Enquanto isso, no Bra$il

Notícias de “O Globo” de hoje
Rio, 04 de junho de 2005 Versão impressa
Abrindo a torneira
Valderez Caetano
BRASÍLIA
O resultado do Produto Interno Bruto (PIB, total de riquezas produzidas no país) no primeiro trimestre — que revelou desaceleração da economia e freio nos investimentos — e a crise política detonada pela CPI dos Correios sacudiram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que articulou estratégia para mostrar à sociedade que o governo não está parado. Ele exigiu dos seus
ministros desengavetamento dos projetos até agora parados por falta de verbas. Só nos últimos dois dias o governo decidiu liberar recursos que já chegam a R$ 17 bilhões para as áreas de agricultura e estradas […]
Rio, 04 de junho de 2005 Versão impressa
Lucro dos bancos cresce quase 50% com tarifas, juros altos e mais crédito
Enio Vieira
BRASÍLIA. Os bancos brasileiros lucraram 49,53% mais no primeiro trimestre de 2005, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo relatório do Banco Central (BC) sobre o sistema financeiro, os lucros bancários subiram de R$ 5,560 bilhões para R$ 8,314 bilhões. O crescimento foi ainda mais forte entre as 50 maiores instituições financeiras (Banco do Brasil, Caixa Econômica, Bradesco, Itaú, entre elas), que assaram de um lucro total de R$ 4,043 bilhões nos primeiros três meses de 2004 para R$ 6,216 bilhões neste ano. A melhora no resultado veio principalmente do crédito e de tarifas com serviços. […]
Enquanto isso,
Governo descarta dar aumento para grevistas
Valderez Caetano e Demétrio Weber
BRASÍLIA. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, descartou ontem a possibilidade de dar reajuste aos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em greve desde anteontem por aumento salarial de 18,86%. Paulo Bernardo disse que o governo precisa dar resposta a outras categorias, como a dos militares e dos funcionários do Ministério da Cultura, estes últimos em greve há cerca de dois meses.[…]
Eu espero que esse papo de reajuste para os militares e funcionários do MinC, não seja só desculpa de aleijado…
Mas, pombas: quem já teve o desprazer de entrar em um Posto do INSS sabe que os funcionários têm razão: são poucos, mal pagos e ouvem todas as xingações dos que não são atendidos por causa da própria estrutura do INSS, que é feita para dificultar ao máximo a concessão de “Benefícios” (como se dar aquilo que o Cidadão tem direito, fosse “benefício”…)

Ídolos de Bacon

Salve, Pessoal! Na última matéria publicada pelo Daniel em seu BLOG, ele, com justificável orgulho, cita a lista das dez pessoas mais influentes do último milênio, mostrando que 5 delas são cientistas.
Em minha reles opinião, eu chutaria da lista o eminente William Shakespeare e incluiria Sir Francis Bacon (e o número de cientistas subiria para seis).
Mas o que me irritou na tal listinha, feita por Arthur M. Schlesinger Jr. (citado pela WikiPedia como “ganhador do prêmio Pulitzer e historiador “de segunda geração”) foi exatamente a Influência dos Ídolos de Bacon, sobre o autor da nefanda listinha. Como bom anglófono, o laureado (por americanos) “historiador de segunda-geração” põe Shakespeare à frente de todos os demais escritores e dramaturgos de todas as outras culturas. Igualmente, quando chega ao campo da biologia e medicina, ele coloca (em décimo lugar) o inglês Wlliam Harvey (que foi o primeiro a descrever o Sistema Circulatório do Sangue no corpo humano) à frente de Louis Pasteur (que descobriu os microorganismos, o que realmente foi a maior revolução na Medicina, depois de Paracelso).
E, evidentemente, se houvera um político na lista, tinha que ser Abraham Lincoln! Bom, você pode até não gostar deles, mas Karl Marx & Friederich Engels, bem como Adolf Hitler foram muito mais influentes do que o porcaria do Lincoln! O próprio Mao Tse Tung influenciou muito mais pessoas do que o velho Abe… E, se personagens discutíveis não valem, Mahatma Ghandi foi muito maior do que Lincoln.
Francamente, o que mais esperar de um povinho que chama seus campeonatos nacionais de baseball de World Series (= “Campeonato Mundial”)?
Abre o olho Daniel!… Cuidado para o Ídolo do Mercado não apanhar você!…

Enquanto isso, no BRA$IL…


Mais duas notícias de O Globo on-line de hoje:
Lula: Economia vai surpreender em 2005
Presidente assegura que não recorrerá a pacotes: ‘Não é porque vamos ter eleição daqui a um ano e meio que vamos tomar uma medida populista’
Será que ele acredita no que está dizendo? Será que ele acredita que alguém acredita? […não precisam responder; as perguntas são meramente retóricas…]
Enquanto isso:
Inadimplência cresce e valor da dívida também
Estudo leva em conta cheques devolvidos, títulos protestados, dívidas vencidas com bancos, varejo, administradoras de cartões e financeiras. Estagnação da renda, inflação e alta de juros são algumas das explicações da Serasa para crescimento frente a abril do ano passado.
As mães do Meirelles e do Palocci, vão muito bem, obrigado!… [e não são nada disso que vocês estão pensando…]

Eu só não acerto a Mega-Sena…

Da série, “eu bem que falei…” Duas notícias publicadas na edição on-line de O Globo de hoje:
FH diz que política de Lula ‘é para inglês ver’
Ex-presidente critica política externa do governo dizendo que empenho com os países mais pobres tem segundas intenções

Garotinho e Rosinha recuperam direitos políticos com novo efeito suspensivo

Decisão no mês passado havia deixado a governadora do Rio e secretário estadual de Governo inelegíveis por três anos
Sobre a primeira, diga-se que é bem um caso de “O roto falando do esfarrapado e o sujo, do mal lavado”… Se alguém deveria ter vergonha na cara e não falar da política terceiro-mundista do Lula, este alguém é exatamente o FH. Mas, que é verdade, é!…
Sobre a segunda, também não é uma decisão irrecorrível: apenas uma liminar, dada por um Desembargador. Cadê a Associação dos Magistrados do Brasil? Vai fazer um ato público de repúdio conta o Desembargador? Vai emitir alguma Nota Oficial? Vai é porra nenhuma! nada…

Por que pessoas espertas defendem más idéias

Eu achei esse link para o artigo Why smart people defend bad ideas no BLOG de Peter Woit, Not even wrong. Gostei tanto que resolvi traduzir e publicar. Eu juro que pedi permissão ao autor, mas como a tradução já está pronta e ele ainda não respondeu, vou publicar assim mesmo.
Por que pessoas espertas defendem más idéias
© Scott Berkun, Abril de 2005
Todos nós conhecemos alguém que é esperto, mas que, ocasionalmente, defende idéias obviamente más. Por que isso acontece? Como podem pessoas espertas adotar posições que desafiam qualquer lógica racional? Tendo levado muitos anos trabalhando com pessoas espertas, eu cataloguei muitas ocasiões onde isso acontece e tenho alguns conselhos sobre como lidar com isso. Eu me sinto qualificado para escrever este ensaio porque sou uma pessoa esperta, em fase de recuperação, e já defendi várias idéias muito más. Então, se não fosse por outro motivo, este ensaio serve como uma espécie de sessão de terapia pessoal. No entanto, eu suspeito muito que você vai encontrar mais do que a pura diversão (“Olha só! O Scott é mais estúpido do que a gente pensava!“) no que eu tenho a dizer sobre este tópico.
Sucesso na defesa de más idéias
Eu não me orgulho de admitir que sou formado em Lógica e Computação pela Universidade Carnegie Mellon. Um diploma em lógica não é o tipo de coisa que faça as pessoas quererem conversar com você nas festas, ou ler seus ensaios. Mas, se há alguma coisa que eu aprendi, depois de anos estudando teorias de lógica em nível superior, é que a proficiência na argumentação pode ser facilmente usada para derrotar os oponentes, mesmo quando você estiver inteiramente errado. Se você aprender uns poucos truques de lógica e técnica de debates, você pode refutar o óbvio e defender o ridículo. Se as pessoas com quem você estiver discutindo, não estiverem tão a vontade como você nas táticas de discussão, ou não forem tão arrogantes quanto você, eles podem até desistir e concordar com você.
O problema com pessoas espertas é que elas gostam de “ter razão” e, algumas vezes, defenderão idéias até a morte, ao invés de admitir que estão erradas. Isso é mau. Pior, ainda, se elas se deram bem com isso quando eram jovens (digamos, porque elas eram mais inteligentes do que seus pais, seus amigos e os amigos de seus pais). Elas provavelmente terão construído um ego em torno de estarem sempre certos e defenderão seu recorde perfeito de “certeza presumida” até a morte. Pessoas espertas freqüentemente caem na armadilha de preferirem “ter razão”, mesmo que isso seja baseado em mentiras, ou resulte em eles, ou seus entes queridos, se sentirem infelizes (Em algum lugar do cemitério da sua cidade, existe uma fileira de tumbas, chamada “Alameda dos Espertinhos”, cheios de pessoas enterradas em funerais pouco concorridos, cujas lápides dizem: “Viu?…, no fim, eu tinha razão“).
Até que elas fiquem face a face com alguém com tenacidade bastante para dissecar sua lógica e com paciência bastante para aturar os insultos intelectuais velados que elas soltam durante a discussão (por exemplo: “Você realmente não pensa assim, não é?“, ou “Bem se você conhecesse a regra/lei/corolário de {insira aqui uma referência obscura}, você não estaria dizendo tais coisas…“), elas não serão forçadas a questionar sua habilidade em defender más idéias. Oportunidades para isso são raras: um novo patrão, um novo companheiro de trabalho, um cônjuge novo. Mas, se sua obsessão por “ter razão” for suficientemente forte, elas rejeitarão essas pessoas imediatamente, antes de se questionarem sobre seus próprios preconceitos e auto-manipulações. Pode ser mais fácil, para pessoas espertas com o hábito de defender más idéias, mudar de emprego, cônjuge ou cidade do que examinarem honestamente o que está no cerne de sua psique (e, freqüentemente, de sua infelicidade).
Ao invés de se formarem em lógica, ou estudarem as nuances da técnica de debate, lembre-se desta única regra simples para desmistificar aqueles que têm habilidade em defender más idéias: O simples fato de que você não pode provar que eles estão errados, não os torna corretos. A maior parte dos truques, empregados por conhecedores de lógica e técnicas de debates, refutam questões e ataques, mas não conseguem estabelecer qualquer justificativa verdadeira para uma determinada idéia.
Por exemplo, só porque você não pode provar que eu não sou uma reencarnação de um Rei da França, isso não se torna verdade. Então, quando alguém lhe disser: “Meu plano A é o melhor, porque ninguém explicou como ele pode falhar“, saiba que existe uma falácia neste argumento. Simplesmente porque ninguém descreveu como ele vai falhar, isso não o torna o melhor plano. É possível que os planos B, C, D e E tenham todos a mesma qualidade, ou que a razão pela qual ninguém tenha descrito como o plano A vai falhar, é que ninguém teve mais do que 30 segundos para analisá-lo. Como vamos discutir mais adiante, um raciocínio errado difuso requer que alguém (provavelmente você) construa uma estrutura mais saudável em torno do mau raciocínio, para expô-lo tal como ele é.
Morte por homogeneidade
Nossa segunda parada, no tour das más idéias comumente defendidas, é a, aparentemente amistosa, noção de pensamento comunal. Só porque todo o mundo na sala é esperto, não quer dizer que, coletivamente, eles irão chegar a idéias inteligentes. O poder da pressão dos pares é que ela atua sobre nossa estrutura psicológica, não sobre nosso intelecto. Como animais sociais, nós somos pesadamente influenciados pelo modo como as pessoas em nosso entorno se comportam, e a nossa capacidade pessoal em tomar decisões varia grandemente dependendo do ambiente em que nós estivermos. (Por exemplo, tente escrever um poema haiku, de pé, em um elevador com 15 cantores de ópera, urrando 15 árias diferentes, em 15 línguas diferentes, em falsete, diretamente em seus ouvidos; agora, compare a mesma tarefa, se você for executá-la, sentado em um banco, em um local calmo de um bosque aberto).
Dito isto, quanto mais homogêneo, em seu modo de pensar, for um grupo de pessoas, mais estreito será o leque de idéias que o grupo considerará abertamente. Quanto mais de mente aberta, criativo e corajoso for um grupo, maior será o leque de idéias que ele será capaz de explorar.
Alguns grupos de pessoas procuram grupos de interesse, consultorias e processos de pesquisa para introduzir idéias exteriores, mas isso raramente melhora a qualidade do raciocínio do próprio grupo. Essas idéias exógenas, não importa o quanto ousadas ou originais, ficam à mercê da diversidade de pensamentos dentro do próprio grupo. Se o grupo, como um coletivo, só é capaz de aprovar um trabalho de nível B, não importa quantas idéias de nível A você traga para ele. Grupos de interesse e outras fontes externas de informação não podem dar uma “alma” a uma equipe, nem a seus líderes. Uma equipe “nivelada” e homogênea de pessoas não tem “opiniões próprias”, porque consiste de pessoas com as mesmas bagagens culturais, pontos de vista e experiências, que só se sentirão à vontade discutindo as idéias “seguras” que se amoldem a esses limites.
Se você quer que suas pessoas espertas sejam tão inteligentes quanto possível, procure uma diversidade de formas de pensar. Encontre pessoas com diferentes experiências, opiniões, bagagens culturais, pesos, alturas, raças, estilos de cabelos, cores, passatempos, peças favoritas de vestuário, filosofias e crenças. Junte-os em torno dos resultados que você quer, não dos meios ou enfoques que eles devem usar. É a única maneira de garantir que as melhores idéias de seus indivíduos mais espertos sejam recebidas abertamente pelas pessoas em seu redor. Para seu próprio uso, evite sempre o mesmo tipo de: livros, filmes, música, comida, sexo, mídia e pessoas. Experimente realmente a vida, indo a lugares onde usualmente você não vai, gastar tempo em companhia de pessoas que você normalmente não acompanharia. Viva o momento e esteja aberto para ele. Até recentemente, na história humana, a vida era menos previsível e nós éramos forçados a nos encontrar com coisas que não eram sempre de nossa escolha. Nós somos capazes de viver vidas mais criativas e interessantes do que as que nossa cultura moderna freqüentemente nos provê. Se você sair de seu caminho para encontrar experiências diversas, vai ser impossível você deixar passar idéias, simplesmente porque seu ponto de vista, homogeneizado, não as deixou passar pelo filtro.
Raciocinar no nível errado
Em qualquer momento, em qualquer projeto, existe um número infinito de soluções para outro número infinito de problemas. Parte de ser uma pessoa realmente inteligente é saber qual o nível é o certo em um dado instante. Por exemplo, se você estiver derrapando em sua velha Kombi, a mais de cem por hora, em uma auto-estrada, durante um temporal, quando uma carreta, cheia de fogos de artifício mal embalados e velas de ignição em caixotes abertos, travar nos freios, essa não é a hora certa de discutir com seus passageiros onde vocês gostariam de parar para jantar. Por mais ridículo que esse cenário pareça, acontece o tempo todo. As pessoas se preocupam com a coisa errada, na hora errada, e aplicam sua inteligência de maneira tal que ela não sirva para encontrar a solução para seja o que for que estejam tentando conseguir. Alguns chamam essa diferença de habilidades de sabedoria, porque um sábio sabe em que concentrar seu raciocínio, enquanto que os meramente espertos só sabem raciocinar. (Esta desvalorização da sabedoria é uma dicotomia oriente vs. ocidente: a filosofia oriental põe grande ênfase em aumentar a sabedoria, ao passo que, no ocidente pós-iluminista (e, provavelmente, particularmente na América), a ênfase recai sobre os floreios intelectuais da inteligência)
Na indústria de software, o exemplo mais comum de “raciocinar em nível errado” é uma equipe de programadores, nível pop star, que podem fazer qualquer coisa, mas não sabem, realmente, o que fazer. Daí, eles tendem a fazer quaisquer coisas que lhes venham às idéias, nunca parando para procurar alguém, que pode não ser um entusiasta em escrever programas, mas que pode ver onde o valor de suas habilidades de programação seria melhor aplicado. Outros exemplos incluem: pessoas que sempre se preocupam com dinheiro, não importa quanto eles tenham; pessoas que lutam com relacionamentos, mas investem somente em melhorar sua aparência (ao invés de terapia ou outra abordagem emocional); ou qualquer um que queira resolver o problema X, mas que parece que só faz coisas para resolver o problema Y.
O ponto principal é que nenhuma quantidade de inteligência pode ajudar um indivíduo que esteja diligentemente trabalhando no nível errado do problema. Alguém com sabedoria tem que bater no seu ombro e dizer: “Aí, cara! O buraco que você está cavando está muito bonito e o tamanho está certinho. Mas você está no terreno errado.”
Morto, a longo prazo, por pensar a curto prazo
Pelo que se conhece da evolução, fica claro que nós estamos vivos por causa de nossa habilidade herdada de pensar rápido e responder às mudanças. A sobrevivência das criaturas viventes, na maior parte da história de nosso planeta, tem sido um jogo de curto prazo. Somente se você conseguisse escapar de seus predadores e apanhar suas presas, você teria o privilégio de se preocupar com o amanhã.
Disso se segue que nós temos a tendência a sermos melhores em nos preocuparmos e resolvermos questões de curto prazo, do que questões de longo prazo. Mesmo quando nós reconhecemos uma questão importante de longo prazo que temos que planejar, digamos proteger os recursos naturais ou planejar para a aposentadoria, nós somos facilmente distraídos por coisas imediatas, como o jantar ou sexo (coisas importantes, sem dúvida; mas para grande parte da espécie, a relevância da necessidade é puro imediatismo). Uma vez distraídos, nós raramente voltamos a pensar nos problemas de longo prazo de que fomos desviados.
Uma justificativa, comumente usada para o abuso do raciocínio de curto prazo, é defendê-lo com uma falsa perspectiva. O cara esperto, mas menos confiante, diz: “Ei! Você está certo de que nós devíamos estar fazendo assim?” E o cara esperto, confiante, mas menos sábio, diz: “Claro! Nós fizemos assim da última vez, fizemos assim antes, então, por que não deveríamos fazer assim de novo?” Essa “defesa” é uma “falsa perspectiva” porque não há motivos para se pensar que apenas duas amostras de dados (por exemplo: “a última vez” + “a penúltima vez”) sejam suficientes para prever o futuro. As pessoas dizem coisas similares, todo o tempo, em defesa da “economia de livre mercado”, da “democracia” e de “técnicas de sedução”. “Bem, isso nos trouxe até aqui e é o melhor sistema que temos“. Bem… Pode ser… Mas se você estivesse em sua Kombi quebrada, até as canelas de gasolina escorrendo do tanque, e com um cigarro aceso em cada mão, poderia dizer a mesma coisa…
Colocando as coisas de modo simples, o fato de você ainda não estar morto não significa que todas as coisas que você já fez, por tudo que é justo neste universo, não fossem suficientes para matar você. Você talvez só precise de mais umas poucas amostras de dados para que a Lei das Médias entre em funcionamento e ponha um fim permanente a seu raciocínio de curto prazo
Quantas amostras de dados você precisa para continuar se sentindo confortável com um comportamento, é um caso inteiramente de filosofia pessoal. Os sábios e os céticos sabem que mesmo um número infinito de amostras do passado, podem ter uma influência limitada sobre o futuro. A parte enganosa sobre o futuro é que ele é diferente do passado. Nossos dados do passado, não importa quão grande seja a pilha de dados, pode muito bem ser totalmente irrelevante. Alguns acham que essa falta de habilidade em prever o futuro é algo totalmente frustrante, enquanto outros encaram o fato como a principal justificativa para ficar por aqui mais alguns anos.
De qualquer forma, meu ponto não é que Kombis ou economias de livre mercado sejam más. Ao invés disso, o que eu estou dizendo é que pequenas amostras de dados de curto prazo não são uma maneira nem confiável, nem sábia, para tomar decisões de longo prazo. Pessoas espertas fazem isso o tempo todo e, uma vez que isso é tão aceito como uma “experiência prática” (ou seja, “a última vez” + “a penúltima vez”), que é freqüentemente aceito, em lugar de raciocínio verdadeiro. Sempre tendo em mente que os seres humanos, dada a nossa evolução, são muito ruins em ver efeitos cumulativos de comportamento e subestimam como coisas, tais como “juros compostos” ou “um cigarro por dia”, podem ter, a longo prazo, um impacto surpreendentemente grande, a despeito dos efeitos claramente pequenos em curto prazo.
Como impedir pessoas espertas de defenderem más idéias
Eu passei meu primeiro ano de faculdade em um pequeno college de Nova Jersey chamado Universidade Drew. Eu me diverti, tomei muitas bebidas alcoólicas gostosas e fui a muitas festas de arromba (tendo como resultado, é lógico, que fui reprovado e tive que voltar a morar no Queens com meus pais. Como vocês podem ver, esse ensaio é, na verdade, um anúncio de utilidade pública, pago por meus pais — eu era uma pessoa esperta que fez algumas coisas estúpidas). Mas eu menciono isso porque eu aprendi uma boa dose de filosofia com as muitas horas jogando sinuca no Centro Acadêmico. A lição foi: “A Pressa Mata”. Eu nunca fui muito bom em sinuca, mas tinha um cara que era e, toda vez que nós jogávamos, ele ficava me vendo perder tacadas fáceis porque eu queria enfiar as bolas na caçapa com toda a força. Eu escolhi “velocidade e força”, ao invés de “controle”, e, quase sempre, perdi. Da mesma forma que na sinuca, quando se trata de desmistificar pessoas espertas que estejam defendendo idéias más, você tem que achar uma maneira de “desacelerar as coisas”.
A razão para isso é simples. Pessoas inteligentes, ou cujos cérebros tenham, pelo menos, uma boa “arrancada”, usam a sua velocidade de raciocínio para sobrepujar os outros. Elas vão saltar de uma suposição para outra rapidamente, expelindo jargão, pedaços de lógica, ou “experiência prática”, em uma cadência de tiro rápida o suficiente para intimidar a maior parte das pessoas e fazê-las desistir. Quando isso não surte efeito, os arrogantes ou pomposos vão lançar mão de um pouco de derrisão e usar quaisquer trapaças ou táticas de manipulação que estejam a seu alcance, para desencorajá-lo ainda mais de tentar dissecar suas idéias.
Então, sua melhor defesa começa por bater um argumento por partes. Quando disserem: “é óbvio que nós temos que executar o plano A, agora!“, você deve responder: “Espere um pouco! Você está muito na minha frente. Para que eu possa acompanhar seu raciocínio, eu preciso bater isso por partes“. E, sem esperar pela permissão para fazê-lo, vá em frente e faça isso.
Em primeiro lugar, nada é óbvio. Se fosse realmente óbvio, não haveria necessidade de dizê-lo. Então, sua primeira tarefa é estabelecer o que não é tão óbvio. Quais são as premissas que o outro cara está glosando e que vale a pena pesquisar mais detalhadamente? Podem haver 3 ou 4 premissas válidas diferentes, que precisam ser discutidas, uma de cada vez, antes que se possa considerar qualquer espécie de decisão. Pegue uma de cada vez, e exponha as questões básicas: que problema estamos tentando resolver? Quais são as alternativas para resolvê-lo? Quais são as vantagens e desvantagens de cada alternativa? Batendo por partes e fazendo perguntas você expõe mais o raciocínio à luz, torna possível para os outros fazer perguntas e torna mais difícil, para qualquer um, defender uma má idéia.
Ninguém pode tirar seu direito de raciocinar sobre as coisas, especialmente se a decisão a tomar é importante. Se sua mente não “arranca” bem e funciona melhor em 3ª ou 4ª marchas, encontre os caminhos para se dar o tempo para chegar lá. Se, quando você disser “eu preciso desta tarde para raciocinar sobre isso“, eles disserem “entretanto nós temos que decidir sobre isso agora“, pergunte se a decisão é tão importante; se responderem que sim, então você estará inteiramente justificado em pedir mais tempo para raciocinar e fazer perguntas.
Ache uma pessoa razoável para escutar
Algumas situações necessitam de ajuda externa. Ao invés de levar a questão ao arbítrio de uma outra pessoa, diretamente, ache terceiros que ambos respeitem, e continue a discussão em sua presença. Pode ser um superior, ou simplesmente alguém reconhecidamente inteligente, o suficiente para que seu oponente possa fazer concessões a ele sobre alguns pontos.
Conseqüentemente, se o chefe de sua equipe for sábio e razoável, pessoas espertas que poderiam, ordinariamente, defender más idéias, vão ter muito trabalho para fazê-lo. Porém, se, infelizmente, seu chefe de equipe não for nem sábio, nem razoável, pessoas espertas e arrogantes podem convencer os outros a seguir seus maus conselhos, mais vezes sim do que não.
Mais razões ainda
Eu estou certo de que você tem histórias sobre suas próprias tolices ao lidar com pessoas espertas defendendo más idéias, ou nas quais você, no papel de pessoa esperta, perdeu tempo discutindo por coisas sobre as quais você se arrependeu depois. Dada a enorme diversidade de maneiras que o universo fornece aos seres humanos para serem espertos e tolos ao mesmo tempo, existem muitas outras razões de porque pessoas espertas podem se comportar de maneira estúpida. Por pura diversão, e para alimentar os forums, lá vão mais algumas. (Se você tem algumas idéias sobre este ensaio, ou mais algumas razões a acrescentar, por favor, dirija-se a esses forums)

  • Pessoas espertas podem seguir líderes estúpidos (buscando elogios ou promoção)
  • Pessoas espertas podem ser levadas pela raiva a posições estúpidas
  • Elas podem ser treinadas ou educadas para serem estúpidas
  • Pessoas espertas podem herdar más idéias de seus pais, sob o disfarce de “tradição”
  • Elas podem querer que alguma coisa impossível seja verdade

[As referências citadas pelo autor podem ser obtidas no site do original]

Até que enfim, a Marinha falou! (E alguém publicou!)

Salve, Pessoal! O Lula anda “posando de estadista” e querendo arranjar um lugar permanente para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU. Para dar um “passo” desses, é preciso ter “pernas”. Uma das “pernas” necessárias é uma Força Armada capaz de integrar os contingentes da ONU, como, por exemplo, o que está no Haiti. Em outra matéria anterior, eu falei que o Exército gasta uma “baba” com um sistema ultrapassado de “Serviço Militar” (que podia ser o “máximo” na época de Coelho Neto, mas, agora, é apenas jogar dinheiro fora).
Eu fiz parte de um Serviço Profissional, a Marinha do Brasil, e conheço bem a situação. Desde minha passagem à reserva (em 1993), até hoje, a situação, que já era ruim, só fez piorar. A Marinha sempre mostrou isso, para quem quisesse ver, mas a midia sempre se eximiu de publicar as notas da Marinha (falar de militar é feio: eles foram ditadores…). Finalmente, um jornal publicou um extrato do que eles dizem ser um press-release de cinco páginas. Foi o Jornal “O Dia” do Rio de Janeiro, na edição de hoje, sob o título: “Marinha à míngua“.
É o caso, que eu também já citei alhures, do Comandante da Guarda-Costeira dos Estados Unidos, defendendo seu orçamento perante o Congresso Americano: “Vocês estão tão acostumados à gente fazer muito, com pouco, que vão acabar querendo que a gente faça tudo, com nada!” Lá, pelo menos, o Comandante da Guarda Costeira pode ir ao Congresso defender seu Orçamento. Cá, no Brasil, o Orçamento da Marinha é enviado ao Ministério da Defesa, que, por sua vez, o manda ao Ministério do Planejamento que junta com os dos outros Ministérios, e manda para o Congresso em um bolo só. Dificilmente a Marinha (ou qualquer outra Força Singular) é chamada a dar explicações aos congressistas (navio não dá voto…).
Para se ter uma idéia da medida da ignorância com que as Forças Armadas são tratadas, uma vez o Serviço de Auditoria da Marinha (a controladoria interna que verifica a correção das contas — e, volta e meia, manda um comandante ou outro para o Tribunal) recebeu um telefonema de um setor qualquer do Tribunal de Contas da União (órgão do Congresso Nacional) perguntando: “para que a Marinha queria um trem?” Depois de muitos contatos com as Bases Navais, Arsenal da Marinha e todas as Unidades que poderiam, por algum motivo arcano, ter um trem em sua posse, o Serviço de Auditoria da Marinha respondeu ao Tribunal de Contas que a Marinha não tinha trem algum e perguntando em que relação de material aparecia o tal trem. Resposta recebida: “Como não? E esse tal “Trem da Esquadra?”. Para quem nada sabe de expressões navais, Trem da Esquadra é o comando enquadrante dos navios que prestam apoio à esquadra: rebocadores de alto-mar; navios-oficina, petroleiros e outras embarcações de apoio. O termo pode parecer estranho, mas é tradição: as tralhas não-combatentes que qualquer Força é obrigada a ter, são conhecidas como “Trem de Guerra. Bastava a “otoridade” lá do Tribunal de Contas perguntar: “Que Unidade é essa: ‘Trem da Esquadra’?”; não perguntar: “para que a Marinha queria um ‘trem’?”.
Muitos poderão estar se perguntando: “Afinal, para que o Brasil quer uma Marinha? Ou mesmo, Forças Armadas?” Minha primeira resposta para isso é que “Forças Armadas” são como um Seguro: você paga, rezando para nunca ter que usar!… Segundo, enquanto a América do Sul for o que é, é conveniente manter uma Força Armada pronta e adestrada. As nossas fronteiras com a Colômbia e o Peru são uma terra-de-ninguém, onde os governos colombiano e peruano não mandam nada. A Venezuela tem uma antiga reivindicação de tomar metade do terrirório da Guiana (para extender isso um pouco mais para o Sul e tomar uma parte de Roraima, não custa nada…). O Brasil roubou dois pedaços do território boliviano: o Acre e o saliente de Corumbá (que contém as jazidas de manganês de Urucum); a Bolívia pode, perfeitamente, resolver tomar de volta (olha só o que eles fizeram, agorinha mesmo, com os preços do gás natural — e olha que quem construiu o gasoduto foi o Brasil…) . Os uruguaios são um país que se tornou independente duas vezes: a primeira, de Portugal (como Província Cisplatina) e a segunda, da gente. Os paraguaios não têm nenhum amor pelos brasileiros: a fase final da Guerra do Paraguai foi, simplesmente um genocídio (o Paraguai começou a guerra com 5 milhões de habitantes; hoje, eles são pouco mais do que isso…). Quanto à Argentina… Bom, de um país que resolve encarar a Inglaterra por causa das Ilhas Malvinas, pode-se esperar qualquer coisa (e as recentes atitudes deles, em relação ao Mercosul, mostram que eles não estão dispostos a ver o Brasil assumir a liderança da América do Sul). Mas guerra? Que guerra?… Os holandeses achavam isso em 1940, até que acordaram com as tropas Nazistas nas suas ruas… A Suiça é neutra, mas tem um exército, uma força aérea e um sistema de mobilização de forças que foi copiado por Israel…
É uma situação de merda? É… Mas fechar os olhos para isso é suicídio. A Amazônia e o Pantanal são alvos cobiçados, inclusive pelas grandes potências militares. Se não fosse a Marinha, as frotas pesqueiras internacionais já teriam acabado com toda a vida marinha em nossas costas (alguém ainda se lembra da “Guerra da Lagosta”? Quando os franceses mandaram uma esquadra para proteger os navios lagosteiros deles que estavam acabando com as lagostas do Nordeste do Brasil?). Alguém tem alguma dúvida de que o Brasil precisa de uma guarda-costeira? Se tem, malandro, vai estudar um pouco de história; depois volta para a gente conversar…
Mas o Lulinha quer apenas o prestígio de dar pitaco no Conselho de Segurança da ONU… Afinal, não é ele quem vai para a guerra, né?…
Ah! Sim… E os salários dos militares, ó!… Sou integralmente solidário com todos os Servidores Públicos. Todos os salários estão pela hora da morte. Mas, na hora da morte, são os milicos quem vai na frente. Como dizia Rudyard Kipling:

“It’s ‘Tommy is this’, and ‘Tommy is that’
And ‘Shut him out! The brute!’
But it’s ‘Thin red line of heroes’
When the guns beguin to shoot…”

Não dá para não comentar!…

Salve, Pessoal! Eu ia continuar com o papo “ciência vs. religião” e estava até preparando uma matéria sobre “O que é Pesquisa Científica”, mas os recentes eventos políticos mercem um comentário.
Abaixo vai transcrita uma matéria publicada no “O Globo on Line” de hoje:
“27/05/2005 – 16h53m
Heloisa Helena diz que PT recorre ao mesmo ‘balcão de negócios’ do governo FH

Agência Senado
BRASÍLIA – A senadora Heloisa Helena (PSOL-AL) acusou nesta sexta-feira o PT de recorrer ao “mesmo balcão de negócios sujos” que seria usado pelo governo passado para impedir a instalação de CPIs, embora, em sua opinião, com menos competência. Heloisa disse que a CPI dos Correios certamente vai funcionar e destacou que o instrumento não tem contra-indicações porque não paralisa os trabalhos do Congresso nem impede investigações paralelas por órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público.
– Além de verificar o vergonhoso balcão de negócios para que parlamentares retirassem assinaturas do requerimento que pediu a instalação da CPI dos Correios, agora estamos assistindo ao anúncio de novas manobras protelatórias. Falam em tentar barrar a CPI na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara, em não aprovar requerimentos convocando personalidades para depor e até em não dar quórum para que possam acontecer as reuniões – protestou Heloisa Helena.
Sobre o fato de a PF e o Ministério Público já estarem investigando as denúncias, Heloisa Helena lembrou que a CPI, além de ter poderes para quebrar sigilos bancário, fiscal e telefônico, possibilita maior transparência à apuração dos fatos, dificultando o trabalho de quem quer impedir as investigações.
– Outra mentira dos representantes da base de bajulação do governo Lula, que também era usada pelo governo FHC, é a velha desculpa, a velha cantilena enfadonha e mentirosa de que não tem fato determinado. Existe um fato, sim. Existem indícios relevantes de crime praticado contra a administração pública – afirmou.”
A Senadora Heloisa Helena é uma das que foram expulsas do Partido Stalinista dos Trabalhadores, por votar contra a indicação do Henrique Maisdólares Meirelles para presidência da Agência Brasil do FMI do Banco Central.
Desse jeito que acoisa vai, eu fico maluco de vez e voto no Enéas!

Lendo o Jornal

Salve, Pessoal! Em uma rápida passagem pelo “O Globo” de hoje, pesquei três “pérolas”, as quais reproduzo e comento, abaixo.
Coluna do Ancelmo Góis n’O Golobo de 21 de maio de 2005
[…]
Viva Lula!
A frase da semana é de Lula. Segundo a “Folha”, na reunião com um grupo de governadores, o presidente desabafou: “Não vou vender minha alma ao diabo para me reeleger.” Está certo.

[…]
Mesmo porque o Diabo não é trouxa e não vai comprar a alma do Lula duas vezes…
Coluna de Dom Eugênio Sales, Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, em O Globo de 21/5/05
[…]
Repetindo o que escrevi há muitos anos, ainda quando arcebispo de Salvador: “O que o rico gasta em uma noite, em casas de diversões noturnas, corresponde ao salário mensal de um operário que deve sustentar sua família. E, pela madrugada, quando um se recolhe para dormir, o outro acorda para se encaminhar a um labor cotidiano. Nesta cidade, são milhares que, diariamente, repousam, após terem utilizado o dinheiro alheio, pois o supérfluo do abastado pertence ao pobre.”
O esbanjamento, sim, é uma injúria ao Cristo feita por quem O recebe na comunhão e ao qual pertence como membro do corpo místico.
Que outros o façam, é lamentável. O cristão, entretanto, tem o dever de ser anúncio da boa nova e de ser autêntico. Caso contrário, faz uma obra demolidora da Igreja, diante da comunidade civil e religiosa a que pertence. […]
[…] Mais do que estes crimes, temo a força provocada por essa ostentação. Poderia eclodir, desordenadamente, em determinadas circunstâncias.
Estes são argumentos humanos. Quem vive sua fé, sabe que um dia comparecerá diante do Supremo Juiz. Diz o Senhor: “Todo aquele que der testemunho de Mim diante dos homens, também Eu darei testemunho dele diante do meu Pai. Aquele que Me negar, também eu o negarei” (Mt 10,32-33).
Tão grave como abandonar o nome de católico é professar, por atos, a doutrina contrária. Não ser Cristo onde se vive e se trabalha, especialmente onde se diverte, traz consigo graves conseqüências. Gastar o próprio dinheiro, egoisticamente, conflita com as normas sociais de uma fé que é exigente.
O Cardeal se dirige apenas aos Católicos Romanos, mas a mensagem dele serve para todos os que se professam Cristãos. Aliás, serve para Israelitas, Muculmanos, Budistas, Umbandistas e até Ateus com vergonha na cara.
Por fim, uma matéria que remete a meu post Síndrome do Titanic, quando fala de preservação do meio-ambiente.
Coluna do Arnaldo Bloch – O Globo 25/5/05 (Segundo Caderno)
[…]
Ano a ano a gente vai vendo a Amazônia ser saqueada e dizendo, com cara de bobo: “ah, que pena, tadinha da árvore, olha o mico-leão”. E, no final das contas, nosso inestimável e inalienável monumento segue sempre abandonado à deriva, no caminho para sua futura transformação num puta estacionamento , como profetizam tragicomicamente Casseta & Planeta na canção “Caldo verde”.
Embora CPIs pontuais de alguma forma resvalem na problemática amazônica aqui e acolá, na hora de enfrentar de maneira sistemática as máfias das queimadas, da exploração clandestina, da grilagem, do tráfico de espécies, da caça predatória, na hora de investigar corajosamente por onde passam os canais do inconseqüente império da motosserra , na hora de aferir a quantas anda a concessão de licenças, acaba ficando tudo no âmbito de reforçar a fiscalização e apurar o que houve, numa tranqüila dinâmica de circunstancialidades.
Alguém tem interesse em descobrir a que ponto a destruição criminosa da Amazônia, do Pantanal, das regiões costeiras, das áreas preservadas e das não-preservadas, até que ponto a omissão e a preguiça, estão relacionados com aspectos político-econômicos?
Quanto dinheiro circula para manter o ritmo da devastação em constante aceleração ao longo do tempo, ou, na melhor das hipóteses, percorrendo um ciclo intermitente e imprevisível, em que a má notícia sempre chega a galope e o bom combate segue a cínicos passos de cágado, isso quando não estaca?
Seria o presidente Lula capaz de dar um soco na mesa e encaminhar às lideranças de seu partido e aos aliados uma proposta de CPI ampla e irrestrita da Amazônia, ou do meio ambiente como um todo, de âmbito nacional? Um colega da redação argumenta que seria uma CPI sem princípio e sem fim, pois o que estaria em questão seria mais o modelo adotado historicamente pelo país e pelos seus dirigentes e sociedade, seria como perguntar “por que o capitalismo brasileiro resolveu destruir a Amazônia?”, e aí entraríamos numa questão filosófica-sociológica-histórica.
Então… seriam Lula ou nossos legisladores capazes de investir na mudança deste modelo, em campanhas maciças de mobilização da sociedade, utilização pesada das polícias e das Forças Armadas para atuar na fiscalização? Forças Armadas? Ora, mas se o contingente enviado ao Pará quando do assassinato da freira americana não tinha nem comida suficiente para avançar muito além da base! Aí a gente começa a pensar em fronteiras, em soberania e em outras questões… que pena…
[…]
Vide a última frase: “fronteiras, soberania e outras questões”. Há algum tempo que eu fui curado de meu esquerdismo juvenil por meio do contato com o lumpen proletariat. Sabe? Aquele tipo de pobre que acha que tem direito de extorquir alguma coisa de você, porque você é “bacana”. E mistura na sua noção de “bacana” qualquer um que tenha mais recursos do que ele, não importa por quais sacrifícios o “bacana” tenha passado para adquirir seu status atual… Há, inclusive, os que, totalmente transtornados por essa noção, se acham plenamente justificados para roubar, extorquir mediante sequestro, furtar, etc, porque se acham “vítimas das injustiças sociais”. Para eles, pobre honrado e trabalhador é “otário”
Pois é exatamente o que eu fico pensando sobre o Brasil ficar fazendo escândalo sobre “o desperdício de recursos nos países do Norte rico”, enquanto que, na esfera interna, na área de sua própria “soberania nacional” (tão decantada quando um gringo diz que a capital do Brasil é Buenos Aires…), não toma providência alguma pela preservação do meio-ambiente! O Brasil gasta uma nota preta com uma instituição chamada “Serviço Militar”, que é uma idéia militarmente ultrapassada desde a metade do século passado. Se gastassem o que gastam para fingir que dão “instrução militar” a um bando de recrutas, todo ano, em uma força profissional (garanto que voluntários não iam faltar), já teriam um instrumento razoavelmente eficaz para patrulhar as áreas de preservação ambiental. Ou, quando mais não fosse, para contratar mais funcinários para o IBAMA…

O focinho que causa o rabo

Se os homens ficassem grávidos,
o aborto seria um sacramento”.
Florynce Kennedy

Salve, Pessoal! Lembram-se quando, a algum tempo atrás, um Médico nos EUA observou que as mulheres com mais de 40 anos que engravidavam e pariam, eram normalmente saudáveis? E que, a partir dessa observação, ele “deduziu” que a gravidez acima dos 40 anos “era saudável para as mulheres”? Bom… Eu sou tabagista e já sobrevivi um enfarto e a uma cirurgia de pontes de safena (mas não tomei vergonha na cara…) Como eu, conheço outros. Será que o bom Doutor, baseado nessas amostras, chegaria à conclusão que fumar faz bem para cardiopatas?
Isso lembra aquela historinha do cara que, todo dia, sentava-se atrás de uma cerca, na qual faltava uma tábua, e via, de manhã, uma vaca indo para o pasto; de tarde, a vaca voltando do pasto. Um dia, após muito refletir, ele disse: “Descobri! O focinho causa o rabo!”
Pois, agora, me parece que alguém descobriu um novo “focinho que causa o rabo”. […como não podia deixar de ser, o Daniel me passou a perna e meteu um link no site dele para a matéria, originalmente publicada no New York Times…] Eu vou usar a transcição da matéria feita pelo “O Globo”. Lá vai:
17/05/2005 – 18h05m
Desenvolvimento embrionário explica orgasmo feminino, sustenta pesquisadora em livro
The New York Times
NOVA YORK – Estudiosos da evolução nunca tiveram dificuldade de explicar o orgasmo masculino, firmemente atrelado, como é, à reprodução. Mas a lógica darwiniana por trás do orgasmo feminino permaneceu uma incógnita. As mulheres podem ter relações sexuais e até engravidar – fazendo sua parte para a perpetuação da espécie – sem experimentar o orgasmo. Então, qual o propósito evolutivo disso?
Ao longo das últimas quatro décadas, cientistas surgiram com uma variedade de teorias, argumentando, por exemplo, que o orgasmo encoraja as mulheres ao sexo e, assim, à reprodução; ou que ele leva as mulheres a favorecer homens mais fortes e saudáveis, maximizando as chances de sobrevivência de sua prole.
Mas, em um novo livro, a filósofa de ciências e professora de biologia da Universidade de Indiana Elisabeth A. Lloyd examina as 20 principais teorias e revela como cada uma delas deixa a desejar. O orgasmo feminino, ela argumenta, não tem qualquer função evolutiva.
Em “O Caso do Orgasmo Feminino: Preconceito na Ciência da Evolução”, Elisabeth A. Lloyd diz que a teoria mais convincente é de 1979. Foi concebida pelo antropólogo Donald Symons. A teoria diz que o orgasmo feminino é simplesmente um artifício – um subproduto do desenvolvimento paralelo de embriões femininos e masculinos em suas primeiras oito a nove semanas de vida.
Nesse período preliminar, são estabelecidos os caminhos de nervos e tecidos para vários reflexos, inclusive o orgasmo, lembra Lloyd. Com o desenvolvimento, hormônios masculinos saturam o embrião, e a sexualidade é definida.
Nos meninos, o pênis se desenvolve, com o potencial para orgasmos e ejaculação; as meninas, porém, “obtêm os mesmos caminhos para o orgasmo por terem, inicialmente, o mesmo planejamento corpóreo”.
Nos homens, os mamilos são, igualmente, vestígios, compara a professora. Enquanto nas mulheres os mamilos têm propósito, os mamilos masculinos parecem ser simplesmente restos de um estágio inicial de desenvolvimento embrionário.
Por essa lógica, o orgasmo feminino, ela diz, “é para divertir”.
A professora Lloyd diz que os cientistas insistiram em encontrar uma função evolutiva do orgasmo feminino em seres humanos, porque eles investiram na crença de que a sexualidade das mulheres tem que encontrar um paralelo exato na dos homens ou porque eles estavam convencidos de que todos os traços têm que ser “adaptações” – ou seja, têm que servir uma função evolutiva.
As teorias sobre o orgasmo feminino são significativas, acrescenta a pesquisadora, porque “as expectativas dos homens sobre a sexualidade normal das mulheres, sobre como as mulheres deveriam se comportar, são construídas com base nessas noções”.
– E os homens são os que refletem imediatamente para a mulher se ela é ou não adequada sexualmente – diz a professora, que usou como um ponto central de sua tese o fato de que as mulheres não têm orgasmos freqüentemente quando fazem sexo.
Ela analisou 32 estudos, realizados ao longo de 74 anos, sobre a freqüência do orgasmo feminino durante o sexo.
Quando a relação era “não assistida” – não acompanhada pela estimulação do clitóris – apenas um quarto das mulheres estudadas experimentavam orgasmos freqüentemente ou muito freqüentemente durante o sexo, descobriu a pesquisadora.
Cinco a dez por cento delas nunca havia tido orgasmos. Ainda assim, muitas dessas mulheres ficaram grávidas.
Os números a que a professora Lloyd chegou são menores do que os detectados por Alfred Kinsey, relatados no livro “O comportamento sexual no ser humano feminino”, de 1953. Na pesquisa de Kinsey, 39% a 47% das mulheres relatavam ter orgasmo sempre ou quase sempre durante a relação sexual. Mas Kinsey, explica Lloyd, incluiu orgasmos assistidos pela estimulação do clitóris.
Lloyd diz não ter dúvidas de que o clitóris seja uma adaptação, selecionada para criar excitação, levando ao sexo e à reprodução. Mas “sem uma ligação com a fertilidade e a reprodução”, diz a professora, “o orgasmo não pode ser uma adaptação”.
Nem todo mundo concorda. O professor de biologia John Alcock, da Universidade do Estado do Arizona, criticou uma versão preliminar da tese de Lloyd, discutida em 1987, num artigo do renomado paleontólogo e divulgador da ciência Stephen Jay Gould, na revista “Natural History”.
Por telefone, Alcock disse que ele não havia lido o novo livro de Lloyd, mas que ele mantinha sua opinião de que o fato de o orgasmo “não ocorrer toda vez que uma mulher faz sexo não é prova de que não seja uma adaptação”.
– Estou pasmo com a noção de que o orgasmo tem que acontecer todas as vezes para ser uma adaptação – disse o cientista.
Alcock teoriza que a mulher pode usar o orgasmo “como um meio inconsciente de avaliar a qualidade de um macho”, sua adequação genética e, assim, quão apropriado ele seria como pai de sua prole.
Mas será o Benedito? Senão vejamos: a toda necessidade fisiológica do corpo humano, satisfazê-la corresponde a uma sensação de “prazer” e não satisfazê-la, corresponde a uma sensação de “desconforto”. Isso é verdade para alimentação (“fome” e “saciedade”), ingestão de água (“sede” e “saciedade”), excreção de dejetos (“alívio” e “aperreio”), autoproteção (“dor”, “ardência” e “alívio”) e até do instinto gregário (“aprovação pelo grupo” e “rejeição pelo grupo”). Porque, com mil demônios tibetanos, teria que ser diferente para o “Instinto de Preservação da Espécie”???
Realmente, o emprenhamento de uma mulher pode ser realizado sem que ela sinta prazer com isso (que o digam as sociedades que praticam o costume inqualificável de “Circuncisão Feminina“). Mas, se uma mulher frígida tiver como escapar à prática do sexo (ou seja, possar escapar do estupro — porque sexo sem prazer é estupro), a Perpetuação da Espécie passa a contar com menos uma reprodutora voluntária. Sem contar que, copular com uma mulher que não sente qualquer prazer com o ato, me parece uma forma de necrofilia… (mas há quem goste…). Quanto aos efeitos da estimulação dos mamilos dos machos e do ânus, em ambos os sexos, eu vou me eximir da discussão, para não me tornar mais escabroso, ainda. Mas, para quem não sabe, sabem como é que se faz um touro ejacular o semen para coleta e comercialização? Introduzindo um aparelho que dá pequenos choques no reto do pobre animal e botando uma “camisinha” para coletar o semen… QED!…
Em suma,a “filósofa de ciências e professora de biologia da Universidade de Indiana Elisabeth A. Lloyd” perdeu uma excelente ocasião de ficar calada!

Tem alguém de porre! (Será que sou eu?…)

Salve, Pessoal! Vou transcrever (pelo menos parcialmente) três notícias publicadas em “O Globo”, hoje. Comparem e tirem suas conclusões. Eu apresento as minhas no fim.
18 de maio de 2005 Versão on line
ECONOMIA
18/05/2005 – 10h30m
Palocci sugere política monetária ‘menos restritiva’ e queda de juros em 2005
Agências Internacionais
LONDRES – Em entrevista ao jornal britânico “Financial Times”, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou que as perspectivas para 2005 são de uma política monetária “menos restritiva” e de queda de juros. O ministro acrescentou que o pior da inflação parece já ter passado e que “a política monetária começou a surtir efeito”.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide nesta quarta-feira se muda a taxa básica de juros da economia, a Selic, que está em 19,50% ao ano. Uma aceleração da inflação em abril levou uma boa parte do mercado a apostar em uma nova alta de 0,25 ponto percentual nos juros. Mas vem ganhando força o grupo de analistas que acredita na manutenção da taxa nesta reunião.
Ao ser perguntado se as taxas cairiam este ano, o ministro respondeu:
– Esta é a perspectiva.
Palocci admitiu na entrevista que a política de expansão do crédito adotada no ano passado, como as linhas de empréstimo com desconto em folha de pagamentos, contribuiu para pressionar a inflação, mas acrescentou que “a médio e longo prazo será bom para a economia”.
O ministro também disse ao jornal britânico não acreditar que o Conselho Monetário Nacional (CMN) vá flexibilizar a meta de inflação para 2007, fixada em 4,5% ao ano, ainda que não queira antecipar nenhuma decisão.
O ministro reafirmou ser contrário à proposta de elevar o teto da meta de inflação, como defendem alguns membros do PT.
– Não gosto da idéia. Não concordo com os que acreditam que um pouco mais de inflação gera mais crescimento. No Brasil essa teoria já demonstrou estar errada e não estou disposto a pô-la em prova novamente – disse o ministro.
Palocci afirmou ainda que o real, que chegou a seu maior nível em três anos no começo deste mês e já começa a afetar as exportações, vai se desvalorizar de forma gradual.
Esta é a opinião do Ministro da Fazenda. Agora, vejamos o que pensa o Presidente do Banco Central:
18 de maio de 2005 Versão on line
ECONOMIA
18/05/2005 – 20h43m
Copom eleva juros para 19,75% ao ano
Paula Dias, Nice de Paula e Eduardo Diniz – Globo Online
RIO e SÃO PAULO – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros da economia em 0,25 ponto percentual com viés neutro. Com a alta, a nona seguida, a Selic sobe para 19,75% ao ano.
Na justificativa, divulgada logo após o anúncio da taxa, o Copom repetiu o mesmo texto das altas anteriores: “Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa básica de juros iniciada em setembro, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a Selic para 19,75%”.
A decisão frustrou boa parte dos analistas, que apostava na manutenção da taxa, sobretudo depois que o Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) da Fundação Getúlio Vargas apontou inflação zero em abril e a segunda prévia do IGP-M registrou deflação este mês. Os IGPs refletem, principalmente, os movimentos de preços no atacado. No varejo, a segunda prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe também mostrou desaceleração da inflação no varejo.
O problema é que os sinais de arrefecimento da inflação ainda não estão muito claros. O Boletim Focus, do Banco Central, mostrou no início da semana que o mercado elevou pela 11ª semana consecutiva a projeção para a inflação deste ano medida pelo IPCA, índice usado no sistema de metas e que mede a inflação para o consumidor final: a média do mercado acredita que o IPCA fechará o ano em 6,39% (o BC já anunciou que persegue a meta de 5,1% para 2005). Daí, para evitar que a inflação fuja da meta – que é estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional – o BC eleva os juros, buscando conter a demanda e segurar as altas de preços.
Analistas como Paulo de Sá Pereira, estrategista da Sul América Investimentos, afirmam que o principal motivo de os diretores do BC terem elevado a taxa pela nona vez são as taxas ainda elevadas da inflação corrente.
– O temor é de que a inflação corrente contamine a inflação de médio prazo. Mas o ciclo aparentemente está no final, com a desaceleração dos índices de preços no atacado. Precisamos agora esperar pela ata da reunião, que vai apontar os fatores de risco levados em conta na decisão – disse Sá Pereira.
Apesar de toda a pressão política contra a alta dos juros, inclusive de membros do governo, a maioria dos analistas financeiros prevê que a taxa básica só deverá voltar a cair a partir de setembro ou outubro.
Agora, vejamos os efeitos da elevação da Taxa de Juros (SELIC), sobre a Dívida Pública:
18 de maio de 2005 Versão on line
ECONOMIA
18/05/2005 – 11h09m
Dívida interna permaneceu estável em abril, mas parcela indexada à Selic cresceu
Martha Beck – O Globo
BRASÍLIA – O resgate líquido de títulos públicos fez com que o estoque da dívida mobiliária federal (a dívida do governo interna em títulos) se mantivesse em R$ 874 bilhões em abril. No mês passado, os resgates de títulos superaram as emissões em R$ 9,3 bilhões. Mesmo assim, a dívida indexada à taxa Selic cresceu de 57,7% em março para 59,2% do estoque total em abril.
Já a participação de títulos prefixados caiu de 21,5% em março para 20,2% em abril, devido principalmente a um resgate líquido de R$ 13,3 bilhões. Mais uma vez a dívida indexada à taxa de câmbio voltou a cair, passando de 4,2% para 4% entre março e abril. Segundo o Tesouro Nacional, isso ocorreu devido a um resgate líquido de R$ 800 milhões em títulos e à apreciação cambial de 5,06% no mês.
Pela terceira notícia, vocês percebem que o Banco Central jogou no lixo R$ 9,3 bilhões, no mês passado… Na segunda notícia, o que está omitido é que a “Taxa de Inflação” medida (que não é taxa de inflação merda nenhuma! Aumento de preços é um sintoma de inflação; de inflação e de outros fenômenos. Assim como “febre” não é doença! É sintoma! Tente tratar de uma dengue com antitérmicos: a febre vai baixar um pouco e o pacienta vai acabar morrendo!) é resultado direto do aumento dos “preços administrados” (leia-se: petróleo e seus derivados, e tarifas de serviços públicos). “Inflação” é aumento de base monetária, sem o correspondente aumento da produção de bens e serviços. A principal fonte de inflação é o endividamento, público e privado. Agora, pergunte: quem é que está, cada vez mais, se endividando e endividando os outros?
Enquanto isso o Palhaço Palloci, em Londres (advinhe às custas de quem…) fala ao Financial Times em “política monetária menos restritiva e queda de juros”. Será que ele acha que alguém acreditou? Será que ele próprio acredita no que falou?
O Serverino pode ser uma piada de mau gosto, mas, quando ele fala em “botar freio no COPOM”, eu só posso concordar.
Acorda, Lula! Deixa de sonhar com as púrpuras do poder e comece a ver as responsabilidades de ser Presidente!

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