OURO PRETO, VIDA RICA

Voltei. Final de ano, fim de mais um semestre letivo, notas para entregar na faculdade…Também estive alguns dias na charmosa Ouro Preto, que muito me espantou por seu preparo para receber turistas, desde os hotéis e pousadas até bons restaurantes, como o Bené da Flauta, e um bem localizado centro cultural, que abriga um café capaz de servir deliciosos quitutes mineiros e uma razoável livraria. Mas é óbvio que toda essa infra-estrutura só faz sentido porque a cidade é a grande protagonista. Comecei pelo Museu da Inconfidência, que deve servir de exemplo de organização e sinalização do acervo para muitas instituições semelhantes no Brasil; além de contar com guias muito bem informados, também há recursos multimídia interativos, que fazem de uma aula de história uma prazerosa viagem virtual para a Vila Rica do século XVIII, com todos os seus ilustres pesonagens. Passei pela Igreja de São Francisco de Assis, obra-prima de Aleijadinho, que valeria um “post” exclusivo. Terminei o passeio pelo casarão barroco de Tomás Antônio Gonzaga, sede da atual Secretaria de Turismo e Cultura, e pela casa em que viveu um de meus pintores brasileiros favoritos, Alberto da Veiga Guignard.Visitei a exposição “Cartões de Guignard para Amalita”. Segundo relatos, Guignard conheceu a pianista Amalita Fontenelle numa tarde de junho de 1932, durante um concerto no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Apaixonou-se subitamente e passou a dedicar pequenos cartões ilustrados à pianista. Até onde se sabe, tais cartões nunca foram entregues…

Discussão - 12 comentários

  1. Anonymous disse:

    No meio de tanta informação cultural, foi informado a razão pela qual a cidade se chama ouro preto, já que o ouro é dourado? Abraço!

  2. Anonymous disse:

    Tava passeando, né? Qbom que a folga acabou! Bom prá nós.

  3. Carol disse:

    Ai, lembrei de todas as vezes que visitei Ouro Preto. Também adoro o Guignard e sua casa…Bjos

  4. Amigo de Montaigne disse:

    Anônimo 1:Ouro Preto chama-se assim porque o ouro lá encontrado, em pó e não em pepita, grudava-se às pequeninas pedras do leito do rio Tripuí e acabava coberto por uma fina camada de óxido de ferro, o que emprestava a tonalidade escura ao metal.Anônimo 2:Foi um pouco de trabalho também e não só folga.Carol, a casa do Guignard é bacana, principalmente o seu ateliê e o chafariz feito pelo Aleijadinho que está no quintal da casa.

  5. Anonymous disse:

    Muito obrigado pelos lúcidos esclarecimentos sobre a razão do nome que a Cidade leva. Abraço!

  6. Anonymous disse:

    OLÁ AMIGO DE M.! VOC~E VOLTOU,QUE BOM E MELHOR AINDA ESTAVA NAS MINAS GERAIS,LINDO LÁ ,NÃO?

  7. Paulo Lima disse:

    Caro Amigo, belo post…Ouro Preto e suas histórias, sempre fascinando e causando reflexões. Um bom abraço. Paulo Lima

  8. luiz damasceno disse:

    Amigo, nunca estive em Ouro Preto e afins, mas acho que é uma visita obrigatória para todo brasileiro. É como os europeus fazem: aprenderem história in loco. Abraço e não fique longe tanto tempo! (já existe internet em MG)

  9. Theo disse:

    ADOREI os cartões de Guignard… que coisa delicada, hã?!??Ficamos assim, quando apaixonados… + delicados. Acho que a paixão serve pra aparar arestas & eliminar asperezas. Tirar farpas & contemplar paisagens, com menos pressa & + deslumbramento…Aquelabraço!

  10. Anonymous disse:

    amigoDE M. E AÍ,10?ENTÃO PEDPAULO ONDE ESTÁS QUE NÃO APARECE? ESTOU LHE AGUARDANDO.ANôNIMA HELENA.

  11. ped paulo disse:

    Amigo, tava nas Gerais também, no sul. Gostei do escreveste. Oi Helena

  12. amigo de montaigne disse:

    Paulo Lima, abraço e parabéns!

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