WWD – Andando com Dinossauros

Ano passado, enquanto na Austrália, trabalhei com uma empresa que prestava serviço de mão-de-obra para shows e tive a oportunidade de participar da montagem de Walking with Dinosaurs – The Live Experience e, melhor ainda, presenciar o espetáculo ao vivo, num ensaio antes da abertura.
Após quase trinta e duas horas direto no ar trabalhando, subi a arquibancada e me sentei o mais alto que pude, atrás do pessoal com os controladores-remotos dos dinossauros e ao lado da mesa de som e luz.
Isso é o que eu consigo lembrar:
Tudo começa com um narrador da voz impostada, num cenário cheio de árvores e flores gigantes, dizendo como a vida surgiu.
O som atmosférico é perfeito e cria uma sensação de se estar numa selva primitiva, com sons do vento penteando a folhagem gigante e de insetos estranhos e igualmente grandes.
A narração continua e surgem os primeiros dinossauros (não vou conseguir lembrar a ordem de entrada nem os tipos porque naquele momento meu cérebro não estava operando otimizadamente).
Em tamanho real, até onde eu saiba, os bichos são motorizados, como carrinhos, com um motorista dentro e são também animatrônicos, com seus movimentos musculares sutis controlados remotamente pelos controladores sentados à minha frente.
Dezenas de botões, luzesinhas e joysticks controlam os movimentos de cauda, pele, escamas, pescoço, cabeça, boca e olhos dos animais que, em conjunto com o áudio, a iluminação e o cenário mutável, conferem um realismo extraordinário ao show.
Vários dinossauros são empregados (tiranossauro, estegossauro, braquiossauro e até um pterossauro), sempre com cuidado histórico, para mostrar as diferentes eras em que viveram e como era o seu mundo (quando cada um que aparecia, o cenário se transformava, mostando a evolução não só animal como também botânica).
Eles interagem levemente com o narrador, que permanece sempre na pista, mas agindo como um observador destacado da ação, a la David Attenborough, nunca se intrometendo demais na ação.
Eu assisti ao ensaio geral, que difere da apresentação por não haver público e que serve para ajustarem os volumes e as marcações de palco. O resto é idêntico.
Um show realmente impressionante, tanto pelo tamanho e qualidade da produção quanto pela diversão.
É embasbacante ver aqueles animais, alguns quase do tamanho do ginásio (o brontossauro é incrivelmente enorme), se movendo tão elegante e fluidamente. É como estar no filme Jurassic Park, com animais de verdade!
Não sei quanto custa o ingresso, mas vale a pena ir só para sentir o que eu senti. Era como se tivesse sido inserido naquele mundo, milênios atrás.
Só faltou o cheiro. Mas talvez tenha sido melhor assim…

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