Corre um boato de que é possível localizar a fonte de uma fofoca

Inside Science News Service
Link para o original: Rumor Has It An Algorithim Could Scope Out Gossip

Crédito da imagem: coolio-claire via flickr | http://bit.ly/1WeI3JF. Partilhada por Creative Commons.

Para localizar a fonte de uma fofoca, as redes sociais precisam ser complexas.

11 de março de 2016
Autor: Marcus Woo, Contribuidor do ISNS

(Inside Science) – Lembra daquelas fofocas que corriam soltas no seu tempo de secundário? Pode ser que agora você possa descobrir quem as espalhava.

As pesquisas nos últimos anos têm explorado meios para identificar a origem de um rumor que se espalhou por uma rede, armada tão somente da informação sobre quem ouviu. Este tipo de estudos matemáticos têm outras utilidades além de descobrir as fontes de fofocas. Eles podem achar as fontes de memes nas redes sociais, tendências, virus de computador e epidemias.

Porém, segundo um estudo recentemente publicado, se você vai conseguir achar a fonte de um rumor, depende da complexidade da rede.

“A estrutura da rede define basicamente quando se pode ou não descobrir o autor”, declara Tauhid Zaman do the Massachusetts Institute of Technology (MIT) em Cambridge. “As pessoas ainda não se deram conta de que a complexidade da rede diz quando e se você pode ficar oculto”.

Se a rede for bem simples — uma onde todos se conheçam entre si, ou uma que for linear, onde Maria só conhece João que só conhece José que só conhece David, e por aí afora — é impossível descobrir a origem de um rumor. Se todos nessa rede ouviram o rumor, é impossível descobrir qual o caminho mais provável do rumor e chegar a sua origem; todos os caminhos são possíveis. Em uma rede mais complexa e realística, entretanto, há uma boa chance de descobrir a fonte.

“Se a rede não for suficientemente complexa, jamais encontraremos a fonte do rumor”, explica ele. “Mas se for só um pouco complexa, há uma chance de uma em três de encontrar”.

E se quisermos restringir a fonte do rumor para oito suspeitos, então, segundo a análise, a probabilidade de encontrar o culpado sobre para 99%.

O estudo, publicado em Operations Research, expande o trabalho de 2010 no qual  Zaman e Devavrat Shah, também do MIT, foram uns dos primeiros a explorar o problema de encontrar a fonte de um rumor e destrinchar a matemática relativa em detalhe.

Muito embora outras pesquisas tenham se debruçado sobre como a informação se espalha ao longo do tempo, o busilis aqui é que não se sabe quando alguém ouviu o rumor em primeiro lugar. “Só sabemos que eles ouviram e que são ligados entre si”, explica Zaman. “A questão é descobrir quem foi a pessoa que começou com o rumor”.

Para descobrir a resposta – eles demonstram – se pode contar de quantas maneiras o rumor pode ter se propagado para cada uma das pessoas. Aquele que poderia espalhar o rumor pela maior quantidade de maneiras, é provavelmente aquele que começou com ele e os pesquisadores podem calcular a probabilidade.

O estudo de 2010 se focou em uma rede em árvore, cuja estrutura tem ramos, mas nenhum laço; onde ninguém tem um círculo de amizades. Por exemplo Alice conhece Bob, que conhece Carla, David e Emílio — mas nenhum desses últimos conhece Alice. Era um caso mais simples, específico, onde cada pessoa tinha a mesma probabilidade de passar o rumor para a pessoa seguinte.

Mas a análise é generalizante. Ela se estende para redes mais aleatórias, comprovando matematicamente que o método funciona para todas as redes em árvore. Uma vez que redes mais complexas e realísticas são mais difíceis de provar com matemática, segundo Zaman, os pesquisadores usaram simulações em computador para demonstrar que seus resultados se aplicam à maioria das outras redes.

Existe outra limitação. Se o rumor ainda não se espalhou muito e a rede contém algumas celebridades com um número enorme de amigos, o algorítimo apresenta a tendência de indicar essas pessoas populares. Porém, quando se leva em conta o número de amigos, os pesquisadores podem corrigir um pouco desta tendência, afirma Zaman. Embora não conseguissem comporvar matematicamente coisa alguma, suas simulações mostraram que o algorítimo ajustado trabalhava melhor com cenários realísticos

“Eu nem finjo que é um algorítimo revolucionário”, diz Zaman. “É uma ideia legal, mas de natureza teórica”.

Com efeito, outros pesquisadores vêm desenvolvendo algorítimos para descobrir fontes de rumores em cenários mais realísticos, contou Lei Ying  da Arizona State University em Tempe, o qual, juntamente com Kai Zhu, desenvolveu  um algorítimo que lida com uma rede mais realística, chamado de gráfico aleatório Erdos-Renyi.

“Claro que os resultados são ainda iniciais”, comentoui Ying acerca do trabalho de Shah e Zaman. “Dada sua rede, eles são capazes de quantificar a probabilidade de detecção — o que é uma contribuição muito significativa para a teoria”.

De fato, o estudo de 2010 ajudou a inspirar toda esta área de pesquisa referente a rumores, inclusive seu próprio trabalho, declarou Ying.

“Quando li o artigo pela primeira vez, imediatamente fiquei interessado pelo problema. Agora eu tenho vários estudantes debruçados sobre isto”, disse ele. Por exemplo, Ying está explorando casos ainda mais realísticos, como aqueles onde não se sabe o quanto o rumor se espalhou.

“São aplicações muito importantes”, diz ele. “Vivemos em um mundo cada vez mais conectado. A difusão de informações acontece todos os dias”.


Marcus Woo é um escritor de ciências freelance, residente na área da Baía de San Francisco, que já escreveu para Wired, BBC Earth, BBC Future, National Geographic News e outras publicações. Seu Tweeter é @sucramoow.

O que é mesmo “inteligência”?

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Físico propõe uma nova abordagem para o conceito de inteligência

Estes diagrama mostram como o software que considera as “forças entrópicas causais”, emula o comportamento inteligente necessário para caminhar ereto ou usar ferramentas.
Crédito da imagem: Cortesia de Alexander Wissner-Gross

Um conceito radical pode causar a revisão das teorias que abordam o comportamento cognitivo

19 de abril de 2013 – 16:30

Por: 

Chris Gorski, ISNS

(ISNS) — Uma simples equação, fundamentada nos princípios básicos da física, pode descrever a inteligência e estimular novas abordagens em campos tão diversos quanto as finanças e a robótica – é o que diz uma nova pesquisa.

Alexander Wissner-Gross, um físico da Universidade Harvard e do Massachusetts Institute of Technology, e Cameron Freer, um matemático da Universidade do Hawaii em Manoa, desenvolveram uma equação que, segundo eles, descreve muitos comportamentos ditos inteligentes ou cognitivos, tais como caminhar ereto e usar ferramentas.
Os pesquisadores sugerem que o comportamento inteligente tem origem no impulso de obter o controle de eventos futuros no ambiente. Isto é exatamente o oposto do clássico cenário de ficção-científica onde os computadores ou robôs se tornam inteligentes e resolvem dominar o mundo.
As descobertas descrevem uma relação matemática que pode “induzir espontaneamente comportamentos notavelmente sofisticados associados ao ‘nicho cognitivo’ humano, o que inclui o uso de ferramentas e a cooperação social, em sistemas físicos simples”, como diz o artigo publicado por eles hoje na Physical Review Letters.
“É um artigo provocativo”, disse Simon DeDeo, um pesquisador do Santa Fe Institute que estuda sistemas biológicos e sociais. “Não é o que costumamos chamar de ciência”.
Wissner-Gross, um físico, disse que a pesquisa era “muito ambiciosa” e citou desenvolvimentos em vários campos como as principais fontes de inspiração.
A matemática por trás da pesquisa vem da teoria sobre como a energia térmica pode realizar trabalho e se dissipar com o tempo – a termodinâmica. Um dos conceitos fundamentais da física é chamado entropia – a tendência que têm os sistemas de evoluir para uma quantidade maior de desordem. A segunda lei da termodinâmica explica como, em qualquer sistema isolado, a quantidade de entropia tende a aumentar. Por exemplo, um espelho pode se despedaçar em vários cacos, mas uma coleção de cacos não vai se reajuntar em um espelho.
Esta nova pesquisa propõe que a entropia é diretamente conectada ao comportamento inteligente.
“[O artigo] é basicamente uma tentativa de descrever a inteligência como um processo fundamentalmente termodinâmico”, declara Wissner-Gross.
Os pesquisadores desenvolveram um software, chamado Entropica, e o alimentaram com modelos de várias situações onde ele pudesse demonstrar comportamentos que se parecessem muito com inteligência. E eles criaram os padrões de muitos desses exercícios com base em clássicos testes de inteligência animal.
Em um dos testes, os pesquisadores apresentaram a Entropica uma situação onde ele poderia usar um item como ferramenta para retirar outro item de dentro de um recipiente; em outro, ele poderia mover um carrinho de modo a balancear uma das rodas suspensa no ar. Governado pelos simples princípios da termodinâmica, o software respondeu exibindo um comportamento similar ao que as pessoas ou animais poderiam fazer, tudo isso sem ter recebido uma meta específica para qualquer um dos cenários.
“Ele realmente auto-determina qual é seu objetivo”, conta Wissner-Gross. “Esta [inteligência artificial] não precisa da especificação explícita de uma meta, diferentemente de qualquer outra [inteligência artificial]”.
O comportamento inteligente do Entropica emerge do “processo físico de tentar capturar tantas histórias futuras quanto possível”, diz Wissner-Gross. As histórias futuras representam todo o conjunto de possíveis resultados que estão disponíveis para um sistema em qualquer dado momento.
Wissner-Gross chama o conceito central da pesquisa de “forças entrópicas causais”. Essas forças são a motivação do comportamento inteligente. Elas encorajam o sistema a preservar tantas histórias futuras quanto for possível. Por exemplo, no exercício do carrinho-e-roda, o Entropica controla o carrinho para manter a roda erguida. Permitir que a roda caísse, diminuiria drasticamente o número de histórias futuras restantes, ou, em outras palavras, reduziria a entropia do sistema carro-e-roda. Manter a roda suspensa no ar, maximiza a entropia. Isto mantem todas as histórias futuras que podem ter início neste estado, inclusive as resultantes de deixar a roda do carrinho cair.
“O universo existe no estado presente que tem agora. Ele pode prosseguir em várias direções diferentes. Minha proposta é que a inteligência é um processo que tenta se assenhorar das histórias futuras”, explicou Wissner-Gross.
A pesquisa pode ter aplicações além das que são tipicamente associadas à inteligência artificial, inclusive estruturas da linguagem e cooperação social.
DeDeo disse que seria interessante aplicar esta nova estrutura para examinar a WikiPedia e pesquisar se ela, enquanto sistema, exibe os mesmos comportamentos descritos no artigo.
“Para mim [esta pesquisa] parece uma tentativa autêntica e honesta de encarar questões realmente grandes”, disse DeDeo.
Uma aplicação potencial dessa pesquisa é o desenvolvimento de robôs autônomos que possam reagir a ambientes mutáveis e escolher seus próprios objetivos.
“Eu estaria muito interessado em aprender mais e compreender melhor o mecanismo com o qual eles estão conseguindo alguns resultados impressionantes, porque isso poderia potencialmente auxiliar nossa busca pela inteligência artificial”, declarou Jeff Clune, um cientista de computação na Universidade do Wyoming.
Clune, que cria simulações de evolução e usa a seleção natural para evoluir inteligência artificial e robôs, expressou algumas reservas quanto à nova pesquisa, que ele sugeriu que pode ser motivada por uma diferença do jargão usado nos diferentes campos. Wissner-Gross deu a entender que ele espera trabalhar em conjunto com pessoas de diferentes campos no futuro, para ajudá-los a compreender como seus respectivos campos deram informações para a nova pesquisa e como as novas perspectivas podem ser úteis nesses campos.
A nova pesquisa foi buscar inspiração em desenvolvimentos de ponta de diversas outras disciplinas. Alguns cosmólogos sugeriram que certas constantes fundamentais na natureza têm os valores que têm, porque senão os homens não seriam capazes de observar o universo¹. Softwares avançados podem atualmente competir com os melhores jogadores humanos no xadrez e no jogo de estratégia Go. Os  pesquisadores até buscaram inspiração no que é conhecido como teoria do nicho cognitivo, que explica como a inteligência pode se tornar um nicho ecológico e, dessa forma, influenciar a seleção natural.
A proposta requer que um sistema seja capaz de processar informação e predizer as histórias futuras muito rapidamente para que possa exibir comportamento inteligente. Wissner-Gross sugeriu que as novas descobertas se encaixam bem em uma argumentação que liga a origem da inteligência à seleção natural e a evolução darwiniana – nada além das leis da natureza é necessário para explicar a inteligência.
Embora se declare confiante nos resultados, Wissner-Gross concede que existe espaço para refinamentos, tais como incorporar princípios de física quântica ao arcabouço. Ao par disto, ele fundou uma  companhia para explorar as aplicações comerciais da pesquisa em áreas como a robótica, a economia e a área de defesa.
“Nós basicamente vemos isto como uma grande teoria unificada da inteligência”, disse Wissner-Gross. “E eu sei que isto soa impossivelmente ambicioso, talvez, no entanto isto realmente unifica várias correntes de vários campos que vão da cosmologia à ciência da computação, comportamento animal e une tudo em um belo quadro termodinâmico”.

Chris Gorski é um editor do Inside Science News Service.

[1] O tradutor acha que esses tais cosmólogos deveriam procurar um psiquiatra urgentemente…

A vitória dos Trolls

University of Wisconsin-Madison

A vitória dos trolls: comentários rudes nos blogs ofuscam o brilho da ciência online

BOSTON – Os trolls estão ganhando.

Escolha um post acerca de qualquer aspecto da ciência – qualquer um – role até os comentários do blog e deixe o pau cantar:

  • “Eu fico imaginando quanto dinheiro de impostos foi gasto com este estudo ‘profundo’?”
  • “Eu acho que se pode pegar todos esses estudos feitos por cientistas da cabeça grande, 99% deles socialistas e comunistas, e enfiar eles onde o sol não brilha.”
  • “Bah!… Lá vêm os histéricos do mito das mudanças climáticas de novo…”
  • “Este artigo é 100% propaganda babaca.”
  • “Falando de palermas, se você existisse nos anos 70, quando também havia cientistas, a grande novidade era a chegada de uma nova era glacial. E não me venha com essas m€Ʀ** de emissões de carbono.”

Essas grosserias, gostem ou não, são agora o prato principal de nossa dieta de notícias e, no reino das notícias de ciência online, as diatribes, esculachos e insultos estão cobrando seu pedágio sobre a percepção pública da ciência e da tecnologia, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison.

Dirigindo-se aos cientistas presentes aqui hoje (14 Fev 2013) na reunião anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (American Association for the Advancement of Science – AAAS), a pesquisadora de comunicação científica da UW-Madison, Dominique Brossard, relatou os resultados de um estudo que mostram que o tom dos comentários pode, por si só, influenciar a percepção dos riscos advindos da nanotecnologia, a ciência da manipulação de materiais nas menores escalas.

O estudo, agora publicado no Journal of Computer Mediated Communication, foi financiado pela Fundação Nacional de Ciências (National Science Foundation – NSF). A amostragem foi tomada em um segmento representativo de 2.338 americanos em uma experiência online, onde a civilidade dos comentários no blog foi manipulada. Por exemplo, o estudo mostrou que a introdução de xingamentos nos comentários pré-existentes em um post de um blog de um jornal – originalmente com comentários equilibrados – podia exacerbar para cima ou para baixo as percepções do risco, dependendo da predisposição individual quanto à ciência da nanotecnologia.

“Parece que nós não temos realmente uma clara norma social acerca do que se espera [em termos de civilidade] online,” declara Brossard, professor de Comunicação de Ciências da via da UW-Madison, em contraste com fóruns públicos online, onde normas prescritas para decoro ajudam a manter a civilidade das discussões. “No caso dos posts dos blogs, é um velho-oeste”.

Para a nanotecnologia, que se desenvolve rapidamente e já faz parte de mais de 1.300 produtos comerciais, a exposição a comentários grosseiros online é uma das muitas variáveis que podem influenciar a percepção de risco associada à mesma.

“Quando as pessoas se deparam com um assunto pouco familiar, tal como a nanotecnologia, elas frequentemente se baseiam em outro valor existente – tais como a religiosidade ou a deferência pela ciência – para fazerem um julgamento”, explica Ashley Anderson, uma doutora associada ao Centro de Comunicação sobre Mudanças Climáticas na Universidade George Mason e a principal autora do recém-publicado estudo no Journal of Computer Mediated Communication.

Leitores muito religiosos – revela o estudo – eram levados a ver a nanotecnologia como algo arriscado quando expostos a comentários rudes, em comparação com leitores menos religiosos, observou Brossard.

“Os Blogs já fazem parte da nova paisagem da mídia há algum tempo, mas nosso estudo é o primeiro a examinar os efeitos potenciais dos comentários dos blogs sobre a percepção do público sobre a ciência”, diz Brossard.

Enquanto que o tom dos comentários em um blog podem ter um impacto, a simples discordância em posts pode também fazer oscilar a percepção: “A discordância aberta adiciona outra camada. Ela influencia a conversação”, explica ela.

O Professor Dietram Scheufele de Comunicação de Ciências da Vida na UW-Madison, outro coautor do estudo, observa que a Web é o primeiro lugar onde as pessoas buscam informações detalhadas e discussões sobre os aspectos da ciência e da tecnologia. Por conta desta tendência, “os estudos sobre a mídia online estão se tornando cada vez mais importantes, porém compreender o ambiente da informação online é particularmente importante para as questões de ciência e tecnologia”.

 

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trollface

 

Nada como ouvir a voz da mamãe…

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[ Traduzido de: Phone Call With Mom Soothes Brain Like A Hug ]

Fazer contato com a mamãe, mesmo que seja pelo telefone, libera o “hormônio do carinho” no cérebro.

13 de maio de 2010

Por Devin Powell
Inside Science News Service

Mom On Phone

Imagem ampliada

Uma nova pesquisa indica que uma conversa com a mamãe pode produzir o mesmo hormônio calmante no cérebro que um abraço.
Crédito: foh.gov

WASHINGTON (ISNS) — O psicólogo Seth
Pollak espera que você tenha ligado para sua mãe no Dia das Mães — não por causa dela, mas por você mesma. A nova pesquisa dele indica que, para as filhas, uma conversa por telefone com a mãe pode produzir o mesmo hormônio calmante no cérebro que um abraço.

O hormônio em questão é a oxitocina — o hormônio dito “do carinho” ou “do amor”, que é liberado durante o contato físico entre entes queridos. Acredita-se que ele tenha um papel de reforço nos laços sociais que nos unem. O estudo de Pollak é o primeiro a mostrar que este hormônio pode ser liberado em resposta não só a um carinho, mas também a uma palavra gentil.

A oxitocina vem sendo usada como medicamento para induzir as contrações uterinas e o parto de crianças há décadas, mas só recentemente os cientistas descobriram seu papel em nossa vida social diária. Nossos cérebros a produzem quando brincamos com um cão e ela parece também nos ajudar a lembrar das feições das pessoas próximas as nós. Uma pequena dose de oxitocina torna as pessoas que partiicipam de jogos em laboratórios de psicologia, mais confiantes nas outras e mulheres grávidas com maiores níveis em seus organismos tendem a ser mais afetuosas com o recém-nascidos.

Em 2005, Pollak descobriu que crianças criadas nos orfanatos romenos – abandonadas em berços sem contato físico – não produziam a mesma quantidade de oxitocina quando tocados por suas mães adotivas nos Estados Unidos, quanto a produzida por crianças bem cuidadas. Ele suspeita que essa deficiência pode explicar porque essas crianças apresentam mais tarde problemas de relacionamentos em suas vidas.

Estudos feitos com animais mostam que o contato físico íntimo entre os bichos, seus parceiros e parentes próximos pode liberar o hormônio. A fêmea dedicada e monógama do rato-da-pradaria – que forma um casal para toda a vida – tende mais a trair seu parceiro com estranhos quando lhe é injetada uma substância bloqueadora da oxitocina.

O último estudo de Pollak na Universidade de Wisconsin em Madison explorou o papel das palavras no estabelecimento de laços saudáveis entre mães e filhas.

“Nós estamos fazendo uma pergunta sobre evolução”, diz Pollak, cuja pesquisa foi publicada em Proceedings of the Royal Society
B
. “É possível que a evolução de nossa linguagem tenha relação com a oxitocina?”

Ele causou estresse em 61 garotas com idades de 7 a 12 anos, fazendo-as falar perante uma audiência e resolver problemas de matemática diante de uma banca examinadora. Depois desse suplício, algumas garotas recebiam um abraço de suas mães, enquanto outras recebiam uma chamada telefônica. As amostras de urina de ambos os grupos de meninas mostrou uma queda generaizada nos níveis e hormônios do estresse e um aumento de oxitocina. 

Um outro grupo de meninas que passou a tarde vendo um filme infantil, por outro lado, não mostrou qualquer mudança nos níveis hormonais quando contatadas pelas mães.

Acredita-se que a oxitocina aja sobre o sistema nervoso parassimpático, enviando uma sensação de segurança que acalma o estresse – embora ainda não se compreenda inteiramente quais partes do cérebro e do corpo sejam os alvos da oxitocina.

“Há cerca de 10 anos atrás, o slogan da AT&T era ‘procure e toque alguém'”, lembra Pollak. “Acontece que, quando alguém que nos é próximo nos chama, em termos neuro-biológicos isso tem o mesmo efeito de um abraço”.

Se a voz da mamãe tem o mesmo efeito sobre seu filhos machos, ou se a voz do papai faz o mesmo por suas crias, ainda não se sabe porque machos e fêmeas respondem de modo diferente ao hormônio.

Scott Young, que estuda a oxitocina no Instituto Nacional de Saúde Mental em Bethesda, Maryland, diz que os resultados são coerentes com os obtidos em estudos anteriores, mas alerta que este é apenas o primeiro estudo a relacionar a liberação de oxitocina pela voz. 

“Todo este campo é muito recente, toda essa coisa relacionada com o comportamento social”, diz Young. “Seria bom ter alguns outros estudos que confirmem as experiências realizadas”.


Nota do Tradutor: entendeu agora, amigo, por que sua mulher adora tanto aquela insuportável da sua sogra?…

Como pegar uma idéia boa e esculhambá-la com politicagem barata

Dia Mundial Sem Carro

Uma iniciativa louvável, né?… Não se você deixar na mão de idiotas que gostam de dar a bunda dos outros barretadas com o chapéu alheio.

Reproduzido da página do G1: (os grifos são meus)

Fiscalização intensa

A fiscalização foi intensa na manhã desta terça-feira (22) no
Centro do Rio, onde o estacionamento foi proibido em algumas
ruas por
causa do Dia Mundial Sem Carro.
Agentes da CET-Rio,
Guarda Municipal e da Secretaria Especial de Ordem Pública
(Seop) começaram cedo o trabalho. Com a proibição, muita gente
optou por deixar o carro em casa
e seguir de ônibus, metrô ou
trem para o Centro. Com isso, o trânsito ficou melhor em
diversos pontos da cidade.

A conclusão do parágrafo é patética: se nem com a remoção de uma porrada de carros, o trânsito melhorasse, estava na hora de demolir o centro da cidade e construir outro. Grande novidade!…

Mas o parágrafo começa traindo nas entrelinhas o verdadeiro móvel: onde se lê “fiscalização intensa”, leia-se “oba! mais umas multinhas!” Porque se fosse para a Prefeitura gastar algo em prol da sociedade, o “entusiasmo” das “otoridades” seria bem outro (meu neto estuda em uma Escola Municipal… preciso dizer mais?…)

Segunda mentira deslavada: ninguém “optou” por deixar o carro em casa; “foi constrangido”, isso sim! E o que diz o Código Penal a respeito?

Constrangimento ilegal

Art. 146 – Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe
haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que
a lei permite, ou a fazer o que ela não manda:

Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa.

Como é que fica esse negócio de “fazer o que ela [a lei] não manda”? No meu entender, a “violência” fica caracterizada com a ação excepcional da fiscalização e a restrição, também excepcional, do número de vagas disponíveis – sem falar da “grave ameaça”… Ou bem há uma legislação que restringe a circulação de carros particulares no centro da cidade (como há em São Paulo), ou não há. No momento em que o poder público se vale de uma “otoridade”, bem ao gosto dos tão xingados governos da ditadura militar, que, de resto, ninguém lhe conferiu, para constranger o cidadão, alguma coisa está podre… Ou há regras nesse jogo, ou não há: o que não pode haver é uma mudança das regras só porque o prefeito quer parecer “preocupado com o meio ambiente” e, a título de “dar o exemplo”, vai demagogicamente para o trabalho de bicicleta, mas, antes, cuida de estar em boa companhia: você também não vai poder ir de carro!

Trânsito e poluição nos centros das grandes cidades são questões sérias e merecem medidas até drásticas.

Não medidas “para inglês ver” e obter espaço na mídia (que deveria, também, ter vergonha na cara e não publicar asneiras).


PS: Me ocorreu que eu posso ser mal entendido por estar sempre defendendo os proprietários de carros particulares. Então, eu quero sugerir um outro cenário.

Ninguém vai discutir que os ônibus contribuem enormemente para a poluição, certo?… E, se juntássemos às restrições de tráfego de carros particulares, uma restrição aos ônibus?… Com uma “fiscalização intensa” em cima daqueles com motor desregulado, pneus carecas, suspensão defeituosa, ou simplesmente em péssimas condições de conservação?…

Será que a população pedestre (e a prefeitura, por falar nisso…) ia topar?…

Como elas sabem se eles vão ser bons pais?

Yale University

Seleção de Parceiros: Como ela sabe se ele vai tomar conta dos filhos?


IMAGEM:

O pavão exibe sua cauda rodada para atrair parceiras.

Clique aqui para mais informações.

New Haven, Connecticut — Por todo o reino ani­mal, cores berrantes e comportamentos ela­borados servem como “anúncios” para atrair parceiras. Mas o que esses anúncios prome­tem e o que há de verdade nessa propa­ganda? Os pesquisadores em Yale teorizam que, quando os machos têm que ajudar na cria­ção de suas crias, os sinais emitidos pelos machos serão consistentemente honestos — e que eles podem devotar mais energia para cui­dar das crias do que em serem atraentes.

A ideia de que os machos exibem suas melho­res qualidades para atrair as fêmeas, não é nova, nem a ideia de que eles podem estar fa­zen­do uma propaganda enganosa. Mas novas descobertas revelam que a honestidade na pro­paganda é um dos maiores fatores de su­cesso da mesma, como verificado por Natasha Kelly, uma estudante de pós­graduação em ecologia e biologia evolutiva em Yale e principal autora do estudo.


IMAGEM:

Natasha Kelly observando os peixes no Alaska.

Clique aqui para mais informações.

A cauda rodada de um pavão — ou o gestual e a postura agressivos de um sujeito em um bar — são “anúncios” ou comportamentos de acasalamento que custam um bocado de ener­gia para manter. Quando a energia de um ma­cho fica pesadamente focalizada em manter sua aparência, ele pode ter deixado bem pouca energia para cuidar das crias. Mas isso pode não ser importante, dizem os pesqu­i­sadores — para as espécies onde eles real­mente não precisam cuidar dos filhos.

Pesquisas anteriores sugeriam que, em deter­minadas circunstâncias, os machos poderiam estar sendo desonestos acerca de suas habi­lidades como pais e ainda assim terem alto índice de sucesso reprodutivo. Este novo mo­de­lo, publicado na versão online de Proceedings of the Royal Society B,
examina a confiabilidade dos sinais de aca­salamento emitidos pelos machos, quando eles têm que cuidar de suas crias — um aspecto que estava ausente nos estudos anteriores.

Existem várias espécies nas quais os machos poderiam, mas não têm que, ajudar na criação dos filhos — porque as fêmeas podem escolher os relapsos. Os pesquisadores de Yale se focalizaram nessas espécies, tais como o esgana-gata, na qual as fêmeas não podem se dar ao luxo de escolher os malandros e machos que não cuidem das crias, porque isso aumenta demais os riscos para a sobrevivência da progenia.


IMAGEM:

Esgana-gatas machos têm um papel importante na criação dos filhos.

Clique aqui para mais informações.

“Este novo trabalho mostra que, quando os machos não conseguem escapar do custo de cuidar das crias, suas propagandas tenderão a informar de maneira confiável sua capacidade em prover cuidados para as crias”, declara a autora sênior Suzanne Alonzo, professora as­sis­tente de ecologia e biologia evolutiva em Yale.

“Esse item tem maior peso onde os machos são obrigados a dar proteção às crias”, explica Kelly. “Nesse caso, o cara quieto no canto pode estar fazendo a propaganda mais con­fiável sobre ser um bom par”.

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Esta pesquisa foi financiada pela Fundação Nacional de Ciências e pela Universidade Yale.

Artigo: Proceedings of the Royal Society B, publicado online antes da versão impressa em 11 de junho de 2009,
doi: 10.1098/rspb.2009.0599

Suzanne Alonzo http://www.eeb.yale.edu/alonzo/index.htm

ecology and evolutionary biology http://www.eeb.yale.edu/

Natasha Kelly http://www.eeb.yale.edu/people/fourth.htm


A necessidade é a mãe da invenção — para pássaros, também

University of Cambridge

Gralhas-calvas demonstram que sabem usar ferramentas de modo inteligente e criativo


VIDEO:

Um pássaro faz um gancho para alcançar a comida.

Clque aqui.

Os pesquisadores da Universidade de Cam­bridge e da Queen Mary, Universidade de Lon­dres, descobriram que as gralhas-calvas, um mem­bro da família dos corvos, são capazes de usar e fabricar ferramentas, modificá-las para fazê-las funcionar e usar duas ferramentas em sequência. Os resultados serão publicados on­line nesta semana pela Proceedings of the National
Academy of Sciences
.

“Esta descoberta é notável porque as gralhas-calvas não parecem fazer uso de ferramentas quan­do livres, mas elas rivalizam com chim­panzés e corvos da Nova Caledônia – conhe­cidos utilizadores de ferramentas – quando em cativeiro”, disse Chris Bird, o principal autor do estudo.

Em uma série de exeriências, as gralhas-calvas rapidamente aprenderam a lar­gar uma pedra para derrubar uma plataforma e obter comida, e, subsequen­temente, mostraram a capacidade de escolher o tamanho e o formato certos para a pedra, sem qualquer treinamento.


VIDEO:

Este pássaro está fazendo um gancho para chegar à comida.

Clique aqui.

Não só elas usaram pedras para resolver a ta­refa, como se mostraram flexíveis em sua es­co­lha de ferramentas, usando e modificando va­retas para chegar ao mesmo objetivo. Quando a ferramenta adequada estava fora do alcance, elas usavam outra ferramenta para alcançá-la, demonstrando a capacidade de empregar sequencialmente as ferramentas. Em outros testes, as gralhas-calvas foram ca­pa­zes de usar um gancho para “pescar” comi­da de um tubo diferente e até de, criati­va­mente, entortar um pedaço de arame para fazer o gancho para alcançar a comida.

“Nós sugerimos que este é o primeiro indício sem ambiguidade de raciocínio animal, porque as gralhas-calvas fizeram um gancho na pri­mei­ra tentativa e nós sabemos que elas não tinham qualquer experiência ante­rior em fabricar ferramentas a partir de arames, porque todos os pássaros foram criados em condições controladas”, declarou o Dr Nathan Emery, da Universi­dade Queen Mary de Londres, em cujo laboratório foram realizadas as expe­riências.

Essas descobertas sugerem que a habilidade das gralhas-calvas em usar ferra­mentas e em visualizar os formatos e propriedades adequados das mesmas, pode ser um sub-produto de uma forma sofisticada de inteligência física, ao invés de o uso de ferramentas evoluir como uma especialização adaptativa, como foi proposto a respeito do uso de ferramentas pelo corvo da Nova Cale­dônia.

O presente trabalho foi realizado na Universidade de Cambridge por Christopher Bird, um estudante de PhD, e seu supervisor,
Dr. Nathan Emery da Universidade Queen de Londres e foi financiado pela Royal Society, pelo Conselho de Pesquisas de Biotecnologia e Ciências Biológicas (BBSRC) e a Universidade de Cambridge.


Esse mundo está cheio de otimistas

University of Kansas

Estudo da Universidade de Kansas indica que as pessoas são univer­salmente otimistas


IMAGEM:
 
A nível de países, o otimismo é maior na Irlanda, Brasil, Dinamarca e Nova Zelândia, e menor no Zimbabwe, Egito, Haiti e Bulgária.

Clique aqui para mais informações.

LAWRENCE, Kansas. – A despeito das calami­dades advindas de recessões econômicas, gue­r­ras e fome, passando por uma epidemia de gripe que aflige o mundo, um novo estudo da Universidade de Kansas e do Gallup indica que as pessoas são otimistas por natureza.

O estudo, a ser apresentado hoje, 24 de maio de 2009, no encontro anual da Associação de Ciência Psicológica em San Francisco, desco­briu que o otimismo é universal e sem fron­teiras.

O estudo usou dados da Pesquisa Munidal da Gallup, onde foram ouvidas pessoas adultas (mais de 150.000 delas) em mais de 140 países, representando 95% da população mundial. 

Oitenta e nove porcento das pessoas em todo o mundo esperam que os próximos cinco anos sejam tão bons ou melhores que sua vida atual, e 95% das pessoas esperam que sua vida nos próximos cinco anos seja tão boa como ou melhor que era sua vida a cinco anos atrás.

“Os resultados dão um fortíssimo indício de que o otimismo é um fenômeno universal,” disse Matthew
Gallagher, um doutorando na Universidade de Kansas e autor principal do estudo.

País a país, o otimismo é maior na Irlanda, Brasil, Dinamarca e Nova Zelândia, e mais baixo no Zimbabwe, Egito, Haiti e Bulgária. Os Estados Unidos ocupam a 10ª colocação entre os mais otimistas.

Fatores demográficos (idade e renda familiar) parecem ter efeitos apenas modestos nos níveis individuais de otimismo.


Está querendo alguma coisa “diferente”?… Seus problemas acabaram!

CANSADO DE “SEMPRE AS MESMAS COISAS”? A UNIVERSIDADE DO MINNESOTA ENCONTROU A SOLUÇÃO PARA A SACIEDADE

 
MINNEAPOLIS
/
ST. PAUL (19/05/2009) – Você anda farto de pizza, de jogar sempre o
mesmo joguinho no computador, ou aquela musiquinha não sai de sua
cabeça e você não aguenta mais? Se é esse seu caso, você pode estar
sofrendo de amnésia da variedade. Em uma nova pesquisa, Joseph Redden,
professor de marketing
na Escola Carlson de Administração da Universidade de Minnesota, pode
ter encontrado uma cura para sua “depre” por saciedade. Segundo ele:
“As pessoas se esquecem da abundância das diferentes experiências que
tiveram, e se concentram na repetição. Simplesmente pensar sobre a
variedade de músicas que a pessoa escutou, ou sobre as coisas gostosas
que já comeu, fará com que as pessoas voltem a apreciar essas
atividades”.         
 
A
saciedade, o processo de consumir produtos ou repetir experiências até
o ponto em que eles fiquem menos do que agradáveis,  é um grande
problema para consumidores e varejistas. Antigamente, o tempo e a
variedade eram vistos como as únicas maneiras de curar a saciedade. Em
seu novo artigo, a ser publicado no Journal of Consumer Research, Redden e os co-autores relatam que apenas se lembrar
da variedade pode curar a saciedade mais rapidamente. “A intuição nos
diz que, se o tempo passar, nós voltaremos a gostar de algo; nós
chamamos isso de ‘recuperação espontânea’ ”, explica Redden. “Só que
isso não é tudo. As pessoas não se recuperam totalmente por si
próprias apenas com a passagem do tempo. Se eu estiver farto de
chocolate, o simples ato de pensar em todas as outras sobremesas que
comi, desde a última vez que comi chocolate, ajuda a curar minha
saciedade. O tempo não parece fazer isso muito bem”.
 
Em um
dos três estudos realizados para essa pesquisa, Redden e seus colegas
pediram aos participantes para ouvir o refrâo de uma música favorita
por 20 vezes seguidas. Então, eles deviam classificar o clipe. Sem
surpresa alguma, depois de 20 repetições, sua apreciação pela música
diminuiu um bocado. Três semanas depois, os participantes voltavam e,
à metade deles, se pedia que se lembrassem de qualquer programa de
televisão que eles tivessem assistido desde a última sessão, enquanto à
outra metade se pedia que listassem todos os cantores e músicos que
eles tivessem escutado desde a sessão anterior. O grupo que fazia a
lista dos programas de TV ainda estava no mesmo grau de saciedade –
eles não gostavam da música. Porém, os que se lembravam da variedade na
categoria de música, estavam quase totalmente recuperados. “Os
comentários dos participantes foi o mais revelador”, lembra Redden.
“Aqueles que se lembravam de programas de TV, ficavam zangados
de verdade por ter uma música da qual gostavam ‘estragada’, mas os que
lembravam dos músicos, gostavam de participar de um estudo com música,
etc. Se alguma coisa parece ser ‘mais da mesma coisa’ as pessoas ficam
menos interessadas”. 
 
A
saciedade é um atrito. Ela impede que as pessoas apreciem suas
atividades favoritas e impedem que os varejistas lucrem com negócios
repetitivos. Segundo Redden,  “a solução para a saciedade é tirar um
tempo para apreciar toda a variedade que você dispõe. A receita é
simples: se os consumidores querem continuar aproveitando suas
experiências favoritas, eles devem simplesmente pensar em todas as
outras experiências relacionadas que tiveram recentemente. Então, da
próxima vez que você estiver farto de um saudável milk-shake e
estiver pensando em devorar um hamburger para variar, tente se lembrar
de todas as outras coisas que você bebeu depois do último milk-shake. Nossas descobertas nos dizem que o milk-shake vai ter um gosto um pouquinho melhor”.
 
O
trabalho de ensino e pesquisa de Joseph
Redden é focalizado na experiência de consumidores com saciedade,
variedade e quantidade. Seus trabalhos foram publicados em periódicos
tais como Psychology Today, Star Tribune e Vancouver Sun. O artigo “Variety Amnesia: Recalling Past Variety Can Accelerate Recovery from Satiation”, a ser publicado no Journal of Consumer Research tem como co-autores Jeff Galak (Carnegie Mellon) e Justin Kruger
(NYU). O artigo e mais informações sobre o Professor Redden podem ser encontrados em:
www.carlsonschool.umn.edu/marketinginstitute/jredden.
 
O
Instituto para Pesquisa em Marketing faz parte da Carlson School of
Management na Universidade de Minnesota. Fundado em 2005, o instituto
abriga pesquisas inovativas e rigorosas que ampliem a ciência e a
prática do marketing. Mais informações em:
www.carlsonschool.umn.edu/marketinginstitute.

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