Superei essa gripe dolorida, respirei fundo. Tomei banho. Fiz uma maquilagem versão dia e parti para a inauguração da Villa Ambiental. Depois de andar sob o último sol escaldante deste verão, conheci o espaço. É formada por edifícios pequenos, como vila mesmo – “óbeveo” -, onde a criança pode interagir para aprender sobre meio ambiente. Está localizada no Parque Villa-Lobos, em São Paulo.
Cada casinha se destina a um tema como água. A idéia faz parte do chamado Programa Criança Ecológica do governo do Estado de São Paulo com apoio da Mapfre Seguros. Eles pretendem inaugurar mais espaços se conscientização ambiental em diversas cidades paulistas.
Para conhecer, as escolas públicas podem agendar uma visita e… Pronto! Plantamos uma sementinha para nossos descendentes cuidarem do planeta melhor que nós. Aos finais de semana, o local estará aberto para o público em geral.
Se no meu tempo o tema discutido nas escolas era ECO-92, agora mudou para “aquecimento global”. Sem dúvida, as crianças hoje são mais ligeiras do que a gente no passado. Quem sabe ajudem a conscientizar os pais em casa… Mas sem criarmos uma geração neurótica ou de ecochatos, certo? Para saber mais, clique aqui. Bom, vou repousar e entrevistar alguns estudiosos.
Foto: Flickr Ecoblogs. Para ver mais clique aqui.
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Mapa-múndi inquieto e poluído
Hoje posto uma dica de site. O “breathingearth.net” – clique aqui – é uma calculadora automática de morte e vida severina. Basta apontar a seta do mouse para um país. Abaixo, aparecem informações sobre quantas pessoas nascem e morrem por segundo no lugar. Também mostra a população total do país em questão e do planeta.
O mais interessante, cá para nós, é a emissão de CO2. O site diz quantas toneladas são emitidas por cada país, por pessoa da respectiva população e – por fim – se essa nação emite mais ou menos CO2 do que há dois anos.
Na minha breve busca com a setinha, os únicos países que encontrei que diminuíram suas emissões de CO2 foram a Noruega e alguns africanos como o Gabão e a Nigéria.
Poluição mata 20 pessoas por dia na Grande São Paulo
Estava voltando da Europa, triste por ter deixado o nostálgico velho continente. Foi um mochilão e tanto – suspiro! Ao meu lado, um engenheiro indiano. Ele visitava o país tupiniquim pela terceira vez.
Meu vôo partiu de Lisboa. Charmosa a cidade provinciana, vista do alto. No caminho, muitas águas e ilhas. Até que… nove horas depois… terra à vista. Bem-vindo ao Brasil. Aliás, o indiano e eu falávamos do meu – nosso – belo país nesse exato momento.
Quando então… Viro para a direita e observo, da janela, o céu nitidamente separado em dois! Aperto no peito. Era a metropolitana São Paulo. Fiquei chocada. Nunca vi, com essa tênue linha, a nojenta poluição. Parti para a agressividade contra cidade que me acolheu.
Aos poucos, o avião mergulha nesse ar poluído. E as partes tornando-se uma no horizonte. “Mas São Paulo é maravilhosa. O Brasil é demais. Eu moraria aqui com prazer. Seria um sonho”, me consolava o indiano, forçando um português enrolado com inglês.
Para ele, as partículas marrons pairando ao nosso lado eram ínfimas. Era “nanomente” menor do que a oportunidade que oferecemos. Afinal, lá na Índia, quem pode ser milionário?
O número – que coloquei no título – foi obtido por um estudo realizado no Laboratório de Poluição da Universidade de São Paulo (USP). Em 2000, ocorreram oito mortes devido à poluição por dia e, em 2006, 12. “Outras investigações estão em curso, como a relação dos poluentes e a diminuição capacidade cognitiva”, afirmou aqui o pediatra Alfésio Braga, da Universidade Santo Amaro, que estuda o tema.
De acordo com a matéria, em um ano, menos de dois meses tiveram a qualidade do ar aprovada por todas as estações de medição. Qual o maior poluidor? Os veículos! “Prova disso é que, dos 41 dias totalmente bons, 17 ocorreram em sábados ou domingos, dias em que a circulação de carros diminui. Além disso, 10 destes dias estão concentrados em janeiro, mês de férias, em que a frota de São Paulo cai 40%”, diz a matéria.
O curioso é que, segundo outra pesquisa brasileira que li, em lugares mais poluídos nascem mais bebês do sexo feminino! Haja mulher para São Paulo. Mais: para saber quais foram os dez maiores problemas relacionados com a poluição em 2008, indico este site – em inglês.
SP terá instituto voltado à investigação da biodiversidade do Sudeste
Toda vez que viajo para o litoral de São Paulo, gosto de abrir os vidros do carro na Serra do Mar. Sentir a brisa gelada, a umidade, escutar o barulho da floresta, observar aquela abundância de espécies, ver as cachoeiras quase escondidas, o mar azul lá em baixo encontrar com o céu… Se o mundo fosse pegar fogo amanhã e pudesse escolher um bioma para salvar, sem dúvida. Optaria pela Mata Atlântica, incluindo a imponente Serra do Mar.
A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) inaugurou dia quatro, no campus São Carlos, a sede do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Hymenoptera Parasitóides da Região Sudeste Brasileira (Hympar-Sudeste) – um dos cerca de 50 Institutos Nacionais criados em 2008 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.
O Hympar-Sudeste será um centro de investigação e gestão da biodiversidade da região brasileira. Para a implantação, o Hympar-Sudeste receberá do Ministério R$ 4,79 milhões, que serão investidos em equipamentos e bolsas de pesquisa de iniciação científica à pós-graduação.
Por que “hympar”?
Os Hymenoptera parasitóides são um grupo de insetos que incluem as vespas, abelhas e formigas que se alimentam de outros insetos – bingo, que têm hábito de parasita. De acordo com Angélica Maria Penteado Martins Dias, coordenadora do Hympar-Sudeste, os Hymenoptera Parasitóides são importantes por funcionarem como reguladores naturais das populações de outros insetos, mantendo os ecossistemas em equilíbrio.
“Eles podem ser utilizados como inimigos naturais de pragas agrícolas, sendo usados em programas de controle biológico. Além disso, são importantes bioindicadores do estado de preservação de ambientes, pois sua presença depende da ocorrência de outras espécies que são seus hospedeiros, que por sua vez dependem das suas plantas nutridoras”, explica a professora.
“O conhecimento da biodiversidade brasileira, em especial de grupos de invertebrados como os insetos, pode embasar o trabalho dos que decidem sobre o destino das unidades de conservação ou daqueles que se preocupam com a garantia de melhores condições para a produção agrícola do País”, diz. De acordo com Angélica, os resultados obtidos também serão utilizados como ferramenta para a divulgação da importância de se preservar a biodiversidade brasileira junto a vários segmentos da sociedade como, por exemplo, estudantes de vários níveis de ensino.
Vivam os Hymenoptera parasitóides da Serra do Mar! Conheça o instituto aqui.
Asfalto ecológico na volta do carnaval
Estava dirigindo feliz, alegre e contente voltando do interior de São Paulo pós carnaval. Quando, de repente, vejo uma placa: “Asfalto ecológico feito com pneu”. Um sorriso abriu um meu rosto. Que bonito!
Existem vários tipos de asfalto. Se eu não me engano, todos possuem petróleo de alguma maneira na sua composição. A diferença é que o asfalto ecológico é feito com 20% de pó de pneu velho, segundo o site Setor Reciclagem.
De acordo com a empresa Greca Asfaltos, em 2006 foram produzidos 54,5 milhões de pneus. Em 1999, estimava-se que existiam mais de 10 milhões de pneus abandonados. Detalhe. A empresa Midas Elastômeros do Brasil, transforma pneu em pó de borracha, afirma que sua tecnologia é nacional.
Veja só. Além da óbvia vantagem de usar algo que iria poluir o meio ambiente, o asfalto ecológico é 40% mais resistente do que o convencional – sendo que alguns pesquisadores afirmam que ele pode durar até 5,5 vezes mais que o comum, fonte aqui.
A pergunta que não quer calar. Se é mais eficiente e ecologicamente correto, por que todos os municípios e concessionárias não optam pelo asfalto feito de pneu?
Nova tecnologia para uma agricultura sustentável
Existe uma maneira segura – tanto para o trabalhador rural quanto para o consumidor – de fazer as plantas crescerem e produzirem mais: usar silicatos. Trata-se de uma classe mineral considerada um micronutriente pelo Ministério da Agricultura. Uma tecnologia mais limpa, sustentável e natural.
De acordo com artigo de Oscar Fontão de Lima Filho, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, o silício, de modo geral, age no metabolismo da planta como uma espécie de antiestressante. Ele aumenta a resistência da planta a pragas e doenças. Consequentemente, elas podem receber menos agrotóxicos e ser de melhor qualidade.
Os pesquisadores estão realizando – odeio gerúndio – mais estudos para a técnica ser colocada em prática a valer. O texto inteiro – leia aqui – está disponível no site sem fins lucrativos Infobibos. Ele possui artigos sobre temas relativos à agropecuária, recursos naturais e gestão com qualidade. Taí uma dica em português. Seria uma alternativa para os transgênicos?
Doenças européias acabaram com população da Ilha de Páscoa
A Ilha de Páscoa, também conhecida como Rapa Nui, é tida como um exemplo de más práticas ambientais. Segundo pesquisadores, em 300 anos os antigos habitantes detonaram seis milhões de árvores. Mas… o arqueólogo Chris Stevenson e sua equipe mudaram o rumo do passado. Eles acreditam que a população local deu seu último suspiro após a chegada dos europeus em 1800 d.C.
Para o pesquisador, foram as doenças européias que mataram os habitantes da ilha. Até agora, os cientistas afirmavam que – como ocorreu com outras civilizações antigas, exemplo, os maias – a população da Ilha de Páscoa morreu devido à fome, guerras, etc. Consequência da destruição o meio ambiente.
Stevenson conta que, apesar do desmatamento, eles já haviam encontrado formas sustentáveis de continuar vivendo no lugar: como adubação para restabelecer a saúde do solo e jardins para proteger as plantas. Aprenderam que deveriam todos consumir da mesma maneira para poder viver em equilíbrio. É possível que até as relações políticas mudaram. Afinal, ninguém poderia se dar ao luxo.
A notícia vi no bárbaro site do Science Daily – clique aqui para ler, em inglês.
Obs.: Eu SEMPRE quis ir para a Ilha de Páscoa ver os moais pessoalmente – aquelas estátuas que chegam a dez metros de altura e pesam toneladas. Qual não foi a surpresa quando, no Museu Britânico de Londres, me deparei com esse grandão aí da foto? Aliás, leia aqui meu encontro com a Pedra Roseta. Melhor rir, para não chorar.
O gosto dos tomates não é mais o mesmo
Evito comer tomates, ultimamente. Maduros ou levemente verdinhos, nem coloco no prato. Logo eu que não vivo sem salada.
Há seis meses, tenho notado que esse fruto que compramos – na feira, fresco – está estranho. Para conferir minha dúvida, perguntei para minha mãe: “Notou que o gosto dos tomates não é mais o mesmo?”
“Sim!”, respondeu de imediato. Sei lá o que acontece. Nunca bebi agrotóxico puro, mas agora tenho a impressão de comer esse produto no lugar do tomate. Mais alguém concorda comigo?
Mesmo assim, às vezes cedo à nostalgia. Ontem de madrugada, mandei a ver num lanche irresistível de tomate pelado. Fome!
Obs.: Segunda-feira, dia 16, estarei no programa “Todo Seu”, apresentado pelo “bonitinho” Ronnie Von, para falar sobre blogs. Mais colegas participarão também. Entre eles, dos blogs Pergunte ao Urso e Nova Corja Censurado. Ueba.
Zoológico economiza um milhão e trezentos mil litros em um mês…
…apenas ao adotar uso racional da água. Achei tão grande a quantidade – apesar de não saber o total do consumo mensal – economizada com ações básicas que todos deveriam tomar, então resolvi postar.
A Fundação Parque Zoológico de São Paulo é a mais nova parceira do Programa Uso Racional da Água (PURA) desenvolvido pela Sabesp. Segundo a instituição, o PURA tem objetivo de atuar na demanda de consumo de água dos estalecimentos públicos e privados do estado.
O estabelecimento adota ações tecnológicas e medidas de conscientização para enfrentar a escassez de recursos hídricos. Nas dependências do Zoológico, por exemplo, vasos sanitários, torneiras e bebedouros foram trocados por equipamentos com fechamento automático, que não esperdiçam água. Além disso, são realizadas vistorias para detecção de vazamentos – o mínimo!
Conhece o plástico verde?
A Braskem foi uma das empresas vencedoras do Prêmio Responsabilidade Ambiental da Global Plastics Environmental Conference (GPEC) 2009, promovido pela Society of Plastics Engineers (SPE). A petroquímica brasileira – isso mesmo, pasme – ganhou graças ao projeto “Materiais plásticos feitos de recursos renováveis”.
Trata-se de um polietileno – ou plástico – criado a partir do etanol de cana-de-açúcar. Segundo esta matéria que li no site Terra, o produto é o resultado de uma composição com 90% de eteno e 10% de buteno, gases obtidos a partir do processamento da cana.
Há dois anos, estava pesquisando sobre o produto para publicar uma matéria na revista de decoração em que eu trabalhava. Na época, a assessoria de imprensa afirmou que a partir de 2009 a produção seria em escala industrial.
A empresa está montando uma fábrica em Triunfo, se não engano uma cidade de Pernambuco do Rio Grande do Sul. Pelo que andei lendo, apesar das previsões, apenas ficará pronta para valer em 2010. Eles pretendem produzir até 200 mil toneladas por ano do produto.
Segundo a Braskem, multinacionais de vários ramos – como até a cosmética – estão interessadas. Afinal, o produto contém 100% de matéria-prima renovável. Só tem um problema, quanto será necessário plantar para produzir o tanto?