Colet√Ęnea compilada

Eu lembro de ter prometido cinco textos para “semana que vem”. Sorte minha n√£o ter especificado quando ela viria.

Mas chegou. E para comemorar, vou jogar um artigo extra no final somente para vocês, minha audiência favorita.

Tentem descobrir onde est√° o b√īnus!

Leiam sobre a constatação irrefutável do dia em que me tornei velho: O pouco que sobra é branco;

Em seguida, uma relevante d√ļvida gramatico-evolutiva: Evolu√ß√£o;

Na sequência, a dificuldade da escolha representada por um quadrado de farinha cozida: Cream cracker;

Continuando, a famosa noite em que duas das maiores bandas de todos os tempos se apresentaram na minha cidade: Beatles e Pink Floyd far√£o um show juntos em Natal!;

Seguindo em frente, um causo que abre as portas e revela segredos do templo hidr√°ulico masculino: Hipnose telef√īnica;

Desenvolvendo o assunto, o fim dos tempos está próximo. E todos poderão assistí-lo pela Internet: Mundo devasso;

E, finalmente, movido por um dia particularmente doloroso, este autor de não-ficção cria publica seu primeiro um de seus contos: Politicamente correto.

Eu notei da √ļltima vez que o primeiro link foi clicado 23% mais que os outros. Lembrem-se: eu recomendo a leitura de um por dia. Tentar ler todos ao mesmo tempo causa pregui√ßa irremedi√°vel.

Divirtam-se.

Colet√Ęnea totalmente √≥tima e completamente cronol√≥gica para comemorar a d√©cima nona semana do ano

(Algu√©m mais pensa em “d√©cima nona” como a av√≥ da trisav√≥ da tatatarav√≥ da sua bisav√≥? Desde que sua m√£e tenha pelo menos um neto, obviamente.)

Sabe aquela sensação que dá quando você sabe que seu (sua) interlocutor(a) já está ciente de um certo dado mas mesmo sua certeza sendo absoluta seu instinto de jogador fica enchendo seu saco insistindo que você forneça a informação que você tem certeza que seu (sua) parceiro(a) de conversa já possui porque só ganha quem joga e não custa dizer porque no máximo você vai causar um momento de desconforto muito pequeno em comparação à recompensa que receberá caso seu (sua) ouvinte/leitor(a) não possua aquele particular pedaço de conhecimento em seu repertório apesar de você estar positivamente convicto que ele(a) já sabe e pra quê então causar constrangimento em todas as partes envolvidas quando ficar calado é mais fácil e gasta menos energia mas o que custa simplesmente chegar e dizer como quem não quer nada apesar de isso talvez parece que você está subestimando seu amigo(a)/leitor(a) apesar do detrimento que ele(a) poderia sofrer caso fique sem aquela notícia não é verdade?

Sabe qualé? Apois.

Voc√™s, pessoas que me leem e que s√£o queridas por mim o bastante a ponto de eu continuar escrevendo aqui com incerta frequ√™ncia somente para seus olhos que tanto me atraem, j√° devem saber que eu tenho mais ou menos uma d√ļzia de blogues dos quais s√≥ tr√™s realmente valem a pena ser lidos sendo um deles interessante somente para natalenses e demais moradores desta minha querida e perpetuamente morna cidade ensolarada, mas como venho escrevendo h√° mais de dois anos e meu melhor material √©, como n√£o poderia deixar de ser, o mais antigo e nada h√° de mais chato que ficar clicando em “previous” para ver v√°rias p√°ginas de conversas j√° lidas para s√≥ depois da nongent√©sima clicada aparecer alguma coisa in√©dita, resolvi compilar aqui os artigos do blogue pai deste que unilateral e unanimamente escolhi como possivelmente melhores (considerando os elogios de meu pai e minha m√£e na conta).

Confusos? Bem-vindos ao meu mundo nas √ļltimas semanas…

São dez textos no total. Cinco hoje e cinco semana que vem (talvez, se eu ainda estiver ocupado demais com a manutenção do meu ego para produzir algo novo), para quem quiser ler um por dia e fingir que eu estou escrevendo.

O primeiro, com quase dois anos já, é sobre meu encontro com o sobrenatural enquanto tentava, ao mesmo tempo, dormir e combater os efeitos da cafeína e de um dia estressante: Sono pesado;

Parte do meu trabalho é ser tapa-buraco. Quando é dentro do cartório eu não me importo muito, mas vez por outra exageram e me levam para fazer trabalhos para os quais não tenho a menor qualificação: Desperdício;

Em seguida, ainda em 2008 mas j√° em setembro, descrevi uma alucina√ß√£o t√°til que, como todo estado alterado de consci√™ncia que se preze, me parecia (e ainda parece) real como esses elfos azuis ao meu lado: Microalucina√ß√Ķes;

Em um texto da série Igor Em Busca do Conhecimento, dei rapidamente vazão à minha frustração ao não conseguir uma explicação satisfatória e mudei completamente o escopo da matéria passando a relatar algo ligeiramente, mas não completamente, relacioando ao tópico original: Do suor feminino;

Finalizando por hoje, um texto muito especial para mim, pois foi escrito no dia vinte de novembro de 2008, o dia em que, pela primeira vez, fui comparado a Douglas Adams pelo texto que havia escrito naquele dia e que agora incluo nesta lista: Carros voadores do futuro.

Antes que eu comece outra diatribe (que meu dicion√°rio diz ser sin√īnimo de “desintelig√™ncia”. Estranho…), vou parar por aqui esperando n√£o ter constrangido nem subestimado qualquer um de voc√™s, pessoas t√£o agrad√°veis que nunca conheci pessoalmente e que raramente comentam aqui mas sempre compartilham mesmo que distantemente e em sil√™ncio da minha paran√≥ica bipolaridade esquizofr√™nica.

T√° bom, parei.

Agradecimentos n√£o s√≥ especiais como semi-inesquec√≠veis, inestim√°veis e praticamente inef√°veis a Maria Guimar√£es e seus colegas de reda√ß√£o na revista Pesquisa Fapesp Dinorah, Ricardo, Marcos e, via telefone, a correspondente/revisora Marg√ī, que ficaram at√© tarde da noite me ajudando com a gram√°tica deste texto (que voc√™s podem notar est√° perfeita do meio pro fim, que foi onde come√ßou a confer√™ncia).

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