Hoje n√£o estou conseguindo dormir.

Minha m√£e sempre teve o sonho de viajar de avi√£o. Mas eu e minha vida de estudante universit√°ria nunca permitiram que eu pudesse presente√°-la com algo do tipo.
Hoje moro nos EUA e sua primeira viagem ser√° para me visitar. Continuo n√£o podendo pagar por isso. E n√£o paguei.
Mas, sinto que contribuí de alguma forma. Isto me tirou sono.
Uma ins√īnia feliz.

E a pegada de carbono mais feliz que j√° deixei.

Rastro de Merc√ļrio

Este post √© uma parte do InterCi√™ncia! O amigo secreto cient√≠fico dos blogs mais lindos e cheirosos da blogosfera! O trabalho de nossos leitores √© descobrir quem foi o autor dessa pe√ßa e… descobrir onde foi parar o texto que foi escrito por esta pessoa que vos fala!

E se voc√™ ainda quer participar da nossa brincadeira, ainda d√° tempo! Instru√ß√Ķes aqui

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Rastro de Merc√ļrio

Rastro de Merc√ļrio!

Rastro de Merc√ļrio!

N√£o, n√£o vamos falar do rastro que o planeta mais pr√≥ximo do sol deixa no c√©u a noite. Vamos falar de sujeira “pesada”. Sim, pesada e suja. O rastro em quest√£o √© de um dos elementos mais paquid√©rmicos do universo: o denso e t√≥xico merc√ļrio (o Hg da tabela peri√≥dica).

Merc√ļrio: o esculhambador geral das prote√≠nas

Apesar de ser um elemento bem bonito, parecendo at√© “prata l√≠quida” (da√≠ que vem o s√≠mbolo “Hg”, da palavra para “prata l√≠quida” em latim: “hydrargyrum”), voc√™ n√£o vai querer por a m√£o nesse l√≠qu√≠do prateado.

O "hydrargyrum", a "prata l√≠quida". Vulgo merc√ļrio!

O “hydrargyrum”, a “prata l√≠quida”. Vulgo merc√ļrio!

Legenda: O “hydrargyrum”, a “prata l√≠quida”. Vulgo merc√ļrio!

Essa belezinha √© uma subst√Ęncia bem t√≥xica. Pra falar a verdade √© t√≥xica pra caramba. N√£o √© aquele tipo de coisa que faz voc√™ morrer na hora, mas o contato excessivo com essa subst√Ęncia atrapalha o funcionamento e causa danos severos a diversos √≥rg√£os. S√≥ pra mostrar quantos lugares ele se acumula, eis uma “pequena” listinha: c√©rebro, tire√≥ide, seios, mioc√°rdio, m√ļsculos, gl√Ęndulas adrenais, f√≠gado, rins, pele, gl√Ęndulas sudor√≠paras, p√Ęncreas, enter√≥citos, pulm√Ķes, gl√Ęndulas saliv√°rias, test√≠culos e pr√≥stata, e etc [1].
O seu variado alvo de toxicidade no organismo se deve ao fato de se ligar √† ciste√≠nas e selenociste√≠nas das prote√≠nas do nosso corpo e alterar suas estruturas terci√°rias e quatern√°rias [1]. Ou seja: o merc√ļrio estraga a maquinaria celular! Al√©m disso, estudos apontam que esse metal pesado interfere tamb√©m com a transcri√ß√£o do DNA e a s√≠ntese de prote√≠nas [1]. No c√©rebro em desenvolvimento (De bebezinhos! Veja s√≥!), ele chega a destruir o ret√≠culo endoplasm√°tico de c√©lulas e o ribossomo. Se h√° alguma coisa horr√≠vel de se destruir dentro de uma c√©lula √© o ribossomo. Sem ele n√£o existem prote√≠nas – que s√£o basicamente as protagonistas da m√°gica da vida!

Terroristas An√īnimos

OK, sabemos que o merc√ļrio faz bem mal. Imagine ent√£o se o merc√ļrio fosse usado como arma qu√≠mica! Um veneno! Sim! Imagine se algum grupo terrorista espalhasse merc√ļrio por a√≠, colocando-o na sua comida, no ar que voc√™ respira e na √°gua que voc√™ bebe! Seria horr√≠vel n√£o!? Imagine os bebezinhos sem ribossomo! Que trag√©dia! Mas vamos falar s√©rio agora: tenho duas not√≠cias importantes sobre esse assunto. Uma muito boa e outra muito ruim.
Boa not√≠cia: n√£o h√° grupos terroristas que espalham merc√ļrio por a√≠ para matar bebezinhos! Viva a humanidade!
M√° not√≠cia: segundo um estudo conjunto de duas organiza√ß√Ķes em defesa do meio ambiente (o Biodiversity Research Institute e o IPEN – n√£o, n√£o √© o IPEN brasileiro!), em amostras de peixe de diversos locais do globo, cerca de 86% estavam contaminados por merc√ļrio acima dos n√≠veis seguros de consumo [2].
Se n√£o h√° um grupo terrorista, como diabos estamos sendo envenenados!? Quem est√° fazendo isso!? Resposta: “n√≥s” mesmos.
Não somente as águas, mas também o ar, estão sendo contaminados principalmente devido a atividades de mineração e a queima de combustíveis fósseis.

Retirado da fonte [2].

Retirado da fonte [2]

As principais causas de contaminação da água são similares. Os principais contaminadores antropogênicos são usinas de produção de compostos cloro-alcáli (ex: produção de NaOH e Cl2 a partir de NaCl), plantas energéticas à base de carvão e mineiração de ouro em pequena escala [2].

Extra√ß√£o artesanal de ouro - um risco √† sa√ļde e ao meio ambiente.

Extra√ß√£o artesanal de ouro – um risco √† sa√ļde e ao meio ambiente.

De acordo com o estudo, se voc√™ morar nas regi√Ķes dos 9 pa√≠ses em que foram realizadas coletas, comer peixe mais de uma vez ao m√™s poderia j√° exceder os n√≠veis seguros de consumo de merc√ļrio na dieta. Segundo outro estudo, dessa vez realizado pela UNEP (United Nations Environment Programme), cerca de 260 toneladas de merc√ļrio s√£o despejadas em rios e lagos todos os anos [3]. √Č merc√ļrio pra caramba!

Pegadas Tóxicas

Assim como os famigerados ciclos do nitrog√™nio, oxig√™nio e da √°gua, h√° uma cadeia alimentar que leva o merc√ļrio at√© n√≥s – e cada vez mais concentrado.

A concentra√ß√£o de merc√ļrio aumenta o quanto mais pr√≥ximo do topo da cadeia alimentar.

A concentra√ß√£o de merc√ļrio aumenta o quanto mais pr√≥ximo do topo da cadeia alimentar.

O merc√ļrio gasoso, tamb√©m como quase todos os compostos no ar, vai parar no grande reservat√≥rio qu√≠mico que chamamos de oceano. L√° existem pl√Ęnctons bem resistentes a esse metal pesado que logo o transformam em metilmerc√ļrio. Pra se ter uma ideia de como a concentra√ß√£o de merc√ļrio vai aumentando, dentro desses pequenos animaizinhos a concentra√ß√£o de merc√ļrio chega a ficar 10 mil vezes maior que a do oceano [3]. Ent√£o imagine o qu√£o concentrado esse elemento fica em inst√Ęncias superiores da cadeia alimentar!? E o peixe que come muitos pl√Ęnctons!? E o peixe que come peixes-que-comem-pl√Ęnctons!? O merc√ļrio s√≥ vai aumentando at√© chegar aos humanos, que recebem de volta aquilo que jogaram indiscriminadamente na natureza.

O metal pesado não é eficientemente excretado pelos peixes, ficando em uma forma estável dentro dos mesmos [1], o que o conserva ainda mais dentro daquilo que será a comida de muita gente.

Como Resolver o Problema

Longo Prazo

A preocupa√ß√£o com metais pesados em √°gua √© antiga. Uma das solu√ß√Ķes mais interessante √© aquela que usa recursos da pr√≥pria natureza para resolver os problemas ambientais: a bioremedia√ß√£o. Basicamente √© explorar o primeiro ponto da cadeia alimentar da transfer√™ncia de merc√ļrio, os microrganismos!
Propriedades de resist√™ncia √† concentra√ß√Ķes de merc√ļrio foram descritas pela primeira vez em 1960, em estudos com o microrganismo Staphylococcus aureus[4]. O que os pesquisadores estavam tentando descobrir na √©poca era como e quais pat√≥genos sobriveviam √† desinfetantes e antis√©pticos √† base de merc√ļrio. Com o desenvolvimento das pesquisas durante o tempo, foram descobertos os “genes chave” para a detoxifica√ß√£o de merc√ļrio, os genes mer[4] (merA e mer B). Eles basicamente est√£o envolvidos na quebra das liga√ß√Ķes entre carbono e Hg e na redu√ß√£o do √°tomo de merc√ļrio a uma esp√©cie n√£o reativa, o merc√ļrio molecular Hg0. Isso fecha o ciclo do merc√ļrio na natureza:

A concentra√ß√£o de merc√ļrio aumenta o quanto mais pr√≥ximo do topo da cadeia alimentar.

Retirado da fonte [4].

V√°rias esp√©cies resistentes a merc√ļrio, contendo os genes mer ou varia√ß√Ķes dele, foram reportadas. A explora√ß√£o e demonstra√ß√£o do uso deses microrganismos como agentes de remedia√ß√£o j√° foi feita a cerca de 30 anos atr√°s [4]. Hoje em dia existem avan√ßados bioreatores para bioremedia√ß√£o de efluentes de ind√ļstrias, principalmente nas ind√ļstrias cloro-alc√°li, uma das vil√£s da polui√ß√£o com merc√ļrio nos estudos das organiza√ß√Ķes ambientais citadas anteriormente. Esses bioreatores, contendo principalmente bact√©rias do g√™nero Pseudomonas, chegam a remover o merc√ļrio com cerca de 99% de efici√™ncia[4]! Que maravilha n√£o √©!? Al√©m disso, visando baratear o processo, estudos v√™m sendo feitos para gerar organismos modificados que fa√ßam esse trabalho [4].

Curto Prazo

Se j√° existe solu√ß√£o para o problema de contamina√ß√£o de merc√ļrio, porque ela ainda ocorre!? A resposta pode ser resumida em uma palavra: regulamenta√ß√£o. A aus√™ncia de pol√≠ticas efetivas que gerem legisla√ß√Ķes combativas e fiscaliza√ß√Ķes presentes e eficazes fazem o problema persistir. Isso fica bem evidente em outro gr√°fico de emiss√£o de Hg, tamb√©m em 2010, indicando como maior contribuidor a atividade de extra√ß√£o de ouro artesanal de pequena escala, o que tamb√©m corrobora com o gr√°fico anteior – atividades assim n√£o s√£o triviais de serem fiscalizadas, uma vez que acontecem “quase que” clandestinamente.

Retirado da fonte [3].

Retirado da fonte [3].

Os pa√≠ses mais envolvidos com contamina√ß√£o de merc√ļrio na natureza s√£o principalmente os em desenvolvimento, como √ćndia, China, M√©xico e pa√≠ses do leste europeu. √Č preciso dar grande destaque √† China, que provavelmente devido √† sua economia constantemente aquecida, √© o pa√≠s com mais focos de polui√ß√£o.

Retirado da fonte [2].

Retirado da fonte [2].

A UNEP vem desde 2003 alertando sobre as quest√Ķes da contamina√ß√£o de merc√ļrio. Em 2009 iniciara-se os esfor√ßos para criar instrumentos legais de regulamenta√ß√£o global sobre o merc√ļrio. Com reuni√Ķes de negocia√ß√£o que come√ßaram em junho de 2010, foram conclu√≠das a um pouco mais de uma semana (18 de Janeiro), na Su√≠√ßa. A organiza√ß√£o ligada √† ONU planeja firmar um tratado ainda neste ano durante uma confer√™ncia diplom√°tica no Jap√£o. Esperamos que de uma vez por todas a press√£o pol√≠tica (pelo menos!) para a regulariza√ß√£o de atividades poluidoras envolvendo a libera√ß√£o de merc√ļrio e seus compostos na natureza seja efetiva!

Vale prestar aten√ß√£o no tempo que em tudo isso demorou: 10 anos, desde 2003 at√© hoje. Isso sem contar o tempo antes dos estudos iniciados pela UNEP, em que j√° se sabia dos problemas ambientais e de sa√ļde envolvendo o merc√ļrio. O rastro ecol√≥gico que esse metal deixa √© literalmente pesado. A reuni√£o no Jap√£o este ano vai ajudar a definir quais rastros de merc√ļrio nosso filhos ir√£o se preocupar no futuro: o biol√≥gico ou o celeste. Prefiro o celeste!
***
[Este texto √© parte da primeira rodada do InterCi√™ncia, o interc√Ęmbio de divulga√ß√£o cient√≠fica. Saiba mais e participe em: http://scienceblogs.com.br/raiox/2013/01/interciencia/]

Referências

1. Bernhoft AB. “Mercury Toxicity and Treatment: A Review of the Literature”. Journal of Environmental and Public Health, volume 2012, doi:10.1155/2012/460508
2. “Global Mercury Hotspots – New Evidence Reveals Mercury Contamination Regularly Exceeds Health Advisory Levels in Humans and Fish Worldwide”. BRI e IPEN, jan de 2013. Dispon√≠vel em: http://www.briloon.org/uploads/documents/hgcenter/gmh/gmhFullReport.pdf
3. “Global Mercury Assessment 2013 – Sources, Emissions, Releases and Environmental Transport”. UNEP, 2013. Dispon√≠vel em: Link
4. Barkay T, Miller SM, Summers AO. “Bacterial mercury resistance from atoms to ecosystems”. FEMS Microbiology reviews, vol 27, 2003. Dispon√≠vel em: Link

 

Você dividiria seu almoço com alguém que está passando fome?

O Swipe Out Starvation aqui na Purdue University, √© uma a√ß√£o que visa doar parte das refei√ß√Ķes retiradas pelos alunos no On-the-go para o combate √† fome.

On-the-go √© o nome que se d√° √† “loja de marmitas” da universidade. Nela voc√™ pode levar para casa um prato de entrada e dois alimentos secund√°rios (bebidas, sobremesas ou saladas), pelo pre√ßo de uma refei√ß√£o normal nos restaurantes universit√°rios.

Para contribuir com o Swipe Out Starvation, tudo o que você precisa fazer é: ao invés de retirar os três itens dos quais você tem direito, você opta por apenas 2 e no lugar do terceiro você solicita o cartão abaixo:

Swipe Out Starvation Card

O valor do seu terceiro item ser√° deduzido do valor total da refei√ß√£o e destinado √† institui√ß√Ķes locais e globais, como o Lafayette Food Finders e o Land of a Thousand Hills.

Em dois meses morando nos EUA e fazendo minhas refei√ß√Ķes nos restaurantes universit√°rios, pude perceber quanta comida √© desperdi√ßada todos os dias pelos alunos e funcion√°rios da Purdue University. Diariamente, 1 tonelada de alimento vai para o lixo.

No on-the-go, onde obviamente a disponibilidade de alimentos é bem menor, você encontra um ótimo lugar para pensar no que realmente quer comer e pegar apenas o necessário.

A√≠ v√£o alguns n√ļmeros interessantes:

  • Nos EUA 40% de todo alimento produzido no pa√≠s √© desperdi√ßado desde a horta at√© a mesa do consumidor.
  • Para produzir alimentos o pa√≠s gasta: 10% do seu balan√ßo energ√©tico, 50% da terra e 80% da √°gua pot√°vel para irrigar as lavouras.
√Č muito, mas muito dinheiro que vai pelo ralo.
Links √ļteis:

 

 

Uma nova vida por 9 meses.

Durante os próximos nove meses estarei postando diretamente da terra do tio Sam.

Na minha primeira semana por aqui, vejam só este quadro que encontrei fixado na parede do Lilly Hall of Life Sciences, na Purdue University:

 

Achei inspirador! ūüôā

Consumo Consciente – Por 1¬ļ D.

Um dos temas mais polêmicos atualmente é a sustentabilidade, que nos fez acordar para ver que algumas de nossas atitudes vêm trazendo consequências negativas ao nosso planeta e a sustentabilidade nada mais é que tornar nosso planeta sustentável, durável e confortável. O consumo descontrolado vem desencadeado severos problemas para nós mesmos, sendo deles também o aquecimento global, desperdício de água e a poluição de determinados produtos químicos.

Antes de falarmos do aquecimento global, deixaremos claro que o efeito estufa √© essencial para que haja vida no nosso planeta, pois nele h√° gases que absorvem o calor emitido pelo Sol, e um desses gases √© o G√°s Carb√īnico (CO¬≤). Mas se √© essencial por que tem trazido tanto problema? Como a temperatura sufocante e inst√°vel?

Porque a industrializa√ß√£o e a moderniza√ß√£o requereram muitos sacrif√≠cios sendo uns deles os recursos naturais, ou seja, o autom√≥vel do qual usamos no dia-a-dia √© movido por algum combust√≠vel, sendo gasolina, √°lcool ou g√°s. Acontece que toda combust√£o feita n√£o s√≥ pela queima desse combust√≠vel possibilitando ao veiculo energia suficiente para se mover, mas tamb√©m a queima de madeira e outros tipos de queima que liberam na atmosfera G√°s Carb√īnico (CO¬≤). Esse g√°s obsorve e conserva boa parte do calor, deixando a temperatura est√°vel mesmo quando chega a noite, onde n√£o h√° calor do Sol para aquecer a Terra. Mas o que vem acontecendo √© totalmente ao contrario disso! A nossa temperatura tem ficado cada vez mais inst√°vel, pois com as ind√ļstrias, autom√≥veis e outras formas de emiss√Ķes de G√°s Carb√īnico v√™m liberando muito e cada vez mais esse g√°s e, com o esse excesso o planeta tem reservado ainda mais calor, desequilibrando a temperatura como as esta√ß√Ķes dos anos, colocando esp√©cies sens√≠veis ao calor em extin√ß√£o devido √† esse calor intenso do qual em dia ensolarados podemos sentir e tamb√©m derretendo as calotas polares. Com tamanha varia√ß√£o de temperatura nos oceanos e na atmosfera podem at√© nos levar a uma nova era glacial!!! E voc√™ achando que o aquecimento global s√≥ interfere no suor que escorre no seu corpo? Ent√£o aqui v√£o algumas dicas de como voc√™ ajudar o nosso planeta o deixando sustent√°vel:

  1. Trocar combustíveis fósseis por renováveis.
  2. Reciclagem de lixo.
  3. Tratamento adequado ao lixo org√Ęnico.
  4. Diminuição das queimas.
  5. Economia na utilização de produtos não renováveis.
  6. Uma boa ideia que também é saudável para pessoas sem problemas cardiovasculares é a substituição como meio de transporte os carros, motos por uma bicicleta.

A água (H²O) é um dos recursos naturais mais valiosos do nosso planeta e provavelmente sem ela, nos não estaríamos aqui. A água faz parte do nosso dia-a-dia, para a ingerirmos, para tomar banho, para preparar alimentos e outras infinitas tarefas. Apenas 1% de toda a água da Terra é consumível, isso mesmo, apenas 1% e ela só não esgotou ainda, pois a água tem um ciclo, ou seja, ela é renovável. Mas nós interrompemos esse ciclo, intoxicando essa água e mesmo com tratamentos não são suficientes para deixa-la consumível novamente. Aqui vão outras dicas para você economizar a água:

  1. Utilizar somente o tempo necess√°rio no banho.
  2. Quando escovar os dentes fechar a torneira.
  3. N√£o jogar lixo nas ruas, pois acaba indo para os esgotos que s√£o jogados nos rios.
  4. Reutilizar quando possível a água da chuva.
  5. Arrumar encanamentos com defeitos ou goteiras

A polui√ß√£o √© a introdu√ß√£o direta ou indireta pelo homem de subst√Ęncias ou energia no ambiente que tr√°s consequ√™ncias negativas no seu equil√≠brio, alterando a vida dos seres vivos de um ecossistema. Uma das polui√ß√Ķes √© a do Mon√≥xido de Carbono que √© emitido pelos ve√≠culos a motor e a inala√ß√£o desse g√°s poluente pode provocar problemas de vis√£o, e dificuldade para resolu√ß√£o de problemas e podendo tamb√©m levar a morte por asfixia. A √°gua polu√≠da pode transmitir doen√ßas¬†como a febre tifoide, c√≥lera, disenteria, meningite, hepatites A e B e tamb√©m por contamina√ß√Ķes transportadas por mosquitos como o da Dengue (Aedes Aegypti). A polui√ß√£o do solo, como a Bioacumula√ß√£o do pesticida DDT que foi usado na Segunda Guerra Mundial para proteger soldados de insetos da mal√°ria e do tifo, e ent√£o se tornou popular para combater insetos. Fazendeiros come√ßaram a utiliza-lo contra pestes agr√≠colas, mas ele √© t√≥xico e se degrada lentamente na natureza, fixando-se nos tecidos dos organismos, ou seja, o pesticida jogado na lavoura corre junto com a chuva para o rio, que entra em contato com as plantas aqu√°ticas que peixes se alimentam e que depois os humanos comem e a cada n√≠vel tr√≥fico que passa a acumula√ß√£o dessa toxina aumenta no tecido podendo levar a morte. Mas podemos ficar sossegados, pois j√° foi proibida a utiliza√ß√£o deste pesticida chamado DDT.

Uma das formas para se prevenir da poluição e das doenças são:

  1. Como já dissemos trocar combustíveis fósseis por renováveis.
  2. Não ficar exposto a doses elevadas de monóxido de carbono, como lugares urbanos com intensa movimentação de veículos.
  3. N√£o jogar lixo nas ruas e dar tratamento adequado ao lixo.
  4. Não deixar água acumulada parada e fechar recipientes que contém água.
  5. Sempre se informar sobre subst√Ęncias contidas nos alimentos.

 

¬†E agora que voc√™ j√° sabe tudo sobre consumo consciente e que atitudes prejudicam nosso planeta e a import√Ęncia que tem mobilizarmos as pessoas, s√≥ falta voc√™ colocar em pratica tudo o que aprendeu e dar exemplos a outras pessoas para que possamos ter um planeta melhor!

¬†Ah… E aproveitando, saia desse COMPUTADOR!!! Ajude o nosso planeta tamb√©m economizando energia.

 Assista os vídeos e saiba mais sobre o assunto:

http://www.youtube.com/watch?feature=iv&annotation_id=annotation_40590&v=lGlScy8L4hM&src_vid=ZocGUFfbrYM

e

http://www.youtube.com/watch?v=LIc3C-tjAcM

Fontes: http://br.yahoo.com/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal

http://www.youtube.com/?gl=BR&hl=pt

Caderno do Aluno 2012 ‚Äď Volume 2.

Produzido por: Danka, J√ļlia, Kamilla e Larissa Rocatti, alunas do primeiro ano D, da escola E.E. Culto a Ci√™ncia.

Lixo Espacial – Por 1¬ļ ano D

No espaço existem milhares de estrelas, planetas,  galáxias, asteroides entre outros. Todos esses conduzidos e movidos sem a necessidade ou interferência da mão do homem. E mesmo sem a interferência do homem, na maioria do tempo esses astros não prejudicam a Terra e nem a nós.

Mas com a Ciência e a tecnologia de hoje, o homem quer chegar ao máximo, com isso temos em nossos dias cientistas criando e lançando naves e satélites para o espaço, ficam lá por muito tempo até não servirem ou não ter mais função.

A partir da√≠ entra a parte do lixo espacial, que pode ser composto de detritos de naves, combust√≠veis, lasca de naves e de tinta, sat√©lites desativados, partes de foguetes, objetos met√°licos e at√© mesmo alguma ferramenta perdida pelos astronautas no espa√ßo durante explora√ß√Ķes espaciais. Isso faz n√≥s pensarmos que seja uma pequena quantidade de objetos n√£o utiliz√°veis no espa√ßo, o que √© totalmente o ao contr√°rio, h√° de mais variados tamanhos e quantidade de peso, gramas e toneladas. De acordo com os dados divulgados em 2008 pela NASA, a ag√™ncia espacial americana, foram contabilizados aproximadamente 17.000 destro√ßos acima de 10 cent√≠metros, 200.000 objetos com tamanho entre 1 e 10 cent√≠metros e dezena de milh√Ķes de part√≠culas menores que 1 cm. Essa quantidade tem um efeito, os acidentes que podem ser provocados, de vez em quando aparecem not√≠cias dizendo sobre algum objeto que caiu em algum lugar e veio do espa√ßo, a m√©dia de lixos que reentram na atmosfera terrestre √© 35 por m√™s. Esse √© um n√ļmero e perigo que nem todos entre a sociedade conhecem.

Já foram propostas várias formas para tentar tirar o lixo do espaço e entre elas redes, lasers e fios, mas ainda são simplesmente propostas entre as agências espaciais e seus grupos. Temos que saber que todos os objetos colocados em órbita algum dia voltarão á Terra, assim por enquanto o jeito é tomar cuidado e sempre olhando para cima.

Referencias:

http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/lixo-espacial/satelite-colisao-poluicao-orbita.shtml

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=lixo-espacial-que-ameacou-estacao-espacial-internacional-era-de-satelite-gps&id=010130090313

Grupo:

Mateus Hikari Tanaka

Ricardo Asabino Gallichio Junior

Murilo Massami Takagi

Gabriel Bable Franco    

Trabalho de produ√ß√£o de conte√ļdo para web com alunos do Ensino M√©dio

Durante meu curso de gradu√ß√£o na Unicamp somos “convidados” a fazer est√°gios em escolas da rede p√ļblica de Campinas, onde podemos ter contato e interagir com alunos que possivelmente far√£o parte da nossa realidade profissional.

Este semestre, meu grupo de trabalho está estagiando na Escola Estadual Culto à Ciência, participando das aulas de Biologia com os alunos do Ensino Médio.

Esta escola, apesar de ser refer√™ncia no ensino p√ļblico, apresenta os mesmos desafios de qualquer escola p√ļblica brasileira e muitas vezes os professores se queixam de desinteresse e falta de participa√ß√£o dos alunos nas atividades escolares.

Como parte do nosso trabalho na escola, desenvolvemos uma atividade de produ√ß√£o de conte√ļdo para a blogosfera com os alunos do 1¬ļ ano do Ensino M√©dio D. E vejam s√≥, descobrimos que o Rastro de Carbono est√° presente nas refer√™ncias bibliogr√°ficas utilizadas pelos alunos nas aulas de Biologia!

N√≥s instru√≠mos os alunos em como produzir conte√ļdos para a internet e distribu√≠mos v√°rios temas relacionados ao meio ambiente para que eles pudessem criar √† vontade! Al√©m do texto valer aquele pontinho feliz na nota de Biologia, propusemos publicar o texto do grupo aqui no Rastro de Carbono, para que eles pudessem viver esta experi√™ncia e para que servisse como est√≠mulo para a realiza√ß√£o do trabalho.

Todos os grupos formados na classe entregaram os textos e durante os pr√≥ximos dias apresentarei a voc√™s nossos queridos alunos, que nos deram tanta alegria aceitando participar deste projeto e que com muito carinho produziram novos conte√ļdos para comp√īr essa infinidade de op√ß√Ķes que a interntet proporciona.

O primeiro trabalho que recebemos foi das alunas:

Emily Santos De Faria

Janiscleidy Dos Santos Silva

Nat√°lia Leite Lemes

Rafaela Silva Dias

O tema sorteado por ela foi: Enchentes

Enchentes!

As enchentes são catástrofes ambientais causadas geralmente por chuvas intensas e continuas. São causadas por alto índice pluviométrico, desmatamento, assoreamento do leito dos rios, falta de saneamento básico, falta de consciência da população.

As dificuldades enfrentadas em uma enchente são enormes, casas são alagadas, crianças morrem ou perdem familiares, se não morrem afogadas morrem por doenças que são transmitidas através da agua, animais morrem, as doenças transmitidas são: Amebíase, cólera, febre amarela, hepatite A, malária, poliomielite, salmonelas, teníase, leptospirose, entre outras, contaminação de alimentos.

Como minimizar os problemas das enchentes: Manutenção e prevenção das áreas verdes, criação de novas áreas verdes, evitar jogar lixos nas ruas para não entupir os esgotos das cidades, estimular a educação ambiental desde crianças, evitar a circulação de carros em lugares com alto índice pluviométrico, programar programas de limpeza em bueiros. São pequenas coisas que podem evitar muitas tragédias!

 

Referências:

Fake shower app. Mais uma do Akatu

Vejam s√≥ que novidade interessante o Instituto Akatu trouxe para o Dia Mundial da √Āgua: A app Fake Shower.

O Fake Shower é um aplicativo para iPhone que informa a quantidade de água que desperdiçamos quando abrimos o chuveiro ou a torneira sem necessidade.

Utilizando a intimidade de um casal como exemplo, o software mostra de forma bem humorada como o uso indevido do chuveiro pode levar para o ralo dezenas de litros de √°gua tratada.

Em breve o aplicativo estará disponível na App Store. Enquanto isso, assista ao vídeo de divulgação:

N√£o conhece o trabalho do Akatu? Saiba mais aqui.

Dia da água: O óleo de cozinha

Passei todo o dia da água pensando em algo interessante para postar como resolver meus problemas com a química.

E falando na química e no día mundial da água, você tem ideia do por quê não se deve descartar óleos vegetais na rede de esgoto?

“Rede p√ļblica de √≥leo”

Os √≥leos vegetais que comumente utilizamos em casa s√£o extra√≠dos principalmente de sementes: soja, colza, semente de girassol e etc. Estes √≥leos, por serem menos densos que a √°gua flutuam na sua superf√≠cie formando uma camada transl√ļcida de gordura.

Quando na tubula√ß√£o da rede p√ļblica de esgoto, agrega-se a outros res√≠duos que se encontram no local e pode provocar desde o refluxo de esgoto para dentro das resid√™ncias at√© o entupimento da rede. Sem contar o encarecimento do tratamento de √°gua para que ela possa chegar limpa novamente nas resid√™ncias.

Peixes n√£o fritam coxinhas

Nos rios, o óleo impede que a luz chegue em quantidade satisfatória aos organismos fototróficos (que dependem da luz para obter alimento), impede a troca de gases entre a atmosfera e a água, além de aumentar a quantidade de fósforo e nitrogênio dos rios causando a eutrofização das águas.

Da soja virás, à soja não retornarás

Já no solo, os óleos vegetais podem causar a impermeabilização das raízes e das folhas dificultando as trocas gasosas e a absorção de nutrientes das plantas.

Para onde, manolo?

Para a nossa alegria (hehe), existem milhares de Postos de Entrega Volunt√°ria de √ďleos de Cozinha espalhados pelo pa√≠s, basta se informar na sua cidade. Al√©m disso, condom√≠nios residenciais e grandes empresas tem seus pr√≥prios postos de recolhimento. Normalmente, este √≥leo coletado ser√° utilizado na fabrica√ß√£o de sab√£o caseiro e depois vendido. Conhe√ßo at√© empresas que destinam a renda dos sab√Ķes √† institui√ß√Ķes de caridade locais.

Acomode seu óleo de cozinha usado em garrafas pet 2L e leve até um posto mais próximo!

Aproveitando o assunto, gostaria de compartilhar com vocês este vídeo rápido, muito rápido mesmo do Ideia Sustentável, que mostra uma reação em cadeia provocada pelo descarte incorreto do óleo de cozinha usado.

Solo Amaz√īnico. Uma riqueza por si s√≥ mantida

O Monitoramento feito pelo Boletim do Desmatamento, do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz√īnia) detectou, durante o m√™s de Dezembro de 2011, 40 quiloŐāmetros quadrados de √°rea desmatada na AmazoŐānia Legal. A maior parte do desmatamento est√° em √°reas privadas ou outros tipos de posse, seguidas de assentamentos de reforma agr√°ria, unidades de conserva√ß√£o e terras ind√≠genas.
O solo amaz√īnico √© composto em sua maior parte por minerais argilosos ou mesmo arenosos, caracterizando um solo pobre em mat√©ria org√Ęnica. Toda sua diversidade e beleza √© mantida em virtude de uma fina camada de nutrientes proporcionada pela biomassa da floresta (folhas, galhos e frutos senescentes), aliada a um regime pluviom√©trico favor√°vel e aos microrganismos que habitam o solo.
Os solos desmatados, como os detectados pelo Imazon, perdem rapidamente a mat√©ria org√Ęnica original e seus microrganismos, tornando-se inf√©rtil e deixando produtores locais sem meios para recuperar a fertilidade observada no in√≠cio do cultivo.
H√° importantes estudos brasileiros sobre os impactos ambientais do desmatamento na Amaz√īnia, dentre eles podemos destacar o trabalho de Lira et. al., o qual avaliou os impactos ambientais do uso da terra em √°reas de assentamento. Este estudo levou em considera√ß√£o os processos migrat√≥rios para a regi√£o estudada e os impactos ambientais ocasionados por eles.
Os autores destacam em seu trabalho sistemas de produ√ß√£o inadequados para as condi√ß√Ķes agroecol√≥gicas locais, como o corte e queima (da vegeta√ß√£o prim√°ria e secund√°ria) e a ado√ß√£o da pecu√°ria extensiva em larga escala.
A superexploração dos recursos extrativistas, a ausência de critérios ecológicos e o curto ciclo de utilização da terra, são outras práticas que produzem impactos ambientais negativos, citados por Oliveira (1998) em seu trabalho com os seringueiros do estado do Acre, trabalho também citado por Lira et. al.
Por este motivo, e por tantos outros, ¬†√© importante a produ√ß√£o associada a planejamentos que considerem a manuten√ß√£o dos ecossistemas naturais e tamb√©m a recupera√ß√£o de √°reas degradadas. Estes planejamentos comp√Ķem os Sistemas de Uso da Terra, tamb√©m chamados de SUT.

Os microrganismos, principalmente a ¬†mesofauna, atuam indiretamente na decomposi√ß√£o da mat√©ria org√Ęnica. Jos√© W. de Moraes et. al., em Diferentes Sistemas de Uso da Terra no Alto do Rio Solim√Ķes, ¬†registrou os primeiros dados sobre a riqueza da mesofauna do solo em SUTs de comunidades ribeirinhas da Amaz√īnia Ocidental. Este estudo mostrou que SUTs do tipo ro√ßa parecem manter uma gama de organismos do solo semelhantes ao da floresta prim√°ria, ao passo que o sistema agroflorestal apresenta composi√ß√£o semelhante ao das pastagens.

Outros organismos importantes na manuten√ß√£o da sa√ļde do solo que s√£o perdidos com o desmatamento s√£o os fungos micorr√≠zicos arbusculares (FMAs), os quais garantem uma absor√ß√£o r√°pida dos nutrientes do solo pelas ra√≠zes antes que estes sejam levados pela lixivia√ß√£o. A efici√™ncia destes fungos em sistemas de uso na Amaz√īnia foram analisados por pesquisadores brasileiros, trabalho de Silva, G. A et. al., publicado na Revista Acta Amazonica, no ano de 2009.

Portanto, estudos sobre as melhores formas de utiliza√ß√£o do solo e a√ß√Ķes que valorizam os produtos amaz√īnicos, √© de suma import√Ęncia para manuten√ß√£o dessas √°reas. Auxiliar os produtores locais na escolha do uso da terra e reconhecer os limites da explora√ß√£o dos recursos da regi√£o, permite que o manejo preserve condi√ß√Ķes cruciais encontradas em sistemas naturais e que mant√©m sua diversidade, quando utilizadas corretamente.

Referências bibliográficas e leituras sugeridas:

  1. SILVA, Gl√°ucia Alves e; SIQUEIRA, Jos√© Oswaldo; ST√úRMER, Sidney Luiz. Efici√™ncia de Fungos Micorr√≠zicos Arbusculares Isolados de Solos Sob Diferentes Sistemas de Uso na Regi√£o do Alto Solim√Ķes na Amaz√īnia. Acta Amazonica, v. 39, n. 3, p.477-488, 2009.

  2. MORAES, Jos√© W de et al. Mesofauna do Solo em Diferentes Sistemas de Uso da Terra no Alto Solim√Ķes, AM. Ecology, Behavior And Bionomics: Neotropical Entomology, v. 39, n. 2, p.145-152, abr. 2009.

  3. OLIVEIRA, R. L. Extrativismo e Meio Ambiente: conclus√Ķes de um estudo sobre a rela√ß√£o do seringueiro com o meio ambiente. In: HOMMA, A. K. O. Amaz√īnia: meio ambiente e desenvolvimento agr√≠cola. Bras√≠lia, 1998.

  4. de LIRA, E. M.; Wadt, P. G. S.; GALV√ÉO, A. de S.; RODRIGUES, G. S. Avalia√ß√£o da capacidade de uso da terra e dos impactos ambientais em √°reas de assentamento da Amaz√īnia ocidental. Revista de Biologia e Ci√™ncias da Terra, v. 6, n. 2, 2006.