Aldeia Sustentável Рcontribuição tardia

Mesmo atrasado para a iniciativa (que ia de 1¬į a 7 deste m√™s) da Aldeia Sustent√°vel, idealizado pelas lablogueiras Paula e Cl√°udia, vou mostrar o que eu fiz.

Enquanto os legumes cozinham, eu uso uma chaleira como tampa, o que aquece água que eu talvez precisse para o feijão (não sou de medir quantidades enquanto cozinho, apenas vou colocando ingredientes e depois fico prestando atenção).
Aumento a eficiência na minha cozinha enquanto economizo gás.
(Próximo passo é uma unidade de condensação, onde capturarei até 90% do vapor saindo das panelas para produzir mais água para cozinhar mais coisas.)
Eu nem ia participar por simplesmente não saber o que fazer, mas aí está.
E nem precisei pensar a respeito, apenas lembrar de bater um retrato.

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Nós aqui do Lablogatórios estamos comemorando (forma de falar) os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Trinta artigos, criados pela ONU com a melhor das inten√ß√Ķes (parece que vou criticar, mas √© s√≥ apar√™ncia) para fazer do mundo um lugar mais confort√°vel.
Eu recomendo que todos que aqui caiam leiam o documento, clicando aqui.
Recomendo MESMO!
Pode parecer besteira, mas é sempre bom refletir sobre essas coisas (e o texto é pequeno, menor que um artigo meu quando estou inspirado).
Mas, para quem tem preguiça de clicar e ler, deixo aqui os que eu considero mais importantes.

Artigo I
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.
Artigo II
Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

Coincidentemente, os dois primeiros.
A Declaração é belíssima, muitíssimo bem escrita e merece mesmo ser lida.
Outro trecho bastante pertinente no contexto do lablogs é o trigésimo sétimo artigo, que lê:

1. Toda pessoa tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do processo científico e de seus benefícios.
2. Toda pessoa tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor.

O aniversário mesmo é amanhã (dia 10), mas ainda preciso comprar a carne e o sal grosso e aqueles que me lêem de noite poderiam achar tarde demais para ligar para dar os parabéns.

Cinamaldeído

Ou trans-cinamaldeído para ser exato.
Composto qu√≠mico que d√° √† casca da √°rvore da canela seu olor especial e que pode ser encontrado tamb√©m em outras plantas similares, como a c√Ęnfora e a c√°ssia (canela-da-china).

Cinamalde√≠do, al√©m de ser obviamente usado em produtos aliment√≠cios, √© tamb√©m usado como fungicida, sendo aplicado diretamente nas ra√≠zes das plantas, como inseticida para larvas de mosquitos e, aparentamente, √© bastante eficaz em afastar c√£es e gatos. Estranho…
P.S.
Isso me cheira a 3-fenilprop-2-enal…
Jamais achei que o √ļltimo (justamente no que eu prometo um brinde) fosse fazer tanto sucesso…
Já fiquei com saudades dos meus enigmas, então aqui vai outro que só será respondido se alguém der a resposta certa.
Cliquem aqui para ver a molécula e dêem a resposta nos comentários aqui embaixo.

Enigma molecular Рcurso de formação

J√° estou meio abusado desse joguinho, a√≠ acho que vou parar por aqui, mas comigo nunca se sabe…
Quem primeiro descobrir essa de hoje vai ganhar alguma coisa, dependendo do CEP.

Resposta segunda-feira, antes da minha canjica matinal.
E para os que ainda n√£o tiveram o saco enchido pela brincadeira, tem muito mais aqui (“muito” √© figura de liguagem).

Carnatal em Natal

Minha vida cada vez se torna mais interessante.
Depois de adquirir sinestesia e sofrer de ataques de sonambulismo, alucina√ß√Ķes t√°teis, mem√≥rias inventadas, de aprender que meu c√©rebro s√≥ precisa cheirar caf√© para se sentir alerta e de me embriagar com a ebriedade alheia, hoje o meu c√©rebro fez “mais uma das suas”, como dizem os populares.
Daqui a pouco começa na minha cidade uma micareta, ou carnaval-fora-de-época, batizado de carnatal, um trocadilho vindo duma faísca brilhante rara de raciocínio marqueteiro (não vou colocar links, deve ser uma coisa fácil de achar por aí).
O evento ocorre exatamente no meio da cidade, na mediatriz, no epicentro, ponto zero, hub, miolo, meiinho, merm’num√™i da passagem.
Hoje eu tive que passar por l√°.
Mesmo dentro do carro lacrado, passando a uma certa velocidade, bastou o estímulo visual daquelas paredes de compensado amarelo recobrindo esqueletos de metal que dão sustentação aos camarotes e das tendas quadradas, desconfortáveis e calorentas para que eu sentisse O Cheiro.
Quem já participou de algo assim (e não é anósmico) conhece O Cheiro.
Ele est√° presente em qualquer festejo de rua que dure mais de uma hora e que aglomere mais de vinte pessoas por vinte metros quadrados.
Um aroma de algodão cru tingido com pigmentos artificiais volatilizados misturados com água e sais minerais provenientes da excreção dérmica, amargos resíduos líquidos e gasosos de grãos fermentados misturados com ptialina e ácido clorídrico com uma forte influência de nitrato morno recém expelido.
Me refiro à catinga de suor, cerveja e mijo que toma as ruas durante e após a festa.
O abad√°, uma pseudope√ßa de roupa n√£o-tratada e ridiculamente colorida que agrupa os foli√Ķes por poder aquisitivo e os permite andar, pular, se drogar e incorrer em promiscuidade dentro de um pol√≠gono irregular margeado por cordas suspensas por homens iguais, exala um bodum inigual√°vel quando em contato com suor.
Em todos os meus anos de vida jamais me deparei com algo t√£o repugnante e insuport√°vel quanto arroto de cerveja.
O líquido em si, ainda embalado, já não é tão nasalmente agradável, sendo esse o motivo que nos faz bebê-lo tão gelado (o frio diminui a exalação), mas quando semidissolvido em cuspe e suco gástrico se torna numa poção impossivelmente sebosa e revoltantemente podre.
Vou tentar não entrar muito em detalhes quanto ao cheiro de uréia curtida em calçamento quente pois ainda estou digerindo o meu almoço e quero aproveitar ao máximo o resto da energia ali contida.
Pois bem, bastou ver o local e resgatar uma memória (que infelizmente possuo) para sentir O Cheiro.
E √© exatamente por isso que estou indo passar o fim-de-semana numa praia a cento e poucos quil√īmetros daqui.
Isso e a m√ļsica. N√£o suporto ax√©-music (e como participei da primeira edi√ß√£o do evento, ainda sei decorado as imut√°veis can√ß√Ķes que embalam a festa).
Até segunda!
P.S. amanh√£ tem mais um enigma molecular na agulha, n√£o percam!

Antioxidantes e o envelhecimento saud√°vel

Desde a primeira linha devo avisar que antioxidantes n√£o retardam o envelhecimento.
Segundo a BBC, cientistas londrinos mostraram que não há relação entre o uso de antioxidantes (vitamina E, por exemplo) e a velocidade do nosso relógio biológico.
√Č verdade que testaram isso em vermes, mas serviu pelo menos para destruir a hip√≥tese err√īnea de que antioxidantes reduzia o n√ļmero de radicais livres que, por sua vez, destruiam c√©lulas acelerando o processo de “amadurecimento indesejado”.
A partir desse estudo, cosm√©ticos com antioxidantes deveriam entrar na mesma categoria daquela pasta de dentes com clorofila (lembram?) e daqueles carros com um LED roxo ao lado da placa que os donos gostam de chamar de “tunados”.
A melhor maneira de n√£o envelhecer?
Morrer jovem.
Notícia aqui.
Agora, uma coisa que realmente ajuda a todos n√≥s que envelhecemos diariamente √© EXERC√ćCIO.
Essa sim 100% testada em humanos!

Mensagem de texto

Duas coisas:
1 – A pol√≠cia deveria receber chamadas de emerg√™ncia por SMS (short message service, a infame “mensagem de celular”) de pessoas presas no banheiro da pr√≥pria casa por assaltantes com o ouvido na porta.
Eu pensei nisso quando ouvi aqui no trabalho um caso semelhante em que residentes foram encarcerados dentro do aposento ladrilhado por meliantes obstinados portando aparelhos portáteis de expulsão violenta de projéteis semimetálicos.
S√≥ uma hipot√©tica que estou lan√ßando por a√≠…
2 РEssa tecnologia amigável aos miguxos é boa o suficiente para se amputar um braço.
No Congo, pelo menos.
Segundo a BBC Brasil, um m√©dico foi guiado passo-a-passo durante o procedimento via mensagens instant√Ęneas de celular.
Duas coisas me chamaram a atenção no caso:
2.1 – O m√©dico, um brit√Ęnico participante do programa M√©dicos sem Fronteiras no Congo, estava pedindo ajuda a um colega conterr√Ęneo em sua p√°tria (a not√≠cia diz “Gr√£-Bretanha”, o que me faz concluir que n√£o foi na Inglaterra. Talvez em Gales) via celular.
Uma cirurgia √© algo din√Ęmico que exige a√ß√Ķes r√°pidas. Por que mensagens? A liga√ß√£o internacional custava caro demais?
“Cortei 1 arteria s querer, o q faco agora?”
Acho que num ocorrido assim a pior coisa que pode acontecer √© “Sua mensagem n√£o pode ser enviada, por favor tente novamente mais tarde” ou ent√£o, ainda pior “rapido, vc tem apenas 10 sg p interromper o flx sang usndo 1 pinca pqna e iniciando o procdmento de sutura da seguinte forma. us” N√öMERO DE CARACTERES EXCEDIDOS, CONTINUAR ESCREVENDO E MANDAR DUAS MENSAGENS?
2.2 РO braço do garoto tinha sido arrancado originalmente por um hipopótamo.

Republicado: Traição

Inspirado por esse artigo indicado por esse cabra e impulsionado pela falta de criatividade que me abateu hoje (na verdade foi semana passada, pois escrevo com muita antecedência), resolvi republicar mais um artigo meu, originalmente publicado em primeiro de junho de 2008, no meu outro blogue.
==> Este artigo não contém links <==
Todas as opini√Ķes n√£o s√£o criadas igualmente, algumas s√£o melhores que as outras (Douglas Adams).
Esta é a minha:
N√≥s passamos alguns bilh√Ķes de anos andando por a√≠ numa s√≥ c√©lula.
Depois, por algum motivo, resolvemos aglomerar.
Tudo ia bem até que inventaram o sexo.
Reprodu√ß√£o sexuada √© bom porque mistura as defesas de dois organismos diferentes, resultando num terceiro que consegue se defender melhor, mas introduz deforma√ß√Ķes gen√©tica que, ao longo do tempo, vai mutando a esp√©cie.
V√°rias muta√ß√Ķes ocorreram, v√°rios bra√ßos evolutivos se abriram (o ornitorrinco, apesar de mam√≠fero, tem mais material gen√©tico de aves que de qualquer outro grupo, e isso √© altamente bizarro, mas √© s√©rio, podem procurar, pois eu n√£o vou incluir um link ERRADO!, mas eu j√° me corrigi aqui), v√°rios grupos e v√°rias esp√©cies novas foram criados at√© chegar em N√≥s.
O Homo sapiens (sapiens) é um desenho mal feito que não serve para brigar, não serve para correr, não serve para o frio nem serve para se camuflar.
Nosso √ļnico trunfo √© nosso c√©rebro.
Um cérebro usa MUITA energia. Muita energia mesmo! Eu diria mais; diria que usa muita energia mesmo!
Um de um humano usa mais ainda.
Tanto que a nossa cabe√ßa √© mais quente que o resto do corpo, calor este proveniente do consumo de energia (analogamente como o cap√ī de um carro ser mais quente que o porta-malas). Procurem uma imagem do corpo em infravermelho.
Neste nosso mundo baseado em evolução, um cérebro só fica desse tamanho e consumindo esse tanto de energia após centenas de milhares de anos absorvendo o máximo possível de energia, em forma de alimento.
A maior revelação evolutiva humana foi o início do consumo de carne.
Primeiro proteína animal de insetos, depois de roedores, subindo até animais mais pesados que os caçadores, que já tinham inteligência suficiente para se organizar e abater uma presa decente.
O tempo passa, o tempo voa, o consumo se mantém em alta e a capacidade do cérebro aumenta.
(Um dado importante: n√≥s utilizamos 100% da nossa capacidade cerebral. Uma conversa que tem por a√≠ que s√≥ usamos dez por cento foi inventada por esot√©ricos e metaf√≠sicos para dizer que temos 90% ainda para aproveitar com ‚Äúenergia do pensamento‚ÄĚ para mexermos objetos com a for√ßa da mente. Mentira. N√≥s usamos TUDO.)
Hoje s√≥ temos carros e computadores e avi√Ķes e medicina porque temos c√©rebros imensos e altamente ativos. Devemos isso ao consumo de carne animal, que prov√™ mais energia (prote√≠na), grama por grama, que qualquer produto vegetal.
N√£o comer carne √© ir contra milh√Ķes de anos de evolu√ß√£o e (especialmente cruel) trair a nossa esp√©cie e tudo que ela teve que suportar para que estiv√©ssemos aqui hoje, com nossos enc√©falos descomunais, lendo frases complexas e tocando piano.
Pessoas doentes que n√£o podem comer carne, n√£o devem faz√™-lo, assim como pessoas al√©rgicas a lactose n√£o devem beber leite, mas se um ser saud√°vel e disposto se nega a comer carne por pol√≠tica ou filosofia, est√° prestando um desservi√ßo ao nosso ‚Äúsapiens sapiens‚ÄĚ e traindo perversa e malevolamente a nossa heran√ßa fisiol√≥gica e anat√īmica.
E para os que dizem que é impossível obter todos os nutrientes necessários apenas com carne, eu recomendo uma visita aos esquimós.
Perguntem pelas hortas deles…
O √ļnico derivado de soja que presta √© o que fica em volta de um pastel.

Penguinone

Ou ping√ľinona, traduzindo livremente.
A prova de que químicos também têm senso de humor.
Eu n√£o sei o que essa mol√©cula faz, s√≥ sei que seu nome se deve ao seu formato, ping√ľim-esco.

Legal, né?
P.S.
3,4,4,5-tetrametilciclohexa-2,5-dienona é o nome real daquela coisa.

Categorias