Paralisia do sono, alienígenas, demônios e o cérebro (vídeo)

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Por detrás de muitos relatos de abdução alienígena e contatos com demônios, espíritos e monstros, parece haver um fator em comum: a paralisia do sono. Saiba mais sobre o que é isso no vídeo de hoje! Você pode ver o vídeo de hoje abaixo ou clicando aqui.

[youtube_sc url=”https://youtu.be/SHlek3dwc1c”]

Você já teve a sensação de ter sido visitado no seu quarto por uma entidade como um demônio ou alienígena na calada da noite? Se sim, é provável que você tenha vivido uma paralisia do sono ao invés de uma visita do além. Eu sou o André, doutor em psicologia e eu já tive uma paralisia do sono. Não recomendo. Durante o sono REM, uma fase do sono na qual costumamos sonhar, o seu corpo tende a ficar paralisado, com exceção de partes como o coração e pulmões. Isso evita que você se mexa demais durante um sonho mais agitado e acabe se machucando. Só que quando você está começando a dormir ou acabando de acordar, pode ser que o seu cérebro se torne consciente das coisas antes do seu corpo sair do estado de paralisia no qual estava e assim você pode acabar vivendo uma paralisia do sono. Durante ela, é comum que movimentos musculares voluntários fiquem inibidos, ou seja, pode ser difícil se mexer. Muitas pessoas também sentem uma pressão no peito e dificuldade de respirar, o que pode dar a impressão de quem tem algo meio bizarro em cima de você.

Referências recomendadas

Hoje tem uns artigos bem legais para você consultar caso queira entender um pouco mais sobre a paralisia do sono e a sua relação com outras variáveis psicológicas e neurais: link, link, link, linklink, link, link, linklink, link, link, linklink, link, link, linklink, link, link.

Terrorismo (vídeo)

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Quem são os terroristas? O que motiva alguém a realizar um ataque terrorista? Saiba isso e mais sobre a psicologia do terrorismo no vídeo de hoje! Você pode ver o vídeo de hoje abaixo ou clicando aqui.

[youtube_sc url=”https://youtu.be/EW-dZYxNAsc”]

Referências recomendadas

Hoje temos uma lista maiorzinha de links! Primeiro, alguns materiais sobre a psicologia do terrorismo de maneira mais abrangente (link, link, link, link, link, link). Olhem também essas matérias e um artigo científico discutindo a diferença entre crenças extremas e psicopatologia em indivíduos envolvidos com massacres e coisas do tipo (link, link, link, link). Tem esses links aqui sobre como a psicologia e os psicólogos podem e têm ajudado vítimas de ataques terroristas e desastres (link, link). Também vale a pena conferir algumas matérias sobre o trabalho de psicólogos como o John Horgan especialmente (link, link, link). Por fim, também estou incluindo aqui alguns links relacionados aos dados que citamos sobre o envolvimento de muçulmanos em ataques terroristas nos Estados Unidos e na Europa (link, link, link, link, link).

 

Tentando entender onde estamos (vídeo)

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Desde há muito tempo, nossa espécie tentou entender onde estamos e como as coisas funcionam à nossa volta. Para isso, diferentes sistemas de compartilhamento de sentido foram desenvolvidos ao longo de séculos e atualmente alguns desses sistemas mais estabelecidos são a arte, a filosofia e a ciência. Hoje falaremos um pouco sobre o que essas diferentes tentativas de entender o mundo têm em comum e o que elas têm de diferente. Veja o vídeo abaixo (ou clicando aqui).

[youtube_sc url=”http://youtu.be/L36LQBJeMP8″]

Referências recomendadas

Jaccard, J., & Jacoby, J. (2010). Theory construction and model building skills: A practical guide for social scientists. New York: Guilford.

Nesse livro, o psicólogo James Jaccard discute como cientistas sociais podem criar teorias para explicar os seus fenômenos de interesse. Em um dos capítulos do livro, Jaccard explora a diferenciação entre os sistemas de compartilhamento de sentido, e foi na maneira como ele abordou essa questão que nós nos baseamos no vídeo.

Sagan, C. (2006). O mundo assombrado pelos demônios: A ciência vista como uma vela no escuro. São Paulo: Companhia das Letras.

O astrônomo citado no início do vídeo é o já falecido Carl Sagan. Ele pode ser considerado um dos maiores, se não o maior, divulgadores da ciência. No livro citado acima, um dos mais famosos dele, Sagan fez uma das suas mais apaixonadas defesas da ciência e da necessidade de conscientização científica da população. E foi lendo livros como esse que eu acabei vindo parar aqui, em um blog e em um canal de divulgação científica =)

Psicologia Brazuca: Yamamoto e a psicologia evolucionista

Maria Emilia Yamamoto

Maria Emília Yamamoto pode ser considerada uma das “mães” da psicologia evolucionista brasileira. Pioneira na área, ela hoje é professora na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e tem participação fundamental na promoção e no desenvolvimento da psicologia brasileira, especialmente da psicologia evolucionista (PE). Ela editou em co-autoria com a professora Emma Otta o livro Psicologia evolucionista, primeiro manual brasileiro da área.

Assim como o Dida, a Maria Emilia veio da etologia, mas sua carreira foi se direcionando cada vez mais também para a PE. A professora Maria Emilia se tornou uma porta-voz da área e tem divulgado o seu trabalho em diversos congressos, palestras e eventos. Ela gentilmente nos cedeu uma entrevista rica, na qual foram discutidos diversos assuntos que ela, assim como muitos pesquisadores no mundo todo, tem tentando relacionar na sua pesquisa, como a evolução, a prosocialidade, a religião e a moralidade.

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Religiosidade e bondade: O bom samaritano

O bom samaritano

“Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.”

– Efésios 4:32, Bíblia Sagrada.

Se alguém lhe pedir para pensar nas pessoas mais bondosas que você já ouviu falar, é provável que venha à sua mente, junto com alguns membros da sua própria família, alguns famosos representantes religiosos como, por exemplo, a Madre Teresa de Calcutá. Por sinal, a Madre Teresa foi usada em um estudo, já comentado aqui no blog, onde os participantes que tinham lido uma parte da biografia da Madre Teresa se demonstraram posteriormente mais prosociais com um desconhecido do que participantes que tinham lido uma parte da biografia da Margaret Thatcher. Ela se engajou frequentemente em diversos projetos sociais e por meio da ampla divulgação de suas ações generosas ao redor do mundo, ela se tornou praticamente um sinônimo de bondade.

Religiões extremamente difundidas atualmente, como a da Madre Teresa (católica), incentivam explicitamente os seus seguidores a agirem de maneira benevolente com os seus próximos (como na passagem que iniciou este texto), mas será que a religiosidade de alguém como a Madre Teresa de Calcutá tem alguma relação com a constante benevolência que ela demonstrou ao longo de sua vida? Será que pessoas religiosas como ela são mais generosas do que pessoas menos religiosas?

ResearchBlogging.orgPara tentar responder à estas perguntas, Ara Norenzayan e Azim Shariff publicaram na revista Science um artigo que buscou sistematizar o que conhecemos atualmente sobre a origem e a evolução da prosocialidade religiosa, ou seja, o suposto efeito facilitador que a religiosidade exerce na generosidade que as pessoas costumam exibir.

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O que religião tem a ver com moralidade?

Religião e moralidade

Para muitos religiosos, a pergunta “O que religião tem a ver com moralidade?” teria uma resposta óbvia: “a religião é a base da moralidade e torna as pessoas moralmente melhores.” Entretanto, para muitos ateus, a resposta seria bem diferente, algo como: “a moralidade independe da religião e a religião torna as pessoas moralmente piores.” Podemos passar horas a fio construindo argumentos contra cada uma destas posições, mas melhor do que isso talvez seja analisar o conhecimento empírico que temos sobre a relação entre ambas. Foi com esse intuito que Paul Bloom, professor na Universidade Yale, publicou recentemente uma revisão discutindo a evolução da religião e da moralidade e como estes dois fenômenos se relacionam [1]. Trago abaixo uma breve discussão dos principais pontos discutidos por Bloom.

ResearchBlogging.orgA aversão que as maiores religiões do mundo compartilham por aqueles que “não crêem,” frequentemente vistos como indivíduos sem moralidade, ilustra a importância central que usualmente se dá às crenças religiosas para a moralidade. “Se um indivíduo não compartilha de determinadas crenças religiosas, ele deve possuir uma moralidade menos sólida do que a minha, que acredito”, reza a lenda. Por outro lado, o que um grande corpo de evidências tem demonstrado nos últimos anos é que se a religião tem alguma influência na moralidade das pessoas, esta influência não se deve às crenças religiosas, mas à outros aspectos menos aparentes das religiões, compartilhados por outros grupos sociais. Como muitas vezes as pesquisas na psicologia e nas ciências humanas indicam, mesmo intuições tão difundidas , como as que relacionam moralidade com crenças religiosas, podem se mostrar equivocadas a partir de um exame rigoroso.

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Tudo acontece por uma razão?

Fonte: Psychology Today

Autor: Paul Thagard

Tradução: André Rabelo

Quando as pessoas precisam lidar com situações difíceis em suas vidas, às vezes elas se tranquilizam dizendo que tudo acontece por uma razão. Para algumas pessoas, pensar desta forma torna mais fácil lidar com problemas de relacionamento, crises financeiras, doenças, morte e até mesmo desastres naturais como terremotos. Pode ser angustiante pensar que coisas ruins acontecem apenas por acaso ou acidente. Mas elas acontecem.

O provérbio de que tudo acontece por uma razão é a versão moderna, New Age, do antigo provérbio religioso: “É a vontade de Deus.” Os dois provérbios têm o mesmo problema – a  completa ausência de evidência de que são verdadeiros. Não só não há boas evidências de que Deus existe, mas não temos maneira de saber o que é que ele (ou ela) queria que acontecesse, diferente daquilo que de fato aconteceu. Deus realmente quis que centenas de milhares de pessoas morressem em um terremoto em um dos países mais pobres do mundo? Qual poderia ser a razão para este desastre e o sofrimento em curso de milhões de pessoas, privadas de comida, água e abrigo? Porque as pessoas acham tranquilizante que o terremoto do Haiti aconteceu por uma razão como a vontade de Deus, quando eventos terríveis como estes sugerem um alto nível de malevolência no universo ou em seu alegado criador? Felizmente, tais eventos podem ser vistos alternativamente (e com boas evidências) como o resultado de acidentes e possivelmente até mesmo do acaso. Continue lendo…

Como Lidar com a Morte?


Eu tive o infortúnio de perder dois familiares recentemente – uma tia não resistiu a um câncer agressivo e uma prima que teve complicações durante uma cirurgia. Minha falta de proximidade e convivência com as mesmas atenuou a terrível sensação de perda que deve atormentar tantas pessoas que tiveram entes queridos tomados de si repentinamente. Entretanto, estes acontecimentos me relembraram que eu também irei morrer um dia. Muitos de nós normalmente se acostumam com esse conhecimento e vivemos nossas vidas como se sempre pudessemos contar com o amanhã, mas mortes de pessoas próximas podem nos lembrar que um dia, certamente, o amanhã não existira mais para nós. A morte ocupa um espaço particular em nossa compreensão do mundo, já que é um dos poucos eventos que podemos prever desde a infância e com grande nível de certeza que ocorrerá conosco, mesmo que outros eventos no nosso futuro ainda sejam obscuros. A pintura que inicia o texto de Gidoret, pintor francês que viveu entre os séculos XVIII e XIX, representa esta sina humana – a de ser obrigado a abandonar as pessoas que aprendeu a amar durante suas vidas nos braços da morte.

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Ciência Cognitiva da Religião

Fonte: Bule Voador

Autores: Daniel Gontijo e André Rabelo

A Ciência Cognitiva da Religião (CCR) baseia-se nas ciências cognitivas e nas abordagens evolucionistas, trazendo a proposta de explicar o pensamento e o comportamento religioso a partir de teorias que gerem hipóteses testáveis. O psicólogo Justin L. Barrett (2011), entusiasta da CCR, explica que “características universais da mente humana, interagindo com seus ambientes social e natural, informam e restringem o pensamento e o comportamento religiosos”. “Adicionalmente”, prossegue Barrett, “a CCR considera de que forma fatores religiosos, culturais e ambientais particulares estendem ou modificam tendências cognitivas naturais”.

Número de católicos brasileiros é o menor desde 1872

Fonte: Correio Braziliense via Bule Voador

Introdução: Em uma matéria sobre a redução dos católicos no Brasil, o editor do Bule e estudante de psicologia, André Rabelo, foi entrevistado pelo Correio Braziliense (com direito a foto no jornal, mais abaixo), importante jornal de Brasília.

André Rabelo, entrevistado do Correio BrasilienseAlém de ser a segunda unidade da Federação com menor número de católicos no Brasil, o Rio de Janeiro, que já começou a se preparar para receber o papa Bento XVI na Jornada Mundial da Juventude em 2013, é um dos locais com a maior proporção de ateus e agnósticos, perdendo apenas para Roraima. Recordista em espíritas e nas crenças afro, a cidade escolhida pelo Vaticano representa, de uma forma mais intensa, as transformações em curso nos quatro cantos do país (veja quadro). Enquanto cerca de 190 mil pessoas deixam a Igreja Católica por ano, que ainda detém 68% da população como seguidora, a proporção de evangélicos dobrou na última década, representando atualmente cerca de 20% dos brasileiros. No Distrito Federal, o que mais chama a atenção é o número de ateus. Um em cada 10 moradores da capital não segue qualquer crença, bem superior à média nacional, de 6,7%. Os dados são do estudo Novo mapa das religiões, divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Continue lendo…

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