Solo Amaz√īnico. Uma riqueza por si s√≥ mantida

O Monitoramento feito pelo Boletim do Desmatamento, do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz√īnia) detectou, durante o m√™s de Dezembro de 2011, 40 quiloŐāmetros quadrados de √°rea desmatada na AmazoŐānia Legal. A maior parte do desmatamento est√° em √°reas privadas ou outros tipos de posse, seguidas de assentamentos de reforma agr√°ria, unidades de conserva√ß√£o e terras ind√≠genas.
O solo amaz√īnico √© composto em sua maior parte por minerais argilosos ou mesmo arenosos, caracterizando um solo pobre em mat√©ria org√Ęnica. Toda sua diversidade e beleza √© mantida em virtude de uma fina camada de nutrientes proporcionada pela biomassa da floresta (folhas, galhos e frutos senescentes), aliada a um regime pluviom√©trico favor√°vel e aos microrganismos que habitam o solo.
Os solos desmatados, como os detectados pelo Imazon, perdem rapidamente a mat√©ria org√Ęnica original e seus microrganismos, tornando-se inf√©rtil e deixando produtores locais sem meios para recuperar a fertilidade observada no in√≠cio do cultivo.
H√° importantes estudos brasileiros sobre os impactos ambientais do desmatamento na Amaz√īnia, dentre eles podemos destacar o trabalho de Lira et. al., o qual avaliou os impactos ambientais do uso da terra em √°reas de assentamento. Este estudo levou em considera√ß√£o os processos migrat√≥rios para a regi√£o estudada e os impactos ambientais ocasionados por eles.
Os autores destacam em seu trabalho sistemas de produ√ß√£o inadequados para as condi√ß√Ķes agroecol√≥gicas locais, como o corte e queima (da vegeta√ß√£o prim√°ria e secund√°ria) e a ado√ß√£o da pecu√°ria extensiva em larga escala.
A superexploração dos recursos extrativistas, a ausência de critérios ecológicos e o curto ciclo de utilização da terra, são outras práticas que produzem impactos ambientais negativos, citados por Oliveira (1998) em seu trabalho com os seringueiros do estado do Acre, trabalho também citado por Lira et. al.
Por este motivo, e por tantos outros, ¬†√© importante a produ√ß√£o associada a planejamentos que considerem a manuten√ß√£o dos ecossistemas naturais e tamb√©m a recupera√ß√£o de √°reas degradadas. Estes planejamentos comp√Ķem os Sistemas de Uso da Terra, tamb√©m chamados de SUT.

Os microrganismos, principalmente a ¬†mesofauna, atuam indiretamente na decomposi√ß√£o da mat√©ria org√Ęnica. Jos√© W. de Moraes et. al., em Diferentes Sistemas de Uso da Terra no Alto do Rio Solim√Ķes, ¬†registrou os primeiros dados sobre a riqueza da mesofauna do solo em SUTs de comunidades ribeirinhas da Amaz√īnia Ocidental. Este estudo mostrou que SUTs do tipo ro√ßa parecem manter uma gama de organismos do solo semelhantes ao da floresta prim√°ria, ao passo que o sistema agroflorestal apresenta composi√ß√£o semelhante ao das pastagens.

Outros organismos importantes na manuten√ß√£o da sa√ļde do solo que s√£o perdidos com o desmatamento s√£o os fungos micorr√≠zicos arbusculares (FMAs), os quais garantem uma absor√ß√£o r√°pida dos nutrientes do solo pelas ra√≠zes antes que estes sejam levados pela lixivia√ß√£o. A efici√™ncia destes fungos em sistemas de uso na Amaz√īnia foram analisados por pesquisadores brasileiros, trabalho de Silva, G. A et. al., publicado na Revista Acta Amazonica, no ano de 2009.

Portanto, estudos sobre as melhores formas de utiliza√ß√£o do solo e a√ß√Ķes que valorizam os produtos amaz√īnicos, √© de suma import√Ęncia para manuten√ß√£o dessas √°reas. Auxiliar os produtores locais na escolha do uso da terra e reconhecer os limites da explora√ß√£o dos recursos da regi√£o, permite que o manejo preserve condi√ß√Ķes cruciais encontradas em sistemas naturais e que mant√©m sua diversidade, quando utilizadas corretamente.

Referências bibliográficas e leituras sugeridas:

  1. SILVA, Gl√°ucia Alves e; SIQUEIRA, Jos√© Oswaldo; ST√úRMER, Sidney Luiz. Efici√™ncia de Fungos Micorr√≠zicos Arbusculares Isolados de Solos Sob Diferentes Sistemas de Uso na Regi√£o do Alto Solim√Ķes na Amaz√īnia. Acta Amazonica, v. 39, n. 3, p.477-488, 2009.

  2. MORAES, Jos√© W de et al. Mesofauna do Solo em Diferentes Sistemas de Uso da Terra no Alto Solim√Ķes, AM. Ecology, Behavior And Bionomics: Neotropical Entomology, v. 39, n. 2, p.145-152, abr. 2009.

  3. OLIVEIRA, R. L. Extrativismo e Meio Ambiente: conclus√Ķes de um estudo sobre a rela√ß√£o do seringueiro com o meio ambiente. In: HOMMA, A. K. O. Amaz√īnia: meio ambiente e desenvolvimento agr√≠cola. Bras√≠lia, 1998.

  4. de LIRA, E. M.; Wadt, P. G. S.; GALV√ÉO, A. de S.; RODRIGUES, G. S. Avalia√ß√£o da capacidade de uso da terra e dos impactos ambientais em √°reas de assentamento da Amaz√īnia ocidental. Revista de Biologia e Ci√™ncias da Terra, v. 6, n. 2, 2006.

Acabou a sacolinha gr√°tis. E agora?

Lixo na Julio Mesquita - Blog do Mílton Jung - Creative Commons

Entra em vigor hoje, 25 de Janeiro de 2012, o acordo entre a Associação Paulista de Supermercados (APAS) e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente que interrompe a distribuição gratuita de sacolas plásticas descartáveis (biodegradáveis ou não) aos consumidores. Isso significa que além de chover releases de supermercados eco-friendly na minha caixa de entrada, a partir de hoje, se você quiser acomodar suas compras em sacolas plásticas descartáveis você terá que pagar por elas. Os valores giram em torno de R$0,19 por unidade.

Todos os supermercados aderiram? N√£o. Mas 1,2 mil aceitaram o acordo, o que representa aproximadamente 95% dos associados da APAS.

E n√£o adianta arrancar os cabelos e vir com aquela desculpa de que voc√™ n√£o ter√° onde p√īr seu lixo. Voc√™ ter√°, mas dessa vez, aposto que voc√™ vai levar s√≥ as sacolas necess√°rias para casa. Al√©m disso, separando o lixo corretamente e destinando-o para a coleta seletiva, haver√° espa√ßo de sobra para aquilo que realmente interessa ser descartado.

Sei que muitos consumidores estão sofrendo antecipadamente com esta medida, mas a dica da vez é se informar. Sabemos que estas medidas podem ser eficazes se a população foi instruída a lidar com o lixo doméstico, a dá-lo o destino correto. Ou seremos apenas uma população com lixo solto, ao invés de lixo ensacado.

Alguns supermercados j√° come√ßaram a veicular folhetos informativos e a preparar seus funcion√°rios para informar a popula√ß√£o sobre o acordo. E apenas a exemplo, este n√£o √© um post pago, o Carrefour S√£o Paulo promoveu um programa de informa√ß√£o e conscientiza√ß√£o para 32 mil colaboradores que visa ajudar seus clientes nesse processo de mudan√ßa. O programa consiste em informar sobre os danos causados pelas sacolas, solu√ß√Ķes alternativas de transporte de compras e como manejar corretamente o lixo dom√©stico.

Sinceramente acho que o acordo tem seu valor, apesar das lacunas que sempre ficam para trás. Portanto, o questionamento remanescente é o seguinte: e o resto do lixo?

Gostaria que os consumidores aprendessem a destinar corretamente o lixo antes de uma medida que retira do seu cotidiano algo que eles ainda nem aprenderam a abrir mão. Nem mesmo sabem que a vida doméstica pode ser a mesma em tempos de sacolas racionadas.

Duas horas dentro de um supermercado. Infernal.

Sou uma criatura que odeia aglomera√ß√Ķes de pessoas como shoppings lotados e etc. Se eu pudesse, compraria at√© p√£es pela internet.¬†Mas como isso n√£o √© poss√≠vel, sou obrigada a gastar minha sa√ļde em caldeir√Ķes infernais chamados supermercados.

Nesta sexta-feira, sa√≠mos de casa mais cedo (Panaggio e eu), para fazer compras no supermercado mais “barato” pr√≥ximo da nossa casa: o Wal-Mart do Shopping Dom Pedro, aqui em Campinas.

Chegando lá, meu namorado e eu, encontramos vários produtos na promoção e enchemos o carrinho. Entretanto, ao passar pelo caixa, a surpresa: 4 itens com preços errados. Eu achava que o supermecado lotado era o inferno, mas foi aí que o caldeirão ferveu.

√Č direito do consumidor, caso haja discrep√Ęncia entre o valor da etiqueta e aquele passado no caixa, o pagamento do menor valor apresentado.

Um gerente do loja disse que ter√≠amos todo o nosso dinheiro gasto com aqueles produtos com pre√ßos incorretos devolvido. Mas a mo√ßa do atendimento se recusou a devolver na aus√™ncia do gerente (que nos deixou ao relento e foi resolver “coisas mais importantes que n√≥s”).

Passamos mais de uma hora para resolver o problema dos preços errados e procurando o gerente dentro do supermercado, até ele ser anunciado e mandar outro gerente no lugar para tentar resolver nosso problema.

Veja bem, quase 90% da minha compra de supermercado são produtos congelados. Eu não tenho tempo para cozinhar, portanto, eu como essas coisas todas que nós colocamos no freezer e depois esquentamos no microondas.

Depois deste tempo todo esperando um outro gerente resolver o nosso problema, adivinha o que aconteceu com a nossa comida? Derreteu, óbvio. Um calor infernal, um shopping lotado feito fila do bandejão, só podia dar nisso.

Eu passei este tempo todo buscando meu direito de consumidora e de brinde perco aquilo que paguei?

Exigimos que todas as nossas compras derretidas fossem trocadas por outras. E foram, finalmente. Junto com elas, recebemos R$16,00 que gastamos comprando coisas com preços diferentes daqueles apresentados nas prateleiras.

Sempre conferimos a nota fiscal antes de seguirmos para casa, e mesmo que a diferen√ßa seja de R$0,10, pedimos nosso dinheiro de volta. √Č um direito nosso.

Para nós que compramos um item apenas, a diferença parece pequena, mas para as pessoas que compram 100 itens com a diferença de R$0,10, são R$10,00 de prejuízo! Logo, me sinto no dever de zelar pela compra de outras pessoas, afinal, gostaria que elas fizessem o mesmo por mim.

Agora, o Mr. Wal-Mart que jura ser uma empresa preocupada com o meio ambiente, al√©m de ensacar minhas compras em outros estabelecimentos com outra sacola pl√°stica para evitar roubos (assunto para outro post) ainda me faz desperdi√ßar comida e meu precioso tempo? Fa√ßa-me um favor…

Rapidinha Curiosa da Semana: Rios Voadores

Ventos al√≠sios (que alisam a superf√≠cie terrestre) vindos do Oceano Atl√Ęntico, ficam mais √ļmidos quando passam pela floresta Amaz√īnica. Isto ocorre devido a grande quantidade de terpenos liberados pela floresta, que juntamente com a grande concentra√ß√£o de radia√ß√£o incidente na regi√£o formam n√ļcleos de condensa√ß√£o, consequentemente, nuvens!

Ao passar pela floresta, os ventos √ļmidos seguem em dire√ß√£o ao Chile e batem no imenso pared√£o da Cordilheira dos Andes. Este “choque” direciona a chuva para o interior do continente fazendo com que estas regi√Ķes tamb√©m recebam chuvas, as quais n√£o chegariam na mesma concentra√ß√£o se o relevo da Cordilheira n√£o fosse o que conhecemos atualmente e se a floresta n√£o existisse ali. Mais um ponto para a Floresta Amaz√īnica!

Mas, por que Rios Voadores?

Nesse esquema todo s√£o transportados em torno de 3000m3 de √°gua, volume maior que a vaz√£o do Rio S√£o Francisco.

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Rapidinhas de per√≠odos de prova na Unicamp, a gente v√™ por aqui. ūüėČ

Carona, quem nunca pegou?

Recentemente encontrei um “servi√ßo” que tem me ajudado muito na vida universit√°ria. A carona.

Desde décadas passadas que universitários, com grana ou não, aproveitam movimento das cidades universitárias para arranjar aquela vaguinha no carro alheio para voltar para suas cidades natal.

O fato é que as caronas facilitam muito a vida dos universitários, tanto no quesito financeiro quanto no quesito praticidade. Mas todas essas vantagens se esbarram no grande problema da segurança das cidades universitárias.

Foi pensando neste problema que um grupo de alunos aqui da Unicamp criou o Unicaronas, um site onde apenas alunos das principais universidades do país podem compartilhar suas caronas para casa.

Quem tem carro oferece caronas, quem não tem também pode se inscrever para procurar sua vaga.

As caronas s√£o pagas, mas nem se compara ao pre√ßo que pagar√≠amos para chegar de √īnibus, mesmo que a uma cidade pr√≥xima da universidade. Sem contar a comodidade de sair da porta da universidade e ser deixado no lugar combinado.

Por cima, eu por exemplo, gastaria para sair da Unicamp e chegar na casa dos meus pais:

R$20,00 e aproximadamente 2h de viagem – via transporte p√ļblico

R$40,00 e aproximadamente 40min de viagem Рvia carro próprio

Via carona eu gasto R$10,00 e 40min de viagem.

O sistema do Unicaronas é muito fácil de usar e recentemente estreou com uma cara nova: www.unicaronas.com.br. Confira se sua universidade participa da rede e aproveite a oportunidade de conhecer pessoas novas e economizar uma graninha no final do mês.

Vale lembrar que mesmo com um sistema que facilite e aumente a segurança das caronas, devemos tomar muito cuidado nas escolhas, para não cair numa fria sem volta.

‘Unicaronas √© mais amigos e menos polui√ß√£o, menos engarrafamentos e menos dores de cabe√ßa com o transporte p√ļblico med√≠ocre da sua cidade.’

twitter: @unicaronas

Parques flamejantes de inverno

A cada ano que passa, basta chegar o inverno, que os noticiários já exibem as perdas devido a seca e os consequentes incêndios ocasionados pela irresponsabilidade humana aliada à baixa umidade do ar.

Durante esta esta√ß√£o do ano, as regi√Ķes Sudeste, Sul e Centro-Oeste do Brasil s√£o as mais castigadas pelas doen√ßas respirat√≥rias e queimadas ocasionadas pela seca. Chove pouco neste per√≠odo e vai ser nesta √©poca que aquele seu vizinho que adora atear fogo em mato seco vai fazer seu ritual anual. E ele acha que tem controle sobre o fogo que ateia, mas na verdade, n√£o tem.

No ano passado, relatei em outro blog, um dos mais tristes ‚Äúincidentes‚ÄĚ ambientais brasileiros devido √† seca, o inc√™ndio no Parque Nacional da Serra da Canastra, que abriga nada mais nada menos que a Nascente do Rio S√£o Francisco. Sim, aquele que nasce no sul de Minas e des√°gua no mar l√° em Sergipe.

O Parque Nacional da Serra da Canastra tem aproximadamente 71. 525  hectares e engloba parte do território de 3 municípios:  Sacramento, São Roque de Minas e Delfinópolis no sudoeste da minha querida Minas Gerais.
O parque está localizado predominantemente no Bioma Cerrado e como tal, além da nascente do Velho Chico abriga diversas espécies de animais selvagens como:

O Veado-Campeiro, vulnerável à extinção:

O Tamanduá-Bandeira, também vulnerável quanto ao seu estado de conservação:

O Pato-Mergulh√£o, em perigo cr√≠tico de extin√ß√£o, dentre outras importantes esp√©cies da fauna brasileira. Sem contar a riqueza da flora regional, que comp√Ķe uma linda paisagem muito requisitada por turistas.

Falemos então, da vegetação daquela região.

O Cerrado apresenta duas esta√ß√Ķes do ano bem definidas: o inverno seco e o ver√£o chuvoso. Na regi√£o do parque, na ocasi√£o do inc√™ndio, n√£o chovia h√° quase dois meses e isto facilitou muito a dispers√£o dos focos de inc√™ndio.

Então no dia 26 de Agosto de 2010 surgiram os primeiros focos de incêndio no parque, e já no dia 31 mais de 40% da reserva já havia sido tomada pelo fogo. O laudo da perícia concluiu que o incêndio foi criminoso e que foram encontradas pegadas humanas formando uma trilha entre a área de origem de um dos focos e a floresta ao norte do parque.

Desde a sua criação, a Serra da Canastra sofre com a ação de fazendeiros que desejam ver a reserva fora de questão. No ano de 2006, ocorreu o maior incêndio criminoso já enfrentado pelo parque, no qual foram queimados 40.000 hectares, o que corresponde a mais da metade da unidade de conservação.

Se voc√™ pensa que atear fogo propositalmente √© demais para seu cora√ß√£o, n√£o tenha d√ļvidas de que os fazendeiros dificultam tamb√©m o reflorestamento da regi√£o, como constatei na minha visita ao parque juntamente com a Paula, no ano passado. Muitas vezes s√£o movidos pela ignor√Ęncia e falta de informa√ß√£o, sem mencionar a gan√Ęncia por ocupar imensas √°reas de floresta nativa com pastagens para o gado.

E se você acha que impedir o reflorestamento de áreas degradadas também é demais para o seu coração, saiba que no inverno de 2010, 21 incêndios invadiram áreas de conservação e todos eles são suspeitos de ação criminosa. Desses 21 parques flamejantes, 13 ainda queimavam, depois de um mês da descoberta do primeiro foco.

Estou aqui hoje, basicamente para informar sobre a import√Ęncia destes parques, n√£o s√≥ para a fauna e flora, mas para a popula√ß√£o dessas regi√Ķes, que tem seu ganha p√£o no turismo ecol√≥gico e nas pessoas que apreciam uma natureza diversa como a que possu√≠mos em nosso pa√≠s. Tamb√©m aproveito a oportunidade para chamar a nossa responsabilidade √† tona, para que n√£o tenhamos mais surpresas desagrad√°veis neste inverno.

Então, se você não deseja ver nossas belezas em grayscale, aí vão algumas algumas dicas:

  • Evite jogar bitucas de cigarro acesas na pista. Com o tempo seco, elas podem n√£o se apagar e este fogo pode resultar no que temos presenciado todos os dias na TV.
  • Se voc√™ est√° aproveitando o calor para acampar na mata, evite acender fogueiras e se voc√™ acende, fa√ßa isto em locais permitidos, e ao deixar o local, certifique-se de que ela est√° totalmente apagada.
  • N√£o solte bal√Ķes.
  • N√£o solte fogos de artif√≠cio¬†em matas.
  • N√£o coloque fogo em terrenos baldios, voc√™ pode perder o controle das chamas e elas podem chegar at√© a sua resid√™ncia.

SWU 2010: um post para considera√ß√Ķes futuras

No ano passado fui insider do Festival SWU e não gostei nada, nada do que vi. Este ano já estou vendo o quanto as pessoas estão se precipitando com relação a este evento, mesmo não tendo participado no ano passado, mesmo sem pagar para ver o que vai acontecer este ano.

Portanto, não vou tomar partido nenhum antes de conferir o que irá acontecer, prefiro acreditar que as coisas podem melhorar (mesmo que pouco), sem deixar de considerar a hipótese de que pode piorar ou mesmo não mudar em nada. Quero ser justa, apenas.
Por isso, quero deixar registrado aqui no Rastro de Carbono, meu post sobre o festival que presenciei no ano passado, mais alguns posts de colegas insiders e do nosso condom√≠nio Science Blogs para minhas considera√ß√Ķes futuras e minha ent√£o posi√ß√£o sobre o que ser√° o Festival SWU.
Um festival

O Festival SWU se foi e muitas pessoas esperam as considera√ß√Ķes daqueles que foram os divulgadores oficiais do movimento e do festival em si.

Existe muita informa√ß√£o passando pela minha cabe√ßa neste p√≥s-festival e eu tentarei ser o mais organizada poss√≠vel para passar minhas sensa√ß√Ķes sem que este post vire um cabar√© de cegos.

Acho que devo começar dizendo porque aceitei ser insider do movimento, colocando meu nome no tatame e o nome do Blog Radar Verde, que não é uma propriedade minha, mas é de minha responsabilidade e competência.

Enfim, aceitei ser insider do movimento SWU, por que eu estou de acordo com o Compromisso P√ļblico de Sustentabilidade e com o Plano de A√ß√Ķes de Sustentabilidade (que j√° tratarei neste post) divulgado pela organiza√ß√£o. N√£o existem super-her√≥is que nos levar√£o a sustentabilidade, tudo isso realmente come√ßa com nossas atitudes individuais.

Ninguém aqui é obrigado a conhecer meu íntimo, mas quem já o faz sabe que não sou uma pessoa que sai de casa apenas para ir a um festival, a não ser que este tenha alguma coisa relacionada à minha vida e/ou ao meu trabalho. Eu realmente levo estes assuntos como trabalho sério, afinal a vida de universitária não me permite determinadas regalias que muitos jovens tem hoje. Um festival qualquer, dispende dinheiro, todos nós sabemos que os custos dentro destes locais são altíssimos. E não adianta apedrejar o Festival por cobrar caro por bebidas e alimentação por que à qualquer show que você vá vão arrancar seu couro, relaxa.

Ficar ao lado dos meus amigos, reencontrar pessoas que não via há algum tempo e conhecer pessoas novas seriam consequências do meu trabalho e este post conta também porque fiquei apenas com as consequências do festival.

Não quero de maneira alguma culpar a agência de comunicação idealizadora do projeto #insiders #SWU, uma vez que já conhecia o trabalho deles de ante-mão, e não tive nenhum problema neste aspecto. Aliás, fiquei contente por me levarem à sério apesar da minha pouca idade e da pouca experiência que tenho com a blogagem e me tratarem com carinho, o que não acontece comigo todos os dias, exceto com pessoas deste meio que me consideram como se eu fosse alguém da sua própria família e me adotam com a maior paciência do universo.

Logo, acompanhando o evento com o olhar de quem n√£o estava l√° apenas para ver as bandas percebi que o caos estava em outros fundamentos.

Vamos l√°, vejamos se eu consigo me organizar e colocar todas as quest√Ķes que me incomodaram no Festival, utilizando como base os trechos a que dizem respeito. Estes trechos constam no Compromisso P√ļblico de Sustentabilidade do movimento SWU e seu Plano de A√ß√Ķes de Sustentabilidade, retirados destes links, respectivamente:

http://www.swu.com.br/pt/movimento-swu/swu-compromisso-publico-de-sustentabilidade/

http://www.swu.com.br/pt/swu/noticias-swu/swu-plano-de-acoes-de-sustentabilidade/

Os t√≥picos em negrito, s√£o originais dos links acima e os trechos em it√°lico s√£o as observa√ß√Ķes feitas por mim no festival:

Direitos Humanos Em todas as nossas atividades, atuamos conforme os princ√≠pios da Declara√ß√£o Universal dos Direitos Humanos e outros padr√Ķes e tratados internacionais e n√£o toleramos condi√ß√Ķes de trabalho degradantes, trabalho infantil, for√ßado ou an√°logo ao escravo.

    Ok, vamos começar por este trecho. Se você foi ao festival e ficou mais de 2 horas debaixo de um sol escaldante para ver sua banda predileta, fique tranquilo porque as pessoas que trabalharam nos estacionamentos e nas revistas passaram muito mais tempo torrando seus miolos naquele mormaço do fim de semana.

N√£o-discrimina√ß√£o N√£o aceitamos nenhuma forma de discrimina√ß√£o em fun√ß√£o de cor, sexo, op√ß√£o sexual, religi√£o, origem, classe social, idade ou condi√ß√Ķes f√≠sicas nas rela√ß√Ķes com todos os nossos p√ļblicos.

No dia 10/10, eu estava dormindo sentada em uma cadeira na sala de imprensa do Festival, esperando meus amigos terminarem de assistir os shows, quando uma senhora desesperada veio implorar para que divulgássemos o descaso com seu irmão cadeirante, que foi impedido pela organização de assistir os shows que estavam rolando naquele dia.

Espa√ßo “privilegiado” para deficientes f√≠sicos? Havia. Mas estavam abarrotados de pessoas em cima de suas pr√≥prias pernas, como se ali fosse a √°rea VIP.

Educa√ß√£o em sustentabilidade Queremos conscientizar, mobilizar e transmitir os valores da sustentabilidade a todos que estiverem de alguma forma no movimento, seja como participante, seja na organiza√ß√£o.

Educação ambiental não é horta e lixeiras coloridas não querem dizer que os valores da sustentabilidade estão sendo transmitidos. O fórum estava cheio de pessoas interessadas no assunto, mas as pessoas que realmente precisavam ser atingidas estavam lá fora, consumindo e jogando lixo para cima, como se fossem confetes.

Sem contar a proibi√ß√£o da entrada de alimentos e garrafas d’√°gua no evento, gerando um enorme desperd√≠cio de comida j√° na portaria. Consumo consciente? N√£o se viu.

Sem contar as pessoas que foram proibidas de tomar suas cervejas nas latas e foram obrigadas a passar o conte√ļdo para um simp√°tico copo descart√°vel do patrocinador. Isso vale para os refrigerantes tamb√©m.

Inclus√£o Social Em nossas contrata√ß√Ķes de servi√ßos, daremos prefer√™ncia, sempre que poss√≠vel, √† m√£o de obra local, cooperativas e micro e pequenos fornecedores, contribuindo assim para a gera√ß√£o de renda e inclus√£o social.

Não presenciei mão de obra local, mas vi várias famosas empresas de fast-food vendendo seus lanches pelo dobro do preço e pela metade do cozimento do alimento. Aliás, passei mal comendo um destes pequenos notáveis.

Ingressos caros, lanches caros, bebidas caras e o desperdício de comida. Inclusão social?

Sa√ļde e Seguran√ßa Empenhamos-nos para propiciar um ambiente saud√°vel e seguro a todos os envolvidos em nossas atividades e eventos, por meio do estabelecimento de padr√Ķes r√≠gidos de sa√ļde e seguran√ßa, da avalia√ß√£o de poss√≠veis riscos e defini√ß√£o de procedimentos para evit√°-los.

Sou uma pessoa que antes de saber onde está o palco, deve saber onde está o posto médico. E como não podia ser diferente, depois de passar mal com o participante do item anterior, fui ao posto médico. Chegando lá me deparei com um cara gorfando sua cervejinha, enquanto as enfermeiras sugeriam para ele tomar coca-cola e comer espetinho de carne.

Não sei se ia servir para muita coisa, mas eu disse a elas quais remédios sou alérgica.

Transpar√™ncia, √©tica e combate √† corrup√ß√£o O relacionamento com todos os parceiros deve ser baseado em √©tica e transpar√™ncia. Al√©m disso, repudiamos e combatemos a corrup√ß√£o em todas as suas formas e n√£o aceitamos parcerias com institui√ß√Ķes de idoneidade duvidosa.

Agora, vocês podem me dizer: Ah, mas isso
que você citou acima acontece em qualquer festival! Eu sei. E se eu tivesse me tocado que o negócio estava tombando para um festival qualquer, eu teria pulado fora. Como eu já disse anteriormente, me falta experiência, mas isso tudo me serve como aprendizado.

Faltou transpar√™ncia, todo o compromisso divulgado no site era de um festival e um movimento baseado nas pol√≠ticas sustent√°veis, mas percebam que tudo o que ocorreu foram pol√≠ticas de um festival qualquer. A Paula Signorini, em um post do Blog Rastro de Carbono me chamou a aten√ß√£o para este aspecto, que at√© ent√£o eu n√£o tinha levado em considera√ß√£o. Um evento verde n√£o precisa ser sustent√°vel, desde que isso seja colocado de maneira clara para os divulgadores e para seus participantes.

Teoricamente, todos estes t√≥picos disponibilizados pelo site do movimento SWU, deveriam ser utilizados em todas as a√ß√Ķes, inclusive no festival.

Legisla√ß√£o Ambiental Todas as nossas atividades e de nossos parceiros devem estar em conformidade com leis e regulamentos ambientais.

Bom, com a legislação ambiental até a Vale diz que está de acordo. Até Aldo Rebelo diz estar de acordo. Essa parte é fácil.

Baixo Impacto Ambiental Buscaremos sempre reduzir, compensar ou eliminar nossos impactos ambientais. Dessa forma, em todos os nossos eventos e a√ß√Ķes, buscaremos cumprir com os seguintes aspectos e metas: a) realiza√ß√£o de eventos de baixo carbono e desenvolvimento de processos para redu√ß√£o e mitiga√ß√£o das emiss√Ķes de gases poluentes; b) prefer√™ncia pelo uso de materiais reciclados ou recicl√°veis e que tenham origem certificadas de acordo com padr√Ķes s√≥cio-ambientais; c) destina√ß√£o correta dos res√≠duos; d) desenvolvimento de processos para baixo consumo de √°gua e energia; e) revitaliza√ß√£o da √°rea do festival.

Para este item, ler todos as minhas observa√ß√Ķes anteriores.
Enfim. Voc√™s podem deixar suas opini√Ķes no espacinho ali em baixo. :)

Sugiro que vocês leiam alguns textos de convidados para o fórum e de outros insiders do festival.

http://www.isabellices.com/o-que-foi-o-swu/

http://www.rockinpress.com.br/2010/10/12/a-imprensa-contra-a-imprensa-o-porque-o-rockinpress-foi-expulso-do-swu/

http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/10/o_swu_foi_otimo_e_coerente.php

http://scienceblogs.com.br/rastrodecarbono/2010/10/evento_verde_tem_de_ser_susten.php

http://uoleo.wordpress.com/2010/10/13/o-mais-longo-e-insustentavel-dos-dias/

Desabafo

Como ainda tem gente que joga lixo para fora da janela do carro sem nem ficar vermelha????
J√° faz uns dias que venho observando. √Č latinha (de cerveja), √© bituca de cigarro, √© papel, embalagem de lanche, de bolacha.
[Grito silencioso]
PQP! Vai emporcalhar a sua casa!
[Fim do grito silencioso]
Fica só o luto. Aqui jaz uma cidade limpa.

Coca-cola

N√£o √© inten√ß√£o deste post discutir o que eu penso do consumo absurdo de coca-cola, nem dos milh√Ķes de latas e garrafas pl√°sticas que v√£o parar s√≥ Deus sabe onde ap√≥s o consumo, nem dos projetos de sustentabilidade da empresa, nem nada disso. Este post tem uma inten√ß√£o. Dizer o quanto esses caras s√£o bons de marketing.
Este é um dos vídeos:

Este é o outro, que eu só achei em espanhol, mas dá pra entender tudinho.

E aqui vai a letra da m√ļsica que √© cantada e a sua tradu√ß√£o:
Whatever
Oasis
I’m free to be whatever I
Whatever I choose
And I’ll sing the blues if I want
I’m free to say whatever I
Whatever I like
If it’s wrong or right it’s alright
Always seems to me
You only see what people want you to see
How long’s it gonna be
Before we get on the bus
And cause no fuss
Get a grip on yourself
It don’t cost much
Free to be whatever you
Whatever you say
If it comes my way it’s alright
You’re free to be wherever you
Wherever you please
You can shoot the breeze if you want
It always seems to me
You only see what people want you to see
How long’s it gonna be
Before we get on the bus
And cause no fuss
Get a grip on yourself
It don’t cost much
I’m free to be whatever I
Whatever I choose
And I’ll sing the blues if I want
Here in my mind
You know you might find
Something that you
You thought you once knew
But now it’s all gone
And you know it’s no fun
Yeah I know it’s no fun
Oh, I know it’s no fun
I’m free to be whatever I
Whatever I choose
And I’ll sing the blues if I want
I’m free to be whatever I
Whatever I choose
And I’ll sing the blues if I want
Whatever you do
Whatever you say
Yeah I know it’s alright
Whatever you do
Whatever you say
Yeah I know it’s alright.

Tudo Que
Oasis
Eu sou livre para ser tudo que eu
Tudo que eu escolho
E eu cantarei o Blues se quiser
Eu sou livre para dizer tudo que eu
Tudo que eu gosto
Se est√° errado ou certo est√° tudo bem
Sempre me parece
Você só vê o que pessoas querem que você veja
Quanto tempo vai ser assim
Antes de subir no √īnibus
E sem causar confus√£o
Domine a si mesmo
Isso n√£o custa muito
Livre para ser tudo que você
Tudo que você diria
Se trata do meu jeito certo
Você é livre para estar onde quer que você
Onde quer que você queira
Você pode atirar no ar se você quiser
Sempre me parece
Você só vê o que pessoas querem que você veja
Quanto tempo vai ser assim
Antes de subir no √īnibus
E sem causar confus√£o
Domine a si mesmo
Isso n√£o custa muito
Eu sou livre para ser tudo que eu
Tudo que eu escolho
E eu cantarei o Blues se quiser
Aqui na minha mente
Você sabe que pode encontrar
Algo que você
Você pensou que conhecia
Mas agora tudo desapareceu
E você sabe que isso não é divertido
Yeah, Eu sei que isso não é divertido
Oh, Eu sei que isso não é divertido
Eu sou livre para ser tudo que eu
Tudo que eu escolho
E eu cantarei o Blues se quiser
Eu sou livre para ser tudo que eu
Tudo que eu escolho
E eu cantarei o Blues se quiser
Faça o que quiser
Diga o que quiser
Yeah, Eu sei que isso é certo
Faça o que quiser
Diga o que quiser
Yeah, Eu sei que isso é certo

O que você vai fazer amanhã?

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Amanhã é a Hora do Planeta. Eu já discuti sobre esse tema outras vezes aqui, e já dei minha opinião sobre esse movimento.
Amanhã, dia 26 de março de 2011, entre 20:30 e 21:30.
O que você vai fazer?
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