UTILIDADE P√öBLICA – Cuidado com os ESPELHOS, ops, SPAMS!

Gabriel mandou essa belezura para mim (eu já conhecia mas nunca tinha tido saco de escrever a respeito) e resolvi repassar aqui porque é realmente um assunto muito importante: a irresponsabilida de quem perpetua spams.

Por respeito aos meus leitores, a mensagem foi reproduzida aqui sem cores e com uniformidade de fontes.

Meus comentários estão intercalados ao spam. Acho que não será difícil reconhecer qual é qual.

VOC√ä SABE SE O ESPELHO EM LOCAL P√öBLICO EM QUE VOC√ä EST√Ā SE VENDO √Č O VERDADEIRO?

Se voc√™ est√° “se vendo”, provavelmente voc√™ est√° olhando para um espelho que, se fosse falso, n√£o refleteria e, portanto, n√£o seria chamado “espelho” mas “parede”.

ESPELHO DE 2 DIRE√á√ēES: COMO DETECTAR?

#com√īfas?

INFORMAÇÃO POLICIAL

Mesmo que seja verdade, o que provavelmente não é o caso, seria uma informação policial de outro país, visto que o email é uma tradução.

Quando forem curtir um hotel, lojas de departamentos, pousada ou mesmo banheiro p√ļblico, prestem aten√ß√£o nos espelhos.

Especialmente se você for desengonçado, estiver carregando artigos pesados e pontudos e tiver a pele frágil. Eu me cortei num pedaço de espelho quebrado um dia desses e não foi nada divertido.

Vocês podem estar sendo observadas, por isso não custa nada fazer o teste abaixo.

O famoso “mas n√£o custa nada”. Esses spammeiros sempre deixam de fora a dignidade, que nos √© muito cara.

Servi√ßo de Utilidade P√ļblica em Prol da Integridade Feminina:

Todo Em Inicias Mai√ļsculas De Modo A Parecer Algo Oficial.

Não é para assustar, mas para alertar.

Igual ^alertar^ “FOGO! FOGO!” num cinema.

Quando as mulheres v√£o √† toaletes, banheiros, quartos de hotel, vesti√°rios de mudar de roupa, academias, etc., quantas podem estar certas de que o espelho, aparentemente comum, pendurado na parede √© um espelho de verdade ou um espelho de duas dire√ß√Ķes? (daqueles em que voc√™ v√™ sua imagem refletida, mas algu√©m pode te ver do outro lado do vidro como os da Casa dos Artistas, A Fazenda e Big Brother).

Tirando o mal uso da crase (a prostituta da gram√°tica), o idiota “vesti√°rios de mudar roupa” (diferente daqueles vesti√°rios onde j√° entramos nus) e a men√ß√£o aos espet√°culos televisivos da esc√≥ria humana, eu posso responder √† pergunta usando elementos dela mesma. Se o espelho est√° “pendurado na parede”, ele √© um espelho comum.

Espelhos de observação não são pendurados, da mesma forma que janelas não são penduradas, mas instaladas dentro da parede. E uma forma de se pensar em tais espelhos é que eles são janelas refletivas (aliás, durante uma noite particularmente preta, acenda as luzes da sua casa e olhe pelo vidro de uma janela fechada e se surpreenda ao ver sua própria cara assustada, olhando de volta). O ambiente que estiver mais iluminado vai aparecer mais, independente de qual lado você esteja.

Tem havido muitos casos de pessoas instalando espelhos de duas dire√ß√Ķes em locais freq√ľentados por mulheres, para filmar, fotografar ou simplesmente ficar olhando.

A boa e velha informa√ß√£o vaga. Esse “tem havido” √© do mesmo time de “dizem que comer capim faz crescer a orelha, vide os burros”. Como assim “tem havido”? D√° para ser mais impreciso que isso?

√Č muito dif√≠cil identificar positivamente o tipo de espelho apenas olhando para ele.

Ou, como se trata de espelhos, olhando para você mesmo.

Então, como podemos determinar com boa dose de precisão que tipo de espelho é o que estamos vendo?

Encostando o rosto no vidro e colocando as m√£os acima dos seus olhos para cobrir o reflexo da luz, mais ou menos assim:

A cara de abestalhamento é opcional

Porque o vidro espelhado continua sendo um vidro transl√ļcido (lembre-se do exemplo da janela) e, do jeito que a luz funciona, parte da ilumina√ß√£o do seu lado necessariamente vaza para o outro, mais escuro. Usando a t√©cnica da imagem acima √© poss√≠vel “desmascarar essa quadrilha”, se √© que existe uma.

√Č MUITO SIMPLES:

Concordo. Até já disse como fazer.

Faça apenas este teste: Toque na superfície refletida com a ponta da unha.

√Č. Fa√ßa apenas o teste sugerido e saia como entrou: totalmente ignorante quanto ao modelo do espelho.

Se existir um ESPA√áO entre a sua unha e a imagem refletida, o espelho √© GENU√ćNO.

"Ninguém vai colocar dedo nenhum em mim, sai dessa!"

E, se não existir reflexo, o espelho é falso. Você está encostando sua unha num muro.

O espaço é equivalente à espessura do espelho, pois a parte que reflete é a parte do FUNDO do vidro, não a parte da frente.

Isso nos espelhos cuja superf√≠cie refletiva fica atr√°s, e n√£o na frente do vidro, que s√£o a maioria. Mesmo porque o que reflete √© uma fina camada met√°lica facilmente desgast√°vel por pontas de unhas daqueles que s√£o dementes o suficiente a ponto de acreditar inquestionavelmente em informa√ß√Ķes recebidas via email colorido. Um espelho bom e resistente com camada refletiva anterior √© bastante caro e as lojas de departamento que esse pessoal frequenta jamais gastaria dinheiro com isso.

Entretanto, se a unha TOCA DIRETAMENTE na imagem, N√ÉO havendo um espa√ßo CUIDADO COM ELE (…)

CUIDADO!!! SEU DEDO TOCOU DIRETAMENTE UMA IMAGEM!!! CORRAM!!!

(…) POIS √Č UM ESPELHO DE DUAS DIRE√á√ēES.

OU UMA BANDEJA DE PRATA!!!!

Ou qualquer outra superfície refletiva. Incluindo um espelho perfeitamente normal e extremamente caro. Não o quebre.

A parte reflexiva é a parte da frente, não a do fundo do vidro.

"Minha parte reflexiva certamente não é o fundo. Sai dessa."

Ent√£o, lembre-se a cada vez que voc√™ vir um espelho, fa√ßa o “TESTE DA UNHA”, tem que haver um espa√ßo!

Teste da Unha¬ģ – para os obsessivos compulsivos entre n√≥s.

Aproveite para chamar a polícia, pois trata-se de crime previsto em lei.

Que lei, exatamente? O melhor que eu achei foi o artigo 227 do C√≥digo Penal, que diz: “Induzir algu√©m a satisfazer a lasc√≠via de outrem”. Mas brechar n√£o √© induzir, ent√£o como fica?

Novamente, essa mensagem foi traduzida. Talvez voyeurismo seja crime no país de origem do mito, mas não o é (pelo menos explicitamente) no Brasil.

Acreditar em estorinhas e espalhar spams é sinal de uma mente pouco crítica e é exatamente disto que menos precisamos.

Vamos aprender a pensar e deixar de pregui√ßa. Cinco segundos no Google (considerando que voc√™ est√° lendo emails, ou seja, com acesso instant√Ęneo ao resto da Internet) mostraria como isso a√≠ √© falso e, ao contr√°rio do que promete, s√≥ serve para espalhar o p√Ęnico. Imagine a quantidade de chamadas in√ļteis que a pol√≠cia receberia em virtude de um rid√≠culo “teste da unha” feito por pessoas ing√™nuas, inexperientes e j√° cr√©dulas nessa besteira de que est√£o sendo observadas. Al√©m de burrice isso seria uma irresponsabilidade (fora que chamar a pol√≠cia para motivos f√ļteis ou falsos √© crime sim, de acordo com o artigo 340)

Novamente, vou usar um lembrete do próprio spam e que se adequa aqui:

Mulheres, ensinem isto para suas amigas!
Homens, ensinem isto para suas esposas, filhas, namoradas, amigas.

(Fora que ainda nos deixa com a sexista mensagem “Os homens que se danem! Neste mundo s√≥ se brecha mulher!”. Que absurdo.)

Mais spams destruídos:

Como reconhecer um spam;

Motivos para não incluí-los em meus textos;

Spam da Doença de Chagas em feijão;

Spam sazonal da gripe suína;

Spam dos batons com chumbo;

Spam do camar√£o e da vitamina C;

A falsa cura do c√Ęncer desmentida mais rapidamente que eu j√° vi;

Spam dos absorvente internos que causam c√Ęncer.

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