O que fumar tem a ver com barba? (vídeo)

8_Teaser causalidade

Voc√™ sabia que existe uma rela√ß√£o entre fumar e ter barba? E que quanto maior √© a venda de protetores solares, maior √© o n√ļmero registrado de ataques de tubar√£o? Mas o que est√° por detr√°s dessas rela√ß√Ķes? Como exatamente essas coisas podem estar relacionadas? √Č sobre isso e outras coisas que discutiremos hoje no novo v√≠deo do Minutos Ps√≠quicos. Veja o v√≠deo abaixo (se tiver problemas para ver ele, clique aqui).

[youtube_sc url=”http://youtu.be/TkPGCtQWJqY”]

Apesar de ser um tema muito b√°sico em qualquer curso sobre m√©todos de pesquisa, √© impressionante perceber como o vi√©s da correla√ß√£o ilus√≥ria (aqui)¬† e interpreta√ß√Ķes indevidas de pesquisas s√£o coisas disseminadas. Nosso prop√≥sito com o v√≠deo era ilustrar como que o fato de duas coisas ocorrerem conjuntamente n√£o indica que elas necessariamente est√£o relacionadas.

A “co-ocorr√™ncia” de dois eventos pode se dever ao mero acaso, a um erro sistem√°tico ou a uma rela√ß√£o genu√≠na que existe entre as duas coisas. Apenas constatar que duas coisas variam conjuntamente n√£o nos permite inferir qualquer rela√ß√£o causal entre ambas, pois nesse caso n√£o temos meios de saber se a vari√°vel A causa a vari√°vel B, se a vari√°vel B causa a vari√°vel A ou se uma vari√°vel C varia conjuntamente com A e B, dando a ilus√£o de que A e B est√£o relacionadas diretamente.

Essa √© a grande limita√ß√£o do m√©todo de pesquisa conhecido como correlacional. Para lidar com esse problema, cientistas normalmente se apoiam apenas inicialmente em pesquisas correlacionais a fim de explorar as rela√ß√Ķes gerais entre vari√°veis e ent√£o o m√©todo preferido para clarificar qual √© a rela√ß√£o (se √© que existe alguma) entre duas ou mais vari√°veis √© o m√©todo experimental. Nele, √© poss√≠vel variar sistematicamente aspectos de uma situa√ß√£o para testar se a inser√ß√£o ou remo√ß√£o de um aspecto tem um grande impacto individual em uma ou mais vari√°veis.

Referências recomendadas

Referências

Nesse texto escrito aqui no blog, discuti o que √© um experimento e algumas no√ß√Ķes mais formais de causalidade que complementam o conte√ļdo do v√≠deo.

Pearl, J. (2009). Causality: models, reasoning, and inference (2th ed.). Cambridge: Cambridge University Press.

O livro √© uma refer√™ncia na √°rea sobre causalidade. Ele aprofunda de uma maneira muito mais ampla o conceito de causalidade e suas implica√ß√Ķes em diferentes √°reas.

Wilson, T. D., Aronson, E., & Carlsmith, K. (2010). The art of laboratory experimentation. Handbook of Social Psychology (Vol. 1, pp. 51-81). New Jersey: John Wiley and Sons.

Essa é uma referência importante para a discussão crítica do método experimental especificamente no contexto da psicologia. Super bem escrito por alguns dos escritores mais famosos em psicologia social, esse capítulo vale a pena de ler do começo ao fim.

Por que tarefas demoram mais tempo do que esperamos? (video)

logo minutos psiquicos5

Quantas vezes voc√™ j√° se atrasou para terminar um trabalho? E quantas vezes voc√™ j√° n√£o gastou mais dinheiro do que esperava durante uma viagem? √Č muito comum que as pessoas vivam esses problemas. Voc√™ se lembra da √ļltima vez em que se planejou para terminar uma tarefa? Consegue se lembrar exatamente o que voc√™ fez para se planejar?

Normalmente, as pessoas re√ļnem as diversas informa√ß√Ķes que possuem sobre a tarefa, como o assunto, o prazo e o tamanho do tarefa para estimar o tempo que precisar√£o. No caso de tarefas mais complexas, n√£o demora muito at√© ficar claro que a sua estimativa de tempo foi otimista demais. Isso tem a ver com algo conhecido na psicologia como fal√°cia do planejamento e esse √© o tema do v√≠deo de hoje no Minutos Ps√≠quicos! A imagem acima √© a nova logo do canal, feita pelo talentos√≠ssimo Pedro Tavares.

[youtube_sc url=”http://youtu.be/rwGtb_8634A”]

Se o player acima não funcionar, clique aqui para ver o vídeo.

Referências recomendadas

Buehler, R., Griffin, D., & Peetz, J. (2010). The planning fallacy: Cognitive, motivational, and social origins. Advances in Experimental Social Psychology, 43(10), 1‚Äď62. doi:10.1016/S0065-2601(10)43001-4

Esse √© o trabalho de revis√£o da literatura mais recente sobre a fal√°cia do planejamento, discutindo outras formas de evitar a fal√°cia do planejamento e extens√Ķes do modelo interno-externo descrito no v√≠deo. Clicando aqui, voc√™ ter√° acesso ao artigo completo.

Divulgando o III Congresso Brasileiro de Terapia Cognitiva da Inf√Ęncia e Adolesc√™ncia

Concriad_2

Se preparem para o 3¬ļ Congresso Brasileiro de Terapia Cognitiva da Inf√Ęncia e Adolesc√™ncia, mais conhecido como Concriad! Ele vai acontecer durante os dias 6, 7 e 8 de novembro de 2014 no Hotel Pestana em Curitiba ‚Äď PR. Vale a pena ler o que o presidente do congresso tem a dizer sobre a import√Ęncia do evento:

Surgido de uma constata√ß√£o de que os terapeutas cognitivos que trabalham com crian√ßas e adolescentes n√£o possu√≠am um f√≥rum espec√≠fico para debate, ensino e pesquisa, lan√ßamos este desafio. Segundo nossas consultas √† √©poca da primeira edi√ß√£o, essa condi√ß√£o n√£o era restrita ao nosso pa√≠s. Inf√Ęncia e adolesc√™ncia, embora tivessem aumentadas sua representatividade em congressos nacionais e internacionais, n√£o haviam evolu√≠do ao ponto de ter um f√≥rum exclusivo no mundo das terapias cognitivas. Se levarmos em conta a sens√≠vel fase do desenvolvimento com a qual estamos lidando, o foco de aten√ß√£o deveria ser redobrado – afinal, interven√ß√Ķes bem realizadas na inf√Ęncia, tanto no n√≠vel cl√≠nico quanto no n√≠vel preventivo, evitariam in√ļmeras situa√ß√Ķes patol√≥gicas na vida adulta.

Antes disso, no dia 6, tamb√©m ocorrer√° no mesmo local o 1¬ļ Semin√°rio Brasileiro de Processos Cognitivos nas Escolas que tem como objetivo aproximar a Terapia Cognitiva do √Ęmbito escolar.

Concriad

Tor√ßo para que¬†os interessados pela terapia cognitiva em tais contextos possam comparecer ao congresso e fortalecer a √°rea no Brasil. Acesse tamb√©m a p√°gina do congresso no Facebook para mais informa√ß√Ķes.

Por que o juiz sempre rouba mais pro time adversário? (vídeo)

6_Teaser raciocinio motivado

Voc√™ j√° achou que o juiz estava roubando pro time advers√°rio? Ou quando algu√©m discordou de voc√™ sobre um assunto do qual voc√™ entende, j√° teve a impress√£o de que essa pessoa estava teimosamente discordando de voc√™ sem raz√£o, j√° que obviamente voc√™ estava certo sobre aquele partido pol√≠tico, time de futebol ou artista? O v√≠deo de hoje do Minutos Ps√≠quicos discute algo que Continue lendo…

A sua memória é boa?

5_Teaser falsas memórias

Você já teve a experiência de lembrar vividamente de um acontecimento, e depois acabou descobrindo que, na verdade, as coisas aconteceram de um jeito diferente do que você lembrava? Ou então uma situação na qual você e outra pessoa passaram por uma mesma experiência (ex: observaram duas pessoas discutindo agressivamente), mas depois vocês discordaram quanto a algum detalhe do que realmente havia acontecido? Ou você já lembrou de ter dito algo que, na verdade, não tinha dito a outra pessoa?

N√£o importa se voc√™ tem uma mem√≥ria muito boa ou muito ruim, provavelmente voc√™ j√° viveu alguma experi√™ncia similar a essas e √© sobre esse assunto que o Minutos Ps√≠quicos traz orgulhosamente hoje um v√≠deo sobre uma das fun√ß√Ķes cognitivas mais complexas do c√©rebro e importantes para as nossas vidas – a mem√≥ria. Veja ele primeiro (abaixo) Continue lendo…