Usando a meditação para controlar impulsos

Rea√ß√Ķes impulsivas podem ser um problema s√©rio na vida de muitas pessoas. Assim como o Cookie Monster, personagem da vila s√©samo, podemos ter poderosas rea√ß√Ķes impulsivas ao nos depararmos com algo que gostamos muito, como biscoitos, no caso dele. A impulsividade alimentar pode agravar quadros de obesidade e tamb√©m problemas de press√£o alta, colesterol e depress√£o. Se considerarmos que as nossas mentes podem ser influenciadas de maneira t√£o autom√°tica por pistas no ambiente, como alimentos saborosos na prateleira de uma cozinha, seria muito √ļtil se¬†consegu√≠ssemos¬†desenvolver procedimentos que ajudassem as pessoas a se regularem.

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Felizmente, tais procedimentos v√™m sendo desenvolvidos em diversas frentes da psicologia nos √ļltimos anos. Na terapia cognitiva, por exemplo, diversas t√©cnicas que fazem uso de princ√≠pios da¬†medita√ß√£o¬†t√™m apresentado resultados animadores na capacidade de auto-regula√ß√£o das pessoas. Muitos estudos t√™m indicado que algumas t√©cnicas de medita√ß√£o podem ser poderosas ferramentas de interven√ß√£o no tratamento de diversos transtornos, como os de ansiedade, abuso de subst√Ęncia e depress√£o. Uma publica√ß√£o recente trouxe evid√™ncias de que uma breve interven√ß√£o de aten√ß√£o meditativa pode prevenir rea√ß√Ķes impulsivas, facilitando a auto-regula√ß√£o no caso da impulsividade alimentar.

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Pessoas com tetraplegia conseguem controlar braço robótico pela mente

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Pela primeira vez em 15 anos, Cathy Hutchinson foi capaz de tomar novamente o seu café matinal por conta própria, embora ela ainda não tenha recuperado o movimento pleno das pernas ou dos braços. O que permitiu este feito foi o uso das tecnologias mais avançadas atualmente de interface entre o cérebro e as máquinas. Cathy usou apenas o seu pensamento para controlar um braço robótico capaz de pegar o copo e levá-lo até a sua boca. O vídeo acima mostra Cathy manuseando o braço e o relato dos cientistas envolvidos no projeto.

ResearchBlogging.orgEsta foi a primeira demonstração que indivíduos com tetraplegia de longa data podem ser capazes de manusear um braço robótico a partir dos sinais neurais emitidos por uma região específica do seu cérebro, relacionados à sua atividade mental. Esta grande realização foi relatada em um artigo na revista Nature esta semana. No estudo, duas pessoas com tetraplegia de longa data e sem treinamento prévio foram capazes de realizar com sucesso movimentos tridimensionais com um braço robótico.

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Sharot: nosso viés otimista

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Existem hoje estudos curiosos mostrando que temos uma forte tend√™ncia a nos acharmos mais inteligentes, bons de volante e honestos do que a maioria das pessoas. Al√©m disso, estudos como estes indicam que julgamos ter menos probabilidade de sofrer acidentes ou contrair doen√ßas graves do que a maioria das pessoas.¬†Eu j√° tive a oportunidade de comentar aqui no blog¬†acerca de um estudo publicado ano passado na revista¬†Nature¬†sobre o vi√©s de otimismo irrealista e sobre como ele √© capaz de se manter a despeito de informa√ß√Ķes que o contradigam. A professora¬†na¬†University College London,¬†Tali Sharot, liderou a equipe que conduziu e publicou esta pesquisa. Ela √© a palestrante do v√≠deo acima, publicado ontem no TED.

Porque ser√° que somos t√£o otimistas assim? O que a neuroci√™ncia cognitiva tem a nos dizer sobre o otimismo?¬†E se somos otimistas, ser√° que isso √© bom para n√≥s? Ser√° que o segredo para a felicidade √© ser otimista, ou ser√° que √© ter baixas expectativas em rela√ß√£o ao futuro (ou nenhum dos dois)? Estas s√£o algumas das quest√Ķes abordadas na palestra acima, e as respostas de Tali Sharot √† elas poder√£o te surpreender.

No v√≠deo, Sharot comenta a linha de pesquisa que ela tem conduzido sobre otimismo nos √ļltimos anos. Em um dos seus estudos mais interessantes, ela estimulou com pequenos pulsos magn√©ticos¬†regi√Ķes espec√≠ficas do c√©rebro dos participantes e conseguiu alterar da maneira esperada o otimismo que os participantes expressavam. Ela lan√ßou no ano passado o livro¬†The Optimism Bias: A Tour of the Irrationally Positive Brain¬†(O Vi√©s Otimista: Um Tour pelo C√©rebro Irracionalmente Positivo), revisando e apresentando o conhecimento que temos hoje sobre o otimismo. Infelizmente, ainda n√£o contamos com uma tradu√ß√£o do livro e nem com uma legenda do v√≠deo, tor√ßo para que voc√™s estejam com o ingl√™s afiado (ou esperem algumas semanas at√© sa√≠rem as legendas).