Amor e paciência

Richard Rorty, de quem já falei neste blog, acreditava que a verdadeira mudança de sentimentos e atitudes se produz nas pessoas pela literatura, e não pela filosofia. Rorty desenvolveu essa idéia em “Contingência, Ironia e Solidariedade“. Sempre acreditei nessa tese. Aproveitando o alvoroço em torno do filme Desejo e Reparação, baseado no livro “Reparação”, de Ian McEwan, transcrevo uma passagem de seu último romance, “Na praia”: “(…) Tudo aquilo que ela precisava era da certeza do amor dele, e da sua garantia de que não havia pressa, pois tinham a vida pela frente. Amor e paciência – se pelo menos ele tivesse conhecido ambos ao mesmo tempo – certamente os teriam ajudado a vencer as dificuldades”. Nenhum Nietszche é capaz de maior verdade: amor e paciência. A combinação imprescindível. Amor e paciência. Nada mais.

Discussão - 12 comentários

  1. Jonas Lopes disse:

    Amor e paciência teriam feito tão bem ao Nietzsche..

  2. Carol disse:

    Sorte que é o que eu mais tenho ultimamente…

  3. Theo disse:

    Richard Rorty, o q conheço, é um filósofo que faz crítica literária sentimentalizando autores polêmicos (vide Nabokov & ‘Lolita’, ou ‘Fogo Pálido’) pra defender seu “relativismo moral”… Plus ça change… diziam e as primárias de New Hampshire, numa esperta edição enviada pelo youtube, colocou todos os candidatos presidenciais americanos enfileirados em seus pódios, cantando em sucessão ou em jogral “precisamos… mudar… esta… nossa… bandeira… mudança… mudança… mudança…” Acho q o problema da verdadeira mudança se fazer pela literatura vem de isto acabar incentivando a propaganda no campo da arte.Hoje me enviaram o Xico Sá com uma crônica: ‘MIOJO SENTIMENTAL OU O AMOR NOS TEMPOS DO MSN’ onde ele discorre sobre “o amor nos tempos do Messenger…” Tudo muito rápido, espécie de miojo sentimental, emoções baratas, 3,5 minutos, ferveu, fodeu!… amor nos tempos do MSN (Multidão Sem Ninguém). E o novo problema – amor & tecnologia – já tá ficando velho… como se fosse um enigma grego, tipo decifra-me ou te deleto: como transformar uma tara platônica em uma trepada homérica? “Tentado” que sou… vou tentando, vou tentando… carece acompanhar os tempos com “amor e paciência”, ver os reprimidos britânicos ensinando e os gregos inspirando a gíria das trepadas, cada vez mais globais.Aquelabraço!

  4. Caro Jonas, sem dúvida. A minha impressão, por meio da leitura de suas obras, é que amor não lhe faltou; já a paciência…

  5. Caro Theo, aprendi um bocado com os ingleses reprimidos! Ao ler McEwan, percebo que continuo a aprender. Quanto ao MSN, nada mais verdadeiro.Abraço!

  6. Anonymous disse:

    olá amigo de m.,como vai?paciência é tudo ,quase tudo como é a música,o amor sustenta as bases.bjushelena

  7. Paulo Lima disse:

    às vezes a ordem dos fatores altera o produto: paciência, muita paciência e garantem o amor mais fortalecido…grande abraço, paulo

  8. Paulo, talvez paciência seja uma das formas do amor…Abraço!

  9. Anonymous disse:

    AMIGO DE M. ,VC É UM AMOR. ESTOU UM POUCO DOENTE, NÃO CONSIGO MUITO SAIR DA CAMA, MAS CONTINUO LENDO,LENDO E LENDO!BJUSHELENA

  10. Anonymous disse:

    É….como bem dito por Tolstoy: “Nietzsche was stupid and abnormal.”Amor ele não conheceu e, paciência, como dito pelo Amigo, faltou-lhe e muito….Não é um bom referencial para se falar do assunto…

  11. Anonymous disse:

    É….como bem dito por Tolstoy: “Nietzsche was stupid and abnormal.”Amor ele não conheceu e, paciência, como dito pelo Amigo, faltou-lhe e muito….Não é um bom referencial para se falar do assunto…

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