Na Ciência 21/Jun Р27/Jun/2007

O que houve de interessante nas publica√ß√Ķes cient√≠ficas da semana de 21/Jun a 27/Jun de 2007
1) Florestas Tropicais Intactas s√£o importantes sumidouros de carbono.
2) Novo método para produção de biocombustível.
3) O ciclo do nitrog√™nio e a recupera√ß√£o da floresta amaz√īnica.
4) Saturação do sumidouro de carbono no Oceano Setentrional.
5) Medi√ß√Ķes do n√≠vel do mar realizadas no Brasil est√£o sendo refer√™ncia para os estudos relacionados √†s mudan√ßas clim√°ticas.
6) Opini√£o.
1) Florestas Tropicais Intactas s√£o importantes sumidouros de carbono.
Amostras coletadas em 12 locais distintos da Terra nos √ļltimos 27 anos estimam que as florestas temperadas do hemisf√©rio norte retenham cerca de 1,5 bilh√Ķes de toneladas de carbono por ano (contra uma m√©dia de 2,4 bi ton C/ano comparados com modelos te√≥ricos computacionais) enquanto as florestas tropicais sejam respons√°veis pela emiss√£o (devido a desmatamentos e queimadas) de 100 mi ton C/ano, contra o valor de 1,8 bi ton C/ano de emiss√£o considerados anteriormente. Stephens, et al. (Science vol. 316, n¬ļ5832) acreditam que os modelos te√≥ricos atuais subestimam significativamente a quantidade de CO2 fixada pelo hemisf√©rio sul, ao mesmo tempo que superestimam a reten√ß√£o nas florestas temperadas do norte.
Saiba mais em:
Stephens, et al. (Science vol. 316, n¬ļ5832)
Revista FAPESP
Ciência Hoje
Se os resultados de Stephens et al. estiverem corretos, h√° possibilidade de o invent√°rio de emiss√Ķes brasileiro superestimar a quantidade de carbono emitida por uso da terra ou mudan√ßas no uso da terra, que, segundo o Professor Joly (UNICAMP) corresponde a 75% das emiss√Ķes totais do Brasil.
2) Novo método para produção de biocombustível.
Derivado da frutose, o DMF (2,5 dimetilfurano) pode ser produzido a partir de biomassa. Dumesic et al. diz que o composto √© mais vantajoso que o etanol por ser menos vol√°til, ter uma densidade energ√©tica 40% mais alta e n√£o ser sol√ļvel em √°gua.
O engenheiro mec√Ęnico Luiz Horta Nogueira, professor da Unifei (Itajub√°) e consultor da ONU na √°rea de biocombust√≠veis ressalta que ainda √© necess√°rio saber se o DMF ter√° uma efici√™ncia energ√©tica mais alta que a do etanol, com um baixo impacto ambiental, produtividade e custo baixo.
Saiba mais em:
Rom√°n-Leshkov et al. (Nature 447)
Revista FAPESP
Ciência Hoje
3) O ciclo do nitrog√™nio e a recupera√ß√£o da floresta amaz√īnica.
Areas abandonadas ap√≥s o uso pela agricultura precisam de pelo menos 70 anos para recuperar o ciclo original do nitrog√™nio e voltar a crescer √© o que diz o estudo organizado por cientistas do Brasil e dos EUA. Acredita-se que 30% – 50% da √°rea desmatada da Amaz√īnia deixou de ser explorada e est√° em algum ponto do est√°gio secund√°rio de sucess√£o. Em dois munic√≠pios do Par√° foram estudados 12 lotes de mil m2 que haviam sido abandonados h√° 3, 6, 10, 20 40 e 70 anos, al√©m de lotes de mata nativa. Nos lotes de 70 anos o ciclo do nitrog√™nio j√° era semelhante, mas n√£o igual ao da floresta original.
Saiba mais em:
Davidson et al., Nature 447
Revista FAPESP
4) Saturação do sumidouro de carbono no Oceano Setentrional.
Le Quéré et al., mostram que o sumidouro do Oceano Setentrional parou de crescer, o que significa uma saturação do sistema.
Saiba mais em:
Le Quéré et al., Science 316:5832
5) Medi√ß√Ķes do n√≠vel do mar realizadas no Brasil est√£o sendo refer√™ncia para os estudos relacionados √†s mudan√ßas clim√°ticas.
Saiba mais em:
IBGE
6) Opini√£o:
All the King’s men, Nature 447
Taking Science Out of the Box–Foresight Recast, Science 316:5832
Reassessing Carbon Sinks, Science 316:5832

Aquecedor solar carbono-free!

Sugest√Ķes inteligentes para uma vida carbono-free.
Com um mecanismos extremamente simples e inteligente √© poss√≠vel utilizar garrafas PET e caixinhas Tetra Pak para fazer um aquecedor de √°gua solar. Existe at√© um manual de como fazer e como instalar o aquecedor. Clique aqui para obter mais informa√ß√Ķes.

Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL)

Muito se fala sobre projetos MDL. Mas o que s√£o eles afinal?
O Protocolo de Kyoto estabeleceu mecanismos flex√≠veis para que as Partes Anexo I possam atingir suas metas de redu√ß√£o das emiss√Ķes. Estes mecanismos t√™m como caracteristica serem implementados al√©m das fronteiras nacionais. Sao eles, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), a Implementa√ß√£o Conjunta e o Com√©rcio de Emiss√Ķes (todos regulados pelos Acordos de Marraqueche). Dentre estes mecanismos, o MDL √© o √ļnico que permite a participa√ß√£o das Partes n√£o-Anexo I, como o Brasil (Ver Artigo 12 do Protocolo de Kyoto).
A proposta √© que as Partes n√£o-Anexo I sejam assistidas atrav√©s da implementa√ß√£o de atividades sustent√°veis, contibuindo para a mitiga√ß√£o dos GEE. Estes projetos s√£o relacionados a investimentos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias limpas e eficientes, racionaliza√ß√£o de energia, utiliza√ß√£o de fontes de energias renov√°veis, projetos de reflorestamento, instala√ß√£o de pain√©is solares em propriedade rural, etc. Podem participar todos as Partes n√£o-Anexo I que tenham ratificado o Protocolo de Kyoto e que estejam em dia com as suas obriga√ß√Ķes junto √† Conven√ß√£o-Quadro das Na√ß√Ķes Unidas sobre Mudan√ßas Clim√°ticas.
Podem participar todas as Partes que ratificaram o Protocolo de Kyoto, assim como entidades p√ļblicas e privadas, devidamente autorizadas, localizadas nestas partes. Toda redu√ß√£o, medida em tonelada m√©trica de CO2, revertem-se em Redu√ß√Ķes Certificadas de Emiss√Ķes (RCEs), que podem ser utilizadas pelas Partes Anexo I para atingirem suas pr√≥prias metas de redu√ß√£o, com a vantagem de ter um custo extremamente baixo. As RCEs tamb√©m podem ser comercializadas, com grande expectativa de valoriza√ß√£o e tomada de lucros (uma vez que a procura tende a aumentar) ou podem ser obtidas com objetivo meramente ambiental, sem objetivo de revenda.
Todos os projetos devem ser redigidos e documentados frente aos √≥rg√£os certificadores nacionais e internacionais, com descri√ß√£o da metodologia, justificativa para as atividades, relat√≥rios de impactos ambientais, informa√ß√Ķes quanto a financiamentos. Todas as informa√ß√Ķes de como submeter um projeto de MDL, assim como um hist√≥rico de todos os projetos j√° realizados no Brasil podem ser encontradas no site do Minist√©rio da Ci√™ncia e Tecnologia.
Saiba mais em:
UNFCCC (em inglês)
Ministério da Ciência e Tecnologia
Chicago Climate Exchange
Novidades

D√ļvidas comuns

O que √© o efeito estufa? Todo aumento na emiss√£o de CO2 aumenta a temperatura na Terra? O clima est√° em constante mudan√ßa, como vemos ao longo das eras geol√≥gicas. Este aquecimento n√£o √© parte destas mudan√ßas naturais? Tire algumas d√ļvidas aqui!
O que é o efeito estufa?
O efeito estufa √© um processo natural causado pela propriedade que alguns gases presentes na atmosfera (CO2, CH4, √≥xidos de nitrog√™nio e vapor d’√°gua, principalmente) t√™m de absorver a radia√ß√£o do Sol e emiti-las em forma de calor para a superf√≠cie terrestre. Este efeito natural assegura que a temperatura m√©dia da superf√≠cie terrestre seja por volta de 33¬ļC(o que √© o mesmo que dizer que a aus√™ncia destes gases deixaria a superf√≠cie terrestre 33¬ļC mais baixa).
Então, qual é o problema? O problema é quando a concentração atmosférica destes gases aumenta absurdamente, o que, segundo cientistas ligados ao IPCC(Intergovernment Panel on Climate Change), pode ser um fator determinante para o aquecimento global.
Por indica√ß√Ķes indiretas, como an√°lise dos an√©is no xilema (lenho) de algumas √°rvores e an√°lises de camadas de gelo Ant√°rticas √© poss√≠vel acompanhar a concentra√ß√£o destes gases na atmosfera ao longo de v√°rios anos. Estima-se que o aquecimento registrado no final do s√©culo passado (0,6¬ļC +/- 0,2¬ļC – IPCC 2001) √© sem precedentes, pelo menos nos √ļltimos 1000 anos.

Todo aumento na emiss√£o de CO2 aumenta a temperatura na Terra?
Não. Por quê? Porque temos os chamados sumidouros de CO2. São eles: o solo, os oceanos e as florestas. O solo e os oceanos tendem a aumentar a quantidade de carbono retido naturalmente e as florestas retém o CO2 aumentando a taxa de fotossíntese, aumentado consequentemente o carbono retido.
Apesar disso, os sumidouros têm um limite e isso (entre outras variáveis) faz com que haja aumento na concentração de CO2 atmosférico. Quando isso ocorre, pode haver um aumento na temperatura média do planeta (vide relatórios do IPCC).
O clima está em constante mudança, como vemos ao longo das eras geológicas. Este aquecimento não é parte destas mudanças naturais?
O clima sempre esteve em constante mudan√ßa no nosso planeta. O aquecimento, segundo alguns cientistas, pode sim ser um fen√īmeno relacionado a estas mudan√ßas. Segundo outros cientistas, o aquecimento que temos verificado nos √ļltimos 100 anos est√° ocorrendo de forma mais veloz do que os aquecimentos verificados anteriormente nos per√≠odos geol√≥gicos (vide relat√≥rios do IPCC ) de novo.
H√° ind√≠cios de que atividades humanas estejam relacionadas ao aumento da concentra√ß√£o de gases do efeito estufa (GEE) na atmosfera. Durante o per√≠odo entre 1970 e 2004 estima-se houve um aumento de 145% da emiss√£o de GEE vindo do setor energ√©tico, 120% de transporte, 65% de ind√ļstria, 40% de uso da terra, mudan√ßa de uso da terra e processos de desmatamento. Estima-se que, em 2004, 77% das emiss√Ķes de GEE tiveram causa antropog√™nica (Summary for Policymakers – Working Group III – IPCC 2007).


Mais d√ļvidas? Escrevas suas perguntas no campo coment√°rios que tentarei respond√™-las em breve!

O Brasil e o Protocolo de Kyoto

Antes mesmo da exist√™ncia do Protocolo de Kyoto, o Brasil, assim como as demais partes da Conven√ß√£o-Quadro das Na√ß√Ķes Unidas sobre Mudan√ßas do Clima, teve o direito – assegurado pelo Mandato de Berlim – de enviar propostas para a reda√ß√£o do referido Protocolo.
As propostas enviadas pelo Brasil podem ser baixadas através do site do Ministério da Ciência e Tecnologia. Todas as propostas enviadas foram analisadas pela Convenção para que o melhor texto pudesse ser produzido.
O Brasil assinou o Protocolo de Kyoto em 29 de Abril de 1998, por√©m a Assembl√©ia Legislativa aprovou o texto do Protocolo apenas em 20 de Julho de 2002, sob o Decreto Legislativo n¬ļ 144 de 2002. Sendo assim, a ratifica√ß√£o do Protocolo de Kyoto pelo Brasil foi feita somente em 23 de Agosto de 2002.
Como parte dos pa√≠ses N√£o-Anexo I, o Brasil pode participar atrav√©s de projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) podendo gerar recursos com a venda de “cr√©ditos de carbono”, que por sua vez, podem ser utilizados em investimentos de tecnologia limpa, com o intuito de diminuir as emiss√Ķes de GEE.
O Governo Federal possui programas como “Ci√™ncia, Tecnologia e Inova√ß√£o para a Natureza e Clima” respons√°vel por pesquisa e desenvolvimento sobre mudan√ßa global do clima e “Gest√£o da Pol√≠tica de Ci√™ncia, Tecnologia e Inova√ß√£o” respons√°vel pela realiza√ß√£o do invent√°rio nacional das emiss√Ķes, bem como pela gest√£o das pesquisas e operacionaliza√ß√£o dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo. Estes programas, ainda em fase inicial, buscam parcerias com institui√ß√Ķes nacionais de pesquisa para gerar informa√ß√Ķes corretas sobre as emiss√Ķes brasileiras, assim como tecnologias e metodologias para o acompanhamento destas emiss√Ķes.

Agenda

O que: 13¬™ Confer√™ncia do Clima das Na√ß√Ķes Unidas
Onde: Bali, na Indonésia
Quando: Dezembro/2007
Pauta da reuni√£o: Definir datas e medidas para o acordo que substituir√° o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

Menos combustível

Algumas dicas podem ser seguidas para diminuir o consumo de combustíveis pelos carros. Estas iniciativas individuais fazem bem para o bolso e diminuem a quantidade de gases do efeito estufa (GEE) liberado pelo seu carro!
Peso – Tire os itens desnecess√°rios de dentro do carro. Aqueles pap√©is do trabalho, o material escolar das crian√ßas, o saco de carv√£o do √ļltimo churrasco. Deixe no carro apenas o que ser√° usado naquela determinada viagem.
Rack e Bagageiro Рnão mantenha o bagageiro ou o rack se você não estiver usando. Qualquer aumento na resistência do ar, aumenta o consumo de combustível. Isto sem considerar o peso.

Press√£o dos pneus
– certifique-se da press√£o dos pneus constantemente. Os pneus t√™m uma perda natural de 1 psi a cada 30 dias. Cada 6 psi a menos pode representar um aumento de consumo de pelo menos 1,5%. A Ag√™ncia de Prote√ß√£o Ambiental dos EUA (EPA – Environmental Protection Agency) mostra que rodar com pneus a 20 psi ou menos pode custar meio quil√īmetro por litro.
Manutenção Рa manutenção correta do seu veículo melhora a performance e aumenta os limites de consumo de combustível.
Abastecimento Рevite andar com o tanque muito cheio, diminuindo as perdas por evaporação e a emissão de gases tóxicos.
Mais informação
Act On CO2 (site em inglês)

O Protocolo de Quioto (Kyoto Protocol)

Feito sob condi√ß√Ķes da Conven√ß√£o-Quadro das Na√ß√Ķes Unidas sobre Mudan√ßas Clim√°ticas (UNFCCC, sigla em ingl√™s), os pa√≠ses signat√°rios do Protocolo de Quioto concordam em reduzir suas emiss√Ķes de g√°s carb√īnico e outros cinco gases do efeito estufa (GEE) atrav√©s de pol√≠ticas p√ļblicas pr√≥prias ou atrav√©s da comercializa√ß√£o de “cr√©ditos de carbono” com outros pa√≠ses signat√°rios.
O Protocolo de Quioto √© portanto, um tratado internacional sobre mudan√ßas clim√°ticas. Sua cria√ß√£o foi discutida de 1994 at√© 1997, quando foi finalmente finalizado. At√© dezembro de 2006, 169 pa√≠ses ou outras entidades governamentais (ditos partes da Conven√ß√£o) tinham ratificado o acordo. O Protocolo de Quioto s√≥ entrou em vigor depois que 55 partes da Conven√ß√£o, que contabilizavam no total 55% das emiss√Ķes totais de g√°s carb√īnico (CO2) em rela√ß√£o ao n√≠vel medido em 1990, tivessem ratificado o acordo. O Protocolo de Quioto entrou em vigor 90 dias ap√≥s a R√ļssia ter assinado o acordo, ou seja, em fevereiro de 2005.
PRINC√ćPIOS:
O Protocolo de Quioto √© legalmente aceito por governos signat√°rios e √© governado por legisla√ß√£o global atrav√©s da Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas (ONU);
As partes da Conven√ß√£o s√£o divididas em duas categorias: 1) pa√≠ses desenvolvidos (chamados Anexo I), que aceitaram as redu√ß√Ķes obrigat√≥rias de emiss√£o de GEE e aceitaram produzir um relat√≥rio anual sobre suas emiss√Ķes e 2) pa√≠ses em desenvolvimento (chamados N√£o-Anexo I) que n√£o s√£o obrigados a reduzir emiss√Ķes mas podem participar por meio de Projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), nos quais podem reduzir suas emiss√Ķes e vender cr√©ditos de carbono em bolsas de valores especializadas;
Os pa√≠ses do Anexo I que n√£o cumprirem o acordo durante o primeiro per√≠odo (2008 – 2012) ter√£o como pena um aumento nas redu√ß√Ķes futuramente estipuladas para o segundo per√≠odo;
Entre 2008 e 2012, os pa√≠ses do Anexo I ter√£o que, coletivamente, reduzir suas emiss√Ķes em 5,2% quanto √†s emiss√Ķes registradas em 1990. Individualmente, as emiss√Ķes podem variar de uma redu√ß√£o de 8%, at√© um aumento de 10%. O prazo para o cumprimento das metas √© 2013;
O Protocolo de Quioto inclui mecanismos flex√≠veis que permitem aos pa√≠ses do Anexo I cumprir suas metas comprando redu√ß√Ķes de GEE de outros lugares, atrav√©s de Projetos de MDL (de partes N√£o-Anexo I) ou projetos de Implementa√ß√£o Conjunta (de partes Anexo I);
Apenas org√£os certificados pela ONU podem negociar cr√©ditos de carbono, significando, na pr√°tica, que pa√≠ses do N√£o-Anexo I n√£o t√™m obriga√ß√Ķes de redu√ß√£o, mas podem receber cr√©ditos de carbono que podem ser vendidos aos pa√≠ses do Anexo I;
ANEXO I CONCORDOU EM ELABORAR E IMPLEMENTAR MEDIDAS COMO:
O aumento da eficiência energética em setores relevantes da economia nacional;
A proteção e o aumento de sumidouros e reservatórios de gases de efeito estufa, a promoção de práticas sustentáveis de manejo florestal, florestamento e reflorestamento;
A promoção de formas sustentáveis de agricultura;
A pesquisa, a promo√ß√£o, o desenvolvimento e o aumento do uso de formas novas e renov√°veis de energia, de tecnologias de seq√ľestro de di√≥xido de carbono e de tecnologias ambientalmente seguras, que sejam avan√ßadas e inovadoras;
A redu√ß√£o gradual ou elimina√ß√£o de imperfei√ß√Ķes de mercado, de incentivos fiscais, de isen√ß√Ķes tribut√°rias e tarif√°rias e de subs√≠dios para todos os setores emissores de gases de efeito estufa que sejam contr√°rios ao objetivo da Conven√ß√£o e aplica√ß√£o de instrumentos de mercado;
O est√≠mulo a reformas adequadas em setores relevantes, limitando ou reduzindo emiss√Ķes de gases de efeito estufa;
A limita√ß√£o e/ou redu√ß√£o de emiss√Ķes de metano por meio de sua recupera√ß√£o e utiliza√ß√£o no tratamento de res√≠duos, bem como na produ√ß√£o, no transporte e na distribui√ß√£o de energia;
CONTROV√ČRSIAS:
Existem controv√©rsias quanto √† utilidade do Protocolo de Quioto. Alguns especialistas acreditam, por exemplo, que as limita√ß√Ķes de emiss√£o de GEE inviabilizam o crescimento econ√īmico continuado dos pa√≠ses desenvolvidos. Outros ainda acreditam que o aumento das concentra√ß√Ķes de GEE n√£o est√£o relacionados aos problemas de aquecimento global e mudan√ßas clim√°ticas. Por outro lado, existem cientistas e Universidades produzindo dados importantes como os relat√≥rios do IPCC, que nos mostram a viabilidade econ√īmica da diminui√ß√£o de GEE assim como a rela√ß√£o do aumento das concentra√ß√Ķes de GEE com aumento na temperatura m√©dia global e mudan√ßas clim√°ticas.
Links interessantes:
Ministério da Ciência e Tecnologia
Relatório da Terceira Conferência das Partes (em inglês)
Wikipedia (em inglês)
UNFCCC (em inglês)
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O Começo

Este blog nasce a partir destas informa√ß√Ķes:
O Brasil √© o quarto colocado no ranking dos pa√≠ses que mais emitem di√≥xido de carbono (ou g√°s carb√īnico, ou CO2) do mundo. Queimadas e desmatamento s√£o respons√°veis por 75% do total de emiss√Ķes do nosso pa√≠s. No Estado de S√£o Paulo o vil√£o √© a queima da palha de cana-de-a√ß√ļcar. Leia mais aqui
Por outro lado, no ranking dos mais preocupados com o aquecimento global, o Brasil ocupa a sétima posição.