Como destruir a Terra em cinco idéias

Fenomenal mensagem de Douglas Donin à lista CA:
Já que os terráquos estão escrevendo livros sobre como se defender de invasões extra-terrestres, vou dar 5 idéias sobre como inteligências extra-terrestres podem devastar o planeta sem muito esforço e gasto e sem dar chance de defesa para os terráqueos.
Sem clichês de infestação de microorganismos e bombardeio. Tudo isso é muito fácil, atido e deselegante. Só soluções inéditas!
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Idéia 1: TRANSFORME A TERRA EM UMA GELÉIA VON NEWMANN.
Se o seu plano é eliminar a peste terráquea, esta solução é garantida. Basta jogar sorrateiramente uma cápsula contendo algumas gramas de Contrutores Universais de von Newmann em uma parte afastada da Terra – a Antártida, por exemplo. Estas máquinas microscópicas são auto-replicadoras, utilizam material encontrado no meio ambiente, reagrupando matéria a nível molecular, para contruir mais e mais cópias de si mesmas, ad infitum, eventualmente consumindo toda a matéria disponível no planeta.
Quando os humanos perceberem, terá aparecido uma cratera de massa cinzenta na superfície da Terra que duplica de tamanho em questão de dias. Em meses, a Terra será reduzida a uma nuvem cinzenta de máquinas von Newmann em stand-by. Depois, é só isolar a área que o planeta ocupava. As máquinas podem ser programadas para, depois de X gerações, transformarem a si mesmas em pequenos cubinhos inofensivos, dando fim à quarentena.

  • Custo: virtualmente nulo. Só se paga o programador e o laboratório de nanotecologia.
  • Diversão: tedioso.
  • Risco: Alto. Um mísero erro de replicação em apenas uma das trilhões e trilhões de máquinas pode dar início a um processo onde a Galáxia se transformaria em uma nuvem de nanomáquinas famintas e descontroladas.

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Idéia 2: ENVENENE-OS
Cianureto: carbono + nitrogênio. Materiais em abundância na Terra. Tudo o que precisamos para matar todos os terráqueos envenenados!
Uma pequena cápsula, descendo em um local pouco vigiado (como a Antártida), pode levar algumas dúzias de autômatos auto-replicantes minúsculos que, em questão de dias, utilizariam os própros recursos naturais do planeta para contruir uma usina sub-aquática de produção de cianeto, manipulando em nível molecular o próprio assoalho do oceano e despejando toneladas de veneno nos mares por segundo.
Quando os primeiros sinais de catástrofe começassem a aparecer, o envenenamento já estaria tão disseminado que destruir a usina – isso SE eles a encontrassem – não mudaria muita coisa!
Variante elegante: produzir carbonetos para acabar com a camada de ozônio dos terrestres e matá-los fritos.

  • Custo: baixíssimo.
  • Diversão: tedioso.
  • Risco: baixíssimo.

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Idéia 3: DESESTABILIZE A CULTURA HUMANA
Identifique grupos de humanos com conflitos de interesses. Entregue armas a um, recursos a outros.
Sim, você pegou a idéia. Give war a chance.
Humanos parecem gostar muito de certos elementos da tabela periódica. Sintetize uma grande soma de alótropos rígidos de carbono, despeje sobre um território e entregue aos territórios vizinhos armas pré-históricas de baixa potência – ogivas de fissão, por exemplo.
Corte as comunicações com pulsos eletromagnéticos. Os humanos fazem o resto.

  • Custo: Médio
  • Diversão: Moderada
  • Risco: Baixo. O único risco é ser pego no flagra depositando os materiais.

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Idéia 4: JOGUE A LUA CONTRA ELES
Se você prefere pirotecnia, esta é das boas. Dificilmente você verá um show de destruição como este! Mas já vou adiantando, o plano é caro.
A lua terrestre fica voltada para os terráqueos sempre do mesmo lado. E o pior, eles não costumam patrulhar a outra parte. É onde instalaremos milhares e milhares de toneladas de anti-matéria, sem que eles vejam!
Quando os explosivos estiverem armados – acredite em mim, eles não perceberão a operação – é hora do espetáculo! Desligue os selos de suspensão e detone tudo! A explosão irá criar uma reação que irá esfarelar boa parte da lua, desbalanceará a órbita do rochedo e irá precipitar a lua sobre a cabeça dos perplexos macacos terráqueos! Apronte uma pipoca e veja-os correr desesperados, enquanto a lua despedaçada fica semanas sobre as suas cabeças, cada vez maior, até a grande explosão!
Atenção para as catástrofes ambientais que precederão o choque! Não olhe para a explosão de anti-matéria sem óculos de proteção.

  • Custo: Enorme.
  • Diversão: Alta.
  • Risco: Moderado. Prováveis efeitos de cegueira nos desavisados.

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Idéia 5: FAÇA-OS DE PALHAÇOS
Os macacos do planeta Terra são muito curiosos. Ao contrário dos seus primos mais peludos, os macacos eretos e sem pelos desenvolveram complexos padrões de irracionalidade que leva-os a viver em uma concepção autista de natureza, atribuindo ao cosmo curiosas propriedades mágicas e imaginando relações de extra-causalidade bastante patéticas. Isso, meu amigo tirano galáctico, pode ser muito divertido. Se vamos varrer estas pestes do mapa, por que não fazer com
estilo e teatralidade?
Tudo o que precisamos é um clone e alguns truques de palco. Como dizia o escritor Vx’yyan, do finado sistema 187, “toda tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de mágica”.
Criamos um clone humano, com idade de aproximadamente 33 translações terrestres, com barba e cabelos compridos. Vestimos o bicho com uma túnica branca e vermelha, à moda de 2000 translações terrestres atrás. Logo após, colocamos um implante neural para controlar completamente o bicho à distância.
Caso não tenham percebido, trata-se de uma réplica de um personagem de uma história muito popular (embora bastante absurda) dos terráqueos, que os patéticos habitantes da Terra, em sua maioria, acreditam ter acontecido de verdade bem como é apresentada na literatura de época! Este personagem, durante o conto, desafia as leis da física, as leis da causalidade, repõe tecidos orgânicos com toque de suas extremidades, cessa a sua operação cerebral e volta a operar, comunica-se frequentemente com um grande mamífero invisível que supostamente é seu genitor e outras sandices ininteligíveis. Vai entender…
Pois bem, faremos este clone, devidamente controlado à distância pelos nossos melhores estudiosos da cultura terráquea, aparecer, alegando tratar-se do tal personagem. Nossas estimativas é de que, imediatamente, grandes grupos macacos irão se reunir em culto para seguí-lo e defendê-lo. Alguns irão duvidar, mas, após algumas demonstrações de mágica de palco (campos de anti-gravidade irão fazê-lo levitar e andar sobre a água, nanobiomáquinas irão repor tecidos de macacos enfermos e dissolver-se na corrente sanguínea, geradores de imagens criarão ilusões mitológicas nos céus, clonagem fará cópias indivíduos mortos aparecerem ilesos, etc), os que duvidarem serão extintos à violência pelos próprios terráqueos! Os
macacos não são muito bons em exame crítico, então uma resistência de incrédulos não passará de poucas centenas. Serão dominados e massacrados ritualmente pelos restantes em poucos dias.
Após isso, meu amigo, institua o caos que a sua imaginação permitir. Separe-os em exércitos e faça-os brigarem entre si! Mande-os arremessarem-se de desfiladeiros (e faça imagens de macacos alados aparentemente saírem dos corpor esfacelados!)! Crie bestas multiencefálicas com engenharia genética e as ponha atrás deles! Seja o que for, mande os vídeos depois para nós!

  • Custo: alto, mas a diversão compensa
  • Diversão: Infinita! A festa não tem hora para acabar!
  • Risco: nulo

Polysics – DEVOlução

O clipe acima, indicado no De Gustibus, já valeria por si mesmo — a garota, Mao Murakami, tem onze anos e mora em um templo budista com seu pai, monge que também dança (!). Não foi editado, a menina realmente dança assim. A versão editada do clipe pode ser conferida aqui. Mas além do clipe, está Polysics.
Completamente inspirado em DEVO, a banda japonesa é uma evolução do estilo nerd misturando ficção científica trash com música despretensiosa. Já havia visto o clipe de Domo Arigato Mr Roboto, mas ainda que não seja ruim, o clipe em particular não exibe o melhor do estilo nerd devoluído de Polysics. Isso você pode ver neste clipe mais recente de Catch on Everywhere:

Membros da banda em escala, incluindo o vocalista com metade do tamanho para uma voz igualmente distorcida são detalhes cientificamente inúteis, mas muito bons. Não pára aí. Each Life Each End mistura discursos megalomaníacos com clipes de suspostos experimentos em parapsicologia e mesmo autópsias extraterrestres:

Já Kaja Kaja Goo exibe magníficas invenções nipônicas que você já deve ter visto, mas provavelmente não em vídeo:

O visual e conceito da banda, expressos em seus vídeos, são o melhor — a música não é grande coisa, mas então, Devo também não era. As melhores e mais pegajosas são justamente as que podem ser ouvidas nos clipes acima, “I Me Mine” e “Catch on Everywhere”.

Chicken. Chicken, chicken, chicken.

Mais aqui. Via Fabio Seixas

Ultrawoman


O Carlos Cardoso encontrou um Surfistaprateadoman, mas poucas coisas seriam mais bizarras que a imagem acima.

“Carnaval no Rio” com Arnold Schwarzenegger

“Sabia que tinha algo em comum com o homem brasileiro. … Minha parte favorita do corpo: a bunda … aprendi uma palavra ontem, ahn, bunda. É bom, não? Yeah, I like bunda”.

É um documentário (?) de viagem de 1983, Carnival in Rio, que tem em verdade quase uma hora de duração. Mas aparentemente a cena incluída acima em que ele enfia uma cenoura na boca da brasileira é o clímax. [via celebritywonder]

“Essa é pra quem viaja muito de avião, da GOL”

Se você estiver sentado próximo a um chato que esteja lhe irritando num avião, siga estas instruções:
1 – Silenciosa e calmamente abra a pasta do seu laptop;
2 – Retire seu laptop;
3 – Inicie o sistema;
4 – Tenha certeza de que o chato esteja olhando para sua tela;
5 – Feche seus olhos, junte a palma das mãos, incline sua cabeça para baixo, balance o corpo para frente e para trás, como se estivesse rezando e clique nesse link:

Clique aqui

Enviado por Newalker ao Doufer

Dilbert

Vivaldi: Verão, dueto em violão e violino

Jornada ao mundo do paradoxo de ilusão

Curta de Eugen Erhan, “A journey in a world of paradox and illusion“. Não chega a ser genial, e é um tanto melancólico, mas ainda vale.
[via MightyOpticalIllusions]

Elisha Cuthbert


Há o bônus de que quando criança era uma graça apresentando Popular Mechanics for Kids. Ah, se tivesse continuado… em nome da ciência, claro.

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