“To speak or not to speak”

Sempre me chamou a atenção os diferentes graus de dificuldade dos diversos povos para aprender um novo idioma. Há alguns meses, participei de um encontro em Madri com neurocientistas de boa parte do mundo. O idioma oficial do encontro era o inglês, obviamente. Durante as aulas ministradas por franceses, pude notar a extrema dificuldade que eles possuíam em falar o inglês. Por outro lado, os falantes do Leste Europeu falavam um inglês bastante razoável, em sua maioria. Uma explicação para esse fato reside em capacidades diferentes que os homens possuem em analisar os fonemas de acordo com a língua materna. Explicando melhor: as línguas eslavas estimulam a audição em uma faixa entre 125 e 8000 Hz, contra 1000 a 2000 Hz do francês. Assim, a maior facilidade dos povos eslavos em aprender outro idioma pode estar associada a uma melhor percepção auditiva. Caso alguém se interesse, há uma excelente revisão na edição de novembro de 2006 da revista “La Recherche” (www.larecherche.fr), seção “Bac to basics: L’audition”.

Discussão - 1 comentário

  1. Chloe disse:

    Olá! ; )
    adoro essa Torre de Babel!
    Tenho-a em um quebra-cabeça de 5000 peças.
    Fico imaginando a confusão de tantas pessoas e línguas.
    Com relação ao aprendizado de outro idioma, sempre ouvi falar que nós, brasileiros, temos mais facilidade para aprender pex o francês e o italiano por serem línguas latinas.
    E achei que a dificuldade dos franceses em falar inglês fosse mais uma resistência devido aos conflitos históricos e um certo ressentimento pelo fato de o inglês ter tomado o lugar do francês como ‘língua internacional’.
    Interessante saber essa questão da influência da percepção auditiva.
    Abç. ; )
    C.

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