Notícias Psíquicas #1 Preconceito durante o sono e proposta inusitada (vídeo)

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Quer saber o que anda rolando no mundo da ciência? Confira nosso novo segmento: Notícias Psíquicas! veja o vídeo abaixo (ou clicando aqui).

[youtube_sc url=”https://youtu.be/cXiFHZ_QStM”]

Referências recomendadas

Xiaoqing Hu, James W. Antony, Jessica D. Creery, Iliana M. Vargas, Galen V. Bodenhausen, and Ken A. Paller (2015). Unlearning implicit social biases during sleep. Science, 348 (6238), 1013-1015, doi:10.1126/science.aaa3841

Esse é o artigo publicado na Science sobre a diminuição do preconceito implícito durante o sono. Para ver o artigo em si, clique aqui.

Esse aqui é o artigo sobre a descoberta da nova espécie de dinossauro.

Preconceito e estereótipo

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Você sabe qual é a diferença entre preconceito, estereótipo e discriminação? E você sabia que é possível possuir preconceito contra um grupo sem ter consciência desse preconceito? Essas são algumas das questões que exploraremos no vídeo hoje. Veja o vídeo abaixo (ou aqui, caso o player não funcione).

[youtube_sc url=”http://youtu.be/7m-yuzFljpc”]

Gostaríamos de fazer um agradecimento especial ao João Gabriel Modesto por ajudar na elaboração do roteiro!

Referências recomendadas

O blog do professor Marcos Emanuel é uma fonte de material sobre o assunto abordado no vídeo.

McConnell, A. R.,& Leibold, J. M. (2001). Relations among the Implicit Association Test, discriminatory behavior, and explicit measures of racial attitudes. Journal of Experimental Social Psychology, 37, 435–442.

Esse é o artigo que nós descrevemos no vídeo que mostra a relação entre maior preconceito implícito e maior discriminação.

Payne, B. K. (2006). Weapon bias: Split second decisions and unintended stereotyping. Current Directions in Psychological Science, 15, 287-291.

A tarefa mostrada no início do vídeo foi uma ilustração da weapon-bias task. Sua natureza e implicações são discutidas nesse artigo (que pode ser acessado aqui).

O beijo gay do Félix e como a mídia pode ajudar quem precisa

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Ontem, o personagem Félix, de uma novela famosa, deu um beijo em seu companheiro homossexual. Até onde ouvi, a cena de um beijo entre homens em uma novela popular foi algo inédito (ou foi pelo menos bem raro até hoje). Esse “ocorrido” foi recebido de maneira otimista, porém nem tanto, por membros da comunidade LGBT, como é um exemplo o deputado Jean Wyllys que escreveu uma reflexão crítica sobre o tema. Entretanto, esse tipo de exposição “positiva” de membros de grupos que são alvos de preconceito pode ter consequências muito mais interessantes do ponto de vista psicológico do que o ibope de um canal de televisão, as quais eu comentarei daqui há pouco.

Um outro exemplo mais intencional e direto disso é o projeto internacional It Gets Better (“vai ficar mais fácil”). Esse projeto tem o objetivo de dar suporte e esperança a jovens LBGTs ao redor do planeta que sofrem discriminação. No site do projeto, é possível encontrar mais de 50.000 vídeos de pessoas com diferentes orientações sexuais encorajando os jovens a acreditar que “vai ficar mais fácil” (entre essas pessoas, o presidente norte americano Barack Obama marcou presença com um vídeo. Também vale a pena ver o relato de um vereador do Texas sobre a sua experiência pessoal).

A exposição favorável do Félix ocorrida na novela e esse projeto são dois exemplos de como a mídia pode, mesmo que não intencionalmente, oferecer suporte a grupos enfrentando discriminação. Mas como será que esses jovens percebem esse tipo de mídia? Será que eles se sentem realmente mais apoiados e esperançosos? A princípio, tudo indica que sim, mas será que algumas formas de comunicar esse suporte podem ser mais benéficas do que outras?

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Nojo, moralidade e preconceito

O que nojo tem a ver com moralidade?

Se você sentir um cheiro forte de fezes logo após entrar em um banheiro público, você provavelmente sentirá nojo. De maneira semelhante, se você ouvir uma história sobre um caso de pedofilia, é provável que você também sinta, em algum nível, nojo. Esta emoção poderia eliciar em você um padrão de expressão facial muito parecido com o que a maioria das pessoas ao redor do mundo exibiria: seu lábio superior levantaria, seu nariz se enrugaria, suas pálpebras levantariam e suas sobrancelhas abaixariam [1] – a famosa “cara de nojinho.” Em sua forma mais aguda, este estado mental de nojo poderia vir acompanhado de náuseas e vômitos.

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Mães lésbicas

Fonte: Psychology Today
Autor: Nathan Heflick
Tradutor: André Rabelo

Mães lésbicas podem criar ótimas crianças

Muitas pessoas que se opõem ao casamento gay argumentam que crianças criadas por pais gays são na maioria das vezes incapazes de criar crianças normais. Bem, talvez estas pessoas estejam certas. Baseado no vídeo linkado aqui, estas crianças seriam mais como crianças extraordinárias.

Parece horrível que crianças se tornem adultos como ele, não é mesmo?

Evidências anedóticas a parte, pesquisas corroboram a afirmação de que crianças criadas por lésbicas são, em média, mais felizes e menos violentas do que crianças criadas por casais de sexo misto. Também existem evidências de que o abuso físico contra crianças é menor (praticamente inexistente) em relacionamentos lésbicos.

Parece, portanto, que pelo menos em termos de pais lésbicas, as pesquisas sugerem que crianças criadas por pais homossexuais passam bem.

Mais pesquisas são necessárias para testar o porque estas crianças são, em muitos casos, mais pacíficas e felizes.

Homens gays têm mais interesse sexual em crianças do que homens heterossexuais?

Fonte: Psychology Today

Autora: Alice Dreger*

Tradução: Rodrigo VérasAndré Rabelo

Eu pensei em segurar este post até a próxima vez que alguém no noticiário declarar que os homens gays são os culpados pelo abuso sexual de crianças. Eu provavelmente só teria que esperar umas duas semanas, no máximo.

Mas decidi ir em frente e divulgar esta pesquisa, para que da próxima vez que este assunto vier à tona, as pessoas racionais falando sobre essa questão tenham os dados que necessitam para sustentarem seus palpites.

Então, já no começo, deixe-me responder à minha pergunta no título:

Será que os homens gays têm mais interesse sexual em crianças do que homens heterossexuais? Não. E temos estudos de laboratório para provar isso.

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Prevalência Percebida de Ateus Diminui o Preconceito

O fenômeno religioso tem chamado cada vez mais a atenção de psicólogos e antropólgos nos últimos anos, muitos buscando explicações para a existência quase universal da religião em diferentes culturas, como já comentado aqui no blog. Mas pouco se tem estudado sobre as pessoas que não se enquadram dentro dessa tendência humana – os ateus.

Sendo uma minoria em muitos países, os ateus por vezes sofrem discriminação e possuem uma imagem excessivamente negativa em muitas culturas. Recentes levantamentos de opinião tem apontado os ateus como o grupo de pessoas em quem as pessoas menos confiariam, votariam para presidente do seu país ou gostariam que seus filhos se casassem (Edgell et al, 2006).

Buscando uma melhor compreensão deste fenômeno, alguns psicólogos têm se debruçado sobre a questão e avaliado estratégias para reduzir o preconceito. Um artigo publicado recentemente pelo psicólogo social Gervais (2011) relata 4 estudos indicando que a prevalência percebida de ateus pode diminuir o preconceito contra ateus por parte de religiosos. Continue lendo…

Qual é o Boneco Bom, o Branco ou o Negro?

Segue um vídeo curto sobre um estudo clássico de preconceito em crianças onde são feitas perguntas a elas acerca de dois bonecos – um negro e um branco. Os resultados desse tipo de estudo sistematicamente apontam para um padrão – os bonecos negros são maus, feios e menos preferíveis, enquanto os bonecos brancos são bons, bonitos e mais preferíveis.

Esses resultados são encontrados para crianças brancas e, infelizmente, para crianças negras também. Os resultados indicam um determinado padrão de internalização de um esteriótipo negativo em relação aos negros desde cedo, quando comparado ao esteriótipo de brancos. Que tipo de consequências será que esse pareamento tem para essas crianças no futuro? Veja o vídeo abaixo. Continue lendo…

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