Terapias Placebo

Seria mais honesto chamar as famosas “terapias alternativas” de “terapias placebo”, pois esse √© um dos elementos que todas dependem para, √†s vezes, funcionar. Como j√° discutido anteriormente, o efeito placebo √© comumente a raz√£o pela qual algumas pr√°ticas como a aromaterapia, auraterapia, anjoterapia, terapia magn√©tica, naturoterapia, florais de Bach e um n√ļmero muito maior de ditas “terapias”, funcionam.

A anjoterapia deveria soar estranha at√© mesmo para os mais fundamentalistas religiosos. Esta terapia new age postula que se comunicar com os anjos √© a chave para a cura de doen√ßas. Susan Stevenson, uma hipnoterapeuta que pratica terapia de regress√£o √† vida passada, diz que v√™ anjos em qualquer lugar. Continue lendo…

A Mente Crédula

Seguem alguns s√°bios trechos:

A mente cr√©dula […] experimenta um grande prazer em¬†acreditar em coisas estranhas, e quanto mais estranhas¬†forem, mais facilmente ser√£o aceitas; mas nunca leva¬†em considera√ß√£o as coisas simples e plaus√≠veis, pois¬†todo mundo pode acreditar nelas. Continue lendo…

Ceticismo e Humanismo Secular na Rede

Existe hoje em dia uma grande quantidade de webpages que se dedicam √† divulga√ß√£o, discuss√£o e promo√ß√£o de uma vis√£o mais c√©tica, racional e cr√≠tica do mundo. Boa parte delas tem como idealizadores grandes cientistas, pensadores e pessoas preocupadas com grandes quest√Ķes em nossa sociedade como a moral, a ci√™ncia, as religi√Ķes, a √©tica e a paz mundial.¬†Algumas focam mais em examinar de forma c√©tica e cient√≠fica alega√ß√Ķes de pseudoci√™ncias, fen√īmenos paranormais e do senso comum; outras em informar o p√ļblico em geral sobre o que √© o ceticismo, o humanismo secular, a ci√™ncia e import√Ęncia que cada um desses tem hoje no panorama mundial em que vivemos.

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Os Charlatães em Ação

Voc√™ ja ouviu falar no “Reincarnation Bank” (Banco da Reencarna√ß√£o)? L√° voc√™ poder√° fazer dep√≥sitos que teoricamente ser√£o recuperados por voc√™ na sua pr√≥xima encarna√ß√£o. A m√°xima de que “nada se leva dessa vida” perderia sentido. A grande quest√£o √©: como voc√™ poder√° ser identificado em outro corpo?

Independente da questão espiritualista propriamente dita, a prática estabelecida por essa instituição não soa nada bem, pois eles têm suas própias formas de identificar se você foi João Não Sei o Que em outra vida, e podem simplesmente dizer que você não foi, como foi constatado nos testes deles.

Como voc√™ vai provar que foi o Jo√£o N√£o Sei o Que (supondo que reencarna√ß√£o realmente exista e que voc√™ conseguiria se lembrar disso, at√© mesmo da senha da sua conta no rencarnation bank)? O golpe que essa institui√ß√£o tenta aplicar configura mais um dos v√°rios enganos praticados por charlat√£es que usufruem da ignor√Ęncia e crendice das pessoas, um mercado que j√° se provou muito lucrativo. Continue lendo…

Por que as pseudociências persistem? Parte 2

O v√≠deo abaixo √© uma compila√ß√£o de v√≠deos onde Carl Sagan, Richard Dawkins, Bill Nye, James Randi, e Neil deGrasse Tyson discutem, de forma clara, direta e insitgante, o porque a astrologia √© uma id√©ia t√£o distante da realidade e mal formulada. Achei este v√≠deo no Blog de Astronomia do astroPT, um √≥timo blog cheio de v√≠deos e informa√ß√Ķes muito interessantes! Continue lendo…

Por que as pseudociências persistem?

Leia a descrição abaixo, tentando identificar o quanto ela se adequa a você:

Voc√™ sente necessidade de que outras pessoas gostem de si e o admirem, e ainda assim tende a ser cr√≠tico em rela√ß√£o a si mesmo. Embora tenha algumas fraquezas de personalidade, geralmente √© capaz de compens√°-las. Voc√™ tem uma consider√°vel capacidade n√£o utilizada, que ainda n√£o usou a seu favor. Disciplinado e com auto-controle por fora, tende a ser preocupado e inseguro no √≠ntimo. √Äs vezes tem s√©rias d√ļvidas sobre se tomou a decis√£o correta ou fez a coisa certa. Prefere uma certa mudan√ßa e variedade, e fica insatisfeito quando √© cercado por restri√ß√Ķes e limita√ß√Ķes. Tamb√©m se orgulha de pensar de forma independente, e n√£o aceita afirma√ß√Ķes de outros sem provas satisfat√≥rias. Mas descobriu que n√£o √© recomend√°vel ser excessivamente sincero ao se revelar para outras pessoas. √Äs vezes √© extrovertido, af√°vel e soci√°vel, embora √†s vezes seja introvertido, cauteloso e reservado. Algumas das suas aspira√ß√Ķes tendem a ser irrealistas. Continue lendo…

Pseudociências

Astrologia, homeopatia, terapias alternativas, design inteligente, “o segredo”, hor√≥scopo, florais… essas e muitas outras tentativas de empurrar um sistema de cren√ßas guela a baixo das pessoas, visando em grande parte lucrar financeiramente com a credulidade e a esperan√ßa alheia, s√£o o que chamo aqui de pseudoci√™ncias.

As pseudoci√™ncias constroem id√©ias e informa√ß√Ķes que n√£o se baseiam em evid√™ncias claras e suficientes, e mesmo assim concluem coisas extremamente improv√°veis. Gostam de pousar de incompreendidos, sens√≠veis, vanguardistas e discriminados, provavelmente no intuito de conquistarem seu espa√ßo “no mercado” para “explicar aquilo que a ci√™ncia n√£o pode explicar”.

Apesar de muitas vezes se “vestirem” cientificamente, utilizando termos e id√©ias cient√≠ficas, costumeiramente n√£o submetem suas id√©ias a testes rigorosos que possam corroborar o qu√£o verdadeiras elas s√£o. N√£o o fazem at√© porque seus clientes n√£o exigem isso deles: milhares de pessoas gastam dinheiro com mapas astrais, rem√©dios homeop√°ticos, livros e revistas, e nem sequer se preocupam em entender como todas aquelas informa√ß√Ķes que elas est√£o consumindo s√£o produzidas. Continue lendo…

Vídeos sobre Ciência e Pseudociências

Divulgo aqui alguns v√≠deos interessantes relacionados √† ci√™ncia e √†s pseudoci√™ncias. O primeiro √© uma simula√ß√£o digital que compara o tamanho de v√°rios corpos celestes no universo, nos dando uma dimens√£o de qu√£o grandioso o universo √©, e qu√£o pequeno n√≥s somos diante dessa grandeza. Continue lendo…

Academic Earth РAssista à Aulas nas Grandes Universidades

No site do Academic Earth é possível assitir à aulas de muitas das mais prestigiadas universidades no mundo, tais como a Harvard University, Oxford University, Yale University, Massachusetts Institute of Technology, Stanford University e muitas outras. Os temas das aulas são variados: biologia, psicologia, ciência política, medicina, educação, artes, arquitetura e muitos outros.

√Č uma oportunidade de conhecer como uma aula √© dada nas grandes pot√™ncias acad√™micas do mundo. Essa a√ß√£o merece grande reconhecimento, pois torna acess√≠vel atrav√©s da internet o conhecimento, dado com muita qualidade, na maioria das aulas disponibilzadas. Pelo que pude verificar n√£o h√° legendas de idiomas, as aulas s√£o em ingl√™s. Para quem tem facilidade, a qualidade do √°udio ajuda muito; para quem n√£o tem, √© uma boa oportunidade de treino desse idioma que hoje √© central na comunica√ß√£o cient√≠fica. Continue lendo…

Modelo dual de processamento de informa√ß√Ķes

Em in√ļmeras situa√ß√Ķes do nosso cotidiano, fazemos coisas aparentemente sem pensar muito, como quando dirigimos um carro, trancamos a porta de casa mas logo em seguida n√£o lembramos se de fato fechamos, ou subimos escadas de um edif√≠cio. “Aonde eu estava com a cabe√ßa” uma pessoa pode dizer ao se dar conta de que jogou na m√°quina de lavar a roupa limpa que ia usar e vestiu a roupa suja que ia colocar na m√°quina.

Em casos mais extremos, agir de forma “instant√Ęnea” pode ter resultados muito piores do que trocar roupas. Vejamos um exemplo dado por Fiske e Taylor (2008): Pedro est√° no shopping e v√™ de repente dois homens negros sendo perseguidos por um seguran√ßa branco, ambos vindo em sua dire√ß√£o. Quando Pedro se d√° conta do que est√° acontecendo, o primeiro dos dois homens estava passando ao seu lado, mas ao ver o segundo homem se aproximar Pedro se levanta e o segura, achando que poderia deter ao menos um dos ladr√Ķes que o seguran√ßa perseguia. O homem agarrado diz que √© o dono da loja e que o ladr√£o (o primeiro homem) estava fungindo.

Esses s√£o exemplos de situa√ß√Ķes onde as pessoas parecem n√£o estar muito atentas ao que fazem, de t√£o acostumadas que j√° est√£o em realizar certas a√ß√Ķes ou de t√£o pouco tempo que disp√Ķe para tomar uma decis√£o. Uma parte dos nossos comportamentos parece se dar de forma autom√°tica, sem que precisemos deliberar e planejar de forma consciente cada detalhe das nossas a√ß√Ķes. A maioria das situa√ß√Ķes cotidianas demanda que nos comportemos de forma r√°pida e eficiente, sendo que se tornaria invi√°vel para fins pr√°ticos se tivessemos que pensar sobre cada detalhe das nossas a√ß√Ķes antes de realiz√°-las. Isso √© o que v√°rios estudos em Cogni√ß√£o Social tem investigado nos √ļltimos anos.

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