Ciscando pelo EurekAlert

Algumas notícias sobre o funcionamento do cérebro, em 20/4/09.

Nossos cérebros fabricam a própria maconha: no fundo, somos todos chincheiros

Novo estudo publicado no FASEB Journal mostra que nossos cérebros produzem proteínas que atuam diretamente sobre os receptores de maconha em nossas cabeças

Cientistas norte-americanos e brasileiros acabam de comprovar que um dos refrões mais famosos de Bob Dylan — “todo o mundo tem que ficar doidão” —  está certo. Isso porque eles descobriram que o cérebro fabrica proteínas que funcionam como a maconha sobre receptores específicos no próprio cérebro. Essa descoberta,
publicada online no FASEB Journal (http://www.fasebj.org), pode levar à obtenção de novos medicamentos semelhan­tes à maconha para controlar a dor, estimular a larica o apetite e impedir o consumo abusivo de maconha.

Muitas opções de compra? Como influenciar as decisões dos consumidores

Fazer escolhas é difícil, especialmente em um ambiente competitivo de vendas. Um novo estudo publicado no Journal of Consumer Research lança algumas luzes sobre os processos de escolha dos consumidores entre várias opções.

Para ilustrar o fenômeno investigado, os autores Young-Won Ha e Sehoon Park (ambos da Universidade Sogang, na Coréia, e Hee-Kyung Ahn (Universidade de Toronto) montaram o seguinte cenário: Um consumidor tem que escolher entre dois pacotes de férias na França com o mesmo preço. O pacote A (“o competidor”) oferece estadia em hotéis de 4 estrelas que estão localizados de maneira inconveniente. O pacote B (“o alvo”) inclui estadia em hotéis de 2 estrelas próximos de museus e palácios famosos. Enquanto o consumidor pesa as diferenças entre o serviço e as conveniências, encontra um pacote C (“o chamariz”), que oferece estadias em hotéis de uma estrela convenientemente localizados como os do pacote B.

Pesquisas de consumo anteriores demonstraram que a presença de um chamariz aumenta a atratividade da opção alvo. Mais pessoas escolhem o pacote B (o alvo), quando o chamariz está disponível.

O novo estudo modificou as condições, incluindo o que os pesquisadores chamaram de uma “característica particular” — por exemplo: substituir a França pela Itália no pacote A. Os pesquisadores descobriram que, nesse caso, o poder do chamariz fica bastante reduzido.

Os consumidores costumam se aglomerar… e aí compram menos

Em um estudo publicado no Journal of Consumer Research, Sam K. Hui (Universidade de Nova York), Eric T. Bradlow e Peter S. Fader (ambos da Universidade da Pennsylvania) analisaram dados obtidos com um sistema de rastreamento colocado em carrinhos de supermercado e descobriram que os consumidores têm a tendência de se aglomerarem em determinadas zonas do mercado, mas, uma vez lá, ficam menos dispostos a fazer uma compra.

Eles descobriram que, quanto mais tempo levam em uma loja, mais os consumidores se ficam decididos e procuram os locais onde devem estar as coisas que já pretendiam comprar. E descobriram, também, que, após ceder a uma “tentação” (comprar algum produto que “faz mal à saúde”), os consumidores tendem a aplacar suas consciências comprando um produto “virtuoso” (uma comida “saudável”).

A melhor das intenções: a disponibilidade de comida saudável pode levar ao consumo de de comidas não saudáveis

Foi o que descobriram Keith Wilcox (Universidade da Cidade de Nova York), Beth Vallen (Loyola College), Lauren Block (Universidade da Cidade de Nova York), ), e Gavan J. Fitzsimons (Universidade Duke).

Em uma série de quatro estudos, os pesquisadores descobriram que a mera presença de itens de comida saudável em um cardápio pode levar a uma consciência menos pesada na escolha de comidas menos saudáveis. Por exemplo, quando eram oferecidos como acompanhamentos com o mesmo custo: batatas fritas, nuggets de frango, ou batata assada, poucos escolhiam as batatas fritas. Mas, quando se introduzia no cardápio a opção por uma salada, mais pessoas escolhiam as batatas fritas… E eram justamente as pessoas que, na situação anterior, tinham demonstrado mais auto-controle, enquanto as de menor auto-controle “escorregavam” menos…

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