Solo Amaz√īnico. Uma riqueza por si s√≥ mantida

O Monitoramento feito pelo Boletim do Desmatamento, do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz√īnia) detectou, durante o m√™s de Dezembro de 2011, 40 quiloŐāmetros quadrados de √°rea desmatada na AmazoŐānia Legal. A maior parte do desmatamento est√° em √°reas privadas ou outros tipos de posse, seguidas de assentamentos de reforma agr√°ria, unidades de conserva√ß√£o e terras ind√≠genas.
O solo amaz√īnico √© composto em sua maior parte por minerais argilosos ou mesmo arenosos, caracterizando um solo pobre em mat√©ria org√Ęnica. Toda sua diversidade e beleza √© mantida em virtude de uma fina camada de nutrientes proporcionada pela biomassa da floresta (folhas, galhos e frutos senescentes), aliada a um regime pluviom√©trico favor√°vel e aos microrganismos que habitam o solo.
Os solos desmatados, como os detectados pelo Imazon, perdem rapidamente a mat√©ria org√Ęnica original e seus microrganismos, tornando-se inf√©rtil e deixando produtores locais sem meios para recuperar a fertilidade observada no in√≠cio do cultivo.
H√° importantes estudos brasileiros sobre os impactos ambientais do desmatamento na Amaz√īnia, dentre eles podemos destacar o trabalho de Lira et. al., o qual avaliou os impactos ambientais do uso da terra em √°reas de assentamento. Este estudo levou em considera√ß√£o os processos migrat√≥rios para a regi√£o estudada e os impactos ambientais ocasionados por eles.
Os autores destacam em seu trabalho sistemas de produ√ß√£o inadequados para as condi√ß√Ķes agroecol√≥gicas locais, como o corte e queima (da vegeta√ß√£o prim√°ria e secund√°ria) e a ado√ß√£o da pecu√°ria extensiva em larga escala.
A superexploração dos recursos extrativistas, a ausência de critérios ecológicos e o curto ciclo de utilização da terra, são outras práticas que produzem impactos ambientais negativos, citados por Oliveira (1998) em seu trabalho com os seringueiros do estado do Acre, trabalho também citado por Lira et. al.
Por este motivo, e por tantos outros, ¬†√© importante a produ√ß√£o associada a planejamentos que considerem a manuten√ß√£o dos ecossistemas naturais e tamb√©m a recupera√ß√£o de √°reas degradadas. Estes planejamentos comp√Ķem os Sistemas de Uso da Terra, tamb√©m chamados de SUT.

Os microrganismos, principalmente a ¬†mesofauna, atuam indiretamente na decomposi√ß√£o da mat√©ria org√Ęnica. Jos√© W. de Moraes et. al., em Diferentes Sistemas de Uso da Terra no Alto do Rio Solim√Ķes, ¬†registrou os primeiros dados sobre a riqueza da mesofauna do solo em SUTs de comunidades ribeirinhas da Amaz√īnia Ocidental. Este estudo mostrou que SUTs do tipo ro√ßa parecem manter uma gama de organismos do solo semelhantes ao da floresta prim√°ria, ao passo que o sistema agroflorestal apresenta composi√ß√£o semelhante ao das pastagens.

Outros organismos importantes na manuten√ß√£o da sa√ļde do solo que s√£o perdidos com o desmatamento s√£o os fungos micorr√≠zicos arbusculares (FMAs), os quais garantem uma absor√ß√£o r√°pida dos nutrientes do solo pelas ra√≠zes antes que estes sejam levados pela lixivia√ß√£o. A efici√™ncia destes fungos em sistemas de uso na Amaz√īnia foram analisados por pesquisadores brasileiros, trabalho de Silva, G. A et. al., publicado na Revista Acta Amazonica, no ano de 2009.

Portanto, estudos sobre as melhores formas de utiliza√ß√£o do solo e a√ß√Ķes que valorizam os produtos amaz√īnicos, √© de suma import√Ęncia para manuten√ß√£o dessas √°reas. Auxiliar os produtores locais na escolha do uso da terra e reconhecer os limites da explora√ß√£o dos recursos da regi√£o, permite que o manejo preserve condi√ß√Ķes cruciais encontradas em sistemas naturais e que mant√©m sua diversidade, quando utilizadas corretamente.

Referências bibliográficas e leituras sugeridas:

  1. SILVA, Gl√°ucia Alves e; SIQUEIRA, Jos√© Oswaldo; ST√úRMER, Sidney Luiz. Efici√™ncia de Fungos Micorr√≠zicos Arbusculares Isolados de Solos Sob Diferentes Sistemas de Uso na Regi√£o do Alto Solim√Ķes na Amaz√īnia. Acta Amazonica, v. 39, n. 3, p.477-488, 2009.

  2. MORAES, Jos√© W de et al. Mesofauna do Solo em Diferentes Sistemas de Uso da Terra no Alto Solim√Ķes, AM. Ecology, Behavior And Bionomics: Neotropical Entomology, v. 39, n. 2, p.145-152, abr. 2009.

  3. OLIVEIRA, R. L. Extrativismo e Meio Ambiente: conclus√Ķes de um estudo sobre a rela√ß√£o do seringueiro com o meio ambiente. In: HOMMA, A. K. O. Amaz√īnia: meio ambiente e desenvolvimento agr√≠cola. Bras√≠lia, 1998.

  4. de LIRA, E. M.; Wadt, P. G. S.; GALV√ÉO, A. de S.; RODRIGUES, G. S. Avalia√ß√£o da capacidade de uso da terra e dos impactos ambientais em √°reas de assentamento da Amaz√īnia ocidental. Revista de Biologia e Ci√™ncias da Terra, v. 6, n. 2, 2006.

Ter ou n√£o ter? Eis a quest√£o!

Muitas mudan√ßas ocorrem na vida das pessoas que engravidam. Depois que o beb√™ nasce, h√° necessidade de estabelecer uma rotina toda especial para acolher o novo ser, o novo morador da casa. Para alguns pais, a mudan√ßa √© t√£o radical que a crian√ßa passa a ser o centro de todas as aten√ß√Ķes, e tarefas ou eventos que antes eram parte do cotidiano do casal, deixam de existir. Em casos extremos, at√© o “casal” deixa de existir como casal e passam a ser apenas um homem e uma mulher (geralmente mas n√£o exclusivamente) cuidando de outro ser.

Por conta dessas mudanças todas e mais outras que não sou capaz de relatar, muitos casais passam por um grande momento de reflexão. Ter ou não ter uma criança? Eis a questão.

Um dos pontos que podem passar na cabe√ßa dos pais √© a ambiental. Sim… acredito que esse tema passe na cabe√ßa de alguns pais – a minoria deles. Nunca vi ningu√©m dizer que n√£o gostaria de ter filhos POR CAUSA do impacto que isso teria no meio ambiente – em geral, o impacto ambiental √© parte de uma lista de outros motivos para n√£o ter filhos – o econ√īmico, a sa√ļde financeira, a liberdade do casal de fazer o que quer na hora que quer, a impress√£o de “incapacidade” de criar e formar um novo cidad√£o, etc, etc, etc.

Fiz até uma breve enquetezinha no Twitter. As respostas seguem:

@panaggio: Deixar de ter filhos n√£o. Mas me limitar a ter poucos sim

@corinthiana: √ďbvio, isso seria uma √≥tima desculpa hahaha

@clauchow: Unica e exclusivamente por essa causa? Nao, essa √© s√≥ MAIS UMA causa…

@thanuci: Eu não deixaria de tê-los mas também não sairia me reproduzindo por cissiparidade também. ^^

@mabegalli: √© a “causa ambiental” pode ser vista tb em 1 sentido cognitivo: sociedade,violencia, $

@dcoutosilva: N√£o..

@danielegal: N√£o e vc?

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Eu??? Eu n√£o. Mas n√£o consigo deixar de pensar na ideia de n√£o ter. Tudo porque racionalmente eu sei que o excesso de seres humanos na Terra pode acabar levando a um colapso total, com aus√™ncia de recursos para a sobreviv√™ncia de todos. “Pode acabar levando” porque tamb√©m tenho esperan√ßas de que somos inteligentes o suficiente para trabalharmos em possibilidades de reutiliza√ß√£o, reciclagem, redu√ß√£o de consumo, uso de energia renov√°vel, agroecologia, etc, etc, etc.

Chega ser até bem simples pensar racionamente: quanto mais seres vivos dependem de um recurso essencial para viverem, como água, por exemplo, menos teremos desse recurso por indivíduo. Se, além de termos recursos finitos (como e exemplo da água), ainda temos problemas em mantê-los adequados para uso (limpa, potável, inodora, etc, etc, etc) então há de se esperar que esse recurso tende a chegar a zero quanto maior for a população e quanto maior o descaso com o recurso (poluição, desperdício, etc, no caso do nosso exemplo).

Uma alternativa √© pensar em levar uma vida o menos impactante poss√≠vel, e fazer da vida desse novo ser tamb√©m o menos impactante poss√≠vel. Infelizmente, ainda n√£o somos uma sociedade preparada para sermos o “menos impactante poss√≠vel”. E, algumas tentativas de fazer isso “cheiram” para alguns coisa de eco-chato, xiita do clima, hipponga e mais tantas outras coisas que j√° ouvi.

E voc√™? J√° pensou em n√£o ter um filho pela causa ambiental? J√° pensou que, no futuro, o √≠ndice de natalidade pode ser controlado por pol√≠ticas p√ļblicas? O que pensa sobre ter ou n√£o filhos?

A reconstrução do tempo

H√° v√°rios dias quero escrever sobre como anda minha percep√ß√£o do tempo – principalmente nas grandes cidades – nos dias atuais. Tudo come√ßou com uma reflex√£o em um feriado qualquer: ir ou n√£o a um anivers√°rio na quinta feira a noite do outro lado da cidade. Anivers√°rio, boca livre, encontro com a fam√≠lia estavam de um lado. Caos, tr√Ęnsito, estresse de congestionamento pr√©-feriado, do outro.

Ganhou, claro, o “vou ficar em casa”. Poxa vida… marcar anivers√°rio numa quinta-feira a noite pr√©-feriado √© muito ruim e muita sacanagem. E, depois da reflex√£o, votei que era um desrespeito enorme com as pessoas. Todas. As convidadas e as anfitri√£s. 

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Rel√≥gio astron√īmico de Praga. Flicrk, cr√©dito de simpologist.

Em outro feriado qualquer, festa em outra cidade. Quando? No domingo √† noite, volta de outro feriado. Tr√Ęnsito, tr√Ęnsito. Caos. Litros de combust√≠vel queimados para ficar parado. Estresse. Nem preciso dizer que ganhou, de novo, o “vou ficar em casa”, n√©? Gente… n√£o d√°. Temos que nos readaptar √†s novas realidades do mundo. Temos um mol de carros das ruas, n√£o vamos acabar com todos eles amanh√£, o IPI continua baixo, o que s√≥ significar√° mais carros nas ruas. No caos das prepara√ß√Ķes pr√© e p√≥s-feriado, at√© os transportes p√ļblicos s√£o ca√≥ticos. E, nas duas condi√ß√Ķes acima, ir de bicicleta, a p√©, de patins, estava absolutamente fora de cogita√ß√£o.

Dia de semana. Reuni√£o de trabalho. Nada mais justo, necess√°rio e digno sair para uma reuni√£o de trabalho. Hora marcada: 17:00 hs. Eu fico mesmo pensando se temos o direito de entrar em contato com quem marcou a reuni√£o e dizer: “Amigo, pelamordedeus, n√£o d√° pra ser mais cedo? Sabe, √© que, se locomover em S√£o Paulo √†s 17:00 horas √© um caos. E as 18:30 horas, estimado para o fim da reuni√£o, √© pior ainda.” 

√ďbvio, que n√£o pude me aguentar e entrei em contato. Vai que… n√©? Ainda bem que eram pessoas que entendem a l√≥gica do tr√Ęnsito e toparam adequar o hor√°rio. Aperta agenda daqui, aperta dali. Remarca um telefonema internacional, pede licen√ßinha pra atender um telefonema durante a reuni√£o. Nada disso, mesmo, me incomoda mais do que ficar horas no tr√Ęnsito. Nada.

Sinto, de verdade, que o anivers√°rio, a festa, a reuni√£o, e tantos outros eventos que convidamos e somos conviados diariamente, n√£o s√£o marcados para “sacanear” com as pessoas. Definitivamente n√£o s√£o. Mas, me intriga o fato de ainda n√£o termos nos dado conta – eu inclusive – de que alguns hor√°rios n√£o s√£o mais pratic√°veis, n√£o s√£o mais saud√°veis.

Vai ser dif√≠cil se adequar aos limites temporais dos pr√≥ximos tempos? Sem d√ļvidas. Mas eu vou tentar.

Ainda n√£o flopou, mas eu voto que vai flopar*

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Fonte: http://nypost-se.com/news/world_news/flopenhagen-could-things-go-rotten-in-the-state-of-denmark/

*Flopar é um aportuguesamento (?) do verbo inglês to flop que significa mudar, falhar, ou melhor, miar.

* O termo “Flopenhague” tem sido usado mundo afora. No Brasil, por Claudio Angelo, no Laborat√≥rio.

A regra √© clara: o Protocolo de Kyoto vale s√≥ at√© 2012. O Protocolo de Kyoto cumpriu seu papel na medida em que trouxe um monte de novidades: a inaugura√ß√£o de uma era onde pensar no meio ambiente tornou-se chave em diversos setores, a possibilidade de mudan√ßa de uma estrat√©gia energ√©tica e econ√īmica baseada em consumo de recursos para estrat√©gias baseadas em recursos renov√°veis, a possibilidade de mudan√ßas no estilo de vida de cada um, de modo que cada um pensasse mais no meio ambiente.

Fato √© que, sem puni√ß√Ķes para os pa√≠ses que n√£o cumprem com suas metas, o Protocolo de Kyoto fica meio “frouxo”. Eu entendo que, de repente, √© √≥bvio que, nossos camaradas governantes, t√™m o DEVER SOCIAL, POL√ćTICO E AMBIENTAL de cumprir com as metas – e por isso n√£o precisavam de uma “puni√ß√£o”, porque, afinal, o descumprimento parecia, simplesmente, burrice. Estamos falando que, no caso de um descumprimento, as chances de tornar a vida na Terra um tanto mais insuport√°vel s√£o grandes. Veja. Tornar a vida insuport√°vel pode significar extin√ß√£o gradativa ou diminui√ß√£o consider√°vel na riqueza de centenas, milhares, de esp√©cies animais e vegetais. Inclusive uma tal de Homo sapiens, que no momento, me parece pouco “sapiens”.

Ent√£o t√°. Como bons “sapiens” que somos, j√° entendemos que o prazo de validade do Protocolo de Kyoto est√° chegando ao fim. Tamb√©m parece √≥bvio que tenhamos que substitu√≠-lo por alguma coisa, outro acordo mundial, outro compromisso com redu√ß√£o de gases do efeito estufa, outro compromisso com energia renov√°vel, investimento tecnol√≥gico, crescimento baseado em eco-economia, respeito √†s comunidades mais vulner√°veis, respeito √† vida e √† sa√ļde da  popula√ß√£o do mundo. √ďbvio? Nem tanto. 

A COP-15 acontece o m√™s que vem, h√° exatos 20 dias (acompanhe o countdown aqui). H√° um ano ela era a esperan√ßa da manuten√ß√£o de um acordo mundial sem precedentes na hist√≥ria. Hoje, j√° duvido. Yvo de Boer, secret√°rio-executivo da Conven√ß√£o do Clima, disse oficialmente que os representantes dos pa√≠ses presentes na COP-15 devem chegar l√° com decis√Ķes claras, de modo a garantir que essa reuni√£o seja o marco de um novo tratado entre os pa√≠ses signat√°rios de Kyoto (leia mais aqui). A ver pelo Brasil, tenho d√ļvidas de que “decis√Ķes claras” sejam de fato o que os representantes levar√£o. Atualmente voto mais num “eu s√≥ fa√ßo se o fulano fizer”, “s√≥ diminuo se meu vizinho diminuir”, “s√≥ proponho metas se os pa√≠ses emergentes tamb√©m reduzirem”. Quer apostar? Eu espero perder.

Minha bola de cristal diz que China e EUA v√£o mijar no p√© e chegar l√° de m√£os abanando. Os pa√≠ses emergentes, que tanto fizeram e significaram para a confec√ß√£o do acordo de 1997, perderam totalmente as r√©deas da lideran√ßa e agora s√≥ pensam em como tirar proveito do resto. Vide o Brasil, que n√£o tem metas de redu√ß√£o baseadas nas emiss√Ķes de 1994 (diferente do universo, as “redu√ß√Ķes” brasileiras adotam crit√©rios de “estimativas de emiss√Ķes previstas para 2020” – rid√≠culo), dificilmente adotar√° alguma meta decente e s√≥ quer saber de cobrar os outros. Conta os metros quadrados de n√£o-desmatamento da Amaz√īnia mas assiste de camarote a savaniza√ß√£o do Cerrado e a transforma√ß√£o do nosso maior bioma em pasto – ou monocultura, depende de quem chegar primeiro. Discute de portas fechadas o novo c√≥digo florestal e aos poucos torna mais enxutas nossas unidades de conserva√ß√£o.

Nosso Minist√©rio do Meio Ambiente? Esse, sinto muito, perde qualquer discuss√£o para o forte e poderoso Minist√©rio da Agricultura, independente dos ministros que ocupem as casas. Com a Agricultura n√£o tem tempo quente. Tem que ter produ√ß√£o. E pra produzir precisa espa√ßo. E se aquela “mata feia” n√£o d√° dinheiro, arranca fora que tem o que nos d√™. E assunto encerrado.

Mas uma vez, estou esperando ver essa COP-15 naufragar. N√£o vejo esfor√ßos dentro da nossa casa, n√£o vejo esfor√ßos no exterior. E como acordos mundiais do porte de Kyoto dependem de boa vontade dos governantes, sinto que n√£o teremos boas not√≠cias em 20 dias. Uma pena. Mais uma vez o lucro e o dito “desenvolvimento a qualquer custo” v√£o vencer. 

Saiba mais:

+ Anfitri√£o de Copenhague e EUA j√° falam em adiar acordo sobre clima 

+ Prazo do Código Florestal não deve ser prorrogado, diz ministro

+ Brasil, UE e emergentes v√£o pressionar China e EUA para meta de CO2, diz Minc

Trafigura e a importação de lixo tóxico

√Č capaz de voc√™ j√° ter ouvido ou lido por a√≠ sobre o mais novo esc√Ęndalo do momento: a importa√ß√£o de lixo t√≥xico pela empresa Trafigura. √Č… √© isso mesmo. Importa√ß√£o de lixo t√≥xico, voc√™ n√£o leu mal.

Agrade√ßa √†s m√≠dias sociais por esse esc√Ęndalo ter vindo √† tona. O jornal brit√Ęnico Guardian, pela primeira vez na sua hist√≥ria e contrariando os direitos de express√£o dispostos em lei na Inglaterra desde 1688, foi proibido de falar sobre o caso. Foram press√Ķes vindas de m√≠dias sociais, como o Twitter – na qual #trafigura figurou entre os Trending Topics – que fizeram o bloqueio a censura cair, permitindo que os jornais brit√Ęnicos seguissem com as den√ļncias.

O caso é o seguinte: Trafigura, com sede em Londres, é uma imensa comercializadora de óleo e commodities. A empresa é responsável pela morte e danos a mais de 30.000 africanos contaminados com lixo tóxico no que é chamado o pior desastre relacionado a poluição da atualidade.

Na semana passada, denuncias sobre o esc√Ęndalo chegaram ao parlamento brit√Ęnico em forma de uma pergunta sutil e de um relat√≥rio (conhecido como Minton report) – e foi a√≠ que o jornal Guardian foi impedido de falar sobre o caso. O relat√≥rio dizia como o lixo t√≥xico de enxofre foi parar na regi√£o de Abidjan

Como aconteceu

O √≥leo de petr√≥leo, comprado pela Trafigura no M√©xico, foi transportado pelo navio Probo Koala, e processado de modo, “porco” e barato – envolvia a chamada “lavagem c√°ustica” – nos tanques do pr√≥prio navio. Esse procedimento faz as impurezas do √≥leo de petr√≥leo barato mexicano, basicamente derivados de enxofre, separarem-se do √≥leo tornando-o mais “puro” (e mais caro). Os res√≠duos de enxofre ficaram dessa maneira acumulados no fundo do tanque do navio e o √≥leo, pode ser comercializado a pre√ßos maiores.

Os res√≠duos que sobraram no fundo, ap√≥s a retirada do √≥leo comercializ√°vel,  geraram uma forma de lixo t√≥xico, que ap√≥s ser analisado em Amsterdan, recebeu uma proposta cara de manejo – n√£o era o lixo t√≥xico habitual, era muito pior. Descontente com a proposta, o navio foi ordenado a buscar outros portos e seguiu para a √Āfrica. 

Dia 19 de agosto de 2006 o lixo foi deixado em Abidjan. Assim que foi deixado, vários moradores locais começaram uma prática comum a eles: reviraram o lixo em busca de algo com valor suficiente para ser vendido.

O terr√≠vel cheiro tomou conta da regi√£o. Adultos e crian√ßas morreram v√≠timas da intoxica√ß√£o. Outras tantas ainda sofrem as consequ√™ncias, como perda de seus beb√™s rec√©m-nascidos. Rios foram contaminados, peixes morreram. Tudo isso para satisfazer a gan√Ęncia por mais lucros da empresa Trafigura.

O que a empresa diz: Cheira, mas n√£o √© perigoso! 

Entretanto, em entrevista para a Newsnight, em 2007, o co-fundador da Trafigura, Eric de Turckheim n√£o fica muito confort√°vel com as peguntas: “Por que voc√™s mandaram o lixo para a √Āfrica?” ou “Por que voc√™s mandaram para a √Āfrica um res√≠duo que custaria meio milh√£o de euros para ficar seguro na Holanda?”

As respostas de Turckheim s√£o vagas, e passam por “os res√≠duos eram apenas √°gua, soda c√°stica e gasolina, n√£o eram perigosos” ou “Ivory Coast √© um ponto de com√©rcio e tem autoriza√ß√£o para lidar com os res√≠duos”. 

A entrevista vale a pena ser assistida se você entende inglês ou não, só para ver o desconforto do entrevistado Рé o terceiro vídeo, nesse endereço.

Saiba mais

BBC News – Dirty tricks and toxic waste in Ivory Coast

Guardian – How UK oil company Trafigura tried to cover up African pollution disaster

Wikileaks – Minton report: Trafigura toxic dumping along the Ivory Coast broke EU regulations, 14 Sep 2006

Porque livro bom é livro livre

Livro bom √© livro livre. A gente l√™, armazena a informa√ß√£o interessante para n√≥s, e passa pra frente. Algu√©m que n√£o pode comprar livros novos (porque s√£o caros) l√™ e armazena as mesmas informa√ß√Ķes que voc√™, ou outras, que lhe parecem mais interessantes e passa pra frente de novo. Considerando que voc√™ goste de livros de papel (e n√£o ebooks), bibliotecas p√ļblicas s√£o fant√°sticas exatamente porque √© poss√≠vel ler praticamente qualquer livro sem ter que compr√°-lo. Sebos s√£o sensacionais para achar aquela edi√ß√£o antiga daquele livro que ningu√©m publica mais. Trocar, reutilizar, compartilhar, dividir. T√£o legal e sustent√°vel num mundo de tanta compra.
Eu estava h√° tempos com os livros para serem reutilizados em uma caixa l√° em casa. Alguns amigos que foram me visitar nesse per√≠odo sa√≠ram com exemplares pra eles, mas ainda assim sobraram livros. A semana passada resolvi que deveria libert√°-los de uma vez por todas. S√£o livros legais, que eu li, gostei, mas dificilmente vou ler de novo – OK… tem uns que eu n√£o gostei… e esses eu n√£o vou ler de novo mesmo.
Pensei em levar a um sebo, tentar vender ou conseguir créditos para pegar outros livros no sebo mesmo, mas só de pensar em carregar aquele monte de livros para algum lugar (não tem nenhum sebo perto de casa então havia necessidade de uma certa logística), desisti.
Tentei anunciar no Twitter, num esquema “d√™ seu lance, n√£o precisa ser muito” mas n√£o consegui nenhuma resposta.
Tentei registrá-los no site Estante Virtual mas descobri que só pessoas com CNPJ podem vender [UPDATE] Рo Luiz Bento, nos comentários, diz que ele já cadastrou livros pra vender sem CNPJ, eu que não consegui/procurei direito [/UPDATE], embora qualquer um possa comprar Рe de fato é uma excelente alternativa. Já comprei livros através da Estante Virtual e fiquem bem feliz!
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Pensei tamb√©m em libert√°-los num esquema mais “libertat√≥rio” ainda, mas a verdade √© que ainda n√£o me acostumei bem com essa ideia e por isso fiquei meio triste e me achei extremamente “loser” “conservadora”. Um dia, quando eu for grande, vou tentar deixar um livro ao relento, sujeito a ventos, chuvas e trovoadas, coco de pombos e afins. (Embora de fato eu acredite que algu√©m vai achar e salvar o livro bem antes de qualquer um desses problemas de origem natural).
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Qual a solu√ß√£o? Doar para uma biblioteca p√ļblica me ocorreu, mas me lembrei da log√≠stica associada ao sebo e tamb√©m desisti. Tem uma escola p√ļblica DO LADO de casa, mas nenhum dos livros √© exatamente literatura infantil ou infanto-juvenil. Tem livros em ingl√™s, por exemplo, mas n√£o s√£o para iniciantes nos estudos da l√≠ngua estrangeira, ent√£o tamb√©m n√£o adiantaria levar pra escola de ingl√™s DO OUTRO LADO de casa.
Resolvi olhar o site Trocando Livros. Me pareceu uma alternativa interessante. Eu registro o livro, alguém escolhe, eu envio e pago a taxa de envio e ganho um ponto se for uma boa garota. O ponto serve pra eu escolher o livro que alguém registrou.
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Sexta feira (menos de uma semana antes de ter registrado os livros) ganhei meu primeiro ponto no Trocandolivros. Recebi o pedido, embrulhei o livro, paguei R$ 3,80 para enviá-lo ao Paraná e agora, com o meu ponto posso escolher qualquer livro Рque eu de fato desejo que esteja em um estado de conservação tão bom quanto estava o que eu mandei. Gostei. Gostei muito. Essa alternativa me serviu muito muito bem.
E aí? Aposto que tem livros pra você libertar na sua casa. Escolha seu método e liberte-o. Livro bom é livro livre!
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Alternativa para os livros de papel:
Dom√≠nio P√ļblico

Reflex√Ķes sobre o dia mundial sem carro

logodiamundialsemcarro.gifHoje é dia 22 de setembro. Desde a década de 1990, comemora-se nesse dia o Dia Mundial sem Carro

Mais do que o dia das pessoas deixaram (ou tentarem deixar) seus carros em casa, esse √© um dia de reflex√£o sobre a mobilidade urbana, sobre como contribuimos com a cidade onde vivemos. √Č o dia que deixamos (ou tentamos deixar) o universo particular do nosso carro e nos deixamos envolver pelo universo de pessoas, situa√ß√Ķes, coisas boas e problemas da cidade que geralmente passam despercebidos ou n√£o nos incomodam quando estamos parados no tr√Ęnsito, no aconchego do nosso autom√≥vel.

Vamos aos fatos… eu n√£o tenho n√ļmeros, mas posso apostar um bra√ßo que a quantidade de carros nas ruas da d√©cada de 1990 pra c√°, s√≥ aumentou. O que penso sobre isso? Mais do que “as pessoas n√£o est√£o refletindo o suficiente e est√£o comprando carros extras para fugir do rod√≠zio” penso que de l√° pra c√° poucas pol√≠ticas p√ļblicas que buscam melhorar a mobilidade em grandes centros urbanos foram postas em pr√°tica. Penso que deixar √ļnica e exclusivamente a responsabilidade sobre cada um, pessos f√≠sicas, funciona no come√ßo, mas n√£o vai funcionar para sempre. 

√Č hora de investimentos em transporte p√ļblico, ciclovia, carros eficazes para uso de energia renov√°vel. √Č hora de sobretaxarmos carros velhos e poluentes e n√£o fazer o que fazemos,  deixando o IPVA deles gr√°tis. √Č hora de investimentos em seguran√ßa para ciclistas, pedestres e outros meios de transporte alternativos. 

Mas… O que vi por a√≠ ontem e hoje foi isso: (a√≠ vai uma amostra)

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Triste n√©? Triste que as campanhas para Dia sem Carro, Hora do Planeta, ou qualquer outra iniciativa semelhante tenham se reduzido a campanhas chatas e sem prop√≥sito e, por consequ√™ncia sem ades√£o, at√© mesmo para pessoas inteligentes que sempre t√™m v√°rias opini√Ķes legais. 
Triste que n√£o acreditemos que campanhas como a do Dia Mundial sem Carro v√£o fazer prefeitos e governadores, vereadores e deputados refletirem sobre suas pr√≥prias a√ß√Ķes, ou mais, sobre pol√≠ticas p√ļblicas que fa√ßam as a√ß√Ķes pessoais serem melhores. 
Triste que, mesmo que os governos estejam se preparando para que as pessoas fa√ßam ades√£o √† campanha, a gente consiga reclamar que se houver aumento de tr√Ęnsito, vai ser culpa do governo, que aumentou os transportes p√ļblicos dispon√≠veis.
Ano passado eu postei sobre isso. Estava mais otimista, eu acho. Isso porque, pra mim, deixar o carro em casa n√£o √© mais um sacrif√≠cio faz tempo. Mas refleti sobre algumas coisas. Por exemplo: 
1) Acho que a responsabilidade por seu transporte de casa at√© o trabalho, durante o trabalho, e do trabalho at√© em casa √© da empresa e o que quer que seu carro tenha emitido nesse percurso √© responsabilidade dela, portanto, se voc√™ tirou seu carro da garagem hoje S√ď para trabalhar, est√° participando ativamente do Dia Mundial sem Carro.
2) Acho que as opini√Ķes p√ļblicas variam mais do que mar√©. Ora biocombust√≠veis s√£o a solu√ß√£o da energia no futuro, ora o petr√≥leo do pr√©-sal √© que √© sin√īnimo de poder. Ora estamos sendo ouvidos nas confer√™ncias internacionais sobre o clima por nossos exemplos, ora estamos planejando constru√ß√£o de termel√©tricas a carv√£o e carros movidos √† diesel. Por essas e outras que n√£o depositamos cr√©dito nenhum em campanhas de cunho ambiental e ainda chamamos quem levanta a bandeira de xiitas ecochatos.
Nesse momento de reflex√£o, hoje, estou um pouco c√©tica, talvez menos do que eu estava na Campanha da Hora do Planeta, mas ainda assim, c√©tica. Acho que c√° como l√°, falta educa√ß√£o ambiental de qualidade. 
C√° menos que l√°, admito. Tem uma por√ß√£o de coisas sendo feitas por a√≠ hoje. No site Catraca livre, por exemplo, algumas op√ß√Ķes. No site Nossa S√£o Paulo, mais umas tantas, que come√ßaram dia 17 de setembro e v√£o at√© dia 24, quinta-feira pr√≥xima. E a√≠? Voc√™ vai aderir √† campanha hoje? Vai refletir sobre isso?

Troco toalhas por √°rvores

O que voc√™ acha de uma campanha que busca plantar 1 bilh√£o de √°rvores por ano? √Č loucura? √Č imposs√≠vel? N√£o tem lugar? Nem dinheiro? N√£o tem apoio, investimento, vontade pol√≠tica, volut√°rios? Pois bem… A Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas, atrav√©s do PNUMA (Programa das Na√ß√Ķes Unidas para o Meio Ambiente) lan√ßou a iniciativa mas o objetivo deles n√£o √© mais plantar um bilh√£o de √°rvores… √© plantar SETE bilh√Ķes de √°rvores!

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Como? Encorajando crian√ßas, jovens, adultos, idosos, comunidades, cidades, empresas, ind√ļstrias, sociedade civil e governos a assumirem o compromisso de plantar quantas √°rvores conseguirem. Pode ser uma? Pode! As pessoas e institui√ß√Ķes p√ļblicas ou privadas assinantes devem buscar um ambiente a ser reflorestado e estudar esp√©cies nativas daquele ambiente. Tamb√©m se responsabilizam por sair em busca de recursos para colocar a a√ß√£o em pr√°tica! Como faz pra participar? Basta preencher esse formul√°rio de comprometimento e atualizar as informa√ß√Ķes constantemente para o PNUMA monitorar o plantio e o crescimento das √°rvores!

A id√©ia √© da Professora Wangari Maathai, queniana, bi√≥loga, Pr√™mio Nobel da Paz em 2004 e fundadora do Movimento Cintur√£o Verde. A funda√ß√£o da Professora Maathai j√° plantou mais de 30 milh√Ķes de √°rvores em 12 pa√≠ses africanos desde 1977 e agora serve de exemplo para o plantio de 7 bilh√Ķes de √°rvores no mundo todo.

Tem iniciativa acontecendo no Brasil? Tem! A Accor Hospitality, sob as marcas Sofitel, Pullman, Novotel, Mercure, Suitehotel, Ibis, all seasons, Etap Hotel, Formule 1 e Motel 6 contribuir√° para o plantio de 3 milh√Ķes de √°rvores em sete diferentes regi√Ķes florestais do mundo e uma delas √© o Brasil, na regi√£o da Bacia do S√£o Francisco, atrav√©s da Nordesta Reflorestamento e Educa√ß√£o! Outros locais contemplados s√£o o sudoeste da Fran√ßa, com o Programa Forestavenir da Forestour no Senegal, na zona de Le Niayes, na Tail√Ęndia, atrav√©s do Plant a Tree Today (PATT).

Em Minas Gerais, na região próxima ao Parque Nacional da Serra da Canastra, na cidade de Vargem Bonita, por exemplo, o trabalho da Nordesta já começou. Já foram plantadas mais de 3.000 árvores em propriedades como a da Pousada da Limeira, antigamente área de mineração intensa. Até o final desse ano, serão 90.000 árvores. O plantio deve acontecer em dezembro e janeiro, época de chuva, quando a terra está apta para receber as mudas. Atualmente, as mudas habitam o viveiro da Universidade Federal de Lavras.

Mas, de onde a Accor está tirando os investimentos para esse projeto? Essa é a parte mais legal e que dá nome a esse post. Os clientes dos hotéis são convidados a não disporem suas toalhas para lavar todos os dias (como já acontecem em vários lugares) e assumem eles próprios o compromisso da ação. A cada cinco toalhas não lavadas, 50% do dinheiro economizado vai para o plantio das árvores lá, do ladinho de uma das nascentes do Velho Chico. O Plant for the Planet fica inserido dentro do Programa Earth Guest que a Accor desenvolve desde 2006, buscando a preservação dos recursos naturais da Terra.

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A Accor me convidou para ver o local onde as √°rvores ser√£o plantadas e para conhecer um pouco mais da Serra da Canastra e da nascente do S√£o Francisco. A viagem foi espetacular, as pessoas, ainda mais. Espero poder voltar l√° em dezembro para ajudar no plantio.

Rastro de Carbono ganha prêmio de divulgação científica

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Ontem foi divulgada a lista dos ganhadores do Pr√™mio ABC para blogs cient√≠ficos. O Rastro de Carbono ficou em primeiro lugar na categoria “Ambiente e Ci√™ncias da Terra”. O an√ļncio foi feito pelo Professor Osame Kinouchi em seu blog, o Sem Ci√™ncia.

O Prêmio ABC é idealizado pelo Laboratório de Divulgação Científica da USP Ribeirão Preto. Os concorrentes aos prêmios pertencem ao Anel de Blogs Científicos e os votos são abertos somente para a própria comunidade.

O Anel de Blogs Científicos é composto por blogs de excelente qualidade, mantidos por pessoas incríveis, com conhecimento profundo sobre o que escrevem. Ficar em primeiro lugar em uma lista de blogs tão bons com eleitores tão críticos me deixa extremamente feliz.

A premiação ocorrerá no próximo final de semana, no II Ewclipo РEncontro de Weblogs Científicos em Língua Portuguesa.

As categorias e ganhadores s√£o:

Ambiente e Ciências da Terra
1) Rastro de Carbono (BR) – 26 votos
2) Geófagos (BR) Р16 votos
3) Ecodesenvolvimento (BR) – 13 votos

Ciência Geral, Política Científica e Tecnologia
1) 100nexos (BR) – 20 votos
2) 42 (BR) – 14 votos
3) SemCiência (BR) e Xis-Xis (BR) Р11 votos

Ciências da Vida
1) Brontossauros em Meu Jardim (BR) – 23 votos
2) Rainha Vermelha (BR) – 16 votos
3) RNA Mensageiro (BR) – 12 votos

Química, Física e Astronomia , Matemática e Computação
1) Chi Vó Non Pó (BR) Р21 votos

2) Ars Physica (BR) – 12 votos
3) Big Bang Blog (BR), F√≠sica na Veia (BR), Desafios Matem√°ticos (PT) e [UPDATE] Caf√© com Ci√™ncia (BR) [/UPDATE] – 6 votos

Ciências Sociais e Humanidades , Educação e Blogs Didáticos
1) Chapéu, Chicote e Carbono-14 (BR) Р22 votos

2) Tubo de Ensaios (BR) – 10 votos
3) Vídeos para o Ensino da Física e da Química (PT) Р7 votos

Mente e C√©rebro, Sa√ļde e Medicina
1) Ecce Medicus (BR) – 22 votos
2) A Neurocientista de Plant√£o (BR) – 17 votos
3) Blog da Revista Mente e Cérebro (BR) e Bala Mágica (BR) Р10 votos

UFA! Espero não ter me esquecido de linkar ninguém! Parabéns a todos!

Destino: Porto de Galinhas

Eu vou pra Maracangalha eu vou 
Eu vou de uniforme branco eu vou 
Eu vou de chap√©u de palha eu vou 
Eu vou convidar An√°lia eu vou

Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só
Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só
Eu vou só sem Anália
Mas eu vou

Maracangalha – Dorival Caymmi

Pois √©… n√£o √© exatamente para Maracangalha que o Carlos Hotta vai. √Č para Porto de Galinhas, convidado pelo pessoal do Porto cai na rede. A a√ß√£o – na minha opini√£o, uma das poucas na blogosfera que eu achei inteligente de fato – pretende promover Porto de Galinhas como destino tur√≠stico. O projeto √© uma parceria da Secretaria de Turismo de Ipojuca, a Associa√ß√£o de Hot√©is de Porto e Galinhas, a EMPETUR e a SETUR/PE. 

Simples e eficiente. Depois da a√ß√£o, vai ser colocar no buscador “porto de galinhas” que qualquer cidad√£o vai dar de cara com pelo menos 45 man√©s posts falando sobre as belezas do lugar, dicas, passeios interessantes, compras, comida, etc, etc, etc.

A An√°lia aqui que vos fala vai. Claro. TOTALMENTE penetra. O Carlos podia levar um acompanhante e, por alguma conjun√ß√£o dos astros que n√£o posso explicar, ele me escolheu! Vou ter que comer alface, fazer reciclagem, tomar banho gelado e andar a p√© o resto do ano para compensar a emiss√£o de carbono dessa viagem? Fato (mas n√£o vai adiantar nada porque eu j√° fa√ßo essas coisas – aparte do banho gelado – merda. Mas √© Porto de Galinhas. De gra√ßa. Com mergulho, paintball, passeio de jangada… Entende o dilema?

Dizem por a√≠ que vai ter mais gente. Mas quem se importa? Repito. √Č Porto de Galinhas.

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Do site IMDb. , o que eu imagino que seja o comportamento estranho dos pro-bloggers ao tomar “sol”- “Mas, tem Wi-fi?” – pena que nenhum deles deve se parecer com o Bill Compton. .

A ação pretende, claro, que cada blogueiro dê sua opinião acerca do assunto que domina escreve. Supostamente, eu não teria que me preocupar com isso, mas, quem disse que eu resisto? Vou dar meus pitacos como bióloga e eco-consciente, CLARO.

Antes da viagem, tudo o que eu e os outros viajantes precisarão saber é como ser um viajante consciente. Para isso, sugiro a todos a leitura atenta desse guia, que está lá no blog dos amigos Viajantes Conscientes que, por um motivo bem pequeninho, fofinho e que deve estar pintando na área por esses dias, não vai poder comparecer, nem pelo sorteio (Ah, sim! Tem mais cinco vagas na história).

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Do blog Porto Cai na Rede. “Valorize o artesanato produzido por pessoas da comunidade local” √© uma das dicas para ser um viajante consciente.

Vou mandar notícias de lá. Porto de Galinhas deve ser um destino excelente para quem deseja conhecer um local preocupado com turismo de qualidade, sem deixar de lado o cuidado com o meio ambiente e as beleza naturais do lugar. Observarei e contarei. Ao que tudo indica, recomendarei.