Danoninho para plantar vers√£o 2011

Esta semana, mais uma vez acompanhei o plantio das mudas obtidas pela campanha Danoninho Para Plantar, realizada pela Danone.

Assim como no ano de 2010-2011, as mudas estão sendo plantadas pelo competente Instituto Ipê, que há 20 anos atua no ramo de pesquisas ecológicas.

O reflorestamento está ocorrendo às margens da represa Atibainha, a qual faz parte do complexo de abastecimento Cantareira, responsável por disponibilizar água para aproximadamente metade da cidade de São Paulo. A área, de propriedade da SABESP, estava tomada pelas gramíneas e por outras espécies exóticas. Aos poucos a área está sendo recuperada e deixando de ser pastagens para cavalos e gados.

View Larger Map

Atualmente, j√° foram plantadas 89.092m¬≤ de esp√©cies da mata atl√Ęntica, as quais est√£o recebendo as devidas manuten√ß√Ķes at√© que atinjam um est√°gio independente de maturidade. Para o ano de 2012, est√° previsto atingir 220.000m¬≤ de reflorestamento.

A campanha Danoninho Para Plantar também conta com projetos de educação ambiental nas escolas de Nazaré Paulista. No ano passado, as escolhas que utilizaram a Cartilha do Dino e enviaram seus relatórios de atividades, foram premiadas com cursos de formação em educacão ambiental ministrados também pelo Instituto Ipê, que apresenta esta linha de pesquisa.

Este ano, a novidade do projeto √© o √Ālbum do Dino, um √°lbum de figurinhas virtual com animais em extin√ß√£o, informa√ß√Ķes sobre os biomas brasileiros em que vivem e curiosidades sobre estes animais.

Me deixa muito contente saber que a Danone firmou esta pareceria tão sólida com os pesquisadores do Ipê, o qual tem realizado trabalhos belíssimos durante esses 20 anos.

Abaixo, fotos do plantio feito pelas crianças da região.

Created with Admarket’s flickrSLiDR.

Acabou a sacolinha gr√°tis. E agora?

Lixo na Julio Mesquita - Blog do Mílton Jung - Creative Commons

Entra em vigor hoje, 25 de Janeiro de 2012, o acordo entre a Associação Paulista de Supermercados (APAS) e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente que interrompe a distribuição gratuita de sacolas plásticas descartáveis (biodegradáveis ou não) aos consumidores. Isso significa que além de chover releases de supermercados eco-friendly na minha caixa de entrada, a partir de hoje, se você quiser acomodar suas compras em sacolas plásticas descartáveis você terá que pagar por elas. Os valores giram em torno de R$0,19 por unidade.

Todos os supermercados aderiram? N√£o. Mas 1,2 mil aceitaram o acordo, o que representa aproximadamente 95% dos associados da APAS.

E n√£o adianta arrancar os cabelos e vir com aquela desculpa de que voc√™ n√£o ter√° onde p√īr seu lixo. Voc√™ ter√°, mas dessa vez, aposto que voc√™ vai levar s√≥ as sacolas necess√°rias para casa. Al√©m disso, separando o lixo corretamente e destinando-o para a coleta seletiva, haver√° espa√ßo de sobra para aquilo que realmente interessa ser descartado.

Sei que muitos consumidores estão sofrendo antecipadamente com esta medida, mas a dica da vez é se informar. Sabemos que estas medidas podem ser eficazes se a população foi instruída a lidar com o lixo doméstico, a dá-lo o destino correto. Ou seremos apenas uma população com lixo solto, ao invés de lixo ensacado.

Alguns supermercados j√° come√ßaram a veicular folhetos informativos e a preparar seus funcion√°rios para informar a popula√ß√£o sobre o acordo. E apenas a exemplo, este n√£o √© um post pago, o Carrefour S√£o Paulo promoveu um programa de informa√ß√£o e conscientiza√ß√£o para 32 mil colaboradores que visa ajudar seus clientes nesse processo de mudan√ßa. O programa consiste em informar sobre os danos causados pelas sacolas, solu√ß√Ķes alternativas de transporte de compras e como manejar corretamente o lixo dom√©stico.

Sinceramente acho que o acordo tem seu valor, apesar das lacunas que sempre ficam para trás. Portanto, o questionamento remanescente é o seguinte: e o resto do lixo?

Gostaria que os consumidores aprendessem a destinar corretamente o lixo antes de uma medida que retira do seu cotidiano algo que eles ainda nem aprenderam a abrir mão. Nem mesmo sabem que a vida doméstica pode ser a mesma em tempos de sacolas racionadas.