atra√ß√Ķes de cada uma delas. Tamb√©m mostra as unidades de conserva√ß√£o que est√£o mais perto de voc√™. As unidades de conserva√ß√£o s√£o √°reas naturais criadas e que deveriam ser protegidas pelo Poder P√ļblico. Duas conhecidas s√£o: o maravilhoso Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e o Parque Nacional do Igua√ßu, uma das sete maravilhas do mundo. O Brasil tem atualmente mais de 2200 unidades de conserva√ß√£o. E parte delas, ali√°s, est√° em risco. Segundo um recente relat√≥rio do Imazon, Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz√īnia, o desmatamento em unidades de conserva√ß√£o da Amaz√īnia em rela√ß√£o ao total da floresta quase dobrou em dez anos: passou de 7%, em 2008, para 13%, em 2017. Por isso, precisamos estar por perto do que √© nosso para preservar e curtir este pa√≠s bonito por natureza.

*Este texto foi falado por esta palpiteira oficial no programa Desperta, da Rádio Transamérica, apresentando pelos queridos Carlos Garcia e Irineu Toledo.  Uma vez por semana, minha coluna vai ao ar por volta das 6h15 da manhã! Geralmente, às quintas-feiras. Beijo!

Foto: Fernando de Noronha/ Isis Diniz

2019: este pode ser o ano mais quente

Uma falante novidade: sou colunista de sustentabilidade do programa Desperta, da Rádio Transamérica, apresentando pelos queridos Carlos Garcia e Irineu Toledo.  Uma vez por semana, minha coluna vai ao ar por volta das 6h15 da manhã! Aqui, publico o que falei por lá.

Est√° calor a√≠? Aqui est√° muito quente! E parece que esse calor√£o todo vai permanecer. √Č bom se preparar: pesquisadores t√™m alertado que 2019 deve ser o ano mais quente j√° registrado! Isso porque a temperatura do planeta tem aumentado continuamente devido ao aquecimento global. As pesquisas mostram que as a√ß√Ķes humanas como uso intensivo de combust√≠veis f√≥sseis e queimadas de florestas lan√ßam na atmosfera gases que ret√©m o calor dos raios solares, esquentando o planeta mais do que deveriam. Somado a isso, desde dezembro de 2018 o fen√īmeno El Ni√Īo tem elevado a temperatura da superf√≠cie do mar do Pac√≠fico. E qualquer mudan√ßa na temperatura do oceano afeta diretamente o tempo do planeta todo, em menor ou maior quantidade. O El Ni√Īo pode contribuir com uma seca mais intensa no Nordeste, por exemplo. Al√©m disso, as regi√Ķes Sudeste, Sul e o estado do Mato Grosso do Sul devem ficar com temperaturas acima da m√©dia at√© junho. Essas informa√ß√Ķes s√£o do INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Aproveite para sintonizar, todo dia entre 5h e 7h da manh√£, na r√°dio para saber as √ļltimas not√≠cias e ainda ouvir m√ļsica! ūüôā¬†

Foto: Welcomia/ Freepik

Cad√™ a ‚Äúgalinha‚ÄĚ brasileira que estava aqui?

Estava na ‚Äúcopa do beb√™‚ÄĚ, em um hotel fazenda a cerca de uma hora de dist√Ęncia de S√£o Paulo, procurando frutas para minha beb√™ comer quando uma ave estranha me olhou desconfiada do jardim. Sou daquelas pessoas que v√™ rosto at√© onde n√£o existe, um fen√īmeno psicol√≥gico chamado de pareidolia. Imagine um movimento estranho de uma ave com cerca de um metro camuflada entre as √°rvores. Na hora fui fisgada. E encantada.

Alguém sabe que ave é essa? #ave #bird #animal #silvestre

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Era uma ave que andava elegantemente e delicadamente, com um bico alaranjado neon, o entorno do olho azul turquesa, canto agudo e com um penacho na cabeça como se fosse desfilar no carnaval. Linda! Claro que abrimos a porta para o jardim para chegarmos perto. Claro que a criança correu atrás dela, mas a ave fugiu e ficou nos fitando de longe.

Aos poucos, nos aproximamos. Nunca tinha visto uma ave daquela. Amigos me contaram pelas redes sociais que se tratava de uma siriema. Fiquei até envergonhada. Como assim sou brasileira, trabalho com meio ambiente há mais de dez anos e nunca tinha visto uma siriema ao ponto de nem reconhecer o animal?

Outras aves que encontramos aos bandos por l√° foram jacus, patos de diversas esp√©cies e coloridos, minhas amadas curicacas, muitas andorinhas, gavi√Ķes, os barulhentos quero-queros e maritacas e diversos p√°ssaros. Ah, uma observa√ß√£o, voc√™ sabia que nem toda ave pode ser chamada de passarinho? Todo passarinho √© ave, mas os p√°ssaros s√£o da ordem Passeriforme ‚Äď que fica logo abaixo da classe Aves na taxonomia, uma t√©cnica cient√≠fica de classifica√ß√£o de seres vivos.

Em seguida, veio a reflex√£o: ‚ÄúOnde est√£o essas aves t√£o brasileiras que mal conhecemos?‚ÄĚ Apenas nos livros did√°ticos? Aves que deveriam ser comuns, que ‚Äúpastavam‚ÄĚ por toda a cidade de S√£o Paulo e outros locais degradados por n√≥s. Algumas conseguiram se adaptar ao nosso horroroso ambiente concretado ‚Äď conhecidos por animais sinantr√≥picos ‚Äď como os gavi√Ķes, os urubus e as maritacas.

Os gavi√Ķes, por exemplo, s√£o muito observados nas beiras das rodovias. Entre outros, se alimentam de restos de animais atropelados e de pequenos bichos como roedores que circulam pelas monoculturas. Sobre os urubus nem preciso falar muito, tamb√©m se alimentam de carca√ßa ‚Äď se bobear, ainda invadem sua casa e te d√£o umas bicadas, principalmente se voc√™ for um piloto de avi√£o, a vingan√ßa. As maritacas comem os frutos das √°rvores na cidade.

Já imaginou uma delicada siriema circulando pelo quase nulo canteiro da paulistana Avenida Bandeirantes, por exemplo? Ia morrer de estresse apenas com a infernal poluição sonora. Agora, se essas grandes aves brasileiras estivessem nos parcos parques paulistas, sendo respeitadas, poderia ser viável, não? Já temos tucanos, garças, patos… Neste caso, mais valeria uma ave retomando o ambiente que é dela do que voando para outros locais.

J√° pensou em lagartear sob o Sol?

Toda vez que visito um local paradis√≠aco natural muito frequentado por humanos em temporadas, mas com pouca ou quase nula fauna silvestre, penso: ‚ÄúCad√™ os bichinhos que estavam aqui?‚ÄĚ Existiriam animais que ainda frequentam o lugar? Quais seriam? Em qual quantidade? Em quais √©pocas do ano esses animais v√™m para c√°? A natureza sempre nos surpreende.

Passei o √ļltimo fim de semana em S√£o Sebasti√£o (litoral norte de S√£o Paulo) e, j√° que n√£o tinha compromisso na capital, aproveitei para emendar mais dois dias na praia. Quando tenho a possibilidade de fazer isso √© comum me deparar com animais marinhos. Estes devem ficar escondidos – onde? -, enquanto o tumulto toma conta da praia.

Certa vez, quando s√≥ avistava no m√°ximo dez pessoas em toda uma praia de cerca de tr√™s quil√īmetros, quase pisei em uma arraia enquanto entrava no mar. Paulistanos sabem o quanto isso √© raro aqui no litoral do Sudeste. Em outra ocasi√£o, durante um deslumbrante p√īr do sol no qual a maioria dos humanos j√° havia se evadido da areia, vi duas tartarugas no raso (a √°gua estava abaixo do meu joelho) dan√ßando e se alimentando de restos de vegetais conforme o balan√ßo das ondas.

Muitas outras vezes encontrei siris de diversas cores e estampas, caranguejos rosa-choque, uma quantidade surpreendente de maria-farinha, de mergulh√Ķes, de golfinhos, de ermit√Ķes, etc. √Č o que se espera de um ambiente litor√Ęneo, certo? Nem sempre! Desta vez‚Ķ os lagartos estavam por todas as partes!

N√£o sei se √© √©poca de reprodu√ß√£o, mas na estrada que d√° acesso √† praia vi um tei√ļ correndo para o meio das √°rvores. Achei sorte. At√© comentamos no carro! Seguimos em frente. Caminhando para a praia, vi mais dois tei√ļs em momentos diferentes e de diferentes tamanhos correndo para o mato. Ok.

Na segunda-feira, quando voltamos √† areia da praia, notei que ela estava repleta de pegada de lagartos! E um tei√ļ com mais de um metro e meio (n√£o √© hist√≥ria de pescador) correu para dentro de uma pequena caverna na praia! Ficamos de tocaia esperando ele sair para v√™-lo de perto. Conseguimos!

Em seguida, ao virarmos a cabe√ßa para o caminho que acaba na praia, observamos um tei√ļ pequeno, parecia jovem, correndo e saltando mais de dois metros! Um lagarto sal-tan-do. Nunca vi isso. Mas analisando a anatomia do bicho, um rabo grande e patas com dedos longos, d√° para entender que o corpinho deles deve ter se adequado para a modalidade salto √† dist√Ęncia.

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Era tanto lagarto tomando sol próximo da gente que até a novidade perdeu a graça. De ambos os lados. Nem mais os lagartos corriam de nós como nem as crianças queriam saber de correr atrás dos bichos para vê-los mais de perto.

Olhando para o lado direito, a moça deitada sobre a canga com o braço protegendo os olhos, e para o lado esquerdo, o lagarto parado nos fitando ao longe, deu para entender a expressão. Lagartear ao Sol. Aliás, o sol estava tão forte, a brisa tão fresca e branda e o céu tão azul que ninguém resistia ao lagartear. Nada melhor para dar aquela esquentadinha no sangue e liberar endorfina. Que o Sol brilhe para todos.

Como mudar o mundo por meio das redes sociais e dos aplicativos?

RJ - RIO-DE-JANEIRO - 04/08/2016 - REVEZAMENTO DA TOCHA RIO 2016 - Revezamento da Tocha Olimpica para os Jogos Rio 2016. Foto: Rio2016/Fernando Soutello

N√≥s temos vontade de melhorar a nossa qualidade de vida, viver em equil√≠brio em comunidade, habitar um mundo mais igualit√°rio e deixar um planeta mais harmonioso para as futuras gera√ß√Ķes (nossos filhos, netos, sobrinhos, crian√ßas de toda a Terra). Tamb√©m, as pesquisas at√© t√™m apontado, cada vez mais queremos trabalhar em empresas que respeitem o ser humano e a natureza. Empresas que t√™m o prop√≥sito de cuidar do planeta ou que, ao menos, tenha a√ß√Ķes para compensar os seus impactos.

As redes sociais e os aplicativos se mostraram um espa√ßo para relaxarmos, mas tamb√©m para nos conectarmos a outros que pensam como n√≥s ou que t√™m o mesmo prop√≥sito ampliando as nossas vozes. E √©, por meio deles, que podemos unir a nossa vontade de viver em um mundo mais harm√īnico com empresas investindo em uma causa que melhora diretamente a qualidade de vida de todos no planeta: o plantio de √°rvores nativas.

O plantio de árvores nativas em áreas rurais visando recuperar a floresta que havia ali e degradamos no passado, chamada também de recuperação florestal, é tão importante que ganhou até destaque na abertura das Olimpíadas! Primeiro, é irresistível pegar uma mudinha ou imaginar que um clique nosso se reverterá em uma árvore plantada que viverá, talvez, por mais tempo que nós. Segundo, este é um legado que deixamos aqui na Terra.

iniciativa_verde_villa_lobos-360O plantio de uma pequena mudinha de árvore nativa envolve toda uma cadeia do bem. Ela é produzida em um viveiro do interior (que ajudou a gerar renda para uma população que, de repente, antes trabalhava degradando a mata!). Para se ter uma muda, precisamos da semente. Logo, ela é colhida em alguma floresta que necessita ser preservada para esse fim, entre outros. Em seguida, essa mudinha é plantada por, muitas vezes, uma pessoa que às vezes desmatava (ou estava desempregada) e, agora, consegue sustentar sua família cuidando do planeta.

Em seguida, a mudinha crescer√° em uma √°rea de prote√ß√£o ambiental (uma vez plantada uma √°rvore nativa, ela s√≥ pode ser derrubada se for por uma obra de interesse p√ļblico). Conforme vai crescendo, ela atrai borboletas, pequenos mam√≠feros, lobos-guar√°s, macaquinhos. Ela pode fornecer alimento e prote√ß√£o para diversos animais. As abelhas e os p√°ssaros polinizar√£o a √°rea onde est√° a mudinha (e suas outras amigas mudas) trazendo mais vegeta√ß√£o, diversificando e enriquecendo essa floresta que cresce.

Essa mudinha come√ßa a reter a √°gua da chuva no solo com suas ra√≠zes (calcula-se que 80% da √°gua da chuva √© ‚Äúabsorvida‚ÄĚ por √°rvores da Mata Atl√Ęntica). Assim, aquele c√≥rrego que passa perto dela fica mais caudaloso. Ou a nascente que secou come√ßa a voltar √† vida. A popula√ß√£o do campo que n√£o tem recurso financeiro, que precisa diretamente da natureza para sobreviver, consegue voltar a plantar hortali√ßas e outros alimentos para comer e at√© vender. O espa√ßo da sua propriedade que cedeu para o plantio (que j√° estava com o solo degradado de tanto a vaquinha pisar ou de tanto plantar) valoriza o local! Al√©m de deixar a paisagem mais agrad√°vel e bonita.

Quem mora na cidade pode ir para o campo e fazer ecoturismo nesses locais. Pode respirar um ar mais puro. Pode ter mais √°gua na torneira e de melhor qualidade. Essa pequena mudinha, conforme vai crescendo, absorve o g√°s carb√īnico da atmosfera. Aos poucos, ela vai evitando que o temido e impalp√°vel aquecimento global nos atinja. Afinal, quando a gente muda o uso do solo (desmata, por exemplo), altera as chuvas. Ela evita que sejamos, aqui na cidade, atingidos por aguaceiros que alaguem tudo ou por secas que fazem nossos narizes co√ßarem insuportavelmente. Nossa sa√ļde agradece.

Como o efeito borboleta (‚Äúo bater de asas de uma borboleta no Brasil pode desencadear um tornado no Texas‚ÄĚ), essa pequena a√ß√£o pode mudar o nosso futuro para melhor. Durante o evento Social Media Week, vou dar a palestra ‚ÄúJ√° pensou em plantar √°rvores por meio da internet?‚ÄĚ para mostrar como podemos plantar mudinhas por meio das redes sociais, de aplicativos e da internet em geral. Mostrarei a√ß√Ķes de marcas como a Sky ou a Wappa com a Iniciativa Verde¬†que envolvem o plantio de √°rvores nativas. Lindos casos. Que marca a sua marca quer deixar no mundo?

Fotos de cima para baixo: Rio2016/Fernando Soutello, Marcelo Scandaroli/ Iniciativa Verde, Isis Nóbile Diniz/ Iniciativa Verde

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Baleias: elas voltaram!

IMG_8232Reparou que, no √ļltimo m√™s, h√° mais not√≠cias de baleias jubarte sendo avistadas na costa brasileira? Principalmente, vistas de passagem pelos estados da regi√£o Sudeste como S√£o Paulo e Rio de Janeiro? Coincid√™ncia? N√£o (na foto, uma r√©plica de filhote de jubarte, no Projeto Baleia Jubarte, Bahia).

Nesta √©poca, inverno, essa esp√©cie de baleia (Megaptera novaeangliae) sobe o litoral brasileiro at√© a regi√£o da Bahia, onde parem seus belos e gigantes filhotes que nascem com quatro metros e pesam mais de uma tonelada! L√°, no divino estado brasuca, ficam at√© cerca de novembro amamentando a cria. Quando o filhotinho est√° mais rechonchudinho, ela volta para as √°guas frias do oceano em busca de alimento, o krill (um min√ļsculo camar√£o).

Devido √† prote√ß√£o delas, sua popula√ß√£o est√° aumentando. Se voc√™ for para a Praia do Forte (Bahia), entre julho e outubro, poder√° fazer um passeio de barco para avistar esses belos animais – eles ficam cerca de tr√™s quil√īmetros longe da costa. Duas dicas: fa√ßa o passeio com ag√™ncias credenciadas pelo Projeto Baleia Jubarte e em qualquer √©poca visite a organiza√ß√£o.

O Projeto oferece visita monitorada no local explicando muita curiosidade sobre os cet√°ceos (animais dos quais ela faz parte) e h√° algumas r√©plicas fabulosas para crian√ßas. √Č uma visita r√°pida, mas de intenso aprendizado.

Ent√£o, se voc√™ √© daqueles que s√≥ gosta de praia no ver√£o, repense. Se tiver sorte, pode ver maravilhosas baleias dando um ‚Äúoi‚ÄĚ com seus saltos (elas saltam para se livrar dos piolhos, eca) ou batendo suas caldas por a√≠ (√© por meio da calda que os pesquisadores sabem qual baleia √©, o desenho √© como uma impress√£o digital). Este ano, minha cunhada viu jubarte em S√£o Sebasti√£o. Eu bem que fiquei horas e dias fitando o mar, mas n√£o tive a mesma sorte. Mas j√° observei pinguins no litoral de S√£o Paulo e de Santa Catarina. <3

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Ali√°s, outra informa√ß√£o r√°pida. As jubartes n√£o s√£o as √ļnicas baleias que procuram o litoral do Brasil para procriar. A maravilhosa baleia-franca (Eubalaena australis), aquela cheia de cracas brancas, tamb√©m sobe at√© Santa Catarina para ter seus filhotinhos nesta √©poca do ano. E voc√™ tamb√©m pode v√™-las saltar sentado na areia (!) ou de barco (a foto acima e abaixo tirei de uma franca na √Āfrica do Sul – se for para l√°, tenho muitas dicas de passeio para parques).

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Por fim, √ļltima curiosidade: voc√™ sabe como as baleias e golfinhos dormem? O porqu√™ deles n√£o fecharem os olhos? Pois descobri l√° no Projeto Baleia Jubarte. Os lados direito e esquerdo do c√©rebro desses animais s√£o separados. Na hora do sono, eles ‚Äúdesligam‚ÄĚ um dos lados, enquanto o outro mant√©m atividades b√°sicas de sobreviv√™ncia como n√£o deixar afundar. Incr√≠vel, n√©?

Bom, eu pretendo fazer mais apari√ß√Ķes por aqui. Espero conseguir. A maternidade e a experi√™ncia do meu trabalho¬†na Iniciativa Verde me trouxeram mais repert√≥rio e uma nova maneira de ver a vida. Um beijo desta amante dos cet√°ceos. Vamos falar balei√™s!

Quanto suas a√ß√Ķes impactam o meio ambiente?

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Voc√™ sabia que suas a√ß√Ķes emitem direta e/ou indiretamente gases de Efeito Estufa (GEE) que podem piorar o Aquecimento Global?

O Efeito Estufa √© essencial para nossa esp√©cie – e todas as outras. Isso porque gra√ßas a ele nosso planeta se mant√©m quentinho possibilitando a nossa sobreviv√™ncia. Ele √© um fen√īmeno natural onde os raios infravermelhos enviados pelo Sol ficam retidos na atmosfera da Terra gra√ßas a esses gases.

O problema √© que algumas a√ß√Ķes nossas, do homo sapiens, est√£o aumentando a quantidade desses gases. O que eleva o Efeito Estufa. Assim, segundo algumas pesquisas, j√° est√£o nos fazendo suar mais. E isso se chama: Aquecimento Global.

Embora o Aquecimento Global pare√ßa algo inalcan√ß√°vel, impalp√°vel, n√≥s vamos sofrer cada vez mais na pele as suas consequ√™ncias. Sei que podemos nos sentir injusti√ßados, j√° que ele √© resultado de diversas a√ß√Ķes humanas realizadas ao longo de anos (nos quais eu nem era nascida).

Mas… Podemos fazer bastante coisa para evitar, literalmente, cat√°strofes em sua decorr√™ncia – e cuidarmos das gera√ß√Ķes futuras (√© justo deixar um planeta habit√°vel). Uma delas, ainda por cima, √© divertida: calcular a sua Pegada de Carbono. Ou seja, o quanto voc√™ emitiu, anualmente, de gases capazes de piorar o Aquecimento Global.

Para isso, a Iniciativa Verde renovou a sua tradicional Calculadora de Carbono: http://www.iniciativaverde.org.br/calculadora/index.php com dados atuais. O mais interessante √© que ela, automaticamente, converte o seu impacto em n√ļmero de √°rvores nativas de Mata Atl√Ęntica que precisam ser plantadas para compensar essas emiss√Ķes.

Eu, por exemplo, preciso plantar cinco √°rvores (!) para compensar as minhas emiss√Ķes de 2015. Parece pouco, mas √© significativo! Como informa√ß√£o √© poder, sabendo o quanto voc√™ emite e onde emite mais, pode repensar as suas atitudes para 2016. Deixando a√ß√Ķes objetivas para cuidar do meio ambiente na cl√°ssica lista de resolu√ß√Ķes para o Ano Novo.

E que venha um 2016 mais verde!

Obs.: Na foto acima, plantando ipês no Parque Villa-Lobos (Sampa) com os amigos em evento promovido pela Iniciativa Verde na Virada Sustentável.