Agenda: Workshop “Economia do clima”

Acontece dia 17/03/2010, das 9:30 ao 12:15hs, no Instituto de Estudos Avançados/USP, o Workshop “Economia do clima” (não se espante se não encontrar nada no site).
Eu iria, se não fosse no meio da semana, no meio do horário comercial, ver, principalmente, como é que os especialistas da Faculdade de Economia, Administração e Contablidade (FEA/USP), pretendem “precificar o clima” ou “precificar danos climáticos” ou ainda “precificar ações de adaptação/mitigação”.
+ Será por grau Celsius acumulado/ano?
+ Será por hectare devastado? Ou por plantações dizimadas?
+ Será por milhões de migrantes/ano? Dólares investidos em ações de sustentablidade/ano?
Fiquei curiosa.
Entre os especialistas, José Goldemberg (IEE/USP) falará sobre os “Desafios e oportunidades para pesquisa em mudanças do clima no Brasil”, Eduardo Haddad (FEA/USP) falará sobre “Economia das mudanças climáticas no Brasil” e Carlos Roberto Azzoni (FEA/USP) sobre “A FEA e a economia do clima”. Além deles, presenças confirmadas de José Marengo (INPE e INCT-MCT), Vera Lucia Imperatriz Fonseca (IEA), Paulo Artaxo (IF-USP) e Jacques Marcovitch (FEA e IRI/USP).
OBJETIVO DO ENCONTRO:
+ fortalecer a estrutura da sub-rede “Economia das Mudanças Climáticas”, coordenada pela FEA-USP, por meio da integração de pesquisadores e seus resultados, da discussão de oportunidade de pesquisas e do encaminhamento para pesquisas e ações futuras.
LOCAL:
+ O IEA fica na Rua da Reitoria (antiga Travessa J) 374, Cidade Universitária, São Paulo, SP
INSCRIÇÕES:
Os interessados devem se inscrever em www.iea.usp.br/inscricao/form1.html.
PÚBLICO ALVO:
Estudantes de pós-graduação
TRANSMISSÃO:
Ao vivo pela web em www.iea.usp.br/aovivo.
[Vou tentar essa daqui!]
PROGRAMA COMPLETO:
9h30-10h – Recepção
10h-10h10 – Abertura
Carlos Roberto Azzoni (diretor da FEA-USP)
César Ades (diretor do IEA-USP)
10h10-10h30 – Desafios e Oportunidades para a Pesquisa em Mudanças do Clima no Brasil
Jose Goldemberg (IEE)
10h30-11h – O INCT para Mudanças Climáticas
José Marengo (INPE e INCT-MCT)
11h-11h15 – Economia das Mudanças Climáticas no Brasil
Eduardo Haddad (FEA-USP)
11h15-11h25 – Projeto FAPESP Impactos Socioeconômicos de Mudanças Climáticas no Brasil
Ricardo Abramovay (FEA-USP)
11h25-11h35 – A FEA e a Economia do Clima
Carlos Roberto Azzoni (FEA-USP)
11h35-11h45 – O IEA e os Estudos de Serviços de Ecossistemas
Vera Lucia Imperatriz Fonseca (IEA)
11h45-11h55 – Monitoramento da Concentração dos Gases de Efeito Estufa na Atmosfera
Paulo Artaxo (IF-USP)
11h55-12h15 – Políticas Públicas sobre Mudança do Clima e Relações Internacionais
Jacques Marcovitch (FEA e IRI-USP)

Podar é preciso. Esconder não é preciso.

Hoje, dia Internacional da Mulher, 8 de março de 2010, descobri que um comentário meu foi apagado do blog A Vida como a vida quer, no post #oquevcfaria se pudesse reclamar da falta de verde na sua região?. Deixei um comentário contrário, hoje voltei lá pra saber se tinha provocado alguma reação, e tinha! Meu comentário foi deletado.

Me surpreende um blog de uma mulher, jornalista, mãe, bastante conhecido e bem frequentado, esconder um comentário contrariando sua opinião. Afinal, na minha cabeça de blogueira, bióloga e mulher, blogs são locais de interação, não só quando essa interação concorda com o autor, mas também quando discorda – Claro!!!!! Há limites. Sem argumentos ou com xingamentos a qualquer pessoa – a mim ou a qualquer um dos meus comentaristas ou criticados – também não entra… mas argumentado? Fiquei pasma. Será que é porque tratava-se de um publieditorial?

Não tem problema. A internet é um local livre. Então, vou reformular e reescrever meu comentário aqui!

Meu comentário todo baseou-se nesse ponto do post:

“Lembrei desta história ontem porque o edifício que fica do outro lado da rua chamou a prefeitura para podar as árvores. Ao ver o caminhão, já me alertei. E exatamente neste momento, vejam que feliz coincidência, recebi um release contando da ação da XYZ para reflorestar milhares de árvores.”

O que incomodou foi que podar árvores parece ser igual a desmatar. E não, jovem padawan, não é. No post original também há um vídeo com a autora inconformadíssima que a prefeitura estava podando uma árvore e cortando uma árvore pequena. 

Oh céus. Vamos falar sobre poda.
tree_trimming_truck.jpg
Podar árvores é fundamental. Tão fundamental quanto à arborização das cidades. O verde em grandes cidades como São Paulo, diminuem a poluição sonora e atmosférica, controlam a temperatura, atraem aves, insetos polinizadores, e trazem harmonia e qualidade de vida.
Entretanto, dependendo das espécies de árvores escolhidas e onde elas são plantadas, árvores podem trazem problemas. 
Considerando a parte aérea, pode haver prejuízo na fiação de rede de energia elétrica e telefonia e entupimento de bueiros (principalmente no outono se essas árvores perdem as folhas). Considerando as raízes, pode haver prejuízo no asfalto e calçadas e danos em encanamentos. Considerando manutenção, a árvore pode envelhecer e apodrecer, pode estar oca por conta do ataque de cupins e formigas. Por essas e outras, podar e fazer a manutenção das árvores é fundamental. Fazer o planejamento de que árvores vão crescer e que outras devem ser podadas no início da vida, também. Podar árvores necessita de treinamento e técnica e não é qualquer cidadão que pode fazer esse serviço.
Podar árvores pode ser bastante perigoso, principalmente se redes de alta tensão estiverem por perto. Também deve-se estar preparado para prever onde o galho vai cair. E para onde levá-lo depois da poda.
Em relação à retenção de gases do efeito estufa, todos sabemos que o gás carbônico é utilizado pelas plantas para fazer fotossíntese. Em última análise, para produzir a energia necessária para a planta sobreviver e para crescer – produzir novos galhos, novas folhas, crescer em diâmetro. Quando uma árvore pára de crescer, a quantidade de gás carbônico retida pela planta é menor do que quando ela está em crescimento. Desse modo, a poda é importante para manter a planta absorvendo gás carbônico e retendo carbono (óbvio, há de se saber o que foi feito com os galhos cortados: se eles não foram aproveitados, ou foram queimados, por exemplo, o carbono volta para a atmosfera).
Em resumo: adoro quando blogs falam sobre meio ambiente e biologia. Mas a informação tem que ser correta – e se não for, tem que aceitar ser corrigida. Senão vira desinformação. 
E poda é bom, sim. E poda não é desmatamento, caro Watson.
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Atenção: Fiscalizar como as prefeituras regularizam e fornecem licença para empresas especializadas fazerem as podas é questão de cidadania. O que é feito do lixo orgânico e se as técnicas utilizadas estão corretas deve ser conhecido. Fiscalize sua prefeitura e as empresas que prestam serviço. Acha que a poda é ilegal? Pergunte para o prestador de serviço e confirme na prefeitura. Para se fazer podas é necessário ter licença e ser especializado. Se seu vizinho está podando, ou se você está assistindo uma poda ilegal, denuncie.

Vermicomposteira gringa

Minha vermicomposteira (mais aqui) vai bem, obrigada. Produz uma quantidade de chorume muito maior do que minhas plantas são capazes de consumir, processa todo o meu lixo orgânico (com raras exceções como carnes, gorduras e frutas cítricas ou vegetais fedorentos), é pequena, não cheira nem fede e as minhocas estão crescendo como nunca.

Hoje vi o design de uma vermicomposteira gringa. Pra minha necessidade pessoal não serve. É grande. E o espaço que tenho para uma vermicomposteira não toma muito sol, o que acabaria com a ideia toda do produto que é ser um “jardim de ervas vertical”. As ervas não cresceriam jamais nesse espaço. Entretanto, achei o design interessante deveras. Só não gostei da cor. Branco não combina com terra, minhocas ou chorume. Olhem que bonitinha:

vertical_garden.jpg

A ideia toda é simples: três prateleiras, com três “vasos”. Os “vasos” podem ser retirados da prateleira, e neles se vê um buraco por onde passa líquido (que, no caso, é o chorume). Como o chorume é rico em sais minerais e água, taí o meio perfeito para regar e nutrir as plantas de uma só vez. O processo todo pode ser visto no esquema abaixo, dividido em 6 partes e livremente traduzidos do site oficial por mim.

1. Os restos orgânicos são colocados na vermicomposteira (a tradução bonitinha é “fazenda de minhocas”).

2. O processamento do alimento pelas minhocas produz o chorume, que, pela ação da gravidade, acumula-se na parte inferior da vermicomposteira. Mais chorume poderá ser recolhido quanto mais água se adicionar à vermicomposteira.

3. Acionando-se a bomba com o auxílio dos pés, o chorume é levado pra o reservatório em cima dos “vasos”.

4 e 5. Do reservatório, o chorume vai escoando lentamente através dos vasos, fazendo a irrigação e a fertilização da terra dos vasos (que tem um buraco em cima e outro embaixo).

6. O excesso de chorume é recolhido na parte inferior da prateleira que tem comunicação com a vermicomposteira e então, pode ser novamente bombeado para a parte superior do sistema.

Bacana, né?

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Fontes:

Blisstree.com
Xavier Calluaud

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