Por que pessoas espertas defendem más idéias

Eu achei esse link para o artigo Why smart people defend bad ideas no BLOG de Peter Woit, Not even wrong. Gostei tanto que resolvi traduzir e publicar. Eu juro que pedi permissão ao autor, mas como a tradução já está pronta e ele ainda não respondeu, vou publicar assim mesmo.
Por que pessoas espertas defendem más idéias
© Scott Berkun, Abril de 2005
Todos nós conhecemos alguém que é esperto, mas que, ocasionalmente, defende idéias obviamente más. Por que isso acontece? Como podem pessoas espertas adotar posições que desafiam qualquer lógica racional? Tendo levado muitos anos trabalhando com pessoas espertas, eu cataloguei muitas ocasiões onde isso acontece e tenho alguns conselhos sobre como lidar com isso. Eu me sinto qualificado para escrever este ensaio porque sou uma pessoa esperta, em fase de recuperação, e já defendi várias idéias muito más. Então, se não fosse por outro motivo, este ensaio serve como uma espécie de sessão de terapia pessoal. No entanto, eu suspeito muito que você vai encontrar mais do que a pura diversão (“Olha só! O Scott é mais estúpido do que a gente pensava!“) no que eu tenho a dizer sobre este tópico.
Sucesso na defesa de más idéias
Eu não me orgulho de admitir que sou formado em Lógica e Computação pela Universidade Carnegie Mellon. Um diploma em lógica não é o tipo de coisa que faça as pessoas quererem conversar com você nas festas, ou ler seus ensaios. Mas, se há alguma coisa que eu aprendi, depois de anos estudando teorias de lógica em nível superior, é que a proficiência na argumentação pode ser facilmente usada para derrotar os oponentes, mesmo quando você estiver inteiramente errado. Se você aprender uns poucos truques de lógica e técnica de debates, você pode refutar o óbvio e defender o ridículo. Se as pessoas com quem você estiver discutindo, não estiverem tão a vontade como você nas táticas de discussão, ou não forem tão arrogantes quanto você, eles podem até desistir e concordar com você.
O problema com pessoas espertas é que elas gostam de “ter razão” e, algumas vezes, defenderão idéias até a morte, ao invés de admitir que estão erradas. Isso é mau. Pior, ainda, se elas se deram bem com isso quando eram jovens (digamos, porque elas eram mais inteligentes do que seus pais, seus amigos e os amigos de seus pais). Elas provavelmente terão construído um ego em torno de estarem sempre certos e defenderão seu recorde perfeito de “certeza presumida” até a morte. Pessoas espertas freqüentemente caem na armadilha de preferirem “ter razão”, mesmo que isso seja baseado em mentiras, ou resulte em eles, ou seus entes queridos, se sentirem infelizes (Em algum lugar do cemitério da sua cidade, existe uma fileira de tumbas, chamada “Alameda dos Espertinhos”, cheios de pessoas enterradas em funerais pouco concorridos, cujas lápides dizem: “Viu?…, no fim, eu tinha razão“).
Até que elas fiquem face a face com alguém com tenacidade bastante para dissecar sua lógica e com paciência bastante para aturar os insultos intelectuais velados que elas soltam durante a discussão (por exemplo: “Você realmente não pensa assim, não é?“, ou “Bem se você conhecesse a regra/lei/corolário de {insira aqui uma referência obscura}, você não estaria dizendo tais coisas…“), elas não serão forçadas a questionar sua habilidade em defender más idéias. Oportunidades para isso são raras: um novo patrão, um novo companheiro de trabalho, um cônjuge novo. Mas, se sua obsessão por “ter razão” for suficientemente forte, elas rejeitarão essas pessoas imediatamente, antes de se questionarem sobre seus próprios preconceitos e auto-manipulações. Pode ser mais fácil, para pessoas espertas com o hábito de defender más idéias, mudar de emprego, cônjuge ou cidade do que examinarem honestamente o que está no cerne de sua psique (e, freqüentemente, de sua infelicidade).
Ao invés de se formarem em lógica, ou estudarem as nuances da técnica de debate, lembre-se desta única regra simples para desmistificar aqueles que têm habilidade em defender más idéias: O simples fato de que você não pode provar que eles estão errados, não os torna corretos. A maior parte dos truques, empregados por conhecedores de lógica e técnicas de debates, refutam questões e ataques, mas não conseguem estabelecer qualquer justificativa verdadeira para uma determinada idéia.
Por exemplo, só porque você não pode provar que eu não sou uma reencarnação de um Rei da França, isso não se torna verdade. Então, quando alguém lhe disser: “Meu plano A é o melhor, porque ninguém explicou como ele pode falhar“, saiba que existe uma falácia neste argumento. Simplesmente porque ninguém descreveu como ele vai falhar, isso não o torna o melhor plano. É possível que os planos B, C, D e E tenham todos a mesma qualidade, ou que a razão pela qual ninguém tenha descrito como o plano A vai falhar, é que ninguém teve mais do que 30 segundos para analisá-lo. Como vamos discutir mais adiante, um raciocínio errado difuso requer que alguém (provavelmente você) construa uma estrutura mais saudável em torno do mau raciocínio, para expô-lo tal como ele é.
Morte por homogeneidade
Nossa segunda parada, no tour das más idéias comumente defendidas, é a, aparentemente amistosa, noção de pensamento comunal. Só porque todo o mundo na sala é esperto, não quer dizer que, coletivamente, eles irão chegar a idéias inteligentes. O poder da pressão dos pares é que ela atua sobre nossa estrutura psicológica, não sobre nosso intelecto. Como animais sociais, nós somos pesadamente influenciados pelo modo como as pessoas em nosso entorno se comportam, e a nossa capacidade pessoal em tomar decisões varia grandemente dependendo do ambiente em que nós estivermos. (Por exemplo, tente escrever um poema haiku, de pé, em um elevador com 15 cantores de ópera, urrando 15 árias diferentes, em 15 línguas diferentes, em falsete, diretamente em seus ouvidos; agora, compare a mesma tarefa, se você for executá-la, sentado em um banco, em um local calmo de um bosque aberto).
Dito isto, quanto mais homogêneo, em seu modo de pensar, for um grupo de pessoas, mais estreito será o leque de idéias que o grupo considerará abertamente. Quanto mais de mente aberta, criativo e corajoso for um grupo, maior será o leque de idéias que ele será capaz de explorar.
Alguns grupos de pessoas procuram grupos de interesse, consultorias e processos de pesquisa para introduzir idéias exteriores, mas isso raramente melhora a qualidade do raciocínio do próprio grupo. Essas idéias exógenas, não importa o quanto ousadas ou originais, ficam à mercê da diversidade de pensamentos dentro do próprio grupo. Se o grupo, como um coletivo, só é capaz de aprovar um trabalho de nível B, não importa quantas idéias de nível A você traga para ele. Grupos de interesse e outras fontes externas de informação não podem dar uma “alma” a uma equipe, nem a seus líderes. Uma equipe “nivelada” e homogênea de pessoas não tem “opiniões próprias”, porque consiste de pessoas com as mesmas bagagens culturais, pontos de vista e experiências, que só se sentirão à vontade discutindo as idéias “seguras” que se amoldem a esses limites.
Se você quer que suas pessoas espertas sejam tão inteligentes quanto possível, procure uma diversidade de formas de pensar. Encontre pessoas com diferentes experiências, opiniões, bagagens culturais, pesos, alturas, raças, estilos de cabelos, cores, passatempos, peças favoritas de vestuário, filosofias e crenças. Junte-os em torno dos resultados que você quer, não dos meios ou enfoques que eles devem usar. É a única maneira de garantir que as melhores idéias de seus indivíduos mais espertos sejam recebidas abertamente pelas pessoas em seu redor. Para seu próprio uso, evite sempre o mesmo tipo de: livros, filmes, música, comida, sexo, mídia e pessoas. Experimente realmente a vida, indo a lugares onde usualmente você não vai, gastar tempo em companhia de pessoas que você normalmente não acompanharia. Viva o momento e esteja aberto para ele. Até recentemente, na história humana, a vida era menos previsível e nós éramos forçados a nos encontrar com coisas que não eram sempre de nossa escolha. Nós somos capazes de viver vidas mais criativas e interessantes do que as que nossa cultura moderna freqüentemente nos provê. Se você sair de seu caminho para encontrar experiências diversas, vai ser impossível você deixar passar idéias, simplesmente porque seu ponto de vista, homogeneizado, não as deixou passar pelo filtro.
Raciocinar no nível errado
Em qualquer momento, em qualquer projeto, existe um número infinito de soluções para outro número infinito de problemas. Parte de ser uma pessoa realmente inteligente é saber qual o nível é o certo em um dado instante. Por exemplo, se você estiver derrapando em sua velha Kombi, a mais de cem por hora, em uma auto-estrada, durante um temporal, quando uma carreta, cheia de fogos de artifício mal embalados e velas de ignição em caixotes abertos, travar nos freios, essa não é a hora certa de discutir com seus passageiros onde vocês gostariam de parar para jantar. Por mais ridículo que esse cenário pareça, acontece o tempo todo. As pessoas se preocupam com a coisa errada, na hora errada, e aplicam sua inteligência de maneira tal que ela não sirva para encontrar a solução para seja o que for que estejam tentando conseguir. Alguns chamam essa diferença de habilidades de sabedoria, porque um sábio sabe em que concentrar seu raciocínio, enquanto que os meramente espertos só sabem raciocinar. (Esta desvalorização da sabedoria é uma dicotomia oriente vs. ocidente: a filosofia oriental põe grande ênfase em aumentar a sabedoria, ao passo que, no ocidente pós-iluminista (e, provavelmente, particularmente na América), a ênfase recai sobre os floreios intelectuais da inteligência)
Na indústria de software, o exemplo mais comum de “raciocinar em nível errado” é uma equipe de programadores, nível pop star, que podem fazer qualquer coisa, mas não sabem, realmente, o que fazer. Daí, eles tendem a fazer quaisquer coisas que lhes venham às idéias, nunca parando para procurar alguém, que pode não ser um entusiasta em escrever programas, mas que pode ver onde o valor de suas habilidades de programação seria melhor aplicado. Outros exemplos incluem: pessoas que sempre se preocupam com dinheiro, não importa quanto eles tenham; pessoas que lutam com relacionamentos, mas investem somente em melhorar sua aparência (ao invés de terapia ou outra abordagem emocional); ou qualquer um que queira resolver o problema X, mas que parece que só faz coisas para resolver o problema Y.
O ponto principal é que nenhuma quantidade de inteligência pode ajudar um indivíduo que esteja diligentemente trabalhando no nível errado do problema. Alguém com sabedoria tem que bater no seu ombro e dizer: “Aí, cara! O buraco que você está cavando está muito bonito e o tamanho está certinho. Mas você está no terreno errado.”
Morto, a longo prazo, por pensar a curto prazo
Pelo que se conhece da evolução, fica claro que nós estamos vivos por causa de nossa habilidade herdada de pensar rápido e responder às mudanças. A sobrevivência das criaturas viventes, na maior parte da história de nosso planeta, tem sido um jogo de curto prazo. Somente se você conseguisse escapar de seus predadores e apanhar suas presas, você teria o privilégio de se preocupar com o amanhã.
Disso se segue que nós temos a tendência a sermos melhores em nos preocuparmos e resolvermos questões de curto prazo, do que questões de longo prazo. Mesmo quando nós reconhecemos uma questão importante de longo prazo que temos que planejar, digamos proteger os recursos naturais ou planejar para a aposentadoria, nós somos facilmente distraídos por coisas imediatas, como o jantar ou sexo (coisas importantes, sem dúvida; mas para grande parte da espécie, a relevância da necessidade é puro imediatismo). Uma vez distraídos, nós raramente voltamos a pensar nos problemas de longo prazo de que fomos desviados.
Uma justificativa, comumente usada para o abuso do raciocínio de curto prazo, é defendê-lo com uma falsa perspectiva. O cara esperto, mas menos confiante, diz: “Ei! Você está certo de que nós devíamos estar fazendo assim?” E o cara esperto, confiante, mas menos sábio, diz: “Claro! Nós fizemos assim da última vez, fizemos assim antes, então, por que não deveríamos fazer assim de novo?” Essa “defesa” é uma “falsa perspectiva” porque não há motivos para se pensar que apenas duas amostras de dados (por exemplo: “a última vez” + “a penúltima vez”) sejam suficientes para prever o futuro. As pessoas dizem coisas similares, todo o tempo, em defesa da “economia de livre mercado”, da “democracia” e de “técnicas de sedução”. “Bem, isso nos trouxe até aqui e é o melhor sistema que temos“. Bem… Pode ser… Mas se você estivesse em sua Kombi quebrada, até as canelas de gasolina escorrendo do tanque, e com um cigarro aceso em cada mão, poderia dizer a mesma coisa…
Colocando as coisas de modo simples, o fato de você ainda não estar morto não significa que todas as coisas que você já fez, por tudo que é justo neste universo, não fossem suficientes para matar você. Você talvez só precise de mais umas poucas amostras de dados para que a Lei das Médias entre em funcionamento e ponha um fim permanente a seu raciocínio de curto prazo
Quantas amostras de dados você precisa para continuar se sentindo confortável com um comportamento, é um caso inteiramente de filosofia pessoal. Os sábios e os céticos sabem que mesmo um número infinito de amostras do passado, podem ter uma influência limitada sobre o futuro. A parte enganosa sobre o futuro é que ele é diferente do passado. Nossos dados do passado, não importa quão grande seja a pilha de dados, pode muito bem ser totalmente irrelevante. Alguns acham que essa falta de habilidade em prever o futuro é algo totalmente frustrante, enquanto outros encaram o fato como a principal justificativa para ficar por aqui mais alguns anos.
De qualquer forma, meu ponto não é que Kombis ou economias de livre mercado sejam más. Ao invés disso, o que eu estou dizendo é que pequenas amostras de dados de curto prazo não são uma maneira nem confiável, nem sábia, para tomar decisões de longo prazo. Pessoas espertas fazem isso o tempo todo e, uma vez que isso é tão aceito como uma “experiência prática” (ou seja, “a última vez” + “a penúltima vez”), que é freqüentemente aceito, em lugar de raciocínio verdadeiro. Sempre tendo em mente que os seres humanos, dada a nossa evolução, são muito ruins em ver efeitos cumulativos de comportamento e subestimam como coisas, tais como “juros compostos” ou “um cigarro por dia”, podem ter, a longo prazo, um impacto surpreendentemente grande, a despeito dos efeitos claramente pequenos em curto prazo.
Como impedir pessoas espertas de defenderem más idéias
Eu passei meu primeiro ano de faculdade em um pequeno college de Nova Jersey chamado Universidade Drew. Eu me diverti, tomei muitas bebidas alcoólicas gostosas e fui a muitas festas de arromba (tendo como resultado, é lógico, que fui reprovado e tive que voltar a morar no Queens com meus pais. Como vocês podem ver, esse ensaio é, na verdade, um anúncio de utilidade pública, pago por meus pais — eu era uma pessoa esperta que fez algumas coisas estúpidas). Mas eu menciono isso porque eu aprendi uma boa dose de filosofia com as muitas horas jogando sinuca no Centro Acadêmico. A lição foi: “A Pressa Mata”. Eu nunca fui muito bom em sinuca, mas tinha um cara que era e, toda vez que nós jogávamos, ele ficava me vendo perder tacadas fáceis porque eu queria enfiar as bolas na caçapa com toda a força. Eu escolhi “velocidade e força”, ao invés de “controle”, e, quase sempre, perdi. Da mesma forma que na sinuca, quando se trata de desmistificar pessoas espertas que estejam defendendo idéias más, você tem que achar uma maneira de “desacelerar as coisas”.
A razão para isso é simples. Pessoas inteligentes, ou cujos cérebros tenham, pelo menos, uma boa “arrancada”, usam a sua velocidade de raciocínio para sobrepujar os outros. Elas vão saltar de uma suposição para outra rapidamente, expelindo jargão, pedaços de lógica, ou “experiência prática”, em uma cadência de tiro rápida o suficiente para intimidar a maior parte das pessoas e fazê-las desistir. Quando isso não surte efeito, os arrogantes ou pomposos vão lançar mão de um pouco de derrisão e usar quaisquer trapaças ou táticas de manipulação que estejam a seu alcance, para desencorajá-lo ainda mais de tentar dissecar suas idéias.
Então, sua melhor defesa começa por bater um argumento por partes. Quando disserem: “é óbvio que nós temos que executar o plano A, agora!“, você deve responder: “Espere um pouco! Você está muito na minha frente. Para que eu possa acompanhar seu raciocínio, eu preciso bater isso por partes“. E, sem esperar pela permissão para fazê-lo, vá em frente e faça isso.
Em primeiro lugar, nada é óbvio. Se fosse realmente óbvio, não haveria necessidade de dizê-lo. Então, sua primeira tarefa é estabelecer o que não é tão óbvio. Quais são as premissas que o outro cara está glosando e que vale a pena pesquisar mais detalhadamente? Podem haver 3 ou 4 premissas válidas diferentes, que precisam ser discutidas, uma de cada vez, antes que se possa considerar qualquer espécie de decisão. Pegue uma de cada vez, e exponha as questões básicas: que problema estamos tentando resolver? Quais são as alternativas para resolvê-lo? Quais são as vantagens e desvantagens de cada alternativa? Batendo por partes e fazendo perguntas você expõe mais o raciocínio à luz, torna possível para os outros fazer perguntas e torna mais difícil, para qualquer um, defender uma má idéia.
Ninguém pode tirar seu direito de raciocinar sobre as coisas, especialmente se a decisão a tomar é importante. Se sua mente não “arranca” bem e funciona melhor em 3ª ou 4ª marchas, encontre os caminhos para se dar o tempo para chegar lá. Se, quando você disser “eu preciso desta tarde para raciocinar sobre isso“, eles disserem “entretanto nós temos que decidir sobre isso agora“, pergunte se a decisão é tão importante; se responderem que sim, então você estará inteiramente justificado em pedir mais tempo para raciocinar e fazer perguntas.
Ache uma pessoa razoável para escutar
Algumas situações necessitam de ajuda externa. Ao invés de levar a questão ao arbítrio de uma outra pessoa, diretamente, ache terceiros que ambos respeitem, e continue a discussão em sua presença. Pode ser um superior, ou simplesmente alguém reconhecidamente inteligente, o suficiente para que seu oponente possa fazer concessões a ele sobre alguns pontos.
Conseqüentemente, se o chefe de sua equipe for sábio e razoável, pessoas espertas que poderiam, ordinariamente, defender más idéias, vão ter muito trabalho para fazê-lo. Porém, se, infelizmente, seu chefe de equipe não for nem sábio, nem razoável, pessoas espertas e arrogantes podem convencer os outros a seguir seus maus conselhos, mais vezes sim do que não.
Mais razões ainda
Eu estou certo de que você tem histórias sobre suas próprias tolices ao lidar com pessoas espertas defendendo más idéias, ou nas quais você, no papel de pessoa esperta, perdeu tempo discutindo por coisas sobre as quais você se arrependeu depois. Dada a enorme diversidade de maneiras que o universo fornece aos seres humanos para serem espertos e tolos ao mesmo tempo, existem muitas outras razões de porque pessoas espertas podem se comportar de maneira estúpida. Por pura diversão, e para alimentar os forums, lá vão mais algumas. (Se você tem algumas idéias sobre este ensaio, ou mais algumas razões a acrescentar, por favor, dirija-se a esses forums)

  • Pessoas espertas podem seguir líderes estúpidos (buscando elogios ou promoção)
  • Pessoas espertas podem ser levadas pela raiva a posições estúpidas
  • Elas podem ser treinadas ou educadas para serem estúpidas
  • Pessoas espertas podem herdar más idéias de seus pais, sob o disfarce de “tradição”
  • Elas podem querer que alguma coisa impossível seja verdade

[As referências citadas pelo autor podem ser obtidas no site do original]

Discussão - 1 comentário

  1. Anonymous disse:

    o pior disso, é que em tese essa pergunta é fácil, o pior é essa:por quê pessoas burras adotam idéias no mínimo brilhantes? vai aí uma bem foda: em discussão de mudo não tem barulho——-me add:brunogoncalves_futebol@hotmail.com- VaLeU pEsSoAl!!!

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