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Grávida: você já ouviu falar sobre fisioterapia para o períneo?

Olá! Faz tempo que não apareço por aqui. Quero voltar a escrever mais para o Xis-xis, sinto uma necessidade absurda de trocar ideias, mas ando muito dedicada ao trabalho e, nas horas vagas, à minha bebê (passa tãaao rápido)! Por isso, convido a acompanhar os textos e atividades publicados lá no site da ONG Iniciativa Verde, onde cuido da comunicação. Tem coisa muito bacana que se relaciona com ciência, meio ambiente e, acima de tudo, à busca em melhorar a qualidade de vida de todos. Eventualmente, também publico algum texto mais profissional no LinkeIn. Passe lá também, se possível.

Agora, voltando à programação, o assunto de hoje é… bebê! Quer dizer, saúde feminina durante a gestação. Quando engravidei, minha vontade era de ter um parto vaginal, com menos interferência médica desnecessária possível. Tive a sorte e o privilégio de já me consultar com uma ginecologista e obstetra honesta que me ajudou a realizar esse sonho do parto normal. Desde o pré-natal, me indicava ações e cuidados para que eu tivesse um parto mais tranquilo possível. Uma das indicações foi a fisioterapia perineal.

Eu estava por volta das 20 e poucas semanas de gestação e, como de costume, já havia lido muito sobre a gravidez em si. Em umas dessas leituras e conversas em um grupo de ioga para grávidas, tinha me deparado com a tal da fisioterapia perineal. A obstetra foi incisiva: “Se quer ter um parto normal, você tem que fazer essa fisioterapia”. Curiosa como eu, não precisava dessa praticamente ordem para me convencer. Eu já queria mesmo. Bastava saber a data mais indicada para começar.

Foi, assim, que conheci a Dra. Carla Dellabarba Petricelli, fisioterapeuta especializada em Uroginecologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM) e mestre em Ciências da Saúde pelo Departamento de Obstetrícia (Unifesp/EPM). A obstetra a indicou. Delicada, calma e paciente, na primeira sessão de fisioterapia Petricelli fez uma entrevista, explicou como seriam os exercícios e uma análise de como eu me encontrava.

Pode até parecer constrangedor no primeiro momento, visto que é uma fisioterapia que engloba a região genital. Mas, confesso, depois da segunda sessão, eu me divertia contando para amigas e parentes sobre os exercícios para o períneo. Devido a essa curiosidade que a fisioterapia perineal desperta e à importância dela, convidei a fisioterapeuta para esclarecer algumas dúvidas sobre o seu trabalho aqui no Xis-xis.

Carregando a bebê, mas fora da barriga. Uma foto de um bom momento para ilustrar.
Carregando a bebê, mas fora da barriga. Uma foto de um bom momento para ilustrar.

Para a minha gestação e parto, o trabalho da Dra. Carla foi fundamental. Graças a ela, eu já sabia o que esperar na hora do expulsivo, a maneira mais indicada de agir em cada etapa do trabalho de parto, conheci melhor o meu corpo grávido, minha musculatura perineal e abdominal voltou ao lugar rapidamente após o parto, tive poucas dores musculares na parte de baixo barriga durante a gravidez, psicologicamente estava mais segura para o parto e até para o pós-parto no que diz respeito ao meu corpo. Sou muito grata por ter tido essa oportunidade.

Leia a entrevista abaixo! O que melhor ser fazer: perguntar. Espero que seja útil a você também! E, para a Carla, só tenho que agradecer e desejar um futuro mais brilhante! <3

Isis Rosa Nóbile Diniz – O que é a fisioterapia perineal? Que músculos ela trabalha?
Dra. Carla Dellabarba Petricelli – A fisioterapia é uma ciência da saúde que estuda, avalia, previne e trata disfunções acerca do movimento humano. A fisioterapia tem diversas áreas de atuação, as mais conhecidas são: fisioterapia ortopédica, cardio-respiratória, neurológica, esportiva. Na saúde da mulher, a fisioterapia uroginecológica e/ou fisioterapia pélvica trabalha nas disfunções dos músculos do assoalho pélvico ou também conhecido como períneo. Esses músculos tem funções muito importantes para a mulher, pois além de sustentar os órgãos pélvicos (bexiga, útero, intestino) no seus devidos lugares, auxilia na continência urinária e fecal, melhora a resposta orgásmica, e além disso, tem a capacidade de se alongar para o nascimento do bebê. Quando esses músculos estão fracos, a mulher pode ter problemas de incontinência urinária ou fecal, podem sofrer de disfunções sexuais ou ter a descida dos órgãos citados acima.

Isis – Quem é o fisioterapeuta perineal? Quais profissionais pode passar exercícios? Existem diferentes técnicas como o uso do epi-no ou outros métodos? Qual a principal indicação de cada?Dra. Carla – O profissional que deve atuar nesse área é o fisioterapeuta (pois é ele quem estuda e entende todas as disfunções acerca da musculatura perineal). Então, é o fisioterapeuta especializado em assoalho pélvico (que estudou uroginecologia, saúde da mulher ou fisioterapia pélvica) que pode prescrever exercícios perineais, pois a paciente passará por uma avaliação específica para saber o grau de força muscular dessa região e, a partir daí, o profissional irá montar um protocolo de exercícios individual para aquele paciente, focando no fortalecimento muscular.

Dependendo do grau de fraqueza muscular, não trabalhamos apenas com exercícios, utilizamos recursos específicos para auxiliar no ganho de força muscular como a eletroestimulação perineal (recurso usado em outras fases da vida da mulher, quando o músculo não consegue contrair voluntariamente, esse equipamento ajuda o músculo a ganhar força “passivamente”), cones vaginais (são pesos que quando colocados na vagina incrementam o ganho de força) entre outros. Apesar de trabalharmos muito com o fortalecimento muscular para tratar disfunções, também podemos atuar no final da gestação, com o alongamento perineal. Nesse caso, usamos um equipamento conhecido com Epi-no, que foi desenvolvido por uma empresa alemã, com o intuito de treinar essa região para as demandas do parto.

Isis – Uma pergunta envergonhada: qual a diferença da fisioterapia para o pompoarismo?
Dra. Carla – O pompoarismo é oriundo da cultura indiana em que as mulheres são ensinadas a contrair os seus músculos perineais voluntariamente durante a relação sexual a fim de adquirir maior prazer sexual. Não existe diferença no movimento realizado, existe diferença no foco do tratamento. O fisioterapeuta irá trabalhar os músculos com intuito de reabilitar a função muscular e até tratar disfunções sexuais com o mesmo exercício.

Isis – Por que ela é importante para o parto? Ela evita a “bexiga caída”? Evita a laceração ou que se faça a episiotomia?
Dra. Carla – Vamos lá, os exercícios perineais com o intuito de fortalecimento muscular são importantes na gestação para prevenir o enfraquecimento desses músculos e impedir as incontinências urinária e fecal, que muitas vezes começam a surgir na gestação e não apenas no pós-parto. Então, é de extrema importância esse treino muscular, para evitar sim a “descida” dos órgãos pélvicos, até aproximadamente 32 semanas de gestação.

Depois desse período, deve-se manter o treinamento de força muscular, mas começamos a mudar o foco e fazemos o alongamento perineal com o Epi-no. Esse equipamento é um exercitador que foi criado para treinar o período expulsivo com a paciente. Nele, a mulher sente os músculos do períneo sendo alongados até a sua capacidade máxima e depois ela treina a forma como deve expulsar o balão inflado. É claro que esse alongamento deve ser feito com o auxílio de um fisioterapeuta e, dessa forma, a mulher melhora esse alongamento até o momento do nascimento do bebê.

Existem vários artigos científicos que falam de uma grande chance do períneo permanecer íntegro, ou seja, sem que a paciente tenha laceração (quando o músculo se rasga durante a passagem do bebê) ou precisar de episiotomia (corte na vagina para facilitar a passagem do bebê). Os estudos são muito recentes e ainda tem muito a ser estudado, mas para que se tenha sucesso nesse treinamento, o paciente deve procurar um fisioterapeuta para entender como realizar o treinamento, porque existem particularidades no posicionamento do aparelho e como proceder durante toda a sessão.

Isis – E para o pós-parto, qual a sua relevância?
Dra. Carla – No pós-parto, o mais importante é fortalecer os músculos para que a paciente não tenha nenhuma disfunção desse grupo muscular. Esse treino já pode ser feito após oito horas de parto vaginal ou cesárea.

Isis – Aliás, outra curiosidade: homem também pode fazer? Em quais situações é indicada?
Dra. Carla – Geralmente, os homens apresentam queixa nessa região após cirurgia de retirada de próstata, em que ficam incontinentes. Precisa de um fisioterapeuta para avaliar a força muscular e reabilitar essa musculatura para melhorar o quadro de incontinência urinária.

Isis – Acredita que com o aumento de parto humanizado e valorização do parto normal, existe uma procura maior por esse tipo de fisioterapia? As pessoas têm vergonha de dizer que fazem? Como escolher um profissional adequado?
Dra. Carla – Sim, na verdade atualmente as mulheres estão tendo mais informações sobre o parto normal e enfrentando os seus medos acerca da dor que sentirão ou do tempo de trabalho de parto e outros fantasmas. E as informações obtidas têm facilitado a procura da fisioterapia. E isso tem sido libertador, porque muitas pacientes tem ajudado a divulgar o trabalho que a fisioterapia realiza, não sinto que as mesmas tenham vergonha ao falar desse serviço. Para escolher um profissional adequado é preciso saber a sua formação e a sua experiência profissional. Colegas de outras profissões acabam indicando como obstetras e/ou enfermeiros.

Isis – Antigamente, as mulheres faziam mais trabalhos físicos, caminhavam mais, eram mais fisicamente ativas. Acredita que, por isso, elas pariam com maior facilidade?
Dra. Carla – Já existem alguns estudos que falam que mulheres ativas apresentam partos mais rápidos e sua recuperação é melhor comparadas às sedentárias. Por isso que estimulamos a atividade física na gestação, mesmo quando a paciente é sedentária orientamos que inicie alguma atividade. A fisioterapia pélvica pode complementar a atividade já realizada com exercícios globais mais direcionados que auxiliarão no trabalho de parto e no período expulsivo.

 

22 dicas sobre o parto e pós-parto que quero contar para minhas amigas

img_7528Vejo minhas amigas grávidas pela primeira vez e lembro-me das minhas dúvidas quando eu era gestante e, principalmente, da inquietação relacionada ao desconhecido parto. A gente acha que parir é parecido ao retratado em um filme roliudiano. Você começa a ter contração, sente muita dor, corre logo para o hospital, dá uns gritos e a criança nasce. Pode ser assim, mas geralmente não é nada disso. Parir é mais visceral, animalesco e muito íntimo. É uma volta ao seu interior.

Durante o parto da minha bebê, eu cheguei ao hospital toda querendo ser phyna. Fazer xixi de porta aberta? Surtei. Como assim? Meu marido ia me ver sentada no vaso sanitário? Expulsei ele do banheiro da sala de parto e até hoje recordo da expressão tranquila, de acolhimento, de aceitação e atenta dele preocupado em cuidar de nós duas. Cheguei ao hospital com cinco centímetros de dilatação e fiquei presa entre esses e os sete por um tempo. Creio que por três horas e pouco.

Quando me entreguei ao desconhecido, ao que eu queria fazer, gemer e, principalmente, quando me interiorizei, o parto evoluiu mais rápido (cheguei ao hospital cerca de 11h30 da noite e antes das 5h da manhã a bebê nascia). A dor diminuiu, soube lidar melhor com ela e me corpo indicava o que era melhor para nós. Sem gritar (guardei a energia para usá-la durante o expulsivo).

Por exemplo, acredite se quiser. Depois da anestesia é comum as contrações diminuírem ou ficarem irregulares. Também há uma preocupação especial com os batimentos cardíacos do bebê, que podem diminuir devido ao remédio. Nestes casos, os médicos podem injetar ocitocina para que as contrações continuem ritmadas e intensas.

Debati com a obstetra porque eu queria a menor interferência médica possível no parto, de jeito algum abrindo mão de algumas facilidades da medicina contemporânea, e ela já sabia disso. Como as contrações estavam muito zuadas (perdão a palavra, mas as ondas viraram gráficos bizarros como os econômicos) e os batimentos da bebê caíram algumas vezes, a médica falou que daria “só um pouco de nada de ocitocina”. Concordei.

Bom, depois da anestesia, sem dor, minha vontade era apenas de meditar. Meditei por mais de 45 minutos. Entrei em uma paz, calma, felicidade indescritíveis. Sei lá para onde minha mente foi levada. O curioso é que, toda vez que uma enfermeira, a obstetra ou o Santos anestesista (ele era uma graça, vale um post a parte, me acalmou após ficarmos hora conversando sobre a história da medicina durante o trabalho de parto) entrava na sala para falar comigo, as contrações desandavam. Quando eu voltava a meditar, elas voltavam a ter ritmo. Nem precisei de mais ocitocina.

Sou muito, mas muito grata a todos os envolvidos porque foi um parto mágico. Foi o segundo dia mais importante da minha vida – o primeiro, quando nasci. Minha obstetra me auxiliou perfeitamente, com palavras certas nos momentos corretos. Eu li tanto que ninguém mais aguentava minhas citações. Fiz ioga com uma parteira maravilhosa. E conversei com muitas amigas já mães, mentoras até hoje. Graças a todo esse conhecimento, o desconhecido foi fácil de ser levado. Por isso, após todo meu blábláblá acima, quero compartilhar aqui informações que podem te acalmar. Espero ser útil e que tenha um lindo parto!

O que esperar do parto normal e do pós-parto imediato?

  1. O mais importante: o parto é único. Como cada gravidez, o parto e o pós-parto são diferentes para cada mulher. Portanto, a sequência pode ser a mesma, mas a intensidade, o modo que você irá lidar com cada passo dele, é diferente. Leia, mas não se prenda ao passo-a-passo;
  2. Os pródomos, sinais que indicam que o trabalho de parto está próximo, podem começar dias antes ou horas antes. Leia sobre eles para saber identificar – lembrando que algumas mulheres não têm nada! No meu caso, no dia anterior, estava com muitas contrações irregulares. Foi um dia com contração a toda hora. Ainda sem dor, mas eram tantas que estranhei;
  3. O parto da primeira gravidez pode demorar “muito”, a média é de cerca de 13 horas, e quem manda é a natureza. Desista de lutar contra ela. Se entregue e tenha ciência de que é impossível controlar tudo. Aliás, depois, a maternidade vai jogar na sua cara várias vezes que não podemos ter o domínio de tudo na vida. Tente aproveitar essa beleza;
  4. Você pode começar a ter contração de treinamento com cinco meses e ter dilatação com sete meses. Fique atenta, mas saiba que é normal. Na dúvida, consulte quem fará seu parto. Ah, o que é contração de treinamento? Quando a barriga fica dura por um tempo e, depois, fica relaxada. Curta, é maravilhoso;
  5. O trabalho de parto é dividido em três fases: quando o colo do útero está dilatando, a expulsão e a saída da placenta. A primeira fase é a mais demorada. A de expulsão, quando fazemos força para tirar o bebê, dura de minutos até cerca de uma hora e meia. A última é rapidinha, não se preocupe muito com esta. É comum os obstetras fazerem uma massagem de leve para ajudar a soltar a placenta;
  6. Dói muito? Depende e depende de como você encara essa dor. Generalizando, dói mesmo, para valer, por volta dos sete centímetros. Depois, o trabalho de parto costuma evoluir rápido e em pouco tempo você estará com o bebê no colo. Pode ser que doa muito para você desde os dois centímetros de dilatação, pode ser que você só sinta dor no expulsivo, pode ser que só doa muito por volta dos sete centímetros de dilatação (foi o mais comum relatado pelas minhas amigas e o que aconteceu comigo). Pode ser que não sinta dor;
  7. Como é a dor? É de partir, rs. No meu caso, quando começou a doer a valer, eu sentia uma dor de leve nas costas que “abraçava” a barriga. Esta ficava dura e, aí sim, eu sentia a dor de partir. Parece que vem de cima do tronco para baixo, até a pélvis. Depois, passava e viriam outras a cada dois minutos;
  8. Não pense na dor no intervalo das contrações. Apenas relaxe ou faça o que der vontade. A banheira ajuda a tirar a dor, mas acelera as contrações. O chuveiro também. Abraçar o acompanhante de pé, apoiando o peso nele com o corpo para frente é uma boa;
  9. Você vai sangrar muito durante o trabalho de parto e no pós-parto. Após o parto e por dias, vão sair umas “gosmas” de sangue. Fique tranquila. Agora, se achar que está saindo sangue vivo e por muito tempo e frequência, vá ao médico. Se é sedentária, também pode ficar dolorida devido à força feita para parir. Você pode ter dor no quadril e na região do cóccix antes e depois do parto, estas partes “alargam” e amolecem para a passagem do bebê;
  10. Esqueça aquela história de “barriga está baixa, vai nascer logo”. Não dá para saber se o bebê está encaixado só de um leigo olhar. Por exemplo, todos diziam que minha barriga estava baixa. Eu pari com 40 semanas em ponto, data do ultrassom. A bebê só encaixou durante o trabalho de parto e quando eu estava com oito centímetros de dilatação. Como ela estava “alta”, a equipe médica acreditava que o parto iria demorar. Nada. Após encaixar, ela nasceu em, no máximo, 20 minutos. Foi uma correria boa até a equipe chegar ao quarto. Em seguida, fiz três forças completas e ela saiu. Mal deu tempo do pediatra jovem com kit galã feio (hahaha, ele era gente boa) explicar os procedimentos – que eu já sabia. Eu queria bater nele porque estava atrapalhando meu expulsivo, rs. Minha vontade era de empurrar e ele ficava falando! Fofo, mas falando;
  11. E se a bolsa estourar? Sai um líquido amarelado-claro e bem quentinho. Lembra o xixi. Mas você vai perceber, espero, que é a bolsa estourada. Calma, você pode ter tempo até ir para o local do parto. Ou não – conheço casos de parto em hora! E outros de 24 horas após estouro da bolsa. E se entrar em trabalho de parto antes de estourar? Sem problemas. Durante o parto pode estourar, ser estourada se necessário ou o bebê sair dentro dela. Fofura total.
  12. A placenta parece uma geleia. Peça para ver e coloque a mão. É muito interessante!
  13. Se tomar anestesia, é possível que não te deixem levantar em seguida do parto ou tomar banho. Se você estiver bem, peça para tomar banho acompanhada por uma enfermeira;
  14. Coma bem! Você estará com fome! E antes do parto também! Prefira alimentos saudáveis com carboidratos, fibras e proteínas;
  15. É comum ter hemorroidas durante a gravidez (devido ao peso da barriga ou de prisão de ventre) ou no pós-parto por causa da força feita. Dica natureba: compre própolis sem álcool e passe duas vezes por dia na região. Vai curar;
  16. Outra dica natureba: óleo de calêndula ajuda a cicatrizar a dilaceração ou episiotomia. Passe duas vezes ao dia. Dá uma aflição, a região fica dolorida no pós-parto;
  17. Fazer exercícios para o períneo antes da gravidez, durante e logo após parir ajuda na elasticidade do canal do parto e da região pélvica. Também facilita na volta da musculatura. Procure um fisioterapeuta especializado ou busque por “exercícios de Kegel” na internet;
  18. Amamente o quanto antes, logo após o bebê nascer. Eles já costumam nascer fazendo um biquinho-de-passarinho-coisa-mais-linda-do-mundo procurando o “mamá”. Quanto antes amamentar, mais fácil será a amamentação. Tem gente que recomenda passar lanolina no bico do seio para não machucar. Só indico passar se sentir machucado e não antes. Na sala de parto, peça auxílio para a enfermeira na primeira amamentação. E, nas consultas com o obstetra, deixe claro que quer amamentar logo após o parto;
  19. Amamentar dá contração. Ela libera hormônios que ajudam o útero a voltar ao tamanho de antes da gravidez. Completamente normal, curta a sensação. Ah, e tome quatro litros de água por dia. Você precisa de muita água para ter leite. Em seguida, de se alimentar corretamente e tentar não se cansar ou se estressar muito (também não se cobre ficar relax, ok?);
  20. Dias após o parto, os hormônios despencam. É comum a mulher se sentir deprimida, querer ficar quietinha, não fazer nada. Respeite seu corpo. É até sábio, afinal, o bebê tem pouca imunidade para curtir baladas. Se a tristeza permanecer por mais de 30 dias, consulte seu obstetra ou um médico. Aliás, até o pediatra pode te ajudar caso a tristeza permaneça. Se você trabalha, pode ser que quando acabar a licença maternidade volte a se sentir bem. Coma corretamente, tente fazer exercícios físicos quando o médico liberar e dormir sempre (ouviu, sempre) que o bebê dorme para permanecer descansada. Aliás, você nunca saberá quando ele vai dormir de novo… Aproveite a chance;
  21. E a barriga? Ela volta ao normal se você manter uma alimentação equilibrada e se se exercitar um pouco. Não há dados científicos sobre isso (não encontrei) e profissionais da saúde não recomendaram, mas usei cinta modeladora e deu certo;
  22. E a vagina? Volta ao normal? Se tudo ocorrer de acordo com o esperado (se o obstetra não fizer episiotomia desnecessária e der pontos errados), volta. Claro que o corpo já terá a memória daquele alongamento feito durante o parto – por isso, os próximos partos costumam ser mais rápidos. Continue com os exercícios para a região do períneo (você ficará craque) e não encane. A natureza é sábia.

Aproveite cada segundo daquele bebezinho que tem uma feição nova a cada dia! Ele apenas será recém-nascido por 28 dias. Curta o parto, o pós-parto, o carinho de amigos e de familiares, o companheiro (a) se você tiver, a natureza da vida. Os dias com um bebê demoram para passar, mas os anos voam. Parir é um milagre. Aliás, o que é a vida se não um fenômeno desconhecido? Aproveite a viagem!

*Na foto acima, estava com minha bebê no primeiro dia de vida dela no mundo aéreo <3.

Por que esperar 39 semanas para fazer cesárea

Por que é ideal esperar no mínimo 39 semanas de gestação para marcar a cesárea eletiva, conforme resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM)? Do fundo do meu coração, creio que gravei este vídeo pensando nas mães que gostariam de ter um parto normal, mas não conseguiram porque estavam sendo acompanhadas ou foram atendidas por um médico cesarista. Também lembrando daqueles casos de mulheres que escolhem o dia para marcar a cesárea, antes das 39 semanas ou de entrar em trabalho de parto, de acordo com o signo que quer para a criança, uma efeméride ou um dia que gosta mais.

Essa resolução do CFM evitará que as mães e os bebês da primeira situação citada acima (conheço vários casos assim) sejam expostos a mais riscos desnecessários ao serem obrigados a ter a cirurgia marcada antes de entrar em trabalho de parto. No segundo caso, a norma ajudará a impedir que esses pais, ignorantes no sentido literal da palavra, tirem o bebê antes dele estar pronto para nascer. Protegerá as mães e os bebês dos médicos que os colocaram em risco ao permitir e realizar uma cirurgia antes delas entrarem em trabalho de parto (claro que há exceções e estas deixei de fora do vídeo e deste post).

Vale ressaltar que no Brasil, até então, um feto com 37 semanas era considerado a termo, ou seja, pronto para nascer. Por isso muitos médicos marcavam cesárea antes das 39 semanas. Mas os Estados Unidos e outros países já adotavam as 39 semanas como o mínimo da data ideal para o nascimento. Isso porque diversas pesquisas apontavam que, antes desse tempo, o bebê ainda era prematuro.

Bom, espero ter ajudado mais mamães e futuros papais. E aguardem novos vídeos da série! Meu intuito é melhorar ainda mais a edição e voltar a ficar mais à vontade em frente à câmera. Um beijo.

Quais os benefícios da amamentação depois dos seis meses do bebê?

Parece que as pessoas se incomodam mais com a minha amamentação do que eu mesma, que fico horas por dia sentada no sofá, na cama ou na cadeira. São frequentes os questionamentos: “Vai amamentar até quando? Você não acha que ela está grande? Dê mamadeira! Ah, por isso que ela é tão apegada a você. Esse apego, a longo prazo, pode fazer mal”. Haja paciência.

No começo, eu tirava sarro. Mas, agora, cansei. O curioso é as pessoas questionarem a amamentação, algo tão natural e reforçada a sua importância, por exemplo, pela Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela Sociedade Brasileira de Pediatria, e não o uso indiscriminado da mamadeira – quero deixar claro que não sou contra a mamadeira, afinal, cada pessoa sabe o que é melhor para si e para seu filho e em alguns casos elas são fundamentais para a saúde da criança.

Também é interessante essa associação que fazem do bebê se apegar mais a mãe (!) por conta da amamentação. Como se fosse melhor inexistir essa intensa ligação entre mãe e filho ou melhor a independência da criança antes mesmo dela andar e falar com segurança. Ou pior, induzindo ao raciocínio que mães e pais que dão mamadeira têm laços de união mais fracos com o seu filho. Ideia que pode ser cruel e equivocada.

Se você acha que apenas sai água após seis meses de amamentação, veja o vídeo! Irá se surpreender com alguns dos benefícios para mães e filhos (e para as finanças da família) que listo. Mas é claro que há muito mais entre o céu e a terra, a mãe e o filho, do que sonha nossa vã filosofia. Um beijo e até o próximo!

Amamentar é psicológico

Fotos Marina-45Amiga (o)! Estou em falta com este blog. Espero que entenda que este ano resolvi me dedicar à maternidade, ao meu trabalho e à minha família. Estou vivendo um momento de me reencontrar. Afinal, maternidade é isso: psicológico.

Falando nisso, a bebê já completou um ano e eu sigo amamentando. Tive a sorte (e a preparação) de amamentar assim que a bebê nasceu sem nenhum empecilho e de continuar amamentando. A bebê saiu da maternidade mais gordinha do que nasceu, ou seja, ao contrário do que é esperado, ela não perdeu peso nos primeiros dias. Nem na primeira semana de vida. E nem durante todos os meses de amamentação exclusiva.

A amamentação seguiu tranquila até eu avacalhar e ter o peito rachado quando ela estava prestes a completar um ano. Como assim avacalhar? Comecei a amamentar deitada, de qualquer jeito, sem me preocupar com a tão falada “pega correta”. O resultado foram dias para meu peito cicatrizar. Após eu voltar a tomar cuidado, ele melhorou. Assim, muitas futuras mamães e até atuais mães me perguntam como consegui a façanha de amamentar – quase – sem problemas. O segredo? Ah, como diz o livro homônimo é… psicológico.

 

Tudo de bom

Bom, os benefícios da amamentação já foram exaustivamente abordados e estudados. Entre eles, para a mãe estão: menor risco de desenvolver câncer de mama e de ovário, menor risco de ter fraturas de quadril por osteoporose, voltar mais rápido ao peso de antes de engravidar, a barriga volta mais rápido ao que era antes de engravidar, o corpo libera endorfina que dá sensação de prazer, a ocitocina liberada (“droga do amor”) tem diversos papéis como de reforçar a ligação entre mãe e filho, entre outros.

E para o bebê? A cada pesquisa descobrem mais benefícios. Ajuda o bebê a se acalmar, a não ter as chamadas “cólicas” (aquele choro que ninguém consegue identificar a causa), fornece anticorpos, ajuda a elaborar o paladar para diversos alimentos (já que o gosto do leite muda de acordo com o que a mãe ingere), pode reduzir a mortalidade infantil em até quase 25%, ajuda a maturar o intestino, é o alimento mais rico em nutrientes que se pode oferecer ao bebê, previne a hipotermia, protege contra infecções gastrointestinais e respiratórias, previne contra o desenvolvimento de alergias, entre um monte de outras coisas.

 

É obrigatório?

Tem mãe que não quer amamentar. E essa é uma escolha. Ela não é menos mãe ou ama menos seu filho por isso. A decisão deve ser respeitada. Tem mãe que não pode amamentar. Algumas doenças como HIV e hepatites acredita-se que podem ser transmitidas via aleitamento materno. Em outros casos, a mãe precisa tomar alguns medicamentos de uso contínuo que também podem ser passados para o leite, contraindicando a amamentação. Também existem casos de mães que fizeram plásticas no seio que danificaram os dutos lactíferos. Em outros raros casos, as mães querem, mas não conseguem amamentar. Lembrando que mães com bico invertido ou plano conseguem amamentar, podem ter mais dificuldade, mas querer pode ser poder.

E qual o segredo do sucesso? Paciência, em primeiro lugar. E pega correta, disputando o páreo. Amamentar requer tempo. Disposição. Quando a gente amamenta, a gente cansa. Sua. Emagrece. Parece que corremos a maratona. Principalmente durante a noite, o ato de amamentar libera melatonina (substância responsável por ajudar a regular nosso relógio biológico sobre dia e noite), o que dá um sono incontrolável. In-con-tro-lá-vel. Deve ser por isso que dizem que a amamentação substitui o sexo. Não substitui, mas dá um sono… Por isso que bebês e mães parecem desmaiados após a amamentação.

 

O segredo

Bom, amamentar requer tempo. Demora. O bebê novinho suga devagar. Às vezes, eles querem ficar no peito, independente da idade, em busca de proteção e aconchego. Outras, choram e esperneiam porque o leite desce devagar. Se ele está nervoso, basta amamentar para que se acalme – as batidas de ambos os corações tendem a se regularem iguais. Quando você amamenta, sinaliza para a criança que ela está segura, que aquele é um lugar seguro.

Sem contar que, como disse acima, amamentar requer energia. Eu ingiro muito mais calorias, acho que quase 800 calorias mais por dia (esse número varia entre mães e filhos) do que antes da gravidez. Na gravidez, creio que basta ingerir no máximo mais 400 calorias por dia. Você parece calma sentada por horas, mas cansa! Dá até calor. Como se estivéssemos, mesmo, nos exercitando na academia. Sem contar que temos que ficar alerta para não dormir enquanto amamentamos. Pode ser perigoso sufocar ou derrubar o bebê. Está caindo de sono? Amamente sentada no chão e com pouca almofada. Ou… peça para alguém ficar ao seu lado te acordando, rs (isso quando a pessoa ao lado não dorme e é você quem tem que acordá-la na madrugada!). Você está dormindo? O ajudante responde: “Não, apenas estou descansando os olhos”. Está bom, rs.

E o que é a tal da lendária “pega correta”? É o jeito que o bebê abocanha. Da maneira correta, não deve doer. No começo, assim que ele nasce, pode incomodar. Mas com o tempo você não sentirá nada – apenas o leite descendo podendo até dar pontada nos seios. O bebê deve abocanhar quase toda a parte debaixo da auréola ficando com uma boca parecida com de peixinho na parte de cima. Veja aqui. Com o maxilar, ele bombeia o leite (dentro da auréola há uma espécie de bombinha que ajuda a puxar o leite).

Parece mágica da natureza. Nosso corpo é incrível e mais ainda como o cérebro age. Você sabia que até mães que adotam podem conseguir amamentar? Colocando o bebê no seio e com os hormônios liberados pelo cérebro, ela pode começar a produzir leite. É impressionante.

 

Dicas

Abaixo seguem minhas dicas (uma compilação de instruções fornecidas por minha obstetra, pela pediatra, pela minha fisioterapeuta e proveniente de infinitas leituras). Prepare-se para a amamentação antes do bebê nascer. Deram certo para mim. De repente, podem te ajudar:

  • A partir da 37ª semana de gestação, tente com sua mão formar um bico no bico do seu seio;
  • Antes do bebê nascer, combine com a obstetra que você quer amamentar logo após parir se esse não for o procedimento do local;
  • Tome ao menos quatro litros de água por dia! Sem água, sem leite;
  • Tenha paciência;
  • Insista sempre;
  • Procure não se estressar;
  • Evite oferecer chupeta, ela pode confundir o bebê prejudicando a pega (e pequisas indicam que bebê que usa chupeta larga o seio mais cedo do que os que não usam);
  • Evite oferecer mamadeiras, elas também podem atrapalhar a pega e fazer o bebê largar antes o seio, já que você produzirá menos leite e o leite da mamadeira sai mais fácil. Se precisar, ofereça leite no copo ou na colher (sim, dá um trabalhão, o segredo é não deixar o bebê se esgoelar de fome);
  • Está sentindo que está com pouco leite? Está estressada? Deixe o bebê sugando no seu peito. O ato ajuda a estimular a volta da produção de leite;
  • Confie no bebê;
  • Use sutiãs adequados (inclusive na hora de dormir) ao tamanho do seu seio (isso também ajuda a manter o peito firme);
  • Conchas de proteção podem ajudar a dessensibilizar o bico do peito;
  • No primeiro dia após o parto e durante dois dias, massageie o seio com movimentos circulares de fora para perto do bico para evitar que empedre e a mastite. Também vale chacoalhá-los, rs;
  • O bico pode ser um lugar exposto a bactérias que causam infecções. Tome banho lavando da cabeça aos pés, cuidado em piscinas;
  • Rachou? Passe lanolina no primeiro dia, use concha e deixe o bico do seio exposto ao ar;
  • Sempre que possível, deixe o bico do seio secando ao ar livre;
  • Impeça que o bebê puxe ou empurre o seio;
  • Evite lavar o peito após amamentar. Lave apenas no banho, normalmente. Evite passar sabonete no bico;
  • Use roupas confortáveis;
  • Sente-se com a coluna ereta;
  • Posicione o bebê na altura do peito com o auxílio de travesseiros ou almofadas enquanto amamenta;
  • Procure sentar como “índia” para melhorar a circulação nas pernas;
  • Evite gritar enquanto amamenta. Imagine alguém gritando no seu ouvido enquanto você se alimenta;
  • Aceite e peça ajuda com os outros afazeres;
  • Se alimente bem, coma alimentos saudáveis;
  • O bebê não está ganhando peso? Saiba que nos primeiros minutos o leite que sai tem mais anticorpos e água, o leite mais gordo (com calorias) vem depois. Portanto, deixe ao menos o bebê 15 minutos seguidos em cada seio;
  • Está cansada da livre demanda? Ofereça um peito por pelo menos meia hora e mexa no pezinho do bebê para que ele não durma enquanto mama. Deixe ele com menos roupa para não dormir. Em seguida, troque a fralda do bebê para que ele acorde mais e coloque um pouco mais de roupa adequada ao clima. Ofereça o outro seio por pelo menos mais 15 minutos. Se ele dormir, aproveite para descansar após colocá-lo por 15 minutos “para arrotar”. Geralmente, neste esquema, os bebês acabam mamando entre duas e três horas de intervalo. Se ganhar peso, parabéns, continue assim.
  • Ofereça o último seio primeiro;
  • Curta cada precioso momento. As crianças mamam por pouco tempo. Passa rápido.

Se você quer muito amamentar e não está conseguindo, procure ajuda. Se você não quer, tudo bem. O importante é ser feliz!

Foto: Poline Lys.

Maternidade: cinco motivos para se sentir muito mamífera

peNunca me senti tão mamífera em minha vida. Lembro-me que, quando era adolescente, fiz um um vídeo engraçadinho com um colega de classe no Zoológico de São Paulo sobre o Reino Animal. No final, nos filmávamos mostrando que éramos parte da natureza, exemplo de uma espécie de mamíferos (pena que a professora ficou com a fita VHS, hunf). Mas esta vida vivida sobre o asfalto, desconectada da terra, pode levar os homo sapiens a se julgarem reis de um reino à parte. Síndrome do Pequeno Príncipe. Até vir a maternidade e, ufa, jogar todo esse concreto no ventilador!

Como eu tenho vivenciado, literalmente na pele, essa emoção, resolvi compartilha os cinco principais motivos que me fazem sentir extremamente mamífera. Se você é pai, seja paciente com a mãe (tenha ela parido ou adotado). Se você tem filhos, pode se identificar. Se você está grávida ou é “tentante”, veja o que te espera! Acima de tudo, saiba que é uma delícia lembrar que somos animais. Como se tivesse me conectando, novamente, com Gaia.

Lembrando que a ciência não é exata, ainda mais quando se trata de maternidade, vamos ao top five:

 

 5. Colinho

O bebê não chora à toa. Cada autor determina uma idade diferente para afirmar que a criança faz a famosa “manha”. Tem pesquisador que diz que é com dois anos, outros com cinco, sete ou mais! “O choro do bebê pode ser pelos principais motivos: fome, sono, calor, frio, cocô, xixi ou aconchego”, disse uma enfermeira carrancuda para nós, pais novos, no último dia em que estávamos na maternidade. Sim, a criança tem necessidade de colinho. No tempo das cavernas, se você deixasse seu bebê no chão, ele poderia morrer por inúmeros motivos. É no colo, principalmente da mãe, que ele se sente seguro. Quando o bebê começa a reconhecer seus cuidadores (a chorar no colo dos “estranhos”, o que é sinal da sua evolução cognitiva), chega até a buscar o olhar da mãe para checar se o colo do outro é seguro. Algumas pesquisas científicas, inclusive, mostram que crianças que ficam no sling (aquela “rede” de levar o bebê junto ao corpo) choram menos. Assim, eu me sinto uma macaca ou uma tamanduá. Sempre carregando minha cria comigo, seja pendurando a roupa no varal, guardando a louça ou comprando algo por aí.

 

4. Antissocial

Em algumas fases da maternidade, as mães se tornam antissociais. Por exemplo, nos primeiros quatro meses de gravidez é comum as futuras mamães não quererem sair de casa ou conversar com amigos (mesmo aquela que adorava passar madrugadas bebendo no boteco). As explicações são inúmeras. No começo da gravidez, a mulher sente muito sono. Além disso, é uma fase delicada: quando mais há aborto espontâneo e quando o que nós ingerimos ou doenças que pegamos podem prejudicar mais o desenvolvimento do embrião (este se torna feto lá pela pela décima semana, quando os principais órgãos estão formados). Após o nascimento, talvez pela exaustão em ter que amamentar a cada três horas e pela adaptação à nova vida com uma vida nova nos braços, as mães também costumam permanecer antissociais. Outra explicação pode ser porque a criança recém-nascida é muito vulnerável. A maioria das doenças que, para adultos sadios não fazem cócegas, em recém-nascidos pode ser fatal. Assim, a sábia natureza faz a mãe ficar quietinha se recuperando com a cria em casa.

 

3. Proximidade

Este é um comportamento que jamais imaginei que teria (o mesmo serve para o antissocial, rs): neura longe do bebê. Simplesmente, é quase insuportável ficar longe do bebezinho, pior ainda se ele só se alimenta mamando no peito. Parece que um pedaço seu está faltando. Um pedaço, aliás, que acabou de existir. É muito, mas muito estranho. Dá medo de acontecer alguma coisa conosco que nos impedirá de chegar a tempo para amamentar o bebê. E o bebê, pode ter certeza, ficará se esgoelando de fome. A vontade é de ficar grudadinha, corpo a corpo, o tempo inteiro com o bebê. Mais um comportamento de proteção da espécie da sábia mãe natureza.

 

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2. Amamentação

Este dispensa muita explicação, concorda? Quer fato mais maravilhoso e animal do que ver sua cria crescendo apenas se amamentando com o leite produzido pelo seu próprio corpo? Eu até suo amamentando. Fico exausta, mesmo permanecendo parada ao amamentar! Bom, tenho várias curiosidades sobre o assunto. Pesquisas recentes mostram que o corpo guarda no culote, tão detestado pelas próprias mulheres na nossa atual sociedade, nutrientes importantíssimos enviados para o bebê via leite materno. Será por isso que homens acham mulheres com culote mais atraentes? Afinal, beleza tem ligação com saúde e preservação da espécie… Outra curiosidade é que o leite materno tem substâncias como melatonina, em maior quantidade durante a noite. Ela é um hormônio que ajuda a regular o sono. Portanto, deixa o bebê com sono para a mamãe ter horas de descanso revigorante. Sobre questão mais física, sabia que o bico do peito tem uma espécie de “dispositivo”? Quando o seio não está muito cheio de leite, deixar o bico para cima e o sutiã bem preso, segurando o peito para cima, evita que o leite vaze. Pode reparar: o bebê coloca o bico para baixo e aperta a auréola como se estivesse bombeando o leite. Por isso, se a mãe está sentindo dor no peito ao amamentar, alguma coisa está errada. Com a famosa “pega” correta, sai mais leite.

 

 1. Gravidez

Outro estado de corpo e de alma livre de explicações. Eu me sentia uma canguru, carregando meu filhotinho dentro da bolsa. Como gosto de ler e mais ainda sobre fatos científicos… Imagine o tanto que pesquisei sobre o tema durante a minha condição gravídica. Desde a gravidez, o corpo guarda e dá para o bebê tudo o que há de melhor dentro de você. Portanto, você pode ter uma anemia se não se cuidar, porque aquele bichinho hospedeiro está sugando tudo o que há de melhor em seu corpo. Seu corpo – e mente – trabalha em função dele. Dizem que pode haver até mudanças físicas no cérebro da grávida! O que pode explicar o porquê de grávidas terem problemas de memórias de curto prazo e de concentração. Para compensar, acredita-se que grávida pode aprender mais rápido e ter melhor capacidade de resolver problemas. Como me disseram, se fôssemos répteis, seria mais prático. Botaríamos ovo e a cria se viraria comendo o que está dentro do ovo. Depois, sairia buscando seu alimento. Mas existe coisa mais bela do que se doar para o próximo e amá-lo como a si mesmo?

 

Obs.: Não coloquei referências bibliográficas porque leio muito artigo pelo celular e, infelizmente, acabo perdendo os links.

Seja bem-vinda, você que sempre esteve aqui

2014-10-07 13_42_50Lembro como se fosse ontem. Há seis meses, eu passava pela experiência mais transcendental da minha vida. Talvez, fosse a segunda dela, perdendo apenas para meu nascimento. Momento que, infelizmente, não lembro. Quando acordei sentindo uma cólica leve, sabia que, enfim, o momento estava próximo. Só não o quão próximo. Será que pressionar os pontos de acupuntura deu certo? Talvez. Conversar com você? Talvez, também.

Depois de descobrir que estava com um centímetro e meio (e meio, rs) de dilatação, fiz o que a fisioterapeuta recomendou: suba e desça escada. Caminhe. Atividades que ajudam a aumentar o começo da dilatação.

Não encontrei nada mais agradável e poético do que andar para ver uma exposição em um hospital a ser reestruturado, o Hospital Matarazzo. Eram os nossos momentos de renascimento – espero que o local, símbolo da cidade de São Paulo, tenha o destino de permanência. E, na Avenida Paulista, eu estava feliz. Mesmo me amparando nos troncos das árvores a cada contração ou naquele que dividiria comigo o momento mais incrível das nossas vidas.

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Inexplicavelmente, descobri que é possível dormir entre cada pico de contração durante o trabalho de parto – até atingirmos cinco centímetros de dilatação. Deve ser o corpo se preparando para renovar as energias naqueles poucos minutos ou segundos que temos. Uma preparação para conseguir descansar ou dormir entre mamadas a cada três horas? Pode ser. Devemos nos alimentar decentemente. Devemos ter calma. Eu estava em paz.

Quando nos entregamos ao instinto animal, nosso corpo e mente sabem como agir na hora ideal. Como disse o anestesista (nunca esquecerei da imagem que formei em minha mente, um misto de Monet com Vidas Secas): “Pense em uma ponte com um rio correndo sobre ela. Essa é a força da natureza. Deixe ela agir”. Além de bem-humorado, era um médico filósofo, rs.

Também nunca esquecerei do sorriso feliz da obstetra chegando de madrugada e me olhando com a cabeça de lado: “Como você está se sentindo?” “Morrendo”, reclamei. Na hora, o riso fechou e apareceu uma feição de investigação. Acho que eu precisava daquele ombro para desabafar e ter mais segurança. Ela saberia o que fazer.

E, quando ela chegou, eu me rendi à dor das contrações. Não resisti. Não relutei. Não desisti. Aliás, desistir era uma palavra que não existia no meu dicionário naquele momento. Sério, mesmo. No fundo, a gente sabe que não há volta. Então, ela nem passa em nossa mente. E quando me entreguei àquela dor que, para mim, parecia que seria partida ao meio, entrei em transe.

Não tinha noção de horário, não me importava aos sons que emitia (que pareciam de entusiasmo), nem pensava na dor de cada contração que estava por vir no curto intervalo de minuto (acho que as contrações, neste momento, vinham a cada menos de dois minutos). Simplesmente, me entreguei. Queria vomitar, segurava para não desmaiar. Desfalecia. Tudo em transe. Também nem pensava no que estava por vir.

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Após fazer força, muita força, com vontade de colocar para fora sabiamente a cada contração, ouvi o choro estridente. Naquele momento, fomos apresentadas na vida aérea. Você tinha acabado de chegar e eu não sabia o que fazer. Como agir. Falei o que havia programado: “Seja bem-vinda”. Era tudo novo. Eufórico. Estranho. Desconhecido.

Dei de mamar primeiro no peito esquerdo, como li que era a tradição, se não me engano, judaica. Porque, assim, você ouve mais de perto a batida do meu coração e tem uma referência de algo que já conhecia. Queria que se sentisse acolhida. Ajudá-la nessa passagem da água para o ar. Que fosse a mais harmônica possível. Nós só nos conhecíamos em sonho, em voz, em barriga.

Hoje, você tem seis meses de mundo externo. Seis meses de um cansaço que ainda não superei. Seis meses de choro. De risadas. De descobertas. De alegria. De dor. De felicidade. De exaustão. De nascimento e renascimento. Embora tenha apenas seis meses e eu 33 anos nesta Terra, parece que você sempre esteve conosco. Parece que sempre fez parte das nossas vidas. Com lágrimas nos olhos, repito: “Bem-vinda”.

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Sei que este blog é sobre meio ambiente e ciência, mas quer algo mais científico do que o milagre da vida?

Ter filho te deixará mais incompleta

maternidadeEu poderia estar dormindo, poderia estar comendo, poderia estar malhando, meditando, lendo, fazendo ioga, xixi. Mas, enquanto a bebê dorme, estou aqui para te alertar: ter filho te fará se sentir mais incompleta. Uma conversa que tive esta semana com a Maria Guimarães, bióloga-jornalista e uma das autoras do blog Ciência e Ideias, me fez refletir sobre esse sentimento. Na verdade, esta semana, eu iria escrever um post sobre cólicas em bebês e pesquisas sobre o assunto, mas deixo para uma próxima. Vou usar esta meia hora que tenho para avisar “azamigas”.

Não sei o porquê você resolveu ter filho. Não sei se eu escolhi parir para me sentir mais “completa”. Acho que os genes falaram mais alto: um brinde para a perpetuação da espécie. Há anos li um post da Paula Signorini, uma das autoras do blog Rastro de Carbono, que nunca esqueci (ATENÇÃO: NÃO ESTOU COLOCANDO REFERÊNCIAS DE LEITURAS E DE PESQUISAS NOS POTS ATUAIS PORQUE LEIO PELO CELULAR E ESCREVO PELO COMPUTADOR. PORTANTO, FAÇO AS ANÁLISES COM BASE EM ARTIGOS CIENTÍFICOS E OUTROS AUTORES, MAS SEM TEMPO PARA PROCURAR TUDO E COLOCAR AQUI). Nele, a Paula questiona a relação entre ter filhos e a degradação do planeta. Minha desculpa para ter é essa: criar uma pessoa para que ela ajude a formar um mundo mais harmonioso para vivermos. Que combata o aquecimento global como a mãe faz, hoje, trabalhando na Iniciativa Verde. Que tenha compaixão, respeito pelos outros seres e pela natureza. Que seja feliz procurando a felicidade dentro de si.

Quando estava grávida, amigas eram sinceras comigo. Diziam: “Quando ela nascer, você sentirá que um pedaço seu estará fora de você”. Até minha obstetra advertiu: “Eu digo que o cordão umbilical é cortado várias vezes durante a vida, se prepare para quando voltar a trabalhar”. Sempre fui uma pessoa independente dentro das condições de cada momento. Ou procurei ser. Nunca imaginei que seria uma mãe dedicada. Também me descobri mais paciente e tolerante às necessidades fisiológicas como o sono. Qualidades que eu tinha, mas não nesse tamanho. Por isso, quero aproveitar a me retratar com as demais mães que um dia critiquei – até por serem tão pacientes que se tornaram fastidiosas. Realmente, você só sabe como será como mãe quando nascer ou adotar um rebento (aliás, nascimento é uma forma de adoção).

E por que você se sente, então, mais incompleta? Desde o nascimento, aquele pedaço que um dia esteve, literalmente, dentro de você vai desenvolvendo autonomia. Ele deixa de se alimentar via placenta (aliás, sabia que a imunidade da grávida cai, um dos motivos, porque o bebê é um corpo estranho – tem genes do pai – e as células de defesa precisam tolerá-lo para que ele não seja abortado?) para se nutrir do leite produzido pelo teu corpo (outra curiosidade: parte da gordura e dos anticorpos que o bebê recebe são “retirados” do culote. Portanto, agradeça às gordurinhas localizadas pela saúde do teu filho). Depois, vai se descolando do seu seio para receber frutas e legumes.

“Os filhos são do mundo”, lembra o ditado. É verdade. Mas, cada vez que eles se “distanciam” do seu umbigo, mais você se sentirá incompleta. Aquele pedacinho originado por seu querido óvulo (que já estava pronto antes de você nascer, ou seja, você carregava o projeto de filho já quando vivia dentro da barriga da sua mãe), deve ganhar o mundo. Isso é ser saudável. Amém. Assim que deve ser. Então, querida mamãe, vou te dar um conselho: leve o mundo dentro de si.

Dê licença para a mãe

mao1Este ano, passei pelas experiências mais científicas e indescritíveis da minha vida: engravidei, pari (consegui normal, obrigada, Dra. Sandra, pela graça alcançada) e me tornei mãe. Foram nove meses – de janeiro até outubro – cuidando da pessoinha que crescia dentro do meu ventre, da nossa saúde e buscando garantir o sustento da cria. Agora, estou de licença-maternidade (neste exato momento, digito com uma mão e, com a outra, seguro a criança amamentando-a). Ok, tive que parar para trocar fralda, colocar para arrotar…

Li pilhas de livros e de sites sobre gravidez. Durante as leituras, tinha vontade de compartilhar várias informações aqui! Como, por exemplo, que os espermatozoides “de meninas” são mais lentos, demoram mais para chegar ao óvulo. Em compensação, duram mais tempo dentro do corpo da futura mãe. Portanto, se quiser ter uma filha, faça sexo antes de ovular (talvez, esse tenha sido o meu caso).

Pratiquei exercício físico quase todos os dias (no mínimo, caminhava quatro quilômetros diariamente), ioga para grávidas (o que também era praticamente um grupo de autoajuda e força na peruca), meditação e fui militar com a alimentação! Comi comida de verdade. Conclusão: engordei apenas nove quilos durante a gravidez (nem isso) e evitei andar como uma pata-choca. Também preveni o diabetes gestacional (tenso) e o sobrepeso (que gera bebês abaixo do peso). Até exercícios pontuais para facilitar o parto e pós-parto pratiquei. Experiências, no mínimo, cômicas. Segui a intuição, os especialistas e o que indicavam as pesquisas científicas. Foi um momento discovery da minha vida.

O parto foi o momento mais dolorido (é uma dor de parto, de partir, de separação), espetacular e inexplicável da minha vida. Senti muita dor. Tinha vontade de vomitar, perdia a força de me sustentar a cada contração (que durava mais de um minuto e vinha a cada dois), quase desmaiei. Após sete horas no hospital, nós dois éramos três. Inacreditavelmente, tinha um bebê parecido comigo nos meus braços. Aquele bebê com mais de três quilos, que não parava de chorar, saiu de dentro do mim. Oi? Como pode uma célula se tornar uma criança? Eu acredito em milagre. Será que toda a célula guarda a lembrança de ser alguém? Com certeza, sim.

Alguns fatos da “dieta” (puerpério) ninguém me contou antes de engravidar. Na gravidez, seu quadril “amolecerá” para o bebê passar – isso você deve saber. O cóccix, que está nessa região, pode ir para trás na hora do nascimento. O que pode causar muita, muita dor (antes e depois de parir). Sentar? Esquece. Durante o parto e dias depois, você vai sangrar – e muito. Terá contrações que ajudarão o útero a voltar ao tamanho de antes de engravidar (principalmente, enquanto estiver amamentando). Você dará de mamar a cada três horas contando a partir do início da mamada, faça dia ou noite. Ou seja, terá cerca de duas horas para comer, dormir, tomar banho… É normal por até cerca de um mês após o nascimento você ficar deprimida, chorando sem parar e sem causa aparente. Calma, não é a primeira, nem a última. Isso acontece porque os hormônios, antes elevados, despencam. Se a tristeza permanecer, é bom procurar auxílio médico.

Agora, estou vivendo mais ainda ser mamífera na pele. Antes, me sentia uma canguru. Hoje, uma macaca com o filho sempre dependurado. Haja quatro litros de água diariamente, água de coco, três copos de suco de laranja natural e vitaminas para amamentar. Ah, claro, e disposição para ficar quatro horas por dia com a cria mamando. Mas a amamentação é um dos meus momentos preferidos com ela. De maior cumplicidade. E de suor. Gente, como amamentar nos faz suar, afe. Neste bafão de verão, então, estamos um grude só (sacou?).

Apesar de toda essa verdade animalesca, e inclusive por essa sensação terrena e intangível, ter filho é uma viagem incrível. Como disse meu marido: “Todo mundo diz que ter filho é cansativo, mas não é um cansaço estressante. Sabe quando você tem que acordar cinco da manhã em uma viagem para pegar a van e fazer o passeio mais esperado? Quando está vivendo este momento, é o máximo”. “A mão que embala o berço governa o mundo”, disse Abraham Lincoln, um dos presidentes dos Estados Unidos. Espero ser a tutora de uma pessoa que ajude a tornar o mundo o que ele tem a vocação para ser: o paraíso na Terra.

Pronto: já plantei árvores, fiz um filho. Quem sabe, agora, vem um livro de minha autoria?

Obs.: Vou ficar um tempo sem postar novamente porque, nas horas vagas, mãe de bebê faz o quê? Aproveita para dormir! Então, desde já, quero desejar um maravilhoso 2015! Fui dormir!

 

Alimentar corretamente o bebê pode evitar doenças

Hoje é o Dia das Crianças! Parabéns para todas as crianças!
Seguindo o tema… De acordo com Raquel Rego, pediatra com especialização em nutrologia – obesidade infantil – da clínica Asinelli, os primeiros anos de vida do bebê são decisivos sobre a saúde que ele terá quando se tornar adulto. Doenças como a hipertensão arterial e a obesidade podem ter raízes na alimentação inadequada no início da vida.
O sal é um elemento central na questão. O primeiro ano de vida é o mais sensível à ação do sódio, parte principal na composição do sal. Antes de fazer seu primeiro aniversário, a criança ainda não está em plena condição de metabolizar essa substância, nem seu paladar está amadurecido o suficiente para sentir o sabor. “Invariavelmente, os pais que procedem assim fazem seus filhos ingerir muito mais sódio do que o recomendado. Esse é o primeiro passo para desenvolver problemas de pressão arterial no futuro”, explica a médica.
Estudos demonstraram que lactentes – bebês de zero a um ano de idade – que recebem o leite de vaca também podem apresentar hipernatremia – aumento de sódio no sangue. Isso ocorre devido ao aumento da carga metabólica imposta pela elevada concentração de solutos – sódio, potássio, cloro e proteína – sobre a função renal ainda imatura.
A especialista, parceira do nutrólogo Maximo Asinelli no tratamento da obesidade infanto-juvenil, diz que o leite de vaca ainda pode gerar sobrepeso devido a grande quantidade de gorduras, ainda mais quando misturado ao açúcar. O quadro pode piorar quando os bebês nascem prematuros ou com peso muito baixo do ideal, acarretando distúrbios metabólicos e crescimento desproporcional.
“A alimentação correta é imprescindível no início da vida. Nos seis primeiros meses, seu único alimento é o leite materno, nada mais. O problema é que muitos pais ignoram isso, acham que não é suficiente”, afirma a pediatra. A natureza é sábia, meus caros.