Nature Climate Podcast

Não, não! O Rastro de Carbono ainda não tem um podcast próprio – e, como eu tenho respeito aos meus leitores, vou poupá-los da minha voz fina por muitos anos, ainda!
O podcast em questão é uma recomendação que faço. Se o inglês anda bem, não deixe de ouvir o primeiro podcast da “Nature Reports Climate Change“.
Neste episódio:
+ Comentários de Tim Lenton sobre seu último texto.
+ Stefan Rahmstorf, Michael Oppenheimer and Gavin Schmidt opinam sobre os futuros passos do IPCC após a publicação do 4º Relatório (disponível para download, em inglês).
+ Emma Marris fala sobre o “escalator effect” e espécies que vivem em montanhas.
+ Expeculações sobre a COP-13.
Aproveite e assine o blog deles, que também é sensacional!

Últimas Notícias

Alguns links com notícias interessantes dos últimos meses.
1) ESTUDOS EM AVALIAÇÃO DE IMPACTOS DO CICLO DE VIDA E IMPACTOS AMBIENTAIS
2) DEMOCRATIZAÇÃO DO CONHECIMENTO EM PRÓL DO MEIO AMBIENTE
3) CORES ECONÔMICAS
4) WORLD METEOROLOGICAL ORGANIZATION E O BOLETIM DE GASES DO EFEITO ESTUFA
5) COM PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO, BRASIL PODE VIRAR POTÊNCIA EM ENERGIA RENOVÁVEL
6) AEROSSÓIS E NUVENS
 
1) ESTUDOS EM AVALIAÇÃO DE IMPACTOS DO CICLO DE VIDA E IMPACTOS AMBIENTAIS.
Avaliação de Impactos do Ciclo de Vida (AICV), com análises de diferentes métodos e a conscientização do setor industrial sobre a importância da decisão de avaliação dos impactos ambientais da produção são os objetivos da tese de doutorado de Danielle Maia.

“poucas indústrias dão atenção à forma como sua produção interfere no meio ambiente e aos impactos ambientais gerados. Com os estudos em AICV, torna-se possível realizar uma análise da cadeia produtiva e, conseqüentemente, uma melhor escolha de matérias-primas e fontes energéticas, além de uma minimização mais eficiente de emissões e resíduos gerados”

Saiba mais aqui.
2) DEMOCRATIZAÇÃO DO CONHECIMENTO EM PRÓL DO MEIO AMBIENTE
Em pesquisa realizada com a população do entorno da Reserva Ducke, no Amazônas, o substantivo “coisa” foi citado diversas vezes quando os moradores tentavam definir “meio ambiente”. De acordo com Genoveva Chagas de Azevedo, autora do estudo, a utilização de “coisa” no discurso dos moradores pode significar que, para eles, o conceito de meio ambiente ainda é algo muito abstrato. No entanto, a pesquisa mostra que a população tem vontade de conhecer mais sobre a Reserva. A autora do estudo recomenda que se elabore uma cartilha com linguagem acessível, a fim de traduzir o conhecimento científico para os moradores, sensibilizando-os para auxiliar a instituição a manter a Reserva protegida.
Saiba mais aqui.
3) CORES ECONÔMICAS
Estudo de Kelen Almeida Dornelles analisou as tonalidades de cores aplicadas com mais freqüência em fachadas de edifícios no Brasil para verificar as diferenças em absorção de calor proveniente da luz solar. Dependendo da cor da tinta aplicada, pode-se minimizar a necessidade de refrigeração artificial, economizando energia elétrica e diminuindo emissões de carbono equivalentes associadas a transmissão e geração de energia elétrica.
Saiba mais:
Agência FAPESP
Artigo Kelen Dornelles (em pdf)
4) WORLD METEOROLOGICAL ORGANIZATION E O BOLETIM DE GASES DO EFEITO ESTUFA
O World Meteorological Organization (WMO) publicou recentemente os dados das médias globais de concentração de CO2 na atmosfera. Os resultados são surpreendentes, mas esperados. Em 2006 a média global bateu todos os records antes registrados, ou seja, 381,2 partes por milhão, 0,53% maior que em 2005, cuja média foi 379,2.
Confira o boletim na íntegra aqui. (pdf em inglês)
5) COM PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO, BRASIL PODE VIRAR POTÊNCIA EM ENERGIA RENOVÁVEL
Para José Walter Bautista Vidal, idealizador do Pró-Álcool em 1975, o Brasil está destinado a se tornar a maior potência em energia renovável. Mas, para isso, será preciso proteger o pequeno produtor e criar uma empresa de economia mista dedicada exclusivamente à bioenergia.
Lembrando que planejamento estratégico para impedir o desmatamento desnecessário de áreas protegidas e incentivo a produção de alimentos não devem ser deixados de lado.
Saiba mais aqui.
6) AEROSSÓIS E NUVENS
A influência dos aerossóis na formação de nuvens e sua conseqüente relação com o clima da Terra é uma das principais questões a serem resolvidas pelos cientistas para compreender as mudanças climáticas.
Saiba mais aqui.

O Brasil em Bali

Há um tempo atrás, postei aqui no blog que esperava uma notícia sobre a posição do Brasil na 13ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 13), que ocorrerá em Bali, entre os dias 3 e 14 de dezembro (aqui).
Na COP 13, o Brasil teria, ao meu entender, duas opções: ou voltaria a ser protagonista importante nas decisões ambientais futuras, defendendo e adotando posições firmes frente ao problema do aquecimento global ou, continuaria desenvolvendo o mesmo papel de coadjuvante dos últimos anos.
Hoje li uma notícia no Agência CT (link aqui) que confirmou minhas suspeitas mais temerosas. O coordenador geral de Mudança Global do Clima do Ministério da Ciência e Tecnologia, José Domingos Miguez, disse que “Há um impasse muito grande quanto ao futuro do Protocolo, então a Organização das Nações Unidas (ONU) estabelece um processo de negociação para tentar encontrar uma saída favorável”. Trocando em miúdos, que a COP 13 não deve decidir tão cedo as propostas para pós-2012 (o que não significa “não discutir”).
Em audiência pública, a Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas que se reuniu dia 21 de novembro, debateu quais as posições do Brasil quanto a três temas: o Protocolo de Quioto, projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e a posição do País quanto a metas de redução nas emissões de Gases do Efeito Estufa (GEEs). O que ficou decidido foi o seguinte:
1) Sobre o Protocolo de Quioto: O Brasil defende as negociações pós-2012, embora entenda que esta rodada de negociações não finalizará as discussões, e sugere o aprofundamento das metas para os países Anexo I, ou seja, defende que os países do Anexo I aumentem ainda mais suas metas de redução.
2) Sobre os projetos MDL: Os países não anexo I continuam ajudando os países anexo I a cumprirem suas metas de redução, via projetos MDL. A contrapartida dos projetos MDL é que os países Anexo I que comprarem Reduções Certificadas de Carbono dos países não anexo I incentivem as ações de mitigação nestes países em desenvolvimento, investindo, por exemplo, em desenvolvimento de tecnologias limpas.
3) A posição do País quanto a metas de redução nas emissões de GEEs: Miguez diz que o Brasil tem uma matriz energética limpa, o que torna mais difícil a elaboração projetos de redução da emissão de GEEs e, em relação às metas, lembra a necessidade que o Brasil tem em crescer. Isto significa dizer que metas podem criar obstáculos para o desenvolvimento da nação (Onde eu ouvi isso? Ah! O Bush que disse em relação aos EUA!).
O que isso significa? Ao meu ver, significa que o Brasil tem uma posição muito frágil no cenário internacional e deve ficar com o papel secundário no cenário global de negociações climáticas.
Significa que o Brasil vai ficar impondo aos países desenvolvidos o velho discurso do “você que poluiu, você que limpe”, embora discurse o “princípio da responsabilidade comum, mas diferenciada”
Significa que o Brasil vai deixar de lado os problemas internos (desmatamento, biocombustíveis, queimada de canaviais para colheita, metano proveniente de hidrelétricas e poluição de água e ar), uma vez que não se tem notícias da abordagem destes temas.
Miguez ainda aproveitou o ensejo para alertar o poder legislativo quanto as leis nacionais de redução de metas internas, como o Projeto de Lei 19/07, da Câmara dos Deputados, que define como objetivo nacional a redução em 4%, até 2012, das emissões brasileiras de gases responsáveis pelo efeito estufa. Afinal, isso criaria uma incompatibilidade de leis, indo de encontro a uma posição que o Brasil defende internacionalmente.
Mudam-se as leis nacionais ou muda-se o posicionamento do Brasil no âmbito mundial?
Saiba mais:
+ A reportagem completa do Agência CT
+ Os países que ratificaram o Protocolo de Kyoto
+ Link para o texto do Protocolo de Kyoto
+ Sobre a 13 COP (em inglês)

E a falta de planejamento…

Tenho recentemente repensado muito do que já defendi aqui neste blog. Acho que mudanças de paradigmas são importantes e são elas que nos fazem progredir. Tenho que tais momentos são de tamanha importância, que devem ser aproveitados ao máximo e saboreados para que ganhem cada vez mais consistência e coerência. Só então virão as publicações com a nova linha de visão.
Enquanto as publicações não vem, vou dando dicas de minha nova linha de raciocínio. Comecei com os textos do Leonardo Boff e hoje mando um áudio (Será que vai dar certo?) do Sérgio Abranches, que é comentarista da Rádio CBN. Vou tentar colocar o link do áudio sobre o nome da matéria, que é “Outra notícia suja o álcool brasileiro no mercado internacional“.
Se não funcionar, entre no site da Rádio CBN e, na coluna da esquerda, chamada “comentaristas”, clique sobre o nome do Sérgio Abranches. Depois disso é só clicar sobre o nome da matéria e ouvi-la.

A força da conscientização

Mais um texto do Leonardo Boff para causar polêmica ou quem sabe, indignação, esperança e porque não dizer fé (em o que quer que seja – ciência, religião, governos ou mesmo no Grenaldo)

Durante o 6o Encontro de Fé e Política tive o privilegio de realizar uma reflexão técnica sobre o tema aquecimento global. Ai encontrei um jovem agricultor chamado Grenaldo Pinto, de Vermelho Novo, Minas Gerais. No dia seguinte à plenária, abordou-me Grenaldo: “Prof., eu preciso fazer alguma coisa na minha cidade para evitar o aquecimento global. O Sr. poderia mandar um CD com a sua apresentação para o padre da Paróquia de Vermelho Novo, a fim de que eu e ele possamos começar um trabalho de conscientização na comunidade?” E antes que eu respondesse esclareceu: “Professor, eu trabalho na enxada e devo precisar de cerca de dez dias do meu trabalho para pagar um CD deste…”.
Após esse dialogo, eu que sempre tive confiança que a humanidade seria capaz de vencer o grande desafio do aquecimento global, passei a ter convicção. Refleti ainda sobre o nosso grande equivoco quando afirmamos que as mudanças climáticas foram causadas pela ação antrópica, ou seja, pela ação humana. Quanta injustiça para com o Grenaldo! As mudanças climáticas foram causadas por uma pequena parcela tão bem definidas por Ghandi:”A Terra tem o suficiente para o sustento de todos, mas não tem para a ganância de uns poucos.” Mas, ao contrário, serão as ações antrópicas, de cidadãos engajados como Grenaldo que irão trazer a solução.
Leonardo Boff – Mudanças climáticas e a Igreja da esperança

Fica claro que exite mudança no estilo de vida quando existe conscientização. Que é possível alterar a situação que parece sem saída com ações pequenas mas tão significativas. Que venham outros Grenaldos por aí!

Presidente Lula homenageia brasileiros membros do IPCC

O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FMBC) reúne-se na tarde de hoje, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva presidirá a reunião, que contará com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende.
No encontro será prestada uma homenagem aos membros brasileiros do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, sigla em inglês), e realizado um balanço das ações do FBMC no ano de 2007.
O IPCC – juntamente com o ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore – ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2007. Este prêmio também foi comemorado pela comunidade científica nacional, uma vez que, entre os cerca de 600 autores que assinam os relatórios do IPCC, 61 são brasileiros, entre os quais estão diversos pesquisadores.
Entre esses brasileiros, destacam-se o Coordenador Geral de Mudança Global do Clima, José Domingos Miguez, e os assessores técnicos Branca Americano, Mauro Santos, e Newton Parcionik (diretor do inventário nacional), os pesquisadores Carlos Nobre, Diógenes Sala Alves, José Marengo e Volker Kirchoff, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Niro Higuchi e Philip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Jefferson Cardia Simões, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e representante do Proantar e Carlos Clemente Cerri, do CENA/USP.
Saiba mais:
Agência CT

Textos Leonardo Boff

Para espantar as aranhas que aqui criaram teias e movimentar o blog, reiniciarei, após um período de intenso aprendizado e mudanças de paradigmas com um trecho de um texto do Leonardo Boff.

Evo Morales “denuncia sem rodeios: ‘a doença da Terra chama-se modelo de desenvolvimento capitalista’ que permite a perversidade de ‘três famílias possuírem ingressos superiores ao PIB dos 48 paises mais pobres’ e que faz com que ‘os Estados Unidos e a Europa consumam em média 8,4 vezes mais do que a média mundial’. E fez uma ponderação sábia e de graves conseqüências: ‘perante esta situação, nós, os povos indígenas e os habitantes humildes e honestos deste Planeta, acreditamos que chegou a hora de fazer uma parada para reencontrarmos as nossas raízes com respeito à Mãe Terra, com a Pachamama como a chamamos nos Andes’. 
O alarme ecológico provocado pelo aquecimento global já iniciado deve produzir este primeiro efeito: fazermos uma parada para repensarmos o caminho até agora andado e criarmos novos padrões que nos permitam continuar juntos e vivos neste pequeno planeta. Temos, sim, que reencontrar nossas raízes terrenais. Urge que reconquistemos a consciência de que homem vem de humus (terra fecunda) e que Adão vem de Adamah (terra fértil). Somos Terra que sente, pensa, ama e venera. E agora, devido a um percurso civilizatório de alto risco, montado sobre a ilimitada exploração de todos os recursos da Terra e da vontade desenfreada de dominação sobre a natureza e sobre os outros, chegamos a um ponto crítico em que a sobrevivência humana corre perigo.”
Mundo – Retirada sustentável, por Leonardo Boff


Precisamos de índios lecionando ecologia nas nossas escolas cheias de brancos, que se esqueceram da nossa ligação com a terra!
Precisamos nos reconectar com nossa origem. E a reconexão não necessariamente inclui deixar de lado certos comodismos a que estamos acostumados. Mas necessariamente inclui repensar nosso padrão de consumo desenfreado. Inclui começarmos a usar as novas tecnologias existentes (reutilização de óleo de cozinha como biocombustível, fontes alternativas de geração de energia elétrica, uso de biogás proveniente de aterros sanitários, etc.). Inclui substituirmos velhos hábitos insustentáveis para o Planeta (carros menores e mais econômicos, uso de sacolas permanentes, ao contrário das sacolas plásticas, uso de embalagens retornáveis frente às embalagens descartáveis, entre milhares de outras).
Mudanças absolutamente simples de estilo de vida que fazem aos poucos a reconexão com a nossa terra!

Lições aprendidas na dor V

Por favor, me corrijam se eu estiver errada:
Ainda não vi nenhuma discussão sobre o que o Brasil vai levantar como pauta de discussão em Bali, na Indonésia, mês que vem…
+ Qual a postura que adotaremos?
+ Qual a intenção pós-Kyoto?
+ Quais as metas de redução de desmatamento a que o Brasil vai se impor?
+ O Brasil vai continuar atuando como coadjuvante na história, ou vai voltar a ser protagonista importante nas discussões ambientais internacionais?
+ O Brasil vai pra Bali só pra criticar e impor responsabilidades aos países do Anexo I ou vai se impor responsabilidades, já que é um dos países não-Anexo I com altos índices de emissões (ao lado da China e da Índia)?
+ Como serão tratados os assuntos DESMATAMENTO e BIOCOMBUSTÍVEIS?

Lições aprendidas na dor IV

Do mesmo jeito que simplificamos certas áreas do conhecimento, é de se esperar que simplifiquem a nossa. Quando lidamos com equipes multidisciplinares, é importante que os conhecimentos sejam passados de forma “democrática”, porém não “simplista”. Não fazer isso causa desentendimentos do tipo: “A engenharia genética já desenvolveu espécies que sobrevivam a aumentos de temperatura de até 3ºC” (como se já tivessemos sequenciado o gene do milagre).
Outro problema comum, entre os CIENTISTAS e os ECONOMISTAS é a ausência de “precificação” de certas coisas. Quanto vale (em cifras) a biodiversidade da Amazônia? Quanto custa (em cifras) a manutenção de resevas indígenas?
A ausência de preço (obviamente compreensível) em alguns “produtos” pode trazer sérios problemas, ou seja, pode haver a supervalorização, a subvalorização ou a não-valoração de processos importantíssimos. Aí podemos cair no erro de achar que, com o preço alto da soja e da cana-de-açúcar, ECONOMICAMENTE é melhor derrubar a floresta Amazônica e plantar monoculturas. Cuidado ao conversar com profissionais de outras áreas!

Lições aprendidas na dor III

Embora o Brasil esteja propagandeando sobre o uso de álcool como combustível renovável para movimentação de veículos e a produção de cana-de-açúcar tenha aumentando substancialmente nas últimas safras NÃO HÁ NENHUMA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO ESTRATÉGICO para esta produção.
Embora haja uma área sem fim que pode ser destinada para plantação de cana-de-açúcar e outros insumos – área esta de pastagem inutilizada no momento, NÃO HÁ NENHUMA POLÍTICA OU FISCALIZAÇÃO QUE IMPEÇA O CRESCIMENTO DA CULTURA NAS MARGENS DA AMAZÔNIA, o que deve causar desmatamento e queimadas.

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