Pegada 8 РRompa o silêncio!

Iniciado em 23 de outubro, a mobiliza√ß√£o “Rompa o sil√™ncio!”, promovida pela UNICEF, busca colher assinaturas de pessoas que desejam contribuir para os esfor√ßos de combate √† explora√ß√£o sexual de meninos e meninas no Brasil. A campanha ainda tem como objetivo incentivar que as pessoas denunciem crimes de viola√ß√£o sexual.
Para participar, basta assinar o abaixo-assinado (clique na imagem). Ele será entregue III Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes que deverá ocorrer entre os dias 25 e 28 de novembro, no Rio de Janeiro e deverá contar com a participação de delegados de 150 países.

Seja um multiplicador e divulgue essa ação. Saiba mais aqui.

Pegada 7 – Saiu a lista de indicados para o The BOBs

O The Best of Blogs é uma excelente maneira de conhecer blogs novos, já selecionadíssimos e merecedores do prêmio.
Eu já escolhi os meus. E você?
THE BOBs

Redescobrindo livros

Meu trabalho me proporciona momentos muito agradáveis. A maioria da população acha trabalhar terrível, mas eu não tenho problemas com isso (quer dizer, tenho às vezes). Como o assunto é linguagem infantil, seja ela uma linguagem científica ou não, às vezes me ponho a ler livros infato-juvenis, que podem ser referência para algum tema, ou simplesmente para ver como os autores voltados para essa faixa etária constroem suas histórias de modo a alcançar o objetivo de se comunicar com os pequenos leitores.
Pois bem, o livro desse final de semana foi O menino do dedo verde. Tinha lido esse livro quando era criança, mas tudo o que me lembrava era que havia um menino com uma característica peculiar: se ele tocasse seu polegar em algo, lá nasceria uma planta.
Mas o livro é mais do que isso (eles sempre são). Há livros que precisam ser lidos várias vezes, pois o grau de maturidade do leitor o faz encontrar coisas que não foram encontradas antes. Livros tem idade certa para serem lidos. Se uma criança tenta ler Clarice Lispector, não vai entender nada, não vai gostar e talvez fique traumatizada para o resto da vida. Por outro lado, alguns livros infanto-juvenis, como O menino do dedo verde, tem mensagens pra você quando se é criança e depois, quando se é adulto também.
Talvez eu consiga despertar em você a vontade de ler livros de novo. Aproveitar aquela estante de livros empoeirados da casa da mãe e reutilizá-los, redescobrí-los. Trocá-los, vendê-los Рlivros não podem ficar parados.
Busque lá pelo seu O menino do dedo verde. No meu, descobri que, Maurice Druon, em 1957, já alertava que flores e natureza (essa, que tentamos desesperadamente proteger) podem ser mesmo a salvação da nossa Mirapólvora. Que as pessoas ficam mais felizes ao lado de plantas, estejam elas em presídios, em favelas, em guerras, nos centros urbanos, na nossa rua, ou em qualquer outro lugar. E enfim, busque em você um dedo verde e cultive plantas em casa. Descubra uma que se adapte ao seu ambiente (eu, por aqui, finalmente achei um lugar para a hortelã, mas o manjericão ainda não está feliz).
Boa jardinagem! De plantas e de livros.

Somos vítimas do nosso próprio preconceito

Discrimina√ß√£o de g√™nero, de ra√ßa, de cren√ßas s√£o t√£o agarrados em tantas sociedades, que, por vezes, assumem a falsa alcunha de “cultural”. E nessa “cultura” pessoas se cegam diante do √≥bvio. Todos praticamos e somos v√≠timas de prenconceito.
A popula√ß√£o brasileira √© composta de 53,7% de brancos, 38,4% de pardos, 6,2% de negros, 0,4% de amarelos e 0,4% de ind√≠genas (Enciclop√©dia do Estudante: geografia do Brasil. S√£o Paulo: Moderna, 2008). Mesmo assim, quantas pessoas de cada etnia voc√™ encontra em fotografias que ilustram nossos livros did√°ticos? Quantas pessoas de cada etnia comp√Ķe elecos de novelas, ocupam cargos p√ļblicos, t√™m empregos de alto sal√°rio? Quantos negros, √≠ndios e amarelos dividem com o seu filho as mesas da escola? A propor√ß√£o se mant√©m quando consideramos acessos √† internet por etnia?
O mesmo vale para as mulheres… Ah, as mulheres…
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 1980, 1991 e 2000 e Contagem da População 1996.
As mulheres s√£o maioria discreta na popula√ß√£o brasileira. S√£o pessoas que se unem a mim pelo g√™nero. Somos, depois dessa caracter√≠stica, t√£o diferentes! Temos acesso a informa√ß√Ķes diferentes, caracter√≠sticas f√≠sicas e personalidades diferentes, empregos diferentes, vis√Ķes de mundo diferentes. E mesmo assim uma for√ßa descomunal nos une.
Entretanto, muitas de n√≥s esquecemos essa for√ßa e dizemos “cultural”, ou “n√£o percebi nada de errado”, ou ainda “coitado… n√£o quis dizer isso”, ou “voc√™ est√° exagerando” e muitas outras desculpas que damos quando somos v√≠timas de preconceito. √Äs vezes √© sutil, √†s vezes chega a doer.
D√≥i ter que responder em uma entrevista de emprego se voc√™ planeja ter filhos, quando isso n√£o √© da conta do seu empregador. D√≥i ter que deixar seu filho que s√≥ deve se alimentar do leite materno por seis meses porque voc√™ s√≥ tem quatro de licen√ßa maternidade. Tamb√©m machuca (e essa d√≥i mesmo) quando voc√™ ouve uma mulher dizer que n√£o sente que as chances das mulheres mudaram depois que uma mulher de muita coragem resolveu queimar suti√£s em pra√ßa p√ļblica, buscando igualdade de g√™nero. D√≥i ter que se encontrar em clubes de “luluzinhas” para conseguir discutir aquilo que quero, pois n√£o d√° pra falar sobre filhos, moda, maquiagem, fotografia, casa, profiss√Ķes onde h√° homens¬†(aparentemente). D√≥i ser chamada de miss num concurso que avalia conte√ļdo em textos produzidos por mulheres.¬†
Pior: d√≥i mais ainda perceber que mulheres como eu, que tem mais similaridades comigo do que o fato de ser mulher pois t√™m acesso √† internet, tiveram o imenso privil√©gio de estudar, t√™m empregos, renda, etc., n√£o se darem conta que est√£o sendo v√≠timas de preconceito…

Pegada 6 – Clap, clap, clap!

E a salva de palmas vai para minha amiga Tanilda, que resolveu rodar alguns softwares de internet que consomem a noite toda de energia e banda larga somente uma vez por semana, para economizar energia!
Clap, clap, clap!

Pegada 5 – Urgente!

Estou √† ca√ßa de institui√ß√Ķes, cooperativas, grupos volunt√°rios etc. que fa√ßam coleta de lixo recicl√°vel em casas e condom√≠nios.
Tenho dois problemas: 1) Um amigo quer promover a separa√ß√£o do lixo recicl√°vel e org√Ęnico no condom√≠nio onde mora e quer contato de alguma institui√ß√£o que o fa√ßa. 2) A instuti√ß√£o que coleta aqui no meu pr√©dio s√≥ coleta latinhas de alum√≠nio e papel√£o. Preciso de algu√©m que, ou colete tudo, ou colete o resto (pl√°stico, outros pap√©is e outros metais).
Se algu√©m puder perguntar em seu pr√≥prio pr√©dio quem faz a coleta, ficarei muito grata pelo contato. Talvez muitas outras pessoas estejam precisando. Vamos fazer uma lista de cooperativas e institui√ß√Ķes para deixar isso p√ļblico? Talvez consigamos fazer um mapa e separar por regi√Ķes e cidades.

Na Ciência: painéis solares

Os painéis solares disponíveis atualmente no mercado são caros e pouco eficientes. Mas estudos recentíssimos afirmam que é possível produzir células fotovoltáicas capazes de absorver todos os comprimentos de onda do espectro da luz visível.
O futuro parece promissor. Cientistas da The Ohio State University publicaram recentemente no PNAS o paper intitulado¬†The remarkable influence of M2? to thienyl ? conjugation in oligothiophenes incorporating MM quadruple bonds¬†do qual nem eu, nem Pharyngula¬†¬†entendemos nada¬†(ainda bem, me senti meio mal no in√≠cio!). Entretanto, algumas leituras depois e pudemos perceber que o paper trata de uma nova descoberta, que poder√° fazer com que os pain√©is solares absorvam energia de um espectro de luz maior do que o espectro atual. Isso pode significar maior efici√™ncia na capta√ß√£o de energia solar pelos pain√©is solares e transforma√ß√£o em corrente el√©trica num futuro n√£o muito distante (para os padr√Ķes das Ci√™ncias).
Entretanto, ainda é só uma pesquisa básica. Não se sabe ao certo como o material usado para os primeiros experimentos vão se comportar em ensaios mais longos. Também não foram feitos testes de viabilidade e escalabilidade, então não se tem idéia de se é possível nem quanto eles custariam se produzindo em escala.
Saiba mais:
New Solar Material Captures Entire Spectrum of the Rainbow Inhabitat
A step closer to efficient solar power? Pharyngula
New solar energy material captures every color of the rainbow Research news

Eu no Decodificando!

Estou no Podcast Decodificando!!! L√°-l√°-l√°-l√Ā!

Jonny, Amanda, Dani, Carlos Hotta e eu, falando sobre “Brasil, um Estado laico?”

Vá até lá e confira!

Multir√£o do lixo eletr√īnico

N√£o sabe o que fazer com aquele celular velho? Ou com aquele monitor que pifou faz tempo? E aquele monte de CD’s descascados que entopem a sua gaveta? Seus problemas acabaram! Dia 30 de outubro, quinta-feira, no Estado de S√£o Paulo inteiro, acontecer√° o Multir√£o do lixo eletr√īnico.

Parte do e-lixo, como √© tamb√©m chamado o lixo eletr√īnico, pode ser reutilizado em novos equipamentos, ou, reciclados, obviamente. Se eles estiverem funcionando ainda, podem servir a uma institui√ß√£o, ou pode ajudar algu√©m.
Os postos de coleta est√£o listados neste link aqui.
Agora, se você teve uma idéia, e acha que pode fazer uma contribuição maior, fazendo sua empresa ou prefeitura aderir ao movimento, cadastre-se aqui.

Planeta no parque: Eu fui! E NÃO gostei.

Era domingo. Era o √ļltimo dia. Estava um dia “miserable” para os padr√Ķes brasileiros. Chovendinho, friozinho. N√£o tinha quase ningu√©m no Ibirapuera, se compararmos com os lindos dias de sol de primavera e ver√£o. O que significa que tamb√©m n√£o tinha quase ningu√©m no “evento”.
O “evento” estava esparramado pelo parque. Tr√™s √°reas, denominadas “Mobilidade”, “Consumo” e “Cidadania e coexist√™ncia”. Excelentes id√©ias, uma vez que esses devem mesmo ser os tr√™s assuntos que mais podem permitir a diminui√ß√£o das emiss√Ķes de gases do efeito estufa. Mas n√£o necessariamente os tr√™s assuntos que mais permeiam a vida de crian√ßas e adolescentes (se era mesmo a inten√ß√£o do evento atrair escolas, acho que esses assuntos n√£o s√£o os mais relevantes para essas faixas et√°rias).
Cheguei e fiquei na tenda da “Mobilidade”. Tempo suficiente para perceber que n√£o, ningu√©m ia vir falar comigo, me mostrar dados, me convencer a deixar o carro em casa e andar mais a p√© ou com transporte p√ļblico. Sa√≠ da tenda como entrei: mentira! Sa√≠ com um panfletinho e um carimbo (se passasse por mais duas tendas, teria direito a um brinde!). Esse √© o problema de ter pain√©is explicativos nas tendas: os monitores acabam deixando a tarefa informativa pra eles.

Fui pra tenda “Consumo”. L√°, os monitores conversavam sobre suas preocupa√ß√Ķes em explicar coisas para crian√ßas, suas ang√ļstias em explicar certo, suas d√ļvidas de que aquela informa√ß√£o seria realmente aproveitada por elas. Fui abordada, no meio desse assunto, com um “pra bi√≥logo ent√£o, a gente n√£o fala mesmo nada, com medo de falar besteira”. Pena…
Lá, fiquei sabendo que a maioria absoluta dos monitores era estudante de artes plásticas. Não que estudantes em geral não possam falar sobre meio ambiente. Claro que não! Todos, todos os cidadãos tem o mínimo de conhecimento para falar sobre o tema, ainda mais se foram instruidos para isso. Mas, acho que estudantes de geologia, biologia, gestão ambiental e áreas afins teriam muito mais o que dizer, e apoio técnico a dar. Ponto a menos para o evento, de novo.
Já estava deprê, neste momento. Fui então para uma sessão de filme no Planetário. Me salvaram!
De l√°, a √ļltima tenda: Cidadania e coexist√™ncia. Supostamente aquela onde encontraria pessoas da empresa que estava organizando o evento. Talvez encontraria as pessoas com quem eventualmente troco e-mails por conta do blog. N√£o, ningu√©m. Sa√≠ de l√° tamb√©m como sa√≠ das outras duas tendas. Com informa√ß√£o zero e um carimbinho. Da√≠, fui pegar minha prenda…
A prenda era, obviamente, uma sacola de pano. Entre os patrocinadores, Bunge (aquela dos agrot√≥xicos) e Petrobr√°s (aquela do petr√≥leo), entre outras menos danosas. O espa√ßo destinado aos patrocinadores, na minha opini√£o era O ESPA√áO que deveria ser usado para TODO o evento. Tudo deveria ser concentrado ali, sem essa coisa de “ca√ßa √† prenda”. Um espa√ßo de discuss√£o, de grupos falando sobre o assunto de forma conjunta, tudo misturado porque assim o √© na vida. O consumo, a mobilidade e a cidadania, coexistindo num √ļnico espa√ßo n√£o compartimentalizado.

Resumo da √≥pera: acho que esses eventos est√£o errando na m√£o. Est√£o se preocupando menos com o p√ļblico e mais com o “green wash”. Acho que vou ter que publicar sobre isso aqui… Mas por hoje √© s√≥.