N√ļmeros grandes

Eu já falei de como um bilhão é muita coisa e de como é difícil de enteder coisas dessa magnitude.
Então, eis que chega em minha casa algo três ordens de magnitude maior.
Cliquem aqui e vejam do que estou falando.
√Č impressionante!

Relógio

Ai, que preguiça.
Acabo de passar os √ļltimos vinte minutos com os bra√ßos imersos em gelo e n√£o esotu sentidno o telcado sob os dedos, o que pode opcasionar alguns erros ortogr√°ficos. Me deixem em paz.
Devo primeiro dizer que senti falta dos coment√°rios de muitos dos meus leitores que sempre tentam resolver meus problemas.
(Mallmal, Salgado, cadê vocês?)
A resposta é: o relógfio anda ao contrário!
TADA!
Takata levantou e Kim cortou para fazer o ponto.
Não quero explicar demais mas faz sentido se vocês pensarem bem.
Como o efeito anestésico do gelo já está passando e isso significa que minhas mãos vão voltar a doer bastante (e acabo de notar que estou encharcando o teclado), vou usar um enigma proposto pelo Dr. neste comentário aqui: se os dois ponteiros forem do mesmo tamanho (e o relógio girar no sentido horário normal), quantas vezes por dia eu terei certeza de que estou vendo a hora correta?

Relógio enigmático

N√£o √© bem um eniiiigma, daqueles que voc√™ olha e diz “p√īxa, que enigma, hein!? Chega fiquei confuso!” como alguns podem pensar, mas √© mais ou menos enigm√°tico.
Suponhemos (minha gramática não está aqui, então tomara que eu tenha conjugado o verbo corretamente) Suponhamos que exista um relógio comum de parede.
Até agora nada demais, mas ainda não acabei.
Esse suposto relógio funciona em velocidade normal, levando sessenta segundos para completar um minuto.
A pegadinha ainda não é aqui, acreditem. Ele realmente roda de acordo com a definição de segundo.
Recapitulando: at√© agora temos um rel√≥gio de aspecto comum que, a cada nove bilh√Ķes, cento e noventa e dois milh√Ķes, seiscentos e trinta e um mil, setecentos e setenta vezes que um el√©tron de um √°tomo de c√©sio 133 mudar de camada, anda um segundo. Um rel√≥gio, alguns diriam, normal.
A não ser pelo seguinte fato: exatamente ao meio-dia de ontem pelo horário oficial de Brasília, o relógio estava marcando 12:02.
Como então (finalmente o enigma) pode esse mesmo relógio mostrar a hora certa quatro vezes por dia?

Propaganda: e a multiblogalidade continua

Depois de usar dois blogues para tratar do mesmo tema, inclui tamb√©m um restinho em Sonhos perigosos, por causa do √Ęngulo religioso, no meu blogue apocal√≠ptico fict√≠cio que todos devem ler e assinar o feed, Agora o mundo acaba!
Obrigado!
=¬¶¬§√ĺ

Rapidinha: viés de percepção

Anos atrás eu passei uma temporada visitando uma amiga em Brasília numa época do ano especialmente seca.
Apesar do frio (m√©dia di√°ria de 15¬įC), eu notei que minhas roupas molhadas secavam muito mais rapidamente do que eu esperaria que acontecesse em Natal e atribu√≠ isso √† baixa umidade relativa do ar.
Anos mais tarde uma amiga passou uma temporada me visitando em Natal, numa √©poca do ano especialmente √ļmida.
Apesar do calor (m√©dia di√°ria de 31¬ļC), ela notou que suas roupas molhadas secavam muito mais rapidamente do que ela esperaria que acontecesse em Bras√≠lia e atribuiu isso √† alta temperatura do ar.
Est√°vamos ambos corretos nas nossas suposi√ß√Ķes (mesmo diante do fato de que um fen√īmeno n√£o pode ser mais r√°pido de que outro semelhante enquanto este outro ocorre mais rapidamente que o primeiro, simultaneamente) ou simplesmente tivemos nossa percep√ß√£o alterada pelo ambiente enquanto a taxa de secagem de roupas jamais se alterou?

Sonho coletivo

Como eu disse l√° no u√īleo (isto √© um artigo multiblogal, recomendo que comecem lendo l√°), um tal Este Homem come√ßou a aparecer em sonhos ao redor do mundo.
Mas será que isso é verdade?
Como eu dei a entender no outro blogue, a estória inicial parece meio estranha (alem de ser suspeitamente similar à introdução de O Chamado de Cthulhu, tirando a parte do ídolo de barro) e a justificativa para o sítio é ainda mais misteriosa.
Admitindo que duas mil pessoas realmente sonharam com essa cara, de janeiro de 2006 at√© “hoje” (porque o texto √© vago assim, sem data).
Isso daria mil e quatrocentas noites mais ou menos.
Considerando que todas as pessoas do mundo sonhem uma vez por noite, temos 1400 noites multiplicado por 6,7 bilh√Ķes de indiv√≠duos, o que d√° nove trilh√Ķes e trezentos e oitenta bilh√Ķes de sonhos, desde janeiro de 2006.
Dois mil √© igual a zero v√≠rgula uma carrada de zeros (oito) dois e poucos por cento (0,00000000213…%) de nove trilh√Ķes e um bocado.
Mais uma vez, muito pouco significativo.
Isso, aliado à falta de seriedade que o próprio site demonstra em relação a si mesmo e o fato de que nossos cérebros são muito pouco confiáveis quando se trata de memória onírica (uma das coisas mais difíceis que eu acho é tentar me lembrar do dia em que sonhei algo específico) me leva a crer que a página é uma brincadeira para ver quantas pessoas realmente se deixam influenciar a ponto de lembrar de algo que não aconteceu.
Outro dado interessante √© que a p√°gina foi registrada por um sujeito chamado Andrea Natella, um soci√≥logo italiano (e n√£o um psiquiatra novaiorquino) especializado em marketing que publicou um artigo chamado “As origens do uso subversivo do embuste na It√°lia“.
Embuste, hein? Interessante.
N√£o vou dizer que ningu√©m sonhou com aquele bicho, porque pela Lei dos Grandes N√ļmeros √© muito prov√°vel que algu√©m j√° tenha sonhado at√© com esta frase espec√≠fica que estou escrevendo agora, incluindo a palavra “haust√≥rio” que escrevo aqui por nenhum motivo em particular.
Diria até que muita gente sonhou sim com Este Homem. Especialmente depois de ver sua foto na Internet ou espalhada pelos postes de algumas cidades do mundo.
Mas é ainda mais provável que muita gente tenha criado uma memória falsa post hoc ao ver o desenho.
O que vocês acham?

Coisas que n√£o sei – caretas musicais

Apesar de ser mestre no assunto, n√£o sei a causa.
Todo m√ļsico que eu conhe√ßo (e eu conhe√ßo literalmente milhares) faz algum tipo de careta em algum momento enquanto est√° tocando.
Desde um encolher dos olhos como um m√≠ope tentando ler, passando por um imprensar da l√≠ngua contra a parte interna da bochecha at√© express√Ķes de dor intensa, durante um solo ou at√© no decorrer natural da m√ļsica, todos n√≥s fazemos caretas.
Apesar do fen√īmeno ser conhecido como guitar face, at√© cantores e gaitistas t√™m esse tra√ßo em comum.
Como baterista, eu conhe√ßo bastante bem minhas caretas, que na maioria das vezes s√£o causadas por simples exer√ß√£o f√≠sica ao tocar r√°pido demais (a maioria dos bateristas tamb√©m tendem a virar a cabe√ßa para o lado, como tentando apontar o ouvido para a frente do palco na f√ļtil tentativa de ouvir algo al√©m de si mesmo).
Nem minha constante vigil√Ęncia dos meus pr√≥prios atos me garante um conhecimento maior do acontecimento.
O mais pr√≥ximo que eu consegui chegar de obter uma resposta foi um estudo que li h√° algum tempo que dizia que, enquanto tocam, m√ļsicos desligam a parte do c√©rebro respons√°vel pela inibi√ß√£o e automonitoramento, mas isso n√£o responde minha d√ļvida.
Por que fazemos tantas caretas enquanto tocamos?

Desafio

Uma frase de quinze palavras, onde cada palavra tem o n√ļmero de letras da posi√ß√£o que ocupa, ou seja, a primeira palavra tem uma letra, a segunda tem duas, a terceira tem tr√™s e j√° deu para entender o conceito, at√© a qu√≠nzema palavra que contar√° com quinze letras.
Deve ser f√°cil o suficiente, visto que n√£o h√° apenas uma resposta.
E aí, todos dispostos a participar?
Ah, por favor, sem vc, hj, blz, rotflmao, kkkkk e outras aberra√ß√Ķes idiom√°ticas.
Neologismos e barbarismos serão aceitos a meu critério.

Desenigmando

Vocês são muito bons.
Eu usei mesmo uma sequ√™ncia “olhe e diga” usando a fibonacci como inicial.
Mas vejam a minha “l√≥gica” (palavra usada de forma muuuuuuuito livre): eu queria misturar duas sequ√™ncias exatamente para confundir e, como a fibonacci √© muito conhecida, a mudan√ßa brusca causaria sangramento nasal em muitas pessoas mais logicamente inclinadas que eu, especialmente depois da minha asser√ß√£o “num mundo normal e que fa√ßa sentido”.
Parabéns aos que acertaram, principalmente ao Mallmal (que não só acertou como previu o que seria o próximo) e ao Brunno (que criou um outro muito melhor que o meu).
Takata, eu não sei do que você está falando, mas vou deixar aqui em cima, mais visível para quem quiser tentar:

Vai o meu enigma ent√£o:
9C(5C,10P),QO(6O,4C),AP,KP(10P,2E,2P,JO),8C,JE,
7E(5O,8E,7P,8E,5E,4P,QE),QC(10O),9E,3P(5P,6P,KC,3E,AE,QE),
2C(7C,AO),JE,KO,2O(6C,8E,QO,9O,8O,4C,5C),7E,JP,QC(6E),JE,
AC(9C),8C(7O,8P),9E…
Qual lógica governa a sequência?
[]s,
Roberto Takata

No mais, estou com o cache cheio e preciso reiniciar.
Como meu HD é velho e está muito abarrotado com besteira, o processo é lento e vai demorar pelo menos o feriadão todo.
Aí eu aproveito e deixo meus periféricos de saída relaxando também antes de levá-los novamente para a manutenção.
Nos vemos novamente semana que vem.
Microférias, aqui vou eu!

Enigmatem√°tico

A resposta do √ļltimo √© 200.
A sequ√™ncia que eu coloquei √© a dos n√ļmeros em portugu√™s come√ßando com a letra D.
Dois minutos depois de ir ao ar, a resposta já havia sido dada. Ou eu coloco um muito fácil ou um muito difícil.
Espero que o de hoje seja ligeiramente mais desafiador, para combinar com o título que me custou muito mais horas para ser bolado que o enigma em si.
Num mundo normal e que fa√ßa sentido, qual o pr√≥ximo n√ļmero que deveria aparecer nesta linha: 0; 1; 1; 2; 3; 5; 8; 13; 1113; 3113; ?

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