Blog Action Day 2009

Acabei de receber o email da organização do Blog Action Day!
Eles escolheram o tema desse ano! Adivinha?

Bora l√°? J√° cadastrei o Rastro de Carbono!

Porque livro bom é livro livre

Livro bom √© livro livre. A gente l√™, armazena a informa√ß√£o interessante para n√≥s, e passa pra frente. Algu√©m que n√£o pode comprar livros novos (porque s√£o caros) l√™ e armazena as mesmas informa√ß√Ķes que voc√™, ou outras, que lhe parecem mais interessantes e passa pra frente de novo. Considerando que voc√™ goste de livros de papel (e n√£o ebooks), bibliotecas p√ļblicas s√£o fant√°sticas exatamente porque √© poss√≠vel ler praticamente qualquer livro sem ter que compr√°-lo. Sebos s√£o sensacionais para achar aquela edi√ß√£o antiga daquele livro que ningu√©m publica mais. Trocar, reutilizar, compartilhar, dividir. T√£o legal e sustent√°vel num mundo de tanta compra.
Eu estava h√° tempos com os livros para serem reutilizados em uma caixa l√° em casa. Alguns amigos que foram me visitar nesse per√≠odo sa√≠ram com exemplares pra eles, mas ainda assim sobraram livros. A semana passada resolvi que deveria libert√°-los de uma vez por todas. S√£o livros legais, que eu li, gostei, mas dificilmente vou ler de novo – OK… tem uns que eu n√£o gostei… e esses eu n√£o vou ler de novo mesmo.
Pensei em levar a um sebo, tentar vender ou conseguir créditos para pegar outros livros no sebo mesmo, mas só de pensar em carregar aquele monte de livros para algum lugar (não tem nenhum sebo perto de casa então havia necessidade de uma certa logística), desisti.
Tentei anunciar no Twitter, num esquema “d√™ seu lance, n√£o precisa ser muito” mas n√£o consegui nenhuma resposta.
Tentei registrá-los no site Estante Virtual mas descobri que só pessoas com CNPJ podem vender [UPDATE] Рo Luiz Bento, nos comentários, diz que ele já cadastrou livros pra vender sem CNPJ, eu que não consegui/procurei direito [/UPDATE], embora qualquer um possa comprar Рe de fato é uma excelente alternativa. Já comprei livros através da Estante Virtual e fiquem bem feliz!
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Pensei tamb√©m em libert√°-los num esquema mais “libertat√≥rio” ainda, mas a verdade √© que ainda n√£o me acostumei bem com essa ideia e por isso fiquei meio triste e me achei extremamente “loser” “conservadora”. Um dia, quando eu for grande, vou tentar deixar um livro ao relento, sujeito a ventos, chuvas e trovoadas, coco de pombos e afins. (Embora de fato eu acredite que algu√©m vai achar e salvar o livro bem antes de qualquer um desses problemas de origem natural).
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Qual a solu√ß√£o? Doar para uma biblioteca p√ļblica me ocorreu, mas me lembrei da log√≠stica associada ao sebo e tamb√©m desisti. Tem uma escola p√ļblica DO LADO de casa, mas nenhum dos livros √© exatamente literatura infantil ou infanto-juvenil. Tem livros em ingl√™s, por exemplo, mas n√£o s√£o para iniciantes nos estudos da l√≠ngua estrangeira, ent√£o tamb√©m n√£o adiantaria levar pra escola de ingl√™s DO OUTRO LADO de casa.
Resolvi olhar o site Trocando Livros. Me pareceu uma alternativa interessante. Eu registro o livro, alguém escolhe, eu envio e pago a taxa de envio e ganho um ponto se for uma boa garota. O ponto serve pra eu escolher o livro que alguém registrou.
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Sexta feira (menos de uma semana antes de ter registrado os livros) ganhei meu primeiro ponto no Trocandolivros. Recebi o pedido, embrulhei o livro, paguei R$ 3,80 para enviá-lo ao Paraná e agora, com o meu ponto posso escolher qualquer livro Рque eu de fato desejo que esteja em um estado de conservação tão bom quanto estava o que eu mandei. Gostei. Gostei muito. Essa alternativa me serviu muito muito bem.
E aí? Aposto que tem livros pra você libertar na sua casa. Escolha seu método e liberte-o. Livro bom é livro livre!
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Alternativa para os livros de papel:
Dom√≠nio P√ļblico

Reflex√Ķes sobre o dia mundial sem carro

logodiamundialsemcarro.gifHoje é dia 22 de setembro. Desde a década de 1990, comemora-se nesse dia o Dia Mundial sem Carro

Mais do que o dia das pessoas deixaram (ou tentarem deixar) seus carros em casa, esse √© um dia de reflex√£o sobre a mobilidade urbana, sobre como contribuimos com a cidade onde vivemos. √Č o dia que deixamos (ou tentamos deixar) o universo particular do nosso carro e nos deixamos envolver pelo universo de pessoas, situa√ß√Ķes, coisas boas e problemas da cidade que geralmente passam despercebidos ou n√£o nos incomodam quando estamos parados no tr√Ęnsito, no aconchego do nosso autom√≥vel.

Vamos aos fatos… eu n√£o tenho n√ļmeros, mas posso apostar um bra√ßo que a quantidade de carros nas ruas da d√©cada de 1990 pra c√°, s√≥ aumentou. O que penso sobre isso? Mais do que “as pessoas n√£o est√£o refletindo o suficiente e est√£o comprando carros extras para fugir do rod√≠zio” penso que de l√° pra c√° poucas pol√≠ticas p√ļblicas que buscam melhorar a mobilidade em grandes centros urbanos foram postas em pr√°tica. Penso que deixar √ļnica e exclusivamente a responsabilidade sobre cada um, pessos f√≠sicas, funciona no come√ßo, mas n√£o vai funcionar para sempre. 

√Č hora de investimentos em transporte p√ļblico, ciclovia, carros eficazes para uso de energia renov√°vel. √Č hora de sobretaxarmos carros velhos e poluentes e n√£o fazer o que fazemos,  deixando o IPVA deles gr√°tis. √Č hora de investimentos em seguran√ßa para ciclistas, pedestres e outros meios de transporte alternativos. 

Mas… O que vi por a√≠ ontem e hoje foi isso: (a√≠ vai uma amostra)

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Triste n√©? Triste que as campanhas para Dia sem Carro, Hora do Planeta, ou qualquer outra iniciativa semelhante tenham se reduzido a campanhas chatas e sem prop√≥sito e, por consequ√™ncia sem ades√£o, at√© mesmo para pessoas inteligentes que sempre t√™m v√°rias opini√Ķes legais. 
Triste que n√£o acreditemos que campanhas como a do Dia Mundial sem Carro v√£o fazer prefeitos e governadores, vereadores e deputados refletirem sobre suas pr√≥prias a√ß√Ķes, ou mais, sobre pol√≠ticas p√ļblicas que fa√ßam as a√ß√Ķes pessoais serem melhores. 
Triste que, mesmo que os governos estejam se preparando para que as pessoas fa√ßam ades√£o √† campanha, a gente consiga reclamar que se houver aumento de tr√Ęnsito, vai ser culpa do governo, que aumentou os transportes p√ļblicos dispon√≠veis.
Ano passado eu postei sobre isso. Estava mais otimista, eu acho. Isso porque, pra mim, deixar o carro em casa n√£o √© mais um sacrif√≠cio faz tempo. Mas refleti sobre algumas coisas. Por exemplo: 
1) Acho que a responsabilidade por seu transporte de casa at√© o trabalho, durante o trabalho, e do trabalho at√© em casa √© da empresa e o que quer que seu carro tenha emitido nesse percurso √© responsabilidade dela, portanto, se voc√™ tirou seu carro da garagem hoje S√ď para trabalhar, est√° participando ativamente do Dia Mundial sem Carro.
2) Acho que as opini√Ķes p√ļblicas variam mais do que mar√©. Ora biocombust√≠veis s√£o a solu√ß√£o da energia no futuro, ora o petr√≥leo do pr√©-sal √© que √© sin√īnimo de poder. Ora estamos sendo ouvidos nas confer√™ncias internacionais sobre o clima por nossos exemplos, ora estamos planejando constru√ß√£o de termel√©tricas a carv√£o e carros movidos √† diesel. Por essas e outras que n√£o depositamos cr√©dito nenhum em campanhas de cunho ambiental e ainda chamamos quem levanta a bandeira de xiitas ecochatos.
Nesse momento de reflex√£o, hoje, estou um pouco c√©tica, talvez menos do que eu estava na Campanha da Hora do Planeta, mas ainda assim, c√©tica. Acho que c√° como l√°, falta educa√ß√£o ambiental de qualidade. 
C√° menos que l√°, admito. Tem uma por√ß√£o de coisas sendo feitas por a√≠ hoje. No site Catraca livre, por exemplo, algumas op√ß√Ķes. No site Nossa S√£o Paulo, mais umas tantas, que come√ßaram dia 17 de setembro e v√£o at√© dia 24, quinta-feira pr√≥xima. E a√≠? Voc√™ vai aderir √† campanha hoje? Vai refletir sobre isso?

Troco toalhas por √°rvores

O que voc√™ acha de uma campanha que busca plantar 1 bilh√£o de √°rvores por ano? √Č loucura? √Č imposs√≠vel? N√£o tem lugar? Nem dinheiro? N√£o tem apoio, investimento, vontade pol√≠tica, volut√°rios? Pois bem… A Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas, atrav√©s do PNUMA (Programa das Na√ß√Ķes Unidas para o Meio Ambiente) lan√ßou a iniciativa mas o objetivo deles n√£o √© mais plantar um bilh√£o de √°rvores… √© plantar SETE bilh√Ķes de √°rvores!

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Como? Encorajando crian√ßas, jovens, adultos, idosos, comunidades, cidades, empresas, ind√ļstrias, sociedade civil e governos a assumirem o compromisso de plantar quantas √°rvores conseguirem. Pode ser uma? Pode! As pessoas e institui√ß√Ķes p√ļblicas ou privadas assinantes devem buscar um ambiente a ser reflorestado e estudar esp√©cies nativas daquele ambiente. Tamb√©m se responsabilizam por sair em busca de recursos para colocar a a√ß√£o em pr√°tica! Como faz pra participar? Basta preencher esse formul√°rio de comprometimento e atualizar as informa√ß√Ķes constantemente para o PNUMA monitorar o plantio e o crescimento das √°rvores!

A id√©ia √© da Professora Wangari Maathai, queniana, bi√≥loga, Pr√™mio Nobel da Paz em 2004 e fundadora do Movimento Cintur√£o Verde. A funda√ß√£o da Professora Maathai j√° plantou mais de 30 milh√Ķes de √°rvores em 12 pa√≠ses africanos desde 1977 e agora serve de exemplo para o plantio de 7 bilh√Ķes de √°rvores no mundo todo.

Tem iniciativa acontecendo no Brasil? Tem! A Accor Hospitality, sob as marcas Sofitel, Pullman, Novotel, Mercure, Suitehotel, Ibis, all seasons, Etap Hotel, Formule 1 e Motel 6 contribuir√° para o plantio de 3 milh√Ķes de √°rvores em sete diferentes regi√Ķes florestais do mundo e uma delas √© o Brasil, na regi√£o da Bacia do S√£o Francisco, atrav√©s da Nordesta Reflorestamento e Educa√ß√£o! Outros locais contemplados s√£o o sudoeste da Fran√ßa, com o Programa Forestavenir da Forestour no Senegal, na zona de Le Niayes, na Tail√Ęndia, atrav√©s do Plant a Tree Today (PATT).

Em Minas Gerais, na região próxima ao Parque Nacional da Serra da Canastra, na cidade de Vargem Bonita, por exemplo, o trabalho da Nordesta já começou. Já foram plantadas mais de 3.000 árvores em propriedades como a da Pousada da Limeira, antigamente área de mineração intensa. Até o final desse ano, serão 90.000 árvores. O plantio deve acontecer em dezembro e janeiro, época de chuva, quando a terra está apta para receber as mudas. Atualmente, as mudas habitam o viveiro da Universidade Federal de Lavras.

Mas, de onde a Accor está tirando os investimentos para esse projeto? Essa é a parte mais legal e que dá nome a esse post. Os clientes dos hotéis são convidados a não disporem suas toalhas para lavar todos os dias (como já acontecem em vários lugares) e assumem eles próprios o compromisso da ação. A cada cinco toalhas não lavadas, 50% do dinheiro economizado vai para o plantio das árvores lá, do ladinho de uma das nascentes do Velho Chico. O Plant for the Planet fica inserido dentro do Programa Earth Guest que a Accor desenvolve desde 2006, buscando a preservação dos recursos naturais da Terra.

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A Accor me convidou para ver o local onde as √°rvores ser√£o plantadas e para conhecer um pouco mais da Serra da Canastra e da nascente do S√£o Francisco. A viagem foi espetacular, as pessoas, ainda mais. Espero poder voltar l√° em dezembro para ajudar no plantio.

Rastro de Carbono ganha prêmio de divulgação científica

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Ontem foi divulgada a lista dos ganhadores do Pr√™mio ABC para blogs cient√≠ficos. O Rastro de Carbono ficou em primeiro lugar na categoria “Ambiente e Ci√™ncias da Terra”. O an√ļncio foi feito pelo Professor Osame Kinouchi em seu blog, o Sem Ci√™ncia.

O Prêmio ABC é idealizado pelo Laboratório de Divulgação Científica da USP Ribeirão Preto. Os concorrentes aos prêmios pertencem ao Anel de Blogs Científicos e os votos são abertos somente para a própria comunidade.

O Anel de Blogs Científicos é composto por blogs de excelente qualidade, mantidos por pessoas incríveis, com conhecimento profundo sobre o que escrevem. Ficar em primeiro lugar em uma lista de blogs tão bons com eleitores tão críticos me deixa extremamente feliz.

A premiação ocorrerá no próximo final de semana, no II Ewclipo РEncontro de Weblogs Científicos em Língua Portuguesa.

As categorias e ganhadores s√£o:

Ambiente e Ciências da Terra
1) Rastro de Carbono (BR) – 26 votos
2) Geófagos (BR) Р16 votos
3) Ecodesenvolvimento (BR) – 13 votos

Ciência Geral, Política Científica e Tecnologia
1) 100nexos (BR) – 20 votos
2) 42 (BR) – 14 votos
3) SemCiência (BR) e Xis-Xis (BR) Р11 votos

Ciências da Vida
1) Brontossauros em Meu Jardim (BR) – 23 votos
2) Rainha Vermelha (BR) – 16 votos
3) RNA Mensageiro (BR) – 12 votos

Química, Física e Astronomia , Matemática e Computação
1) Chi Vó Non Pó (BR) Р21 votos

2) Ars Physica (BR) – 12 votos
3) Big Bang Blog (BR), F√≠sica na Veia (BR), Desafios Matem√°ticos (PT) e [UPDATE] Caf√© com Ci√™ncia (BR) [/UPDATE] – 6 votos

Ciências Sociais e Humanidades , Educação e Blogs Didáticos
1) Chapéu, Chicote e Carbono-14 (BR) Р22 votos

2) Tubo de Ensaios (BR) – 10 votos
3) Vídeos para o Ensino da Física e da Química (PT) Р7 votos

Mente e C√©rebro, Sa√ļde e Medicina
1) Ecce Medicus (BR) – 22 votos
2) A Neurocientista de Plant√£o (BR) – 17 votos
3) Blog da Revista Mente e Cérebro (BR) e Bala Mágica (BR) Р10 votos

UFA! Espero não ter me esquecido de linkar ninguém! Parabéns a todos!

Destino: Porto de Galinhas

Eu vou pra Maracangalha eu vou 
Eu vou de uniforme branco eu vou 
Eu vou de chap√©u de palha eu vou 
Eu vou convidar An√°lia eu vou

Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só
Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só
Eu vou só sem Anália
Mas eu vou

Maracangalha – Dorival Caymmi

Pois √©… n√£o √© exatamente para Maracangalha que o Carlos Hotta vai. √Č para Porto de Galinhas, convidado pelo pessoal do Porto cai na rede. A a√ß√£o – na minha opini√£o, uma das poucas na blogosfera que eu achei inteligente de fato – pretende promover Porto de Galinhas como destino tur√≠stico. O projeto √© uma parceria da Secretaria de Turismo de Ipojuca, a Associa√ß√£o de Hot√©is de Porto e Galinhas, a EMPETUR e a SETUR/PE. 

Simples e eficiente. Depois da a√ß√£o, vai ser colocar no buscador “porto de galinhas” que qualquer cidad√£o vai dar de cara com pelo menos 45 man√©s posts falando sobre as belezas do lugar, dicas, passeios interessantes, compras, comida, etc, etc, etc.

A An√°lia aqui que vos fala vai. Claro. TOTALMENTE penetra. O Carlos podia levar um acompanhante e, por alguma conjun√ß√£o dos astros que n√£o posso explicar, ele me escolheu! Vou ter que comer alface, fazer reciclagem, tomar banho gelado e andar a p√© o resto do ano para compensar a emiss√£o de carbono dessa viagem? Fato (mas n√£o vai adiantar nada porque eu j√° fa√ßo essas coisas – aparte do banho gelado – merda. Mas √© Porto de Galinhas. De gra√ßa. Com mergulho, paintball, passeio de jangada… Entende o dilema?

Dizem por a√≠ que vai ter mais gente. Mas quem se importa? Repito. √Č Porto de Galinhas.

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Do site IMDb. , o que eu imagino que seja o comportamento estranho dos pro-bloggers ao tomar “sol”- “Mas, tem Wi-fi?” – pena que nenhum deles deve se parecer com o Bill Compton. .

A ação pretende, claro, que cada blogueiro dê sua opinião acerca do assunto que domina escreve. Supostamente, eu não teria que me preocupar com isso, mas, quem disse que eu resisto? Vou dar meus pitacos como bióloga e eco-consciente, CLARO.

Antes da viagem, tudo o que eu e os outros viajantes precisarão saber é como ser um viajante consciente. Para isso, sugiro a todos a leitura atenta desse guia, que está lá no blog dos amigos Viajantes Conscientes que, por um motivo bem pequeninho, fofinho e que deve estar pintando na área por esses dias, não vai poder comparecer, nem pelo sorteio (Ah, sim! Tem mais cinco vagas na história).

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Do blog Porto Cai na Rede. “Valorize o artesanato produzido por pessoas da comunidade local” √© uma das dicas para ser um viajante consciente.

Vou mandar notícias de lá. Porto de Galinhas deve ser um destino excelente para quem deseja conhecer um local preocupado com turismo de qualidade, sem deixar de lado o cuidado com o meio ambiente e as beleza naturais do lugar. Observarei e contarei. Ao que tudo indica, recomendarei.

Esse domingo √© dia de…

Fórmula 1!

Não, esse não é assunto desse blog, mas não dá pra deixar de comentar a não largada do Rubens Barrichello. Muito menos ainda comentar o pódio de Giancarlo Fisichella em sua super Force India.

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Créditos: Site oficial da F1.

Projeto Ciclo Faixa!
A Prefeitura de S√£o Paulo em parceria com a CET, inauguraram nesse domingo a Ciclo Faixa. Diferentemente da ciclo via, que √© uma faixa reservada para o tr√Ęnsito de bicicletas todos os dias da semana, a ciclo faixa √© uma via para lazer, reservada apenas em per√≠odos determinados. Em S√£o Paulo, a ciclo faixa ter√° 5 Km, ligando os Parques do Ibirapuera e do Povo e funcionar√° apenas aos domingos, das 7 da manh√£ ao meio-dia. 
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A ciclo faixa ainda √© um projeto piloto, e funciona num hor√°rio bastante restrito – ainda mais aos domingos, que as pessoas costumam acordar mais tarde -, mas tem grande potencial para se tornar um projeto permanente e, porque n√£o, mais extenso (em quilometragens e em tempo para uso). 
Alguns relatos mostram que o projeto ainda precisa ser aperfei√ßoado – hoje, h√° locais onde os ciclistas tem que descer da bicicleta para continuar o percurso e outros onde √© necess√°rio andar pela cal√ßada. Eu por aqui, sem bicicleta por aqui, tor√ßo para que n√£o hajam abusos dos motoristas (que s√£o pra l√° de conhecidos e denunciados pelos ciclitas), nem abusos dos ciclitas (que j√° se mostraram para mim desrespeitosos tanto para pedestres quanto para motoristas). – Claro, “motoristas” e “ciclistas” nessa frase, n√£o devem ser entendidos como generaliza√ß√Ķes, obviamente os motoristas desrespeitosos e os ciclitas mal educados s√£o seres n√£o queridos por suas “classes”.
Marina Silva no PV!
Hoje Marina Silva formalizou oficialmente sua filiação ao Partido Verde, após uma vida no Partido dos Trabalhadores
A senadora pelo PT-AC, Marina Silva, assim como muitos brasileiros, mostrava-se h√° muito tempo descontente com a atua√ß√£o do PT nas quest√Ķes ambientais. J√° no ano passado, Marina Silva pediu demiss√£o do cargo de Ministra do Meio Ambiente por causa das press√Ķes sofridas por conta do PAC e os licenciamentos ambientais associados √†s obras. 
Marina Silva com a Executiva do PV, no dia 25 de agosto de 2009.
Pelo menos na lista de discuss√£o dos Sciblings, Marina Silva como pr√© candidata √† presid√™ncia em 2010 j√° rendeu dezenas de e-mails, seja por conta de sua filia√ß√£o ao PV, seja por conta de sua cren√ßa religiosa. 
Do meu lado, espero ver as cartas na mesa e as propostas de todos os candidatos antes de tomar uma posi√ß√£o e, embora seja f√£ da hist√≥ria de vida e luta de Marina Silva, ainda acredito muito pouco que ela tenha apoio suficiente na c√Ęmara e no senado para governar como presidente – o que dificultaria nossa vida de brasileiros (ainda mais) por pelo menos quatro anos.
Exploração pré-sal!
Hoje tamb√©m esteve no palco das decis√Ķes o an√ļncio das novas regras para a distribui√ß√£o das rendas da explora√ß√£o do petr√≥leo e g√°s natural no pr√© sal. 
A exploração de petróleo e gás natural nessa região, localizada nos litorais de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo deve tomar ainda mais corpo pois parece ir na contra-mão das novas estratégias de produção de energia no mundo, que, até a COP-15, em Copenhagen e após essa reunião que deve definir o futuro do protocolo de Kyoto devem fazer os países optarem ainda mais por energias limpas e renováveis.
Ainda do ponto de vista ambiental, a explora√ß√£o do pr√©-sal dever√° emitir cinco vezes mais g√°s carb√īnico do que  os campos de extra√ß√£o normais, segundo o Ministro Carlos Minc.
Saiba mais:
Ciclo faixa
Marina Silva
Pré sal

Vídeo fantástico: Aquário de Okinawa

Pra mim, uma das coisas mais legais de se viajar, é visitar museus de história natural, zoológicos e, é claro, aquários. Se bem tratados, se os ambientes estiverem enriquecidos com brinquedos e brincadeiras (como caça a comidas, por exemplo), os animais ficam muito mais felizes e obviamente evitam bastante o estresse que pode ser viver em cativeiro.

Uma das principais tarefas dos zoológicos e aquários é proporcionar aos animais a melhor vida que se possa ter e mais parecida com o que possa ser viver ao natural (óbvio que nunca vai ser igual ao da vida no ambiente natural, mas tem que ser muito próximo da realidade).

A outra função primordial desses locais é proporcionar aos visitantes um espaço de educação não formal especial, no qual se é convidado a aprender mais sobre os seres vivos e, no caso dos museus, dos não-vivos (como rochas e peças que fazem parte de uma cultura) e dos que já foram vivos, mas que podem já estar extintos. Com isso, os visitantes podem se abrir a conceitos mais amplos como de conservação e preservação do meio ambiente, respeito à vida e às sutilezas e maravilhas das diferenças entre os seres da mesma espécie e das imensas diferenças existentes entre organimos de espécies diferentes, todas dividindo nossa imensa bola azul.

Sabendo disso, recebi da Paula um v√≠deo do aqu√°rio de Okinawa que achei fant√°stico! E claro, agora vou ter que visitar o Jap√£o e vou ter que ver esse aqu√°rio com os meus pr√≥prios olhos. Sonhar  n√£o custa nada e √© o primeiro passo para uma realiza√ß√£o, ent√£o vou sonhando assistindo a esse v√≠deo. A√≠ vai (notem os tubar√Ķes baleia e as raias, que fazem um show particular – e comparem o tamanho do aqu√°rio e dos animais com o dos mergulhadores no canto inferior esquerdo):

Todos os créditos para Jon Rawlinson

Não é fantástico?

Vermicomposteira e a reciclagem de org√Ęnicos

Grande parte dos res√≠duos dom√©sticos s√£o materiais de embalagens, que podem ser recolhidos pela coleta seletiva. Outra parte dos res√≠duos √© org√Ęnico, ou seja, s√£o restos de comidas, frutas e folhas que geralmente v√£o para o lixo de n√£o recicl√°veis.

Uma pena, pois esse lixo org√Ęnico todo √© material rico em nutrientes que podem servir para adubar plantas. Para n√£o queimar as ra√≠zes das plantas, n√£o atrair insetos ou produzir cheiros, os res√≠duos de alimentos devem passar antes por um processo de compostagem.

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Créditos: Flickr Mr. Bsod

Há algum tempo, construi uma vermicomposteira que fica na varanda do apartamento. Os materiais necessários para a construção são extremamente simples e fáceis de se encontrar. Tanto os materiais quanto o modo de fazer, foram descritos antes, neste post.

Existem vermicomposteiras prontas para se vender, que j√° vem, inclusive com as minhocas, pelo correio. √Č o caso das minhocasas. Mas, se voc√™, como eu, prefere construir com as pr√≥prias m√£os ou n√£o tem recursos suficientes para comprar uma pronta, fica a dica do post sobre vermicompostagem.

√Č importante tomar algumas dicas:

– A minhocasa comercial tem, na √ļltima caixa, (a que n√£o tem furos), uma torneira. A torneira n√£o √© necess√°ria – o que √© necess√°rio √© explicar a fun√ß√£o dessa √ļltima caixa. Ela serve como dep√≥sito de xorume, um l√≠quido extremamente nutritivo que √© liberando pelos alimentos no processo de decomposi√ß√£o. O xorume deve ser recolhido nessa caixa a parte para regular a umidade dentro da vermicomposteira. O excesso de √°gua no solo das minhocas e torna o ambiente desagrad√°vel a elas. A torneirinha da minhocasa comercial serve para ajudar a retirar o xorume, mas ela √© dispens√°vel se voc√™ n√£o se importar em colher o xorume de outra maneira, com a ajuda de copos ou virando a caixa e recolhendo o xorume em outro recipiente. O que eu costumo fazer √© recolher o xorume em um recipinte com um spray e aplicar nas plantas que cultivo na varanda, como nos meus tomates (nas folhas e no solo).

– Depois de construir a estrutura da vermicomposteira, √© hora de colocar as minhocas! Claro, as minhocas n√£o podem ficar sozinhas na caixa – minhocas n√£o vivem em caixas, afinal. Vivem no solo. Portanto √© extremamente necess√°rio colocar antes das minhocas um substrato, onde as minhocas v√£o viver. Melhor dos mundos √© colocar o pr√≥prio substrato onde as minhocas j√° viviam antes. Outra possibilidade √© colocar h√ļmus de minhoca, comprada em algum lugar (foi o que eu fiz) e outra possibilidade ainda √© colocar solo que voc√™ mesmo pode coletar, mas √© importante que ele n√£o seja muito pobre em nutrientes, sen√£o as minhocas v√£o sofrer.

– Antes de colocar qualquer res√≠duo para a reciclagem, as minhocas v√£o precisar de umas duas semanas para se acostumarem com a nova casa. Esse tempo tamb√©m √© interessante para equilibrar o ambiente dentro das caixas. √Č o tempo que todo um conjunto de organismos associados √†s minhocas, bact√©rias por exemplo, precisam para crescer e se multiplicar. Esses outros organismos, assim como as minhocas, s√£o essenciais para a decomposi√ß√£o dos alimentos, e para a velocidade da decomposi√ß√£o deles tamb√©m (quanto mais r√°pido, melhor – a demora em decompor pode emitir cheiro e n√£o vai ser bom…). √Č nesse per√≠odo tamb√©m que voc√™ vai precisar estar bastante atento a umidade dentro da caixa e colocar mais √°gua se o substrato estiver muito seco e colocar folhas secas, papel picado ou serragem caso o substrato estiver muito molhado.

РMinhocas, organismos associados e substrato equilibrado, pode-se começar a colocar os resíduos. Os resíduos devem ser enterrados no substrato, aumentando a possibilidade de contato deles com um ambiente agradável para as minhocas. Reserve um lado da caixa para não colocar resíduo nenhum, para as minhocas retornarem para o ambiente a qual já estão acostumadas, caso seja necessário. Prefira colocar os alimentos picados, pois isso facilita a decomposição e aumenta a velocidade do processo (e evita cheiros).

– Teoricamente, qualquer alimento pode ser colocado na vermicomposteira. Eu, particularmente, optei por fazer algumas restri√ß√Ķes. Por exemplo:

  • Evito colocar frutas c√≠tricas em excesso. Isso torna o substrato muito √°cido, e como n√£o quero adicionar nada para neutralizar a acidez, prefiro contralar n√£o colocando c√≠tricos.
  • N√£o gosto de colocar restos de alimentos que tenham muita gordura, como alimentos que foram fritos ou cozidos com muito √≥leo ou manteiga e gordura animal.
  • Tamb√©m n√£o coloco carnes. Elas s√£o de dif√≠cil decomposi√ß√£o e produzem muito cheiro.
  • Alguns outros vegetais produzem cheiros com os quais eu n√£o me incomodo, mas podem ser inc√īmodos para algumas pessoas, como br√≥colis, repolho e couve-flor.
  • N√£o tive uma experi√™ncia muito boa colocando p√£es… eles acabaram fungando e as minhocas se recusaram a com√™-los. Tive que tirar com a m√£o (usando luvas sempre, claro!)
  • Sementes n√£o s√£o uma boa ideia tamb√©m. Elas adoram o ambiente cheio de nutrientes e germinam. Como n√£o tem luz na caixa, germinam brancas (estioladas √© a palavra). Elas germinam e obviamente come√ßam a absorver nutrientes do substrato, o que n√£o √© uma boa ideia se voc√™ quer us√°-lo como fertilizante para as plantas depois.

E voc√™s? Tem alguma dica ou tiveram alguma experi√™ncia interessante? Gostaria de fazer uma vermicomposteira tamb√©m e tem alguma d√ļvida?

Copenhagen: desafios para um novo protocolo de emiss√Ķes

O Protocolo de Kyoto tinha data para come√ßar e tem data para acabar. Baseado em dados de emiss√£o de gases do efeito estufa da d√©cada de 1990, o protocolo nem de longe √© o melhor que os pa√≠ses podem fazer para diminuir a concentra√ß√£o de gases do efeito estufa presente na atmosfera al√©m do que, j√° est√° pelo menos 20 anos defasado (leia mais sobre o protocolo de Kyoto aqui). Como o protocolo tem data para expirar (2012) √© natural que os pa√≠ses signat√°rios estejam se preocupando com os termos do seu substituto. 

A COP-15, que acontece no final desse ano em Copenhagen, deve ser crucial para as negocia√ß√Ķes acerca de novos termos e deve ser capaz de definir par√Ęmetros e novas estrat√©gias para a confec√ß√£o de um novo documento. Ser√° que os pa√≠ses signat√°rios v√£o conseguir chegar a um consenso? Ser√° que os pa√≠ses desenvolvidos v√£o conseguir reduzir suas emiss√Ķes? E, mais importante, ser√° que os pa√≠ses ditos emergentes, como Brasil, √ćndia e China v√£o concordar em ter metas de redu√ß√£o?

Em busca de respostas, a Universidade de S√£o Paulo, representada pelo Instituto de Estudos Avan√ßados, promoveu nessa ter√ßa-feira uma confer√™ncia com o ministro da Energia e das Mudan√ßas Clim√°ticas do Reino Unido, Ed Miliband. Antes da apresenta√ß√£o do ministro, professores da universidade e importantes nomes dos estudos das mudan√ßas clim√°ticas no Brasil tiveram tempo para expor suas opini√Ķes. Entre eles, o Prof. Dr. Jos√© Goldemberg, o Prof. Dr. Jacques Marcovitch e o Dr. Luiz Fernando Furlan. 

A questão energética

Goldemberg, como sempre e dentro de sua especialidade, discutiu um pouco sobre a quest√£o energ√©tica. Entre outras coisas, lembrou os ouvintes de que √© necess√°rio pensar que a energia trouxe bem estar e um n√≠vel de vida sem precedentes na hist√≥ria, mas que isso n√£o significa que ela n√£o deva ser modernizada. 

Como medidas para os pa√≠ses desenvolvidos, citou investimentos na melhoria da efici√™ncia energ√©tica e no desenvolvimento em tecnologia para fontes de energia limpas e renov√°veis. J√° para os pa√≠ses em desenvolvimento, √© preciso uma pol√≠tica p√ļblica eficiente, que possibilite o desenvolvimento social, tecnol√≥gico e econ√īmico de modo a garantir a conserva√ß√£o do meio ambiente – come√ßando certo, e n√£o tendo que mudar tudo como est√° acontecendo com os pa√≠ses desenvolvidos. Para o Brasil, redu√ß√£o do desmatamento da Amaz√īnia, reflorestamento e uso de energias renov√°veis.

Para fechar com chave de ouro, Goldemberg assinala que devemos parar de agir com baixo-estima e s√≠ndrome de coitados e assumir responsabilidade pelas mudan√ßas clim√°ticas – afirma√ß√£o com a qual eu concordo em g√™nero, n√ļmero e grau.

A economia dos empres√°rios

Furlan, como representante dos empres√°rios, discutiu um pouco sobre o investimentos em desenvolvimento limpo e em produtos mais ecol√≥gicos. Sem deixar de lado o desenvolvimento economico, frisou que o consumidor deve estar preparado para assumir parte dos custos desse investimento. Pagar mais caro por produtos mais limpos ou assumir responsabilidade pessoal sobre o desmatamento da Amaz√īnia foram alguns dos exemplos citados.

Em resumo, para os empres√°rios, os produtos ou servi√ßos “verdes” tem que ser economicamente vantajosos para a ind√ļstria e para isso, as pessoas devem estar dispostas a colaborar.

Nesse sentido, o Prof. Marcovitch ressaltou que apenas 10% dos empres√°rios est√£o dispostos a investir em solu√ß√Ķes criativas para as mudan√ßas clim√°ticas. Por√©m, mesmo que atrasados, os outros 90% tendem a seguir as a√ß√Ķes dos 10% criativos.

O ministro brit√Ęnico

A palestra de Ed Miliband foi excepcional no sentido de que trouxe para discuss√Ķes os pensamentos e as d√ļvidas que todos temos em rela√ß√£o as mudan√ßas clim√°ticas, ao nosso estilo de vida e desafios pessoais que devemos ter. Citou que pessoas de diferentes pa√≠ses e culturas, com diferentes estilos de vida devem que estar unidos para desafiar as consequ√™ncias das mudan√ßas clim√°ticas. Citou que, mesmo com responsabilidades diferentes, todos devem estar conscientes de que a mudan√ßa depende de todos. 

Todo mundo deve se perguntar que tipo de vida quer levar, que tipo de economia quer ter daqui pra frente, sabendo que, dependendo da resposta, o custo pode ser nossa sobrevivência. Nesse sentido, mudanças estão ocorrendo e oportunidades estão surgindo.

V√°rios setores devem estar unidos para que cheguemos a uma situa√ß√£o favor√°vel. Como projetamos nossas cidades, nossas casas, como pensamos em mobilidade, investimos em transporte p√ļblico, tudo deve estar conectado. Por isso, a Inglaterra acaba de lan√ßar um plano de transi√ß√£o para uma pol√≠tica e economia de baixo carbono. O “The UK Low Carbon Transition Plan” pode ser downloadeado e lido aqui.

Uma das teclas na qual se insiste em bater faz refer√™ncia a uma anota√ß√£o feita no Protocolo de Kyoto e da qual o Brasil tem imensa participa√ß√£o durante as negocia√ß√Ķes l√° entre 1994 e 1997 – as responsabilidades comuns, por√©m diferenciadas. Quer dizer que, os pa√≠ses desenvolvidos s√£o os principais respons√°veis pela concentra√ß√£o atual de gases do efeito estufa na atmosfera e tem que ter maior participa√ß√£o na divis√£o do “bolo” das medidas anti-emiss√Ķes. Sobre esse assunto, Ed Miliband ressaltou que, em menos de 20 anos, a maior parte das emiss√Ķes de gases do efeito estufa devem estar vindo de pa√≠ses em desenvolvimento. Isso chama para a discuss√£o a posi√ß√£o de pa√≠ses emergentes durante a COP-15.

Para terminar Ed Miliband ressalta que a falta de liderança dos políticos não deve ser desculpa para uma falta de atitude e liderança entre as pessoas e que os jovens, que vão sentir por mais tempo as consequências das mudanças climáticas, devem estar ainda mais esperançosos com nossas possibilidades de mudanças.

Ed Miliband tamb√©m falou um pouco sobre quest√Ķes mais espec√≠ficas do Brasil, como os biocombust√≠veis e a rela√ß√£o do mercado consumidor com as novas diretrizes de baixo carbono. Mais sobre esses temas no www.twitter.com/paulabio.