Fotos exclusivas do apag√£o

Ontem a noite faltou luz, hoje de manh√£ faltou √°gua.
Motivo? Ninguém sabe!
Agora o mundo acaba!
Veja após o pulo imagens exclusivas do apagão/blecaute no Rio e em São Paulo, enviadas para mim por amigos.

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Hipocrisia cognitivamente dissonante

Eu sou um dos maiores atacantes da Cultura da Mediocridade, em que é socialmente inaceitável demonstrar inteligência para não ferir os sentimentos daqueles que confortavelmente se mostram burros e preguiçosos.
Sou terminantemente contra a apologia √† ignor√Ęncia que permeia todas as esferas humanas e que torna comum frases do tipo “n√£o quero saber disso, √© muito dif√≠cil para mim” ou “essa informa√ß√£o nunca me ser√° √ļtil” e ainda “pare, pare, n√£o quero entender isso”.
Eu sou a favor do m√°ximo desenvolvimento intelectual que, numa sociedade diferente da nossa, seria meta e objetivo de todos, pois desenvolvimento mental leva a crescimento pessoal.
Novamente, numa sociedade diferente da atual, pois hoje em dia se voc√™ for sabido passa automaticamente a ser chato, arrogante, pedante, prepotente, mas se for tapado vc eh da galeraWWSS √öRR√ö BR√ďDJI!!!
Só entra para o clubinho quem souber escrever como um bode anestesiado.
Portugu√™s correto √© coisa de “mala”, seja l√° o que isso signifique hoje em dia.
Quanto ao título deste artigo, eu faço a ponte entre antimediocridade e crescimento pessoal enquanto sentado em minha desconfortável cadeira de cartorário.

“Eu n√£o recomendo quimioterapia”

Interpreta√ß√£o imediata do paciente: “o m√©dico disse que o meu c√Ęncer √© t√£o grave que ele n√£o quer desperdi√ßar recursos num caso perdido e n√£o vai passar um tratamento que pode salvar a minha vida.”

O que o m√©dico quis dizer: “o tumor n√£o apresenta risco algum e n√£o necessita de quimio, pode ficar tranquilo.”

A melhor t√°tica que o paciente acima poderia adotar para esclarecer o mal-entendido seria perguntar “por que?”.
Talvez at√© um simples “hein!?” resolvesse.
Mas algu√©m que escuta “c√Ęncer” durante seu diagn√≥stico passa a ouvir todas as palavras que v√™m depois como sendo ditas por um adulto do desenho de Charlie Brown.

Eu tenho pena de um profissional que precise dar uma notícia com esse peso, porque certamente vai acabar sendo apontado como culpado de alguma forma.
Especialmente se perder o paciente ou este piorar.
Porque, claro, quando melhora √© “porque deus quis”.

———
Médicos: salvando vidas e aguentando abuso de pacientes desde que coprólito era mole.

Ponteiros iguais, horas diferentes

√Č engra√ßado ver que nem todo mundo compartilha da minha obscura obstina√ß√£o em obter observa√ß√Ķes obsessivas de objetos obviamente obsoletos como rel√≥gios anal√≥gicos de parede.
E com “engra√ßado” eu quero na verdade dizer “triste”. Preciso sair mais de casa.
Alguns disseram que apenas quando ambos os ponteiros estiverem sobrepostos será possível determinar a hora exata do dia.
Bruna chamou atenção para o fato de que só é possível saber a hora correta se pudermos ver o céu, pois um relógio marcando 12:00 não nos diz se é dia ou noite.
Mas, considerando que temos sim uma janela e o rel√≥gio √© normal e tem as marca√ß√Ķes comuns (que eu deixei muito bem impl√≠cito no enunciado que era o caso), √© poss√≠vel saber com exatid√£o que horas s√£o a qualquer momento.
Faça o teste em casa (o relógio do Windows não serve pois move em incrementos estranhos, mas use sempre caso não tenha um marcador real por perto): marque exatamente seis em ponto.
Os ponteiros formar√£o um √Ęngulo de 180¬į entre si, com um apontando para o 12 e outro para o 6.
Agora tente conseguir o mesmo √Ęngulo com as posi√ß√Ķes invertidas. O mais intuitivo seria 12:30, n√£o?
Mas nesse momento, um ponteiro aponta extamente para o 6 enquanto o outro est√° no meio do caminho entre o 12 e o 1.
Um √Ęngulo raso s√≥ ocorrer√° entre 12:32 e 12:33.
Outro exemplo: às nove e quinze, um ponteiro estará sobre o 3 enquanto o outro estára um quarto do caminho entre o 9 e o 10.
Invertendo para três e quarenta e cinco, um ponteiro estará sobre o 9 enquanto o outro terá já percorrido três quartos do caminho entre o 3 e o 4.
Para os mais curiosos, existe uma f√≥rmula para calcular os √Ęngulos entre os ponteiros: 30H – (11/2)M, onde H √© o ponteiro das horas e M √© o dos minutos.
Apliquem essa fórmula aos horários acima e confirmem o que estou alegando (porque eu me nego a fazer todo o trabalho de vocês por vocês).
Na verdade, num relógio bem feito e bem marcado só precisamos do ponteiro das horas.
Pensem nisso e entendam do que estou falando.
Digamos que entre o 2 e o 3 haja cinco tracinhos igualmente espaçados: quando o ponteiro estiver sobre o 2 exatamente, será 2:00; quando estiver sobre o primeiro tracinho, será 2:10, sobre o quinto tracinho 2:50, sobre o 3, 3:00.
Logicamente, entre o segundo e o terceiro tracinho teremos 2:25.
Incrementos de 5 minutos são suficientes para uma sociedade que insiste em sincronizar seus relógios pela primeira emissora de rádio que se importar em anunciar.
A nossa percep√ß√£o das coisas pode ser (e √© constantemente) alterada por pr√©-concep√ß√Ķes que nos parecem √≥bvias e totalmente intuitivas mas nem sempre √© assim que o mundo ao nosso redor funciona, infelizmente.
E eu ponho a culpa disso naquela professora do primário que quando vai ensinar os alunos a ler um relógio coloca o ponteiro curto no 9 e o longo no 30 e diz que é 9:30. Mentirosa!
No√ß√£o essa que √© refor√ßada por aquele instrutor de dire√ß√£o que insiste em dizer que a diposi√ß√£o ideal das m√£os sobre o volante √© “dez pras duas”, sem levar em considera√ß√£o meus protestos baseados em observa√ß√Ķes emp√≠ricas de que minha m√£o direita fica sempre ligeiramente mais alta que a esquerda, diminuindo a efic√°cia do movimento quando preciso passar a marcha e mandando em ficar calado e prestar aten√ß√£o ao tr√Ęnsito sempre que eu tentava argumentar que “catorze pras duas e dezesseis segundos” seria uma posi√ß√£o mais pr√≥xima do ideal.
Até hoje não sei dirigir direito por causa daquele bruto.
Mais enigmas em breve. Aguardem.

N√ļmeros grandes

Eu já falei de como um bilhão é muita coisa e de como é difícil de enteder coisas dessa magnitude.
Então, eis que chega em minha casa algo três ordens de magnitude maior.
Cliquem aqui e vejam do que estou falando.
√Č impressionante!

Relógio

Ai, que preguiça.
Acabo de passar os √ļltimos vinte minutos com os bra√ßos imersos em gelo e n√£o esotu sentidno o telcado sob os dedos, o que pode opcasionar alguns erros ortogr√°ficos. Me deixem em paz.
Devo primeiro dizer que senti falta dos coment√°rios de muitos dos meus leitores que sempre tentam resolver meus problemas.
(Mallmal, Salgado, cadê vocês?)
A resposta é: o relógfio anda ao contrário!
TADA!
Takata levantou e Kim cortou para fazer o ponto.
Não quero explicar demais mas faz sentido se vocês pensarem bem.
Como o efeito anestésico do gelo já está passando e isso significa que minhas mãos vão voltar a doer bastante (e acabo de notar que estou encharcando o teclado), vou usar um enigma proposto pelo Dr. neste comentário aqui: se os dois ponteiros forem do mesmo tamanho (e o relógio girar no sentido horário normal), quantas vezes por dia eu terei certeza de que estou vendo a hora correta?

Relógio enigmático

N√£o √© bem um eniiiigma, daqueles que voc√™ olha e diz “p√īxa, que enigma, hein!? Chega fiquei confuso!” como alguns podem pensar, mas √© mais ou menos enigm√°tico.
Suponhemos (minha gramática não está aqui, então tomara que eu tenha conjugado o verbo corretamente) Suponhamos que exista um relógio comum de parede.
Até agora nada demais, mas ainda não acabei.
Esse suposto relógio funciona em velocidade normal, levando sessenta segundos para completar um minuto.
A pegadinha ainda não é aqui, acreditem. Ele realmente roda de acordo com a definição de segundo.
Recapitulando: at√© agora temos um rel√≥gio de aspecto comum que, a cada nove bilh√Ķes, cento e noventa e dois milh√Ķes, seiscentos e trinta e um mil, setecentos e setenta vezes que um el√©tron de um √°tomo de c√©sio 133 mudar de camada, anda um segundo. Um rel√≥gio, alguns diriam, normal.
A não ser pelo seguinte fato: exatamente ao meio-dia de ontem pelo horário oficial de Brasília, o relógio estava marcando 12:02.
Como então (finalmente o enigma) pode esse mesmo relógio mostrar a hora certa quatro vezes por dia?

Propaganda: e a multiblogalidade continua

Depois de usar dois blogues para tratar do mesmo tema, inclui tamb√©m um restinho em Sonhos perigosos, por causa do √Ęngulo religioso, no meu blogue apocal√≠ptico fict√≠cio que todos devem ler e assinar o feed, Agora o mundo acaba!
Obrigado!
=¬¶¬§√ĺ

Rapidinha: viés de percepção

Anos atrás eu passei uma temporada visitando uma amiga em Brasília numa época do ano especialmente seca.
Apesar do frio (m√©dia di√°ria de 15¬įC), eu notei que minhas roupas molhadas secavam muito mais rapidamente do que eu esperaria que acontecesse em Natal e atribu√≠ isso √† baixa umidade relativa do ar.
Anos mais tarde uma amiga passou uma temporada me visitando em Natal, numa √©poca do ano especialmente √ļmida.
Apesar do calor (m√©dia di√°ria de 31¬ļC), ela notou que suas roupas molhadas secavam muito mais rapidamente do que ela esperaria que acontecesse em Bras√≠lia e atribuiu isso √† alta temperatura do ar.
Est√°vamos ambos corretos nas nossas suposi√ß√Ķes (mesmo diante do fato de que um fen√īmeno n√£o pode ser mais r√°pido de que outro semelhante enquanto este outro ocorre mais rapidamente que o primeiro, simultaneamente) ou simplesmente tivemos nossa percep√ß√£o alterada pelo ambiente enquanto a taxa de secagem de roupas jamais se alterou?

Sonho coletivo

Como eu disse l√° no u√īleo (isto √© um artigo multiblogal, recomendo que comecem lendo l√°), um tal Este Homem come√ßou a aparecer em sonhos ao redor do mundo.
Mas será que isso é verdade?
Como eu dei a entender no outro blogue, a estória inicial parece meio estranha (alem de ser suspeitamente similar à introdução de O Chamado de Cthulhu, tirando a parte do ídolo de barro) e a justificativa para o sítio é ainda mais misteriosa.
Admitindo que duas mil pessoas realmente sonharam com essa cara, de janeiro de 2006 at√© “hoje” (porque o texto √© vago assim, sem data).
Isso daria mil e quatrocentas noites mais ou menos.
Considerando que todas as pessoas do mundo sonhem uma vez por noite, temos 1400 noites multiplicado por 6,7 bilh√Ķes de indiv√≠duos, o que d√° nove trilh√Ķes e trezentos e oitenta bilh√Ķes de sonhos, desde janeiro de 2006.
Dois mil √© igual a zero v√≠rgula uma carrada de zeros (oito) dois e poucos por cento (0,00000000213…%) de nove trilh√Ķes e um bocado.
Mais uma vez, muito pouco significativo.
Isso, aliado à falta de seriedade que o próprio site demonstra em relação a si mesmo e o fato de que nossos cérebros são muito pouco confiáveis quando se trata de memória onírica (uma das coisas mais difíceis que eu acho é tentar me lembrar do dia em que sonhei algo específico) me leva a crer que a página é uma brincadeira para ver quantas pessoas realmente se deixam influenciar a ponto de lembrar de algo que não aconteceu.
Outro dado interessante √© que a p√°gina foi registrada por um sujeito chamado Andrea Natella, um soci√≥logo italiano (e n√£o um psiquiatra novaiorquino) especializado em marketing que publicou um artigo chamado “As origens do uso subversivo do embuste na It√°lia“.
Embuste, hein? Interessante.
N√£o vou dizer que ningu√©m sonhou com aquele bicho, porque pela Lei dos Grandes N√ļmeros √© muito prov√°vel que algu√©m j√° tenha sonhado at√© com esta frase espec√≠fica que estou escrevendo agora, incluindo a palavra “haust√≥rio” que escrevo aqui por nenhum motivo em particular.
Diria até que muita gente sonhou sim com Este Homem. Especialmente depois de ver sua foto na Internet ou espalhada pelos postes de algumas cidades do mundo.
Mas é ainda mais provável que muita gente tenha criado uma memória falsa post hoc ao ver o desenho.
O que vocês acham?

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