A dança do sexo (com vídeos!)

No começo deste ano, o Scienceblogs Brasil desenvolveu o primeiro amigo secreto científico da blogosfera internacional do qual eu tenho notícia e participação. Pessoas interessadas se inscreveram (vocês ainda podem participar, seguindo o link ao final do texto) e foram secretamente sorteadas pelo nosso sofisticado software Emulador Kochiano de Algoritmos Não-Triviais e Objetividade Confiável (Kochian Emulation of Non-Trivial Algorithms and Reliable Objectivity, em inglês). Abaixo, vocês conferem a produção do meu amigo secreto (não para mim, que já descobri quem é) cuja identidade é dever de vocês adivinhar.

Oh well… vejam só quem para quem será meu presente de amigo secreto…

Nada mais, nada menos que Igor Santos. O cara que mantém sei lá quantos blogues (de qualidade, diga-se de passagem) e um tumblr de sacanagem. He.

Pensando na gama curiosa de assuntos abordados pelo autor deste blog e tamb√©m para homenagear e reconhecer o trabalho deste querido blogueiro, nada mais interessante do que falar cientificamente de… sexo!

No mundo animal, especialmente na vida selvagem, encontrar uma parceira para reproduzir-se √© um assunto s√©rio, √© a √ļnica chance de passar adiante seus genes em busca do sucesso evolutivo.

Para tal, os machos são capazes de tudo, até mesmo de oferecer sua própria vida em busca de uma fêmea que os queira.

Esta sele√ß√£o por parte das f√™meas tem um nome na ci√™ncia: Sele√ß√£o Sexual. Conceito introduzido primeiramente por Charles Darwin e Wallace em seus manuscritos sobre a Teoria da Sele√ß√£o Natural (1859). Como uma parte importante dessa teoria, a sele√ß√£o sexual prop√Ķe que a sele√ß√£o de caracter√≠sticas morfol√≥gicas ou comportamentais que levam ao cruzamento bem sucedido oferecem vantagens reprodutivas em contraste com as vantagens de sobreviv√™ncia. Com a sele√ß√£o sexual pretende-se explicar por que determinadas caracter√≠sticas que n√£o fazem a menor diferen√ßa para a quest√£o sobreviv√™ncia, continuam sendo mantidas em determinados grupos de animais.

Quer vantagem reprodutiva e um harem só para você? Pergunte ao mundo animal: como?

Chamar a aten√ß√£o da f√™mea √© o objetivo dos caras, ent√£o desfile, mostre seus ornamentos coloridos, dance na frente delas! Ahh a dan√ßa… dentre as t√©cnicas atrativas do mundo animal, esta √© a minha predileta! Para cada cruzamento, um show!

Abaixo alguns exemplos dentre os p√°ssaros:

Birds of Paradise, exibem suas penas e pulam alegremente na frente da f√™mea, como se dissesse: ‚ÄúOi estou aqui, me escolhe? Me escolhe? Veja o que meus genes fizeram por mim e poder√° v√™-los em suas crias, que tal?‚ÄĚ

Se sozinho você não se acha capaz, convide os amigos! Veja abaixo o ritual para conseguir uma fêmea utilizado pelos Flamingos:

Mas, a dan√ßa n√£o √© s√≥ habilidade dos penosos, vejam s√≥ este ‚Äúbreak‚ÄĚ da aranha:

Dada a import√Ęncia dos rituais de acasalamento, o estudo do sexo e dos diferentes comportamentos acerca dos animais foi transformado em uma s√©rie v√≠deos da Earth Touch TV, uma ‚Äúweb emissora‚ÄĚ engajada em transformar as hist√≥rias da natureza em coisas emocionantes e cheias de imagina√ß√£o.

O vídeo abaixo, que infelizmente não tem legendas em português, é um dos episódios da série Wild Sex, protagonizada pela bióloga Dra. Carin Bondar.

Neste episódio ela comenta a respeito dos diferentes rituais de dança que envolvem o mundo animal. Vale a pena conferir!

Como uma parte do InterCiência, este texto deixa algumas dicas de quem sou, porquê tenho uma forma característica de postar. Deixa dicas sobre minha profissão, porquê não me arriscaria a falar sobre espaçonaves. Mas não deixa muitas dicas a respeito do meu blog, nem mesmo a respeito do assunto tratado por ele.
Alguém tem ideia de quem sou?

———

[Este texto √© parte da primeira rodada do InterCi√™ncia, o interc√Ęmbio de divulga√ß√£o cient√≠fica. Saiba mais e participe em: http://scienceblogs.com.br/raiox/2013/01/interciencia/]

Entrevista com o presidente do CREMERN, Jeancarlo Cavalcante

Uma semana atr√°s, um v√≠deo surgiu e foi apresentado pelas redes nacionais de televis√£o mostrando o m√©dico cirurgi√£o Jeancarlo Cavalcante ao fim de uma cirurgia, perguntando a uma enfermeira onde estava o fio de a√ßo para fechar o t√≥rax de um paciente do Hospital Walfredo Gurgel, maior hospital de emerg√™ncia do estado do Rio Grande do Norte. O fio em quest√£o, no entanto, havia acabado, fazendo com que o cirurgi√£o n√£o pudesse finalizar corretamente a cirurgia, o que o levou a fazer a den√ļncia em v√≠deo

Tr√™s dias atr√°s, no mesmo hospital, n√£o havia antibi√≥ticos, rem√©dios para press√£o ou sequer soro fisiol√≥gico, demonstrando o qu√£o grave √© a situa√ß√£o da rede de sa√ļde p√ļblica do estado do Rio Grande do Norte, representados pela governadora (formada em Medicina) Rosalba Ciarlini Rosado e seu secret√°rio estadual de sa√ļde, o cirurgi√£o Isa√ļ Gerino. Este, declarando publica e sarcasticamente que prolene √© o material mais usado (o que n√£o √© verdade, nem de longe) e abrindo um processo contra Jeancarlo por “falta de √©tica”, enquanto aquela indagou “se n√£o tinha o fio de a√ßo, por que ent√£o come√ßou a cirurgia?”, criando uma situa√ß√£o abstrata onde o cirurgi√£o deveria ter um rol dos equipamentos e suprimentos sempre memorizado (devendo tamb√©m conferir um por um, ao inv√©s de iniciar a cirurgia de emerg√™ncia o quanto antes) e, no lugar de tentar salvar a vida do paciente, deix√°-lo morrer por omiss√£o.

Nenhum dos dois, at√© agora, pediu desculpas √† popula√ß√£o pela falta de insumos pelos quais n√≥s, contribuintes do estado, j√° pagamos. Sequer admitiram que a situa√ß√£o √© insustent√°vel e irrespons√°vel, preferindo desviar o foco da pr√≥pria irresponsabilidade usando o Dr. Jeancarlo como alvo, futilmente o processando por uma suposta falta de √©tica da qual tanto Rosalba quanto Isa√ļ s√£o os mais culpados.

Ap√≥s a den√ļncia, surgiram fotos de uma mulher dando √† luz na cal√ßada de outro hospital (Santa Catarina, segundo maior do estado) e v√≠deo de um outro paciente (estava numa maca! Que sortudo!) bombeando a ventila√ß√£o mec√Ęnica nele mesmo. √Č dif√≠cil de entender, mas assista ao v√≠deo neste link.

Falta soro e sutura nos hospitais, mas dinheiro para queimar existe. Mais precisamente trezentos mil reais gastos três semanas atrás na queima de fogos da madrugada do dia primeiro deste.

R$ 300 mil queimados enquanto falta antibi√≥tico em salas cir√ļrgicas.

Secret√°rio Isa√ļ Gerino, governadora Rosalba: voc√™s s√£o dois irrespons√°veis. N√£o adianta culpar um m√©dico que n√£o tem como trabalhar decentemente nem dizer que o problema vem de outras administra√ß√Ķes. No momento em que, ao inv√©s de tentar resolver, voc√™s atacam publicamente e processam futilmente o denunciante, voc√™s est√£o mostrando o verdadeiro car√°ter de voc√™s para a popula√ß√£o.

Pena que não existe conselho de ética para políticos. Mas aguardem um processo civil assim mesmo. Cansei de ver o descaso, desdém e a indecência com os quais vocês tratam o meu estado e sua população.

Isa√ļ Gerino - um dos culpados.

Isa√ļ Gerino – um dos culpados.

Enquanto isso, car√≠ssimos leitores, vejam aqui a entrevista que fiz ontem a noite com o m√©dico Jeancarlo Cavalcante (e visitem o Dispersando para mais informa√ß√Ķes e contexto):

Agradecimentos especiais a outro doutor, Karl, pela pronta ajuda.

N/g·ma

Suponha que você está trancado num quarto sem portas ou janelas nem qualquer meio de comunicação com o mundo externo. Suponha também que você não tenha claustrofobia, o que calharia bem nesta situação.

À sua frente se encontram: um bilhete escrito em letras médias com uma caligrafia confortável e pontuação impecável, uma balança precariamente suspensa por um fio, e dez caixas de sapatos (nenhuma delas, no entanto, é azul ou amarela) contendo itens variados. E você, além de usar óculos, tem uma caneta no bolso. Apesar de estar sem meias.

O conte√ļdo de uma das caixas.

O conte√ļdo de uma das caixas.

O bilhete lê:

Caro(a) Senhor(a), sauda√ß√Ķes.

Este quarto onde Vossa Senhoria se encontra tem 0,276458 m.n.¬≥ (milhas n√°uticas c√ļbicas) de volume, estando o teto exatamente a vinte e seis e um quarto p√©s acima do topo da vossa cabe√ßa, de onde pende um fino fiapo fibroso fixado firmemente a fitilhos filamentosos fincados em filetes enfileirados no fr√°gil forro facilmente fratur√°vel. Fitai! E n√£o vos firais, pois ao fim de seu comprimento, o fio sustenta um sofisticado sistema de sensores satisfatoriamente precisos que medem, ao mesmo tempo, tanto a massa quanto o peso de um objeto apoiado sobre si – no entanto, tal a√ß√£o s√≥ poder√° ocorrer uma √ļnica vez, e rapidamente, visto que o sistema j√° est√° bem pr√≥ximo de seu limite de colapso, que acontecer√° inexoravelmente nos pr√≥ximos cinco (05) minutos.

Das caixas ao vosso lado, cada uma contém pelo menos 631 itens de tamanhos e formatos diversos sendo Рtodos eles em cada uma Рsempre com exatamente meio ou um grama. Antes do tempo limite expirar (evento que se dará inequivocamente com a queda do instrumento), para sair desse impossível aposento no qual vos encontra, precisareis, com uma só pesagem, descobrir quais caixas contêm itens com 0,5g e quais as com os de 1g.

Para os de aprendizado visual.

Para os de aprendizado visual.

Apesar da saudação genericamente neutra e a pessoa verbal impessoal contradizerem o implícito conhecimento preciso da sua altura, é de se esperar que você esteja sendo observado e que o tempo só passe a valer quando você acabar de ler o bilhete.

Passados cento e oitenta segundos, você finalmente consegue decifrar que em algumas caixas todos os objetos pesam 0,5 e, em outras, todos pesam 1 grama.

Voc√™ precisa descobrir quais caixas t√™m pesos de meio e quais t√™m pesos de um grama. Lembre-se, s√≥ lhe resta pouco mais de 3 minutos (o que n√£o √© tempo suficiente para contar o n√ļmero de objeto em cada uma). Como voc√™ procede?

Dica: existem v√°rias formas de resolver o problema e muitos dos dados dados s√£o irrelevantes.

Previs√Ķes cientificamente est√°veis para 2013

Alguns anos atr√°s eu previ v√°rias coisas e conseguir errar 100% delas. Isso s√≥ prova como meu poder √© forte, j√° que estatisticamente eu deveria ter acertado pelo menos uma ou duas (ou seja, eu sou mais poderoso que a Estat√≠stica (ou algo assim – n√£o consigo construir uma frase positiva com dados negativos envolvendo flutua√ß√Ķes num√©ricas) ou ent√£o preciso ser mais conciso e direto (o que n√£o √© dif√≠cil para mim, acreditem. Eu sei ser bastante direto e focado (como semana passada, por exemplo, quando fui resolver um neg√≥cio com meu plano de sa√ļde e precisei passar em seis locais diferentes e falar com, literalmente, oito pessoas distintas (imagine s√≥ quem n√£o tem plano de sa√ļde e/ou um carro. O que me remete ao meu desejo de vender o meu (o que seria uma imensa economia, tanto de combust√≠vel quanto de manuten√ß√£o (e at√© mesmo uma economia emocional, j√° que est√° cada vez mais dif√≠cil dirigir sem se aborrecer nesta cidade (e, pior ainda, est√° estacionar. Na rua j√° √© imposs√≠vel (apesar de eu achar que deve haver algum momento em que existam vagas, j√° que n√£o creio que todos aqueles carros passem semanas estacionados (eu sei que eles n√£o passam, a verdade √© essa, vez por outra eu consigo uma vaga (algumas vezes (mas n√£o sempre) at√© perto de algum estabelecimento que eu pretendo visitar) mas ou estaciono imediatamente ou perco a vez) ocupando os mesmos lugares, entra dia, sai dia) e os estacionamentos pagos est√£o ficando cada vez mais ridiculamente caros, o que aumenta ainda mais meu gasto com o carro) porque o motorista atual √© s√≥ um pouco menos selvagem que um dem√īnio-da-Tasm√Ęnia (especialmente os motoqueiros, que parecem ter algum fetiche com espa√ßos apertados (e at√© mesmo quando n√£o existem carros na frente eles andam costurando um tr√Ęnsito virtual (o que s√≥ aumenta o desgaste do ve√≠culo (ou, como √© mais costumeiro, ficam mirando a moto nas faixas pintadas no ch√£o (o que me lembra uma crian√ßa tentando andar na ponta da cal√ßada, se equilibrando) mesmo tendo toda uma rua livre para transitar) e os custos de manuten√ß√£o de algo que deveria ser bem barato) que s√≥ existe na parte de seus c√©rebros que cria a expectativa e a recompensa (acho que √†s vezes at√© sexual (se bem que talvez “emocional” fosse uma palavra mais adequada para o contexto), se bem que n√£o posso ter certeza do que se passa na cabe√ßa de algu√©m assim), realizando a proeza de atrapalhar o tr√Ęnsito preventivamente), talvez at√© causado pelo enclausuramento dos capacetes que usam (ser√° que existe alguma correla√ß√£o com isso? Pode ser que sim, vou pesquisar a respeito (nota mental: pesquisar o efeito do aumento da temperatura do capacete num c√©rebro j√° debilitado (ou seria o contr√°rio, esse tipo de mente j√° seria predisposto?) pelo desejo de andar no meio de transporte mais arriscado j√° produzido) e talvez renda um post interessante) ou pela adrenalina constante que recebem na circula√ß√£o) raivoso e acuado) e ainda eu deixaria de me preocupar em t√™-lo roubado (a viol√™ncia s√≥ piora, s√≥ piora), arranhado, etc) e investir o dinheiro em alguma coisa mais rent√°vel), n√£o contando as que confrontei por engano (porque, obviamente, os endere√ßos nas guias estavam errados e desatualizados) e que n√£o sabiam do que eu estava falando (n√£o que as outras partes diretamente envolvidas tamb√©m soubessem) nem como me direcionar ao lugar correto, mesmo assim n√£o me tirando a concentra√ß√£o) em praticamente todos os momentos, jamais perdendo o fio da meada) para n√£o confundir tanto os meus leitores com divaga√ß√Ķes aleat√≥rias) ao inv√©s do meu placar perfeitamente zerado.

Ent√£o, sem mais delongas, vamos √†s previs√Ķes para 2013!

Ao longo deste ano, terremotos inesperados ocorrer√£o na Europa e na √Āsia, surpreendendo os moradores da regi√£o E virando not√≠cia em v√°rios locais ao redor do globo. Pessoas predispostas a esse tipo de comportamento se compadecer√£o e demonstrar√£o apoio (nunca se saber√° ao qu√™ exatamente).

L√° pelo meio do ano – prevejo que entre julho e agosto -, uma chuva de meteoros aparecer√° no c√©u do norte, anunciando mudan√ßas. A este fen√īmeno ser√° dado o nome gen√©rico referente aos filhos do primeiro grande her√≥i. Visiono ainda que est√° her√≥i teria cortado a cabe√ßa de um terr√≠vel monstro com cabelos de serpente e que seu nome rima com a frase “ter seu“, que pode ser completada com coisas bonitas como “cora√ß√£o”, “n√ļmero de telefone” ou “cachorro na minha casa nunca mais! Da pr√≥xima vez que voc√™ viajar, deixo-o num hotel”.

Um artista famoso vai fazer algo que chocar√° o mundo, enquanto alguns o defender√£o, chamando de “arte” qualquer que seja a bizarrice que aquele venha a fazer. Trocadilhos com seu nome surgir√£o e seu nome virar√° um meme nas redes sociais. O termo “celebridade” ser√° inadequadamente utilizado.

Em 2013, o planeta ficar√° em trevas. Pelo menos parte dele. E no dia 3 de novembro.

As noites de 25 de abril, 25 de maio (COINCIDÊNCIA???) e 18 de outubro também ficarão ligeiramente mais escuras. Isto é, nos locais com pouca iluminação artificial e dentro da região afetada pelos eclipses lunares.

Voc√™ que est√° lendo isto agora tamb√©m est√° sendo pr√©-lido. Voc√™ (ou algum familiar ou algu√©m pr√≥ximo) ter√° algum sintoma em pelo menos uma das regi√Ķes especificadas no diagrama abaixo:

Se você é mulher, as chances aumentam significativamente naquela parte mais abaixo. Aquela bem vermelha que parece está escorrendo. Viu qual é?

Um centen√°rio morrer√°. Seja literalmente ou apenas semanticamente, completando 101 anos e ultrapassando o t√≠tulo de “centen√°rio”. De toda forma, prevejo que um centen√°rio morrer√°.

Em previs√Ķes relacionadas, antevejo o nascimento de um(a) futuro(a) centen√°rio(a) e ainda acrescento que este(a) viver√° at√© depois do fim deste s√©culo(a).

Vejo ainda futuramente que os homeopatas continuar√£o dizendo que o conceito cient√≠fico de vacina confirma seus conceitos m√°gicos de ultradilui√ß√Ķes de √°gua com √°gua¬≤ enquanto denunciam que toda a ci√™ncia m√©dica est√° errada e mata milh√Ķes de pessoas. √Č tamb√©m certeza que eles dir√£o que homeopatia √© boa porque n√£o muda h√° 200 anos (errado, mas j√° que estamos ignorando uma realidade, vamos ignorar todas as outras – menos as que nos beneficiam) e citar√£o, sempre que poss√≠vel, a Talidomida.

O Sol mostrar√° toda a sua indiferen√ßa pela ra√ßa humana aumentando a incid√™ncia de casos de c√Ęnceres de pele e, mesmo com todo o calor que vem fazendo, continuar√° a brilhar normalmente, jamais diminuindo a temperatura terrestre.

Ele também vai mostrar sua indiferença a tudo, continuando a ser uma estrela inanimada e desprovida de consciência.

Para o meu prazer, continuarei a ser xingado pelos pseudocientistas que passam tanto tempo insistindo em me mandar estudar que ficam sem tempo de estudar eles mesmos. Qualquer coisa, não só o assunto sobre o qual eles dominam exatamente zero.

Este ano será o primeiro em vinte e seis cujos dígitos não se repetem.

Antecipo ainda que os calendários de outras culturas continuarão a ser um mistério para a maioria eurocêntrica que não entende porque os judeus dizem que estamos em 5773 ou qual motivo levaria os chineses a contar os anos em animais. Sério, como eles esperam obter alguma vantagem com isso?

E que Al√° nos proteja!

E, finalmente, em 2013, alguns post ficar√£o inacabados, possivelmente causando tens√£

2012 no 42. em uma imagem que vale, literalmente, mil palavras

Clique na imagem para explor√°-la.

Que 2013 nos traga sa√ļde (ou, Uma Ode aos Mediconomistas)

Neste arbitr√°rio ponto em nossa √≥rbita ao redor de uma estrela mais-ou-menos, me pego esperan√ßoso, desejando que mais de n√≥s – humanos – f√īssemos de uma classe rara mas imprescind√≠vel e cuja falta √© cada vez mais sentida; a dos mediconomistas.

√Č fun√ß√£o desses pro(-bono)fissionais nos nortear em dire√ß√£o a investimentos f√≠sicos seguros que nos amealhem riquezas de modo a n√£o nos preocuparmos indevidamente com a perda de b√īnus e t√īnus, empregando corretamente nossa suada ATP e evitando a longo prazo a√ß√Ķes que desvalorizem nossa circula√ß√£o (sangu√≠nea ou monet√°ria), como dep√≥sitos de gordura (at√© na poupan√ßa) que podem reduzir a liquidez das nossas art√©rias, elevando as taxas e aumentando perigosamente o nosso d√©bito card√≠aco, nos levando a uma poss√≠vel fal√™ncia respirat√≥ria.

Mediconomia

√Č tamb√©m de sua responsabilidade nos recomendar movimentar os fundos visando evitar a necessidade de aplica√ß√Ķes de risco cir√ļrgico (passando longe tanto do Tesouro quanto da tesoura), monitorando regularmente nossa conta corrente sangu√≠nea para que fiquem seguros todos os nossos bens – incluindo o bem-estar, sem deixarmos de considerar todas aquelas siglas (HDL, CDB, TGP, DOC, T4, CC) que tanto nos esvaziam os bolsos das cal√ßas quanto nos criam bolsas nos olhos.

√Ä maioria de n√≥s, pessoas comuns, falta experi√™ncia para lidarmos com o balan√ßo de nossas contas e as balan√ßas dos nossos cantos. Temos tamb√©m dificuldade em seguir as orienta√ß√Ķes da Receita e as instru√ß√Ķes de receitas mesmo geralmente quando bem-sucedidos em evitar colapsos – emocionais e econ√īmicos.

Precisamos que esses profissionais nos mostrem que a √ļnica promo√ß√£o que nos √© realmente essencial √© aquela da sa√ļde. E que esta n√£o deve vir com descontos ou presta√ß√Ķes, mas sempre √† vista de todos.

Toda riqueza consiste de coisas desejáveis, isto é, coisas que satisfazem as necessidades humanas, direta ou indiretamente. Mas nem todas as coisas desejáveis são contadas como riqueza.

– Alfred Marshall

Tudo em excesso é contrário à Natureza.

РHipócrates

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