Centésimo artigo

Mantenho este blogue há três meses e meio e isto aqui é a centésima entrada.
Prolixo, eu?
Eu n√£o deveria estar escrevendo, mas eu n√£o me contenho.
Deu vontade de escrever (foi quando notei que j√° tinha 99 artigos publicados e este seria um n√ļmero duplamente redondo, mas eu n√£o ligo para n√ļmeros famosos) porque comecei a ler v√°rias coisas agora pela manh√£ sobre a Lei Seca.
A primeira coisa que me veio √† mente sobre isso (e pensei nisso hoje pela primeira vez) foi “Lei Seca √© um termo um tanto exagerado, n√©n√£o?”
De certa forma, isso sempre existiu, sempre foi proibido beber e dirigir (até onde eu lembro), apenas diminuiram o limite. Que não é zero.
Nem pode ser.
Os instrumentos de medição vêm com um certo grau de erro (problemas de calibração) que, se o limite fosse zero, as autoridades poderiam prender o vento por se locomover embriagado.
Comer um chocolate de rum (meu favorito, ainda mais pelo fato de ser sempre o que sobra dentro da caixa j√° que nenhuma outra pessoa que conhe√ßo gosta do bicho) ou um bombom de licor n√£o vai lhe jogar atr√°s das grades, atrav√©s das quais o sol aparenta nascer listrado (quando eu era pequeno eu fiz um passeio pela Fortaleza dos Reis Magos (uma fortifica√ß√£o militar do s√©culo 17 (n√£o gosto de n√ļmeros romanos) localizada na minha cidade, na esquina do mar com o rio Potengi, ponto estrat√©gico de entrada em Natal), onde me foi mostrada uma cela, cuja √ļnica fonte de ilumina√ß√£o e entrada de ar (fora a porta, obviamente), √© um buraco atunelado na parede inacreditavelmente grossa (tijolo de oito furos uma ova, l√° √© tudo PEDRA), por onde, logo cedo, em certos dias, se der sorte, um detido poderia ver o sol nascer. Quadrado), nem v√£o tomar sua carteira de motorista por causa disso.
Existe sim um limite acima de zero, se não pela bondade da polícia e dos legisladores, mas pela ciência de que os instrumentos não são perfeitos e que pessoas ainda usam antisséticos bucais com álcool.
Eu queria explicar como o baf√īmetro funciona, mas precisaria pesquisar, interpretar, desenvolver, colocar links, citar fontes, etc, etc, etc e n√£o estou afim de escrever muito hoje…
Sério.
O problema maior é a falta de policiamento e fiscalização.
Aqui existe uma blitz permanente na Via Costeira mas, no dia de um show grande por aquelas bandas na semana retrasada, eu fui na hora em que todo mundo estava indo e voltei na hora em que todo mundo estava voltando e o posto policial ali estava fechado.
Semana passada fui e voltei para uma praia semiurbana em condi√ß√Ķes semelhantes de tr√°fego e movimento e encontrei a mesma falta de policiais.
Por mais seca que a lei seja, precisamos de quem a imponha.

Resumo XP

Outro s√°bado, outro apanhado de artigos meus para quem passa por aqui pelas manh√£s dos fins-de-semana pois tem mais o que fazer da vida durante o expediente.
Quem ainda n√£o viu, tem mais um aqui, outro atr√°s deste link, mais um nesse canto e o √ļltimo antes deste √ļltimo pode ser encontrado no primeiro “√ļltimo”.
Cliquem nas palavras sublinhadas e divirtam-se.
Minha produção foi drasticamente reduzida por vários motivos, mas mesmo assim eu ainda escrevi bastante.
Por exemplo: descrevi minha mulher ideal (e acabei achando!);
publiquei um trabalho (escrito por mim) que talvez comprometa a carreira de uma aspirante a médica (caso o professor dela esteja por aí verificando fontes);
expliquei como funciona um ultrassom enquanto me preparava para ter um feito em mim (n√£o estou gr√°vido, ainda bem);
aproveitei uma entrada num blogue dum amigo meu para me retratar de mentiras que espalhei sobre mamíferos peçonhentos (e cometi um erro matemático que ninguém notou mas ainda está lá para quem quiser apontar);
tirei a graça de alguns adágios quasifamosos (apesar de sempre achar que todos eles jamais foram engraçados);
expus meu próprio roubo de dois artigos excelentes sobre legislação de remédios e alimentos;
falei um pouquinho sobre álcool e joguei umas charadas no meio (para desviar a atenção do assunto real: densidade);
compartilhei com meus leitores a melhor maneira de acertar seus Medidores de Passado;
dei algumas raz√Ķes pr√°ticas para a diminui√ß√£o da minha pegada carb√īnica (e um mapa para a minha casa, para os que est√£o prestando aten√ß√£o);
tamb√©m inclui instru√ß√Ķes de como construir ferrovias internacionais sem o uso de energia (nas ferrovias, n√£o nas constru√ß√Ķes).
Escrevi mais que isso, mas preciso deixar alguma coisa para o próximo fim-de-semana.
Vão clicando aí no Calendário ali em cima, nas Etiquetas lá embaixo, nas Categorias aqui ao lado, para coisas minhas, ou nos links Nacionais e Internacionais para ver coisas de outros.
Quem quiser me conhecer, clique aqui ou no meu nome aqui no lado direito (abaixo de Autor).
E comentem. Preciso saber se tem alguém gostando (senão eu choro).
Para os que ainda não sabem, cada linha sublinhada dessas aí em cima é clicável, com uma ligação que leva para outra página, com o artigo indicado.
N√£o v√£o embora, eu sei fazer uma massagem √ďtima!
Até a próxima!
=¬¶¬§√ĺ

Se uma árvore cai na floresta mas não há ninguém por perto, ela faz barulho?

Lógico que faz.
Durante o meu curso (Engenharia de √Āudio e Ac√ļstica) eu me envolvi numa discuss√£o acalorada com um professor meu sobre isso.
O ponto de vista dele era “filos√≥fico” (novamente, essa palavra √© boa para tentar validar qualquer estupidez e disfar√ßar sua irrelev√Ęncia), ou seja, antropoc√™ntrico.
Um som só seria um som se ele o ouvisse.
Ou alguém humano como ele.
A defini√ß√£o t√©cnica (e a que deveria ser sempre usada dentro de uma sala de aula com Ac√ļstica Avan√ßada escrito na porta) de som √©: Fen√īmeno ac√ļstico que consiste na propaga√ß√£o de ondas sonoras produzidas por um corpo que vibra em meio material el√°stico.
Ou seja, Som √© “transmiss√£o de ondas f√≠sicas (sonoras) atrav√©s de um meio”.
Dizer que a árvore não faz barulho quando cai porque não há alguém para ouvir é como um cego dizer que não existe mundo.
Outro espert√≠ssimo professor (de Trilha Sonora para Filmes e TV) do mesmo curso levou a pat√©tica tentativa de fazer algo totalmente rid√≠culo soar plaus√≠vel para pessoas sem conhecimento espec√≠fico de F√≠sica o filme What the #$*! Do We Know!? para a sala e tentou, sem muito √™xito, construir uma ponte entre aquela idiotice e nosso trabalho com som (algo como nos fazer usar f√≠sica qu√Ęntica ao mixar um disco, mas n√£o lembro bem, pois estava com a cabe√ßa ocupada tentando desmentir todas as cenas do v√≠deo).
Quando o DVD acabou e ele terminou seu discurso, eu tentei explicar (o pouco que sabia na √©poca) o que era F√≠sica Qu√Ęntica, como as coisas do mundo funcionavam e porqu√™ aquilo tudo era uma engana√ß√£o que tinha como alvo pessoas razoavelmente inteligentes mas com um ponto-cego para explica√ß√Ķes pseudocient√≠ficas com nomes semicient√≠ficos e que aparentam fazer sentido.
Em v√£o.
Ele j√° havia sido capturado pela armadilha do “voc√™ pode se dar bem, basta desejar forte o suficiente”.
O ponto do filme em que mais me concentrei e a que mais me ative foi uma cena onde uma “Ph.D” (em Sacanagem Avan√ßada e Aplicada, creio) afirma, com uma convic√ß√£o que deixaria P.T. Barnum se achando inepto na arte de Enganar Ot√°rios Com A Cara Limpa, que quando os Astecas avistaram o primeiro navio espanhol que surgiu no horizonte americano, eles, na verdade, n√£o o viram.
Apenas notaram um dist√ļrbio nas √°guas e no ar ao redor da nave, mas por se tratar de algo t√£o inusitado, inesperado e irreconhec√≠vel, nenhum deles conseguiu formar, em suas retinas, a imagem de um navio, at√© chegar o chefe da tribo, um homem muito s√°bio que disse “o que est√° causando esse fen√īmeno √© um navio” a√≠ passou a descrever o ve√≠culo, o que causou, imediatamente e em todos ao mesmo tempo, que vissem o barco se aproximando.
Primeira coisa que eu disse: Como é que essa mulher sabe disso? Teria ela discutido com o espírito do velho Pajé?
Segunda coisa: se nenhum deles viu o barco por se tratar de algo diferente e bizarro, ser√° que matutos do s√≠tio teriam cegueira direcionada a avi√Ķes e pr√©dios altos?
Nessa imbecilidade obra pude conhecer tamb√©m um sujeito que acredita que √°gua, quando xingada, acha ruim e cria “cristais” que guardam uma mem√≥ria do abuso.
Para provar sua teoria, ele mostrava copos de √°gua pura que foram bem tratadas e elogiadas e copos, contendo o que ele dizia ser a mesma √°gua (mas que claramente continham √°gua suja e CONGELADA), que estariam impuras por terem sido maltratadas.
Conclus√£o do g√™nio: n√≥s que, segundo ele, somos compostos de mais de 90% de √°gua (est√° mais para 60 a 75%, mas isso √© um dado dif√≠cil de obter e de pouca import√Ęncia para um Doutor em Filosofia do calibre do cientista experimentador que cria uma hip√≥tese dessas sobre √ĀGUA e o CORPO) devemos procurar quem nos trate bem para que n√£o fiquemos s√≠pidos, nodoros e colores como seus copos m√°gicos.
Pessoas realmente gostam de acreditar em besteiras.
Meu curso foi muito bom, me ensinou muito sobre Grava√ß√£o, Mixagem, Edi√ß√£o (minha especialidade) e Masteriza√ß√£o, como tamb√©m sobre F√≠sica (aplicada a som), Hist√≥ria (da m√ļsica e da produ√ß√£o e grava√ß√£o sonora), um pouco de Arquitetura b√°sica (design interior de est√ļdios) e, por essas e outras, Pensamento Cr√≠tico.
Passei semanas e semanas enfiado em uma das melhores bibliotecas do mundo com acesso f√°cil e r√°pido a virtualmente qualquer livro que quisesse e li at√© sangrar os olhos (figurativamente), mas infelizmente, nem o volume monstruoso de informa√ß√£o que obtive em tr√™s anos de estudos foram suficientes para convencer um professor de Ac√ļstica que som n√£o √© necessariamente “aquilo que se escuta” e um outro, de Hist√≥ria Fonogr√°fica, que Probabilidade Qu√Ęntica n√£o √© um fen√īmeno macrosc√≥pico.
Outra coisa que aprendi no meu curso: n√£o sou bom em desconverter os outros.

Sólidos, líquidos, gasosos e papinha

Uma subst√Ęncia √© chamada de s√≥lidaquando n√£o muda de forma, independente do recipiente onde esteja (um tijolo mant√©m o formato se estiver tanto num prato quanto num balde), nem pode ser comprimida para ocupar um lugar menor.
√Č definida como l√≠quida quando muda de forma de acordo com o recipiente (√°gua num copo de u√≠sque vs. copo de champanhe) mas ainda n√£o pode ser comprimida (o princ√≠pio b√°sico dos aparelhos mec√Ęnicos hidr√°ulicos).
Quando √© gasosa, a subst√Ęncia muda de formato e pode ser comprimida (como ar numa espingarda de press√£o).
Numa escala menor, um s√≥lido tem suas mol√©culas bem juntinhas e com uma liga√ß√£o forte e com posi√ß√Ķes fixas e entre elas (tipo a sua casa e a do vizinho), um l√≠quido tem suas mol√©culas mais energizadas que se mexem mais r√°pido uma coisinham e mant√™m contato umas com as outras mas sem posi√ß√Ķes fixas e um g√°s n√£o tem estrutura molecular definida, com movimentos semi-aleat√≥rios e muita energia (quando eu falo de energia, estou comparando estados de um mesmo material, como gelo, √°gua e vapor).
Os estados da matéria não são só esses três, como minha professora da primeira série insistia em dizer, mas vários, como por exemplo Plasma, um gás eletricamente carregado e superaquecido (como na superfície do Sol), usado em TVs de plasma.
Essa mesma professora ficou bastante surpresa, depois constrangida e depois com raiva (como era comum se comportar naquele tempo quando confrotado por crian√ßas claramente inferiores e que deveriam, sem sombra de d√ļvida, estar erradas frente √† superioridade dos mestres) quando um dos meus colegas (eu gostaria muito que tivesse sido eu a pensar nisso, mas infelizmente n√£o foi assim que ocorreu) perguntou: “E papinha, √© o qu√™?”
Ela apenas mandou o sujeitinho se calar e parar de atrapalhar sua aula que ela n√£o tinha tempo para perguntas idiotas e “se chorar fica de castigo e conto √† sua m√£e” (se um dia eu tiver um filho, vou implantar um gravador de √°udio na mesa dele no col√©gio e descontar minhas frustra√ß√Ķes infantis eu mesmo).
Mas, eu explico.
Papinha (bem como ketchup, tinta de parede, areia movedi√ßa, xamp√ļ e sangue) √© um l√≠quido. Mas de um tipo especial chamado de l√≠quido n√£o-newtoniano.
O “n√£o-newtoniano” se refere ao fato de o l√≠quido n√£o tem uma viscosidade constante, ficando esta dependente de press√£o.
A maneira mais fácil (que eu penso) de explicar é comendo.
Faça uma papa (mingau) de maisena (amido de milho).
Repouse as costas de uma colher sobre a superfície da comida e observe a colher afundar lentamente.
A viscosidade do líquido em repouso, apenas com o peso da colher, é suficiente para fazer o implemento afundar facilmente.
Agora bata com as costas da mesma colher no mingau e note que a colher n√£o afunda, como seria de se esperar que acontecesse em outro l√≠quido (por exemplo, num prato cheio d’√°gua).
Neste caso, a viscosidade aumentou bruscamente, devido à pressão exercida pela pancada, e o líquido passa a se comportar como um sólido.
[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=f2XQ97XHjVw]
Isso aí é uma piscina cheia de amido de milho misturado com água.
Aqueles espanh√≥is loucos…
Quanto mais os l√≠quidos n√£o-newtonianos se popularizam, mais pessoas loucas ganham acesso a eles e mais coisas bizarras s√£o descobertas e filmadas (vi l√° em √Ātila).
[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=Px9jcA4decA]
Outros estados da matéria são:
Superfluido – certos gases super-resfriados se condensam e passam a ter viscosidade nula (ou falta de atrito);
Matéria degenerada Рgás sob altíssima pressão que forma as estrelas anãs-brancas;
S√≥lidos amorfos – o melhor exemplo √© o vidro, um s√≥lido amorfo de cer√Ęmica que, apesar de s√≥lido, nunca se cristalizou (ou seja, vai do estado l√≠quido para o s√≥lido muito lentamente, sem uma transi√ß√£o brusca ou fronteira espec√≠fica not√°vel).
Outros exemplos que eu posso dar (e gostaria de ter sabido deles na minha época de primário) são:
==> O que eu vou escrever agora √© s√≥ a t√≠tulo de curiosidade, s√£o coisas absolutamente in√ļteis para quem n√£o √© f√≠sico ou qu√≠mico ou louco. N√£o se assustem com os nomes nem tentem decor√°-los, pois como disse o s√°bio certa vez “sempre que eu aprendo, uma coisa nova empurra uma coisa velha do meu c√©rebro… lembra daquela vez que eu fiz um curso de degusta√ß√£o de vinhos e desaprendi a dirigir?”
Prontos? L√°i v√°i! <==
Estado de Quantum Hall; Condensado Fermi√īnico; Condensado Bose-Einstein; Supers√≥lido; L√≠quido de Rede de Cordas; Liquido Supercr√≠tico.
Tem mais, mas realmente n√£o importa. Uma ruma a√≠ j√° √© te√≥rico…

Publicidade

Nasci em Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte, sou brasileiro e nordestino de quinta gera√ß√£o (tem 1 portugu√™s que foi bisav√ī do meu trisav√ī, mas o resto foi daqui), mas minha proced√™ncia n√£o impediu que eu recebesse (n√£o solicitadamente) um folheto do banco Ita√ļ, com o seguinte texto:

1908
Ano em que o Jap√£o iluminou o Brasil

Tudo bem, propaganda precisa se utilizar desses recursos mesmo, comemorar qualquer coisa para vender mais de qualquer outra coisa. Ao lado desse cabe√ßalho, h√° um desenho daqueles tradicionais, de uma japonesa com uma sombrinha de madeira e flores no cabelo com cart√Ķes ITAUCARD flutuando em frente a ela. Novamente, tudo bem.
A parte que me intriga é o texto que segue (transcrição ipsis litteris).

Igor,
Há um século, os navios japoneses cruzaram oceanos cheios de sonhos, esperanças e muita dedicação, buscando começar uma nova vida do outro lado do mundo.
Junto com os imigrantes, a cultura milenar japonesa tamb√©m se estabeleceu em solo brasileiro. At√© hoje ela nos influencia profundamente, na comida, no design, na ind√ļstria e em nosso dia-a-dia.
Por isso a Itaucard reconhece você como uma pessoa muito especial e oferece um cartão de crédito com limite pré-aprovado de R$1.800,00 para você realizar o que deseja.

???¬Ņ??
“Por isso” o qu√™? Qual parte desse texto mal escrito a√≠ (oceanos esperan√ßosos e dedicados, influ√™ncia profunda da cultura milenar em nossa ind√ļstria, etc.) me caracteriza como uma pessoa passiva de ser reconhecida como muito especial?
Nem o grifo é meu, está escrito desse jeito!
Sério!
Outra:
??
Isso √© um TELEFONE! E esse aparelho eletr√īnico digital vai me fazer amar a minha vida? Notem que n√£o √© amar MAIS, √© simplesmente AMAR!
Ser√° que o gadget vem com um bom amigo e uma companheira interessante e inteligente?
Talvez acompanhe um aumento de sal√°rio como extra.
Pode ser tamb√©m que ele proporcione calma e tranq√ľlidade e contenha uma rede e um copo d’√°gua sempre gelada. E conte com a fun√ß√£o beijo-na-testa-de-boa-noite.
Eu tenho nada contra publicitários (fora preconceito natural), tenho até bons amigos que agem dessa forma.
Só queria deixar isso claro.

Resumo NT

Mais um fim-de-semana, mais uma colet√Ęnea direcionada aos ocupados e inexperientes, que chegam aqui e se assustam com a quantidade de artigos j√° publicados.
A primeira est√° aqui, a segunda est√° ali, a terceira est√° acol√°.
Esta é a quarta.
Cliquem nas palavras sublinhadas e divirtam-se.
Voc√™ sabe o significado do seu nome? (mais importante ainda, voc√™ sabe o que deveria estar fazendo agora?) Uma explica√ß√£o Igor sobre a rela√ß√£o entre nomes e ocupa√ß√Ķes.
Leia e se impressione com a tecnologia (e com o que sabem sobre você). O poder da previsão astrológica!
Só leiam este depois de ler o de cima (é mais legal assim). Videntes e trabalhos de caridade.
Observe o que você não vê (mais um artigo não escrito por mim que é um dos melhores nesta página). Descubra o seu ponto cego.
Porquê Einstein importa (antes da Veja me imitar). O que ele fez de tão importante.
Charadas pensas prum lado (para os que têm poucos afazeres). Pensamento Lateral.
Veja aqui como jogar na loteria (e como ganhar na mega-sena). As reais chances do apostador.
Um relato real e curioso sobre bruxas e fantasmas (e talvez at√© possess√£o demon√≠aca). Alucina√ß√Ķes e Paralisia do Sono.
Vitamina C para resfriados (assim como Figa para mau-olhado). Os perigos da auto-medicação, hipervitaminose e falta de pensamento crítico.
Baba quem não sabe cuspir (contrastando com o título do artigo). Quase tudo sobre a saliva.
Tavez, a √ļltima vez que colo este mesmo link sobre um ladr√£o incompetente que cruzou meu caminho e findou atr√°s das grades.
Para os que ainda não sabem, cada linha sublinhada dessas aí em cima é clicável, com uma ligação que leva para outra página, com o artigo indicado.
Não desistam de mim, eu preciso da sua aprovação.
Até a próxima!
=¬¶¬§√ĺ

Quitosina

Nullius in Verba.
Quem não arrisca julgar um livro pela capa, não petisca cara de gato achando que é coração de lebre.
Eu ouvi dizer que quitosina (ou quitosana), um derivado da quitina, e que √© encontrada nas carapu√ßas de crust√°ceos, ajudaria a combater obesidade, englobando a gordura (impedindo sua absor√ß√£o) consumida imediatamente com a subst√Ęncia, atrav√©s de ingest√£o acidental e impercept√≠vel da casca de caranguejo junto com sua deliciosa carne, sendo esse, talvez, o motivo de algumas pessoas n√£o se darem com tal iguaria. Se a gordura n√£o est√° sendo absorvida, pois est√° englobada pela quitosana, tem que ser excretada com certa urg√™ncia (“quanto mais gordura no bolo fecal, mais r√°pido ele quer sair”, foi o teor da frase proferida).
Como eu tenho essa mania feia de duvidar de tudo, resolvi pesquisar por mim mesmo em páginas de estudos médicos e clínicos (PubMed, Cochrane Library, MedLine, etc) conduzidos cientificamente e submetidos a revisão por pares.
A wikip√©dia diz “Quitosana √© uma fibra natural retirada na maioria das vezes de crust√°ceos como camar√£o, lagosta e carangueijo (sic). √Č usada na ind√ļstria para absor√ß√£o de gordura, ou ainda no controle de algumas doen√ßas de plantas.”
A entrada que contém o texto acima não contém link algum para estudos ou o mínimo de corroboração. Ou seja, serve de nada.
Um dos estudos que eu encontrei foi uma revisão e comparação de estudos feitos anteriormente (post hoc) e conclui que:

Chitosan is a widely available dietary supplement that claims to aid weight loss and blood cholesterol levels. Trials of chitosan to date have varied considerably in terms of quality. The review suggests that chitosan may have a small effect on body weight but results from high quality trials indicate that this effect is likely to be minimal.

Ou, em bom português:
Quitosina é um suplemento alimentar dietético amplamente disponível que afirma ajudar na perda de peso e níveis de colesterol. Testes atuais de quitosana têm variado bastante em termos de qualidade. A revisão sugere que a quitosana tenha um efeito pequeno no peso corporal mas estudos de qualidade melhor indicam que esse efeito é muito provavelmente mínimo.
Outro estudo concluiu que “o consumo de tabletes de quitosana √© seguro, mas que n√£o h√° efeito significativo nas concentra√ß√Ķes de colesterol.”
Logicamente, h√° tamb√©m estudos que sugerem que a subst√Ęncia ajuda sim na deple√ß√£o de gordura do organismo e at√© na redu√ß√£o do colesterol ruim (LDL).
O intuito deste artigo não é provar ou desprovar a eficácia do polissacarídeo na redução de gordura e colesterol (quem há de fazer isso são os pesquisadores), mas divulgar (usando esse exemplo que eu achei no bolso da minha bermuda) Pensamento Crítico.
Não tomem a palavra de uma só pessoa como prova, pesquisem, vão atrás, cavem um pouco mais fundo atrás de provas consistentes.
Perde-se um tempinho, mas a recompensa é boa.
Quando uma coisa parece boa demais para ser verdade, geralmente o é.
Existem sim drogas e compostos que, comprovadamente, reduzem drasticamente a absorção de gordura no organismo, mas até agora, a quitosina não foi incluída pela comunidade médica como um deles.

Pesos e Medidas

As unidades básicas do Sistema Internacional de Unidades (SI), segundo a Système International d’Unités são as seguintes (vai melhorar lá pra frente, prometo):

    Tempo – segundo (s)
    Comprimento – metro (m)
    Massa – quilograma (kg)
    Corrente elétrica Рampère (A)
    Temperatura termodin√Ęmica – kelvin (K)
    Quantidade de matéria Рmol (mol)
    Intensidade luminosa – candela (cd)

A partir dessas, todas as outras unidades podem ser medidas.
Por exemplo, Força (em newtons, ou N) é igual a massa (em kg) multiplicado por uma aceleração (m/s²), e aceleração é espaço (em m)dividido por tempo (em s) duas vezes.
O sistema é também usado para diminuir a quantidade de zeros, por exemplo:
Ao inv√©s de 0,000 000 001 metro, usa-se 1nm (nan√īmetro)
Agora vem a parte boa!
Um segundo √© precisamente medido usando-se √°tomos de c√©sio 133. Sempre que um el√©tron de um √°tomo de c√©sio 133 (esse n√ļmero √© o peso do √°tomo) mudar de camada nove bilh√Ķes, cento e noventa e dois milh√Ķes, seiscentos e trinta e um mil, setecentos e setenta vezes (9.192.631.770), teremos EXATAMENTE 1 segundo.
Mais preciso que navegar.
Um metro é calculado usando-se a medição de segundo e a velocidade da luz.
Quando um f√≥ton (caro√ßo de luz) no v√°cuo andar por 1/299792458 (um sobre duzentos e noventa e nove milh√Ķes, setecentos e noventa e dois mil, quatrocentos e cinq√ľenta e oito) segundo, ter√° percorrido um metro bem certinho.
Lembrando: 1/2 é igual a metade de alguma coisa, 1/4 dá um quarto, 1/10 é um décimo, 1/100 é um por cento, 1/1000 de um metro é um milímetro, etc.
Um amp√©re √© medido da seguinte forma: corrente constante que, se mantida entre dois fios condutores retos e infinitos ou com se√ß√£o transversal desprez√≠vel, afastados por uma dist√Ęncia de um metro no v√°cuo, produziria a for√ßa por metro de fio equivalente a 2*10^-7 (um 2 precedido por sete zeros, ou 0,00000002) newtons.
Aí vocês se virem para entender que este neguinho aqui tá com dificuldades. Eu só entendi que um amp faz muito pouca força entre um fio e outro.
Um kelvin de temperatura termodin√Ęmica (que √© a quantidade de energia t√©rmica liberada por √°tomos esbarrando nas coisas e uns nos outros) √© medida usando dois referenciais; zero absoluto e a temperatura do ponto triplo de uma √°gua super purificada.
Zero absoluto equivale a -273,15¬į cent√≠grados e √© a menor temperatura poss√≠vel por ser a temperatura onde todo movimento cessa e a energia √© zero.
O ponto triplo da √°gua do Padr√£o M√©dio da √Āgua do Oceano de Viena (que n√£o √© de oceano, mas √°gua pur√≠ssima, feita em laborat√≥rio e com um nome igualmente laboratoriado) √© igual a 0,01¬ļ cent√≠grados.
Ou, usando o sistema SI, 0 K (zero kelvin) e 273,16 K.
Depois é só torar a escala em vinte e sete mil, trezentos e dezesseis pedaços iguais e começar a medir boca e boga de menino.
Um mol (que difere da medida nordestina m√≥i¬Ļ por algumas ordens de grandeza) √© um n√ļmero bem grande (seis e uns quebrados seguido por vinte e tr√™s zeros), que representa o n√ļmero de √°tomos de carbono presentes em 16g de carbono.
Um bilhão é o numeral 1 seguido por oito zeros. A constante de Avogadro tem quase três vezes mais zeros.
A definição de candela tem muito mais nome e requer muito mais conhecimento prévio (intensidade luminosa emitida por uma fonte, em uma dada direção, de luz monocromática de frequência 540*10^12 Hertz e cuja intensidade de radiação em tal direção é de 1/683 watts por esterorradiano), mas é mais fácil explicar como uma rodela de luz verde que, sendo produzida usando-se uma quantidade conhecida de energia, brilha com uma intensidade padrão de 1cd.
Tudo muito massa!
Ah, por falar nisso, faltou falar dela.
Um quilograma √© a massa equivalente a um padr√£o composto por ir√≠dio e platina que est√° localizado no Museu Internacional de Pesos e Medidas na cidade de S√®vres, Fran√ßa desde 1889. Ele √© um cilindro eq√ľil√°tero de 39 mm de altura por 39 mm de di√Ęmetro.
“Mas que peba!”, eu escuto alguns dizendo.
E eu concordo. Tudo belamente calculado e precisamente medido, a√≠ MASSA, um dos mais importantes, n√£o tem um n√ļmero absoluto, tem que ser comparado sempre a esse t√īco de metal na Fran√ßa (o dicion√°rio tem “fran√ßa” mas n√£o tem “espanha” nem “alemanha”, e pode ser que nem “brasil” tenha, podem olhar!).
A comunidade científica, louca de agonia por causa disso, quer mudar a definição, usando pesos naturais imutáveis, como o peso de um átomo ou de um quark (as coisinhas que formam os prótons e neutrons), usando o tamanho de um quantum ou, similarmente ao mol, usando a constante de Avogadro e o peso do carbono.
S√≥ n√£o mudaram ainda porque todas essas medidas s√£o minusculamente √≠nfimas (um quilo de el√©trons teria 1.097.769.238.499.215.084.016.780.676.223 el√©trons, um quantum √© um zero seguido de uma v√≠rgula e de trinta e quatro zeros antes de aparecer o primeiro n√ļmero importante, um 6) e n√£o s√≥ dif√≠ceis de medir mas dif√≠ceis de precisar.
Fizeram até uma bola de silício bem lustrosazinha, dizendo que é o objeto mais esférico já criado (UAU!) para servir de padrão.
Um elétron a mais ou a menos não faria tanta diferença assim. Ou faria?
Eu não sei, mas um grão de arroz a mais ou a menos dentro do saco, que é o que me importa, não faz tanta diferença assim.
¬ĻN√£o tenho uma tabela comigo, mas eu acho que um m√≥i equivale a mais ou menos setenta punhados ou seis rumas, talvez dois ou tr√™s bucados e pelo menos mais de tr√™s magotes.

Vamos fugir deste lugar

A superfície terrestre é bidimensional, ou seja, só é possível se mover sobre ela em dois eixos (frente-trás, esquerda-direita).
Mas o plano √© tamb√©m tridimensional, por se tratar de uma esfera (na verdade, √© um ge√≥ide, mas isso √© uma meta-refer√™ncia, por significar literalmente “em forma de Terra”), por isso que se andarmos em uma linha reta, eventualmente voltaremos ao local de partida.
Um efeito interessante que ilustra isso bem é um que envolve a noção de pólos. Se eu estiver em pé no ponto mais ao norte do globo, ou Pólo Norte, não importa em que direção em me desloque, estarei sempre indo em direção ao sul. Não estarei indo para o leste, oeste, noroeste, sudoeste, nor-nordeste, apenas para o sul.
Linha reta não é um termo adequado, pois uma linha realmente reta teria que se estender além da superfície, pois esta não é plana.
Uma representação visual que deixa isso que eu disse mais fácil de entender: um lápis seria a linha reta e uma bola de tênis seria o plano terrestre. Enquanto o lápis manter o seu formato, não poderá ter mais de dois pontos encostando na bola.
A menor dist√Ęncia entre dois pontos numa esfera (ou qualquer espa√ßo curvado) √© chamada de geod√©sica, uma linha que circunda o globo ao redor da parte mais gordinha.
A Linha do Equador é uma geodésica, mas o Trópico de Capricórnio não é.
Para nós tropicálios, isso não faz muita diferença, mas para quem mora bem mais ao sul ou ao norte, isso deve ser considerado, especialmente em viagens aéreas.
Por exemplo: O menor caminho entre Sidney, na Austr√°lia, e Santiago, no Chile, ambos a 33¬ļ (e uns quebrados) de latitude sul, n√£o √© seguindo o caminho que parece mais intuitivo, apenas se deslocando para a direita, mas seguindo a geod√©sica entre os dois pontos, que passa quase por cima da Ant√°rtica!
Seria como pegar a Linha do Equador e encaixar de modo que ela tocasse naquelas duas cidades. Ela sairia de Sidney indo tanto para a direita quanto para baixo, até metade do caminho, quando começaria a subir em direção a Santiago.
Parece estranho, mas faz sentido. Perguntem aos engenheiros de tráfego aéreo das companhias de aviação.
E (j√° consigo ouvi-los perguntando) se eu quiser ir de trem?
A viagem ferrovi√°ria seria bem mais f√°cil e usaria bem menos energia.
Aliás, usaria zero energia. Energia antropogênica, pelo menos.
Para o deslocamento, apenas, pois as condi√ß√Ķes necess√°rias seriam energeticamente bem dispendiosas.
Teoricamente, na verdade.
Voltando ao exemplo do lápis e da bola de tênis:
A √ļnica maneira de fazer uma linha reta (l√°pis) tocar em dois pontos de uma esfera (bola) √© atravess√°-la.
Empalar a bola de tênis com o lápis faz com que este tenha dois pontos de contato com aquela.
Se o acess√≥rio esportivo do meu exemplo fosse s√≥lido (ao inv√©s de ser cheio apenas de ar), o implemento escrevedor deixaria um t√ļnel escavado, ao ser retirado.
Na Terra, caso fosse poss√≠vel tal manobra, ficar√≠amos com um T√ļnel Gravitacional.
Através de um buraco em linha reta (reto o suficiente de modo que, por um lado enxergaríamos a outra entrada) seria possível, por exemplo, usando nada mais que a força gravitacional terrestre, ir de Natal a Salvador em quarenta e dois minutos e doze segundos.
Entre Natal e Moscou, a viagem duraria quarenta e dois minutos e doze segundos.
Ali√°s, atrav√©s de um t√ļnel em linha reta entre quaisquer dois pontos, uma viagem de ida com o aux√≠lio de nada mais que a gravidade, duraria sempre 42 minutos e 12 segundos.
Desde que não haja fricção, obviamente.
Da entrada até o ponto central da passagem, a gravidade está puxando o vagão (que está essencialmente em queda livre), cada vez mais rapidamente, com aceleração constante.
Quando solto da boca do buraco, a velocidade vai aumentando mais e mais, até passar da metade, vinte e um minutos e seis segundos depois de começar a cair, quando o processo se inverte e a velocidade diminui até chegar a zero, na saída.
Quanto mais longo for o t√ļnel, mais r√°pido o trem se moveria e maior seria a velocidade m√°xima. Se o buraco for rasinho, o vag√£o iria bem mais lentamente.
Com uma velocidade m√©dia maior para uma dist√Ęncia maior e uma velocidade m√©dia menor para uma dist√Ęncia proporcionalmente menor, o tempo se mant√©m constante.
42’12”
Mas, novamente, n√£o pode haver fric√ß√£o de qualquer tipo dentro do t√ļnel. N√£o pode haver ar dentro dele nem o trem n√£o pode encostar nas paredes.
Isso pode ser mais difícil de alcançar.
Caso eu fosse tendencioso, teria dito apenas 42 minutos e faria men√ß√£o √† resposta para a Vida, o Universo e de tudo mais, mas n√£o faria isso com voc√™s…
Para mais sobre o Trem Gravitacional (em inglês), leia esta página da BBC e esta outra da revista Time.

Resumo 2.0

Seguindo a minha mais nova tradi√ß√£o, apresento a terceira colet√Ęnea de artigos que acho interessantes para que os rec√©m-chegados e leitores de fins-de-semana n√£o precisem se cansar fu√ßando demais.
A primeira est√° aqui, a segunda est√° aqui.
Se se interessar, clique na palavra sublinhada.
Artigo puramente filos√≥fico sobre trai√ß√£o (‚Äúfilosofia‚ÄĚ √© uma palavra boa para se usar nesses momentos, porque protege qualquer barbaridade que se escreva). Vegetarianismo explicado.
Como finalmente acabar com a Dengue (numa cidade como Natal).
Para os que j√° queimaram o foquito (e se perguntam por qu√™). L√Ęmpadas que deixam de funcionar.
Mentir é feio (mas não é o nariz que cresce). Um pequeníssimo guia de falácias.
√Ē √ī √ī, sorria… (e aprenda a criar rostos com s√≠mbolos). Uma palavra grande com um significado maior ainda.
Que bundinha gostosa… (o conte√ļdo tamb√©m √© bom, segundo alguns). Formigas, Parasitas e co-evolu√ß√£o.
Relaxe (s√©rio, relaxe…). Um texto sobre a nossa import√Ęncia no Universo.
Vários nomes grande e coisas que você não sabia (nem se interessava em saber) sobre sabão.
A sabedoria do Rei do Baião (e porquê Bio-química é tão importante hoje em dia). MHC vs. Atração Sexual.
Homenagem devida aos fisicistas (e mil links). Participação na blogagem coletiva no dia do Físico.
Mais uma vez, uma aula de como ser mal-sucedido no mundo do crime.
Um sujeito desprovido de car√°ter mas com um nome conhecido.
Depois leiam isto.
Para os que ainda não sabem, cada linha sublinhada dessas aí em cima é clicável, com uma ligação que leva para outra página, com o artigo indicado.
N√£o desistam de mim, estou sempre por aqui.
Até a próxima!
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