O mito do progresso

Maurice Merleau-Ponty dizia que chamar de progresso nossa dura e penosa caminhada nada mais é que uma elaboração ideológica das elites. Não creio que essa afirmação seja completamente válida, mas serve como gancho para o editorial da revista “Science” deste mês. O artigo discute a falácia do progresso ao demonstrar que a diferença de riqueza entre países ricos e pobres só aumentou nos últimos 30 anos, apesar dos inegáveis avanços da ciência e tecnologia. Assim, as benesses desses avanços ficaram restritas a uma minoria da população mundial e, pelo que parece, em nada contribuiram para a minimização da pobreza. Ironicamente, o preço do progresso será pago por todos, de forma indistinta, por meio das consequências do aquecimento global. E mais: o preço pago pelos países miseráveis da África e da Ásia será o maior de todos. Enquanto isso, aproveitemos o nosso tórrido e alienado Carnaval!

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