Jalapão II

Impressões aleatórias sobre o Jalapão e Palmas.

 

jalapao (97) Um “chuveirinho” típico do “deserto”do Jalapão.

 

  • Em Palmas adorei as feiras noturnas, fui na de domingo e achei fantástico ver algumas comidas típicas do Tocantins como a paçoca salgada, os caldos (que fiquei me questionando como eles conseguem tomar com todo aquele calor), os bolinhos de milho, o artesanato de capim dourado…
  • Infelizmente no meu pacote de viagem comida não foi o ponto alto, digo na variedade e diversidade. Eu esperava encontrar comidas típicas, muito peixe e algumas frutas da região. A única coisa de diferente que comi mesmo foi a paçoca salgada que fez parte do lanche da trilha de um dos dias e só. Não que a comida não fosse boa, mas a minha expectativa era outra.
  • As queimadas e a fumaça das queimadas. A paisagem da minha viagem ficou prejudicada por conta das queimadas… 🙁 O que se costuma ver no Jalapão é o céu azul e a visibilidade ótima, mas por conta da fumaça o céu estava meio acinzentado e a visibilidade prejudicada… Queimada não é só ruim pelas emissões de CO2 ou a destruição da floresta, também prejudica a beleza da paisagem.
  • Não vi sequer 1 único cartão postal pra vender, tanto em Palmas como no Jalapão. Quem me conhece sabe que eu gosto pra caramba de postais. E eu acho uma forma muito legal de divulgar o local.
  • Achei pouquíssimas informações, na verdade poucos relatos de pessoas na internet, sobre o passeio pelo Jalapão. Em tempos de web 2.0 isso é fundamental.

Água – Blog Action Day

Hoje é Blog Action Day!

Não lembra o que é o Blog Action Day? É um evento anual que une blogueiros de todo o mundo postando mensagens sobre o mesmo assunto num mesmo dia nos seus próprios blogs, com o objetivo de provocar uma discussão em torno de uma questão de importância global.


Esse ano o tema escolhido é água. E quem acompanha esse blog sabe que eu já falei sobre ele algumas vezes, portanto por falta de tempo vou indicá-los aqui e traduzir os 5 fatos sobre a água que foram enviados pelo pessoal do Blog Action Day, que achei interessantes.

1. Água não potável e falta de saneamento mata mais pessoas anualmente do que todas as formas de violência, incluindo a guerra. Água de beber suja pode incubar algumas doenças muito assustadoras, como E. coli, Salmonella cólera e hepatite A. Essa mistura de bactérias, não é nenhuma surpresa que a água, ou a falta dela, faz com que 42 mil mortes a cada semana.
2. Mais pessoas têm acesso a um telefone celular do que a um banheiro. Hoje, 2,5 bilhão de pessoas carecem de acesso a banheiros. Isso significa que o esgoto transborda para rios e córregos, contaminando a água potável e causando doenças.
3.  Todos os dias, mulheres e crianças na África a pé um total de 109 milhões de horas para conseguir água. Eles carregam cisternas pesando cerca de 20 quilos quando cheio, a fim de recolher a água que, em muitos casos, ainda está poluída. Além de colocar uma grande pressão sobre seus corpos, como andar longas distâncias manter as crianças fora da escola e as mulheres longe de outros empreendimentos que podem ajudar a melhorar a qualidade de vida em suas comunidades.
4. São necessários 6,3 litros de água para produzir apenas um hambúrguer. Esses 6,3 litros cobre tudo, desde a rega do trigo para o pão e fornecimento de água para a vaca para assar o pão. E isso é apenas uma refeição! Levaria mais de 184 bilhões de galões de água para fazer apenas um hambúrguer para cada pessoa nos Estados Unidos.
5. O norte-americano usa em média 159 litros de água por dia – mais de 15 vezes do que uma pessoa média nos países em desenvolvimento. De tomar banho e lavar nossas mãos, para regar nossos jardins e lavar os carros, os americanos usam uma grande quantidade de água. Para colocar as coisas em perspectiva, em um chuveiro médio, em cinco minutos são utilizados cerca de 10 litros de água. Agora imagine usar essa mesma quantidade para tomar banho, lavar suas roupas, cozinhar as suas refeições e saciar a sua sede.

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Jalapão I

Minha última viagem foi para o Jalapão, TO.  Um destino praticamente intocado ainda, se você quer visitar um local com pouca interferência do homem e portanto pouca estrutura turística, certeza que lá é o local.

Eu contratei uma agência de turismo em Palmas, a Ricanato, um pacote de 3 dias 2 noites. Gostaria de ter feito o pacote de 4 dias, mas como estava sozinha tive que me juntar a um grupo já formado (que coincidentemente eram todos da mesma cidade que eu).

Fui pra Palmas um dia antes da saída e o que mais me impressionou na cidade foi o CALOR! Não sei quantos graus estava aqui em SP antes de sair, mas cheguei lá e estava marcando nos termômetros algo em torno de 38C! Foi a primeira vez que eu senti o suor escorrer da minha testa enquanto eu estava sentada dentro de um ônibus! Pra variar, questionei a viabilidade de fazermos cidades em locais com temperaturas tão extremas assim, mas isso não vem ao caso para esse post…

Aproveitei para conhecer a blogueira Daiane do blog Vivo Verde que está em Palmas já tem quase 10 anos.

Mas vamos ao Jalapão que é o objetivo desse post.

Primeiro dia saímos de Palmas em direção à Ponte Alta do Tocantins, cidadezinha de uns 5 mil habitantes, conhecemos a cachoeira do rio Soninho, nadamos no rio Soninho, conhecemos a cachoeira da Fumaça e fomos na Pedra Furada no fim da tarde.

jalapao 011 Cachoeira do rio Soninho.

Todo o passeio é feito num carro 4×4 em estradas de terra, na verdade alguns trechos estradas de areia. A distâncias entre os atrativos é enorme, coisa de dezenas de quilômetros, portanto conhecer o Jalapão sem carro é quase impossível, digo isso por que já fui pra Chapada dos Veadeiros e conheci os atrativos mais importantes sem nenhum meio de transporte, só caminhada.

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Rio Soninho.

Se você não curte caminhada esse passeio é uma boa, o carro chega quase na porta de todos os atrativos visitados, mas prepare-se para rodar algo aproximado a 300 quilômetros por dia! Sim, pegada de carbono gigante, ainda mais se contarmos o voo de SP-Palmas. De novo questiono se num mundo sustentável podemos viajar assim pra tão longe, mas perder de conhecer essas belezas é muito triste.

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Cachoeira da Fumaça.

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Pedra Furada.

Segundo dia conhecemos a cachoeira do Lageado, a cachoeira da Velha, a prainha do rio Novo e as dunas do Jalapão. Dormimos em Mateiros, uma vila (acho que chamar de cidade um exagero), a cidade deve ter uns 2 mil habitantes.

jalapao Cachoeira do Lageado.

O único lugar com cara de parque, afinal o Jalapão é um Parque Estadual desde 2001, é na Cachoeira da Velha. Ou seja, quase não há sinalização, indicação dos atrativos ou explicações sobre cada um dos locais. A área é gigantesca e tenho certeza que o estado não deve dar conta de fiscalizar tudo. Pra se ter uma ideia na prainha do rio Novo tinha um pessoal acampado e que ainda levou o cachorro! 🙁

jalapao (25)Cachoeira da Velha.

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Prainha do Rio Novo.

Um dos lugares mais fantásticos na minha opinião foram as dunas do Jalapão. Principalmente por causa da cor delas. Vi em Natal e em Florianópolis dunas de areia branca e as imagens que vejo de grandes desertos é sempre de areias brancas ou na máximo amareladas, essas do Jalapão são alaranjadas, em determinados pontos com tons de salmão todo especial e único, é realmente lindo!

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Dunas do Jalapão. Com o córrego assoreado.

Infelizmente o córrego que passava no pé da duna foi assoreado. Não sei dizer até que ponto o processo foi natural ou se tem um dedinho do homem nesse processo, mas veja a foto de como era antes.

duas Dunas do Jalapão antes do assoreamento do córrego.

O terceiro dia foram os highlights da viagem! Pelo menos na minha opinião a cachoeira da Formiga e o Fervedouro são dois locais que dificilmente se vê em outros lugares. Aliás, acredito que o Fervedouro seja de fato um fenômeno único. Lá é o que se chama de ressurgência, a água brota da areia e quando você entra nesse “lago” pa
rece que você vai afundar numa areia movediça, mas a pressão da água saindo de lá tão grande que não deixa você afundar, é muito curioso e divertido!

jalapao (109)Fervedouro.

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Cachoeira da Formiga.

E por fim o famoso Capim Dourado, aliás deve ser esse o principal motivo da divulgação do Jalapão. Fomos no povoado onde a arte com esse “matinho” começou numa então comunidade quilombola, Mumbuca.

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Comunidade Mumbuca.

Volto depois com mais dicas e impressões da viagem, ok?

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