#gratidão (vídeo)

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√Č t√£o bom sentir gratid√£o, n√©? Mas acredite, sentir gratid√£o √© melhor ainda do que voc√™ imagina! Ela pode trazer muitas consequ√™ncias positivas para sua vida e no v√≠deo de hoje falaremos um pouco sobre o que √© a gratid√£o e como podemos cultiv√°-la nas nossas vidas. Voc√™ pode ver o v√≠deo de hoje abaixo ou clicando aqui.

[youtube_sc url=”https://youtu.be/h2HuMveeXls”]

Referências recomendadas

Os links a seguir trazem men√ß√Ķes a artigos, mat√©rias e livros sobre a gratid√£o. Inclusive, trouxemos aqui alguns dos poucos estudos feitos at√© o momento sobre as bases neurais da gratid√£o, t√≥pico que n√£o abordamos no v√≠deo (exatamente por ser t√£o incipiente ainda). Tamb√©m trouxemos materiais discutindo o altru√≠smo rec√≠proco. Para quem quiser se aprofundar mais na ci√™ncia da gratid√£o, vale a pena dar uma checada nos seguintes links: link, link, link, link, link, link, link, link, link.

Natal, presentes e felicidade (vídeo)

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Êêêê, o Natal ta chegando!!! Nós ficamos tão animados que fizemos um vídeo sobre isso! Na verdade, o vídeo é sobre o que acontece nas nossas mentes quando damos coisas para outras pessoas, algo que muita gente faz nessa época do ano!

Veja o vídeo abaixo ou clique aqui.

[youtube_sc url=”http://youtu.be/ELUEG5oGZa8″]

Referências recomendadas

Dunn, E. W., Aknin, L. B., & Norton, M. I. (2008). Spending money on others promotes happiness. Science, 319, 1687-1688.

Esse é um dos artigos mais importantes sobre o que tratamos no vídeo. Publicado em uma das revistas científicas mais importantes do mundo, a Science, esse artigo mostrou de maneira sistemática como o gasto com outros visando beneficiá-los pode ter efeitos na felicidade.

Dunn, E. W., Aknin, L. B., & Norton, M. I. (2014). Prosocial spending and happiness: Using money to benefit others pays off. Current Directions in Psychological Science, 13(2), 347-355.

Esse artigo é uma revisão de fácil leitura publicada esse ano por alguns dos principais pesquisadores da área. Ele descreve vários dos mais importantes estudos que encontraram uma relação entre o gasto com outros e felicidade.

Aknin, L. B., Barrington-Leigh, C. P., Dunn, E. W., Helliwell, J. F., Burns, J., Biswas-Diener, R., & … Norton, M. I. (2013). Prosocial spending and well-being: Cross-cultural evidence for a psychological universal. Journal Of Personality And Social Psychology, 104(4), 635-652.

Esse foi o estudo recente que encontrou uma relação considerável entre gasto com outros e felicidade em 120 de 136 países ao redor do mundo.

Nosso primeiro impulso é ser gentil ou egoísta?

Nosso primeiro impulso é ser gentil ou egoísta?

Responda o mais r√°pido que voc√™ puder √† seguinte pergunta: se algu√©m te desse dez reais para fazer o que quisesse, mas dissesse que voc√™ poderia doar uma parte deste dinheiro a uma institui√ß√£o de caridade, voc√™ doaria? Se sim, quanto voc√™ doaria? Agora, se poss√≠vel, chame algu√©m pr√≥ximo de voc√™ e pe√ßa para ele responder √† mesma pergunta, mas use uma instru√ß√£o diferente – pe√ßa para que ele pense por pelo menos dez segundos antes de responder √† pergunta.¬†Uma s√©rie de participantes foram colocados em situa√ß√Ķes parecidas com estas e os resultados foram relatados em um artigo¬†recente na prestigiada revista Nature.¬†O prop√≥sito do artigo era entender se, quando agimos por intui√ß√£o, nosso primeiro impulso seria agir de maneira gentil ou ego√≠sta. Al√©m disso, tamb√©m foi investigado qual seria o nosso impulso caso¬†pens√°ssemos mais detidamente sobre a decis√£o de ser gentil antes, ao inv√©s de agir por mera intui√ß√£o.

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O Poder da Gentileza


Obra de Keith Haring, 1987

Nas grandes cidades, vivemos nossas vidas em meio a uma multidão de desconhecidos. Cruzamos todos os dias com estranhos que não conhecíamos e que, provavelmente, não vamos conhecer também. Nessa atmosfera, não é de se surpreender que a apatia pelo sofrimento alheio e a distribuição de grosserias tenham se tornado tão comuns e aceitáveis. Podemos até nos surpreender se um completo estranho   emergir a partir da multidão nos oferecendo um ato de gentileza, sem pedir nada em troca.

Voc√™ n√£o se surpreenderia se, ao chegar no caixa de um restaurante para pagar a sua conta, fosse informado de que uma pessoa gentilmente pagou a sua conta e n√£o quis se identificar? Uma situa√ß√£o como esta pode parecer muito improv√°vel, mas foi exatamente o que aconteceu em um restaurante na Filad√©lfia, em 2009, nos Estados Unidos¬†[1]. O ato de gentileza inspirou, nas 5 horas seguintes, v√°rias pessoas naquele restaurante a pagar a conta de outras mesas sem se importar com o valor da conta e de maneira an√īnima. Os trabalhadores do restaurante ficaram emocionados, pois nunca tinham visto algo t√£o solid√°rio como aquilo acontecer. Como diz na reportagem da NBC10 Philadelphia:¬†“√Č uma hist√≥ria de feriado verdadeira que prova como um pequeno gesto de gentileza pode criar um pouco de magia.”

A gentileza √© um tipo de a√ß√£o espont√Ęnea e, muitas vezes, sutil, onde uma pessoa beneficia outra, seguindo normas impl√≠citas de conduta. √Č um tipo de comportamento de baixo custo para quem o realiza, mas que pode beneficiar muito quem recebe. O v√≠deo abaixo demonstra v√°rios exemplos de como a gentileza pode se manifestar no cotidiano.

[youtube_sc url=”http://www.youtube.com/watch?v=nwAYpLVyeFU” width=”590″]

Este v√≠deo √© uma bela ilustra√ß√£o do que a gentileza √© capaz de produzir no cotidiano das pessoas. Ela √© contagiante. O v√≠deo (que encontrei no¬†Treta)¬†√© uma produ√ß√£o do projeto Life Vest Inside (“Salva-Vidas Interno”), que busca promover a gentileza como uma maneira simples, mas poderosa e ativa, de melhorar o mundo. Uma parte da descri√ß√£o do projeto merece ser traduzida aqui:

O trabalho de caridade e o servi√ßo comunit√°rio s√£o ferramentas inestim√°veis para melhorar o nosso mundo, mas a gentileza √© mais do que boas a√ß√Ķes ou voluntariado apenas. Gentileza √© empatia, compaix√£o e conex√£o humana; √© um sorriso, um toque ou uma palavra confortante. Mesmo o menor gesto pode clarear um dia escuro ou aliviar um fardo pesado.

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A Gentileza de Estranhos

Fonte: Project Syndicate

Autor: Paul Bloom

Tradução: André Rabelo

Porque somos gentis com estranhos?

Eu admito que esta seja uma maneira incomum de ver o mundo, mas, ao ler o jornal, eu fico constantemente impressionado com a extens√£o da gentileza humana. A mais nova boa not√≠cia vem do Centro sobre a Riqueza e Filantropia no Boston College, que estima que os americanos v√£o doar cerca de¬†$250 bilh√Ķes em contribui√ß√Ķes¬†individuais¬†de caridade ¬†em 2010, muitos bilh√Ķes a mais do que no ano passado.

Pessoas doam seu sangue a estranhos, viajam em miss√Ķes humanit√°rias para lugares como o Haiti e o Sud√£o e arriscam suas vidas para lutar contra a injusti√ßa em outros lugares. E nova-iorquinos t√™m crescido acostumados a ler sobre her√≥is do metr√ī – bravas almas que saltam em dire√ß√£o aos trilhos para resgatar passageiros e ent√£o frequentemente somem, inconfort√°veis com a aten√ß√£o ou o cr√©dito.

Como um psic√≥logo, eu sou fascinado pela origem e as consequ√™ncias de tal gentileza. Alguns de nossos sentimentos morais e motiva√ß√Ķes morais s√£o o produto da evolu√ß√£o biol√≥gica. Isso explica porque n√≥s somos frequentemente gentis com a nossa pr√≥pria carne e sangue ‚Äď aqueles que compartilham nossos genes. Isto tamb√©m pode explicar nossas liga√ß√Ķes morais com aqueles que vemos como membros da nossa tribo imediata. Continue lendo…

Amar o Próximo

Existe uma profunda liga√ß√£o entre todas as formas de vida na Terra com o universo. Como foi eternizado por Carl Sagan na s√©rie Cosmos (apesar da frase n√£o ser sua), somos todos feitos de poeira estelar. Mais do que isso, estamos conectados a todas as estrelas, planetas, luas, aster√≥ides e pedras por este la√ßo que nos remete √† inf√Ęncia do nosso universo.

“Somos todos primos” foi o que Carl Sagan escreveu em seu livro Bilh√Ķes e bilh√Ķes, ilustrando o fato de que podemos tra√ßar um ancestral comum entre quaisquer duas pessoas que vivam hoje em dia. Mas n√£o somos primos apenas de seres humanos: a teoria da evolu√ß√£o nos permitiu vislumbrar a complexa √°rvore da vida, na qual o ser humano √© um de v√°rios outros ramos. Continue lendo…

Comportamento Prosocial

Da década de 60 pra cá houve uma retomada crescente da pesquisa sobre o comportamento prosocial, que hoje se estabeleceu como uma linha de pesquisa rica e foco de atenção de profissionais de diferentes áreas como a biologia, antropologia, sociologia, psicologia e neurociências.

O assassinato de Kitty Genovese no in√≠cio do anos 60 foi um grande destaque na m√≠dia. Voltando para casa ap√≥s o expediente, no bairro de Queens, em Nova York, ela foi atacada e brutalmente assassinada. O assassinato durou cerca de 45 minutos e ocorreu ao lado de um pr√©dio, onde mais tarde 38 moradores admitiram ter ido √† janela por ouvir os gritos de socorro, mas nada fizeram para ajud√°-la. Continue lendo…