Pessoas com tetraplegia conseguem controlar braço robótico pela mente

[youtube_sc url=”http://www.youtube.com/watch?v=ogBX18maUiM”]

Pela primeira vez em 15 anos, Cathy Hutchinson foi capaz de tomar novamente o seu café matinal por conta própria, embora ela ainda não tenha recuperado o movimento pleno das pernas ou dos braços. O que permitiu este feito foi o uso das tecnologias mais avançadas atualmente de interface entre o cérebro e as máquinas. Cathy usou apenas o seu pensamento para controlar um braço robótico capaz de pegar o copo e levá-lo até a sua boca. O vídeo acima mostra Cathy manuseando o braço e o relato dos cientistas envolvidos no projeto.

ResearchBlogging.orgEsta foi a primeira demonstração que indivíduos com tetraplegia de longa data podem ser capazes de manusear um braço robótico a partir dos sinais neurais emitidos por uma região específica do seu cérebro, relacionados à sua atividade mental. Esta grande realização foi relatada em um artigo na revista Nature esta semana. No estudo, duas pessoas com tetraplegia de longa data e sem treinamento prévio foram capazes de realizar com sucesso movimentos tridimensionais com um braço robótico.

Continue lendo…

Ins√īnia: Como melhorar o seu sono

Pensamentos que "surgem" na mente podem atrapalhar o sono

Atualmente, muitas pessoas relatam dificuldades para dormir. Casos de ins√īnia tem sido prevalentes entre adultos de muitos pa√≠ses. A baixa qualidade do sono pode ter diversos impactos negativos na qualidade de vida das pessoas, tanto biol√≥gicos (preju√≠zo no funcionamento do sistema imune) quanto psicol√≥gicos (depress√£o, ansiedade).

Comum a muitas destas reclama√ß√Ķes s√£o os relatos de cogni√ß√Ķes que surgem intrusivamente na mente das pessoas enquanto elas tentam dormir e que acabam atrapalhando o sono por muitas vezes induzir a determinados estados afetivos e fisiol√≥gicos que nos impedem de “desligar” a nossa mente. Estas “cogni√ß√Ķes pr√©-sono” agitadoras, normalmente relacionadas a planos futuros ou preocupa√ß√Ķes, podem ter um papel importante na manuten√ß√£o da ins√īnia.

ResearchBlogging.orgMuitos estudiosos tem buscado compreender os fatores que influenciam a qualidade do sono. No come√ßo deste ano, por exemplo, a revista Cognitive Therapy and Research publicou uma edi√ß√£o especial de artigos relacionando o sono com a cogni√ß√£o. Vale a pena conferir¬†tamb√©m a colet√Ęnea de textos falando sobre os benef√≠cios do sono¬†e maneiras de melhor√°-lo que foi recentemente divulgada pela revista de divulga√ß√£o¬†Psychology Today.¬†Dentro das √ļltimas publica√ß√Ķes, um estudo publicado na revista Psychotherapy indica que uma interven√ß√£o simples com terapia cognitiva pode apresentar melhoras r√°pidas na qualidade do sono de pacientes com ins√īnia. Eu me focarei aqui em descrever como essa interven√ß√£o foi feita e como voc√™ poderia aplicar ela em voc√™ mesmo.

Continue lendo…

Budismo: O Uso Milenar da Neuroplasticidade

Fonte: NERDWORKING
Autor
: Felipe Novaes

Embora ci√™ncia e religi√£o pare√ßam sempre estar vivendo num eterno conflito, existe outro lado dessa hist√≥ria, em que existe o di√°logo, a curiosidade e a saud√°vel e frut√≠fera troca de informa√ß√Ķes. De quebra, esse lado ainda representa um importante di√°logo entre Oriente e Ocidente. O Dalai Lama parece ser o catalisador desse tipo de rela√ß√£o, mostrando ‚Äď juntamente com a ci√™ncia ocidental ‚Äď que a pr√°tica budista tem mais a nos ensinar sobre a nossa pr√≥pria ci√™ncia do que n√≥s desconfiar√≠amos. Mesmo sem saber, o monge budista e l√≠der pol√≠tico e religioso do Tibet colocou o dedo numa quest√£o cient√≠fica que muito em breve se tornaria uma revolu√ß√£o no nosso conhecimento sobre o c√©rebro: a rela√ß√£o entre a neuroplasticidade e o suposto poder de a mente influenciar a arquitetura cerebral.

Frequentemente, o Dalai Lama deixa seus aposentos na √ćndia, em Dharamsala, para ir ao encontro de cientistas pol√≠ticos ao redor do mundo para conhec√™-los melhor, saber mais sobre seus trabalhos. Essa a√ß√£o tem destaque principalmente em rela√ß√£o ao seu acompanhamento da atividade de cientistas. Porser um monge budista, n√≥s tendemos a imaginar que ele n√£o se interessasse por ci√™ncia ou mesmo que fosse em alguma medida contra ela, j√° que n√£o √© raro as descobertas cient√≠ficas acabarem colocando √† prova a f√©. Mas ele dialoga prazerosamente com todos os cientistas e tem muita curiosidade.

Continue lendo…

Sacks: O que alucina√ß√Ķes revelam sobre a mente

[youtube_sc url=http://www.youtube.com/watch?v=SgOTaXhbqPQ]

O olhar da mente

Alucina√ß√Ķes s√£o fen√īmenos psicol√≥gicos intrigantes que t√™m ocupado a aten√ß√£o e os esfor√ßos de psiquiatras e psic√≥logos por muitos anos. Elas fazem parte do cotidiano de muitas pessoas, sendo que muitas delas temem reconhecer publicamente suas experi√™ncias com medo de serem taxadas de “loucas”. Mas ser√° que este tipo peculiar de fen√īmeno pode nos ajudar a entender como a mente funciona? Para Oliver Sacks, um m√©dico popularmente conhecido pelo seu trabalho de divulga√ß√£o cient√≠fica, as alucina√ß√Ķes podem revelar informa√ß√Ķes importantes sobre o funcionamento cognitivo.

Na palestra do TED acima, Sacks descreve alguns casos¬†impressionantes¬†de pacientes com alucina√ß√Ķes visuais, relatados tamb√©m em seu √ļltimo livro, publicado em portugu√™s h√° pouco tempo atr√°s, O olhar da mente. Sacks enfatiza que alucina√ß√Ķes visuais s√£o um fen√īmeno comum e descreve que em alguns quadros onde ocorre a perda de vis√£o gradativa, pode haver uma hiperativa√ß√£o de √°reas do c√©rebro relacionadas ao processamento visual que, por fim, pode resultar em alucina√ß√Ķes.

Ap√≥s fazer uma descri√ß√£o de v√°rios avan√ßos que foram feitos na compreens√£o de como o c√©rebro processa informa√ß√Ķes visuais e de como estruturas neurais altamente espec√≠ficas est√£o envolvidas no processamento de determinados aspectos visuais, Sacks reafirma a import√Ęncia em reconhecer que ningu√©m sofre necessariamente de um transtorno grave por viver este tipo de experi√™ncia e o quanto o nosso conhecimento sobre estes fen√īmenos tem permitido insights importantes sobre “como o teatro da mente pode ser gerado pela m√°quinaria do c√©rebro.”¬†Na palestra exibida no site do TED, √© poss√≠vel optar pela legenda em portugu√™s.¬†Ao final da palestra, Sacks confessa que tamb√©m vivencia regularmente alucina√ß√Ķes visuais, provavelmente resultantes das suas defici√™ncias visuais.

Compreender a sua mente é uma missão crítica

Fonte: Streams of Consciousness / Scientific American*
Autor: Jamil Zaki, autor convidado
Tradutor: André Rabelo

Cortesia da Digital Shotgun via Flickr.

No in√≠cio deste ano, o senador Tom Coburn publicou um relat√≥rio chamado “Sob o Microsc√≥pio“, no qual ele criticou o financiamento de qualquer pesquisa que ele n√£o pudesse imediatamente entender como importante. De valor particularmente duvidoso, na opini√£o de Coburn, s√£o as ci√™ncias comportamentais e sociais‚ÄĒincluindo o meu pr√≥prio campo, a psicologia. Seguindo no seu relat√≥rio, Coburn prop√īs eliminar¬†o financiamento da Funda√ß√£o Nacional de Ci√™ncia para estas ci√™ncias “humanas”, escrevendo: “…alguns destes estudos sociais representam prioridades nacionais √≥bvias que merecem um corte do mesmo bolo que a astronomia, a biologia, a qu√≠mica, a ci√™ncia da terra, a f√≠sica ou a oceanografia?” Mr. Brooks, que ocupa a cadeira de um painel do congresso considerando tais cortes, ecoou esta opini√£o. Brooks explicitamente afirmou que as ci√™ncias humanas ainda t√™m que provar o seu valor.

Considerando que os pensamentos e as escolhas das pessoas, por defini√ß√£o, desempenham o papel mais poderoso na forma√ß√£o da nossa sociedade, porque estudar a mente humana parece um tipo de esfor√ßo dispens√°vel? Uma raz√£o pode ser que frequentemente as pessoas se sentem como se elas j√° compreendessem suas mentes, e que o estudo das pessoas e das culturas¬†n√£o pode revelar nada de novo para elas. T√≥picos como redes sociais, emo√ß√£o, mem√≥ria e rela√ß√Ķes raciais soam menos cient√≠ficos do que o estudo da estrutura celular, forma√ß√£o proteica ou for√ßa eletromagn√©tica. Estes √ļltimos t√≥picos parecem que ir√£o revelar insights inacess√≠veis √†s nossas intui√ß√Ķes, enquanto que as ci√™ncias humanas n√£o poderiam. Isto n√£o poderia estar mais distante da verdade: exames da mente humana frequentemente desenterram grandes surpresas. De fato, uma ampla mensagem emergindo dos √ļltimos 50 anos de pesquisa psicol√≥gica √© que for√ßas al√©m da nossa consci√™ncia guiam muitas das nossas opera√ß√Ķes mentais mais cr√≠ticas‚ÄĒnossos julgamentos morais, prefer√™ncias e opera√ß√Ķes semelhantes. Reconhecendo estas for√ßas e botando elas para trabalhar tem o potencial de mudar‚ÄĒe at√© mesmo salvar‚ÄĒvidas. Aqui est√£o quatro maneiras pelas quais as ci√™ncias humanas podem nos ajudar em uma grande escala, e raz√Ķes porque n√≥s n√£o podemos viver sem a investiga√ß√£o rigorosa das nossas pr√≥prias mentes.

Kahneman: Como ideias vem à mente?

[youtube_sc url=http://www.youtube.com/watch?v=RHmXPyX7czU]

Thinking: Fast and Slow

No v√≠deo acima, Daniel Kahneman, psic√≥logo laureado com o nobel de economia de 2002 e atualmente professor de psicologia na Universidade de Princeton, fala sobre os dois sistemas de processamento de informa√ß√Ķes discutidos em seu mais recente livro, Thinking, Fast and Slow¬†(Pensamento, R√°pido e Devagar)¬†publicado no final de 2011.

O livro √© certamente uma boa recomenda√ß√£o para quem se interessa ¬†nos processos cognitivos envolvidos na tomada de decis√£o, um tema para o qual Kahneman ofereceu enormes contribui√ß√Ķes com uma linha de pesquisa riqu√≠ssima que extrapolou as vizinhan√ßas da psicologia, ajudando a fundar uma das √°reas mais importantes da economia atualmente, a economia comportamental. Mais detalhes sobre os modelos de processamento duplo discutidos por Kahneman¬†podem ser encontrados aqui no blog.

Estes modelos ainda carecem de uma formalização e aprofundamento, pois muitos deles  se mantiveram em uma dimensão mais descritiva e a sua utilidade tem se situado principalmente no valor heurístico que eles oferecem para a interpretação de dados e elaboração de hipóteses. Existem, entretanto, esforços na área para formalizar computacionalmente estes modelos e oferecer um maior poder explicativo.

Para um aprofundamento mais denso neste tema e um panorama da √°rea, juntamente com as contribui√ß√Ķes da filosofia, recomendo a leitura do livro In two minds: Dual processes and beyond.¬†Jonathan Evans, primeiro autor do livro anterior, tamb√©m lan√ßou em 2010 o livro¬†Thinking Twice: Two minds in one brain.¬†Este trabalho vai em uma dire√ß√£o muito semelhante ao do Kahneman,¬†divulgando os achados na psicologia sobre os nossos sistemas cognitivos.¬†A leitura destes livros s√£o dicas para aqueles interessados na racionalidade humana, na intui√ß√£o e na consci√™ncia.

Damasio: O mistério da mente consciente

watch?v=LMrzdk_YnYY

Um dos maiores neurocientistas e estudiosos da consci√™ncia atualmente, Antonio Damasio, professor na University of Southern California,¬†exp√Ķe nesta palestra do TED a sua proposta sobre o que permite que existam mentes conscientes como as nossas. A mente consciente seria o resultado de um self (perspectiva subjetiva) no foco da mente. Para responder ao mist√©rio da mente consciente, Damasio explica que precisamos entender como a mente √© constru√≠da ¬†no c√©rebro e somo o self √© constru√≠do. Ele reuniu suas ideias em um livro lan√ßado em 2010, intitulado Self Comes to Mind: Constructing the Conscious Brain.” O livro foi traduzido e publicado em portugu√™s no ano passado, com o t√≠tulo de “E o C√©rebro Criou o Homem.”¬†Para quem quiser a legenda em ingl√™s da palestra, √ļnica dispon√≠vel at√© agora, recomendo que veja o v√≠deo no pr√≥prio site do TED e selecione “english” no menu “subtitles available in.”¬†Ainda n√£o pude ler o livro, mas vindo de um dos maiores pesquisadores na √°rea, certamente √© uma leitura recomend√°vel para quem se interessa na compreens√£o da consci√™ncia.

Cientistas Aprendem a Ler Mentes: Estaria o Big Brother Muito Distante?

Fonte: Psychology Today

Autor: Sarah Estes Graham

Tradução: André Rabelo

Como muitas crian√ßas, eu passei muito tempo sonhando com um mundo onde realidades interiores imaginadas poderiam de alguma forma se manifestar no ambiente externo. Uma vez eu desejei tanto o dom de voar que eu comecei a bater as minhas asas em p√ļblico (muito depois da idade onde isso teria sido fofo). Eu rapidamente deicidi parar de ser t√£o observavelmente estranha, mas o sonho persistiu. Se a popularidade de filmes como “A Origem” √© alguma indica√ß√£o, eu n√£o estou sozinha.

Tanto sonhadores quanto f√£s de fic√ß√£o cient√≠fica podem segurar o f√īlego – o futuro √© agora. Cientistas do Gallant Lab da UC Berkeley publicaram um artigo na Current Biology m√™s passado apresentando a primeira abordagem bem sucedida para reconstruir filmes naturais da atividade cerebral. Estudos usando a tecnologia fMRI t√™m reproduzido imagens est√°ticas no passado, mas o fMRI mede mudan√ßas no volume sangu√≠neo, n√£o a atividade neural efetiva. Quando os neur√īnios est√£o ocupados disparando, eles demandam sangue rico em oxig√™nio para suprir suas atividades. Felizmente para os cientistas, este sangue possui propriedades magn√©ticas ligeiramente diferentes, correlaciona-se com a atividade das popula√ß√Ķes de neur√īnios e podem ser medidas usando-se o fMRI. Infelizmente, as mudan√ßas no fluxo sangu√≠neo s√£o muito pequenas comparadas √† atividade incrivelmente complexa e r√°pida dos neur√īnios disparando. (A menor unidade mensur√°vel sendo os p√≠xels do¬† tipo voxel, mas para o imageamento cerebral isto inclui cerca de um milh√£o de neur√īnios!). Enquanto medir o fluxo sangu√≠neo nos da uma riqueza de informa√ß√Ķes, isto n√£o √© veloz o suficiente para refletir acuradamente o que est√° acontecendo com as popula√ß√Ķes neurais em nosso sistema visual. Neurocientistas est√£o sempre em busca de maneiras de refinar os correlatos neurais de mudan√ßas na atividade hemodin√Ęmica. Continue lendo…

Psicologia Evolucionista

Porque o ser humano é capaz de atos tão heróicos, mas também de outros tão cruéis? Porque fazemos sexo e fazemos guerra? Como indagava o grande Cazuza, porque que a gente é assim?

No final da década de 1980, pesquisadores de diversas áreas interessados no comportamento humano começaram a se perguntar se a teoria da seleção natural de Darwin poderia ajudar a responder esse tipo de pergunta, fundando uma das áreas mais influentes e importantes da psicologia atualmente Рa Psicologia Evolucionista.

Darwin, ciente das implica√ß√Ķes de sua teoria, conclui o seu livro A Origem das Esp√©cies prevendo que “a psicologia ser√° baseada em novos alicerces”. Provavelmente devido ao receio das rea√ß√Ķes que o seu provocativo livro causaria, Darwin n√£o explorou muito a quest√£o neste livro. Em livros subsquentes como A Express√£o das Emo√ß√Ķes no Homem e nos Animais e A Origem do Homem e a Sele√ß√£o Sexual, Darwin trouxe evid√™ncias que indicavam a import√Ęncia de sua teoria para a compreens√£o da natureza humana.

Muitas quest√Ķes levantadas por ele ficaram em aberto e s√≥ foram retomadas por volta de 100 anos ap√≥s a publica√ß√£o de A Origem das Esp√©cies com o advento da Etologia, da Sociobiologia, da Ecologia Comportamental e, mais recentemente, da Psicologia Evolucionista. Boyer e Heckhausen (2002) consideram a Psicologia Evolucionista como um dos mais importantes desenvolvimentos recentes nas ci√™ncias do comportamento. Continue lendo…

Cientistas Desde Cedo

Um n√ļmero crescente de evid√™ncias t√™m apontado que mesmo crian√ßas muito novas possuem uma capacidade de identificar padr√Ķes estat√≠sticos sofisticados e rela√ß√Ķes causais em suas intera√ß√Ķes com o ambiente, e que muitos aspectos centrais do pensamento cient√≠fico j√° est√£o presentes mesmo em etapas iniciais do desenvolvimento infantil humano. Isso √© o que o psic√≥logo cognitivo Frank Keil da Universidade Yale relata em um artigo publicado recentemente na revista Science (Keil, 2011). Alguns exemplos comentados no artigo ser√£o brevemente ilustrados a seguir.

Os cientistas recorrem diariamente a uma vasta gama de habilidades cognitivas essenciais para a realiza√ß√£o do seu of√≠cio como quando detectam correla√ß√Ķes, inferem causas e descrevem mecanismos para explicar suas observa√ß√Ķes. O que √© mais impressionante nos recentes estudos sobre desenvolvimento cognitivo √© que muitas dessas habilidades podem ser observadas em crian√ßas nos seus primeiros meses de vida.

ResearchBlogging.orgPodemos encontrar um exemplo disso na forma como crian√ßas adquirem linguagem. Uma crian√ßa aprendendo a usar a linguagem precisa perceber a frequ√™ncia com que certas s√≠labas ocorrem assim como “inferir padr√Ķes emergentes de ordem superior a partir dessas s√≠labas” (Keil, 2011). Um estudo de 2009 demonstrou que crian√ßas com 5 meses de idade¬† aprendendo uma linguagem eram capazes de identificar os sons das s√≠labas assim como padr√Ķes visuais associados com cada s√≠laba. Continue lendo…