Técnicas de estudo (vídeo)

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Como você costuma estudar? Fica relendo o que precisa aprender? Faz resumos? Procura no Facebook por respostas para os exercícios? Será que você estuda da forma mais eficaz que poderia? No vídeo de hoje, falaremos sobre como algumas técnicas de estudo podem turbinar (ou não) a sua aprendizagem! Você pode assistir o vídeo de hoje abaixo ou clicando aqui.

[youtube_sc url=”https://youtu.be/sXmKaZ-9fWc”]

Referências recomendadas

O vídeo de hoje teve como base principal um artigo publicado na revista científica Psychological Science in the Public Interest. No artigo, um grupo de 5 psicólogos especialistas no assunto fazem uma densa análise (de 55 páginas!) da utilidade das técnicas citadas no vídeo e de outras. Eles descrevem o que as pesquisas científicas têm mostrado sobre a utilidade geral, a amplitude de aplicações das técnicas quanto a, por exemplo, temas e faixas etárias, e compara entre elas quais são as mais úteis e quais variáveis influenciam na maior ou menor eficácia de cada técnica.  

Cérebro machucado (vídeo)

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Nosso cérebro tem proteções naturais bem eficientes, mas às vezes podemos machucar nossos cérebros. No episódio de hoje, falaremos sobre o que são lesões cerebrais adquiridas, como elas podem ocorrer, quais são os seus possíveis impactos na vida da pessoa e qual é o papel do neuropsicólogo na reabilitação dessas pessoas. Veja o vídeo de hoje abaixo ou clicando aqui.

[youtube_sc url=”https://youtu.be/213Wcb6iIT8″]

Referências recomendadas

Clique aqui para assistir uma matéria que fizeram sobre lesão cerebral e como as pessoas precisam lidar com obstáculos enormes para superar as sequelas (eles inclusive mostram o Centro Paulista de Neuropsicologia, que é aonde trabalham a Beatriz, a Silvia e Joselice, as três psicólogas que nos ajudaram a fazer o vídeo de hoje!).

Essas três referências a seguir foram livros usados como base para a elaboração do roteiro do vídeo:

Souza, C. (2003). Neuropsiquiatria dos traumatismos craniencefálicos. Rio De Janeiro: Revinter.

Wilson, B. A. & Gracey, F. (2009). Towards a comprehensive model of neuropsychological rehabilitation. In: Neuropsychological rehabilitation. Cambridge: Cambridge University Press.

Sohlberg, M. M., & Mateer, C. A. (2011). Reabilitação cognitiva: Uma abordagem neuropsicológica integrada. São Paulo: Santos.

Também existem os links a seguir que trazem várias informações mais completas sobre os assuntos que abordamos no vídeo (link, link, link)

Setores do cérebro (vídeo)

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O Minutos Psíquicos voltou de férias! Hoje vamos falar mais um pouco sobre como funciona o cérebro humano e como algumas partes dele possuem funções especiais! Veja o vídeo abaixo (ou clicando aqui).

[youtube_sc url=”http://youtu.be/bQvYZ0TkHjk”]

Nós já tinhamos começado a explorar a estrutura do cérebro nesse vídeo aqui e nesse também.

Referências recomendadas

Ramachandran, V. S. (2014). O que o cérebro tem para contar: Desvendando os mistérios da natureza humana. Rio de Janeiro: Zahar.

Se você se interessou pelo assunto que abordamos hoje, deveria comprar esse livro do professor Ramachandran! O livro foi escrito para qualquer pessoa, mesmo quem não tenha estudado a fundo biologia ou psicologia. A forma como Ramachandran aborda esse assunto foi uma grande inspiração para desenvolvermos o roteiro desse vídeo.

Ps: Cometemos uma gafe no vídeo apontada por um dos nossos seguidores nas redes sociais, pois erramos a pronúncia da palavra “Lobo”. O correto seria falar “lóbo” e não “lôbo”. Desculpem ai pessoal, na próxima a gente acerta!

O que é a psicologia?

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No vídeo de hoje do Minutos Psíquicos, falaremos sobre o que é a psicologia. É um vídeo bem curto e geral falando sobre as subáreas e os atuais rumos da psicologia. Vídeos futuros vão explorar melhor o assunto, já que falar da psicologia em um único vídeo de alguns minutos não permite nem chegar perto da imensidão de coisas interessantes que é possível ser dito sobre ela. Veja o vídeo abaixo: Continue lendo…

O novo inconsciente na psicologia – Resenha do livro “Subliminar: Como o inconsciente influencia nossas vidas”

2014-03-11 21.12.28Muitas coisas acontecem bem na nossa frente sem que tenhamos consciência. Isso acontece porque existe muito mais informação no nosso ambiente do que nossa mente é capaz de captar e perceber conscientemente. Mas quando se trata das nossas próprias ações, é claro que temos consciência do que estamos fazendo e das razões pelas quais estamos realizando uma ação, certo? Bom… nem sempre, pois também podemos operar “no piloto automático”, mesmo quando realizamos ações complexas, como dirigir de volta para casa, por exemplo.

O livro Subliminar: Como o inconsciente influencia nossas vidas descreve como o inconsciente influencia as nossas ações e pensamentos, para o bem e para o mal. “Uau, alguém falando de psicanálise nesse blog, finalmente hein féra!” CALMA, muita calma! Não é o inconsciente do qual Freud falava. A nova concepção de inconsciente na psicologia e na neurociência, também explorada no livro Rápido e devagar: Duas formas de pensar, de Daniel Kahneman, é que captamos e usamos informações do ambiente basicamente de duas maneiras: de uma maneira mais automática e inconsciente ou de uma maneira mais controlada e consciente. Quando nossa “mente inconsciente” está no comando, ela preenche lacunas no nosso conhecimento e usa alguns truques bacanas para guiar nossas ações sem que a gente perceba, permitindo-nos assim realizar feitos incríveis, considerando a pouquíssima quantidade de esforço exigida (mas, infelizmente, também pode nos levar a erros igualmente “incríveis” e indesejáveis).

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O que é a meditação?

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O que é a meditação?

Há poucos anos atrás, o estudo científico da meditação era praticamente inexistente. Foi isso o que afirmou Philippe Goldin, um pesquisador da Universidade de Stanford, em uma palestra que ele deu sobre esse assunto na universidade. Entretanto, nos últimos anos, esse cenário mudou drasticamente. A meditação se tornou um dos assuntos mais “quentes” (e sexy) na psicologia e na neurociência. Ela é comumente associada ao Budismo, embora diversas culturas tenham desenvolvido e praticado ela ao redor do mundo desde tempos muito remotos (segundo a Wikipédia, desde que a humanidade existe praticamente O.O).

Ao contrário do que muitos pensam, a prática meditativa em si não precisa envolver crenças religiosas ou espirituais – apesar de exótica, ela não é necessariamente mística. Também diferente do que muitos acreditam, ela não é uma única coisa, tal como é simbolizado no esteriótipo de uma pessoa sentada no chão em uma posição de lótus (como na imagem acima) que tenta esvaziar a sua mente de pensamentos ou não pensar em nada. Na verdade, existem diversas “meditações” – tipos e variações de técnicas meditativas.

Diversos estudos têm demonstrado que a prática da meditação pode trazer muitos benefícios, tais como: nível maior de emoções positivas, redução de sintomas relacionados à depressão, raiva, ruminação mental, estresse, ansiedade, alteração do padrão de atividade cerebral, de conexões neurais, aumento da empatia, de bem-estar… essa é só uma pequena lista perto dos outros benefícios que essa avalanche de estudos tem encontrado. A melhor parte de pensar na meditação como uma aplicação prática para promover bem estar e saúde mental é a sua acessibilidade – tudo o que você precisa para começar a praticá-la é de uma mente, de um pouco de informação e de vontade de praticá-la!

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Pensar no não-pensamento

Fonte: NERDWORKING
Autor: Felipe Novaes

Em resumo fazer zazen é parar de fazer tudo,
ficar de frente para a parede e sentar,
sendo apenas você mesmo que é somente o self, o eu, o si mesmo – Daissen
zazen
zen-budismo não é uma religião, tão pouco uma filosofia – ao menos não no estilo grego que conhecemos. Como li certa vez num post no blog do monge Gensho, trata-se de um pragmatismo dialético psicológico. E como tudo vindo do Oriente, é misterioso à primeira vista. Um de seus pressupostos mais intrigantes é o de que para vermos as coisas como são, devemos abdicar da dualidade constante que caracteriza nossas vidas – bom e ruim, escuro e claro, chato e legal, difícil e fácil – permeadas pela linguagem.

ResearchBlogging.orgO Zen é uma via direta, sem intermediários, por isso ele não se detem muito em argumentações longas como provavelmente um filósofo grego faria com prazer. Entretanto, nossa mente ocidental clama por uma explicação sistemática sobre o que diabos os zen-budistas querem dizer com ausência de linguagem, experiência direta e ausência de dualidade. Quem pratica o zen diz constatar isso pela prática, mas como podemos saber se isso não é uma mera ilusão psicológica? Bom, a ciência é um bom método para isso. Passeando pelas bases de dados de artigos, encontrei um interessante estudo que buscou desvelar exatamente esse mistério.

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GoCognitive: Aprenda neurociência cognitiva com os próprios pesquisadores

Se você se interessa pelo estudo da cognição humana, assim como eu, hoje você terá um presentinho aqui no blog!

Minha última descoberta na web foi o projeto GoCognitive.

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Medidas implícitas: Indo além da consciência

Indo além da consiência

Como comecei a comentar no último texto, a psicologia têm desvendado nos últimos anos a dimensão implícita ou inconsciente de nossas mentes, que na maior parte do tempo não somos capazes de perceber ou não temos motivação para relatar. Isso significa que, a princípio, podemos possuir avaliações negativas de grupos, como conservadores ou homossexuais, das quais nem nos damos conta ou nos sentimos desencorajados a revelar em público, mas que podem ainda assim enviesar nossos pensamentos e ações no cotidiano.

ResearchBlogging.orgPara lidar com estes problemas – o da limitada capacidade de introspecção e da falta de motivação para relatar certas informações -, os psicólogos buscaram alternativas para as medidas de auto-relato, e foi a partir dai que o estudo da cognição implícita passou a se tornar uma vasta área de pesquisa não só na psicologia social, mas abrangendo os mais diversos tópicos de interesse – preconceito racial, auto-estima, relacionamento romântico, religião, transtornos mentais, tendências suicidas, vício em drogas [1, 2] – e subáreas da psicologia – psicologia clínica, psicologia forense, psicologia política, psicologia do desenvolvimento, psicologia da saúde e psicologia do consumidor [1, 2]. Uma das principais contribuições que essa área ofereceu foi o desenvolvimento das chamadas medidas implícitas, que nos permitiram tentar responder a perguntas sobre o que estava além da consciência.

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Dizendo mais sobre nós mesmos do que podemos saber

O que podemos saber sobre o que influencia nossos comportamentos?

Imagine o seguinte cenário: alguém lhe pergunta qual era o nome de solteira da sua mãe. Você consegue responder com grande facilidade. Em seguida, a pessoa lhe faz outra pergunta: “como foi que você conseguiu lembrar disso?” Provavelmente, você responderia algo como: “eu não sei, eu só lembrei mesmo.” No dia-a-dia, confiamos regularmente na capacidade das pessoas de explicarem seus próprios comportamentos, como quando perguntamos “porque você fez isso?” ou “porque você não gosta disso?”

Também confiamos, sem perceber, na nossa própria capacidade de avaliar isso, considerando a rapidez com que somos capazes de oferecer explicações para os nossos comportamentos quando somos questionados sobre porque fizemos algo. Mas ao considerarmos o que a psicologia tem a dizer sobre esta capacidade, as pesquisas indicam que com frequência dizemos mais sobre nós mesmos do que poderíamos saber.

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