“Por dentro da ciência” do Instituto Americano de Física (02/02/09)

Photobucket
2 de fevereiro de 2009
Por Jim Dawson
Inside Science News Service

Disfunção Erétil em Homens Jovens Duplica o Risco de Doenças Cardíacas

Pesquisadores na Clínica Mayo em Rochester, Minnesota, descobriram que homens que passam por disfunções eréteis entre as idades de 40 e 49 anos, têm um risco 80 % maior de doenças cardíacas. Embora a disfunção erétil seja objeto de chacota na sociedade, a pesquisa sugere que homens mais jovens e seus médicos devem encarar o problema com seriedade, considerando a disfunção erétil como um sinal de um risco futuro de doença coronariana e tomando as medidas apropriadas para evitá-la, declarou a pesquisadora Jennifer St. Sauver. Os pesquisadores da Mayo observaram, em um editorial da Mayo Clinic Proceedings, que os resultados “levantam a possibilidade de uma ‘janela de curabilidade’, na qual o progresso da doença cardíaca pode ser diminuído ou cessado pela intervenção médica”. O estudo envolveu 1.402 homens de Minnesota que, em 1996, foram identificados como não-portadores de doenças cardíacas. A cada dois anos, ao longo de 10 anos, os homens foram avaliados na saúde urológina e sexual. Ao longo dos 10 anos de acompanhamento, a pesquisadora descobriu um aumento de 80 % na probabilidade de doenças cardíacas nos participantes do estudo mais jovens que tinham disfunções eréteis. “Nos homens mais velhos, a disfunção erétil pode ser de menor importância para um prognóstico de desenvolvimento futuro de uma doença cardíaca”, declara St. Sauver.

Ruído do Tráfego Causa Ataques Cardíacos na Vizinhança

Pessoas que vivem em áreas residenciais com altos níveis de ruído oriundo do tráfego rodoviário, parecem sofrer mais ataques cardíacos do que pessoas que vivem em vizinhanças mais tranqüilas, de acordo com um novo estudo realizado por pesquisadores do Instituto Karolinska de Estocolmo, Suécia.  Goran Pershagen, que liderou o estudo, declarou que 1571 pessoas da área de Estocolmo que sofreram ataques cardíacos, entre 1992 e 1994, foram comparados com um grupo de controle da mesma área. Os endereços de todos os indivíduos foi identificado e o nível de ruído estimado. Também foram considerados outros fatores de risco de ataque cardíaco, tais como a poluição atmosférica e outros, por meio de questionários e entrevistas, disseram os pesquisadores. Eliminados  do estudo aqueles que tinham deficiência auditiva ou exposição a outras fontes de ruído, os pesquisadores descobriram que havia um risco 40 % maior de ataque cardíaco nas pessoas expostas ao ruído do tráfego que passasse do 50 decibéis — um ruído relativamente pequeno; o ruído do tráfego normalmente anda na casa de 80 a 90 decibéis. “Serão necessárias mais pesquisas para estabelecer uma correlação definitiva entre o ruído do tráfego rodoviário e os ataques cardíacos, porém nossos resultados são consistentes com os de outros estudos que mostram os efeitos cardiovasculares do ruído”, declara Pershagen. Uma possível ligação entre o ruído e ataques cardíacos deve ser levada em conta quando do planejamento de novas rodovias e áreas residenciais, acrescentou ele. O estudo foi publicado em Epidemiology.

Plantações Conectadas Encorajam as Pragas

Cientistas da Universidade do Estado do Kansas em Manhattan, Kansas, tendo observado que as pragas que se alimentam de uma cultura particular se alastravam mais facilemente em regiões agrícolas onde havia muitas plantações próximas entre si, desenvolveram um estudo de “conectividade” que sugere que um plantio “menos conectado” poderia proteger as plantações. Traçando gráficos em nível municipal ao longo dos 48 estados [dos EUA] mais ao Sul, Margaret Margosian e sua equipe estudaram a densidade — ou “conectividade” — de soja, milho, trigo e algodão. Então eles introduziram quatro “pragas hipotéticas que se espalham com diferentes níveis de dificuldade” em seu sistema. A cultura de soja foi julgada altamente conectada para a transmissão de pragas facilmente transmissíveis e, desse modo, vulnerável a sua propagação. O milho foi achado igualmente vulnerável às pragas. O algodão e o trigo, ao contrário, estavam muito menos conectados, a nível nacional, e, como resultado, menos vulneráveis. O estudo, publicado em BioScience, diz que os resultados indicam que “pode ser  . . . prudente encorajar padrões de plantio que rompam a conectividade para minimizar a probabilidade de que uma praga se alastre”. E, quando uma nova praga começar a atacar uma cultura, “a análise gráfica poderia sugerir onde e quando se justificariam intervenções radicais, tais como a erradicação das plantações, para impedir o alastramento da praga. Lidar com as pragas agrícolas custa aos EUA cerca de US$ 1 bilhão anualmente, observam os pesquisadores.


Este texto é fornecido para a media pelo Inside Science News Service, que é apoiado pelo Instituto Americano de Física (American Institute of Physics), uma editora sem fins lucrativos de periódicos de ciência. Contatos: Jim Dawson, editor de notícias, em jdawson@aip.org.

Discussão - 0 comentários

Participe e envie seu comentário abaixo.

Envie seu comentário

Seu e-mail não será divulgado. (*) Campos obrigatórios.

Sobre ScienceBlogs Brasil | Anuncie com ScienceBlogs Brasil | Política de Privacidade | Termos e Condições | Contato


ScienceBlogs por Seed Media Group. Group. ©2006-2011 Seed Media Group LLC. Todos direitos garantidos.


Páginas da Seed Media Group Seed Media Group | ScienceBlogs | SEEDMAGAZINE.COM