Agenda – 04 a 08 de novembro

O que: III Conferência Regional Sobre Mudanças Climáticas Globais: América do Sul – evento pago
Onde: São Paulo
Quando: De 04 a 08 de novembro de 2007
Objetivo:
+ Discutir o progresso e as incertezas no estudo das causas, magnitude e conseqüências das mudanças globais. Analisar as questões referentes a vulnerabilidade e a percepção da sociedade em relação aos problemas ambientais, sociais e econômicos advindos das mudanças globais;
+ Congregar cientistas, empresários e profissionais de áreas relacionadas com as pesquisas sobre as mudanças globais em um evento de caráter internacional e interdisciplinar, promovendo o intercâmbio de informações de várias naturezas, de forma equilibrada e o estabelecimento de sinergias, em especial entre as empresas e a academia;
+ Reunir conhecimento científico e sugestões para futuras ações das empresas, órgãos governamentais e organizações não-governamentais dos países sul-americanos em questões associadas às mudanças globais.
Mais informações:
III Conferência Regional Sobre Mudanças Climáticas Globais

Ônibus movido a álcool chega a São Paulo

Esta parece ser a boa notícia da semana para a cidade de São Paulo. Após alguns anos de estudos e financiamentos internacionais, vinculado ao Projeto Best (BioEthanol for Sustainable Transport, na sigla em inglês), chega às ruas de São Paulo o primeiro ônibus movido a álcool.
Segundo informações da Agência FAPESP, um único ônibus circulará a partir de dezembro, durante um ano, no corredor Jabaquara–São Matheus, que tem 33 quilômetros de extensão e atende cerca de seis milhões de passageiros por mês, com parada em nove terminais e deslocamento em quatro municípios: São Paulo, Diadema, São Bernardo do Campo e Santo André. De acordo com Marcio Schettino, gerente de desenvolvimento da EMTU, as linhas deste corredor permitem estudo da eficiência e viabilidade do motor movido a álcool submetidos a diferentes topografias e demanda de passageiros.
O preço do ônibus movido a álcool assemelha-se ao preço de um ônibus convencional. E, embora o álcool custe indiscutivelmente mais barato que o diesel, a quantidade necessária para rodar a mesma quilometragem é maior, o que significaria um aumento de 6 a 7% a mais no custo de operação. Isso sem contar o custo dos aditivos que devem ser incorporados ao álcool, e que devem ser importados. O UOL Economia destaca que este aumento pode chegar a até 20%.
“O motor chega a reduzir em 87% a emissão de hidrocarbonetos, em 92% a de monóxido de carbono e em 100% a de óxidos de enxofre e de dióxido de carbono, quando comparado ao motor a diesel”, disse o presidente do conselho gerenciador do Cenbio, José Roberto Moreira. “O argumento de que você está salvando vidas e economizando gastos com internações hospitalares deve ser uma justificativa para o governo aceitar usar um combustível mais caro”, afirmou.
Sem dúvida é um ótimo investimento na esfera ambiental. A cidade de São Paulo opera com 15.000 ônibus movidos a diesel. O uso de ônibus movidos a álcool reduziria consideravelmente a quantidade de gases tóxicos e gases do efeito estufa liberados todos os dias na cidade.
A Scania, empresa fabricante dos veículos, continua estudando novos meios de aumentar a eficiência dos motores, desenvolvendo novas tecnologias constantemente. Esperamos que estas tecnologias, aliadas a novas rotinas e políticas públicas ajudem a reduzir as emissões de GEEs e melhorar a qualidade de vida na cidade de São Paulo.
Saiba mais:
Ônibus a etanol será testado em São Paulo – UOL
São Paulo ganha primeiro ônibus a álcool – Agência FAPESP
Scania ethanol buses to be tested in Brazil – Press Release – Scania

Agenda – 25 de outubro

O que: 2º Simpósio USP Recicla – inscrições gratuitas
Onde: Universidade de São Paulo – Anfiteatro de Engenharia Mecânica
Quando: 25 de outubro de 2007
Objetivo: Tem como foco a proposição de um documento oficial que contemple a organização e a normatização dos sistemas e estruturas que tenham vínculo com compra, utilização e descarte de materiais na USP. Adequar contratos de serviços e de pessoal técnico relacionado ao tema. Reunir pessoas que possam trazer subsídios para a implementação de ações sustentáveis no contexto da USP.
Temas:
+ “Actions for a sustainable campus: The case of the University of Colorado at Boulder – USA”
+ “Caminhos para um Campus Sustentável: Instâncias e Responsabilidades”
+ “Da pá virada: revirando o tema lixo – vivências em educação ambiental e resíduos sólidos”
+ “Inventário de Gases do Efeito Estufa: Possível Escopo para os campi da USP”
Mais informações:
2º Simpósio USP Recicla

Divulgação de Livro On-Line

Conseqüências das mudanças globais para a América do Sul
Livro contém análises e conclusões de encontro de 600 especialistas
Foi lançada em agosto a versão digital do livro “A Contribution to Understanding the Regional Impacts of Global Change in South America”, que reúne os trabalhos apresentados na II Conferência Regional sobre Mudanças Globais: América do Sul, evento realizado pelo IEA em novembro de 2005 com a participação de cerca de 600 especialistas. O volume é organizado pelos professores Pedro Leite da Silva Dias (IEA, IAG/USP e Procam/USP), Wagner Costa Ribeiro (Procam/USP e FFLCH/USP) e Lucí Hidalgo Nunes (IG/Unicamp), tem 418 páginas e está disponível gratuitamente em www.iea.usp.br/iea/artigos/globalchangeinsouthamerica.pdf.
O livro faz parte do trabalho de refexão sobre as mudanças globais empreendido pelo IEA, em parceria com diversas instituições, desde o final dos anos 80. O trabalho terá continuidade com a III Conferência Regional sobre Mudanças Globais: América do Sul, que acontecerá de 4 a 8 de novembro, em São Paulo.
CONTEXTO
As mudanças globais ganharam importância no final do século 20 e passaram a ser alvo da política externa de países e pauta de reuniões diplomáticas com o objetivo de controlar o aquecimento do planeta. Apesar das dificuldades políticas, o Protocolo de Kyoto foi implementado antes da data prevista.
A ordem ambiental internacional, com todas as fragilidades que se possam apontar, começa a dar sinais de aplicação prática. “Talvez isso ocorra porque os impactos associados ao aquecimento global já podem ser observados; e eles passarão a ocorrer com maior freqüência no futuro, mas de forma diferenciada pelo planeta”, destacam os organizadores do livro.
Países do Hemisfério Sul poderão sofrer mudanças significativas na oferta de chuva, por exemplo, que pode afetar as cadeias produtivas de alimentos: “Isso certamente gerará novos fluxos de migrantes do campo à cidade, agravando ainda mais o desigual quadro social das metrópoles da América do Sul”.
Além disso, “parte expressiva da população que mora junto à costa terá que conviver com a elevação do nível do mar e as parcelas que vivem junto à Cordilheira dos Andes poderão encontrar dificuldades para conseguir água, cuja principal fonte é o degelo lento de geleiras”.
O livro lançado pelo IEA visa subsidiar o debate sobre essas questões por parte de cientistas, empresários e profissionais de áreas relacionadas, bem como por outros setores determinantes para a discussão pública dessas questões e adoção de políticas públicas pertinentes, como legisladores, jornalistas e representantes de organizações governamentais e não-governamentais.
CONTEÚDO
O livro é dividido em duas partes: “Modelagem e Mudança Climática Regional em Ecossistemas Terrestres e Aquáticos” e “Impactos Sociais das Mudanças Climáticas Regionais”.
Na primeira parte o leitor encontrará textos que abordam algumas conseqüências das mudanças globais que já podem ser aferidas na Amazônia, na Patagônia e no cerrado. Além disso, conhecerá modelos utilizados pelos pesquisadores para medir alterações e projetar cenários futuros decorrentes das mudanças regionais resultantes do aquecimento global. Nessa parte também estão incluídos os artigos sobre possíveis impactos na agricultura.
Na segunda parte estão os trabalhos que analisam: os impactos na saúde humana, no abastecimento hídrico em cidades e para a geração de energia; as relações internacionais na perspectiva de um regime internacional sobre mudanças climáticas; a percepção da sociedade sobre as mudanças globais; a vulnerabilidade e o risco em áreas urbanas; e as dimensões econômicas, inclusive oportunidades geradas pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Kyoto.
Ao final, encontram-se as conclusões e recomendações do evento que originou o livro, entre as quais destacam-se a incerteza em relação às conseqüências das mudanças globais, a necessidade da realização de mais pesquisas e, principalmente, estimulo ao debate junto à sociedade para que as alterações possam ser comprendidas e assimiladas sem maiores transtornos sociais.
Fonte do texto: IEA-USP

Óleo de cozinha – Utilidade Pública

A presença de óleos e gorduras na rede de esgoto gera graves problemas de higiene e mau cheiro.
O óleo descartado pelas residências acumula nos encanamentos e retém outros resíduos como plásticos e papel, entupindo as redes de esgoto e impedindo o fluxo de águas residuais, tornando um ambiente propício para a atração e procriação de baratas e ratos.
A destinação correta do óleo de cozinha é indispensável para evitar a poluição das águas e demais problemas decorrentes. O óleo de cozinha deve ser guardado dentro de garrafas PET e descartado em coletores previamente instalados em local apropriado para coleta.
A Eco-Óleo Reciclagem de Óleos fornece gratuitamente coletores e coletam óleos usados na região de Jundiaí, SP. O e-mail para contato é: eco-oleo@globo.com e os telefones: (11) 4522-0233 e (11) 9910-7774
Outros postos, via Carbono Zero:
Santos
Núcleo Bandeirante Ponta da Praia: Rua Jurubatuba, 157, próximo ao Complexo Rebouças. Às quintas-feiras e sábados, das 15h às 17h.
Colégio Sênior, Zona Noroeste: Av. Jovino de Melo, 358.
São Vicente
Estacionamento no Centro: Rua Martim Afonso, 214. De 2ª a sábado, das 7h às 22h.
Cubatão
3º DP: Av. Nações Unidas, 311. De segunda a sexta, das 8h às 20h.
Saiba mais:
Vale Verde
Conhece algum posto de coleta de óleo de cozinha perto da sua casa? Divulgue nos comentário e faremos um post com todos os endereços!

Primeiro Leilão de Créditos de Carbono gera R$ 34 milhões

Do Projeto Brasil
A Prefeitura de São Paulo arrecadou hoje R$ 34 milhões com a venda de 808.450 créditos de carbono do Aterro dos Bandeirantes, zona norte da Capital. Após o leilão, o Prefeito Gilberto Kassab anunciou um pacote de projetos para a área do entorno do aterro, com investimento total de R$ 48 milhões.
Ao todo, 14 empresas internacionais participaram do leilão. O Fortis Bank NV/AS, da Holanda, arrematou por €16,20 a tonelada de carbono equivalente, o que representou um ágio de 27,5% sobre o preço mínimo, de €12,70, fixado pela Prefeitura. A negociação foi realizada pela internet pela BM&F (Bolsa de Mercados e Futuros).
Via: – Blog do Nassif
Saiba mais:
Gazeta Mercantil
Agência Brasil

Agenda – 26 a 28 de setembro

O que: Conferência Nacional de Bioenergia (evento pago)
Onde: Maksoud Plaza – Alameda Campinas 150 – São Paulo
Quando: de 26 a 28 de setembro de 2007
Objetivo: Debater e abordar a bioenergia de forma abrangente, desde avanços científicos e tecnológicos até seus impactos sociais, econômicos, regionais e ambientais envolvidos com o tema estratégico.
Temas:
+ “O programa de bioenergia do Estado de São Paulo”
+ “Políticas públicas e inovação para o desenvolvimento da bioenergia”
+ “Política energética de biomassa no Estado de São Paulo”
+ “Pesquisa e desenvolvimento tecnológico para a produção da bioenergia”
Detalhes da programação – AQUI
Mais informações:
BIOCONFE
Agência FAPESP

Agenda de 01/09/2007 a 08/12/2007

O que: Ciclo de Palestras Sobre Aquecimento Global e Relações Solo-Planta-Atmosfera (evento pago)
Onde: Departamento de Solos da ESALQ/USP – Piracicaba
Quando: de 01/09/2007 a 08/12/2007, aos sábados
Objetivo: Abordar e discutir com os participantes assuntos relacionados ao aquecimento global, provocado pelo aumento da concentração dos gases do efeito estufa, com ênfase na participação do solo nesse fenômeno. Os mecanismos de contribuição das relações dos sistemas solo-planta-atmosfera no aumento do aquecimento global serão tratados neste ciclo de palestras, bem como os impactos que a agricultura no Brasil sofrerá frente às potenciais mudanças climáticas globais
Programação:
01/09
– Efeito estufa e aquecimento global: bases teóricas / Reservatórios, fontes e sumidouros de gases do efeito estufa; Impactos potenciais do aquecimento global – Prof. Dr. Carlos Eduardo P. Cerri (ESALQ/USP)
29/09
– Alterações no clima devido ao aquecimento global (temp, precip, nuvens, albedo etc) / Conseqüências das mudanças no clima para as plantas e solos – Prof. Dr. Paulo César Sentelhas (ESALQ/USP)
27/10
– Efeito das mudanças climáticas nas relações patógeno-hospedeiro; Impacto das mudanças climáticas sobre doenças de plantas – Profa. Dra. Raquel Ghini (EMBRAPA)
– Biodiversidade e Mudanças Globais – Prof. Dr. Carlos Alfredo Joly (Unicamp) – a confirmar
10/11
– Mudanças climáticas e o agronegócio no Brasil; Alterações no zoneamento agroclimático de plantas cultivadas no Brasil / Agricultura como mitigadora do aquecimento global – Dr. Eduardo Delgado Assad (EMBRAPA)
24/11
– Opções de mitigação: biomassa vegetal como fonte de energia – Prof. Dr. Weber Amaral (ESALQ/USP)
– Pólo Nacional de Biocombustíveis) – Emissões de gases do efeito-estufa (GEE) na produção e uso de etanol da cana- Dr. Isaias Macedo – NIPE Unicamp
08/12
– Ações internacionais e o Protocolo de Quioto; Mecanismo de Desenvolvimento Limpo / Mercado de carbono no âmbito e fora do Protocolo de Quioto – Prof. Dr. Carlos Eduardo P. Cerri (ESALQ/USP)

Mais informações:
+ FEALQ
+ Agência FAPESP

Sacolas de pano em Sampa

Mando a excelente dica do Carbono Zero!
Os paulistanos terão a opção de utilizar sacolas de pano personalizadas em suas compras em supermercados, padarias, livrarias e demais estabelecimentos comerciais. É mais uma ação da Secretaria do Verde e Meio Ambiente de São Paulo.
A campanha para minimizar o uso de sacolas plásticas na cidade será lançada no fim de agosto pela prefeitura e segue o exemplo de Lajeado, no Rio Grande do Sul (vide post do Carbono Zero).

Postagens no Luis Nassif on line

Mais duas postagens do Luis Nassif que merecem indexação:
1) O clima em São Paulo
Uma consideração: troque “clima médio aumentando” por “temperaturas médias aumentando”.
Mais informações:
+ Parceria Embrapa-Unicamp-Inpe fornecerá previsões agrometeorológicas – Jornal da Ciência (fev/2007)
2) O mercado de crédito de carbono
Considerações:
1) troque “tirar da atmosfera concentração de carbono” por “fixar carbono” ou “diminuir a concentração de carbono da atmosfera”.
2)”O aterro impede o metano de ir para a atmosfera” é uma frase que pode causar interpretação errônea. Os aterros sanitários liberam metano e CO2 para a atmosfera e por isso são considerados grandes emissores de gases do efeito estufa. Após a implementação de alguns tipos projetos MDL é que há sequestro de metano. O biogás pode ser usado na geração de energia, por exemplo. Existe a possibilidade de adquirir créditos de carbono após a implementação do projeto MDL.
Saiba mais:
Biogás em Aterros Sanitários

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