Casamento verde

Uma iniciativa local transformou em lei, na Ilha de Java, na Indonésia, uma alternativa muito verde para casamentos e divórcios. A partir de agora, quem quiser se casar deverá plantar 5 mudas de árvores, ou pagar o referente ao preço das mudas para que alguém faça o serviço. Quer casamento mais verde do que esse?

Mas, verde mesmo é o divórcio! Quem quiser se separar deverá plantar 25 mudas ou, novamente, pagar o equivalente ao preço para alguém que plante as famigeradas mudas.
A lei pretende combater o aquecimento global, com o plantio de novas árvores. Do jeito que as pessoas casam, e principalmente, descasam, se a moda pegar, não vai ter espaço pra tanta árvore!
Só faltam as agências de casamentos quererem vender créditos de carbono no mercado de ações!
Saiba mais:
+ CBN notícias – Comentário de Gilberto Dimenstein
+ Indonésios terão de plantar árvores para se casar – BBC Brasil

Opinião sobre o Mapa do Caminho de Bali

Por Stephen Leahy, da IPS – Via Envolverde
Toronto, 19/12/2007 – O minúsculo passo dado na conferência sobre mudança climática na ilha de Bali, na Indonésia, foi, praticamente, para trás, pois o diálogo quase entrou em colapso quando os Estados Unidos se negaram a aderir ao consenso global. Quando Kevin Conrad, representante de Papua-Nova Guiné, pediu, por favor, aos delegados norte-americanos que se afastassem do caminho caso se negassem a liderar um processo obtido por consenso, Washington deu meia-volta e aceitou o “mapa do caminho” de Bali.
Diante deste mapa político do caminho, qual direção indica o mapa cientifico?
Há um mês, o Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC), premiado com o Nobel da Paz, alertou que as emissões de gases causadores do efeito estufa deveriam chegar a um teto e começar a decair no prazo de 10 a 15 anos. muitos dos cientistas mais reconhecidos na matéria consideram que não fazê-lo não é uma opção, porque desestabilizaria irreversivelmente o sistema climático do planeta.
Os milhões de pessoas já afetads pela mudança climática rapidamente se converterão em centenas de milhões, sem uma grande redução de emissões. E há um alto risco de que entrem em colapso ecossistemas únicos que sustentam numerosas espécies de vida, como os arrecifes de coral. A ciência insiste em que o primeiro passo importante para impedir que se concretizem as hipóteses mais alarmantes é que os países industrializados reduzam entre 25% e 40% suas emissões até 2020, em relação aos níveis de 1990.
Representantes dos países industrializados coincidiram com os cientistas em uma reunião da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática, realizada em agosto, em Viena. E ao longo das duas semanas que durou a XIII Conferência das Partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática em Bali, Yvo de Boer, secretário-executivo do tratado, freqüentemente reiterou que este era o caminho que a ciência havia exposto claramente.
Então para onde leva o mapa do caminho de Bali?

Não há nenhuma menção à redução entre 25% e 40% das emissões até 2020. Canadá, Estados Unidos e Japão se opuseram categoricamente a qualquer objetivo especifico em matéria de reduções para as nações industrializadas. No caminho de frente ficaram União Européia e muitos países em desenvolvimento. Para alcançar um acordo, europeus e países do sul acabaram concedendo. No acordo final não existem objetivos específicos de redução de emissões. Reconhece – isso sim – que “são necessárias profundas reduções nas emissões globais para conseguir o objetivo principal” de frear a mudança climática.

O mapa do caminho de Bali é, essencialmente, um acordo para abrir um processo de negociações de dois anos desenhado para uma nova série de objetivos de redução de emissões para substituir os do Protocolo de Kyoto, assinado em 1997 e em vigor desde 2005. Embora isto possa não parecer um grande avanço, houve um sério debate sobre um período mais extenso de negociações, que adiaria as ações para um futuro distante.
E até o último momento os Estados Unidos – que respondem por cerca de um quarto das emissões mundiais de gases causadores do efeito estufa – foi contra incluir na declaração a necessidade de “profundas reduções nas emissões mundiais”, dizendo que a ciência é incerta. “O governo de George W. Bush tem atrapalhado tudo de maneira inescrupulosa para o nível de ação sobre mudança climática que a ciência demanda’, disse Gerd Leipold, diretor-executivo da organização ambientalista Greenpeace Internacional. “Eles relegaram a ciência a uma nota de rodapé de pagina”, acrescentou.
Sem objetivos de redução, o que se conseguiu em Bali?
“Criamos incentivos para tornar atraente para os países agirem sobre a mudança climática. Estamos criando ‘cenouras’ aqui e, talvez, se houver necessidade, depois faremos ‘paus’ para incentivar as pessoas”, disse De Boer à imprensa após a reunião. A “cenoura” maior consiste em permitir que os países ricos comprem créditos de carbono das nações que preservam suas selvas tropicais. O desmatamento responde por 20% a 25% das emissões globais de dióxido de carbono. Esses incentivos deixaram algumas organizações não-governamentais soltando faísca.
Não se trata de como obter ganhos a partir da crise climática”, disse à IPS desde Nusa Dua (Bali), Simone Lovera, da não-governamental Coalizão Mundial pelas Florestas, com sede no Paraguai. “Os interesses corporativos estão dominando esta conferência”, acrescentou Lovera. Mais do que comprar créditos para contaminar, os países ricos deveriam reduzir suas próprias emissões, ressaltou. As partes da Convenção cometeram um grande erro ao incentivarem o setor empresarial a se envolver com força no processo. Está em jogo a sobrevivência de nações inteiras e é absolutamente impossível que participem, destacou Lovera, que esteve em muitas conferências sobre mudança climática.
Embora os princípios do desenvolvimento sustentável fossem amplamente ignorados em Bali, Lovera disse que ainda havia sinais de esperança, como o acordo holandês para deixar de subsidiar a palma para elaboração de biodiesel e o compromisso de US$ 2,8 bilhões da Noruega para ajudar os países em desenvolvimento a preservarem suas florestas. Além disso, a Alemanha anunciou que reduzirá em 40% suas emissões até 2020. A maioria das ONGs felicitaram os delegados por conseguirem um acordo, porém, dizendo que o mapa do caminho de Bali é vago e carece de ambições. E todos esperam que o governo Bush chegue ao fim, depositando enormes expectativas no novo presidente norte-americano.
“Os políticos já não podem dizer que não sabem que a mudança climática é um assunto sério e urgente”, disse há um mês Hans Verolme, diretor do Programa Global de Mudança Climática do não-governamental Fundo Mundial para a Natureza (WWF), na apresentação formal do Informe de Síntese do IPCC. “Bali mostrará ao mundo o que está pronto para fazer”, disse Verolme à IPS. No momento, isto é apenas um passo à frente.
(Envolverde/ IPS)

O Brasil Pós-Bali

Como fica o Brasil no cenário internacional após a COP-13? Qual nosso papel daqui por diante?
Não foi só na lideraça do G-77 e na participação no grupo dos 15 ministros que ficaram tentando organizar o Mapa do Caminho de Bali que o Brasil atuou na COP-13. Talvez um dos mais importantes passos em defesa da manutenção das florestas tropicas dos últimos tempos tenha sido dado em Bali. Resta informar e pressionar as autoridades para que as promessas sejam cumpridas.
O FUNDO VOLUNTÁRIO PARA A PRESERVAÇÃO DA AMAZÔNIA
No dia 12 de dezembro, em Bali, a ministra Marina da Silva anunciou a criação de um fundo para financiar o combate ao desmatamento da Amazônia. O fundo seria mantido por doadores voluntários como bancos, redes de supermercados, empresas aéreas e de alimentação.
Segundo Tasso Azevedo, Diretor-Geral do Serviço Florestal Brasileiro, estes setores já se mostraram interessados em colaborar com o fundo voluntário. Em troca, o governo emitiria diplomas que certificariam a redução de carbono, equivalente a cada doação. Os certificados não teriam validade no mercado de carbono, não podendo ser vendidas ou negociadas. Porém abriria caminho para um possível selo que garantisse a participação no fundo e que traria competitividade à empresa.
O Fundo para Preservação da Amazônia teria início em março de 2008. As cifras que rondam o projeto variam de 300 milhões a 1 bilhão de reais. Durante a apresentação em Bali, o Ministro de Meio Ambiente da Noruega, Erik Solheim, teria se entusiasmado e negociado algo em torno de 100 milhões de dólares vindos de fundos noruegueses para a causa. Ainda são só especulações, mas espera-se que os países europeus se sintam incentivados e interessados pelo Fundo e invistam maciçamente no Brasil.
Estima-se que para cada hectare de floresta na amazônia existam 100 toneladas de carbono fixada. Esta estimativa é subestimada, mas, a um valor de 5 dólares a tonelada pode-se fazer um cálculo de redução. Este cálculo permitiria emitir com propriedade os tais certificados de redução.
Em Bali, o Brasil defendeu que deve resolver o problema do desmatamento da Amazônia na esfera nacional, talvez com medo de uma possível ameaça de perda de soberania do território. Pelo sim ou pelo não, é preciso ficar atento e informado. Sabendo da existência do fundo, é possível cobrar o governo brasileiro ainda mais veementemente quanto ao problema do desmatamento.
Saiba mais:
+ Apesar dos desafios, Brasil espera acordo em Bali sobre desmatamento – Último Segundo IG
+ Brasil lança em Bali fundo contra desmatamento – BBC Brasil
+ Apesar de metas não-claras, conferência definiu rumo de negociações, aponta cientista do IPCC – Envolverde
+ Conferência de Bali representou avaço para proteção da Amazônia – Envolverde

Enfim, um Mapa do Caminho!

Após duas semanas de emocionantes e emocionadas discussões, o sábado, dia extra de trabalhos, entra para a história. Enfim, os 15 ministros que ficaram reunidos ontem até as 3:00hs da manhã, horário local em Bali, conseguiram produzir e aprovar o texto do Mapa do Caminho.

Ainda ontem, Yodhoyono, presidente da Indonésia, chamava todas as nações para completarem “o quilômetro mais difícil” da “exaustiva maratona”. Ele disse aos representantes que não poderia permitir que ” a raça humana e o planeta sucumbissem porque nós não fomos capazes de encontrar as palavras corretas”. 

Durante as negociações de hoje (sábado, 15 de dezembro) e depois de ser praticamente chamado de “pedra no sapato” das negociações internacionais pelo Prêmio Nobel da Paz, Al Gore, os EUA finalmente concordaram com o texto produzido em Bali.

“Nós ouvimos muito atentamento o que muitos dos nossos coletas disseram aqui durante estas duas semanas, mas especialmente o que tem sido dito hoje nesta sala” disse Paula Dobriansky, quem lidera a delegação americana. “Nós estamos muito comprometidos em reduzir emissões de GEEs a longo prazo”. “Nós iremos adiante e nos uniremos ao consenso”

Bem menos enfático e conclusivo do que esperavam muitos ativistas, jornalistas, representantes de governos, público geral presente em Bali e espectadores do mundo todo, o texto é bem mais do que se esperava ontem, quando a COP-13 parecia naufragar.
O Mapa do Caminho, como foi chamado, contém o compromisso de cortar emissões – embora as metas propostas pela UE apareçam só no rodapé -, o compromisso com a transferência de tecnologia limpa para nações em desenvolvimento, a frenagem do desmatamento e as ajudas financeiras às nações pobres, para que estas protejam suas economias e sociedades contra os impactos das mudanças climáticas, tanto nos planos de mitigação quanto de adaptação.
O documento é portanto um guia, com os parâmentros e as pautas que precisam ser seguidas e discutidas nas próximas rodadas de negociações. O documento também aponta novas datas de reuniões, todas agendadas até 2009, quando ocorre o encontro em Copenhagen, prazo limite para o texto final que substituirá o Protocolo de Kyoto. Até 2011, as nações membro da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre o Clima têm que ratificar o novo acordo, que deve entrar em vigor em 2012.
Saiba mais:
+ Dot Earth – Move Over Kyoto — Here Comes a ‘Copenhagen Protocol’
+ The New York Times – Timetable Is Set to Revive Climate Treaty
+ Documentos da COP-13
+ Bali Reports – by UN
+ BBC News – Climate deal sealed by US U-turn
+ UOL Notícias – Encontro de Bali lança negociações históricas sobre o clima
+ O que foi publicado neste blog sobre a COP-13
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Foto: Representantes das delegações dos países membros da UNFCCC levantam para aplaudir a decisão de adotar o “Mapa do Caminho” para um furuto acordo internacional sobre mudanças climáticas. Do site da UNFCCC

Encontro em Bali vai chegando ao fim

Depois de duas semanas de intensas negociações, apresentações e discussões, o encontro que reuniu 10.886 participantes sendo estes 3.527 representantes de 188 partes da UNFCCC, 5.037 membros de 349 ONGs e mais 1.497 membros da imprensa, parece caminhar para um final sem acordo.
O Mapa do Caminho de Bali está a um fio do fiasco e 15 delegações lideradas pela Argentina e pela Austrália tentam salvar o único documento que poderia iniciar uma discussão mais avançada para o substituto do Protocolo de Kyoto.
EUA, Canadá e Japão são contra um texto final que inclua metas de redução para pós 2012. Representantes da União Européia querem que o Mapa do Caminho contenha um comprometimento das nações industrializadas de reduzirem suas emissões de 25-40%, comparado aos níveis de 1990, até 2020. Entretanto, nenhum dos dois lados aprovam o texto, feito às pressas ontem, que poderia significar o início de discussões mais pontuais e uma agenda mais restrita para a elaboração de um texto final.
Até amanhã pela manhã devemos saber o fim desta história que parece sem esperança. A COP-13 em Bali era tido como prazo limite para a produção de um texto base, que seria rascunho de um acordo pós-Kyoto.
As desculpas para o impasse não mudaram em duas semanas. Os EUA, agora apoiado pelo Canadá, dizem que só aceitarão metas de redução caso países em desenvolvimento como a China, a Índia e o Brasil também apresentem metas de redução. E as metas devem ser obrigatórias, e não voluntárias como propunha a delegação brasileira.
Yvo de Boer, secretário executivo da UNFCCC acredita que o acordo está próximo. A data final do encontro é hoje. Há a possibilidade de uma discussão rápida amanhã pela manhã. Poucos acreditam que um acordo de última hora vá salvar toda a COP-13. Resta esperar…
Saiba mais:
+ BBC News
+ Comentário de Juliette Jowit, publicado antes do início da conferência, no The Guardian
+ Gateway to the UN System’s Work on Climate Change

Delivery e Money

 

Posto hoje dois vídeos interessantíssimos que vi.
O primeiro é um curta de animação de Till Nowak pela Framebox. Contemplativo, inteligente e emocionante, nos faz ter vontade de receber caixa parecida. Vi no Brontossauros em meu jardim, que viu no Bafana Ciência
O segundo é um comercial da WWF, criado pela agência DM9DDB. “Money” é um vídeo trágico – cômico que mostra como a soma de pequenas ações podem interferir no planeta. E esse eu vi no Metrô de Sampa.

Recomendo – sobre a COP13 em Bali

Muitos blogs têm publicado notícias, opiniões, fofocas dos bastidores e tudo que se pode querer saber sobre a COP13, em Bali. Resolvi colocar aqui links pros melhores textos que eu vi, dos quais eu compartilho algumas opiniões e outros que, definitivamente são demais pra mim.
Aí vão:
Bali, 40 graus – blog da Folha Online, escrita pelo jornalista Claudio Angelo que colocou na sua conta mais 6 toneladas de carbono para ir e voltar da Indonésia e fazer a cobertura in situ da Conferência para os leitores da Folha. De tudo, até da lista das pessoas que chegaram na ilha sem malas.
BBC News – Sempre com uma ótima notícia, cheia de senso crítico na medida, com eu gosto. Pra quem vai bem lendo em inglês, recomendo leitura diária. Entre os artigos que eu destaco estão o da Malini Mehra – Time to stop the climate blame game, uma forte opinião de que é hora de parar com o blá-blá-blá e começar a agir; Australia to be ‘climate bridge’, artigo sobre a ratificação do Protocolo de Quioto pela Austrália e o início de negociações com a China; e finalmente o artigo de Richard Black, All nations need emission goals, que coloca Índia, China e Brasil na roda, entre os países em desenvolvimento que deveriam possuir metas de redução.
Dot Earth – Sugiro o vídeo em Climate panel may not have time to celebrate, mais um puxão de orelhas para que sejam tomadas de decisões rápidas, esta diretamento de Yvo de Boer; E mais uma vez em Bali Update: Pushing for action, not talk
Science Blogs – Destaco as opiniões de James Hrynyshyn, The Island of Doubt e espero não ver acontecer o que está na charge linkada em The Intersection.
New Scientist – Cool dress code at Bali climate conference é minha última indicação, com texto agradável e cheio de links interessantes.

O futuro do rodízio em São Paulo – e o aumento significativo das minhas multas de trânsito

Segundo o inventário de emissões de gases do efeito estufa (GEE) do município de São Paulo, publicado em 2005 pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), 78,54% das emissões em 2003 foram provenientes do setor de transportes. As emissões restantes (21,46%), ficaram distribuídas entre os setores residencial, industrial, comercial, geração elétrica, uso não energético e agrícola, nesta ordem de importância.
Segundo o mesmo inventário, dentro do setor de transportes, a maior fatia das emissões é proveniente da queima de combustíveis fósseis (gasolina, óleo diesel, gás natural), principalmente por veículos individuais (em 2003 tínhamos cerca de 0,52 veículos por habitante na cidade de São Paulo).
A imensa frota de veículos individuais é um problema para a maioria dos habitantes de São Paulo, principalmente para os que são obrigados a encarar quilômetros e quilômetros de trânsito pesado e congestionamento todos os dias para ir de casa ao trabalho e depois voltar. O problema é tão grande que existe até um site para verificar as áreas de congestionamento minuto a minuto.
A solução encontrada pelo governo para tentar diminuir o número de carro nas ruas foi a criação do rodízio municipal de veículos, em 1997. Para saber mais, consulte o site da CET ou o Wikipédia.
O problema é que já faz algum tempo que o rodízio da forma como está não resolve mais o problema do trânsito na cidade de São Paulo. Sendo assim, o vereador Ricardo Teixeira (PSDB) criou um projeto de lei (PL nº 719/2007 de 18/10/2007) que amplia o rodízio de veículos para todo o território da capital (e não mais exclusivo para o mini-anel viário). Na última quarta-feira, 05 de dezembro, a Câmara Municipal aprovou o projeto que ainda deve ser aprovado numa segunda votação e ser sancionado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) para entrar em vigor.
Pela nova lei, o rodízio ficaria assim:
Anos ímpares (2007/2009/2011…)
Das 7 às 8:30 e das 17 às 18:30 hs – Não circulam veículos com placas final ímpar (1,3,5,7 e 9)
Das 8:31 às 10 e das 18:31 às 20 hs – Não circulam veículos com placas final par (0, 2,4,6 e 8)
PARA TODOS OS DIAS DA SEMANA.
Anos pares (2008/2010/2012…) – Inverte-se os horários de rodízio
Das 7 às 8:30 e das 17 às 18:30 hs – Não circulam veículos com placas final par (0, 2,4,6 e 8)
Das 8:31 às 10 e das 18:31 às 20 hs – Não circulam veículos com placas final ímpar (1,3,5,7 e 9)
PARA TODOS OS DIAS DA SEMANA.
E eu, que já esqueço que não posso sair de casa de carro às terças feiras, vou me dar bem nesse novo esquema (se ele sair)…
Só me falta convidar o pessoal do Decodificando e o Direto é legal para falar mais sobre isso (as implicações no cotidiano, no meio ambiente e no direito das pessoas).
Saiba mais:
+ Yahoo! Notícias
+ Folha Online
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Foto: Adam Rountree / AP file

Bali clama por mudanças de paradigma


A COP-13 começou com um chamado para uma agenda clara que ponha as nações em direção a um acordo que estenda o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. Os líderes presentes na conferência acreditam que possam haver negociações, porém dificilmente se saia com um acordo completo.

“It is critical that we act and we act now. It is imperative to start the process in Bali. We need to send a strong statement to the international community that we at the Bali negotiations can act with the requisite sense of urgency and import.”
Rachmat Witoelar, Indonesian Environment Minister and President of the Conference

É esperado que nesta COP-13 haja uma aceleração nas negociações para um novo acordo, que devem levar ainda dois anos para ser concluído. Por outro lado, muitos críticos acreditam que já é tarde para negociações e que é necessário tomar decisões urgentes.
Yvo de Boer, Secretário Executivo da UNFCCC disse para os líderes presentes em Bali: “Os olhos do mundo estão sobre vocês”. Existe uma enorme responsabilidade sobre a COP-13. Ele também chamou os países industrializados a serem ainda mais ativos para que seja possível proporcionar o crescimento do Sul. Este crescimento pode ser cooperativo, com uso de novas tecnologia e incentivos dos países desenvolvidos sobre os países em desenvolvimento, para que estes não cometam os mesmos erros com uso de combustíveis fósseis.
de Boer também clamou por esforços coletivos para permitir que todas as nações se adaptem aos impactos das mudanças climáticas e minimizem os riscos com acidentes naturais, particularmente os países latinos e africanos, que são os mais vulneráveis à secas e enchetes, principalmente. David Mwiraria, Ministro do Meio Ambiente do Quênia enfatizou que é necessária uma ação real em adaptação. O Ministro também denunciou o pouco esforço em aumentar o número de projetos de MDL na África.

“Governments agreed to take action on mitigation and adaptation in the UNFCCC, but to date, the negotiations on climate change have focused on mitigation. Adaptation needs to be a main priority for reducing the vulnerability of societies to inevitable climate change impacts. We cannot wait. We already have the tools to reduce the impact of climate-related hazards and we need to use them now.”
Sálvano Briceño, Director of the ISDR secretariat

Saiba mais:
Press Release
UN – Monday
UN – Tuesday
Wikinews

Austrália ratifica o Protocolo de Kyoto

Kevin Rudd, o novo primeiro ministro da Austrália, declarou ontem, primeiro dia da COP-13, que seu país assinou a ratificação do Protocolo de Kyoto. Rudd diz que este é o primeiro ato oficial do novo governo australiano, demostrando a preocupação da nação e dos governantes com a causa das mudanças climáticas. Ainda segundo Rudd, a ratificação “é um passo significativo para os esforços australianos na luta contra o aquecimento global, tanto nacional quanto mundialmente”.
A assinatura deve ser enviada a ONU e demorará cerca de 90 dias até que a ratificação se torne oficial. A Austrália se tornará um membro completo do Protocolo de Quioto antes do final de março de 2008.
Em 2003 a Austrália ocupava a 19ª posição no ranking dos países mais poluidores. Considerando as emissões per capita, a Austrália fica atrás dos EUA, Noruega e Canadá, com cerca de 17 tonnes de carbono por habitante.
Saiba mais:
The New York Times
Rastro de Carbono – Maiores emissores de CO2 do mundo

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