Mais um aniversário do blog!

"Bolo científico"

Informo com grande prazer que hoje o SocialMente completa 2 anos de existência, e nada melhor que a imagem de um bolo como o acima para celebrar dignamente esta atmosfera científica que é respirada por aqui! Há um ano atrás, este blog tinha outro nome e outra “casa.” Fico feliz de constatar hoje as mudanças ocorridas de lá para cá, tanto no blog quanto em mim, e já me sinto totalmente a vontade neste novo condomínio do blog, o ScienceBlogs Brasil =)

Vou colocar aqui embaixo um “greatest hits,” alguns dos textos mais lidos de lá para cá, incluindo alguns mais antigos, já que eu nunca havia feito este tipo de compilação. Espero que gostem!

Psicologia Brazuca: Dida, a etologia e a psicologia evolucionista

O Dida, como é mais conhecido o professor Francisco Dyonisio C. Mendes, é atualmente professor de psicologia evolucionista (PE) na Universidade de Brasília (UnB). A sua carreira acadêmica está diretamente associada ao programa de psicologia experimental da Universidade de São Paulo (USP), no qual ele fez a maior parte da sua pós-graduação sob a orientação do professor César Ades.

Apesar de possuir um especial interesse e atuação na etologia ao longo de sua carreira, o professor Dida, assim como muitos outros etólogos brasileiros, tem se aproximado cada vez mais da psicologia evolucionista e desenvolvido projetos especialmente situados nesta área. Ele explorou com clareza algumas questões, muitas vezes mal compreendidas, sobre o estudo dos animais na perspectiva evolucionista nesta ótima entrevista cedida gentilmente por ele. Além disso, acreditamos que muitos comentários do Dida acerca da realidade que pesquisadores brasileiros enfrentam para conduzir suas pesquisas soarão familiares a muitos.

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Insônia: Como melhorar o seu sono

Pensamentos que "surgem" na mente podem atrapalhar o sono

Atualmente, muitas pessoas relatam dificuldades para dormir. Casos de insônia tem sido prevalentes entre adultos de muitos países. A baixa qualidade do sono pode ter diversos impactos negativos na qualidade de vida das pessoas, tanto biológicos (prejuízo no funcionamento do sistema imune) quanto psicológicos (depressão, ansiedade).

Comum a muitas destas reclamações são os relatos de cognições que surgem intrusivamente na mente das pessoas enquanto elas tentam dormir e que acabam atrapalhando o sono por muitas vezes induzir a determinados estados afetivos e fisiológicos que nos impedem de “desligar” a nossa mente. Estas “cognições pré-sono” agitadoras, normalmente relacionadas a planos futuros ou preocupações, podem ter um papel importante na manutenção da insônia.

ResearchBlogging.orgMuitos estudiosos tem buscado compreender os fatores que influenciam a qualidade do sono. No começo deste ano, por exemplo, a revista Cognitive Therapy and Research publicou uma edição especial de artigos relacionando o sono com a cognição. Vale a pena conferir também a coletânea de textos falando sobre os benefícios do sono e maneiras de melhorá-lo que foi recentemente divulgada pela revista de divulgação Psychology Today. Dentro das últimas publicações, um estudo publicado na revista Psychotherapy indica que uma intervenção simples com terapia cognitiva pode apresentar melhoras rápidas na qualidade do sono de pacientes com insônia. Eu me focarei aqui em descrever como essa intervenção foi feita e como você poderia aplicar ela em você mesmo.

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César Ades: Uma entrevista com o mestre

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Os vídeos acimas são as duas partes de uma das últimas entrevistas que o professor César Ades deu antes do seu recente falecimento, que entristeceu muito toda a nossa comunidade. Agradeço ao Vinícius Ferreira por ter compartilhado esta entrevista no seu blog, o Psicologia Cognitiva. Assistindo à entrevista, eu acho que comecei a entender porque ele era tão admirado e querido pelos seus colegas. Não tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente, mas quisera eu ter conhecido ele e poder bater um papo. A nossa perda foi grande, mas o seu legado e a inspiração que ele espalhou pela USP certamente ainda terão reflexos por muito tempo na ciência brasileira.

Divulgar ciência vai ajudar a sua carreira, não atrapalhar

Sim, divulgar pode te ajudar, caro cientista!

Cientistas precisam publicar artigos, dar aulas, preparar apresentações, escrever projetos e mais um tanto de coisas… isso tudo toma muito tempo. Não é a toa que muitos não se dedicam a atividades vistas como menos importantes para a sua carreira, como a divulgação científica. Com o objetivo de desmascarar alguns mitos sobre esse tema, pretendo mostrar neste texto que divulgar ciência pode tomar pouco do seu tempo e oferecer diversas vantagens com repercussões diretas e positivas para a sua carreira. Continue lendo…

Budismo: O Uso Milenar da Neuroplasticidade

Fonte: NERDWORKING
Autor
: Felipe Novaes

Embora ciência e religião pareçam sempre estar vivendo num eterno conflito, existe outro lado dessa história, em que existe o diálogo, a curiosidade e a saudável e frutífera troca de informações. De quebra, esse lado ainda representa um importante diálogo entre Oriente e Ocidente. O Dalai Lama parece ser o catalisador desse tipo de relação, mostrando – juntamente com a ciência ocidental – que a prática budista tem mais a nos ensinar sobre a nossa própria ciência do que nós desconfiaríamos. Mesmo sem saber, o monge budista e líder político e religioso do Tibet colocou o dedo numa questão científica que muito em breve se tornaria uma revolução no nosso conhecimento sobre o cérebro: a relação entre a neuroplasticidade e o suposto poder de a mente influenciar a arquitetura cerebral.

Frequentemente, o Dalai Lama deixa seus aposentos na Índia, em Dharamsala, para ir ao encontro de cientistas políticos ao redor do mundo para conhecê-los melhor, saber mais sobre seus trabalhos. Essa ação tem destaque principalmente em relação ao seu acompanhamento da atividade de cientistas. Porser um monge budista, nós tendemos a imaginar que ele não se interessasse por ciência ou mesmo que fosse em alguma medida contra ela, já que não é raro as descobertas científicas acabarem colocando à prova a fé. Mas ele dialoga prazerosamente com todos os cientistas e tem muita curiosidade.

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O que é a terapia cognitiva?

Como nossos pensamentos afetam nossas emoções e ações?

A terapia cognitiva, também conhecida como terapia cognitiva comportamental* (Cognitive-Behavior Therapy, CBT) é um tipo específico de psicoterapia que enfatiza a importância dos processos cognitivos na compreensão e no tratamento de diversos transtornos mentais. A terapia cognitiva é estruturada para ter uma duração curta e se baseia na teoria cognitiva, uma teoria composta por 10 axiomas formais que embasam teoricamente diversos modelos e aplicações na prática clínica [2]. Alguns autores defendem que esta abordagem oferece um arcabouço conceitual sobre o qual diversas abordagens psicoterapêuticas poderiam ser integradas [2].

A teoria cognitiva pode ser entendida como uma “teoria das teorias” que as pessoas possuem sobre a sua realidade [2], ou seja, uma teoria sobre as influências que as construções particulares de significado da realidade têm no comportamento mal-adaptativo de pessoas que apresentam algum transtorno.

Desenvolvida por Aaron Beck no final dos anos 1950, esta especialidade se tornou de lá para cá uma das psicoterapias mais investigadas empiricamente e com mais evidências científicas de eficácia [1].  Muitas evidências indicam a sua eficácia para diversos quadros como transtorno depressivo maior, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico, fobias, abuso de substâncias, transtornos alimentares, problemas de casais, transtorno obsessivo-compulsivo, dor crônica, transtorno de personalidade, transtornos do sono e outros quadros.

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Que mundo maravilhoso…

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Vale a pena ver esse vídeo curtinho, mas cheio de filmagens lindas, embalado pelo David Attenborough recitando a lendária what a wonderful world. Depois de assistir, um pensamento específico é quase irresistível de pensar, pelo menos para mim: que mundo maravilhoso!

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