“Por Dentro da Ciência” do Instituto Americano de Física (6/1/09)

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5 de janeiro de 2009
Por Jim Dawson
Inside Science News Service

Pessoas e Plantas Usam Aspirina Quando Estressadas

Um relatório, publicado na semana passada por pesquisadores do Serviço Nacional de Saúde da Escócia, que diz que o corpo humano produz seu próprio ácido salicílico quando fica estressado, é seguido por um artigo da Universidade do Estado de Washington (WSU) que mostra que, nas plantas, a molécula de “aspirina” funciona como um sinal que aciona uma série de reações que ajudam a planta a se defender de ameaças externas. A pesquisa indica a maneira básica como os sistemas biológicos usam o ácido salicílico como uma substância química defensiva. Nas pessoas, o composto é aquele que se forma quando a aspirina se dissolve dentro do corpo e é conhecido, há muito tempo, por sua capacidade de aliviar a dor e combater inflamações.

A recente pesquisa em pessoas, publicada pela cientista Gwen Baxter no Journal of Agricultural and Food Chemistry, mostra que o corpo humano manufatura o ácido salicílico como um “biorregulador animal” e que, em algumas das pessoas testadas, seus níveis de ácido salicílico natural eram tão altos quanto ao de outras que tomavam pequenas doses de aspirina.

Os cientistas já sabem, há mais de um século, que o ácido salicílico também é encontrado em plantas, porém eles não compreendiam como e quando as plantas fabricavam sua própria aspirina.  B. W. Poovaiah, da WSU em Pullman, descobriu que o cálcio nas plantas atua como uma “sentinela” nas células das plantas e, quando uma planta é atacada — por algum patogênico, por exemplo — o cálcio ativa um enorme aumento nos níveis de ácido salicílico. Anteriormente, pesquisadores do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica tinham descoberto que as árvores de um castanhal da Califórnia, quando estressadas por uma seca, produziam tanto ácido salicílico que os níveis podiam ser medidos no ar.

“Quando esperamos algum perigo, tentamos tomar precauções”, declarou Poovaiah. “As plantas não podem fugir. As plantas têm que ligar seu sistema interno para se protegerem”.  Existe um compromisso: plantas com maiores níveis de ácido salicílico sofrem muito menos infecções, porém são caracteristicamente menores e crescem mais lentamente do que o mesmo tipo de planta com menores níveis de ácido salicílico. A pesquisa de Poovaiah será publica em Nature.

Os “Caçadores de Cabeças” Não Caçavam Estrangeiros

O antigo povo da América do Sul que criou os misteriosos desenhos da Planície de Nazca — enormes imagens entalhadas de diversas coisas, de beija-flores a orcas no altiplano do Deserto de Nazca no Peru — entre 1.500 a 2.000 anos atrás, também tinham o estranho hábito de coletar regularmente cabeças humanas. Os cientistas se perguntam, faz tempos, se as cabeças, suspensas em cordas trançadas como troféus, vinham de culturas inimigas como troféus de guerra, se eram usadas em rituais de fertilidade, ou tinham outro propósito qualquer. Os pesquisadores do Museu Field em Chicago ainda não conseguiram responder a questão do “por que” das coleções de cabeças, mas solucionaram a questão “de onde elas vinham”.

Ryan Williams, um curador do Museu Field, declarou que o estudo do esmalte dos dentes de 16 cabeças da coleção do Museu Field e 13 corpos mumificados, dos mesmos período e região, mostram que “os doadores dos crânios-troféus eram do mesmo lugar que o povo que mantinha os troféus”. Em outras palavras, as cabeças vêm do mesmo povo que vivia no mesmo local e eram da mesma cultura daqueles que colecionavam as cabeças.

A pesquisa, publicada no Journal of Anthropological Archaeology, teve a participação de cientistas da Universidade do Estado do Arizona, em Tempe, da Universidade de Illinois, em Chicago, e Universidade de Indiana, em Bloomington, .  Os cientistas dizem que, em seguida, irão pesquisar o motivo que levava o povo de Nazca a colecionar cabeças.

Fazendo Tijolos na Lua

Uma equipe de estudantes de engenharia do Virginia Tech College of Engineering, em Blacksburg, desenvolveu um processo para fabricar tijolos na Lua, algo que pode ser um ponto crítico para o desenvolvimento de colônias lunares. Os estudantes, trabalhando sob a direção da professora de Engenharia e Materiais Kathryn Logan, descobriu que misturando alumínio em pó com “regolito simulado” e aquecendo o material a 2.700 graus Fahrenheit (pouco mais do que 1.400 graus Celsius), o material passa por uma “síntese auto-propagante a alta temperatura”. Em outras palavras, forma um tijolo sólido e muito duro.

O “regolito simulado” foi feito de cinzas vulcânicas de um depósito daqui da Terra, junto com uma variedade de minerais e vidros basálticos que se sabe existirem nas pedras reais da Lua. Os tijolos lunares foram feitos em um tamanho de cerca de um terço dos tijolos normais, porém os estudantes planejam ampliar o processo de manufatura para criarem tijolos de cinzas em blocos de tamanho e formato apropriados para a construção de uma estrutura semelhante a um iglu. Os tijolos lunares ganharam a categoria “Construção e Utilização de Recursos Materiais In-Situ Lunares” de um concurso realizado pelo Centro Espacial para Sistemas de Exploração – Pacífico” (Pacific International Space Center for Exploration Systems = PISCES).


Este texto é fornecido para a media pelo Inside Science News Service, que é apoiado pelo Instituto Americano de Física (American Institute of Physics), uma editora sem fins lucrativos de periódicos de ciência. Contatos: Jim Dawson, editor de notícias, em jdawson@aip.org.

Discussão - 2 comentários

  1. Veri disse:

    João! Olha como estou lenta pra me tocar das coisas!!! Hj achei seu blog “novo”. Está lá nas atualizações de blog q o blogger tem agora!!!
    Me diz, será q as crianças q demoram mais a crescer ou crescem menos q as outras (e têm q tomar o tal hormonio do crescimento) tb teriam uma maior quantidade de “auto-aspirina”? Vc sabe me dizer isso?
    Bjo

  2. João Carlos disse:

    Oi, Veri!
    Por enquanto essa relação “aspirina endógena” x “crescimento” só foi estabelecida para plantas. A “aspirina endógena” nas pessoas é algo descoberto faz pouco tempo.

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