Pensamento positivo e a lei da atração (vídeo)

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Muitas pessoas acreditam que o pensamento positivo pode atrair coisas boas para as suas vidas e o pensamento negativo, coisas ruins. Isso tem a ver com o que alguns chamam de lei da atração. Queremos falar hoje sobre o quanto você deve confiar nessas ideias considerando o que sabemos atualmente. Você pode ver o vídeo de hoje abaixo ou clicando aqui.

[youtube_sc url=”https://youtu.be/dTVTbFC6LuE”]

Referências recomendadas

Você vai poder encontrar uma série de artigos científicos, matérias jornalísticas e páginas de sites discutindo os diferentes aspectos que foram explorados no vídeo a seguir: link, link, link, link, link, link, link, link, link, link, link, link, link, link, link, link, link, link, link, link, link, link, link.

Otimismo (vídeo)

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Qual você acha que é a sua chance de ter um ataque cardíaco fatal algum dia em comparação com a maioria das pessoas? Você é mais otimista ou pessimista em relação à essa possibilidade? No vídeo de hoje, falaremos sobre uma tendência humana conhecida como otimismo irrealista ou viés otimista. Veja o vídeo abaixo (ou clicando aqui).

[youtube_sc url=”https://youtu.be/ggYhh4fxHW8″]

E aqui vão algumas dicas para quem não entendeu as referências culturais que fizemos ao longo do vídeo. Sabe aquele casal meio estranho com as mãos em uma escultura de barro (ou uma colmeia, a depender do ponto de vista)? Se você não sabe de onde veio isso, esse vídeo aqui pode te ajudar (é muito romance, né? Quase chorei aqui).

E sabe aquele motoqueiro muito louco, de preto e fumando altos cigarros ao mesmo tempo? Dá uma olhadinha nesse vídeo se você não sacou de quem a gente está falando. Por sinal, tem um novo filme dele a caminho, fiquem ligados!

Referências recomendadas

Aqui no blog, j√° falamos mais de uma vez sobre esse assunto. Vale a pena ler esse post e esse aqui.

Shepperd, J. a., Waters, E. a., Weinstein, N. D., & Klein, W. M. P. (2015). A Primer on unrealistic optimism. Current Directions in Psychological Science, 24(3), 232‚Äď237. http://doi.org/10.1177/0963721414568341

Um artigo muito importante para elaborarmos o nosso roteiro foi esse (citado acima) de Shepperd e seus colaboradores, publicado esse ano. O artigo faz uma breve revis√£o do conhecimento que temos sobre o otimismo irrealista.

Sharot: nosso viés otimista

[youtube_sc url=”http://www.youtube.com/watch?v=B8rmi95pYL0″]

Existem hoje estudos curiosos mostrando que temos uma forte tend√™ncia a nos acharmos mais inteligentes, bons de volante e honestos do que a maioria das pessoas. Al√©m disso, estudos como estes indicam que julgamos ter menos probabilidade de sofrer acidentes ou contrair doen√ßas graves do que a maioria das pessoas.¬†Eu j√° tive a oportunidade de comentar aqui no blog¬†acerca de um estudo publicado ano passado na revista¬†Nature¬†sobre o vi√©s de otimismo irrealista e sobre como ele √© capaz de se manter a despeito de informa√ß√Ķes que o contradigam. A professora¬†na¬†University College London,¬†Tali Sharot, liderou a equipe que conduziu e publicou esta pesquisa. Ela √© a palestrante do v√≠deo acima, publicado ontem no TED.

Porque ser√° que somos t√£o otimistas assim? O que a neuroci√™ncia cognitiva tem a nos dizer sobre o otimismo?¬†E se somos otimistas, ser√° que isso √© bom para n√≥s? Ser√° que o segredo para a felicidade √© ser otimista, ou ser√° que √© ter baixas expectativas em rela√ß√£o ao futuro (ou nenhum dos dois)? Estas s√£o algumas das quest√Ķes abordadas na palestra acima, e as respostas de Tali Sharot √† elas poder√£o te surpreender.

No v√≠deo, Sharot comenta a linha de pesquisa que ela tem conduzido sobre otimismo nos √ļltimos anos. Em um dos seus estudos mais interessantes, ela estimulou com pequenos pulsos magn√©ticos¬†regi√Ķes espec√≠ficas do c√©rebro dos participantes e conseguiu alterar da maneira esperada o otimismo que os participantes expressavam. Ela lan√ßou no ano passado o livro¬†The Optimism Bias: A Tour of the Irrationally Positive Brain¬†(O Vi√©s Otimista: Um Tour pelo C√©rebro Irracionalmente Positivo), revisando e apresentando o conhecimento que temos hoje sobre o otimismo. Infelizmente, ainda n√£o contamos com uma tradu√ß√£o do livro e nem com uma legenda do v√≠deo, tor√ßo para que voc√™s estejam com o ingl√™s afiado (ou esperem algumas semanas at√© sa√≠rem as legendas).

Ser otimista é saudável?

Romance protagonizado por "Pollyanna", uma menina cuja filosofia de vida é sempre encontrar algo para ficar contente

“Pense positivo”, “vai dar tudo certo, voc√™ vai ver”, “isso n√£o vai acontecer com a gente, a probablidade √© muito pequena”. Estes exemplos s√£o familiares para voc√™? J√° ouviu isso de algu√©m hoje (ou ontem)? √Č cotidiano observar a capacidade que muitos de n√≥s possuem de ser extremamente otimista, mesmo quando existem evid√™ncias claras de que deveriamos estar mais preocupados com o que est√° por vir.

Seja em rela√ß√£o ao cont√°gio de doen√ßas, ao furto de bens ou √† acidentes graves, o ser humano parece tender a ver tais riscos como distantes de si e improv√°veis. Ser otimista j√° foi relacionado em alguns estudos com uma s√©rie de efeitos psicol√≥gicos ben√©ficos, como menor ansiedade e melhor bem-estar. Este excesso de confian√ßa, todavia, pode nos tornar ainda mais vulner√°veis do que j√° somos, exatamente por pensarmos que n√£o corremos certos riscos e n√£o tomarmos a√ß√Ķes necess√°rias de precau√ß√£o.

O otimismo pode ser entendido tanto como uma superestima√ß√£o de eventos futuros positivos quanto uma subestima√ß√£o de eventos negativos futuros [1]. O que alguns estudos recentes tem indicado √© que n√≥s somos propensos a apresentar um otimismo exagerado, “irrealista”, em rela√ß√£o √† eventos futuros [1,2]. Na psicologia social, uma propens√£o similar √† esta j√° havia sido identificada nos anos 1970 e batizada de cren√ßa em um mundo justo [3]. Obviamente, esta cren√ßa (a de que o mundo √© inerentmente justo) √© bem otimista em rela√ß√£o √† realidade cruel que salta aos nossos olhos diariamente, quando lemos ou ouvimos um notici√°rio. De acordo com esta ideia, as pessoas acreditam que o mundo √© fundamentalmente justo e que coisas ruins acontecem com pessoas ruins – todos passam pelo que merecem [4].

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