Sobre fusão dos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente

E eis que esta blogueira de araque, em 19 de mar√ßo, publicou um post sobre o que ocorreria caso o¬† Minist√©rio da Agricultura e o Minist√©rio do Meio Ambiente se tornassem um Superminist√©rio (19 de mar√ßo, n√£o vai dar pra sair por a√≠ dizendo que “n√£o sabia que isso ia acontecer”, hein?).
Hoje, vários comentários apareceram por aqui (por que será?). E eu me senti até meio mal por ter não tratado do assunto de melhor forma. Enfim, fica aqui meu pedido de desculpas e um texto um pouco mais elaborado sobre o assunto.

Pense numa situa√ß√£o: est√° voc√™ trabalhando em uma empresa, p√ļblica ou privada, tanto faz, desempenhando seu trabalho, o qual lhe foi atribu√≠do no momento da sua contrata√ß√£o. Algo acontece e diversas pessoas que trabalhavam com voc√™ saem da empresa (sei l√°, foram demitidas ou ganharam naquele jogo da mega que voc√™ n√£o participou). A empresa, p√ļblica ou privada, precisa continuar a funcionar e, ela, p√ļblica ou privada, vai demorar um tempo para restabelecer o quadro de funcion√°rios. Voc√™, pobre mortal, vai ter que trabalhar por voc√™ e por eles. Eles s√£o muitos, Voc√™ √© s√≥ um. Fa√ßa as contas e me conte o que iria acontecer com todas as suas demandas (antigas e novas). Abrirei dois par√™nteses.

(antes, um parênteses extra Рhá um tempo eu vi uma charge em que uma pessoa fazia um esforço sobrehumano para carregar uma pedra sozinho Рe, obviamente, estava a ponto de falhar na tarefa. ao mesmo tempo, um gestor olhava a cena e pensava em como ele estava economizando e como ter demitido algumas pessoas tinha sido uma boa ideia Рse você souber do que eu estou falando, me indique onde achar essa dita que quero colocá-la aqui)

(1¬ļ par√™nteses)
O que faz o Ministério da Agricultura?
Talvez o mais √≥bvio seja pensar que o Minist√©rio da Agricultura trabalhe no sentido de promover a agropecu√°ria de maneira geral. Promover, obviamente, estimulando o crescimento do setor, aumentando a produtividade, enfim. Todas a√ß√Ķes relacionadas com o aumento da produ√ß√£o agr√≠cola e pecu√°ria do Brasil e, como consequ√™ncia, aumento de lucros para o pa√≠s. O Brasil √© um dos maiores produtores de alimentos do mundo e √© l√≠der na exporta√ß√£o de soja, a√ß√ļcar, suco de laranja e caf√©. Todos esses produtos s√£o commodities e valem muitas doletas. Commodities s√£o produtos de origem prim√°ria, ou seja, s√£o mat√©ria-prima produzida em grande escala. Sua vantagem √© poderem ser armazenados por um per√≠odo sem perda de qualidade. Como uma consequ√™ncia de oferta e demanda, o pre√ßo desses produtos √© determinado pelo mercado mundial e, portanto, pode-se “controlar” sua venda para garantir mais lucros. Isso √© verdade. Entretanto, cabe a esse minist√©rio muito mais do que isso.
Sabe todo o processo que envolve a sa√≠da do produto do campo at√© chegar a voc√™? √Č responsabilidade do Minist√©rio da Agricultura. A garantia de que todos os cidad√£os estar√£o abastecidos com produtos de origem agr√≠cola e pecu√°ria e que esses produtos chegar√£o com qualidade, visto que a vigil√Ęncia sanit√°ria foi feita de maneira adequada? Tamb√©m responsabilidade do Minist√©rio da Agricultura.
A distribui√ß√£o dos produtos do agroneg√≥cio, o processamento industrial, armazenagem, promo√ß√£o de pr√°ticas sustent√°veis, gerenciamento de agrot√≥xicos e pesticidas, garantia de qualidade para aumento de competitividade internacional, destina√ß√£o de excedentes de produ√ß√£o reduzindo perdas, seguran√ßa alimentar… ufa. Tudo Minist√©rio da Agricultura. Ah! J√° ouviu falar da Embrapa? E dos Ceasas? Casemg? Ceagesp? Tudo vinculado a esse Minist√©rio tamb√©m. Os caras fazem coisas pra caramba. FIM.

(2¬ļ par√™nteses)
O que faz o Ministério do Meio Ambiente?
Talvez o mais √≥bvio seja pensar que o Minist√©rio do Meio Ambiente cuida da preserva√ß√£o e da conserva√ß√£o de √°reas naturais e dos seres vivos que habitam essas √°reas. E tamb√©m parece √≥bvio que esse Minist√©rio tenha interesses em promover o aumento do conhecimento sobre seres vivos e ecossistemas, recuperar √°reas degradadas, promover o uso sustent√°vel dessas √°reas e garantir √°reas de prote√ß√£o ambiental. Entretanto, esse minist√©rio faz bem mais do que isso. Todo o gerenciamento dos recursos h√≠dricos brasileiros √© de compet√™ncia do Minist√©rio do Meio Ambiente. Isso significa, tamb√©m, que h√° v√°rios interesses desse minist√©rio que se sobrep√Ķe ao de Minas e Energia (hidrel√©tricas, n√©?). A ind√ļstria qu√≠mica tamb√©m √© regulada pelo Minist√©rio do Meio Ambiente. Gest√£o do patrim√īnio gen√©tico? Tamb√©m. Ah! E os setores relacionados √† minera√ß√£o tamb√©m, afinal, trata-se da explora√ß√£o de um recurso natural e tudo o que √© recurso natural √© de responsabilidade desse Minist√©rio. Ibama? ICMBio? ANA? Combate √† desertifica√ß√£o? Trabalham! Mudan√ßas do clima? Tamb√©m! Licenciamentos ambientais, autoriza√ß√£o e fiscaliza√ß√£o de transfer√™ncia de petr√≥leo entre embarca√ß√Ķes? Controle e gest√£o de res√≠duos (inclusive de pilhas e baterias)? Sim, sim, caro leitor. Tudo relacionado a esse Minist√©rio tamb√©m. Os caras fazem coisas pra caramba. FIM.

Bom, at√© aqui acho que j√° deu pra entender porque contei a hist√≥ria do funcion√°rio que se viu tendo que executar mais do que suas pr√≥prias atribui√ß√Ķes. E tamb√©m j√° d√° pra ter uma ideia do porqu√™ esse assunto √© bastante pol√™mico e deixa ruralistas e ambientalistas em alerta. Esses dois minist√©rios t√™m, obviamente, interesses em comum que podem ser em alguns momentos conflitantes (pense, por exemplo, na disputa de uma √°rea de preserva√ß√£o ambiental versus a libera√ß√£o dessa √°rea para explora√ß√£o e/ou produ√ß√£o agropecu√°ria). Eu ainda bato na tecla de que, nesse caso, o empate t√©cnico √© saud√°vel para os dois interesses. A quest√£o √© que h√° muito mais do que interesses em comum. H√° muitas fun√ß√Ķes que podem ficar em segundo plano no caso de uma fus√£o. Muitas tarefas v√£o obviamente ficar desatendidas e, nenhuma delas, a meu ver, √© menos importante. Se a ideia √© reduzir custos, reduzir funcion√°rios, extinguir institui√ß√Ķes o trabalho vai, obviamente, sobrecarregar algu√©m. N√£o acho, enfim, que √© simples, nem que √© apenas perder status. Os dois minist√©rios atuais perder√£o demais com essa fus√£o. Perdem eles, perdemos muito mais n√≥s.

Blogtweet de 22 de março

2018 e ainda tem gente que joga lixo pela janela dos automóveis.

O que aconteceria se os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente se fundissem?

Sabe que tem gente que n√£o merece ser mencionada, n√©? Porque colocar o nome das pessoas/empresas/institui√ß√Ķes por a√≠ √©, de certa forma, fazer propaganda. E t√™m pessoas/empresas/institui√ß√Ķes que merecem cair no esquecimento. Simples assim.

Mas… a gente n√£o pode fazer de conta que n√£o v√™ certos improp√©rios. Enfim.

Quem fez universidade, quem tem uma fam√≠lia, quem tem um relacionamento, quem tem um emprego, quem tem amigos (um, que seja!) sabe que equil√≠brio √© fundamental. √Č fundamental que uma balan√ßa tenha dois lados, se n√£o, fica parcial. Se n√£o, n√£o se mede nada.

O que aconteceria se dois lados opostos de uma balan√ßa se fundissem? O que aconteceria com os projetos de preserva√ß√£o do meio ambiente, conserva√ß√£o de esp√©cies amea√ßadas de extin√ß√£o, reestrutura√ß√£o de √°reas degradadas, reflorestamentos, manejo de vida aqu√°tica,¬†gerenciamentos¬†de sistemas¬†de √°gua, gerenciamentos de res√≠duos s√≥lidos de todas as naturezas, entre outros se fundissem com interesses comerciais de explora√ß√£o de recursos da terra e da √°gua para produ√ß√£o agr√≠cola e pecu√°ria? Com interesses econ√īmicos apenas?

Veja, não há vencedores e isso não é uma partida de futebol. Não é interessante discutir se isso ou aquilo é mais importante/relevante SE não existir uma situação de equilíbrio. Porque, me parece óbvio que para um lado, é sempre melhor e mais interessante e mais relevante ter mais áreas de preservação, mais corredores ecológicos, mais reflorestamento, mais espécies saindo da lista das ameaçadas de extinção. Para outro, é óbvio que é sempre melhor ter mais áreas de pasto, mais áreas de cultivos agrícolas, mas áreas de exploração de recursos naturais para viabilizar projetos que vão trazer lucros para o país. O que significa que, o melhor dos dois mundos seria manter aquele empate técnico saudável.

Enfim… parece uma discuss√£o de pa√≠s de terceiro mundo que ainda n√£o conseguiu passar da fase prim√°ria da economia (ow, wait!). Quando ainda estivermos na discuss√£o do agro √© pop fica dif√≠cil ultrapassar a barreira da economia prim√°ria. Da explora√ß√£o de recursos. Da extra√ß√£o pura e simples de mat√©ria-prima (mesmo que isso signifique commodities). Quando eu era crian√ßa e queria ser cientista, eu achava (achava mesmo, de verdade) que em alguns anos, talvez quando eu estivesse com a idade que eu estou agora, o Brasil estaria na fase de exportar tecnologia, sabe? Porque temos potencial. Porque temos c√©rebros para isso. E temos dinheiro! Mas… estava completamente equivocada. Tipo… os Jetsons ainda n√£o chegaram!

Acontece que a briga tem aliados fortes e sem escr√ļpulos. A bancada ruralista defende, por exemplo, o fim dos licenciamentos ambientais. Outros loucos sugerem a fus√£o dos dois pratos da balan√ßa (Agricultura e Meio Ambiente). Os licenciamentos ambientais, talvez n√£o sejam conhecidos de todos, ent√£o explico – meio superficialmente porque, na realidade √© um trabalho extremamente complexo: os licenciamentos ambientais significaram, desde a sua implementa√ß√£o com a Lei de Pol√≠tica Nacional do Meio Ambiente em 1981 um super avan√ßo na legisla√ß√£o brasileira em rela√ß√£o ao meio ambiente. Antes dela, n√£o havia nenhum impedimento, nenhuma fiscaliza√ß√£o, nenhuma regulamenta√ß√£o sobre a constru√ß√£o de obras de qualquer natureza – n√£o se sabia que tipo de preju√≠zos o meio ambiente poderia sofrer, no local da obra ou em suas imedia√ß√Ķes. N√£o se sabia porque n√£o se estudava nem o ambiente antes da constru√ß√£o, nem o ambiente depois da constru√ß√£o. N√£o t√≠nhamos ideia se, por exemplo, uma ferrovia ia matar um corredor ecol√≥gico importante para migra√ß√£o de certa esp√©cie ou se o barulho das m√°quinas ia impedir certas esp√©cies de se acasalar, por exemplo. N√£o sab√≠amos se um lago ou rio ia tornar-se completamente inadequado ou se ia deixar de existir caso constru√≠ssemos uma barragem para um reservat√≥rio de usina hidrel√©trica. N√£o sab√≠amos N-A-D-A.

Tamb√©m n√£o sab√≠amos que tipos de preju√≠zos uma fazenda poderia trazer para um rio que passasse na propriedade se grandes quantidades de √°gua fossem retiradas para irrigar as planta√ß√Ķes. Como n√£o havia regulamenta√ß√£o nenhuma, cada um explorava os recursos naturais pertencentes ao pa√≠s como bem entendesse (sim, um rio que passa em uma propriedade rural √© do pa√≠s, assim como um len√ßol de √°gua subterr√Ęneo). Ningu√©m √© dono de um rio, apesar de achar que √©. Enfim… interessa muito (para pouca gente) que o Minist√©rio do Meio Ambiente seja controlado pelo Minist√©rio da Agricultura.

Lembre-se: isso não é um jogo de futebol. Não há vencedores. Sem equilíbrio não resta muita coisa. Nem Agricultura. Nem Jetsons, infelizmente.

P.S. Obrigada Clau! Obrigada Takata! Obrigada Eloi!jetsons

 

 

 

 

5 anos

5 anos de reclus√£o. 5 anos de f√©rias. 5 anos vendo muitas coisas acontecerem, inclusive a¬†decad√™ncia dos blogs como forma de dispers√£o de conte√ļdo. 5 anos pensando que, talvez, n√£o tivesse mais muita coisa¬†como que contribuir. 5 anos achando que n√£o havia tempo. 5 anos sab√°ticos.

Os tempos sab√°ticos devem ser dedicados a projetos de vida particulares. Usei bem esses anos. Foram muitos projetos de vida particulares. Alguns n√£o foram assim t√£√£√£√£√£√£o particulares. Envolveram muito trabalho, envolveram muito amor e desenvolvimento pessoal, com certeza. Mas, h√° momentos em que voltar umas casas se torna necess√°rio. A era √© de transforma√ß√Ķes intensas. A era √© de n√£o calar. A era √© de pensar e atuar, com as ferramentas que a gente tem, usando uma linguagem universal, que sempre foi protegida por todas as pessoas conscientes: a linguagem da Ci√™ncia. Em diversos tempos de guerra, a Ci√™ncia foi protegida, os cientistas, respeitados. Como cientistas, independente de sua nacionalidade. A Ci√™ncia estava, enfim, acima dos interesses pol√≠ticos.

Mas, porquê? O que te fez voltar? Você vai continuar falando de rastros de carbono? De IPCC? Mudanças climáticas?

Talvez não. Talvez sim Talvez esse espaço mereça um outro olhar, um novo olhar editorial. Talvez a Ciência seja, atualmente, a linguagem que precisa ser resgatada. Resgatada, preservada, dispersada. Provavelmente por um tempo esse espaço será como um diário filosófico. Ideias jogadas às nuvens (e esperemos que lá não haja traças!). Caminhemos.

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Você dividiria seu almoço com alguém que está passando fome?

O Swipe Out Starvation aqui na Purdue University, √© uma a√ß√£o que visa doar parte das refei√ß√Ķes retiradas pelos alunos no On-the-go para o combate √† fome.

On-the-go √© o nome que se d√° √† “loja de marmitas” da universidade. Nela voc√™ pode levar para casa um prato de entrada e dois alimentos secund√°rios (bebidas, sobremesas ou saladas), pelo pre√ßo de uma refei√ß√£o normal nos restaurantes universit√°rios.

Para contribuir com o Swipe Out Starvation, tudo o que você precisa fazer é: ao invés de retirar os três itens dos quais você tem direito, você opta por apenas 2 e no lugar do terceiro você solicita o cartão abaixo:

Swipe Out Starvation Card

O valor do seu terceiro item ser√° deduzido do valor total da refei√ß√£o e destinado √† institui√ß√Ķes locais e globais, como o Lafayette Food Finders e o Land of a Thousand Hills.

Em dois meses morando nos EUA e fazendo minhas refei√ß√Ķes nos restaurantes universit√°rios, pude perceber quanta comida √© desperdi√ßada todos os dias pelos alunos e funcion√°rios da Purdue University. Diariamente, 1 tonelada de alimento vai para o lixo.

No on-the-go, onde obviamente a disponibilidade de alimentos é bem menor, você encontra um ótimo lugar para pensar no que realmente quer comer e pegar apenas o necessário.

A√≠ v√£o alguns n√ļmeros interessantes:

  • Nos EUA 40% de todo alimento produzido no pa√≠s √© desperdi√ßado desde a horta at√© a mesa do consumidor.
  • Para produzir alimentos o pa√≠s gasta: 10% do seu balan√ßo energ√©tico, 50% da terra e 80% da √°gua pot√°vel para irrigar as lavouras.
√Č muito, mas muito dinheiro que vai pelo ralo.
Links √ļteis:

 

 

Uma nova vida por 9 meses.

Durante os próximos nove meses estarei postando diretamente da terra do tio Sam.

Na minha primeira semana por aqui, vejam só este quadro que encontrei fixado na parede do Lilly Hall of Life Sciences, na Purdue University:

 

Achei inspirador! ūüôā

Eu só acredito vendo!

Brincadeira!

Parabéns, Higgs!

Consumo Consciente – Por 1¬ļ D.

Um dos temas mais polêmicos atualmente é a sustentabilidade, que nos fez acordar para ver que algumas de nossas atitudes vêm trazendo consequências negativas ao nosso planeta e a sustentabilidade nada mais é que tornar nosso planeta sustentável, durável e confortável. O consumo descontrolado vem desencadeado severos problemas para nós mesmos, sendo deles também o aquecimento global, desperdício de água e a poluição de determinados produtos químicos.

Antes de falarmos do aquecimento global, deixaremos claro que o efeito estufa √© essencial para que haja vida no nosso planeta, pois nele h√° gases que absorvem o calor emitido pelo Sol, e um desses gases √© o G√°s Carb√īnico (CO¬≤). Mas se √© essencial por que tem trazido tanto problema? Como a temperatura sufocante e inst√°vel?

Porque a industrializa√ß√£o e a moderniza√ß√£o requereram muitos sacrif√≠cios sendo uns deles os recursos naturais, ou seja, o autom√≥vel do qual usamos no dia-a-dia √© movido por algum combust√≠vel, sendo gasolina, √°lcool ou g√°s. Acontece que toda combust√£o feita n√£o s√≥ pela queima desse combust√≠vel possibilitando ao veiculo energia suficiente para se mover, mas tamb√©m a queima de madeira e outros tipos de queima que liberam na atmosfera G√°s Carb√īnico (CO¬≤). Esse g√°s obsorve e conserva boa parte do calor, deixando a temperatura est√°vel mesmo quando chega a noite, onde n√£o h√° calor do Sol para aquecer a Terra. Mas o que vem acontecendo √© totalmente ao contrario disso! A nossa temperatura tem ficado cada vez mais inst√°vel, pois com as ind√ļstrias, autom√≥veis e outras formas de emiss√Ķes de G√°s Carb√īnico v√™m liberando muito e cada vez mais esse g√°s e, com o esse excesso o planeta tem reservado ainda mais calor, desequilibrando a temperatura como as esta√ß√Ķes dos anos, colocando esp√©cies sens√≠veis ao calor em extin√ß√£o devido √† esse calor intenso do qual em dia ensolarados podemos sentir e tamb√©m derretendo as calotas polares. Com tamanha varia√ß√£o de temperatura nos oceanos e na atmosfera podem at√© nos levar a uma nova era glacial!!! E voc√™ achando que o aquecimento global s√≥ interfere no suor que escorre no seu corpo? Ent√£o aqui v√£o algumas dicas de como voc√™ ajudar o nosso planeta o deixando sustent√°vel:

  1. Trocar combustíveis fósseis por renováveis.
  2. Reciclagem de lixo.
  3. Tratamento adequado ao lixo org√Ęnico.
  4. Diminuição das queimas.
  5. Economia na utilização de produtos não renováveis.
  6. Uma boa ideia que também é saudável para pessoas sem problemas cardiovasculares é a substituição como meio de transporte os carros, motos por uma bicicleta.

A água (H²O) é um dos recursos naturais mais valiosos do nosso planeta e provavelmente sem ela, nos não estaríamos aqui. A água faz parte do nosso dia-a-dia, para a ingerirmos, para tomar banho, para preparar alimentos e outras infinitas tarefas. Apenas 1% de toda a água da Terra é consumível, isso mesmo, apenas 1% e ela só não esgotou ainda, pois a água tem um ciclo, ou seja, ela é renovável. Mas nós interrompemos esse ciclo, intoxicando essa água e mesmo com tratamentos não são suficientes para deixa-la consumível novamente. Aqui vão outras dicas para você economizar a água:

  1. Utilizar somente o tempo necess√°rio no banho.
  2. Quando escovar os dentes fechar a torneira.
  3. N√£o jogar lixo nas ruas, pois acaba indo para os esgotos que s√£o jogados nos rios.
  4. Reutilizar quando possível a água da chuva.
  5. Arrumar encanamentos com defeitos ou goteiras

A polui√ß√£o √© a introdu√ß√£o direta ou indireta pelo homem de subst√Ęncias ou energia no ambiente que tr√°s consequ√™ncias negativas no seu equil√≠brio, alterando a vida dos seres vivos de um ecossistema. Uma das polui√ß√Ķes √© a do Mon√≥xido de Carbono que √© emitido pelos ve√≠culos a motor e a inala√ß√£o desse g√°s poluente pode provocar problemas de vis√£o, e dificuldade para resolu√ß√£o de problemas e podendo tamb√©m levar a morte por asfixia. A √°gua polu√≠da pode transmitir doen√ßas¬†como a febre tifoide, c√≥lera, disenteria, meningite, hepatites A e B e tamb√©m por contamina√ß√Ķes transportadas por mosquitos como o da Dengue (Aedes Aegypti). A polui√ß√£o do solo, como a Bioacumula√ß√£o do pesticida DDT que foi usado na Segunda Guerra Mundial para proteger soldados de insetos da mal√°ria e do tifo, e ent√£o se tornou popular para combater insetos. Fazendeiros come√ßaram a utiliza-lo contra pestes agr√≠colas, mas ele √© t√≥xico e se degrada lentamente na natureza, fixando-se nos tecidos dos organismos, ou seja, o pesticida jogado na lavoura corre junto com a chuva para o rio, que entra em contato com as plantas aqu√°ticas que peixes se alimentam e que depois os humanos comem e a cada n√≠vel tr√≥fico que passa a acumula√ß√£o dessa toxina aumenta no tecido podendo levar a morte. Mas podemos ficar sossegados, pois j√° foi proibida a utiliza√ß√£o deste pesticida chamado DDT.

Uma das formas para se prevenir da poluição e das doenças são:

  1. Como já dissemos trocar combustíveis fósseis por renováveis.
  2. Não ficar exposto a doses elevadas de monóxido de carbono, como lugares urbanos com intensa movimentação de veículos.
  3. N√£o jogar lixo nas ruas e dar tratamento adequado ao lixo.
  4. Não deixar água acumulada parada e fechar recipientes que contém água.
  5. Sempre se informar sobre subst√Ęncias contidas nos alimentos.

 

¬†E agora que voc√™ j√° sabe tudo sobre consumo consciente e que atitudes prejudicam nosso planeta e a import√Ęncia que tem mobilizarmos as pessoas, s√≥ falta voc√™ colocar em pratica tudo o que aprendeu e dar exemplos a outras pessoas para que possamos ter um planeta melhor!

¬†Ah… E aproveitando, saia desse COMPUTADOR!!! Ajude o nosso planeta tamb√©m economizando energia.

 Assista os vídeos e saiba mais sobre o assunto:

http://www.youtube.com/watch?feature=iv&annotation_id=annotation_40590&v=lGlScy8L4hM&src_vid=ZocGUFfbrYM

e

http://www.youtube.com/watch?v=LIc3C-tjAcM

Fontes: http://br.yahoo.com/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal

http://www.youtube.com/?gl=BR&hl=pt

Caderno do Aluno 2012 ‚Äď Volume 2.

Produzido por: Danka, J√ļlia, Kamilla e Larissa Rocatti, alunas do primeiro ano D, da escola E.E. Culto a Ci√™ncia.

Trabalho de produ√ß√£o de conte√ļdo para web com alunos do Ensino M√©dio

Durante meu curso de gradu√ß√£o na Unicamp somos “convidados” a fazer est√°gios em escolas da rede p√ļblica de Campinas, onde podemos ter contato e interagir com alunos que possivelmente far√£o parte da nossa realidade profissional.

Este semestre, meu grupo de trabalho está estagiando na Escola Estadual Culto à Ciência, participando das aulas de Biologia com os alunos do Ensino Médio.

Esta escola, apesar de ser refer√™ncia no ensino p√ļblico, apresenta os mesmos desafios de qualquer escola p√ļblica brasileira e muitas vezes os professores se queixam de desinteresse e falta de participa√ß√£o dos alunos nas atividades escolares.

Como parte do nosso trabalho na escola, desenvolvemos uma atividade de produ√ß√£o de conte√ļdo para a blogosfera com os alunos do 1¬ļ ano do Ensino M√©dio D. E vejam s√≥, descobrimos que o Rastro de Carbono est√° presente nas refer√™ncias bibliogr√°ficas utilizadas pelos alunos nas aulas de Biologia!

N√≥s instru√≠mos os alunos em como produzir conte√ļdos para a internet e distribu√≠mos v√°rios temas relacionados ao meio ambiente para que eles pudessem criar √† vontade! Al√©m do texto valer aquele pontinho feliz na nota de Biologia, propusemos publicar o texto do grupo aqui no Rastro de Carbono, para que eles pudessem viver esta experi√™ncia e para que servisse como est√≠mulo para a realiza√ß√£o do trabalho.

Todos os grupos formados na classe entregaram os textos e durante os pr√≥ximos dias apresentarei a voc√™s nossos queridos alunos, que nos deram tanta alegria aceitando participar deste projeto e que com muito carinho produziram novos conte√ļdos para comp√īr essa infinidade de op√ß√Ķes que a interntet proporciona.

O primeiro trabalho que recebemos foi das alunas:

Emily Santos De Faria

Janiscleidy Dos Santos Silva

Nat√°lia Leite Lemes

Rafaela Silva Dias

O tema sorteado por ela foi: Enchentes

Enchentes!

As enchentes são catástrofes ambientais causadas geralmente por chuvas intensas e continuas. São causadas por alto índice pluviométrico, desmatamento, assoreamento do leito dos rios, falta de saneamento básico, falta de consciência da população.

As dificuldades enfrentadas em uma enchente são enormes, casas são alagadas, crianças morrem ou perdem familiares, se não morrem afogadas morrem por doenças que são transmitidas através da agua, animais morrem, as doenças transmitidas são: Amebíase, cólera, febre amarela, hepatite A, malária, poliomielite, salmonelas, teníase, leptospirose, entre outras, contaminação de alimentos.

Como minimizar os problemas das enchentes: Manutenção e prevenção das áreas verdes, criação de novas áreas verdes, evitar jogar lixos nas ruas para não entupir os esgotos das cidades, estimular a educação ambiental desde crianças, evitar a circulação de carros em lugares com alto índice pluviométrico, programar programas de limpeza em bueiros. São pequenas coisas que podem evitar muitas tragédias!

 

Referências:

Dia da água: O óleo de cozinha

Passei todo o dia da água pensando em algo interessante para postar como resolver meus problemas com a química.

E falando na química e no día mundial da água, você tem ideia do por quê não se deve descartar óleos vegetais na rede de esgoto?

“Rede p√ļblica de √≥leo”

Os √≥leos vegetais que comumente utilizamos em casa s√£o extra√≠dos principalmente de sementes: soja, colza, semente de girassol e etc. Estes √≥leos, por serem menos densos que a √°gua flutuam na sua superf√≠cie formando uma camada transl√ļcida de gordura.

Quando na tubula√ß√£o da rede p√ļblica de esgoto, agrega-se a outros res√≠duos que se encontram no local e pode provocar desde o refluxo de esgoto para dentro das resid√™ncias at√© o entupimento da rede. Sem contar o encarecimento do tratamento de √°gua para que ela possa chegar limpa novamente nas resid√™ncias.

Peixes n√£o fritam coxinhas

Nos rios, o óleo impede que a luz chegue em quantidade satisfatória aos organismos fototróficos (que dependem da luz para obter alimento), impede a troca de gases entre a atmosfera e a água, além de aumentar a quantidade de fósforo e nitrogênio dos rios causando a eutrofização das águas.

Da soja virás, à soja não retornarás

Já no solo, os óleos vegetais podem causar a impermeabilização das raízes e das folhas dificultando as trocas gasosas e a absorção de nutrientes das plantas.

Para onde, manolo?

Para a nossa alegria (hehe), existem milhares de Postos de Entrega Volunt√°ria de √ďleos de Cozinha espalhados pelo pa√≠s, basta se informar na sua cidade. Al√©m disso, condom√≠nios residenciais e grandes empresas tem seus pr√≥prios postos de recolhimento. Normalmente, este √≥leo coletado ser√° utilizado na fabrica√ß√£o de sab√£o caseiro e depois vendido. Conhe√ßo at√© empresas que destinam a renda dos sab√Ķes √† institui√ß√Ķes de caridade locais.

Acomode seu óleo de cozinha usado em garrafas pet 2L e leve até um posto mais próximo!

Aproveitando o assunto, gostaria de compartilhar com vocês este vídeo rápido, muito rápido mesmo do Ideia Sustentável, que mostra uma reação em cadeia provocada pelo descarte incorreto do óleo de cozinha usado.